Liderança em enfermagem: conceitos, evolução e dificuldades dos enfermeiros

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Liderança em enfermagem: conceitos, evolução e dificuldades dos enfermeiros"

Transcrição

1

2 Liderança em enfermagem: conceitos, evolução e dificuldades dos enfermeiros Lilian Freitas da Silva Aluna do Curso de Graduação em Enfermagem. Isabel Cristina Kowal Olm Cunha Docente do Curso de Graduação em Enfermagem. Orientadora. RESUMO Liderança é um tema amplamente discutido, e desde a antiguidade vários autores propõem diferentes definições. Existem muitos estudos sobre o tema, mas poucos abordam ou discutem as dificuldades que os enfermeiros enfrentam para exercer a liderança e pode-se observar na prática que poucos enfermeiros são líderes. Este trabalho tem como objetivo identificar as principais dificuldades que os enfermeiros encontram para liderar suas equipes, relatados em artigos científicos no período de 1970 a 2005, além de descrever os conceitos e sua evolução. Foram lidos 34 artigos que constituíram a amostra desde trabalho. Baseada na análise dos dados,pode-se concluir que o conceito de liderança evoluiu desde chefiar pessoas e exercer influência sobre elas, a trabalhar em e com a equipe desenvolvendo-a e crescendo com ela. As principais dificuldades do enfermeiro em liderar apontadas, são relacionadas à integrar administração e assistência, a estabelecer relacionamentos efetivos com a equipe e a delegação de tarefas. Descritores: Liderança; Equipe de enfermagem; Enfermagem. Silva LF, Cunha ICKO. Liderança em enfermagem: conceitos, evolução e dificuldades dos enfermeiros. INTRODUÇÃO Falar sobre líder, liderança e como se deve liderar uma equipe é algo muito complexo. Tanto o termo liderança como líder foram sofrendo várias transformações com o passar dos anos. Estes termos são muito discutidos e apresentam várias definições. Os primeiros conceitos sobre liderança surgiram na antiguidade quando Platão acreditava que o líder fosse um ser onisciente capaz de dar origem ao Estado ideal, de cujo caráter e direção era o criador, enquanto que Maquiavel pensava no líder como aquele que pode tudo, era considerado quase que um Deus (1). Independentemente de conceitos, quando se fala em liderança a primeira que pensamos são os grandes nomes de líderes que ouvimos nos noticiários, os líderes da política, dos negócios, do esporte entre outros, mas não podemos esquecer que existem líderes por todos os lados, na nossa família, na igreja, na comunidade, no grupo de amigos, no trabalho, ou seja, estamos cercados por líderes o tempo todo. A liderança assim, podemos afirmar, é algo que ocorre entre as pessoas. Outros conceitos foram surgindo mais tarde, e a liderança passou a ser definida como um dos processos que concretiza a administração de pessoal nas organizações e se responsabilizava pela condução ou coordenação de grupos (2). Defendia-se assim que a liderança exercida pelo enfermeiro era afetada por características da situação, entre estas destacava-se o modo pelo qual a prestação da assistência de enfermagem estava estruturada (3). O líder deve ser capaz de provocar mudanças, a principal delas deve se fazer com que a sua equipe não sinta-se controlada o tempo todo, e ele deve deixar para traz a antiga função da administração que visava apenas a satisfação da equipe médica, e era rígida e controladora com os subordinados, e aqui deve ocorrer outra mudança onde os antigos subordinados devem passar a ser colaboradores apoiando e dando uma contribuição positiva na execução de tarefas (4). Vários autores já tentaram e ainda tentam descobrir a melhor forma de se definir liderança, mas muitos deles concordam que a liderança é um processo de influenciar as pessoas a mudarem, e também concordam que liderança consiste no exercício da influência de um indivíduo sobre um grupo (3,4,5). 58

3 Escolhi falar sobre liderança, por ser um tema muito atual e que vem sendo discutido há muito tempo sem que os autores cheguem a um consenso, e baseada em dados empíricos venho observando que grande parte dos enfermeiros recém-formados tem dificuldades para liderar as suas equipes pois muitos confundem liderança com administração ou acreditam que liderar é mandar nos subordinados. Outro aspecto que merece destaque é que na universidade os professores enfatizam a necessidade que temos de ser os líderes de nossa equipe, que uma boa equipe depende de um bom líder, que para sermos um bom líder devemos fazer isto ou aquilo, mas nenhum deles relata como é difícil ser um líder, nem dos conflitos entre líderes e liderados e de como agir nestas situações. Espero com este trabalho identificar na literatura o que é abordado sobre as dificuldades que os (as) enfermeiros(as) encontram para liderar as suas equipes, e assim poder ajudar os novos enfermeiros(as) a enfrentar estas situações com mais segurança, por que liderar em enfermagem é imprescindível tanto para o crescimento da profissão, como para um melhor desempenho da equipe. Para este estudo foram estabelecidos os seguintes objetivos: - Identificar as principais dificuldades que os(as) enfermeiros(as) encontram para liderar suas equipes, relatados em artigos científicos no período de 1970 a Descrever as principais alterações que foram ocorrendo com os conceitos e evolução da liderança no mesmo período. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão bibliográfica, qualitativa, descritiva sobre o tema liderança em enfermagem. As referências bibliográficas foram pesquisadas no site da biblioteca Regional de Medicina - BIREME, nas bases de dados da BDENF e SCIELO, utilizando as palavras chaves liderança, líder, chefe e administração em enfermagem, no período de 1970 a Foram localizados 63 artigos que abordavam o tema, dos quais foram lidos os resumos e separados aqueles de periódicos nacionais que apresentavam o termo liderança no título e abordavam o tema liderança no contexto hospitalar ou relacionado ao enfermeiro/equipe de enfermagem, tendo-se excluído todos os demais. Destes 20 enquadraram-se nos critérios de inclusão constituindo-se a amostra do estudo. Os dados foram analisados e separados de acordo com o ano de publicação, fazendo-se uma comparação com os conceitos e os aspectos importantes sobre a liderança da época, tendo sido então os artigos separados em quatro grandes grupos de acordo com a década de publicação. A análise foi realizada tendo como pano de fundo as principais alterações que foram ocorrendo no período com as definições sobre liderança, e sobre características do líder. RESULTADOS E DISCUSSÃO Após a leitura de todo o material encontrado, foram descritas as definições de lideranças e as dificuldades apontadas segundo a década de publicação do artigo e dos acontecimentos que foram importantes para que ocorressem estas mudanças. v DÉCADA DE 70 Nesta década o termo chefia é mais discutido do que o termo liderança. O enfermeiro é considerado o líder da equipe, e não há discussões sobre este aspecto, e também não se abre mão desta posição. A ênfase dada é que como líderes os enfermeiros tinham como função coordenar e controlar o trabalho da equipe de enfermagem. A liderança era percebida de uma forma incorreta, e existia uma grande expectativa em relação às suas possibilidades. Vivia-se uma hierarquia rígida, onde se priorizava-se o estabelecimento de regras, baseadas no controle, alienação e dominação, para a manutenção do status quo (1). A preocupação com a liderança em enfermagem vinha da década anterior, quando em 1968 no XX Congresso Brasileiro de Enfermagem o tema oficial proposto foi Educar para a Liderança, estabelecendo também outras recomendações. No entanto neste sentido nada foi realizado. O que se esperava dos enfermeiros era que eles tivessem uma liderança participativa, independente do local onde ele prestasse serviço (6). Neste período afirmava-se que ser chefe significava ser audacioso e habilidoso para saber como levar as pessoas a trabalharem em grupo, reconhecendo a melhor habilidade de cada um. O chefe era aquele que assumia a responsabilidade pelo produto final criado por várias pessoas. Carvalho (5) afirmava que nesta época as palavras chefia, supervisão, gerência e presidência eram consideradas sinônimos. Assim, liderança é uma forma de exercer poder sobre uma pessoa ou um grupo, e isto é uma forma de dominação e domínio, e está ligado à influência, logo o líder é aquele que exerce influência sobre pessoas. O líder é a pessoa que se destaca e aparece no grupo (5). Para se exercer a liderança era necessário ter alguns conhecimentos essenciais como de planejamento, organização, comunicação e análise de problemas (1). A liderança era algo que não poderia faltar na enfermagem pois a profissão necessitava de líderes para o seu crescimento e para um melhor desempenho do trabalho da equipe. Rozendo (1) destaca que a liderança neste período na enfermagem estava centralizada no enfermeiro, e era vista como um direito adquirido, o que a conduziu a condição de mito, e esta condição era confirmada devido à aceitação de todas as pessoas, inclusive dos outros integrantes da equipe de enfermagem que acreditavam que a liderança era privilégio do enfermeiro. Somente quando os auxiliares de enfermagem começaram a se sobressair na atenção primária ao paciente, foi que os enfermeiros começaram a perceber que estavam perdendo sua liderança e a preocupar-se com esta possível perda. Nesta década a liderança estava associada à função de gerência, todavia as posições ocupadas pelos enfermeiros não eram utilizadas para produzir mudanças, e sim visando racionalizar e agilizar o trabalho realizado em equipe (1). 59

4 Neste período começava uma busca pela eficiência nos serviços de enfermagem, acarretando uma crise. Com isto iniciou-se uma preocupação com a formação dos enfermeiros, levando a elaboração de um currículo mínimo para formar profissionais mais qualificados e capazes de exercer liderança (1). Destaca-se que até aí os enfermeiros estavam sendo educados para cuidar e não para liderar, e os conhecimentos sobre liderança e tomada de decisões não eram abordados com a ênfase merecida, por isto grande parte dos enfermeiros recém-formados não compreendiam sua importância e não conseguiam ser líderes de sua equipe (6). Década de 1980 Neste período a liderança era definida como um processo de influência que uma pessoa exerce sobre outra, ou sobre um grupo de pessoas (7). E ela poderia ter como foco principal o cargo ou o empregado, a produção ou as pessoas, a tarefa ou os relacionamentos e isto demonstrava que esta forma de liderança não era tão rígida pois o líder pode inclinar-se mais para um lado do que para o outro (8). Assim, entre as funções do enfermeiro era reconhecido o papel de chefe, e ele tinha algumas funções como prestar assistência ao paciente nos diversos serviços de saúde, e também o papel de educador junto a sua comunidade e nas escolas. Como educar é uma das funções do enfermeiro, o curso de graduação tem como obrigação prepará-los para que eles fossem líderes, pois a liderança está estritamente ligada à capacidade de educar. Carneiro (7) ressaltava ainda que se durante o período de graduação o enfermeiro não tiver grande dedicação a este tema, após a sua formação deverá fazê-lo participando de cursos e palestras que abordem este conteúdo, uma vez que é imprescindível para a atuação do enfermeiro em qualquer área que ele for atuar. Defendia-se a idéia que um chefe consciente poderia tornar-se um líder, procurando identificar-se com o seu grupo de trabalho, passando a ser um elemento do grupo que o lidera, ao invés que ser uma pessoa estranha que só emitia ordens para controlá-lo. Com isto a autora enfatizava que, seria mais bem sucedido o chefe que se tornasse um líder e desenvolvesse um processo de liderança junto ao seu grupo de trabalho, do que os que continuassem sendo pessoas distantes dele (7). As formas de liderança em que o líder dava uma maior importância para o relacionamento líder-subordinado, tendiam a obter mais resultados satisfatórios, criando assim uma maior liberdade aos liderados de participar das decisões e aquelas em que o líder detinha todo o poder de decisão, sem dar importância a opinião dos seus subordinados tinham resultados menos satisfatórios (8). Foi neste século que começou a crescer o interesse pela liderança no Brasil, e foi nesta década que mais se publicou artigos e trabalhos sobre o tema. Apesar destes trabalhos terem sido muito importantes para se entender o processo de liderança, eles não fizeram uma análise profunda e crítica do assunto, por isso, a liderança na enfermagem continua sendo vista como algo mítico e idealizado (9). A principal dificuldade do enfermeiro neste período para liderar parece estar relacionada a sua subordinação a outros profissionais da área de saúde, agindo apenas como um intermediário do serviço de outros, sendo está função denominada de função administrativa burocrática, delegando o cuidado do paciente como tarefa principal aos auxiliares de enfermagem (10). Década de 1990 Neste período a liderança ainda era considerada um tema muito complexo e estudado, por se tratar de algo que se processa com e entre as pessoas (11). O preparo do enfermeiro era considerado um fator primordial para se tentar as mudanças na sua prática diária, e para isto era necessário que este tivesse um grande embasamento teórico somado à sua prática sua maior capacitação. Somente quando os enfermeiros tiverem total compreensão do processo de liderar, é que conseguirão exercer uma liderança eficaz (12). As organizações começavam a cada vez preocupar-se mais com os recursos humanos, pois perceberam que valorizando este aspecto teriam mais lucro, e com isto a liderança foi reconhecida como um valioso instrumento (11). A estrutura organizacional começa a ser modificada para a busca de uma liderança efetiva, onde criatividade, empenho e talento passavam a ser características imprescindíveis, e neste cenário cautela e prudência excessivas não eram qualidades que as empresas buscavam em um líder, pois este necessita correr riscos (4). Cai por terra o que dizia a teoria onde se enfatizava que a pessoa já nascia com traços de personalidade que o tornariam líder ou liderado (3). Começa-se a defender que a liderança é uma habilidade, e que ela pode ser aprendida ou desenvolvida através do ensino e das experiências de vida (11). Portanto, acredita-se já que o enfermeiro em seu processo de formação ou e aperfeiçoamento fosse capaz de adquirir e desenvolver as habilidades que o tornariam um líder (13). Aceita-se, diferentemente das décadas anteriores, que o líder não está o tempo todo liderando pois muitas vezes, em diversas situações o liderado pode exercer uma ação de liderança e o líder de liderado. Enfatiza-se que o enfermeiro líder deveria adquirir capacidade de liderança com a ajuda da sua equipe (11). Apesar de se apregoar que não existiam traços que possam definir um líder, o mesmo poderia apresentar características tão fortes de personalidade que influenciaria as pessoas (13). É muito importante que o líder conheça bem a sua profissão e seja capaz de ensiná-la, que ele conheça bem ele mesmo e sua equipe, e que ele sempre mantenha a sua equipe informada sobre tudo o que lhe diz respeito, mantendo assim o bem-estar da sua equipe (14). O bom desempenho do líder está relacionado com a sua capacidade de comunicação, ele pode usar todas as formas de comunicação, desde que ele consiga fazer com que aja o total entendimento do que foi dito (15). Quando se fala sobre qualidade, tema que se destaca nesta época, a liderança passa à frente da supervisão, pois ela não procura apurar falhas e punir os seus culpados, e sim descobrir onde está o problema e como resolvê-lo eliminando as causas da falha (16). Em uma pesquisa realizada com enfermeiras, técnicos, 60

5 auxiliares e atendentes de enfermagem, foi identificado que a maioria dos pesquisados acreditam que liderança está ligada à idéia de controle, o que levou as autoras a concluírem que ainda existe uma visão administrativa de liderança. A mesma pesquisa revelou também que grande parte das enfermeiras entrevistadas acreditavam exercer liderança sobre a sua equipe, e que esta liderança os influenciariam na execução do trabalho diário, porém os componentes da equipe de enfermagem não concordaram com as enfermeiras (11). Neste período, os autores enfatizavam que os enfermeiros precisavam se dar conta que não haveria transformação no processo de liderança sem que eles dessem a devida relevância para os liderados, que precisam ser valorizados, precisam participar ativamente, pois devem ser vistos como construtores de sua própria história, e não como sujeitos a cumprir decisões onde não tiveram nenhuma participação. A primeira transformação deve ser na atuação dos enfermeiros, pois estes não consideram que a história da sua profissão se deu em conjunto com todos da equipe de enfermagem (9). Assim, enfatizava-se que para a enfermagem a liderança deveria ser vista como resultado da batalha diária, do trabalho coletivo e democratizado de toda a equipe, sendo o resultado do reconhecimento da relevância de todos envolvidos neste processo. Deve ainda ser uma construção diária para o futuro, sendo com isto possível pensar que a liderança seria capaz promover as mudanças necessárias para a modificação da visão que se tem hoje, criando lideranças que fossem capazes de reconhecer novas lideranças (9). O enfermeiro ao assumir a liderança de uma equipe pode defrontar-se com algumas dificuldades, estas podem ser de curta duração ou podem ser contínuas exigindo um grande conhecimento administrativo. Algumas das dificuldades encontradas nesta época eram: criação de prioridades, pois além de realizar as técnicas corretamente ele precisa fazer com que as outras pessoas também a executem, ocorrendo assim mudanças na relação enfermeiro-paciente e enfermeiro-equipe de enfermagem, e dificuldades em relação às delegações de tarefas. O primeiro desafio ao liderar é ganhar forças trabalhando com uma boa equipe, estabelecendo suas próprias prioridades de trabalho, estando sempre aberto e preparado para aprender através das experiências (14). Afirmava-se que na unidade de trabalho o enfermeiro sofre cinco diferentes pressões, aqui entendidas como dificuldades, quais sejam da equipe de enfermagem, da hierarquia de enfermagem, da equipe médica, dos familiares dos pacientes, dos administradores hospitalares e principalmente dos pacientes (14). Década de 2000 Hoje não existe lugar para aqueles enfermeiros que só querem mandar e esperam que a sua equipe trabalhe sozinha. O enfermeiro precisa lembrar que ele está liderando uma equipe composta por pessoas com características diferentes, que devem ser respeitadas e sua tarefa entre outras é de treinar os membros para trabalhar com estas diferenças tirando o máximo de proveito (17). Com a globalização os enfermeiros precisam cada vez mais qualificar-se, para que assumam a liderança no seu trabalho diariamente. Para se trabalhar neste momento é muito importante que o enfermeiro desenvolva cada vez mais o seu potencial de liderança, para isto, deve estar sempre buscando novos processos de aprendizagem para construir seus comportamentos e habilidades, aperfeiçoando sempre suas competências (17). Para se liderar e influenciar as pessoas é imprescindível que o enfermeiro tenha conhecimentos sobre liderança, comunicação e motivação (18). Outra característica que o líder deve desenvolver, é ser capaz de ver uma situação através do ponto de vista de outras pessoas, além de relacionar-se bem com todos, não só de sua equipe, mas do seu local de trabalho. A confiança é um aspecto que não pode faltar no processo de liderança, e além disto o líder deve ser honesto, ter visão de futuro, competência, inspiração, coragem, senso de justiça e equidade (17). O que todos esperam do líder é que ele desperte confiança, porém ele também deve obter a qualidade de ganhar a confiança de seus liderados (19). Um grande desafio que os líderes de hoje enfrentam é resolver quais são os aspectos mais significativos, pois todos nós temos interesses, valores, motivações e anseios diferentes, por isso cada pessoa precisa desenvolver o seu próprio modelo (18). A liderança hoje toma um novo rumo,pois não é mais considerada uma característica individual, e sim um recurso organizacional, só que ainda hoje a formação do enfermeiro é tecnicista, onde se aprende a preocupar-se mais com a doença do que com o ser humano (17). Afirma-se agora que para se liderar pessoas não é mais necessário haver uma relação de dominação entre o líder e o liderado, como era dito nas décadas de 70 e 80, mas é preciso que o líder tenha uma habilidade para convencer as pessoas a realizarem um objetivo em comum. Ou seja, líder hoje é aquele que tem seguidores (20). Hoje o que percebemos é que o que faz a liderança moderna mais efetiva é o fortalecimento do trabalho em grupo, e o líder é aquele que faz com que a equipe se desenvolva. É preciso também dar a devida importância às competências de cada pessoa, pois cada um deve reconhecer o propósito e o significado do seu trabalho e procurar melhor desenvolver para executá-lo. O líder de agora deve fazer com que as pessoas ajam, deve ser o agente de mudança e transformar seguidores em líderes. Com todas estas mudança o enfermeiro que hoje deseja ser um líder deve ser orientado para o futuro, mais flexível, dinâmico e estar pronto para assumir os riscos (19). Nesta década que se inicia líderes e liderados tem a mesma importância pois um não pode existir sem o outro. O líder em enfermagem nunca conseguirá ter êxito, e nem prestar uma assistência de enfermagem com qualidade se não valorizar os seus liderados pois para prestar-se um serviço de qualidade é necessário a cooperação e contribuição de toda a equipe (19). Acredita-se hoje que o desenvolvimento da liderança tem 61

6 relação com o desenvolvimento de cada um e que o segredo da liderança está em liderar a si próprio. Assim deve-se constantemente buscar o aprendizado e juntar-se à equipe para que possam crescer juntos. Não há mais lugar hoje para enfermeiros acomodados e submissos que não buscam melhorias para a profissão e que são coniventes com o desrespeito ao cidadão (17). Caberá aos líderes e as instituições aprender a ouvir, observar e perceber as necessidades das pessoas à sua volta avaliando os erros e os sucessos ocorridos no passado para que possam estar sempre em busca de melhorias (20). CONCLUSÕES Pode-se concluir que os conceitos sobre liderança e as características do líder sofreram diversas alterações e que muitos autores conceituam-na como influência sobre outra pessoa para atingir-se objetivos. Na década de 1970 ela era confundida como chefia e supervisão, como algo próprio do enfermeiro e considerada uma forma de dominação e de influência. As dificuldades neste período estavam relacionadas ao enfermeiro manter a produção e não ser agente de mudanças. Na década de 1980 autores defendiam ainda a idéia de que a liderança estava relacionada a influência que uma pessoa exerce sobre outras pessoas. Porém começava-se a perceber que o líder para obter sucesso precisava cada vez mais interar-se com a equipe e não apenas comandá-la, começando assim a dar valor ao relacionamento entre o líder e o liderado. As dificuldades do enfermeiro neste período não são apontadas, mas percebe-se que parecem estar relacionadas à subordinação deste à equipe de saúde e a delegação do cuidado aos auxiliares de enfermagem. Na década de 1990 a preocupação maior está voltada para a formação do enfermeiro, pois começa-se a defender a idéia de que a pessoa não nasce com características de líder mas que a liderança pode ser aprendida. Apesar disso ainda é vista pela equipe como prerrogativa do enfermeiro.o grande desafio do líder parece ser ter flexibilidade para lidar com os problemas e a equipe. As dificuldades do enfermeiro neste período estão relacionadas à integrar administração e assistência, a estabelecer relacionamentos efetivos com a equipe e a delegação de tarefas. Já neste século, a partir de 2000 o desafio da liderança e do líder é desenvolver-se a si próprio e levar sua equipe ao crescimento. A liderança é vista não mais como característica individual, mas um recurso organizacional. As dificuldades do enfermeiros parecem apontar para seu preparo no sentido de desenvolver competências necessárias à gestão e em especial à liderança. CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho permitiu o aprofundamento no tema liderança, no sentido de ratificar sua importância para o enfermeiro atuar como gerente da assistência de enfermagem. Assim, procurar o auto-desenvolvimento, desenvolver um relacionamento interpessoal amigável e baseado na confiança da equipe e buscar o trabalho integrado, parecem ser requisitos indispensáveis para atuar como líder no contexto do mundo globalizado e de mudanças em que vivemos. Acredita-se que para ser um bom líder e exercer uma liderança eficaz é necessário conhecer-se muito bem, pois precisa-se estar atento as limitações e a como lidar com os sentimentos, para poder crescer junto com a equipe. Precisa o tempo toso estar motivando a equipe, e fazer com que o trabalho seja algo gratificante e que toda equipe o execute com amor, com isto não será necessário criar gratificações ou instituir punições para que as tarefas sejam cumpridas com qualidade, tornando o ambiente de trabalho mais ameno onde todos possam contribuir com as suas idéias, em busca de uma melhor assistência de enfermagem. E sendo a liderança uma característica tão imprescindível aos enfermeiros, acredita-se que o tema necessite ser melhor abordado e detalhado durante a graduação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Rozendo CA. Liderança na enfermagem: refletindo um mito [dissertação] Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP; Kurcgant P. Liderança em enfermagem. In: Kurcgant P. et.al. Administração em enfermagem, São Paulo, EPU; p Trevizan MA. Liderança no contexto da enfermagem hospitalar. In: et.al. Liderança do Enfermeiro: O ideal e o real no contexto hospitalar. São Paulo; p Mezomo JC. Estratégias para uma liderança efetiva. São Paulo: Hospital-Adm. e Saúde; 1992; 16(3): Carvalho JPP, Chefia e liderança. São Paulo: Revista Paulista de Hospitais; 1975; 23(3): Secaf V. Liderança: um desafio para as enfermeiras. São Paulo: Enf Novas Dimens; 1977; 3(4): Carneiro A. Interrelação dos papéis de chefe, educador e líder, desempenhados pelo enfermeiro. Rev Baiana Enferm 1986; 2(2): Luiz MV. A enfermagem e o conhecimento dos conceitos e liderança, motivação, comunicação e mudança. São Paulo: Acta Paul Enferm 1989; 2(4): Rozendo CA, Gomes ELR. Liderança na enfermagem brasileira: aproximando-se de sua desmitificação. Rev Latino-amEnfermagem 1998; 6(5): Trevizan MA, Mendes IAC, Évora YDM, Anselmi ML. O significado da administração da assistência ao paciente. Porto Alegre: Rev Gaúcha Enferm 1989; 10(1): Melo MRAC, Rozendo CA, Sonobe HM, Riul S. Opinião da equipe de enfermagem em relação à liderança exercida pela enfermeira. O mundo da saúde; 1995; 19(10): Galvão CM, Trevizan MA, Sawada NO, Coleta JAD. Liderança situacional: estrutura de referência para o trabalho do enfermeiro-líder no contexto hospitalar. Rev Latino-am.enfermagem 1998; 6(1): Guirardello EB, Riul S. Liderança do enfermeiro. Rev Mineira Enferm 1998; 2(1):

7 14. Chaves EHB. Aspectos da liderança no trabalho do enfermeiro. Rev Gaúcha Enferm 1993; 14(1): Trevizan MA, Mendes IAC, Fávero N, Melo MRAC. Liderança e comunicação no cenário da gestão em enfermagem. Rev Latino-am.enfermagem 1998; 6(5): Antunes AV. Liderança para a qualidade na enfermagem. Rev Nursing 1999; 2(15): Dias MAA. Liderança: uma nova visão da atuação do enfermeiro frente a sua equipe. Rev Academia Enferm 2003; 1(1): Nunes SPV. Liderar e motivar equipes campeãs. Rev Fármacos e Medicamentos 2000; Simões ALA, Fávero N. O desafio da liderança para o enfermeiro. Rev Latino-amEnfermagem 2003; 11(5): Neto DL. Liderança transformacional: a arte de administrar com inteligência emocional. Rev Nursing 2000: 3(21):

8

Preparo do enfermeiro-líder para a qualidade da assistência de enfermagem: revisão da literatura

Preparo do enfermeiro-líder para a qualidade da assistência de enfermagem: revisão da literatura Preparo do enfermeirolíder para a qualidade da assistência de enfermagem: revisão da literatura Débora Cristina Fioretti Aluna do Curso de Graduação em Enfermagem. Maria Cristina Sanna Docente do Curso

Leia mais

Aperf r e f iço ç a o m a ent n o t o Ge G re r nci c al a para Supermercados

Aperf r e f iço ç a o m a ent n o t o Ge G re r nci c al a para Supermercados Aperfeiçoamento Gerencial para Supermercados Liderança Liderança é a habilidade de influenciar pessoas, por meio da comunicação, canalizando seus esforços para a consecução de um determinado objetivo.

Leia mais

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva.

Palavra chave: Capital Humano, Gestão de Pessoas, Recursos Humanos, Vantagem Competitiva. COMPREENDENDO A GESTÃO DE PESSOAS Karina Fernandes de Miranda Helenir Celme Fernandes de Miranda RESUMO: Este artigo apresenta as principais diferenças e semelhanças entre gestão de pessoas e recursos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM I

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM I UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA FACULDADE DE ENFERMAGEM OBJETIVOS DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM I MÉTODOS DE TRABALHO - FERRAMENTAS NA ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM 1.

Leia mais

Liderança Estratégica

Liderança Estratégica Liderança Estratégica A título de preparação individual e antecipada para a palestra sobre o tema de Liderança Estratégica, sugere-se a leitura dos textos indicados a seguir. O PAPEL DE COACHING NA AUTO-RENOVAÇÃO

Leia mais

UTILIZAÇÃO DA LIDERANÇA COMO INSTRUMENTO GERENCIAL NO PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO

UTILIZAÇÃO DA LIDERANÇA COMO INSTRUMENTO GERENCIAL NO PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO UTILIZAÇÃO DA LIDERANÇA COMO INSTRUMENTO GERENCIAL NO PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO ISABELA FERNANDA LARIOS FRACAROLLI ANAIR LAZZARI NICOLA Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, Paraná,

Leia mais

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO

LÍDERES DO SECULO XXI RESUMO 1 LÍDERES DO SECULO XXI André Oliveira Angela Brasil (Docente Esp. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Flávio Lopes Halex Mercante Kleber Alcantara Thiago Souza RESUMO A liderança é um processo

Leia mais

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO

ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM PROF. CARLOS ALBERTO CONCURSO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ESPECÍFICO DE ENFERMAGEM TEMA 04: ATIVIDADES DO ENFERMEIRO ATIVIDADES DO ENFERMEIRO SUPERVISÃO GERENCIAMENTO AVALIAÇÃO AUDITORIA

Leia mais

O PROCESSO GERENCIAR DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO EM UM HOSPITAL REGIONAL NO MUNÍCIPIO DE PAU DOS FERROS, RN, BRASIL.

O PROCESSO GERENCIAR DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO EM UM HOSPITAL REGIONAL NO MUNÍCIPIO DE PAU DOS FERROS, RN, BRASIL. ÁREA TEMÁTICA: Enfermagem O PROCESSO GERENCIAR DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO EM UM HOSPITAL REGIONAL NO MUNÍCIPIO DE PAU DOS FERROS, RN, BRASIL. CARVALHO, Sancherleny Bezerra de. Acadêmica do 6º período

Leia mais

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com

LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO. Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LIDERAR PESSOAS A BASE DA CONSTRUÇÃO DE UMA EQUIPE DE SUCESSO Prof. Paulo Henrique Ribeiro paulo@topassessoria.com LI ESTAMOS PASSANDO PELA MAIOR TRANSFORMAÇÃO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE. VALORIZAR PESSOAS

Leia mais

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com.

Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil. bbbrothers@bbbrothers.com. Gerência de projetos: arte ou disciplina? By André Barcaui, MsC, PMP is a consultant and management coach, Brazil bbbrothers@bbbrothers.com.br O equilíbrio necessário para se tornar um excelente gerente

Leia mais

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA

TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA TEMA: O LÚDICO NA APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA RESUMO Os educadores têm se utilizado de uma metodologia Linear, que traz uma característica conteudista; É possível notar que o Lúdico não se limita

Leia mais

Motivação e liderança: um trabalho em equipe nas organizações

Motivação e liderança: um trabalho em equipe nas organizações Motivação e liderança: um trabalho em equipe nas organizações Marcelo Augusto Loenert 1 Introdução As práticas de motivação e liderança estão sendo cada vez mais aplicadas nas organizações. Várias mudanças

Leia mais

AVALIAÇÃO DO PLANO DE T&D

AVALIAÇÃO DO PLANO DE T&D AVALIAÇÃO DO PLANO DE T&D Ariadne Cedraz 1 Léa Monteiro Rocha 2 Luciana Cristina Andrade Costa Franco 3 A quarta e última etapa do processo refere-se à avaliação que tem por objetivo averiguar se os resultados

Leia mais

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA

Prof. Gustavo Nascimento. Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA Prof. Gustavo Nascimento Unidade I MODELOS DE LIDERANÇA A liderança e seus conceitos Liderança é a capacidade de influenciar um grupo para que as metas sejam alcançadas Stephen Robbins A definição de liderança

Leia mais

A UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS CONTEMPORÂNEAS NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES

A UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS CONTEMPORÂNEAS NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES A UTILIZAÇÃO DAS FERRAMENTAS ADMINISTRATIVAS CONTEMPORÂNEAS NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES André F. Soares Correia, FSM, andre.s.correia@hotmail.com¹ Virginia Tomaz Machado, FSM, vtmachado@hotmail.com²

Leia mais

MOTIVAÇÃO UM NOVO COMBUSTÍVEL EMPRESARIAL

MOTIVAÇÃO UM NOVO COMBUSTÍVEL EMPRESARIAL MOTIVAÇÃO UM NOVO COMBUSTÍVEL EMPRESARIAL Daniele Cristine Viana da Silva 1 Maria José Vencerlau 2 Regiane da Silva Rodrigues 3 André Rodrigues da Silva 4 Fábio Fernandes 5 RESUMO O Artigo Científico tem

Leia mais

O que é Administração

O que é Administração O que é Administração Bem vindo ao curso de administração de empresas. Pretendemos mostrar a você no período que passaremos juntos, alguns conceitos aplicados à administração. Nossa matéria será puramente

Leia mais

(Re)Empreendedorismo

(Re)Empreendedorismo (Re)Empreendedorismo A escolha é nossa Empreendedorismo Processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes

Leia mais

Enquete. O líder e a liderança

Enquete. O líder e a liderança Enquete O líder e a liderança Muitas vezes, o sucesso ou fracasso das empresas e dos setores são creditados ao desempenho da liderança. Em alguns casos chega-se a demitir o líder, mesmo aquele muito querido,

Leia mais

Objetivo. Apresentar uma síntese das principais teorias sobre liderança e suas implicações para a gestão.

Objetivo. Apresentar uma síntese das principais teorias sobre liderança e suas implicações para a gestão. Liderança Objetivo Apresentar uma síntese das principais teorias sobre liderança e suas implicações para a gestão. 2 Introdução O que significa ser líder? Todo gestor é um líder? E o contrário? Liderança

Leia mais

Como transformar Grupos em Equipes

Como transformar Grupos em Equipes Como transformar Grupos em Equipes Caminhos para somar esforços e dividir benefícios Introdução Gestores de diversos segmentos, em algum momento de suas carreiras, deparam-se com desafios que, à primeira

Leia mais

Coaching Executivo: Coaching como instrumento fundamental do Líder

Coaching Executivo: Coaching como instrumento fundamental do Líder Coaching Executivo: Coaching como instrumento fundamental do Líder I Simpósio Coaching - Arte e Ciência CRA-SP 28 de maio de 2013 1 COACH Sentido original da palavra: veículo para transporte de pessoas.

Leia mais

Gestor-líder: processo dinâmico de criação, habilidade, competência para perceber das limitações do sistema e propor solução rápida;

Gestor-líder: processo dinâmico de criação, habilidade, competência para perceber das limitações do sistema e propor solução rápida; AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Administração Escolar DISCIPLINA: Gestão de Políticas Participativas ALUNO(A):Mª da Conceição V. da MATRÍCULA: Silva NÚCLEO REGIONAL:Recife DATA:17/09/2013 QUESTÃO

Leia mais

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES t COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES Joaquim Domingos Maciel Faculdade Sumaré joaquim.mackim@gmail.com RESUMO: Este artigo pretende alertar estudantes e profissionais para a compreensão

Leia mais

Prof Elly Astrid Vedam

Prof Elly Astrid Vedam Prof Elly Astrid Vedam Despertar e saber lidar com os mecanismos de liderança e se preparar para a gestão de pequenos e médios negócios; Identificar conflitos no ambiente de seu negócio, calculando e avaliando

Leia mais

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs

Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Segredos e Estratégias para Equipes Campeãs Ultrapassando barreiras e superando adversidades. Ser um gestor de pessoas não é tarefa fácil. Existem vários perfis de gestores espalhados pelas organizações,

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS

FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS 1 FATORES PARA A INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO: EDUCAÇÃO, CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES PESSOAIS MAURICIO SEBASTIÃO DE BARROS 1 RESUMO Este artigo tem como objetivo apresentar as atuais

Leia mais

Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM

Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM Gestão de Relacionamento com o Cliente CRM Fábio Pires 1, Wyllian Fressatti 1 Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil pires_fabin@hotmail.com wyllian@unipar.br RESUMO. O projeto destaca-se

Leia mais

1 SEPAGE Seminário i Paulista de Gestão em Enfermagem. Liderança Coaching e Desenvolvimento de Pessoas

1 SEPAGE Seminário i Paulista de Gestão em Enfermagem. Liderança Coaching e Desenvolvimento de Pessoas 1 SEPAGE Seminário i Paulista de Gestão em Enfermagem Liderança Coaching e Desenvolvimento de Pessoas Maria Lúcia Alves Pereira Cardoso GEPAG UNIFESP abril / 2009 CONTEXTO Características do Trabalho no

Leia mais

Organização da Aula. Gestão de Recursos Humanos. Aula 2. Liderança X Gerenciamento. Contextualização. Empreendedor Conflitos.

Organização da Aula. Gestão de Recursos Humanos. Aula 2. Liderança X Gerenciamento. Contextualização. Empreendedor Conflitos. Gestão de Recursos Humanos Aula 2 Profa. Me. Ana Carolina Bustamante Organização da Aula Liderança Competências gerenciais Formação de equipes Empreendedor Liderança X Gerenciamento Conceito e estilos

Leia mais

REFLEXÃO. (Warren Bennis)

REFLEXÃO. (Warren Bennis) RÉSUMÉ Consultora nas áreas de Desenvolvimento Organizacional e Gestão de Pessoas; Docente de Pós- Graduação; Coaching Experiência de mais de 31 anos na iniciativa privada e pública; Doutorado em Administração;

Leia mais

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING

ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MBA EM GESTÃO DE PESSOAS, LIDERANÇA E COACHING CENÁRIO E TENDÊNCIAS DOS NEGÓCIOS 8 h As mudanças do mundo econômico e as tendências da sociedade contemporânea.

Leia mais

Treinamento de Líderes Ministério da Mulher

Treinamento de Líderes Ministério da Mulher 1 Treinamento de Líderes Ministério da Mulher Introdução A liderança feminina sempre encontra barreiras impostas pelas tradições; é necessário que a mulher vença o seu interior, disponha-se a liderar e

Leia mais

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto

Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI. Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Coordenação Prof. Dr. Marcos T. Masetto 1 Curso de Formação Pedagógica para Docentes da FEI Professor Doutor Marcos T. Masetto Objetivos Desenvolver competências

Leia mais

LIDERANÇA, SER OU NÃO SER UM LÍDER?

LIDERANÇA, SER OU NÃO SER UM LÍDER? LIDERANÇA, SER OU NÃO SER UM LÍDER? AILA MORAIS V. DE CARVALHO ALAN CÁSSIO G. EVERTON BENFICA DOS SANTOS MARAISA DE LIMA BARCELOS SHÁDYA AMÁBILLE RAMOS LOPES FACULDADES INTEGRADAS DE TRÊS LAGOAS - AEMS

Leia mais

Equipe de Alta Performance

Equipe de Alta Performance Equipe de Alta Performance Como chegar a ser uma EAP? Intelectual Razão Cognição Meta Estratégia EQUIPE EAP (Time) BANDO GRUPO Emocional Motivação Relação Ajuda O que é uma Equipe? Éumgrupodepessoas: com

Leia mais

Palavras-chaves: Jogos matemáticos; Ensino e aprendizagem.

Palavras-chaves: Jogos matemáticos; Ensino e aprendizagem. Emanuella Filgueira Pereira Universidade Federal do Recôncavo da Bahia O JOGO NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA Resumo O presente artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa mais ampla que

Leia mais

IX CONOPARH Recrutamento e Seleção de Líderes

IX CONOPARH Recrutamento e Seleção de Líderes IX CONOPARH Recrutamento e Seleção de Líderes Fabiana Azevedo - Headhunter Londrina, 23 de Agosto de 2012 De Bernt Entschev Início das atividades em Setembro de 1986 Escritórios em São Paulo (SP), Rio

Leia mais

PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL

PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM II Departamento de Orientação Profissional - EEUSP PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO PROFISSIONAL VERA LUCIA MIRA GONÇALVES AVALIAÇÃO JUÍZO DE VALOR Avaliação de desempenho

Leia mais

Competências na Gestão Esportiva

Competências na Gestão Esportiva Competências na Gestão Esportiva ARI MELLO Mestre em Educação Física MBA em Marketing pela ESPM Gerente Esportivo do Clube Esperia Dinâmica: Todos em pé Dividir a sala em 3 grupos Cada grupo em um lado

Leia mais

Nisto poderemos perguntar, por que pensar em liderança: Vejamos alguns pontos de vital importância:

Nisto poderemos perguntar, por que pensar em liderança: Vejamos alguns pontos de vital importância: LIDERANÇA EMPRESARIAL EVIDÊNCIAS DO COACHING COMO ESTRATÉGIA DE SUCESSO Prof. Dr. Edson Marques Oliveira, Doutor em Serviço Social pela Unesp-Franca-SP, mestre em Serviço Social pela PUC-SP e bacharel

Leia mais

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM ECOTURISMO Objetivo: O Curso tem por objetivo capacitar profissionais, tendo em vista a carência de pessoas qualificadas na área do ecoturismo, para atender,

Leia mais

A APRENDIZAGEM DE LOGÍSTICA, RH, OSM, ÉTICA: OPINIÃO DE ADMINISTRADORES E GRADUANDOS SOBRE A METODOLOGIA DE ENSINO ¹

A APRENDIZAGEM DE LOGÍSTICA, RH, OSM, ÉTICA: OPINIÃO DE ADMINISTRADORES E GRADUANDOS SOBRE A METODOLOGIA DE ENSINO ¹ A APRENDIZAGEM DE LOGÍSTICA, RH, OSM, ÉTICA: OPINIÃO DE ADMINISTRADORES E GRADUANDOS SOBRE A METODOLOGIA DE ENSINO ¹ DIOSKELLY ABDO² LORHANNY RODRIGUES SANTOS³ LILIANA ARAUJO⁴ MARCO AURÉLIO CAIXETA⁵ PEDRO

Leia mais

Teorias da Administração

Teorias da Administração Teorias da Administração Cronologia das teorias da administração 1903 Administração Científica 1903 Teoria Geral da Administração 1909 Teoria da Burocracia 1916 Teoria Clássica da Administração 1932 Teoria

Leia mais

Resumo Aula-tema 08: Ideário ético. Desafios, questionamentos e propostas.

Resumo Aula-tema 08: Ideário ético. Desafios, questionamentos e propostas. Resumo Aula-tema 08: Ideário ético. Desafios, questionamentos e propostas. O ideário ético é um conjunto essencial de valores que deve ser conscientizado por todos na Organização para que se consiga implantar

Leia mais

Aula 10. Delegação X Empowerment

Aula 10. Delegação X Empowerment Aula 10 Delegação X Empowerment Profa. Ms. Daniela Cartoni daniela.cartoni@veris.edu.br DELEGAÇÃO X EMPOWERMENT Delegar significa orientar o colaborador para que execute uma determinada atividade no lugar

Leia mais

5 Considerações Finais

5 Considerações Finais 5 Considerações Finais Neste capítulo serão apresentadas as considerações finais do estudo. Quando necessário, serão feitas referências ao que já foi apresentado e discutido nos capítulos anteriores, dispondo,

Leia mais

Apresentação para a implantação da Avaliação de Desempenho

Apresentação para a implantação da Avaliação de Desempenho SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE COORDENADORIA DE RECURSOS HUMANOS Data: 22de março de 2012 Local: CEFOR Vila Mariana Apresentação para a implantação da Avaliação de Desempenho Maria Aparecida Novaes Rita

Leia mais

Silvia Palma. Hair Brasil 2011

Silvia Palma. Hair Brasil 2011 Silvia Palma Hair Brasil 2011 silviapalmarh@gmail.com São Paulo Brasil Apresentar o conjunto de competências que todo profissional precisa desenvolver e que possibilitam desempenhar determinada função

Leia mais

VAI E VEM DAS EQUAÇÕES: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

VAI E VEM DAS EQUAÇÕES: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL VAI E VEM DAS EQUAÇÕES: UMA EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL Tanise Coppetti Universidade Federal de Santa Maria tani_coppetti@hotmail.com Resumo: Este trabalho apresenta uma atividade a respeito de equações

Leia mais

6 Considerações Finais

6 Considerações Finais 6 Considerações Finais Este capítulo apresenta as conclusões deste estudo, as recomendações gerenciais e as recomendações para futuras pesquisas, buscadas a partir da análise dos casos das empresas A e

Leia mais

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL

ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL ANÁLISE DA PRÁTICA INSTITUCIONAL Prof.ª Mônica Ferreira dos Santos José Augusto Guilhon de Albuquerque é sociólogo e professor da USP. No Serviço Social alguns autores já usaram seu referencial. Weisshaupt

Leia mais

A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA AO TER UM FAMILIAR INTERNADO POR DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE VIVÊNCIA 1

A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA AO TER UM FAMILIAR INTERNADO POR DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE VIVÊNCIA 1 A ESPIRITUALIDADE DA FAMÍLIA AO TER UM FAMILIAR INTERNADO POR DOENÇA CRÔNICA: RELATO DE VIVÊNCIA 1 ROSSATO, Karine 2 ; GIRARDON-PERLINI, Nara Marilene Oliveira 3, MISTURA, Claudelí 4, CHEROBINI, Márcia

Leia mais

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE

RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE COACHING EDUCATION By José Roberto Marques Diretor Presidente - Instituto Brasileiro de Coaching Denominamos de Coaching Education a explicação, orientação e aproximação

Leia mais

PROFESSOR DE MATEMÁTICA E EDUCADOR ESPECIAL: UM PASSO PARA INCLUSÃO

PROFESSOR DE MATEMÁTICA E EDUCADOR ESPECIAL: UM PASSO PARA INCLUSÃO ISSN 2316-7785 PROFESSOR DE MATEMÁTICA E EDUCADOR ESPECIAL: UM PASSO PARA INCLUSÃO RESUMO Karen Rodrigues Copello Universidade Federal de Santa Maria karen_keruso@hotmail.com Debora Silvana Soares Universidade

Leia mais

Equipe de Alto Desempenho 307

Equipe de Alto Desempenho 307 36 Equipe de Alto Desempenho 307 O brilho individual de cada integrante da equipe contribui para o reconhecimento da constelação. Uma equipe existe onde há o espírito de cooperação. Nada é impossível.

Leia mais

SEMIPRESENCIAL 2013.1

SEMIPRESENCIAL 2013.1 SEMIPRESENCIAL 2013.1 MATERIAL COMPLEMENTAR II DISCIPLINA: GESTÃO DE CARREIRA PROFESSORA: MONICA ROCHA LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO Liderança e Motivação são fundamentais para qualquer empresa que deseja vencer

Leia mais

Módulo IV. Delegação e Liderança

Módulo IV. Delegação e Liderança Módulo IV Delegação e Liderança "As pessoas perguntam qual é a diferença entre um líder e um chefe. O líder trabalha a descoberto, o chefe trabalha encapotado. O líder lidera, o chefe guia. Franklin Roosevelt

Leia mais

O SECRETARIADO EXECUTIVO E A FUNÇÃO DE GESTÃO 1

O SECRETARIADO EXECUTIVO E A FUNÇÃO DE GESTÃO 1 O SECRETARIADO EXECUTIVO E A FUNÇÃO DE GESTÃO 1 Adriane Lasta Alexandra da Silva 2 1 Considerações Iniciais A área secretarial está conhecendo um novo profissional, o secretário gestor, que é capaz de

Leia mais

L I D E R A N Ç A (Autoria não conhecida)

L I D E R A N Ç A (Autoria não conhecida) L I D E R A N Ç A (Autoria não conhecida) Liderança é inata? Abordagem Genética - Antigamente acreditava-se que o indivíduo nascia com características, aptidões e valores próprios de um líder. Na moderna

Leia mais

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo. Nisargadatta Atualmente um dos desafios mais importantes que se

Leia mais

Portfolio de cursos TSP2

Portfolio de cursos TSP2 2013 Portfolio de cursos TSP2 J. Purcino TSP2 Treinamentos e Sistemas de Performance 01/07/2013 Como encantar e fidelizar clientes Visa mostrar aos participantes a importância do conhecimento do cliente,

Leia mais

LIDERANÇA. "Um exército de ovelhas liderado por um leão derrotaria um exército de leões liderado por uma ovelha." (Provérbio Árabe)

LIDERANÇA. Um exército de ovelhas liderado por um leão derrotaria um exército de leões liderado por uma ovelha. (Provérbio Árabe) LIDERANÇA "O grande líder é aquele que está disposto a desenvolver as pessoas até o ponto em que elas eventualmente o ultrapassem em seu conhecimento e habilidade." Fred A. Manske "Um exército de ovelhas

Leia mais

Introdução à Teoria Geral da Administração

Introdução à Teoria Geral da Administração à Teoria Geral da Administração Disciplina: Modelo de Gestão Página: 1 Aula: 01 Página: 2 O mundo em que vivemos é uma sociedade institucionalizada e composta por organizações. Todas as atividades relacionadas

Leia mais

Juliana S. Amaral Rocha Enfermeira de Práticas Assistenciais Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Junho/ 2015

Juliana S. Amaral Rocha Enfermeira de Práticas Assistenciais Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Junho/ 2015 Juliana S. Amaral Rocha Enfermeira de Práticas Assistenciais Hospital Alemão Oswaldo Cruz Junho/ 2015 MODELO ASSISTENCIAL - DEFINIÇÃO Forma como atribuições de tarefas, responsabilidade e autoridade são

Leia mais

Webinário liderança e coaching 21 de Maio de 2014

Webinário liderança e coaching 21 de Maio de 2014 Webinário liderança e coaching 21 de Maio de 2014 Creating the Future Objetivos Percecionar a diferença entre um gestor e um líder; Conhecer as caraterísticas de uma liderança eficaz; Conhecer o coaching;

Leia mais

Gestão de Qualidade. HCFMRP - USP Campus Universitário - Monte Alegre 14048-900 Ribeirão Preto SP Brasil

Gestão de Qualidade. HCFMRP - USP Campus Universitário - Monte Alegre 14048-900 Ribeirão Preto SP Brasil Gestão de Qualidade O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, visando a qualidade assistencial e a satisfação do cliente compromete-se a um entendimento

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 1 RELATÓRIO FINAL PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL PANORAMA SOCIAL Viviani Bovo Campinas - Brasil Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 2 Relatório para Certificação

Leia mais

EDUCAÇÃO PERMANENTE E CONTINUADA: INSTRUMENTO PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM

EDUCAÇÃO PERMANENTE E CONTINUADA: INSTRUMENTO PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM EDUCAÇÃO PERMANENTE E CONTINUADA: INSTRUMENTO PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM Eliese Denardi Cesar 1 Luciane Stanislawski de Souza 2 Roberta Mota Holzschuh 3 Graciela Gonsalves Borba 4 Janaína Kettenhuber

Leia mais

Conflitos. Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli

Conflitos. Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli Conflitos Conflitos, como superá-los com eficácia? por Alexandre Cristiano Rosaneli Conflitos, quem nunca passou por um momento de conflito? A palavra CONFLITO possui uma conotação negativa, sempre imaginamos

Leia mais

Palavras-Chave: Organizações, Colaboradores, Recursos, Gestão de Pessoas

Palavras-Chave: Organizações, Colaboradores, Recursos, Gestão de Pessoas DA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS À GESTAO DE PESSOAS Josiane de C. Aparecida Lacerda 1, Renata Valentina Bigolotti 2, Nivaldo Carleto 3 1 Fatec-Taquaritinga. Gestão do Agronegócio. Taquaritinga-SP

Leia mais

Conteúdo de qualidade com leveza e bom humor

Conteúdo de qualidade com leveza e bom humor Conteúdo de qualidade com leveza e bom humor Sólidos conteúdos com alegria - essas são algumas características das palestras de Marcelo de Elias. A maioria absoluta das avaliações obtêm excelentes resultados,

Leia mais

Perfil e Competências do Coach

Perfil e Competências do Coach Perfil e Competências do Coach CÉLULA DE TRABALHO Adriana Levy Isabel Cristina de Aquino Folli José Pascoal Muniz - Líder da Célula Marcia Madureira Ricardino Wilson Gonzales Gambirazi 1. Formação Acadêmica

Leia mais

WORKSHOP. Gestão de Pessoas

WORKSHOP. Gestão de Pessoas WORKSHOP Gestão de Pessoas VIDEO DINÂMICA INICIAL Fósforos/ Expectativas. GERÊNCIA E LIDERANÇA Pessoas não podem ser gerenciadas, mas sim lideradas. GERÊNCIA - ÊNFASE NOS PROCESSOS (GERENCIA COISAS) O

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

A importância da Educação para competitividade da Indústria

A importância da Educação para competitividade da Indústria A importância da Educação para competitividade da Indústria Educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocado na pauta da sociedade brasileira, mas hoje é essencial; Ênfase no Direito à Educação

Leia mais

LÍDER 360º APRESENTAÇÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE LIDERANÇA PARA A GESTÃO PÚBLICA E PRIVADA

LÍDER 360º APRESENTAÇÃO PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE LIDERANÇA PARA A GESTÃO PÚBLICA E PRIVADA PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE LIDERANÇA PARA A GESTÃO PÚBLICA E PRIVADA 24 HORAS DE MUITO CONHECIMENTO, DINÂMICAS E TROCA DE EXPERIÊNCIAS APRESENTAÇÃO LÍDER 360º Os princípios da liderança efetiva Para construirmos

Leia mais

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES?

EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? EDUCAÇÃO EM SERVIÇO, EDUCAÇÃO CONTINUADA, EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: SINÔNIMOS OU DIFERENTES CONCEPÇÕES? Beatriz Francisco Farah E-mail:biafarah@nates.ufjf.br A questão da educação para profissionais

Leia mais

NOSSA MISSÃO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES

NOSSA MISSÃO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES Desde 1999 NOSSA MISSÃO AÇÕES DE TREINAMENTO OS PROGRAMAS METODOLOGIAS AVALIAÇÕES MISSÃO Inspirar nossos clientes para a expansão de ideias e formação de relacionamentos saudáveis e duradouros no ambiente

Leia mais

Minha lista de sonhos

Minha lista de sonhos Licença No: # 122314/LS Fone: +55-11 5539-4719 E mail: vagner@programavirandoojogo.com.br Web: www.programavirandoojogo.com.br 2015 Minha lista de sonhos Com visão 2025 PREPARADO POR VAGNER MOLINA Rua

Leia mais

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra

LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra LIDERANÇA NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO Prof. Joel Dutra INTRODUÇÃO As organizações vivem em um ambiente em constante transformação que exige respostas rápidas e efetivas, respostas dadas em função das especificidades

Leia mais

MATERIAL DE APOIO PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO COLABORADOR www.simplessolucoes.com.br

MATERIAL DE APOIO PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO COLABORADOR www.simplessolucoes.com.br Folha 1 de 6 O que é uma avaliação de desempenho? Avaliação de desempenho é um processo contínuo de análise da atuação do colaborador frente às tarefas, responsabilidades e comportamentos da função, contribuindo

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DE FUTUROS PROFESSORES Vitor José Petry Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS vitor.petry@uffs.edu.

A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DE FUTUROS PROFESSORES Vitor José Petry Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS vitor.petry@uffs.edu. ISSN 2316-7785 A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DE FUTUROS PROFESSORES Vitor José Petry Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS vitor.petry@uffs.edu.br Resumo O artigo é resultado da análise de

Leia mais

O PEDAGOGO NA DOCÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO- APRENDIZAGEM

O PEDAGOGO NA DOCÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO- APRENDIZAGEM O PEDAGOGO NA DOCÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA NO ENSINO- APRENDIZAGEM Helena Harumi Maruyama G Pedagogia INESUL LONDRINA PR Orientadora Ms. Maria Eliza Corrêa Pacheco D Pedagogia INESUL LONDRINA PR PAINEL e-mail:

Leia mais

Gestão de iniciativas sociais

Gestão de iniciativas sociais Gestão de iniciativas sociais Leia o texto a seguir e entenda o conceito do Trevo e as suas relações com a gestão organizacional. Caso queira ir direto para os textos, clique aqui. http://www.promenino.org.br/ferramentas/trevo/tabid/115/default.aspx

Leia mais

Vendas - Cursos. Curso Completo de Treinamento em Vendas com Eduardo Botelho - 15 DVDs

Vendas - Cursos. Curso Completo de Treinamento em Vendas com Eduardo Botelho - 15 DVDs Vendas - Cursos Curso Completo de Treinamento em Vendas com - 15 DVDs O DA VENDA Esta palestra mostra de maneira simples e direta como planejar o seu trabalho e, também, os seus objetivos pessoais. Através

Leia mais

Humanização no atendimento do Profissional Envolvidos Com as Técnicas Radiológicas

Humanização no atendimento do Profissional Envolvidos Com as Técnicas Radiológicas CLEBER FEIJÓ SILVA DANIELA PATRICIA VAZ TAIS MAZZOTTI cleber.feijo@famesp.com.br danielavaz@famesp.combr tamazzotti@terra.com.br Humanização no atendimento do Profissional Envolvidos Com as Técnicas Radiológicas

Leia mais

Desenvolvimento Humano

Desenvolvimento Humano ASSESSORIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS Desenvolvimento Humano ADVISORY Os desafios transformam-se em fatores motivacionais quando os profissionais se sentem bem preparados para enfrentá-los. E uma equipe

Leia mais

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1

Colégio Estadual Juracy Rachel Saldanha Rocha Técnico em Administração Comportamento Organizacional Aílson José Senra Página 1 Página 1 COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL As pessoas que supervisionam as atividades das outras e que são responsáveis pelo alcance dos objetivos nessas organizações são os administradores. Eles tomam decisões,

Leia mais

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS

GESTÃO POR COMPETÊNCIAS GESTÃO POR COMPETÊNCIAS STM ANALISTA/2010 ( C ) Conforme legislação específica aplicada à administração pública federal, gestão por competência e gestão da capacitação são equivalentes. Lei 5.707/2006

Leia mais

José Octávio Serra Van-Dúnem PhD Professor/ Consultor Setembro 2014

José Octávio Serra Van-Dúnem PhD Professor/ Consultor Setembro 2014 José Octávio Serra Van-Dúnem PhD Professor/ Consultor Setembro 2014 Organizações Positivas LOGOS ou razão, princípio e explicação. HOLI, a comemoração da harmonia. Conjugamos conhecimento e sabedoria,

Leia mais

remuneração para ADVOGADOS advocobrasil Uma forma mais simples e estruturada na hora de remunerar Advogados porque a mudança é essencial

remuneração para ADVOGADOS advocobrasil Uma forma mais simples e estruturada na hora de remunerar Advogados porque a mudança é essencial remuneração para ADVOGADOS Uma forma mais simples e estruturada na hora de remunerar Advogados advocobrasil Não ter uma política de remuneração é péssimo, ter uma "mais ou menos" é pior ainda. Uma das

Leia mais

Liderança: Seja a pessoa certa, no lugar certo.

Liderança: Seja a pessoa certa, no lugar certo. Liderança: Seja a pessoa certa, no lugar certo. Suelen Teixeira Martins Master Coach, membro da Academia Brasileira de Coach, Certificada Internacionalmente pelo BCI (BEHAVIORAL COACH INSTITUTE). Musicista

Leia mais

O TRABALHO EM EQUIPE: a multiplicação do talento humano

O TRABALHO EM EQUIPE: a multiplicação do talento humano UNIVERSIDADE PAULISTA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM O TRABALHO EM EQUIPE: a multiplicação do talento humano Prof. Cassimiro Nogueira Jr Hoje, as lideranças que querem obter sucesso, formam equipes de trabalho

Leia mais

Administração e Gerenciamento de Enfermagem

Administração e Gerenciamento de Enfermagem Administração e Gerenciamento de Enfermagem Questão 9 A Enfermagem utiliza o gerenciamento no seu processo de trabalho e vem, ao longo dos anos, buscando meios mais eficazes de adequar modelos administrativos

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E AS CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS PARA A TOMADA DE DECISÃO

A GESTÃO ESCOLAR E AS CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS PARA A TOMADA DE DECISÃO 159 A GESTÃO ESCOLAR E AS CARACTERÍSTICAS NECESSÁRIAS PARA A TOMADA DE DECISÃO Valdir Alves de Godoy 1 Severino Bertino Neto 2 Tatiana de Almeida Menicucci 3 Rosana de Oliveira Nunes Neto 4 RESUMO Este

Leia mais