Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) ocorrentes em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) ocorrentes em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil"

Transcrição

1 Biota Neotrop., vol. 11, no. 1 Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) ocorrentes em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil Vanessa Schaeffer Pedrotti¹, ³, Marcelo Pereira de Barros¹, Helena Piccoli Romanowski² & Cristiano Agra Iserhard² ¹Laboratório de Zoologia, Universidade Feevale, Campus II, RS-239, 2755, Novo Hamburgo, RS, Brasil ²Programa de Pós-graduação em Biologia Animal, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS, Av. Bento Gonçalves, n. 9500, Prédio 43435, laboratório 218, CEP , Porto Alegre, RS, Brasil ³Autor para correspondência: Vanessa Schaeffer Pedrotti, PEDROTTI, V.S., BARROS, M.P., ROMANOWSKI, H.P. & ISERHARD, C.A. Occurrence of fruit-feeding butterflies (Lepidoptera: Nymphalidae) in a fragment of Araucaria Moist Forest in Rio Grande do Sul State, Brazil. Biota Neotrop. 11(1): /v11n1/en/abstract?article+bn Abstract: This study aimed to contribute to the knowledge of fruit-feeding butterflies in different habitats in a fragment of Araucaria Moist Forest, located in São Francisco de Paula municipality, in the Northeast region of Rio Grande do Sul State. The samples were carried out monthly between March 2008 and February 2009 in two transects. Eight bait traps with fermented banana and sugar cane juice were placed in each transect per sample occasion. After a total of 5760 sampling hours 30 fruit-feeding butterfly species were recorded belonging to three subfamilies and six tribes. Three species are new records for Araucaria Moist Forest in Rio Grande do Sul: Prepona pylene pylene, Narope cyllastros and Opoptera sulcius, the latter being recorded previously in the southeast region in this state. Keywords: Araucaria Forest, similarity, Southern Brazil, species richness. PEDROTTI, V.S., BARROS, M.P., ROMANOWSKI, H.P. & ISERHARD, C.A. Borboletas frugívoras (Lepidoptera: Nymphalidae) ocorrentes em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, Brasil. Biota Neotrop. 11(1):. Resumo: O presente estudo tem como objetivo contribuir para o conhecimento das borboletas frugívoras em diferentes ambientes de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no município de São Francisco de Paula, região Nordeste do Rio Grande do Sul. As amostragens foram realizadas mensalmente entre março de 2008 e fevereiro de 2009 em duas transecções. Em cada transecção foram colocadas oito armadilhas atrativas fermentadas com banana e caldo de cana ao longo de três dias por ocasião amostral. Após um total de 5760 horas de amostragem foram registradas 30 espécies pertencentes a três subfamílias e seis tribos de borboletas frugívoras. Três espécies são novos registros para a Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul: Prepona pylene pylene, Narope cyllastros e Opoptera sulcius, tendo esta última registro publicado para a região sudeste do estado. Palavras-chave: Floresta com Araucária, similaridade, Sul do Brasil, riqueza de espécies.

2 386 Biota Neotrop., vol. 11, no. 1 Pedrotti, V.S. et al. Introdução O isolamento de remanescentes florestais através da fragmentação dos ambientes pode acontecer a partir de atividades antrópicas. Ambientes extensos e não perturbados são divididos em fragmentos, isolados uns dos outros por cidades, estradas e áreas agrícolas. A perturbação gerada pela fragmentação pode modificar a comunidade original de várias formas, usualmente com efeitos sobre a riqueza e a composição das espécies (Schoereder et al. 2003). Os artrópodes estão sendo cada vez mais utilizados para avaliar a diversidade e a composição de espécies de hábitats ou fisionomias distintas, respondendo a diferentes regimes de perturbação ou manejo (Lewinsohn et al. 2005). Inventários de borboletas são úteis para estudos de diversidade e conservação, podendo o grupo funcionar como bom e rápido indicador de parâmetros ambientais e continuidade de ecossistemas e paisagens (Brown & Freitas 1999). As borboletas frugívoras fazem parte da família Nymphalidae (Lamas 2004), e pertencem a quatro subfamílias: Biblidinae, Charaxinae, Nymphalinae e Satyrinae (Wahlberg et al. 2009). Os ninfalídeos frugívoros, na fase adulta, obtêm seus nutrientes alimentando-se de suco de frutas caídas e fermentadas (DeVries & Walla 2001), e perfazem entre 40-55% do total de espécies de Nymphalidae em ambientes tropicais (DeVries et al. 1999, DeVries & Walla 2001). A amostragem com borboletas frugívoras apresenta algumas vantagens práticas, que facilitam o estudo de suas populações. Elas são facilmente capturadas em armadilhas contendo isca fermentada, de modo que o estudo pode ser simultâneo e o esforço amostral padronizado em diferentes áreas (Uehara-Prado et al. 2005). Até a década de noventa, a maioria dos tra balhos existentes sobre borboletas no Rio Grande do Sul haviam sido desenvolvidos com metodologias não detalhadas e padronizadas. Os dados fornecidos eram incompletos, esparsos e fragmentários (Romanowski & Buss 1997). Atualmente, em determinadas regiões, ainda são escassas as informações sobre a fauna de borboletas. Trabalhos realizados, geralmente, incluem listagens de espécies através de revisões de coleções científicas, deixando muitas vezes de contemplar informações importantes a respeito do local, períodos precisos de coleta e esforço amostral empregado (Iserhard & Romanowski 2004). O planalto das araucárias, conhecido no Rio Grande do Sul como Campos de Cima da Serra e classificado geomorfologicamente como planalto meridional, compreende uma formação natural de coxilhas recobertas por campos e matas com dominância fisionômica da espécie arbórea Araucaria angustifolia (Bert) O. Ktze. (Boldrini et al. 2008). A Floresta Ombrófila Mista ou Floresta com Araucária sofreu nos primeiros anos do século XX um intenso desmatamento, exploração de madeireiros, queimadas, substituição da vegetação por pastagens, agricultura, reflorestamentos e ocupação antrópica através de zonas urbanas. Tudo isto provocou uma drástica redução na área das florestas originais, sendo que as distribuições espaciais desses remanescentes apresentam-se dispersos em pequenos e médios fragmentos florestais (Medeiros et al. 2005). Na região do planalto das araucárias, no município de São Francisco de Paula, foram realizados inventários de borboletas das famílias Nymphalidae, Pieridae, Papilionidae e Lycaenidae no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata (Teston & Corseuil 1999, 2000, 2002, Corseuil et al. 2004). Porém tais estudos não detalham o esforço amostral empregado e nem informações a cerca dos locais estudados. Mais recentemente, Romanowski et al. (2009) e Iserhard et al. (2010) estudaram ao longo de pelo menos quatro anos de amostragem as borboletas das superfamílias Papilionoidea e Hesperioidea em diferentes ambientes na Floresta Nacional de São Francisco de Paula e áreas de Campos de Altitude adjacentes. Entretanto, não há trabalhos específicos publicados para a guilda de borboletas frugívoras utilizando a técnica de armadilhas atrativas com amostragem padronizada no Rio Grande do Sul. Isto acarreta em uma subamostragem desta fauna e desconsidera importantes informações a respeito da riqueza de espécies e composição desta guilda em ecossistemas nativos do Rio Grande do Sul. A partir disto, o presente estudo visa fornecer uma listagem de espécies de borboletas frugívoras em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista e verificar a composição desta assembléia em diferentes ambientes. Material e Métodos 1. Área de estudo A área de estudo localiza-se na região Nordeste do Rio Grande do Sul, município de São Francisco de Paula ( S e W), fazendo parte do planalto das araucárias. Apresenta um mosaico de vegetação de Floresta Ombrófila Mista com Campos de Altitude. O clima é do tipo temperado (Cfb) com temperatura média anual de 14,5 ºC e altitude média de 900 m. A pluviosidade é regularmente distribuída durante todo ano, sendo o valor médio anual 2162 mm (Maluf 2000). O estudo foi desenvolvido na propriedade do Hotel Veraneio Hampel ( S e 50º W) e compreende uma área de aproximadamente 22 ha de extensão territorial. O local da amostragem possui uma mata estimada em mais de 100 anos de idade, apresentando diferentes tipos de ambientes: floresta nativa com Araucaria angustifolia, campos, capoeiras e diferentes corpos d água. 2. Caracterização dos ambientes Foram selecionadas duas transecções, denominadas Trilha da Mata (TM) e Trilha do Lago (TL), que se caracterizam por disponibilizar distintos recursos para as espécies de borboletas. TM compreende aproximadamente 870 metros de extensão, apresentando uma vegetação arbórea fisionomicamente dominante de Araucaria angustifolia e a espécie abundante, do estrato arbustivo, o xaxim (Dicksonia sellowiana Hook.). A trilha do lago apresenta cerca de 500 metros de extensão, caracterizando-se por ser um ambiente aberto composto de banhados com abundantes gramíneas, além de hortência (Hydrangea macrophylla (Thumb.) Ser., uma espécie exótica. 3. Coleta de dados As amostragens, padronizadas com armadilhas atrativas, ocorreram mensalmente entre março de 2008 e fevereiro de As armadilhas consistem em um cilindro de voal branco, com 68 cm de altura e 25 cm de diâmetro. No interior da armadilha foi confeccionado um funil de voal de 19 cm de altura e 17 cm de diâmetro, para evitar possíveis fugas das borboletas (adaptado de Uehara-Prado et al. 2005). Este cilindro é fixado a uma base, que constitui-se de uma plataforma de tela soldada, por fios de nylon ficando uma abertura de aproximadamente 5 cm entre o cilindro e a base, sobre a qual era colocado um prato raso com isca. Em ambas as trilhas foram percorridos cerca de 500 m. Em cada trilha foram colocadas oito armadilhas, com espaçamento de 60 m entre elas a uma altura de 2,5 m do solo. As armadilhas foram colocadas ao entardecer e permaneceram montadas durante três dias. A isca utilizada foi uma mistura de banana fermentada com caldo de cana, preparada 48 horas antes do início das amostragens e substituídas a cada revisão de 24 horas. O número de horas de amostragem foi calculado multiplicando-se o número de armadilhas pelo número de dias de amostragem e pelo período de 10 horas (tempo ao longo de um dia que supõe-se que as borboletas estejam ativas e possam ser atraídas pela isca). Para a identificação das espécies registradas foi utilizada bibliografia especializada (D Abrera 1987, 1988; Canals 2003;

3 Biota Neotrop., vol. 11, no Borboletas frugívoras da Floresta Ombrófila Mista no Sul do Brasil Uehara-Prado et al. 2004; Penz et al. 2007). A nomenclatura utilizada seguiu Lamas (2004) e Wahlberg et al. (2009). As borboletas capturadas foram armazenadas em envelopes entomológicos para posterior montagem e identificação no Laboratório de Zoologia da Universidade Feevale. Os exemplares estão depositados na Coleção de Referência de Lepidoptera do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS. 4. Análise dos dados Os dados foram analisados através da riqueza específica (S) e abundância (N). Foi calculada a curva de suficiência amostral através do software EstimateS 8.0 (Colwell 2007). A comparação entre as transecções foi realizada através da análise qualitativa (Jaccard) e quantitativa (Morisita) de similaridade pelo software PAST versão 1.43 (Hammer et al. 2001). Para confirmação dos novos registros para a região de Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul foram consultados os trabalhos de Teston & Corseuil (2002), Romanowski et al. (2009) e Iserhard et al. (2010). Para permitir a comparacão, com outros estudos, da riqueza relativa por subfamílias de Nymphalidae, Satyrinae está representada apenas pela tribo Satyrini e Morphinae é composta pelas tribos Morphini e Brassolini. A espécie Eunica eburnea Fruhstorfer,1907 foi registrada próxima a uma armadilha, sendo excluída da análise de dados. Resultados e Discussão Com um total de horas de amostragem, foram registradas 30 espécies de borboletas frugívoras pertencentes a três subfamílias de Nymphalidae (Tabela 1). A subfamília com maior riqueza foi Satyrinae (19) seguida de Charaxinae (6) e Biblidinae (5). Segundo DeVries Tabela 1. Lista de espécies de borboletas frugívoras registradas na propriedade do Hotel Veraneio Hampel, São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, entre março de 2008 a fevereiro de (TM) Trilha da Mata; (TL) Trilha do Lago. *Novos registros para a Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul. Table 1. Species list of fruit-feeding butterflies recorded in Veraneio Hampel Hotel, São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul, between March 2008 to February (TM) Forest Transect; (TL) Lake Transect. *New records for Araucaria Moist Forest in Rio Grande do Sul. Táxon TM TL Nymphalidae Biblidinae Biblidini Catonephele sabrina (Hewitson, 1852) - X Epiphile hubneri Hewitson, 1861 X X Epiphile orea orea (Hübner, 1823) - X Eunica eburnea Fruhstorfer, X Hamadryas epinome (C. Felder & R. Felder, 1867) - X Charaxinae Preponini Archaeoprepona amphimachus pseudomeander (Fruhstorfer, 1906) X X Archaeoprepona chalciope (Hübner, 1823) X X * Prepona pylene pylene Hewitson, 1854 X - Anaeini Memphis hirta (Weymer, 1907) X X Memphis moruus stheno (Prittwitz, 1865) X X Zaretis strigosus (Gmelin, 1790) X X Satyrinae Brassolini Blepolenis bassus (C. Felder & R. Felder, 1867) - X Caligo martia (Godart, [1824]) - X Eryphanis reevesii (Doubleday, 1849) X X * Narope cyllastros Doubleday, 1849 X X Opoptera fruhstorferi (Röber, 1896) X - * Opoptera sulcius (Staudinger, 1887) - X Morphini Morpho epistrophus catenaria (Perry, 1811) X X Morpho portis thamyris (C. Felder & R. Felder, 1867) X X Satyrini Capronnieria galesus (Godart, [1824]) X X Eteona tisiphone (Boisduval, 1836) - X Euptychoides castrensis (Schaus, 1902) - X Forsterinaria necys (Godart, [1824]) X X Guaianaza pronophila (Butler, 1867) X X Hermeuptychia hermes (Fabricius, 1775) - X Moneuptychia paeon (Godart, [1824]) - X Moneuptychia soter (Butler, 1877) X X Paryphthimoides phronius (Godart, [1824]) - X Praepedaliodes phanias (Hewitson, 1862) X - Taygetis ypthima Hübner, 1821 X X Riqueza de espécies 18 27

4 388 Biota Neotrop., vol. 11, no. 1 Pedrotti, V.S. et al. (1987), a grande diversidade de hábitats dos neotrópicos torna essa região a maior em riqueza de satiríneos no mundo, sendo considerado o maior grupo dentro de Nymphalidae (D Abrera 1988). Das 30 espécies registradas três são novos registros para o município de São Francisco de Paula e para a Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul. Comparando a riqueza relativa da guilda de frugívoras do presente estudo com outros realizados em diferentes regiões de Mata Atlântica no Brasil, em Floresta Ombrófila Densa para São Paulo (Uehara- Prado et al. 2004) e em Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul (Teston & Corseuil 2002, Iserhard et al. 2010), Satyrinae mostrase a subfamília mais rica em todos os estudos (Tabela 2). Acreditase que a grande representatividade de Satyrinae (Satyrini) esteja relacionada, também, com a distribuição homogênea entre paisagens que ocorre na maioria das espécies deste grupo (Uehara-Prado et al. 2005). Estudos em áreas do bioma Pampa e dos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, têm revelado íntima associação de alguns grupos desta subfamília com áreas de campo preservado (Morais et al. 2007, Grazia et al. 2008, Iserhard et al. 2010). Apesar de Teston & Corseuil (2002) não utilizarem a metodologia de armadilhas padronizada no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata, a representatividade de Biblidinae é igual ao presente estudo, e Morphinae aparece como sendo a segunda subfamília mais representativa. No trabalho de Iserhard et al. (2010), Bilbidinae é a segunda em representatividade, tal resultado pode ser explicado pelo uso de redes entomológicas como técnica de amostragem, o que pode facilitar a captura de espécie de Biblidinae em detrimento a Morphinae, de hábitos crepusculares e de maior dificuldade de captura com tal técnica. A proporção de riqueza de subfamílias deste último é muito semelhante com o encontrado por Uehara-Prado et al. (2004), que possui em sua metodologia de amostragem tanto armadilhas atrativas quanto rede entomológica. As armadilhas abrangem uma parcela da fauna de borboletas relativamente diferente uma vez que em estudo que contemplem apenas armadilhas atrativas, diferenças em representatividade de certos grupos de Nymphalidae podem ser encontrados. Analisando o padrão de acúmulo de espécies (Figura 1), pode-se observar que a curva não atingiu a assíntota, indicando que possivelmente mais espécies ainda sejam encontradas na área estudada. Isto reflete a impossibilidade de inventariar toda a fauna de borboletas sem uma alta intensidade amostral (Brown & Freitas 2000) já que, em ambientes tropicais raramente a curva do coletor é estabilizada (Santos 2003). Mesmo assim ressalta-se a riqueza de espécies do presente estudo, pelo mesmo ter sido realizado em um fragmento relativamente pequeno de Floresta Ombrófila Mista e ter registrado mais espécies de borboletas frugívoras do que Teston & Corseuil (2002) e ter ficado próximo ao encontrado por Iserhard et al. (2010) na Floresta Nacional de São Francisco de Paula, área muito maior e com variados ambientes de floresta com araucária e Campos de Cima da Serra em seu entorno. Os índices de similaridade de Jaccard (0,48) e, principalmente, de Morisita (0,74) demonstram que entre TM e TL a composição da guilda de borboletas frugívoras é similar. Estes resultados indicam uma sobreposição das transecções, não havendo diferenças muito marcantes na fauna de borboletas entre os ambientes amostrados. Esta semelhança talvez se deva a proximidade entre as mesmas (apesar de serem fisionomicamente diferentes) possibilitando o deslocamento e ocupação das espécies de borboletas frugívoras nas transecções da mata e da área aberta circudante ao lago. Mesmo assim chamam atenção quatro espécies registradas para TL: Hermeuptychia hermes (Fabricius, 1775) é a terceira espécie mais abundantemente registrada para o Rio Grande do Sul e comumente encontrada em ambientes de campo (Morais et al. 2007), áreas abertas e secundárias; Caligo martia (Godart, 1824) é associada a matas nativas ou com reflorestamento de Araucária no Rio Grande do Sul (Romanowski et al. 2009). Euptychoides castrensis (Schaus, 1902) é uma espécie associada e muito abundante, principalmente, em ambientes de Floresta Ombrófila Mista no Estado, tendo sido anteriormente encontrada em São Francisco de Paula por Quadros et al. (2008) e Iserhard et al. (2010), e constituindo-se em um registro recente para o Rio Grande do Sul e Opoptera sulcius (Staudinger, 1887), considerada rara para o estado, possui registro apenas para a região sudeste no município de Pelotas e seus arredores (Biezanko 1960) e para a região de Floresta Ombrófila Densa no município de Maquiné (Iserhard, comunicação pessoal), foi registrada pela primeira vez na Floresta Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul. Para TM duas espécies merecem destaque: Opoptera fruhstorferi (Röber,1896), por ser associada a ambientes com bom nível de conservação (Romanowski et al. 2009) e Prepona pylene pylene Hewitson,1854, que foi registrada novamente após muito tempo, pois possuía apenas dois registros históricos nos estudos de Mabilde (1896) e Fruhstorfer (1916). Espécies que compartilharam os dois ambientes amostrados, consideradas abundantes em mata de araucária e associadas a interior e bordas das mesmas (Romanowski et al. 2009) foram Morpho epistrophus catenaria (Perry,1811) registrada, em geral, em ambientes de mata preservada e em ambientes secundários (Perry,1811) e Memphis hirta (Weymer,1907). Borboletas frugívoras podem atuar como indicadoras de diversidade, estando correlacionadas positivamente à riqueza de espécies arbóreas (Uehara-Prado et al. 2005) e Nymphalidae pode ser considerada como descritora da riqueza de espécies de borboletas em comunidades tropicais (Brown & Freitas 2000). Apesar de o presente estudo ter sido realizado em um período relativamente curto de amostragem e a área contemplada ser pequena em face a representatividade da Floresta Ombrófila Mista no Rio Grande do Sul, a guilda de borboletas frugívoras mostrou-se rica, apresentando resultados inéditos, contribuindo com novos registros para a Floresta Ombrófila Mista, o que permite enfatizar a importância da preservação Tabela 2. Riqueza de espécies relativa (%) por subfamília de borboletas frugívoras em diferentes regiões de Mata Atlântica no Brasil. Área de Floresta Ombrófila Densa: Morro Grande e Caucaia do Alto, São Paulo (MGCA) (Uehara-Prado et al. 2004); áreas de Floresta Ombrófila Mista no município de São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul: Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata (PM) (Teston & Corseuil 2002); Floresta Nacional de São Francisco de Paula e entorno (FLONA) (Iserhard et al. 2010); Veraneio Hampel (VH). *Metodologia padronizada com isca de banana fermentada com caldo de cana. **Metodologias com diferentes tipos de amostragem. *** Metodologia de rede entomológica. ¹Morphinae representada pelas tribos Morphini e Brassolini. 2 Satyrinae representada pela tribo Satyrini. Table 2. Species richness (%) of fruit-feeding butterfly subfamilies in different localities of Atlantic Forest in Brazil. Region of Atlantic Forest stricto sensu: Morro Grande and Caucaia do Alto, São Paulo State (MGCA) (Uehara-Prado et al. 2004); region of Araucaria Moist Forest in São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul State: Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata (PM) (Teston & Corseuil 2002); Floresta Nacional de São Francisco de Paula and boundaries (FLONA) (Iserhard et al. 2010); Veraneio Hampel Hotel (VH). *Samples with bait traps (banana and sugar cane juice). **Samples with different methods of sampling. ***Samples with entomological nets. ¹Morphinae represented by Morphini and Brassolini tribes. ²Satyrinae represented by Satyrini tribe. Subfamílias MGCA** PM** FLONA*** VH* Biblidinae Charaxinae Morphinae¹ Nymphalinae Satyrinae²

5 Biota Neotrop., vol. 11, no Borboletas frugívoras da Floresta Ombrófila Mista no Sul do Brasil Figura 1. Curva de acúmulo de espécies de borboletas frugívoras registradas em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Hotel Veraneio Hampel, Rio Grande do Sul, Brasil, entre março de 2008 e fevereiro de Figure 1. Species accumulation curve of fruit-feeding butterflies recorded in a fragment of Araucaria Moist Forest in Veraneio Hampel Hotel, Rio Grande do Sul, Brazil, between March 2008 and February deste fragmento para a região e para a Mata Atlântica do Rio Grande do Sul. Agradecimentos Os autores agradecem aos professores e colegas da pesquisa dos Laboratórios de Zoologia e Botânica da Universidade Feevale. Agradecemos em especial a Priscilla Dupont, Camila Donin, Tassiana Gutierrez e Jeferson Timm, pela ajuda ao longo das amostragens. Aos pesquisadores do Laboratório de Ecologia de Insetos (UFRGS), pela ajuda no aperfeiçoamento amostral e identificação dos espécimes. Aos administradores e funcionários do Veraneio Hampel e a todos que possibilitaram a realização deste trabalho. Ao Dr. Olaf Mielke (UFPR) e a um revisor anônimo pela revisão do trabalho. Referências Bibliográficas BIEZANKO, C.M IV. Satyridae, Morphidae et Brassolidae da Zona Sueste do Rio Grande do Sul. Arq. Entomol. Ser. A:1-13. BOLDRINI, I.L., WAGNER, H.M.L. & EGGERS, L Flora. In Biodiversidade dos Campos de Cima da Serra. (G. Bond-Buckup, ed.). Libretos, Porto Alegre, p BROWN, K.S. & FREITAS, A.V.L Lepidoptera. In Biodiversidade do Estado de São Paulo, Brasil. Invertebrados Terrestres (C.R.F. Brandão & E.M. Cancello, ed.). FAPESP, São Paulo, p BROWN, K.S. & FREITAS, A.V.L Atlantic Forest Butterflies: indicators for landscape conservation. Biotropica 32(4b): CANALS, G.R Mariposas de Misiones. L.O.L.A, Buenos Aires, 476p. COLWELL, R.K Estimates 8.0: statistical estimation of species richness and shared species from samples. University of Connecticut. CORSEUIL, E., QUADROS, F.C., TESTON, J.A. & MOSER, A Borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea) coletadas no Centro de Pesquisa e Conservação da Natureza Pró-Mata. 4: Lycaenidae. Divul. Mus. Ciênc. Tecnol. PUCRS 9:(1) D ABRERA, B Butterflies of the Neotropical region. Part IV. Nymphalidae (partim). Victoria, Hill House, p D ABRERA, B Butterflies of the Neotropical region. Part V. Nymphalidae (conc.) & Satyridae. Victoria, Hill House, p DEVRIES, P.J The butterflies of Costa Rica and their natural history: Papilionidae, Pieridae and Nymphalidae. Princeton University Press, Princeton, 327p. DEVRIES, P.J., WALLA, T.R. & GRENNEY, H.F Species diversity in spatial and temporal dimensions of fruit-feeding butterflies from two Ecuadorian rainforests. Biol. J. Linn. Soc. 68(3): DEVRIES, P.J. & WALLA, T.R Species diversity and community structure in neotropical fruit-feeding butterflies. Biol. J. Linn. Soc. 74:1-15. FRUHSTORFER, H Prepona e Agrias. In Die Gross-Schmetterlinge der Erde. Die Gross-Schmetterlinge des Amerikanischen Faunengebietes. Band 5 (A. Seitz, ed.). F. Lehman Verlag, Stuttgart, p GRAZIA, J., ROMANOWSKI, H.P., ARAÚJO, P.B., SCHWERTNER, C.F., ISERHARD, C.A., MOURA, L.A. & FERRO, V.G Artrópodos terrestres. In Biodiversidade dos Campos de Cima da Serra (G. Bond- Buckup, ed.). Libretos, Porto Alegre, p HAMMER, Ø., HARPER, D.A.T. & RYAN, P.D Paleontological statistics PAST. Version Disponível em: <http:/folk.uio.no/ ohammer/past> (último acesso em 14/05/2010). ISERHARD, C.A. & ROMANOWSKI, H.P Lista de espécies de borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea & Hesperioidea) da região do vale do Rio Maquiné, Rio Grande do Sul, Brasil. Rev. Bras. Zool. 21(3): ISERHARD, C.A., QUADROS, M.T., ROMANOWSKI, H.P. & MENDONÇA JR, M.S Borboletas (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea) ocorrentes em diferentes ambientes na Floresta Ombrófila Mista e nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul, Brasil. Biota Neotrop. 10(1): /v10n1/pt/abstract?inventory+ bn (último acesso em 22/07/2010). LAMAS, G. (ed.) Checklist: part 4A, Hesperioidea Papilionoidea. In Atlas of Tropical Lepidoptera: checklist (J.B. Heppner, ed.). Association for Tropical Lepidoptera; Gainesville, Scientific Publishers, 439p. LEWINSOHN, T.M., FREITAS, A.V.L. & PRADO, P.I Conservation of terrestrial invertebrates and their habitats in Brazil. Conserv. Biol. 19(3):

6 390 Biota Neotrop., vol. 11, no. 1 Pedrotti, V.S. et al. MABILDE, A.P Guia practica para os principiantes collecionadores de insectos, contendo a descrição fiel de perto de mil borboletas com 280 figuras lythographadas em tamanhos, formas e desenhos conforme o natural: estudo sobre a vida de insectos do Rio Grande do Sul e sobre a caça, classificação e conservação de uma colleção, mais ou menos regular. Gundlach Schuldt, Porto Alegre,238p. MALUF, J.R.T Nova classifição climática do Estado do Rio Grande do Sul. Rev. Bras. Agromet. 8(1): MEDEIROS, J.D., SAVI, M. & BRITO, B.F.A Seleção de áreas para criação de unidades de conservação na Floresta Ombrófila Mista. Biotemas 18(2): MORAIS, A.B.B., ROMANOWSKI, H.P., ISERHARD, C.A., MARCHIORI, M.O. & SEGUI, R Mariposas del Sur de Sudamérica (Lepidoptera: Papilionoidea e Hesperioidea). Ciênc. Ambient. 35: PENZ, C., GARZÓN, I. & MOHAMMADIN, N PenzLab University of New Orleans. Disponível em: <http://fs.uno.edu/cpenz/> (último acesso em 08/08/2009). QUADROS, F.C., GIOVENARDI, R., RAPPA, N.S., MORENO, L.B. & CORSEUIL, E Novo registro de Satiríneo (Lepidoptera, Nympalidae, Satyrinae) para o Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Biociências 16(2): ROMANOWSKI, H.P. & BUSS, G Biodiversidade: animais brasileiros em extinção. In Queridos animais: relações humanas e animais: novas áreas profissionais sob enfoque ecológico (A. Escoterguy, ed.). L&PM, Porto Alegre, p ROMANOWSKI, H.P., ISERHARD, C.A. & HARTZ, S.M Borboletas da floresta com araucária. In Floresta de araucária: ecologia, conservação e desenvolvimento sustentável (C.R. Fonseca, A.F. Souza, A.M. Leal- Zanchet, T. Dutra, A. Backes & G. Ganade, ed). Holos Editora, Ribeirão Preto, p SANTOS, J.A Estimativa de riqueza em espécies. In Métodos de estudo em biologia da conservação e manejo da vida silvestre (L. Cullen Jr., R. Rudran & C. Valladares-Pádua, ed.). Editora da UFPR, Curitiba, p SCHOEREDER, J.H., SPERBER, C.F., SOBRINHO, T.G., RIBAS, C.R., GALBIATI, C. & MADUREIRA, M.S Por que a riqueza de espécies de insetos é menor em fragmentos menores? Processos locais e regionais. In Ecossistemas brasileiros: manejo e conservação (V. Claudino-Sales, ed.). Expressão Gráfica e Editora, Fortaleza, p TESTON, J.A. & CORSEUIL, E Borboletas (Lepidoptera, Rhopalocera) ocorrentes no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata. 1. Papilionidae. Divul. Mus. Ciênc. Tecnol. PUCRS 4: TESTON, J.A. & CORSEUIL, E Borboletas (Lepidoptera, Rhopalocera) ocorrentes no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata. 2. Pieridae. Divul. Mus. Ciênc. Tecnol. PUCRS 5: TESTON, J.A. & CORSEUIL, E Borboletas (Lepidoptera, Rhopalocera) ocorrentes no Centro de Pesquisas e Conservação da Natureza Pró-Mata. 3: Nymphalidae. Divul. Mus. Ciênc. Tecnol. PUCRS 7:1-20. UEHARA-PRADO, M., FREITAS, A.V.L., FRANCINI, R.B. & BROWN, K.S Guia de borboletas frugívoras da Reserva Estadual do Morro Grande e Região de Caucaia do Alto, Cotia (São Paulo). Biota Neotrop. 4: (último acesso em 14/07/2008). UEHARA-PRADO, M., BROWN, K.S. & FREITAS, A.V.L Biological traits of frugivorous butterflies in a fragmented and a continuous landscape in the South Brazilian Atlantic Forest. J. Lepid. Soc. 59(2): WAHLBERG, N., LENEVEU, J., KODANDARAMAIAH, U., PEÑA, C., NYLIN, S., FREITAS, A.V.L. & BROWER, A.V.Z Nymphalid butterflies diversity following near demise at the Cretaceous/Tertiary boundary. Proc. R. Soc. Lond. B. Biol. Sci. 276: Recebido em 02/10/2010 Versão reformulada recebida em 14/02/2011 Publicado em 02/03/2011

LETICIA ROMANOVICZ MOREIRA

LETICIA ROMANOVICZ MOREIRA LETICIA ROMANOVICZ MOREIRA DIVERSIDADE DE BORBOLETAS E AVALIAÇÃO DO USO DE ARMADILHAS ATRATIVAS ASSOCIADAS A MARCAÇÃO E RECAPTURA NO PARQUE ESTADUAL MATA DOS GODOY, LONDRINA-PR. Londrina 2013 LETICIA MOREIRA

Leia mais

Análise da diversidade e efeito de borda na assembléia de borboletas frugívoras da Reserva Biológica de Sooretama ES

Análise da diversidade e efeito de borda na assembléia de borboletas frugívoras da Reserva Biológica de Sooretama ES Análise da diversidade e efeito de borda na assembléia de borboletas frugívoras da Reserva Biológica de Sooretama ES Talita Araújo Nogueira Dissertação de mestrado em Biodiversidade Tropical Mestrado em

Leia mais

CERRADO. Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS

CERRADO. Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS CERRADO Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS Como consultar este guia 1 Ageroniini O monitoramento da biodiversidade é realizado nos biomas Mata Atlântica,

Leia mais

Projeto Básico Ambiental (PBA) UHE Teles Pires

Projeto Básico Ambiental (PBA) UHE Teles Pires UHE Teles Pires P.17 - Programa de Monitoramento de Entomofauna Bioindicadora Equipe Responsável pela Elaboração do Programa Responsável Registro Cadastro Técnico Profissional Federal IBAMA Adriana Akemi

Leia mais

MATA ATLÂNTICA NORTE. Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS

MATA ATLÂNTICA NORTE. Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS MATA ATLÂNTICA NORTE Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS Como consultar este guia 1 Ageroniini O monitoramento da biodiversidade é realizado nos biomas

Leia mais

Biota Neotropica ISSN: 1676-0611 cjoly@unicamp.br Instituto Virtual da Biodiversidade Brasil

Biota Neotropica ISSN: 1676-0611 cjoly@unicamp.br Instituto Virtual da Biodiversidade Brasil Biota Neotropica ISSN: 1676-0611 cjoly@unicamp.br Instituto Virtual da Biodiversidade Brasil Lucci Freitas, André Victor Impactos potenciais das mudanças propostas no Código Florestal Brasileiro sobre

Leia mais

Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke

Borboletas frugívoras da Reserva F. A. Ducke Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Projeto TEAM/CNPq-FAPEAM Borboletas frugívoras da Reserva Florestal Adolpho Ducke (versão preliminar) Organização: Rosemary S. Vieira Fotos e Processamento das

Leia mais

COLEÇÃO ENTOMOLÓGICA DO MUSEU REGIONAL DO ALTO URUGUAI: ÊNFASE EM PAPILIONIDAE (LEPIDOPTERA, PAPILIONOIDEA)

COLEÇÃO ENTOMOLÓGICA DO MUSEU REGIONAL DO ALTO URUGUAI: ÊNFASE EM PAPILIONIDAE (LEPIDOPTERA, PAPILIONOIDEA) COLEÇÃO ENTOMOLÓGICA DO MUSEU REGIONAL DO ALTO URUGUAI: ÊNFASE EM PAPILIONIDAE (LEPIDOPTERA, PAPILIONOIDEA) URI - ERECHIM, RIO GRANDE DO SUL COLEÇÃO ENTOMOLÓGICA DO MUSEU REGIONAL DO ALTO URUGUAI: ÊNFASE

Leia mais

AMAZÔNIA. Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS

AMAZÔNIA. Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS AMAZÔNIA Monitoramento da Biodiversidade GUIA DE IDENTIFICAÇÃO DE TRIBOS DE BORBOLETAS FRUGÍVORAS Como consultar este guia 1 Ageroniini O monitoramento da biodiversidade é realizado nos biomas Mata Atlântica,

Leia mais

Universidade Federal do Paraná

Universidade Federal do Paraná * Universidade Federal do Paraná * *O que são Biomas? *Bioma é uma unidade biológica ou espaço geográfico caracterizado de acordo com o macroclima, a fitofisionomia (aspecto da vegetação de um lugar),

Leia mais

ABELHAS EUGLOSSINI EM FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA EM BURARAMA - ES

ABELHAS EUGLOSSINI EM FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA EM BURARAMA - ES ABELHAS EUGLOSSINI EM FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA EM BURARAMA - ES Gava, M. (1) ; Souza, L. (2) mayla.gava@gmail.com (1) Graduanda de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória

Leia mais

DIVERSIDADE DE BORBOLETAS (LEPIDOPTERA: RHOPALOCERA) EM FRAGMENTOS DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL EM SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL.

DIVERSIDADE DE BORBOLETAS (LEPIDOPTERA: RHOPALOCERA) EM FRAGMENTOS DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL EM SANTA MARIA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIODIVERSIDADE ANIMAL DIVERSIDADE DE BORBOLETAS (LEPIDOPTERA: RHOPALOCERA) EM FRAGMENTOS DE FLORESTA

Leia mais

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS

GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS GEOGRAFIA - 1 o ANO MÓDULO 25 O PANTANAL, A MATA DE ARAUCÁRIAS E AS PRADARIAS Como pode cair no enem? (FUVEST) Estas fotos retratam alguns dos tipos de formação vegetal nativa encontrados no território

Leia mais

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BIOMAS BRASILEIROS

DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BIOMAS BRASILEIROS DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS BIOMAS BRASILEIROS Creative Commons/Nao Iizuka Bioma Amazônia ou Domínio Amazônico Heterogêneo Perene Denso Ombrófila Três estratos Influenciado pelo relevo e hidrografia Bacia

Leia mais

182 MACHADO & SOARES: COMUNIDADE MUSCOIDEA

182 MACHADO & SOARES: COMUNIDADE MUSCOIDEA III SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2014 181 Comunidade Muscoidea (Diptera, Insecta): Estudo do efeito de borda e bioindicadores na Reserva Natural Vale D. F. Machado¹* & E.D.G. Soares

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

INQUILINISMO EM CORNITERMES (ISOPTERA, TERMITIDAE) EM DUAS ÁREAS DE PASTAGEM

INQUILINISMO EM CORNITERMES (ISOPTERA, TERMITIDAE) EM DUAS ÁREAS DE PASTAGEM INQUILINISMO EM CORNITERMES (ISOPTERA, TERMITIDAE) EM DUAS ÁREAS DE PASTAGEM Ana Cristina da Silva¹, José Max Barbosa de Oliveira Junior¹, Lauana Nogueira², Letícia Gomes ¹, Thales Amaral² Reginaldo Constantino³

Leia mais

Cíntia Graciele da Silva 1 Simone Santos de Oliveira 2 Universidade Estadual de Mato Grosso Tangará da Serra MT, junho 2009

Cíntia Graciele da Silva 1 Simone Santos de Oliveira 2 Universidade Estadual de Mato Grosso Tangará da Serra MT, junho 2009 LEVANTAMENTO DA ARTROPODOFAUNA DE UM FRAGMENTO DE MATA E DE UMA PASTAGEM, LOCALIZADOS PRÓXIMO AO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO, TANGARÁ DA SERRA MT Cíntia Graciele da Silva 1 Simone Santos

Leia mais

Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas

Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas LEI Nº 13.550, DE 02 DE JUNHO DE 2009 Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Cerrado no Estado, e dá providências correlatas O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Faço saber que

Leia mais

VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral

VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral VEGETAÇÃO BRASILEIRA: visão fitogeográfica geral PEDRO EISENLOHR pedrov.eisenlohr@gmail.com Ao final da aula, vocês deverão ser capazes de: 1. Conceituar e diferenciar termos essenciais para o estudo da

Leia mais

DIVERSIDADE DE ABELHAS NATIVAS COLETADAS COM O AUXÍLIO DE NINHOS ARMADILHA NO PARQUE ESTADUAL CACHOEIRA DA FUMAÇA, ALEGRE, ES.

DIVERSIDADE DE ABELHAS NATIVAS COLETADAS COM O AUXÍLIO DE NINHOS ARMADILHA NO PARQUE ESTADUAL CACHOEIRA DA FUMAÇA, ALEGRE, ES. DIVERSIDADE DE ABELHAS NATIVAS COLETADAS COM O AUXÍLIO DE NINHOS ARMADILHA NO PARQUE ESTADUAL CACHOEIRA DA FUMAÇA, ALEGRE, ES. Arícia Leone E. M. de Assis¹, Luceli de Souza¹ 1 Universidade Federal do Espírito

Leia mais

ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA

ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA Priscilla Menezes Andrade Antônio Laffayete Pires da Silveira RESUMO: O presente estudo foi realizado

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 O território brasileiro e suas regiões.( 7º ano) *Brasil é dividido em 26 estados e um Distrito Federal (DF), organizados em regiões. * As divisões

Leia mais

Lista de Lepidoptera do Parque Ecológico Felisberto Neves, Betim, Minas Gerais

Lista de Lepidoptera do Parque Ecológico Felisberto Neves, Betim, Minas Gerais 1 Lista de Lepidoptera do Parque Ecológico Felisberto Neves, Betim, Minas Gerais Lepidoptera Checklist from Felisberto Neves Ecological Park, Betim, Minas Gerais Mercia Caroline de Araújo¹, Henrique Paprocki²

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA Parâmetros Básicos dos Estágios Sucessionais dos Campos de Altitude Associados à Floresta Ombrófila Mista, à Floresta Ombrófila Densa

Leia mais

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil.

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Antonio José Dias Vieira 1, Camila Righetto Cassano 2, Joice Rodrigues de Mendonça

Leia mais

Diagnós(co Ambiental e Plano de. Restauração Florestal da ZPEC - Suape

Diagnós(co Ambiental e Plano de. Restauração Florestal da ZPEC - Suape Diagnós(co Ambiental e Plano de Coordenação geral: Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues Prof. Dr. Felipe Melo Eng. Agr. Dr. André Gustavo Nave Biólogo Michel Metran da Silva Restauração Florestal da ZPEC

Leia mais

Figura1: Trajeto da Trilha da Saracura com seus respectivos pontos interpretativos.

Figura1: Trajeto da Trilha da Saracura com seus respectivos pontos interpretativos. PLANEJAMENTO E IMPLANTAÇÃO DE UMA TRILHA INTERPRETATIVA NA MATA ATLÂNTICA PARA ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE CAMPUS RIO DO SUL Autores: Alessandra Lariza KRUG, Marcelo

Leia mais

Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina.

Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina. Correlação de Miconia albicans e concentração de alumínio no solo em um fragmento de cerrado denso, Itirapina. ARILDO DE S. DIAS 1, CLÁUDIA DE M. MARTINELLI 2, LARISSA G. VEIGA 1, RICARDO GABRIEL MATTOS

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 3ª PROVA SUBSTITUTIVA DE GEOGRAFIA Aluno: Nº Série: 7º Turma: Data: Nota: Professor: Edvaldo Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

ROSICLÉIA DA SILVA OLIVEIRA

ROSICLÉIA DA SILVA OLIVEIRA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS, AMBIENTAIS E BIOLÓGICAS CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS ROSICLÉIA DA SILVA OLIVEIRA BORBOLETAS (PAPILIONOIDEA E HESPERIOIDEA)

Leia mais

MARIA INÊZ DA SILVA, MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES, CRISTIANE CIDÁLIA CORDEIRO E SUELLEN ARAÚJO. Introdução

MARIA INÊZ DA SILVA, MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES, CRISTIANE CIDÁLIA CORDEIRO E SUELLEN ARAÚJO. Introdução 1 TRABALHANDO AS BORBOLETAS E AS ABELHAS COMO INSETOS POLINIZADORES NAS AULAS PRÁTICAS DE DUCAÇÃO AMBIENTAL E ZOOLOGIA NO CURSO DE LICENCIATURA EM BIOLOGIA MARIA INÊZ DA SILVA, MARIA DA CONCEIÇÃO TAVARES,

Leia mais

Influência da altitude e cobertura vegetal na riqueza de formigas do Parque Nacional do Caparaó. Introdução

Influência da altitude e cobertura vegetal na riqueza de formigas do Parque Nacional do Caparaó. Introdução II SIMPÓSIO SOBRE A BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA. 2013 239 Influência da altitude e cobertura vegetal na riqueza de formigas do Parque Nacional do Caparaó Sabrina Soares Simon 1, Sara Deambrozi Coelho

Leia mais

CRISTIANO AGRA ISERHARD

CRISTIANO AGRA ISERHARD CRISTIANO AGRA ISERHARD ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO DA ASSEMBLÉIA DE BORBOLETAS (LEPIDOPTERA: PAPILIONOIDEA E HESPERIOIDEA) EM DIFERENTES FORMAÇÕES DA FLORESTA ATLÂNTICA DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL. Tese apresentada

Leia mais

(Natureza e Conservação, no prelo)

(Natureza e Conservação, no prelo) (Natureza e Conservação, no prelo) 4 Perguntas para ecologia 1. Qual a extensão mínima das Áreas de Preservação Permanente ao longo de rios? 2. Qual a quantidade mínima de RL em termos de conservação de

Leia mais

A Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira. Acompanhava o litoral do país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e

A Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira. Acompanhava o litoral do país do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte (regiões meridional e Mata Atlântica A Mata Atlântica (floresta pluvial costeira) está situada entre o R.N e o R.S. É um dos hotspots (O conceito dos Hotspots, criado em 1988 pelo Dr. Norman Myers, estabeleceu 10 áreas críticas

Leia mais

A FLORESTA HOJE Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo

A FLORESTA HOJE Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo A FLORESTA HOJE Cobertura Vegetal Natural do Estado de São Paulo Importância da Floresta Proteção e conservação do solo e da água; Produção de madeira (casas, barcos, carvão; etc); Produção de alimentos

Leia mais

www.tiberioge.tibe o.c rioge om.br o.c A Ge G og o r g afi f a Le L va v da d a Sério

www.tiberioge.tibe o.c rioge om.br o.c A Ge G og o r g afi f a Le L va v da d a Sério 1 FLORESTA AMAZÔNICA 2 Características Localiza-se: Região Norte; parte do norte do Mato Grosso e Goiás; e parte oeste do Maranhão; O maior bioma brasileiro ocupa, praticamente, um terço da área do País.

Leia mais

BIOMAS DO BRASIL. Ecologia Geral

BIOMAS DO BRASIL. Ecologia Geral BIOMAS DO BRASIL Ecologia Geral Biomas do Brasil segundo classificação do IBGE Segundo a classificação do IBGE, são seis os biomas do Brasil: Mata Atlântica Cerrado Amazônia Caatinga Pantanal Pampa O

Leia mais

01. (FUVEST) Dentre os vários aspectos que justificam a diversidade biológica da Mata Atlântica, encontram-se:

01. (FUVEST) Dentre os vários aspectos que justificam a diversidade biológica da Mata Atlântica, encontram-se: 01. (FUVEST) Dentre os vários aspectos que justificam a diversidade biológica da Mata Atlântica, encontram-se: I. Concentração nas baixas latitudes, associadas a elevadas precipitações. II. Distribuição

Leia mais

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma

Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros. Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia. Bioma Cap. 26 De norte a sul, de leste a oeste: os biomas brasileiros Sistema de Ensino CNEC Equipe de Biologia Bioma Conjunto de vida, vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação, condições

Leia mais

Biota Neotropica ISSN: 1676-0611 cjoly@unicamp.br Instituto Virtual da Biodiversidade Brasil

Biota Neotropica ISSN: 1676-0611 cjoly@unicamp.br Instituto Virtual da Biodiversidade Brasil Biota Neotropica ISSN: 1676-0611 cjoly@unicamp.br Instituto Virtual da Biodiversidade Brasil Ramos Soares, Glória; Paiva de Oliveira, Andréa Aparecida; Melo Silva, André Roberto Borboletas (Lepidoptera:

Leia mais

Mineração e Biodiversidade: lições aprendidas por uma mineradora global

Mineração e Biodiversidade: lições aprendidas por uma mineradora global II Congresso de Mineração da Amazônia Mineração e Biodiversidade: lições aprendidas por uma mineradora global Vânia Somavilla Vale - Diretora de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Novembro de

Leia mais

Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo

Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo Mudanças na estrutura diamétrica em uma comunidade no Cerrado de Itirapina, São Paulo ANA GABRIELA FARACO 1, EDER DASDORIANO PORFIRIO JUNIOR 2, TÂNIA MARIA DE MOURA 1, VANESSA PESSANHA TUNHOLI 3 & VIVIAN

Leia mais

Nome: Nº: Turma: Geografia. 1º ano Biomas Sílvia fev/08 INTRODUÇÃO

Nome: Nº: Turma: Geografia. 1º ano Biomas Sílvia fev/08 INTRODUÇÃO Nome: Nº: Turma: Geografia 1º ano Biomas Sílvia fev/08 INTRODUÇÃO São conjuntos de ecossistemas terrestres com vegetação característica e fisionomia típica em que predomina certo tipo de clima. São comunidades

Leia mais

Biomas, Domínios e Ecossistemas

Biomas, Domínios e Ecossistemas Biomas, Domínios e Ecossistemas Bioma, domínio e ecossistema são termos ligados e utilizados ao mesmo tempo nas áreas da biologia, geografia e ecologia, mas, não significando em absoluto que sejam palavras

Leia mais

BIOMAS BRASILEIROS. Prof.ª Débora Lia Ciências/ Biologia

BIOMAS BRASILEIROS. Prof.ª Débora Lia Ciências/ Biologia BIOMAS BRASILEIROS Prof.ª Débora Lia Ciências/ Biologia BIOMA: É CONJUNTO DE ECOSSISTEMAS TERRESTRES, CLIMATICAMENTE CONTROLADOS, QUE SÃO CARACTERIZADOS POR UMA VEGETAÇÃO PRÓPRIA (RAVEN ET AL., 2001) LOCALIZAÇÃO

Leia mais

Biomas Brasileiros. www.tiberiogeo.com.br A Geografia Levada a Sério

Biomas Brasileiros. www.tiberiogeo.com.br A Geografia Levada a Sério Biomas Brasileiros FLORESTA AMAZÔNICA Solos com limitações quanto à fertilidade natural. Características Localiza-se: Região Norte; parte do norte do Mato Grosso e Goiás; e parte oeste do Maranhão; O maior

Leia mais

DIVERSIDADE DE BORBOLETAS NA ZONA RURAL E URBANA DO CARIRI CEARENSE. Federal do Ceará. pela Universidade Federal do Ceará.

DIVERSIDADE DE BORBOLETAS NA ZONA RURAL E URBANA DO CARIRI CEARENSE. Federal do Ceará. pela Universidade Federal do Ceará. DIVERSIDADE DE BORBOLETAS NA ZONA RURAL E URBANA DO CARIRI CEARENSE Manilla Gomes Roque 1, Ângela Tavares Leitão 1, Antônio Alisson Fernandes Simplicio 2, José Thales Pantaleão Ferreira 3 1 Bióloga pela

Leia mais

INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS - MG DIRETORIA DE BIODIVERSIDADE GERÊNCIA DE PROJETOS E PESQUISAS

INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS - MG DIRETORIA DE BIODIVERSIDADE GERÊNCIA DE PROJETOS E PESQUISAS v. 3, n. 4 Outubro/Novembro - 2010 ISSN 1983-3678 Distribuição Gratuita INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS - MG DIRETORIA DE BIODIVERSIDADE GERÊNCIA DE PROJETOS E PESQUISAS Borboletas frugívoras no Parque

Leia mais

MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA *

MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA * MEDIDAS DE DIVERSIDADE BIOLÓGICA * Ronald S. M. Barros Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais PGECOL. Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF. Juiz

Leia mais

O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas

O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas O Estado da Biodiversidade Brasileira: Genes, Espécies e Biomas Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais DIRUR Eixo Temático: Sustentabilidade

Leia mais

Nosso Território: Ecossistemas

Nosso Território: Ecossistemas Nosso Território: Ecossistemas - O Brasil no Mundo - Divisão Territorial - Relevo e Clima - Fauna e Flora - Ecossistemas - Recursos Minerais Um ecossistema é um conjunto de regiões com características

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA ESTUDO DOS COMPONENTES LENHOSOS NA COBERTURA VEGETAL DA ENCOSTA DA FACULDADE MACHADO SOBRINHO, JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, BRASIL

PROJETO DE PESQUISA ESTUDO DOS COMPONENTES LENHOSOS NA COBERTURA VEGETAL DA ENCOSTA DA FACULDADE MACHADO SOBRINHO, JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, BRASIL PROJETO DE PESQUISA Professor Flávio José Soares Júnior Biólogo graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora; Mestre em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa; Doutorando em Botânica

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

PROF. JEFERSON CARDOSO DE SOUZA

PROF. JEFERSON CARDOSO DE SOUZA PROF. JEFERSON CARDOSO DE SOUZA UFRGS 2012 São fatores limitantes dos biomas: Umidade: ausência ou excesso; Solo: tipo de nutrientes e tempo de intemperismo; Temperatura: Amplitude Térmica; Luz solar:

Leia mais

FENOLOGIA REPRODUTIVA DE MURTA NO JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM, SANTA MARIA-RS

FENOLOGIA REPRODUTIVA DE MURTA NO JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM, SANTA MARIA-RS FENOLOGIA REPRODUTIVA DE MURTA NO JARDIM BOTÂNICO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM, SANTA MARIA-RS FERRERA, Tiago Silveira 1 ; BURIOL, Galileo Adeli 2 ; EISINGER Sônia Maria 3 Palavras-Chave:

Leia mais

Definição. Unidade Territorial com características naturais bem. Por essa razão, muitas vezes o termo é usado

Definição. Unidade Territorial com características naturais bem. Por essa razão, muitas vezes o termo é usado Definição Compreende-se como sendo uma Unidade Territorial com características naturais bem marcantes e que o individualizam. Por essa razão, muitas vezes o termo é usado como sinônimo para identificar

Leia mais

A interdependência entre os elementos na BIOSFERA.

A interdependência entre os elementos na BIOSFERA. A interdependência entre os elementos na BIOSFERA. A biosfera contém inúmeros ecossistemas (conjunto formado pelos animais e vegetais em harmonia com os outros elementos naturais). Biomas: conjuntos dinâmicos

Leia mais

Capítulo 07. Distribuição dos Ecossistemas

Capítulo 07. Distribuição dos Ecossistemas Capítulo 07 Distribuição dos Ecossistemas A terra possui regiões que apresentam características próprias, onde cada uma desenvolve sua flora e fauna típica, sejam elas aquáticas ou terrestres, vindo a

Leia mais

XIX CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 27 de setembro a 01 de outubro de 2010

XIX CONGRESSO DE PÓS-GRADUAÇÃO DA UFLA 27 de setembro a 01 de outubro de 2010 ESTUDO DA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DE Eremanthus erythropappus (DC.) MacLeish EM TRÊS SETORES FLORESTAIS, SOB DIFERENTES PRESSÕES AMBIENTAIS, EM LAVRAS, SUL DE MINAS GERAIS. MATHEUS HENRIQUE M. BENÍCIO 1,

Leia mais

COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE FORMIGAS NO SOLO E DOSSEL NA SERRA DO TEIMOSO, BAHIA

COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE FORMIGAS NO SOLO E DOSSEL NA SERRA DO TEIMOSO, BAHIA COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES DE FORMIGAS NO SOLO E DOSSEL NA SERRA DO TEIMOSO, BAHIA Breier, T.B.; 1, Andrade, M. A. R. 1 ;Valle, V. 2 ; & Silva, O. V. 3 RESUMO Investigamos a similaridade na composição de espécies

Leia mais

Graduanda do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da FAP Faculdade de Apucarana, Paraná;

Graduanda do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da FAP Faculdade de Apucarana, Paraná; LEVANTAMENTO POPULACIONAL DE Troglodytidae musculus, Zonotrichia capensis, Passer domesticus E Molothrus bonarienses EM ÁREAS URBANA: NA CIDADE DE APUCARANA, PR SILVA, E. B. 1 ; VILELA, V. L. D. 2 1 Graduanda

Leia mais

ÁRVORES DA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL: GUIA DE IDENTIFICAÇÃO

ÁRVORES DA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL: GUIA DE IDENTIFICAÇÃO ÁRVORES DA FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL: GUIA DE IDENTIFICAÇÃO Viviane Soares RAMOS Giselda DURIGAN Geraldo Antônio Daher Corrêa FRANCO Marinez Ferreira de SIQUEIRA Ricardo Ribeiro RODRIGUES 1 2 3

Leia mais

Universidade Estadual do Norte do Paraná UENP. Campus Luiz Meneghel

Universidade Estadual do Norte do Paraná UENP. Campus Luiz Meneghel Universidade Estadual do Norte do Paraná UENP Campus Luiz Meneghel Projeto de pesquisa LEVANTAMENTO FLORÍSTICO DE PTERIDÓFITAS NO PARQUE ESTADUAL MATA SÃO FRANCISCO Ricardo Vinícius Zandonadi Bandeirantes

Leia mais

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Biomas Brasileiros I Floresta Amazônica Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Floresta Amazônica Localizada na região norte e parte das regiões centro-oeste e nordeste;

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

Mapeamento da Cobertura Vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2010 Autores:

Mapeamento da Cobertura Vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2010 Autores: Mapeamento da Cobertura Vegetal do Município do Rio de Janeiro, 2010 Desafios Uma cidade com a natureza exuberante e diferenciada merece um levantamento a sua altura: Inédito Único no Brasil Multidisciplinar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE SAÚDE E TECNOLOGIA RURAL UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CAMPUS DE PATOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE SAÚDE E TECNOLOGIA RURAL UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CAMPUS DE PATOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE SAÚDE E TECNOLOGIA RURAL UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CAMPUS DE PATOS SAZONALIDADE DA RIQUEZA E ABUNDÂNCIA DAS BORBOLETAS DE UM BREJO DE ALTITUDE,

Leia mais

A origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica. André Victor Lucci Freitas Departamento de Biologia Animal Unicamp

A origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica. André Victor Lucci Freitas Departamento de Biologia Animal Unicamp A origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica André Victor Lucci Freitas Departamento de Biologia Animal Unicamp Distribuição da Mata Atlântica Aparentemente, uma faixa homogênea de florestas

Leia mais

Prof. MSc. Leandro Felício

Prof. MSc. Leandro Felício Prof. MSc. Leandro Felício Ecossistema: Sistema integrado e auto funcionante que consiste em interações dos elementos bióticos e abióticos e cujas dimensões podem variar consideravelmente. Bioma: Conjunto

Leia mais

Unidade I Geografia física mundial e do Brasil.

Unidade I Geografia física mundial e do Brasil. Unidade I Geografia física mundial e do Brasil. 2 2.2 Conteúdo: Os Grandes Biomas no Brasil. 3 2.2 Habilidade: Comparar as formações vegetais existentes no Brasil e seus diferentes biomas. 4 Biomas da

Leia mais

PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A

PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A PLANO DE AÇÃO NACIONAL PARA A CONSERVAÇÃO DOS lepidópteros ameaçados de extinção Série Espécies Ameaçadas nº 13 Plano de Ação Nacional para Conservação dos Lepidópteros Ameaçados de Extinção Presidenta

Leia mais

DESCRIÇÕES BASEADAS EM CARACTERES VEGETATIVOS E SUA APLICABILIDADE NO ENSINO

DESCRIÇÕES BASEADAS EM CARACTERES VEGETATIVOS E SUA APLICABILIDADE NO ENSINO DESCRIÇÕES BASEADAS EM CARACTERES VEGETATIVOS E SUA APLICABILIDADE NO ENSINO Santos, J.P.Q. (1) ; Tabelini, H.M. (1) ; Hollunder, R.K. (1) ; Pereira, M.C.A. (1) jaqueline_pego@hotmail.com (1) Graduanda

Leia mais

ESCORPIOFAUNA EM MATA DE GALERIA NA AMAZÔNIA ORIENTAL

ESCORPIOFAUNA EM MATA DE GALERIA NA AMAZÔNIA ORIENTAL ESCORPIOFAUNA EM MATA DE GALERIA NA AMAZÔNIA ORIENTAL Moutinho, C. S. (1,2) ; Peniche, T. S. (1,2) ; Sidônio, I. A. P. (1,2) ; Nascimento, F. A. (1,2) ; Ferreira, R. M. A. (1,2) ; Caldas, E. M. (1,2) ;

Leia mais

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG.

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Tiago Brochado Pires Introdução: Estudos voltados para a interpretação

Leia mais

Formações de Santa Catarina. Profa. Elisa Serena Gandolfo Martins Março/2015

Formações de Santa Catarina. Profa. Elisa Serena Gandolfo Martins Março/2015 Formações de Santa Catarina Profa. Elisa Serena Gandolfo Martins Março/2015 O Estado de Santa Catarina está totalmente inserido dentro do Bioma Mata Atlântica. A Mata Atlântica "O espaço que contém aspectos

Leia mais

Tarefa online 8º ANO

Tarefa online 8º ANO Tarefa online 8º ANO 1) Estabelecendo-se correlações entre a exploração florestal no Globo e as Zonas Climáticas, pode-se inferir que: 2) O Domínio morfoclimático das pradarias é uma área marcada: a) pelo

Leia mais

OS FATORES DO DESMATAMENTO DA FLORESTA COM ARAUCÁRIA: AGROPECUÁRIA, LENHA E INDÚSTRIA MADEIREIRA 1

OS FATORES DO DESMATAMENTO DA FLORESTA COM ARAUCÁRIA: AGROPECUÁRIA, LENHA E INDÚSTRIA MADEIREIRA 1 DOI: 10.5007/2175-7976.2011v18n25p32 Revista Esboços, Florianópolis, v. 18, n. 25, p. 32-52, ago. 2011 32 OS FATORES DO DESMATAMENTO DA FLORESTA COM ARAUCÁRIA: AGROPECUÁRIA, LENHA E INDÚSTRIA MADEIREIRA

Leia mais

Floresta Equatorial: Floresta Amazônica. Floresta Ombrófila: Mata Atlântica. Floresta Ombrófila Mista: Floresta de Araucárias

Floresta Equatorial: Floresta Amazônica. Floresta Ombrófila: Mata Atlântica. Floresta Ombrófila Mista: Floresta de Araucárias Floresta Equatorial: Floresta Amazônica Floresta Ombrófila: Mata Atlântica Floresta Ombrófila Mista: Floresta de Araucárias FLORESTA EQUATORIAL: FLORESTA AMAZÔNICA Floresta equatorial: floresta de baixa

Leia mais

FACULDADE ASSIS GURGACZ-FAG RAFAEL JOSE FERREIRA

FACULDADE ASSIS GURGACZ-FAG RAFAEL JOSE FERREIRA FACULDADE ASSIS GURGACZ-FAG RAFAEL JOSE FERREIRA LEVANTAMENTO DE MAMÍFEROS DE MÉDIO PORTE EM FRAGMENTO FLORESTAL NO MUNICIPIO DE SANTA TEREZA DO OESTE - PR CASCAVEL 2010 1 RAFAEL JOSE FERREIRA LEVANTAMENTO

Leia mais

Notas Científicas Análise quantitativa da chuva de sementes sob poleiros naturais e artificiais em Floresta Ombrófila Mista

Notas Científicas Análise quantitativa da chuva de sementes sob poleiros naturais e artificiais em Floresta Ombrófila Mista Notas Científicas Análise quantitativa da chuva de sementes sob poleiros naturais e artificiais em Floresta Ombrófila Mista Sandra Bos Mikich (1) e Rafael Fernando da Silva Possette (2) (1) Embrapa Florestas,

Leia mais

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Técnico: Maria das Dores de V. C. Melo Coordenação Administrativa-Financeira:

Leia mais

PRINCIPAIS BIOMAS BRASILEIROS

PRINCIPAIS BIOMAS BRASILEIROS PRINCIPAIS BIOMAS BRASILEIROS Biomas são grandes estruturas ecológicas com fisionomias distintas encontradas nos diferentes continentes, caracterizados principalmente pelos fatores climáticos (temperatura

Leia mais

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE BIODIVERSIDADE E FLORESTAS NÚCLEO DOS BIOMAS MATA ATLÂNTICA E PAMPA PROJETO MATA ATLÂNTICA GCP/BRA/O61/WBK

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE BIODIVERSIDADE E FLORESTAS NÚCLEO DOS BIOMAS MATA ATLÂNTICA E PAMPA PROJETO MATA ATLÂNTICA GCP/BRA/O61/WBK MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SECRETARIA DE BIODIVERSIDADE E FLORESTAS NÚCLEO DOS BIOMAS MATA ATLÂNTICA E PAMPA PROJETO MATA ATLÂNTICA GCP/BRA/O61/WBK Relatório Metodológico do Mapeamento de Uso do Solo

Leia mais

Instituto do Meio Ambiente

Instituto do Meio Ambiente Instituto do Meio Ambiente Instituto do Meio Ambiente Na busca da conscientização sobre a necessidade de zelar pelos recursos naturais para melhoria da qualidade de vida, o Instituto do Meio Ambiente (IMA),

Leia mais

Insetos como Indicadores de Conservação da Paisagem

Insetos como Indicadores de Conservação da Paisagem CAPÍTULO 15 Insetos como Indicadores de Conservação da Paisagem André Victor Lucci Freitas, Inara Roberta Leal, Marcio Uehara-Prado & Luciana Iannuzzi Biologia da conservação A biologia da conservação

Leia mais

NO RASTRO DE QUEM AINDA RESTA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PRESERVAÇÃO DE MAMÍFEROS DO CERRADO

NO RASTRO DE QUEM AINDA RESTA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PRESERVAÇÃO DE MAMÍFEROS DO CERRADO NO RASTRO DE QUEM AINDA RESTA: EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PRESERVAÇÃO DE MAMÍFEROS DO CERRADO José Neiva MESQUITA NETO 1 ; Francielle Pinto RIBEIRO 2 ; Frederico Gemesio LEMOS 3 ; Gleyce Alves MACHADO 4 1 Acadêmico

Leia mais

IV ENCONTRO EM EDUCAÇÃO AGRÍCOLA I FÓRUM DE DEBATES SOBRE A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA 07 a 11 de maio de 2012

IV ENCONTRO EM EDUCAÇÃO AGRÍCOLA I FÓRUM DE DEBATES SOBRE A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA 07 a 11 de maio de 2012 LEVANTAMENTO PRELIMINAR DA AVIFAUNA NA ÁREA DO IFMT CAMPUS JUÍNA MT: UMA PROPOSTA PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL ESCOLAR Edilson Luiz Cândido 1 Ronaldo Almeida de Souza 2 Romário Almeida de Souza 3 RESUMO A destruição

Leia mais

Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB

Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB Cerrado: Mudança Climática e Biodiversidade Prof. Mercedes Bustamante Departamento de Ecologia Universidade de Brasília

Leia mais

VESPAS VISITANTES FLORAIS DE DUAS ESPÉCIES DE Eryngium (APIACEAE) NO BIOMA PAMPA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL

VESPAS VISITANTES FLORAIS DE DUAS ESPÉCIES DE Eryngium (APIACEAE) NO BIOMA PAMPA, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL REVISTA DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS - RCA (ISSN 1981-8858) http://www.revistas.unilasalle.edu.br/index.php/rbca Canoas, vol. 8, n. 1, 2014 VESPAS VISITANTES FLORAIS DE DUAS ESPÉCIES DE Eryngium (APIACEAE) NO

Leia mais

CONTEÚDO 1.1 OBJETIVOS...1.1 1.2 ESTRUTURA DO DOCUMENTO...1.2 1.3 ESTRUTURA DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS...1.3 3.1 INTRODUÇÃO...3.1

CONTEÚDO 1.1 OBJETIVOS...1.1 1.2 ESTRUTURA DO DOCUMENTO...1.2 1.3 ESTRUTURA DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS...1.3 3.1 INTRODUÇÃO...3.1 CONTEÚDO Pág. 1 INTRODUÇÃO...1.1 1.1 OBJETIVOS...1.1 1.2 ESTRUTURA DO DOCUMENTO...1.2 1.3 ESTRUTURA DOS PROGRAMAS AMBIENTAIS...1.3 2 CONTEXTO GEOGRÁFICO...2.1 3 CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO MINERAL...3.1

Leia mais

Domínio Morfoclimático das Araucárias

Domínio Morfoclimático das Araucárias Domínio Morfoclimático das Araucárias Situação Geográfica Encontrado desde o sul paulista até o norte gaúcho, o domínio das araucárias ocupa uma área de 400.000 km²,, abrangendo em seu território cidades

Leia mais

O SERVIÇO DE POLINIZADORES E A EFICÁCIA REPRODUTIVA DAS PLANTAS EM FRAGMENTOS VEGETAIS DE CERRADO NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GOIÁS

O SERVIÇO DE POLINIZADORES E A EFICÁCIA REPRODUTIVA DAS PLANTAS EM FRAGMENTOS VEGETAIS DE CERRADO NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GOIÁS O SERVIÇO DE POLINIZADORES E A EFICÁCIA REPRODUTIVA DAS PLANTAS EM FRAGMENTOS VEGETAIS DE CERRADO NO MUNICÍPIO DE ANÁPOLIS, GOIÁS Giselle Lopes Moreira 1,2, Juliana Cristina de Sousa 1,3 e Mirley Luciene

Leia mais

CLIMATOBOTÂNICA O QUE É CLIMATOBOTÂNICA QUADRO CLIMATOBOTÂNICO

CLIMATOBOTÂNICA O QUE É CLIMATOBOTÂNICA QUADRO CLIMATOBOTÂNICO CLIMATOBOTÂNICA O QUE É CLIMATOBOTÂNICA Parte do estudo da ciência geográfica que combina elementos da botânica e geografia; Analisa características da vegetação partindo das características climáticas,

Leia mais

Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica & Escola de Química Programa de Engenharia Ambiental. Simone Ramos dos Santos

Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica & Escola de Química Programa de Engenharia Ambiental. Simone Ramos dos Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola Politécnica & Escola de Química Programa de Engenharia Ambiental Simone Ramos dos Santos PROPOSTA DE PROTOCOLO DE MONITORAMENTO UTILIZANDO BORBOLETAS FRUGÍVORAS

Leia mais