Na sala de aula com as crianças

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1 O CD Rubem Alves Novas Estórias, volume 3, abre novas janelas de oportunidade para quem gosta da literatura. Através do audiolivro podemos apreciar encantadoras histórias e deixar fluir a imaginação. Rubem Alves nos convida para o deleite da narrativa, possibilitando ao professor imergir com seus alunos no mundo da arte de contar histórias, incentivando o acesso a literatura. Para as crianças, o audiolivro poderá ser apreciado no convívio familiar, p r o p i c i a n d o momentos de lazer, de prazer em dialogar sobre os mais diversos temas. A seguir sugerimos algumas possibilidades de práticas educativas para enriquecer as aulas, que poderão aguçar as crianças no contato com o universo da linguagem oral, da melodia, da beleza das palavras. Na sala de aula com as crianças Ouvir histórias é estar com ouvidos atentos, prontos para mergulhar no mundo da imaginação, é embalar-se nos sonhos, magias, encantos, é aguçar nossos pensamentos, é sentir uma vibração fluindo no fundo do coração. Ouvir histórias nos permite dar vida aos personagens, dar movimento e sabor a cada cena, colorindo a vida conforme a nossa imaginação criadora permitir. Aproveite e mergulhe nos sons, nas palavras desse audiolivro Rubem Alves Novas Estórias. Despertando o gosto por ouvir e ler histórias Diariamente o professor poderá propiciar um momento da hora do conto, promovendo a escuta de histórias. A hora do conto pode ser o início da aprendizagem para ser um leitor, que é o caminho para descobrir e compreender o mundo. Ouvir e ler histórias é despertar o imaginário, é poder pensar, duvidar, questionar, criar hipóteses, é se sentir presente no mundo, suscitando a curiosidade, percebendo que se pode mudar de idéia, e depois formar novas opiniões, encontrando outros e novos valores.

2 Ouvir e ler histórias poderá levar o(a) aluno(a) a: Despertar senso estético e artístico-literário; Desenvolver a imaginação e o espírito crítico; Descobrir outros lugares, outros tempos, outros modos de agir e de ser, outra ética, outra ótica; Compreender e avaliar o mundo em que se vive; Dicas e sugestões Formar o hábito da leitura; Enriquecer experiências; Desenvolver diferentes formas de linguagem; Descarregar tensões; Resolver os conflitos emocionais; Criar hábitos sociais (ouvir); Recrear. Organize a sala de aula de forma que ela esteja aconchegante para que as crianças possam apreciar o momento de ouvir e participar das histórias; Antes da escuta da história, converse com os alunos preparando-os para a recepção do texto; Mobilize os alunos para interagirem com o texto, questionando, conversando na intenção da compreensão textual. Após a escuta, você poderá propor atividades de transferência e aplicação da história. As histórias podem funcionar como agente desencadeador de criatividade, inspirando cada pessoa a manifestarse, expressivamente, de acordo com a sua preferência. É importante que os alunos conheçam um pouco da história da vida de Rubem Alves. No audiolivro Rubem Alves Novas Estórias, encontramos 5 textos que poderão ser apreciados por crianças da Educação Infantil até o Ensino Fundamental, adolescentes e adultos se encantarão com as histórias que falam de alegria, saudade, liberdade, diferenças, e encantamento. A seguir propomos algumas sugestões de práticas educativas com base nas histórias.

3 A montanha encantada dos gansos selvagens Antes da escuta da história, converse com os alunos preparando-os para receber o texto: Vocês conhecem os gansos? Como eles são? A história que vocês ouvirão vai falar de uma montanha encantada com gansos selvagens, como será uma montanha encantada? Convide as crianças para apreciarem a história, em seguida, converse com elas: Por que os gansos eram selvagens? Quais são as diferenças entre os gansos domésticos e os selvagens? Onde e como viviam os gansos selvagens? Do que os gansos se alimentavam? Ao nascer um gansinho na montanha, como era o nome dele? Como era escolhido o nome dos gansos? Será que os nomes dos gansos eram como os nossos nomes? Como era a montanha mágica? O que tinha na montanha que a tornava mágica? Como os gansos poderiam chegar até a montanha mágica? O que aconteceu com o pai do ganso Cheiro de Jasmim? Por que somente os gansos mais velhos, mais leves poderiam chegar até a montanha mágica? Nessa história, o(a) professor(a) poderá abordar a questão da morte de maneira tranqüila, pois a passagem para a montanha mágica, é para aqueles que já cumpriram sua missão na vida, já se tornaram leves, sábios. 3. Sugestões de atividades aplicativas ao texto No quadro de giz, escreva o nome das crianças, em seguida, brinque com elas, solicitando que cada uma escolha um nome, como os nomes dos gansos, que representem coisas de que gostamos bastante. Depois, comente cada nome escolhido, pedindo que eles as justifiquem. Vai ser divertido encontrar um outro nome como na história de Cheiro de Jasmim. Após a conversa sobre a

4 montanha mágica, solicite que as crianças imaginem como poderia ser uma montanha mágica e o que poderia nela conter. Em seguida, peça que elas representem por meio de desenhos a montanha mágica. Os alunos poderão utilizar lápis de cor ou tinta guache. Após terminarem a representação, sentados em roda, eles poderão comentar sobre os seus desenhos. Como nasceu a alegria Questione as crianças: O que significa para vocês a alegria? O que pode nos deixar alegre? Como será que nasceu a alegria? Após a escuta da história, converse com seus alunos, propondo algumas questões para reflexão e discussão: Conforme a história, como era a terra? O que será que tinha na terra? Quem vivia nessa terra? Que animais? O que eles faziam? Será que todas as flores têm a sua beleza? Por que a florzinha da história chorou? O que aconteceu com a florzinha? O que a deixava tão triste? Conforme a história, como foi que nasceu a chuva? E como foi que nasceu a alegria? O que era o sorriso da florzinha? O que significa a tristeza? E a alegria? O que nos deixa triste? Quando ficamos tristes o que acontece? O que nos deixa alegre? 3. Sugestões de atividades aplicativas ao texto Lista com nome de flores: Faça coletivamente uma lista com nome das flores que as crianças conhecem, em seguida, relacione as características de cada uma delas. Nessa atividade o professor poderá trabalhar a beleza de cada uma das

5 flores, mesmo tendo características diferentes. Pode-se refletir que apesar das diferenças, devemos aprender a respeitar as pessoas como elas são. Criando um planeta todo florido: Construa com as crianças um painel representando o planeta conforme a história. Ofereça diversos tipos de papéis, retalhos de tecido, cola, tesoura e canetinhas. Deixe que elas representem o planeta alegre, utilizando a criatividade. Construindo o livro da alegria Ofereça para cada criança uma A menina e o pássaro encantado Reúna as crianças e solicite que elas imaginem como seria o pássaro encantado da história. Após a escuta do texto, pergunte às crianças: Como era então o pássaro da história? Da mesma forma que vocês imaginaram? Por que o pássaro era encantado? O que o tornava encantado? O que a menina fez, que deixou o pássaro tão triste, sem encanto? Por que a menina engaiolou o f o l h a de papel ofício, em seguida, solicite que cada uma delas, escreva ou desenhe, uma outra forma que poderia ter nascido a alegria. Peça que as crianças, utilizando a imaginação, representem o nascimento da alegria. Reúna todos os desenhos, coletivamente, preparem uma capa, escolham um título para o livro, relacionem o nome dos autores, depois mostrem o livro para outros colegas. pássaro? O que significa a saudade? Vocês já sentiram saudade de alguém? Quando? Como foi sentir saudade? O que é liberdade? O amor da menina pelo pássaro, poderia deixar o pássaro preso? De que os pássaros precisam? 3. Sugestões de atividades aplicativas ao texto Na história, o pássaro era encantado porque tinha saudade da menina e a saudade o deixava mais belo, mais

6 encantado, para poder sempre, reencontrá-la. Se o pássaro ficasse engaiolado, não teria liberdade e nunca mais teria saudade da menina, sendo assim o amor iria embora. O que significa então a saudade? Peça que cada criança represente o significado da saudade, seja escrevendo um pequeno poema, ou então desenhando e/ou escrevendo apenas um verso O passarinho engaiolado Converse com as crianças se é possível um pássaro viver na gaiola, pergunte: Como vivem os pássaros? Qual é o seu hábitat natural? Por que encontramos pássaros engaiolados? Após o momento da escuta da história, questione as crianças: Como é ter uma vida de pássaro? Como era a vida do pássaro da história de Rubem Alves? Como ele foi aprisionado? Qual era a frase que estava na gaiola? E o que ela significa? Será que um pássaro que viveu sempre na gaiola, conseguirá um dia viver livremente, como os pardais? Como as pombas? Como os beija-flores? Por que o pássaro, que teve oportunidade de voar livremente, voltou para a gaiola? Nessa história, é importante conversar com as crianças que às vezes nos deixamos ser aprisionados pela insegurança, pela falta de iniciativa. Se vivermos sempre do mesmo jeito, apenas com a mesma rotina, teremos dificuldade para superarmos os problemas, e enfrentarmos novos desafios. Assim como o pássaro que foi criado em cativeiro, teria realmente dificuldade de viver como pássaros que nascem e

7 crescem livremente. Mas, é preciso ter coragem para enfrentar as dificuldades da vida. Não podemos fugir dos problemas e nos esconder das dificuldades que aparecem. A porquinha de rabo esticadinho Antes da escuta da história, pergunte às crianças: Como são os porquinhos? Como eles vivem? Do que eles se alimentam? Quais são as características físicas dos porcos? Após a escuta do texto, converse com as crianças: Como era o nome da porca mãe? Quantos porquinhos teve a porca? Como eram os porquinhos? Por que havia um porquinho diferente? Qual era a diferença? Será que o fato de uma porquinha ser diferente era um problema? Relate todas as tentativas que a porquinha fez para que seu rabo fosse enroladinho. Será que só com o pensamento positivo podemos mudar as coisas? Nós, seres humanos, temos as nossas diferenças e isso é que nos dá identidade. Mas, porque a porquinha ficava triste em ser diferente? Ao final da história, como foi que a porquinha superou a diferença? Na história da porquinha do rabinho esticadinho, fica evidenciado que as diferenças não podem ser motivo para discriminação, pelo contrário, devemos aceitar as pessoas como elas são. 3. Sugestões de atividades aplicativas ao texto Converse com as crianças e pergunte que outras possibilidades criativas a porquinha poderia ter utilizado para enrolar o rabinho. Ofereça massinha de modelar, ou argila e oriente para que as crianças criem uma escultura de um porquinho ou porquinha. Peça que cada criança escolha um nome para seu porquinho. Depois, faça uma exposição de porquinhos, para que os alunos apreciem e valorizem o trabalho dos colegas, e que também percebam que os porcos não são iguais, porque nós também não somos iguais, as diferenças é que nos caracterizam.

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