FACULDADES INTEGRADAS PROMOVE CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL

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1 FACULDADES INTEGRADAS PROMOVE CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL E ISO 14001:2004 PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS: UMA CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS E BENEFÍCIOS Estudantes: Arthur Henrique Mendonça Nina Bezerra Francisco Henrique Mendonça Nina Cabral Orientador (a): MSc. Rosângela Laura Picoli BRASÍLIA 2013

2 Arthur Henrique Mendonça Nina Bezerra Francisco Henrique Mendonça Nina Cabral CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL E ISO 14001:2004 PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS: UMA CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS E BENEFÍCIOS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, para obtenção do título de Tecnólogo sob a orientação da professora MSc. Rosângela Laura Picoli. BRASÍLIA 2013

3 SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL E ISO 14001:2004 PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS: UMA CLASSIFICAÇÃO DE CUSTOS E BENEFÍCIOS RESUMO Arthur Henrique Mendonça Nina Bezerra 1 Francisco Henrique Mendonça Nina Cabral 2 A preocupação ambiental está cada vez mais em evidência, em razão das causas de degradação e poluição ao meio ambiente, mas principalmente, devido às consequências para a sociedade. Nesse contexto, o desenvolvimento sustentável surge como uma solução que pretende a promoção do equilíbrio nos aspectos ambientais, sociais e econômicos. No âmbito econômico, as empresas possuem uma grande responsabilidade e a adoção de atitudes ambientais proativas pode promover um reflexo significativo na busca da sustentabilidade. É necessário utilização de mecanismos que tornem factíveis e exequíveis a demonstração da responsabilidade ambiental empresarial, como por exemplo, a certificação ambiental ISO 14001:2004, que contém requisitos para implantação de um Sistema de Gestão Ambiental SGA nas organizações. No universo das pequenas e médias empresas PMEs, a dúvida se assenta na viabilidade econômico-financeira de implantação, em razão do desconhecimento de custos e benefícios. Portanto, o presente estudo, por meio do método científico da análise e síntese, apresenta uma classificação de custos e classificação de benefícios relacionados à implantação de um SGA com certificação pela Norma ABNT NBR ISO 14001:2004, objetivando contribuir como subsídio para a tomada de decisão sobre a implantação e certificação em PMEs brasileiras. PALAVRAS-CHAVE: Sistema de Gestão Ambiental - SGA, International Organization for Standardization - ISO 14001:2004, Pequenas e Médias Empresas - PMEs. ABSTRACT Environmental concern is increasingly in evidence, because the causes of degradation and pollution to the environment, but mainly due to the consequences for society. In this context, sustainable development emerges as a solution that aims to promote balance in environmental, social and economic. In the economic sphere, companies have a responsibility and the adoption of proactive environmental attitudes can promote significant reflection in the pursuit of sustainability. You must use mechanisms that make feasible and achievable demonstration of corporate environmental responsibility, such as environmental certification ISO 14001:2004, which contains requirements for deploying an Environmental Management System - EMS organizations. In the universe of small and medium enterprises - SMEs, doubt is based on economic feasibility of deployment, because of the lack of costs and benefits. Therefore, this study, through the scientific method of analysis and synthesis, presents a classification of costs and benefits related to the classification of implementing an EMS certified by the International Standard ISO 14001:2004, aiming to contribute as a basis for making decision on the implementation and certification in Brazilian SMEs. KEY-WORDS: Environmental Management System - EMS, International Organization for Standardization - ISO 14001:2004, Small and Medium Enterprises SMEs. 1 Graduação em Tecnologia de Gestão Ambiental. 2 Graduação em Tecnologia de Gestão Ambiental. 2

4 1 INTRODUÇÃO O meio ambiente está cada vez mais em evidência. Conceitos de preservação e conservação estão amadurecendo, juntamente com a consciência e a educação ambiental. A preocupação com esta temática tem registros da década 60, com o Clube de Roma, em que personagens de notório saber multidisciplinar se reuniam para tratar do desenvolvimento sustentável do planeta. Desde estão, outros eventos de dimensão global vêm ocorrendo, como a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, Suécia, em 1972; a divulgação do relatório Nosso Futuro Comum, pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1987; a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida como Rio-92, por ter ocorrido em 1992 no Rio de Janeiro; o Acordo Internacional sobre Mudanças Climáticas, onde se originou o Protocolo de Kyoto, em 1996; Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, em Johannesburgo, 10 anos após a Rio-92; e, a mais recente, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, por ter sido realizada 20 anos após a Rio-92, no mesmo local desta. Todas as iniciativas citadas estimularam a mudança de comportamento de governos, sociedade civil e, inclusive, da economia, e seus atores. A exploração de atividade econômica pelas empresas promove passivos ambientais, muito em razão da sua demanda por recursos naturais e de geração de externalidades 3 por meio da poluição liberada em seu processo produtivo. Percebe-se que as grandes empresas estão adotando ferramentas para administrar os aspectos ambientais de seus produtos, serviços e atividades. Isso se dá em razão de exigência do mercado - interno e externo - e pelo aumento da conscientização da sociedade brasileira (SANTOS; SILVA; e SOUZA, 2001). Trennepohl (2010) alerta que devido a essa exigência do mercado, a adoção de políticas empresariais em consonância com políticas públicas de preservação e conservação da natureza fará enorme diferença, podendo significar a falência de empresas e insucesso de produtos e serviços; assim como um diferencial de mercado. 3 Conceito de externalidade: efeitos externos não intencionais, positivos ou negativos, das atividades das empresas sobre outros agentes econômicos (LEMME, 2010, p. 52 a 56). 3

5 Destaca-se que proporcional ao acréscimo da atividade empresarial, aumentam-se os riscos de impactos ambientais. E, portanto, o desafio contemporâneo para a gestão ambiental se traduz em adotar medidas que garantam a segurança ambiental sem frear o desenvolvimento. Por esse motivo a gestão ambiental nas PMEs tem sido fator de discussão, em razão do desconhecimento das variáveis ambientais e também devido à incerteza quanto à viabilidade econômico-financeira do investimento. Para avaliação do compromisso da empresa com o meio ambiente, um dos instrumentos de gestão ambiental são as certificações ambientais tanto para produtos como para serviços -, que servem para atestar a responsabilidade ambiental da empresa com suas atividades. Uma das certificações ambientais de maior reconhecimento, inclusive internacional, é a ISO 14001:2004. Esta possui como condição para a aquisição de certificações ambientais a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental SGA, que auxilia a empresa a colocar em prática a busca da melhoria contínua sob seus aspectos ambientais. 1.1 Pergunta: Tendo em vista que o processo de certificação ambiental envolve custos em todas as suas etapas de implantação e manutenção, e considerando que o orçamento das PMEs é restrito para fins de investimento, questiona-se quais são os custos e benefícios, direcionados para PMEs brasileiras, ligados à implantação de um SGA, com certificação pela ISO 14000:2004? 1.2 Relevância: Todos os custos e benefícios da certificação ISO 14001:2004 para empresas privadas ainda é subjetivo, variável e desconhecido, e ao decidir pela implantação, as empresas consideram apenas algumas dessas variáveis e desprezam as demais, gerando fatores de descoberta - positivos e negativos - ao longo da implantação e após. 1.3 Contribuição: A exposição das variáveis de custos e benefícios, e consequente classificação, referentes à certificação ISO 14001:2004 com implantação de um SGA poderá auxiliar como 4

6 subsídio para a tomada de decisão sobre o investimento, principalmente para PMEs, que transitam por uma linha tênue em que investimentos de pequena monta podem significar o sucesso ou fracasso da empresa. 1.4 Objetivo Geral: Portanto, diante do exposto, este estudo tem por objetivo apresentar uma classificação por categorias de custos e benefícios ligados à implantação de um SGA certificado pela norma ISO 14001:2004, voltados para empresas de pequeno e médio porte do Brasil Objetivos Específicos: Para atingir o resultado objeto do estudo, serão identificados: - as etapas de implantação do SGA, aquisição, manutenção e renovação da Certificação ISO 14001:2004; - classificação de custos envolvidos com a implantação do SGA e certificação ISO 14001:2004, e aplicação das categorias de custos em cada etapa; - classificação de benefícios advindos com a implantação, com exemplos de benefícios em cada categoria. 1.5 Organização: Este estudo inicia-se com a apresentação da metodologia adotada, em seguida será feita análise dos seguintes temas: Pequenas e Médias Empresas - PMEs; Gestão ambiental; Sistemas de Gestão Ambiental - SGA; Certificações Ambientais; Sistemas de Gestão Ambiental com Certificação ISO 14001:2004 e apresentação das Principais Motivações e Objetivos da Implantação de um SGA certificado pela ISO 14001:2004. Apresentar-se-á um quadro síntese da classificação de custos e um quadro síntese da classificação dos benefícios relacionados à implantação de um SGA certificado pela Norma ABNT NBR ISO 14001:2004. Por fim, serão feitas as considerações finais do trabalho e apresentada a lista de referências que sustentaram o estudo. 5

7 2 METODOLOGIA Para a construção do processo científico objeto deste estudo - identificação de custos e benefícios da implantação de um SGA com Certificação ISO 14001:2004 e suas classificações -, considerando que esse assunto ainda é pouco explorado cientificamente, será utilizado o processo do método científico da análise e síntese (RAMPAZZO, 2005, p. 39): A análise é a decomposição de um todo em suas partes. A síntese é a reconstituição do todo decomposto pela análise. Ou, em outros termos, a análise é o processo que parte do mais complexo para o menos complexo; e a síntese parte do mais simples para o menos simples. [ ] Sem a análise, todo conhecimento é confuso e superficial; sem a síntese, é fatalmente incompleto. O conhecimento de um objeto não se limita ao conhecimento minucioso de suas diversas partes: quer ainda aprender o lugar que tem no conjunto e a respectiva parte que toma na ação global. Por isso, à análise deve seguir-se a síntese. Como base para buscar os dados e informações visando tornar exequível o alcance dos objetivos deste estudo com o processo metodológico proposto - análise e síntese, serão utilizadas as pesquisas bibliográfica e documental. Para coleta das relações de custo e relação de benefício, objeto deste trabalho, será utilizada pesquisa bibliográfica, que, de acordo com o entendimento de Kahlmeyer-Mertens (2007, p. 58), não só tem a tarefa de inventariar o quanto se produziu acerca do tema que se busca abordar, mas levantar se há documental disponível para a elaboração de uma pesquisa sobre o referido, garantindo ou não a sua viabilidade. O autor (2007, p. 54) ainda acrescenta que a pesquisa bibliográfica tem por objetivo maior trazer veracidade aos fatos elencados no trabalho. Esse estudo é sistematizado e desenvolvido com base em material publicado. Rampazzo (2005, p. 53) corrobora o entendimento descrevendo que: A pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas (em livros, revistas etc.). Pode ser realizada independentemente, ou como parte de outros tipos de pesquisa. Qualquer espécie de pesquisa, em qualquer área, supõe e exige uma pesquisa bibliográfica prévia, quer para o levantamento da situação da questão, quer para fundamentação teórica, ou ainda para justificar os limites e contribuições da própria pesquisa. 6

8 Complementarmente, será utilizada pesquisa documental, e para Kahlmeyer-Mertens (2007, p.53) a pesquisa documental é feita quando da necessidade de análise de documentos existentes que possam contribuir para a realização da investigação. Nesse mesmo sentido, Rampazzo (2005, p. 51 e 52) explica que: A pesquisa é chamada de documental porque procura os documentos de fonte primária, a saber, os dados primários provenientes de órgãos que realizaram as observações. Esses dados primários podem ser encontrados em arquivos, fontes estatísticas e fontes não-escritas. [ ] A pesquisa documental apresenta algumas vantagens. De fato, os documentos constituem uma fonte rica e estável de dados. E, como subsistem ao longo do tempo, tornam-se a mais importante fonte de dados em qualquer pesquisa de natureza histórica. Além disso, em muitos casos, a análise dos documentos exige apenas disponibilidade de tempo, tornando significativamente baixo o custo da pesquisa, comparado ao de outros tipos de pesquisa. Para identificação dos custos e benefícios relacionados à implantação do SGA certificado pela norma ISO 14001:2004 para PMEs, de forma a permitir a classificação por categorias - por meio de pesquisas bibliográfica e documental - serão identificados os fatores e variáveis que atingem os custos envolvidos com a implantação de um SGA certificado pela norma ISO 14001:2004; da mesma forma, serão identificados os benefícios. Sendo assim, delineou-se a seguinte a estrutura organizacional representada pela figura Relação de custos: identificação das etapas de implantação do SGA e certificação ISO 14001; classificação de custos por categorias; identificação das etapas de implantação do SGA e certificação, com categoria de custo correspondente. 2 - Relação de benefícios: classificação de benefícios por categorias; apresentação das categorias de benefícios, com exemplos correspondentes. Figura 1: Identificação dos Custos e Benefícios de Implantação de um SGA Fonte: Elaborada pelos autores. 4 Para fins deste estudo, a cor azul está associada a custos e a cor verde, a benefícios. 7

9 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Pequenas e Médias Empresas PMEs A contribuição deste estudo visa a atingir as empresas de pequeno e médio porte, porém, como ponto de partida é necessário definir a quais empresas se destina, tendo em vista as variadas naturezas jurídicas empresariais. Portanto, para fins deste trabalho, são consideradas empresas, as pessoas jurídicas de direito privado com finalidade lucrativa, domiciliadas no Brasil. Da mesma forma, este estudo não restringirá nem enfatizará os ramos de atividades (indústria, construção, comércio e serviços). Com isso, pretende-se que seja contributivo para o universo de PMEs. Contudo, faz-se imperioso ressaltar que a definição de empresas de pequeno e médio porte não é tarefa das mais simples, considerando que há classificações diferentes, variando em função do objetivo a que se propõe. Em seu artigo, Leone (1991) explica que há critérios quantitativos (considerados critérios econômicos) e critérios qualitativos (consideram-se mais a estrutura interna, a organização e os estilos de gestão) e conclui que a variedade de critérios para definição de PMEs é tendencioso, uma vez que reflete o objetivo e ponto de vista que se deseja almejar. O quadro 1 ilustra a multiplicidade de critérios para classificação de PMEs, considerando algumas definições de referência. Referência LC nº 123/2006 SEBRAE Lei nº 6.938/81 Porte Pequena Empresa Pequena Empresa Critério Quantitativo Comércio e Serviços Indústria entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões Pequena entre R$ 360 mil e R$ 3,6 Empresa milhões Média entre R$ 1,2 milhões e R$ Empresa 12 milhões Critério Qualitativo Comércio e Indústria Serviços - - de 10 a a Legenda dos dados Receita anual bruta Receita bruta anual e número de funcionários Receita anual bruta Fonte LC nº 123/2006 SEBRAE (site consultado em 27/8/2013) Lei nº 6.938/81 8

10 BNDES MERCOSUL e MDIC Pequena entre R$ 2,4 milhões e R$ Empresa 16 milhões Média entre R$ 16 milhões e R$ 90 Empresa milhões Pequena Empresa Média Empresa entre US$ 200 mil e US$ 1,5 milhões entre US$ 1,5 milhões e US$ 7 milhões entre US$ 400 mil e US$ 3,5 milhões entre US$ 3,5 milhões e US$ 20 milhões de 6 a 30 de 31 a 80 de 11 a 40 de 41 a 200 Quadro 1: Apresentação dos múltiplos critérios para classificação de PMEs. Fonte: Resultado do estudo. Elaborado pelos autores. Receita anual bruta MERCOSUL: vendas anuais (exportação) e pessoal ocupado; MDIC: valor exportado e número de empregados. BNDES, Circular nº 11/2010 Resolução nº 59/1998 do MERCOSUL; e MDIC (2005) Estudo das exportações brasileiras 2003/2004 Lima (2001) ressalta que a dificuldade para classificação de empresas quanto ao porte é ainda maior quando se trata das empresas de médio porte, uma vez que são desprezadas de algumas legislações e normas que atingem apenas as micro e pequenas empresas. Para fins do objeto deste estudo, não há necessidade de considerar uma classificação para PMEs dentre as existentes. Muito menos há pretensão da proposição de uma nova classificação de empresas. Pretendeu-se apenas expor o panorama das classificações de empresas quanto ao porte, voltado para PMEs brasileiras Principais Características e Representação no Brasil As PMEs, assim como quaisquer outras empresas privadas exploradoras de atividade econômica, estão englobadas na economia tradicional. Nesse contexto, Pereira; Silva; e Carbonari (2011, p. 155) esclarecem que as empresas possuem como objetivo fundamental a obtenção do maior retorno possível para o capital investido, utilizando, as ferramentas de gestão que dispõem para tanto. Nesse contexto, não se pode exigir do mercado uma visão social e humanitária, ou seja, filantrópica. O mercado não pensa de forma coletiva, e as empresas perseguem o lucro, acima de tudo. (TRENNEPHOL, 2010, p. 56). Quanto à representatividade das PMEs no Brasil, o Censo das Empresas e Entidades Públicas e Privadas Brasileiras - Empresômetro, mostra que, do total de empresas em 2012 ( empresas privadas com finalidade lucrativa), as empresas de pequeno porte representam 7,39% (classificação segundo o Estatuto das Micro e Pequenas Empresas - entre R$ 360 mil até R$ 3,6 milhões), e as empresas de médio porte representam 13,30% 9

11 (classificação pelo faturamento anual: acima de R$ 3,6 milhões até R$ 48 milhões) (IBPT 5, 2012). A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988 (CF/88) confere - em seus artigos 146, 170 e um leque de tratamentos diferenciados (tributário, administrativo, previdenciário, creditício) em favor das empresas de pequeno porte. Isso contribui para o aumento da representatividade das PMEs brasileiras Sustentabilidade em PMEs Em primeira análise, é importante entender o sentido do termo sustentabilidade, que Pereira; Silva; e Carbonari (2011, p. 66) definem como a característica de um processo ou sistema que permite que ele exista por certo tempo ou por tempo indeterminado. Buscando a perenidade da atividade empresarial, as organizações estão considerando outros aspectos, que não somente o econômico. Silva; Rossini; e Rodrigues (2008, p. 69 e 70) alertam que: as organizações começam a implementar estratégias que visam manter um diálogo constante e transparente com a sociedade, de modo a garantir legitimidade, crescimento e sustentabilidade organizacional com posturas socialmente corretas, ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis. Assim, as organizações atingem os principais pontos proposto pela teoria do desenvolvimento sustentável, expostos na figura 2. Figura 2: aspectos do desenvolvimento sustentável Fonte: Saraiva, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT): entidade criada em 12/12/92, cujo objetivo é a difusão de sistemas de economia legal de impostos; divulgação científica do tema; estudo de informações técnicas para a apuração e comparação da carga tributária individual e dos diversos setores da economia; e, análise dos dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil. (IBPT, 2013). 10

12 Quanto à importância da aplicabilidade desse conceito nas PMEs, Lemme (2010, p. 40) salienta que: A sustentabilidade corporativa pode ser vista como uma etapa na busca pela excelência de gestão, correspondendo ao desafio de ter empresas economicamente viáveis, ambientalmente corretas e socialmente justas. Alguns estudiosos avaliam a questão da sustentabilidade como decorrência natural da gestão para a qualidade, pois representaria uma evolução da qualidade de produto, processo e cadeia de suprimento em prol da qualidade ambiental e social, todas associadas ao desempenho de longo prazo das organizações. 3.2 Gestão Ambiental Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável A Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável 6 (2002, p. 2) deixa claro que: O meio ambiente global continua sofrendo. A perda de biodiversidade prossegue, estoques pesqueiros continuam a ser esgotados, a desertificação toma mais e mais terras férteis, os efeitos adversos da mudança do clima já são evidentes e desastres naturais têm sido mais frequentes e mais devastadores; países em desenvolvimento são mais vulneráveis e a poluição do ar, da água e do mar segue privando milhões de pessoas de uma vida digna. A Constituição da República Federativa do Brasil (CF/88), em seu artigo 225, garante que todos tenham direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Ao analisar a expressão desenvolvimento sustentável, nota-se que a palavra desenvolvimento remete à ideia de progresso, sucesso, melhoria. Enquanto que o termo sustentável qualifica o desenvolvimento, garantindo que o desenvolvimento não seja exacerbado - em detrimento de outros fatores. O conceito de desenvolvimento sustentável - estabelecido pelo Relatório Nosso Futuro Comum (ONU, 1987) - é definido como a capacidade da geração atual atender suas necessidades sem comprometer as necessidades das gerações futuras. 6 Documento elaborado como resultado da Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável (2002). 11

13 Diante desse conceito, Trennepohl (2010, p. 570), além deixa claro e ainda alerta que o progresso desligado das preocupações ambientais, alheio à perspectiva do desenvolvimento sustentável, tem consequências negativas, no domínio ambiental, que serão, senão hoje, amanhã, prejudiciais para as gerações futuras Conceitos e Objetivos da Gestão Ambiental Para conceituar, Curi (2012, p. 97) defende que a gestão ambiental pode ser definida como o braço da administração que reduz o impacto das atividades econômicas sobre a natureza. Ela deve estar presente em todos os projetos de uma organização, desde seu planejamento e execução até sua completa desativação. Do ponto de vista empresarial, o objetivo da gestão ambiental, apresenta-se como: um conjunto de procedimentos definidos, que possuem a finalidade última de reduzir e controlar os impactos produzidos por uma empresa sobre o meio ambiente. Sustenta-se, nesse sistema, a ideia de melhoria contínua da relação da empresa (ou organização) com o meio em que ela interage. (BIANCHI, 2008, p. 113). Portanto, a gestão ambiental objetiva garantir o desenvolvimento e o progresso, perseguindo sempre a melhoria da situação anterior, observando e considerando os fatores ambientais e sociais orientado pelo conceito do desenvolvimento sustentável Importância e Instrumentos para Empresas Privadas O meio ambiente precisa ser protegido e tutelado. A responsabilidade é de todos. Porém há três atores fundamentais envolvidos nesse processo: a sociedade; o governo; e as empresas. Enfatizando o setor empresarial, o dilema atual das organizações se resume em identificar qual a melhor decisão, considerando o aspecto econômico: Investir em gestão ambiental é mais lucrativo do que assumir o risco de não investir? Donaire (1999, p. 51 e 52) e Lemme (2010, p. 37) seguem o mesmo ponto de vista ao provocarem os gestores empresariais a se questionarem sobre o quanto o aumento da consciência ambiental da sociedade pode afetar suas atividades. Zylbersztajn e Lins (2010, p. xviii) são categóricos em declarar que: 12

14 sob a atual pressão mercadológica e da sociedade, a empresa que não incorporar o conceito de sustentabilidade, verdadeiramente, em sua gestão de negócios e não apenas no discurso ou nas ações de marketing, provavelmente terá dificuldades em sobreviver às próximas décadas. Curi (2012) considera que é inegável que a consciência ambiental do século XXI está modificando as práticas empresarias e a forma como as organizações conduzem seus negócios, em razão da necessidade de resposta às reivindicações dos investidores e da sociedade. Acrescenta, ainda, que o cuidado com o meio ambiente e a lucratividade não são adversários, uma vez que valores como reputação, credibilidade e responsabilidade socioambiental prometem definir o sucesso das grandes empresas do século XXI. Para a concretização da gestão do meio ambiente, faz-se necessário dispor de alguns instrumentos ou ferramentas, para tornar factível a exequibilidade da proteção ambiental. Sobre os instrumentos dispostos, Corrêa (2006, p. 194) destaca: No plano dos diplomas legais, merecem destaque tanto a Lei 9.795/1999, que trata da educação ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental, quanto a Lei 6.938/1981, que reconhece o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente, entre os quais podemos incluir a certificação ambiental. No que se refere aos instrumentos disponíveis, Trennepohl (2010, p. 20) entende que é de suma importância para as empresas a elaboração de um EMS - Environmental Management System 7, como forma de aferir quais os custos e benefícios que podem ser agregados aos seus valores dentro das políticas ambientais. O autor ainda alerta para a necessidade de comprovação dos aspectos sustentáveis divulgados pelas empresas, e acrescenta que a certificação é um dos instrumentos para isso. 3.3 Sistemas de Gestão Ambiental - SGA Conceitos e Objetivos Com o aumento da consciência ambiental empresarial, as organizações percebem que desprezar a variável ambiental em sua gestão pode comprometer a qualidade e o valor dos seus produtos e atividades. 7 EMS - Environmental Management System significa SGA - Sistema de Gestão Ambiental. 13

15 Cabe esclarecer que a inclusão da gestão ambiental nas empresas ocorre de maneira gradual, passando por evoluções do posicionamento empresarial frente às questões ambientais. Inicia-se com uma postura reativa (atendendo minimamente as conformidades legais e pressões externas), evoluindo para uma postura proativa, passando a fazer parte do planejamento estratégico (com a inclusão da variável ambiental na análise sistêmica da organização) (COELHO, 1996). Assim, o sistema de gestão ambiental passa a fazer parte da gestão de negócios da empresa, como abordam Pereira; Silva; e Carbonari (2011, p.125): No cotidiano das empresas, nota-se a apresentação da visão sistêmica na gestão de negócio que adota a metodologia Plan-Do-Check-Act (PDCA), em português: planejar, fazer, verificar, agir, ou seja, a visão do todo é prerrequisito para entendermos os gargalos das partes em busca de melhorias contínuas. Nessa mesma linha de raciocínio, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE, 2004, p. 57) esclarece que o: Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é parte do sistema de gestão global da empresa. Inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a sua política ambiental. Corroborando com isso, Donaire (1999, p. 108) esclarece que os SGAs são voltados a gerir os aspectos ambientais da empresa, buscando sempre a melhoria contínua 8 e ampliação do escopo de atuação. Sob a ótica do conceito e objetivos aos quais o Sistemas de Gestão Ambiental se propõe a atender, há diversos modelos existentes. Nesse sentido, Donaire (1999, p. 108) apresenta alguns dos principais modelos de sistemas de gestão ambiental, demonstrado pelo quadro 2. 8 Melhoria contínua é expressão originária do método japonês denominado Kaizen e significa que cada vez que se repete uma tarefa, esta tarefa deverá ser feita com melhora de qualidade e com menor tempo do que a vez anterior. (BUTTNER, 2012). 14

16 Referência Sistema Integrado de Gestão Ambiental Estratégia Ecológica da empresa Programa Responsável Atuação Normas ISO da Série Ano de implantação Quadro 2: Apresentação de diferentes Sistemas de Gestão Ambiental Fonte: Elaborada pelos autores. Considerações um dos primeiros a ser desenvolvido, conhecido como Modelo Winter, por ter sido criado pela empresa alemã Ernst Winter & Sohn. Backer (1995) propõe planos de ação que devem ser estabelecidos em sintonia com o que denomina. Associação Brasileira da Indústria Química - ABIQUIM implanta no Brasil a versão brasileira do programa canadense Responsible Care Program. Normas internacionais que especificam diretrizes para um Sistema de Gestão Ambiental - SGA, por meio das Normas ISO a Certificações Ambientais Conceitos e Objetivos certificação ambiental é um processo de verificação por uma terceira parte emissora do certificado de que determinada empresa atua de acordo com certos critérios uniformes em relação ao meio ambiente, estabelecidos numa norma técnica. (CORRÊA, 2006, p. 194). Bianchi (2008, p. 184 e 185) esclarece que a certificação de sistema de gestão ambiental tem por objetivo certificar que uma empresa adota um sistema de gestão ambiental implantado em conformidade com determinada norma, como, por exemplo, a ISO Desta forma, a certificação assegura a conformidade com os critérios estabelecidos no documento de requisitos que padroniza o SGA. A autora (2008, p. 91) ainda acrescenta que um dos maiores objetivos da padronização é facilitar o comércio, além de outros, como: melhorar a saúde, segurança e proteção ambiental; redução do desperdício; maior compatibilidade e interoperabilidade de mercadorias e serviços; redução do número de modelos e, consequentemente, dos custos; distribuição eficiente; facilidade de manutenção etc.. É preciso notar, no entanto, que os Sistemas de Gestão Ambiental não documentam que um determinado nível de prática ambiental tenha sido alcançado. Documentam, simplesmente, que a organização certificada está buscando aprimoramentos. (MPOG/ICLEI, 2010, p. 45). 15

17 Há inúmeras certificações (também denominado de selos ou programas de conformidade) voltadas para variedade de atividades, produtos, sistemas. O Guia de Compras Sustentáveis para Administração Federal (MPOG/ICLEI, 2010) e Pereira (2013) apresentam algumas das certificações disponíveis na atualidade, demostrado pelo quadro 3. Forest Stewardship Council (FSC) Certificado Programa Brasileiro de Certificação Florestal (CERFLOR) Instituto Biodinâmico (IBD) Associação de Agricultura Orgânica (AAO) Produção Integrada de Frutas (PIF) Programa Brasileiro de Certificação de Biocombustíveis (PBCB) Programa de Avaliação de Conformidade para Sistemas de Gestão de Sustentabilidade para Meios de Hospedagem (SGSMH) Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL) Qualidade ABNT Ambiental (Rótulo Ecológico ABNT) Programa Carbon Free Selo verde do CNDA ECOCERT Alta Qualidade Ambiental (Proceso Aqua) Aplicação Empreendimentos florestais / madeira e celulose Ramo florestal Alimentos orgânicos Alimentos orgânicos Ramo alimentício Ramo combustível Sistemas de gestão do ramo hoteleiro Ramo energético Produtos em geral Gases do efeito estufa Ciclo de vida dos produtos Produtos orgânicos Construção civil Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) Quadro 3: Apresentação de certificações/selos/programas de conformidade Fonte: Elaborada pelos autores. Construção civil Sabe-se que ainda há outras certificações de organismos independentes, dentre as quais se destaca a certificação ISO, que será explorada neste estudo Certificações ISO O International Organization for Standardization é uma organização internacional criada em 1946, com a sede em Genebra (Suíça). Trata-se de uma federação mundial composta por representantes de diversas nações e de diversos setores (público, privado), que auto intitula-se como uma organização não-governamental (BIANCHI, 2008). A curiosidade é que o termo ISO foi escolhido para ser a sigla da organização, por derivar do grego isos que significa igual, visando evitar a multiplicidade de acrônimos em razão da tradução do nome da organização, conforme explica Bianchi (2008, p. 94). 16

18 A autora explica, ainda, que o objetivo declarado pela instituição é a promoção do desenvolvimento mundial no ramo da padronização e atividades relacionadas [...]. Esclarece, também, que o trabalho da ISO é realizado por vários comitês técnicos compostos por especialistas dos diversos países-membros, que produzem as Normas ISO observando três princípios fundamentais: o consenso, a abrangência internacional e a voluntariedade. Desta forma, o resultado do trabalho da ISO são acordos (consensuais) publicados como normas (padrões) internacionais, de adesão voluntária. O Brasil é um dos membros fundadores da ISO, sendo representado pela ABNT, conforme apresentado por Corrêa (2006, p. 195): No Brasil, a atividade de normalização, e em especial de procedimentos relacionados à gestão ambiental, é uma tarefa compartilhada por organismos públicos e privados. Entre os quais destacamos o CONMETRO (Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), entidade privada reconhecida como foro nacional único em normalização e representante brasileira na ISO. Quanto à competência dos agentes brasileiros no que se refere às normas ISO, a ABNT é a entidade responsável pela tradução e publicação das normas ISO no Brasil, conferindo a estas a característica de norma brasileira de reconhecimento internacional; enquanto que o Inmetro é o organismo de acreditação - credencia outros organismos a realizarem a certificação, após a devida avaliação de conformidade. Vale destacar que a ABNT também é um organismo certificador credenciado pelo Inmetro, que realiza as certificações no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - SBAC Série ISO 14000:2004 Sobre a temática ambiental, a ISO iniciou desenvolvendo normas específicas e independentes, como ISO/TC Qualidade do Ar (1971); ISO/TC Qualidade da Água (1977); e ISO/TC Qualidade do Solo (1985). Motivado pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), houve a criação do comitê técnico específico para elaboração de 9 SBAC: subsistema do Sinmetro, destinado ao desenvolvimento e coordenação das atividades de avaliação da conformidade no seu âmbito. (Inmetro - site - consultado em 17/11/2013) 17

19 uma série de normas para tratar das questões de gestão ambiental, instituído como Comitê Técnico de Gestão Ambiental, ISO/TC-207. A série desenvolvida recebeu o nome de ISO Em âmbito nacional, a ABNT criou o Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental ABNT/CB-38 de forma equivalente ao ISO/TC-207 (LEMOS, site: Instituto Brasil-PNUMA). Vale destacar que o TC-207 é o maior comitê técnico da ISO, em razão da abrangência de temas, este é constituído de subcomitês, com as competências demonstradas pelo quadro 4, conforme apresenta Lemos (2012). Principais normas Referência Aspecto abordado relacionadas SC 1 Sistemas de Gestão Ambiental ISO e SC 2 Auditoria Ambiental ISO e ISO SC 3 Rotulagem Ambiental Série ISO SC 4 Avaliação de Desempenho Ambiental ISO SC 5 Avaliação de Ciclo de Vida Série ISO SC 6 Termos e Definições Série ISO SC 7 Mudanças Climáticas ISO 14064, SC 8 Comunicação Ambiental ISO SC 9 Projeto para o Ambiente ISO TR Quadro 4: Apresentação da subdivisão de aspectos abordados pela série ISO 14000, por subcomitê (SC). Fonte: Elaborada pelos autores. Lemos (site: Instituto Brasil-PNUMA) deixa claro que a Norma ISO é a única da Série ISO passível de certificação por uma terceira parte - entidade especializada e independente - devidamente credenciada por organismo de acreditação. Porém, constantemente está vinculada à norma ISO 14004, uma vez que esta tem o objetivo geral de oferecer às organizações subsídios para a implementação ou aprimoramento de um sistema de gestão ambiental (BIANCHI, 2008, p. 115). Com ênfase em PMEs, Lemos (2012) ressalta que, para facilitar a implantação de um SGA em pequenas empresas, foi elaborado a ISO 14005:2010, publicada, em 2012, no Brasil como ABNT NBR ISO 14005: que trata de diretrizes para a implementação de um SGA em fases (etapas), incluindo o uso de avaliação de desempenho ambiental. 10 A norma ISO substituiu as Normas ISO 14010, e

20 3.5 Sistemas de Gestão Ambiental - SGA com Certificação ISO 14001: Procedimento de Implantação de um SGA, segundo a ISO 14001:2004 O SGA normatizado pela ABNT NBR ISO 14001:2004 é baseado no modelo de gestão de processos Plan Do Check Act (PDCA) 11, que visa a melhoria contínua, possuindo a estrutura de implantação representada pela figura 3. Nesse contexto, BIANCHI (2008, p. 115) ressalta que: Todas as etapas estabelecidas como requisitos de conformidade com a norma ISO têm o objetivo principal de promover a melhoria contínua da empresa que adota o sistema de gestão ambiental baseado em seus padrões. Esse processo ocorre de forma dinâmica e sistêmica, onde se realiza permanentemente o SGA, na busca de uma relação cada vez melhor com o meio ambiente. Figura 3: Espiral de Implantação do Sistema de Gestão Ambiental. Fonte: ABNT, Cada etapa da estrutura de implantação de um SGA normatizado pela ISO 14001:2004 consiste em requisitos padronizados a serem adotados, contendo tarefas e procedimentos, demonstrados pela figura 4, segundo ABNT NBR ISO 14001: Planejar Fazer Verificar Agir. 19

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