SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: O CASO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO URBANO POR ÔNIBUS NO BRASIL

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1 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: O CASO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO URBANO POR ÔNIBUS NO BRASIL MARIA CRISTINA FOGLIATTI DE SINAY Universidade do Grande Rio - UNIGRANRIO FÁBIO DE SOUZA BRANDÃO Universidade do Grande Rio - UNIGRANRIO GABRIEL AGUIAR DE ARAUJO Universidade do Grande Rio LAURA SINAY Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

2 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL: O CASO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO URBANO POR ÔNIBUS NO BRASIL RESUMO Os grandes problemas da Humanidade neste início de século foram provocados pelo aumento da população sofrido ao longo do século passado, propiciado pelo progresso tecnológico, das ciências e da medicina. Esta massa populacional transformou negativamente o ambiente, pois esse fenômeno não foi acompanhado com o planejamento da oferta dos serviços básicos. Para mitigar os problemas mencionados se faz necessário produzir, servir e consumir com responsabilidade e uma ferramenta útil para tal é o desenvolvimento e implantação de sistemas de gestão ambiental - SGA. O objetivo deste trabalho é caracterizar este tipo de sistema conforme implementado no Brasil e apresentar uma proposta direcionada ao serviço de transporte público urbano por ônibus - STPUO. Para alcançar estes objetivos, foi criado um protótipo de questionário como guia para entrevistar gerentes de este tipo de empresas, útil para medir o distanciamento dos objetivos das mesmas com a realidade do serviço oferecido. Trata-se de um trabalho de natureza qualitativa que apresenta propostas objetivas tanto para a composição de um SGA para o STPUO quanto de questionário-guia para entrevistas em campo. Cabe mencionar que este questionário surgiu como protótipo após aplicação de uma primeira versão do mesmo em empresas representativas do setor sob foco. PALAVRAS-CHAVE: Sistema de gestão ambiental, gestão do transporte público urbano, gestão ambiental do setor de transporte urbano. ENVIRONMENTAL MANAGEMENT SYSTEM: A CASE STUDY OF THE URBAN PUBLIC TRANSPORTATION SERVICE BY BUS IN BRAZIL ABSTRACT The great problems of humanity in this century were caused by the increase of population occurred over the last century, which was due to the progress of technology, science and medicine. This population mass has negatively transformed the environment, because this phenomenon was not followed up with the proper planning of the supply of basic services. To mitigate the mentioned problems it is required to produce, serve and consume responsibly and a useful tool for that is the development and implementation of environmental management systems - EMS. The objective of this work is to characterize this type of system as implemented in Brazil and present a proposal for the urban public transportation service by bus - UPTSB. To achieve these goals, a prototype questionnaire was created as a guide for interviewing managers of such companies, useful to measure the distance of these enterprises goals with the reality of the service being offered. This is a work of qualitative nature that presents objective proposals for the composition of an EMS for UPTSB and a guide questionnaire for field interviews. The questionnaire arises as a prototype after a first applied version of it in representative companies of the sector under focus. KEY-WORDS: Environmental management system, public urban bus transportation management, environmental management of the urban transportation sector.

3 1. INTRODUÇÃO Nas últimas décadas, a utilização do desenvolvimento econômico como proxy para mensurar o bem estar social tem se mostrado ineficaz para tal. Isto porque esse indicador é limitado a uma lógica utilitarista baseada no mercado, a qual nem sempre é capaz de captar a multidimensionalidade do meio ambiente, aqui considerado em seu sentido mais amplo. Assim, empresas e governos estão se adaptando a novos modelos de avaliação de seus resultados. Essa nova visão, desenvolvida a partir da segunda metade do século XX, é uma resposta aos movimentos ecológicos e sociais nascidos no meio da sociedade. Conforme Fogliatti et al (2011), este século apresentou evolução em todos os campos do saber de uma maneira nunca vista antes. Como consequência, esses progressos tecnológicos, das ciências e da medicina acarretaram um crescimento populacional significativo chegando-se ao final do século com uma população de aproximadamente seis bilhões de habitantes. Tal fato transformou o ambiente natural de forma negativa, potencializando uma maior extração de recursos naturais e uma maior geração de resíduos. Tem-se então, no final do século XX, o crescimento em massa de grandes mazelas da sociedade como a pobreza, a desigualdade social, a degradação ambiental incluindo a poluição do ar e a contaminação das águas, o uso e ocupação desordenados do solo, ruídos e o aumento do efeito estufa, entre outras. A ONU Organização das Nações Unidas, ao analisar os maiores problemas mundiais, estabeleceu no ano de 2000, os denominados Objetivos do Milênio ODM, no Brasil conhecidos como os oito jeitos de mudar o mundo. São eles: erradicação da extrema pobreza e da fome, ensino básico universal, igualdade de gênero e autonomia das mulheres, redução da mortalidade infantil, melhoria da saúde materna, combate de doenças como HIV/AIDS, malária e outras, garantia da sustentabilidade ambiental e estabelecimento de uma parceria mundial para o alcance das metas pré-fixadas (ONU, 2013). Com estes objetivos e metas definidos para cada um desses, busca-se caminhar rumo ao desenvolvimento sustentável, seja nas esferas pública, privada, do terceiro setor e da sociedade, para o que se faz necessário produzir, servir e consumir com responsabilidade. Como ferramenta para esse propósito tem-se os Sistemas de Gestão Ambiental - SGA, que nada mais são do que estruturas organizacionais que permitem à empresa avaliar e controlar os impactos ambientais advindos de suas atividades, produtos ou serviços. Trata-se de processos voltados a resolver e prevenir os problemas de caráter ambiental com o objetivo do desenvolvimento sustentável. É um processo que modifica o ambiente dos negócios após entender que a forma tradicional da gestão, visando apenas resultados econômicos, afeta significativamente o ambiente social externo. Segundo Donaire (1999, p.18) Ignorar essas tendências tem custado a muitas companhias grande quantidade de dinheiro e embaraços em sua imagem institucional. Grael e Oliveira (2010) definem o sistema de gestão ambiental como resultado da interação de partes, recursos, atividades e processos com determinado objetivo comum, interação essa que, segundo Seiffert (2007) e Oliveira e Serra (2010), permite que as empresas identifiquem os problemas e desenvolvam as ações e as estratégias necessárias para solucioná-los. Para colocar em prática este processo, há a necessidade de mudança cultural, em que alguns hábitos e costumes tradicionais sejam modificados, incorporando a variável ambiental no dia-a-dia e uma mudança de atitude quanto ao ambiente externo da organização,

4 considerando a questão ambiental e a comunidade local nas tomadas de decisão (DIAS, 2006). Trata-se de um processo proativo na busca da competitividade e de oportunidades que permite as empresas se firmarem nos mercados globalizados que as qualificam não apenas pelos desempenhos produtivos e econômicos, mas também pelos valores éticos praticados e pela posição dessas perante o meio ambiente e sua preservação. Como colocado por Tachizawa e Andrade (2012), uma vez entendido que não existem conflitos entre a lucratividade e as questões ambientais, os princípios da gestão ambiental aparecem como aliados naturais no que diz respeito ao bom desempenho econômico das organizações. 2. OBJETIVO, METODOLOGIA E COMPOSIÇÃO O objetivo do presente trabalho consiste em apresentar a origem, o desenvolvimento, a natureza, as normas técnicas, a composição e as vantagens associadas aos sistemas de gestão ambiental e propor para um serviço de vital importância para grande parte da população urbana brasileira, qual seja, o serviço de transporte público urbano por ônibus STPUO, um SGA nos moldes da ISO 14001, Norma Internacional dedicada a sistemas de gestão ambiental. Trata-se de um trabalho de natureza descritiva, documental e bibliográfica aliado a uma proposta objetiva e específica para um serviço particular de um SGA e que está composto de, além das sessões de introdução e de objetivo, metodologia e composição, mais seis sessões contendo, a primeira, o referencial teórico sobre o assunto, a segunda e a terceira a caracterização do próprio sistema de gestão ambiental e a caracterização do serviço de transporte público urbano por ônibus, respectivamente, a quinta uma proposta de um SGA para o serviço sob análise assim como de um questionário para realizar entrevistas em empresas de transporte público urbano e a última, as considerações finais do estudo. 3. REFERENCIAL TEÓRICO Os primeiros sinais sobre a importância do desenvolvimento sustentável no Brasil ocorreram na década de 1960 devido ao ritmo intenso de industrialização: áreas como Cubatão (São Paulo), Volta redonda (Rio de Janeiro), ABC Paulista (São Paulo), com alta concentração de atividades urbanas e industriais, levaram governos e sociedade a se preocuparem com ações voltadas a preservação do meio ambiente (DIAS, 2006). Na década de 1970, o governo brasileiro criou a Secretaria do Meio Ambiente - SEMA, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB em São Paulo e o Conselho Estadual de Proteção Ambiental na Bahia, para citar alguns exemplos de órgãos ambientais voltados ao desenvolvimento de diferentes tipos de controle ambiental. Esses órgãos foram mobiliados na década seguinte com legislação pertinente como a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA 001 de 1986 que estabeleceu a obrigatoriedade de desenvolvimento, apresentação e aprovação de Estudos de Impactos Ambientais para fins de Licenciamento de Indústrias e Serviços com potencial poluidor (DIAS, 2006). Nas décadas de 1990 e 2000, diversas foram as pesquisas realizadas por órgãos como Banco Nacional de Desenvolvimento - BNDES, Confederação Nacional das Indústrias CNI e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE e por pesquisadores como Epelbaum (2006) e Leal (2009), que concluíram que os modelos de gestão existentes

5 não eram suficientes para evitar os problemas ambientais, devendo-se então, buscar um modelo mais eficiente e eficaz. Os sistemas de gestão empresarial e da qualidade foram os alicerces para a estruturação de um novo modelo: modelo de gestão ambiental SGA, baseado na Norma Britânica BS 7750:1992 (EPELBAUM, 2006, p. 153) Um SGA é definido pela ABNT ISO 14001, (2004) como: a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental, consistindo, em última análise, na forma pela qual a organização gerencia suas atividades revisando a otimização do desempenho ambiental. Estudiosos como Viterbo Junior (1998), Valle (2002), Almeida (2004), Dias (2006), Barbieri (2007) e Fogliatti et al (2011) definem a gestão ambiental como a forma pela qual a organização administra as relações entre suas atividades e o ambiente que as abriga, observadas as expectativas das partes interessadas, como a forma pela qual a empresa se mobiliza, interna e externamente, na conquista da qualidade ambiental desejada, como forma de gestão empresarial orientada para controlar e mitigar os efeitos ambientais provocados pela organização de modo que esses não ultrapassem a capacidade do meio ambiente de absorvê-los e como as diferentes atividades administrativas e operacionais realizadas pela empresa para abordar problemas ambientais decorrentes da sua atuação ou para evitar que eles ocorram no futuro. Feldman, Soyka e Ameer (1997) afirmam que o melhor desempenho ambiental conseguido com a prática da gestão ambiental é compatível com o melhor desempenho financeiro da organização. Na mesma linha de raciocínio, Porter (1999) afirma que ao se utilizarem os recursos naturais de forma eficiente e ao se reduzirem os desperdícios produzidos, além da melhoria do desempenho ambiental, abrir-se-ão novos mercados e aumentar-se-á a lucratividade da empresa. Segundo Tachizawa (2002) a aplicação da gestão ambiental traz para as organizações, além de diferencial competitivo, maior probabilidade de permanência nos mercados globalizados, redução de custos e aumento de lucros em médio e longo prazos. Souza (2002) conclui em sua pesquisa que na década de 1990 a tendência empresarial era a de agregar a variável ambiental nas estratégias organizacionais por ter sido entendido que esse era o caminho a ser seguido, não apenas para satisfazer requisitos legais, mas também para garantir uma melhor posição no mercado. 4. SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL SGA 4.1. Origem, desenvolvimento e normas técnicas A partir do início da década de 1980, surgiram os primeiros modelos de gestão ambiental, entendidos esses como parte do sistema de gestão global da organização. Um importante marco para o início da gestão ambiental foi a Norma Britânica BS 7750 (SPECIFICATIONS FOR ENVIRONMENTAL MANAGEMENT SYSTEMS, BS 7750) publicada em março de 1992 que serviu de base para quase todos os modelos de sistema de gestão ambiental publicados à posteriori. Segundo esta norma, elaborada por um comitê técnico com representantes de vários setores econômicos ingleses, os principais

6 aspectos e diretrizes a serem seguidas quando da elaboração de um SGA eram: a definição da política ambiental da empresa, das responsabilidades de todo o pessoal envolvido, dos procedimentos relacionados às áreas de atuação, de programas para alcançar os objetivos alinhavados na política da empresa, e de critérios para aplicação de auditorias ambientais periódicas, além disso, o estabelecimento de procedimentos para identificar e avaliar os impactos passíveis de serem provocados, de metas a serem alcançadas e a elaboração de documentos com revisões periódicas de forma a buscar a melhoria contínua (FOGLIATTI et al, 2011). Este modelo foi seguido pelo Sistema Europeu de Ecogestão e Auditorias - EMAS (Eco-Management and Audit Scheme) criado pela Comissão da Comunidade Europeia em 1993 e direcionado a indústrias. As diretrizes para estabelecimento de um SGA segundo este Sistema compreendem a gestão do uso de energia, água e matérias primas e dos resíduos, a avaliação e o controle dos impactos produzidos pelas atividades desenvolvidas, a avaliação dos fornecedores e contratados, o treinamento dos funcionários, a prevenção de acidentes e a preparação de planos de contingências (FOGLIATTI et al, 2011). Promulgada em 1996, a ISO é uma norma internacional de caráter voluntário desenvolvida com o objetivo de auxiliar a gestão das organizações a equilibrar seus interesses econômico-financeiro com os impactos gerados por suas atividades. Esta Norma, que na atualidade é a mais empregada em todo o mundo, apresenta 17 requisitos para a elaboração de um SGA. São estes: elaboração da política ambiental da empresa onde constem a missão, a visão, os valores e as crenças da organização, a identificação dos componentes ambientais presentes na área de influência e os procedimentos para avaliação de impactos ambientais, a identificação dos requisitos legais vigentes e relacionados às áreas de atuação da organização, a definição de objetivos e metas a serem alcançados, a composição do sistema e a determinação dos responsáveis pela execução de cada etapa do mesmo, o treinamento, conscientização e competências de todos os participantes, o estabelecimento dos processos de comunicação interna e externa para divulgar a política da empresa e as ações por essa implementadas, a estruturação do sistema documental, o controle e atualização e divulgação contínua de documentos, o controle operacional, a preparação e atendimento a situações de emergência, a realização de monitoramentos e medições, o estabelecimento de ações corretivas e preventivas para os casos de não conformidades, o estabelecimento de controle de registros, a realização sistemática de auditorias ambientais e de revisões críticas pela gerência de modo a garantir a melhoria continua. Figura 1: Ciclo PDCA para a ISO Fonte: NBR ISO: ABNT Segundo Donaire (p.117, 1999) a Norma ISO tem por objetivo apresentar componentes de um Sistema de Gestão Ambiental eficaz, sendo possível a sua integração com os demais setores da organização. Foi criada de maneira a ser utilizada por todos os tipos de

7 organizações e segue o ciclo PDCA (Planejar Executar Verificar Ajustar) apresentado na Figura 1. De acordo com o pesquisador supracitado, o resultado da aplicação do sistema de Gestão Ambiental, depende do envolvimento de todos os níveis e funções, em particular da alta administração que deverá ter por objetivo a melhoria continua buscando sempre superar os padrões adotados Vantagens associadas à implementação de um SGA Alguns autores como Fogliatti et al (2011), Oliveira e Serra (2010), Grael e Oliveira (2010) Fryxell e Szeto (2002), e Morrow e Rondinelli (2002) apresentam vantagens associadas à implantação de um SGA advindas de quatro conjuntos de ações, quais sejam: de prevenção, de remediação, de recuperação de danos e de investimentos em educação ambiental. Em relação às ações que formam o primeiro conjunto, elas são aquelas que permitem se antecipar a possíveis impactos ambientais pela análise de projetos, de métodos ou processos e das atividades da empresa. As ações que constituem o segundo conjunto são aquelas direcionadas à correção das atividades que causam impactos negativos uma vez que a prevenção não conseguiu evitar o fato. O terceiro conjunto está constituído por ações que corrigem os danos remanescentes e o quarto, por ações que se direcionam a investimentos em educação ambiental, por reconhecer que a qualidade da formação profissional transforma positivamente o perfil da empresa. Dentre as vantagens associadas à implantação de um SGA apresentadas pelos autores supracitados destacam-se: melhoria no desempenho ambiental, atendimento das expectativas dos clientes, redução de custos, melhor atendimento às partes externas interessadas, fortalecimento da reputação corporativa, entrada no mercado internacional, economia de recursos, redução de desperdícios, melhoria na imagem corporativa para efeitos de mercado e aumento da consciência ambiental de fornecedores e dos funcionários. Tem-se ainda economia de recursos pela melhoria da eficiência e pela redução de custos com o consumo de energia e materiais, multas e penalidades, aumento da confiança do investidor na organização, vantagens competitivas internacionais, redução de riscos dos negócios e aumento da eficiência das operações. A implementação dos SGA tem de ser assumida pela alta gestão e por todos os seus colaboradores, de modo a tornar-se numa mais-valia que permite colaborar no crescimento sustentado e o sucesso das empresas. 5. UM SGA PARA O SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO URBANO POR ÔNIBUS NO BRASIL O transporte público urbano é essencial, pois promove a acessibilidade a todas as atividades colaborando com o desenvolvimento e o progresso das cidades. Entretanto, este serviço provoca impactos ambientais negativos como desvalorização da terra, congestionamentos, poluição da atmosfera e sonora, acidentes de transito, desumanização dos espaços urbanos e perda da eficiência econômica das cidades. Segundos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2013, p. 18 e 19), aproximadamente 85% da população brasileira residem em centros urbanos onde o ônibus é o principal meio de transporte público, o que aponta à necessidade de que ações que priorizam os transportes públicos, os pedestres e os ciclistas sejam desenvolvidas e implementadas em muitas cidades brasileiras como tentativa de se alcançar a sustentabilidade. Exemplos dessas ações são a construção de vias exclusivas, a implantação de metrôs, a recuperação de trens e a produção de ônibus de alta tecnologia.

8 Entretanto, o crescimento populacional e a necessidade de deslocamentos não foram acompanhados por um sistema de transporte público urbano planejado e sustentável. Assim sendo, esse sistema provoca uma série de impactos negativos sobre o meio ambiente. Segundo Fogliatti et al (2004), o serviço de transporte público urbano causa a deterioração do meio ambiente, contribuindo junto ao setor industrial com o maior número de impactos negativos. Portanto deve ser criteriosa e cuidadosamente planejado e gerido para equilibrar os prejuízos com os benefícios deles advindos. Verifica-se também a necessidade de um controle contínuo do serviço, o que pode ser propiciado pela elaboração e implementação de um sistema de gestão ambiental, de forma a se obter um sistema de transporte sustentável que, segundo definição do World Comission on Environment and Development WCED: é aquele que contribui para o bem-estar econômico e social sem prejudicar a saúde humana e o meio ambiente, integrando as dimensões sociais, econômicas e ambientais, permitindo a satisfação das necessidades básicas de acesso e mobilidade das pessoas, de forma compatível com a saúde humana e com o equilíbrio do ecossistema, além de promover igualdade dentro das gerações e entre as mesmas e ainda possuindo custos aceitáveis, funcionando de maneira eficiente, oferecendo a possibilidade de escolha do modo de transporte, apoiando a economia e o desenvolvimento regional, e finalmente, limitando emissões e resíduos em função da capacidade da Terra de absorvê-los, utilizando para isto recursos renováveis (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTE PÚBLICO - ANTP, 2003). Fogliatti et al (2011) propõem em seu livro Sistema de Gestão Ambiental para Empresas um modelo de SGA nas bases da Norma ISO que atende a todo tipo de serviço. Este modelo está constituído de 8 etapas, quais sejam: desenvolvimento, divulgação e aplicação da política ambiental da empresa, divisão da área de influência das atividades a serem desenvolvidas em setores ambientalmente homogêneos, caracterização dos componentes ambientais presentes, estabelecimento de indicadores ambientais e seus padrões de comportamento, caracterização do passivo ambiental, recuperação do passivo ambiental, garantia da melhoria contínua do desempenho ambiental e elaboração e implementação de planos de contingências para atendimento a situações emergenciais. A seguir e tomando como base o modelo proposto por esses pesquisadores será apresentada uma proposta de SGA para o serviço de transporte público por ônibus, assim como um questionário a ser empregado nas entrevistas a serem conduzidas nas empresas de ônibus com a finalidade de avaliar a sustentabilidade dos sistemas de gestão empregados SGA para o STPUO As 8 etapas a constituir o SGA para o STPUO são descritas à seguir: Desenvolvimento, divulgação e aplicação da política ambiental: Como a política da empresa deve subordinar-se a política ambiental do governo federal, essa se deve fundamentar nos seguintes princípios básicos: viabilidade ambiental do sistema, respeito às necessidades de preservação ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável. Assim sendo, as diretrizes da política ambiental de uma empresa de transporte público urbano por ônibus devem incluir os seguintes objetivos: Participar ativamente do desenvolvimento sustentável da área de influência do empreendimento, conservando os recursos naturais e colaborando com projetos sociais.

9 Planejar e administrar recursos para viabilizar a operação das linhas de ônibus, a manutenção dos veículos e dos serviços de conservação da infraestrutura com estrita observância da legislação ambiental em vigor, estabelecendo rotinas e procedimentos voltados para a garantia da saúde dos funcionários, dos usuários do serviço e da população vizinha, bem como para a manutenção da qualidade do meio ambiente. Treinar e capacitar os funcionários os incentivando a atuarem em favor do ambiente equilibrado e do desenvolvimento ambiental, apoiados na ética, na cidadania, na solidariedade e no respeito. Apoiar e incentivar as ações voltadas para a redução do consumo de energia e da produção de resíduos em todas as unidades da empresa com a adoção de práticas de consumo sustentável, tais como a coleta seletiva de lixo e sua reciclagem e reutilização em outros processos deficientes na vida útil. Manter permanente diálogo com os funcionários, usuários, clientes, órgãos de fiscalização ambiental e com o público que compartilha a via, com abertura e transparência das ações da empresa nas discussões de práticas de segurança, de promoção da saúde e de proteção do meio ambiente. Buscar e incentivar a melhoria contínua da Política Ambiental da empresa, aperfeiçoando permanentemente sua atuação no setor Divisão da área de influência das atividades em setores ambientalmente homogêneos: Os grandes setores com características ambientais homogêneos relacionados ao transporte público urbano por ônibus são: garagens e terminais, oficinas de manutenção, edificações da administração e área de efetiva prestação de serviço, isto é as vias urbanas. Em cada um destes setores desenvolvem-se atividades específicas que impactam, de diferentes formas e em diferentes graus, os componentes do meio ambiente. Nas garagens e/ou terminais, a intensa movimentação de veículos coloca em alto risco a integridade das pessoas que por aí transitam. Nas oficinas de manutenção, as atividades desenvolvidas deterioram o solo e o ar, assim como a saúde dos técnicos responsáveis pela recuperação dos veículos. No local onde se desenvolvem as tarefas administrativas, os maiores riscos estão associados ao meio antrópico. Nas vias urbanas, onde se realizam as atividades fim, isto é, aquelas atividades necessárias ao efetivo transporte de passageiros, os maiores riscos estão associados à integridade do meio antrópico (passageiros dos ônibus e demais pessoas que compartilham o uso público das vias urbanas), dos equipamentos urbanos, assim como a dos demais veículos que por aí transitam, e para os componentes do meio físico, em especial solo, ar e ruídos (internos e externos). Das diferenças entre as diversas atividades realizadas por cada setor é que as ações alinhavadas para reduzir a interferência do serviço prestado no meio ambiente devem ser planejadas. As vias urbanas por sua vez, podem ser fragmentadas em trechos com características físicas homogêneas, tarefa que pode ser facilitada com a utilização de cartas e mapas integrados ao Sistema de Informação Geográfica que ajudam a consolidar as informações obtidas e produzidas sobre o elemento analisado.

10 Caracterização dos componentes ambientais presentes: Uma vez dividida a área de influência em setores ambientalmente homogêneos, os componentes ambientais presentes em cada um deles e que podem ser modificados pelas atividades desenvolvidas devem ser identificados. Estes componentes ambientais podem ser alguns ou todos os elementos constitutivos dos meios físico (solo, água e ar), biótico (fauna e flora) e antrópico (homens e seus inter-relacionamentos). As atividades de transporte público por ônibus podem provocar impactos na atmosfera, na água, no solo e no ar, vibrações, acidentes diversos e problemas de saúde dos funcionários, dos passageiros e das pessoas que compartilham as vias. Caso um dano ambiental seja constatado sendo visível a deterioração de um componente ele deve ser rapidamente corrigido para evitar que se forme um passivo ambiental difícil de ser recuperado Estabelecimento de indicadores ambientais e seus padrões de comportamento: Os indicadores ambientais para a operação de transporte público por ônibus estão intimamente ligados com as atividades desenvolvidas e com as alterações por estas provocadas. Alguns indicadores propostos para este setor são apresentados a seguir (CRUZ, 2004): Ruído, interno e externo aos veículos e terminais. Presença de elementos tóxicos na atmosfera, na água e no solo. Resíduos líquidos e sólidos gerados e não dispostos adequadamente. Ocorrências indesejadas que incluem todo tipo de acidentes ou incidentes provocados pelos veículos\funcionários nas vias públicas e nas garagens, terminais e edifícios da administração. Para estes indicadores devem ser observados padrões, sejam eles estabelecidos na legislação vigente ou obtidos de estatísticas coletadas periodicamente a fim de construir um banco de informações úteis para gerir o Serviço prestado. Quando os componentes ambientais começam a se deteriorar, medidas preventivas devem ser colocadas em prática a fim de deter a degradação e evitar a formação de passivo ambiental Caracterização do passivo ambiental: De posse dos indicadores e correspondentes padrões de comportamento ou metas a serem alcançados, cada um dos componentes ambientais presentes na área sob estudo devem ser avaliados. A não conformidade com padrões/metas pré-estabelecidas indica que o componente ambiental é um elemento do passivo ambiental e sua recuperação, de responsabilidade da empresa segundo a Lei de 1998 de Crimes Ambientais, deve ser rapidamente planejada Recuperação do passivo ambiental: Para recuperar o passivo ambiental, medidas corretivas ou de correção dos danos provocados devem ser elaboradas e orçadas e um cronograma para a execução das mesmas deve ser definido e colocado em prática o quanto antes possível.

11 Garantia da melhoria contínua do desempenho ambiental: O monitoramento contínuo da operação do transporte público por ônibus permite a elaboração de planos/programas/medidas mitigadoras que, quando aplicados, diminuem a possibilidade de ocorrência de novos passivos ambientais Elaboração e implementação de um plano de contingências: Um plano de contingência consiste de um conjunto de procedimentos ou protocolos estabelecidos previamente visando que a sua aplicação conduza à diminuição dos danos ambientais passíveis de serem provocados em casos de acidentes. Para elaborar um plano de contingência eficaz se faz necessário o estudo da região no qual se insere a empresa o que permitirá levantar locais/ações/procedimentos com altos riscos ambientais associados Questionário para avaliar tipo de gestão aplicado por empresas de transporte público urbano por ônibus Com a finalidade de conhecer a situação da gestão atualmente aplicada por empresas de transporte público este artigo apresenta também o protótipo de um questionário guia de entrevistas que permitirá, quando aplicado, conhecer as empresas fisicamente, seus tipos de gestão, a importância dada à sustentabilidade no serviço prestado e a prática da Responsabilidade Social Corporativa. Cabe mencionar que este questionário surgiu como protótipo após aplicação de uma primeira versão do mesmo em empresas representativas do setor sob foco. Nome da empresa: Telefone: Endereço: Tempo de atuação: Tipo de contrato: Número de Empregados: Número de linhas que opera: Quilometragem total percorrida/dia: Qual o número de veículos que compõem a frota? Planeja expansão: CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DA EMPRESA Qual a idade média dos veículos? Tem quantas garagens e oficinas de manutenção? Localização das garagens e oficinas de manutenção: Faz manutenção preventiva dos veículos? Em caso positivo, de quanto em quanto tempo? ( ) Concessão ( ) Permissão ( ) Licença ( ) Autorização ( ) sim, em linhas já concedidas ( ) sim, em novas linhas ( ) não Periodicidade:

12 CARACTERIZAÇÃO DA GESTÃO DA EMPRESA A empresa é associada a algum, qual? sindicato ou associação de classe? Existe política interna da empresa onde se expressem os objetivos da mesma? Quais são esses objetivos? Caso exista, essa política é divulgada? ( ) Internamente ( ) Passageiros ( ) População do entorno Existe um sistema de gestão ambiental implementado ou em desenvolvimento? Praticam a responsabilidade social corporativa? Se sim, quais as ações que são praticadas? Adota alguma prática sustentável como: Controla o consumo da água? Controla o consumo de combustível? Controla a geração de resíduos líquidos e sólidos? Há uma empresa especializada para coletar resíduos? Pratica a reciclagem, reuso e/ou redução de materiais? Mantém os veículos regulados para não poluir o ar? Regula os veículos para reduzir os ruídos internos? Mantém os veículos asseados?, implementado., em desenvolvimento Caso positivo, em que consiste? ( ) Creches ( ) Auxilio escola ( ) Financia alguma organização do 3º setor ( ) Aulas para a sociedade do entorno ( ) Plano de carreira para funcionários ( ) Energias limpas ( ) Possui algum tipo de certificação ambiental ou social ( ) Outras: Qual?, qual a regularidade?

13 RECURSOS HUMANOS Há treinamentos para os motoristas e, em que consiste e qual a regularidade? cobradores? Há disponibilização e controle do uso de EPIs por parte dos funcionários que os precisem? Os motoristas e dependentes têm assistência médica-odontológica?, todos, somente os motoristas Os motoristas têm assistência psicológica? Há controle da empresa quanto ao uso de medicamentos, drogas e álcool nos motoristas e cobradores? Aplica estudos comportamentais dos motoristas, (como agressividade, desrespeito, falta de socialização), dentre outros? Há aulas para os motoristas onde os valores expressos na política interna da empresa (comportamento cívico, solidariedade, respeito ao passageiro e aos demais cidadãos que compartilham a via pública e outros) são repassados para os motoristas? Busca oferecer aos passageiros: ônibus limpos, sem pichações, sem ruídos internos, com ar condicionado no verão, etc.? Busca cumprir compromissos em relação a regularidade, ao conforto, à segurança e ao asseio? Tem implementado um Sistema de Atendimento ao Cliente SAC? Há um telefone e/ou para os usuários fazerem contato? Em caso de um motorista estar envolvido com um incidente\acidente de trânsito como a empresa procede? Há um protocolo? Mantém estatísticas do envolvimento dos motoristas com acidentes de trânsito? Há denúncias no Sistema de Atendimento ao Cliente SAC? Se sim, como a empresa procede? Como a empresa procede em casos de reincidências? Se sim, quais os estudos realizados? Se sim, como ele é divulgado? Explique: ( ) Afastamento para treinamento ( ) Suspensão ao trabalho ( ) Advertência ( ) Outros Fonte: os autores. Deve ser ressaltado que os dados constantes nos questionários devem ser complementados com observações in loco a fim de se obter o diagnóstico do estágio da gestão socioambiental da empresa.

14 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente estudo teve como objetivo caracterizar os Sistemas de Gestão Ambiental de forma a embasar a construção de um sistema deste tipo para o serviço de Transporte Público Urbano por ônibus, serviço este essencial para o desenvolvimento de uma significativa parcela da população que habita os grandes centros urbanos brasileiros. Este serviço, que deveria ser oferecido objetivando a satisfação, o conforto e a segurança dos passageiros, com regularidade, confiabilidade e limpeza, está neste momento em evidencia na mídia de cidades brasileiras, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro. Em muitas cidades/bairros, na prática ele tende a não oferecer qualquer uma das promessas acima mencionadas e os usuários do sistema já demonstraram sua total insatisfação em manifestações de rua com reivindicações sobre o mesmo. Nestas reivindicações apenas foram mencionadas as tarifas por estas serem de fácil mensuração, mas indiretamente fica claro que a tarifa proposta extrapola a qualidade do serviço oferecido. Ainda vários incidentes, incluindo atropelamentos, quedas de ônibus de viadutos, incêndios e outros, são claros indícios de que alguma intervenção deve ser feita no serviço sob análise. Assim sendo, este trabalho se mostra atual e oportuno por possibilitar o acesso do gestor deste setor a uma proposta de Sistema de Gestão Ambiental onde a ética, a solidariedade e o respeito sejam valorizados da mesma forma que os lucros das empresas. O Sistema de Gestão Ambiental pode contribuir significativamente para as políticas do setor de transporte público urbano que muito necessita de uma gestão capaz de controlar todos os danos causados ao ambiente. Ainda foi apresentado um questionário, testado previamente em algumas empresas do setor de transporte público urbano por ônibus da cidade do Rio de Janeiro, que pode servir de guia para entrevistas em campo que permitirão, quando aplicadas, verificar o distanciamento entre os objetivos dessas empresas e a realidade. Dessa maneira, os gestores de tais empresas ficam habilitados a alinhavar ações visando corrigir e/ou mitigar os desvios identificados e a implementar melhorias. 7. REFERÊNCIAS ALMEIDA, F. O bom negócio da sustentabilidade. Rio de janeiro: Nova Fronteira, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS- ABNT (2004). NBR ISO Sistemas da Gestão Ambiental - Requisitos com Orientações para Uso. Rio de Janeiro: ABNT. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTE PÚBLICO ANTP. Disponível em Acesso em fev BARBIERI, J.C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 2. Ed. São Paulo: Saraiva, CRUZ, I. Gestão Ambiental da Operação do Transporte Ferroviário de Carga. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Transporte). Instituto Militar de Engenharia IME. Rio de Janeiro, DIAS, Reinaldo. Gestão Ambiental: responsabilidade social e sustentabilidade. São Paulo: Atlas, DONAIRE, D. Gestão ambiental na empresa. 2. ed. Sã Paulo: Atlas, 1999.

15 EPELBAUM, Michel. Sistema de Gestão Ambiental. In: VILELA JUNIOR, Alcir; DEMAJOROVIC, Jacques (Org.). Modelos e Ferramentas de Gestão Ambiental: Desafios e Perspectivas para as Organizações. 1 ed. São Paulo: Editora Senac, FELDMAN, S. J.; SOYKA, P.; AMEER, P. Does improving a firm s environmental management system and environmental performance result in a higher stock price? The Journal of Investing, p , dez FOGLIATTI, M. C.; CAMPOS, V.B.G; FERRO, M. A. C.; SINAY, L.; CRUZ, I.. Sistema de Gestão Ambiental para Empresas. Segunda Edição. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. Interciência, FOGLIATTI, M. C.; FILIPPO, S.; GOUDARD, B. Avaliação de Impactos Ambientais - Aplicação aos Sistemas de Transporte. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora Interciência, FRYXELL, G. E.; SZETO, A. The influence of motivations for seeking ISO certification: an empirical study of ISO certified facilities in Hong Kong. Journal of Environmental Management. v. 65, p , GRAEL, P.F.F., OLIVEIRA, O.J. de. Sistemas certificáveis de gestão ambiental e da qualidade: práticas para integração entre empresas do setor moveleiro. Produção, v.20, n. 1, p , IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Síntese de Indicadores Sociais. Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira. Estudos e Pesquisas. Informação Demográfica e Socioeconómica, n LEAL, C. E. A era das organizações sustentáveis. Novo Enfoque revista Eletrônica, v.8, n.8, p. 1-12, NBR ISO Sistemas de gestão ambiental: especificações e diretrizes para uso, OLIVEIRA, O.J. de, SERRA, J. R. Benefícios e dificuldades da gestão ambiental com base na ISO em empresas industriais de São Paulo. Produção, v. 20, n.3, p , ONU Organização das Nações Unidas: mostra-reducao-de-disparidades-entre-norte-e-sul-nas-ultimas-duas-decadas/ PORTER, M. Competição = on competition: estratégias competitivas essenciais. 14 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, SEIFFERT, M. E. B. ISO sistema de gestão ambiental: implantação objetiva e econômica. 3 Ed. São Paulo: Atlas, SOUZA, R. S. de. Evolução e condicionantes da gestão ambiental nas empresas. Revista eletrônica de administração. v.8, n.6. jan/fev, TACHIZAWA, T. Gestão ambiental e responsabilidade social corporativa. São Paulo: Atlas, TACHIZAWA, T., ANDRADE, R. O. B. de. Gestão socioambiental. Estratégias na nova era da sustentabilidade. 2 Ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda, 2012.

16 VALLE, C. E. Qualidade ambiental: ISO 14001, 4 Ed. Ver. E amp. São Paulo: SENAC, VITERBO JUNIOR, E. Sistema integrado de gestão ambiental: como implementar um sistema de gestão que atenda à Norma ISO 14001, a partir de um sistema baseado na Norma ISO 9000, dentro de um ambiente de GQT. São Paulo: Aquariana,1998. Agradecimentos: Os autores agradecem o apoio prestado pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica - CNPq e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro-FAPERJ.

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