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2 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 2/32 1. INTRODUÇÃO Estamos hoje vivendo no século XXI, ano de 2008, possuímos tecnologia suficiente para enfrentar qualquer desafio, tanto para produção de alimentos, engenharia ou medicina. Apesar de toda essa tecnologia que a civilização moderna adquiriu até hoje, encontramos ainda uma infinidade de problemas que a humanidade enfrenta devido às injustiças e desigualdades históricas, concentrados principalmente nas regiões mais pobres, mas presentes também em menor quantidade em regiões ricas e desenvolvidas. Felizmente o ser humano em sua grande maioria procura sempre melhorar sua qualidade de vida, e os eventos significantes da história de nossa civilização tem um significado essencial nesse aprendizado constante e desenvolvimento das práticas atuais, tais práticas que podemos resumir em não nos deparar com problemas que um dia ocorreram e tentar evitar problemas nunca enfrentados. As dificuldades que foram enfrentadas em eventos indesejados como grandes acidentes, guerras ou catástrofes naturais, sempre mobilizaram uma força intelectual da sociedade para estudar, entender e formular procedimentos para que no caso de acontecer o mesmo evento ou semelhante, sejam minimizados ao máximo os efeitos indesejados à população vulnerável. O que será apresentado agora é um breve resumo do Estado da Arte nos itens mais importantes de uma gestão coorporativa. Onde a entidade (empresa pequena, média ou grande, estatal, órgão público, etc..) que seguir esses conceitos terá a maior chance possível hoje de alcançar a sustentabilidade e sua atividade fim ser muito bem sucedida. Iremos abordar a gestão da Qualidade, Segurança & Saúde Ocupacional, Meio Ambiente, Responsabilidade Social e Ética Coorporativa, também o Sistema de Gestão Integrado. Esses conceitos apresentados a seguir, como explicados no início desse texto, são conceitos em diversas áreas já consolidados pelo estudo e pela prática, porém sempre abertos a atualizações e incorporações de melhorias.

3 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 3/32 2. QUALIDADE 2.1 Histórico Ainda hoje, na economia globalizada, nos deparamos com problemas comuns, relacionados a padronização. Quando compramos um tênis ou uma calça importada, por exemplo, temos que estar atentos à numeração. No caso de produtos eletrônicos, temos que estar atentos nas variações nos tipos de conexões. Se voltássemos no tempo e tentássemos imaginar a amplitude desse problema, a cerca de 60 anos atrás, quando muitos países desenvolvidos para a época entraram em conflito na segunda guerra mundial, ficaria difícil imaginar o quê seria igual no meio de tantas diferenças. Eram munições, suprimentos, automóveis, e muitas outras coisas que sem uma padronização dificultava enormemente o intercambio desses suprimentos vitais para o confronto. Para minimizar essas incompatibilidades e possibilitar a produção e uso adequado de suprimentos, equipamento e munições, surgiram as primeiras normas militares. A indústria atenta a esses problemas, logo seguiu o exemplo militar e desenvolveu suas normas por meio de organismos nacionais. Segundo David A. Garvin em seu livro Gerenciando a Qualidade A visão Estratégica e Competitiva define as quatro eras da qualidade, descritas resumidamente a seguir: 1ª - Era da inspeção Nos séculos XVIII e XIX tudo era fabricado por artesãos ou trabalhadores sob a supervisão de mestres de ofício. O artesão desenvolvia todas as atividades desde o projeto até a comercialização, em quantidades reduzidas, com ajustes manuais e a inspeção, depois de finalizados os produtos, era informal, quando feita. No início do século XX, surge a produção em massa e as teorias de Administração Científica da Produção, lançadas por F. W. Taylor (1911) e assim a prática de controle de qualidade mudou substancialmente. O controle de qualidade passou a ser atividade externa à produção e responsável pela inspeção dos produtos. Consistia basicamente em separar os produtos bons dos defeituosos antes da entrega ao cliente. 2ª - Era do controle estatístico da qualidade A segunda era da qualidade surgi a partir de pesquisas realizadas nos Bell Telephone Laboratories onde, em 1931, W. Shewhart desenvolveu as Cartas de Controle de Processo. Um dos pontos fundamentais dessa teoria é que os processos de produção podem estar sujeitos a causas crônicas e transitórias de variabilidade, resultando em maior índice de refugo. Assim, através da introdução de simples ferramentas estatísticas, ele mostrou ser possível monitorar a qualidade do processo de fabricação, além de melhorá-los a partir da identificação e eliminação das causas transitórias. Também nos laboratórios da Bell foram desenvolvidas técnicas de inspeção de lotes de produtos por amostragem (década de 30).

4 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 4/32 As teorias de Shewhart levaram algumas décadas para que se popularizassem, pois esbarravam nos princípios estabelecidos por Taylor (segundo o qual não cabe a produção controlar a qualidade). 3ª - Era da garantia da qualidade No período da Garantia da Qualidade, a prevenção dos problemas continuou sendo o objetivo principal, porém começou-se a usar outras ferramentas além da estatística. Começaram a ser introduzidos os conceitos de Qualidade Total por pioneiros como Deming, Juran, Feigenbaum, entre outros. A solidificação dos princípios da Qualidade Total aconteceu primeiro no Japão, que revolucionou e assustou a indústria Ocidental. Deming, um estatístico que trabalhou na área de controle de qualidade durante a segunda guerra, foi uma das pessoas responsáveis por introduzir os métodos estatísticos para a melhoria da qualidade no Japão, a partir de Joseph Juran, em 1951, publicou a primeira edição do seu livro Quality Control Handbook, publicação que se tornaria a bíblia da profissão. O primeiro capítulo desse livro classificava os custos para se atingir um determinado nível de qualidade como custos evitáveis e custos inevitáveis. Os inevitáveis estavam associados a prevenção: inspeção, amostragem, classificação e outras iniciativas do controle de qualidade. Custos evitáveis eram os dos defeitos e falhas nos produtos: material sucateado, horas de trabalho para se refazer o produto e repará-lo, processamento de reclamações e prejuízos financeiros resultantes de fregueses insatisfeitos. 4ª - Era da gestão estratégica da qualidade Embora se estivesse seguindo uma orientação preventiva, a qualidade ainda era vista negativamente, como algo que podia prejudicar uma empresa se deixada de lado, e não como uma possível base de concorrência. Esta visão acabou se modificando nas décadas de 70 e 80, quando aspectos estratégicos da qualidade foram reconhecidos e incorporados. A era da Gestão Estratégica da Qualidade não foi marcada por grandes mudanças, mas sim pelo surgimento de uma nova visão: diretores em nível de presidência e diretoria executiva começaram a expressar interesse pela qualidade, associado a lucratividade, definindo-a de acordo com o ponto de vista do cliente e incluindo-a no processo de planejamento estratégico da empresa. Um número cada vez maior de empresas chegou a essa mesma conclusão: a qualidade era uma arma poderosa na concorrência. O objetivo dessas empresas passaria a ser a melhoria contínua, e assim surgem as novas exigências aos profissionais da área de qualidade. O comprometimento da alta administração, a educação e o treinamento dos funcionários tornam-se responsabilidades vitais. Alguns países perceberam a importância dos sistemas de qualidade para controlar seus processos produtivos e desenvolveram seus próprios modelos, detalhados em normas nacionais. Com a globalização do mercado, muitas empresas viram-se obrigadas a atender variadas normas para diferentes países/clientes, principalmente na Europa. Essa Torre de Babel começou a ser derrubada quando a Organização Internacional de Normatização (ISO) reuniu-se para criar uma norma internacional para sistemas de qualidade. Em março de 1987 a primeira versão da família de normas ISO 9000 para

5 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 5/32 gestão e garantia da qualidade foi publicada. Em 1994 foi feita a primeira revisão e em 2000 foi feita a segunda revisão. 2.2 Família ISO 9000 Na última revisão da família ISO 9000 forma definidos oito princípios de gestão da qualidade que serviram de base para elaboração do modelo de sistemas de gestão da qualidade certificável e seus requisitos, descritos na norma ISO 9001 e também para as boas práticas recomendadas na ISO Os princípios estabelecem as diretrizes para a melhoria do desempenho de uma organização, auxiliando a alcançarem o sucesso sustentado. Os princípios estão descritos a seguir: Foco no cliente: organizações dependem de seus clientes e, portanto é recomendável que atendam as necessidades atuais e futuras do cliente, e seus requisitos e procurem exceder as expectativas. Liderança: líderes estabelecem uma unidade de propósito e o rumo da organização. Convém que eles criem e mantenham o ambiente interno, no qual as pessoas possam ficar totalmente envolvidas no propósito de alcançar os objetivos da organização. Envolvimento de pessoas: pessoas de todos os níveis são a base de uma organização, e seu total envolvimento possibilita que suas habilidades sejam usadas para o benefício da organização. Abordagem de processo: um resultado desejado é alcançado mais eficientemente quando as atividades e os recursos relacionados são gerenciados como um processo. Abordagem sistêmica para gestão: identificar, entender e gerenciar os processos inter-relacionados, como um sistema, contribui para a eficácia e eficiência da organização no sentido de alcançar seus objetivos. Melhoria contínua: melhoria contínua do desempenho global da organização deve ser um objetivo permanente da organização. Tomada de decisão baseada em fatos: decisões eficazes são baseadas na análise de dados e informações. Benefícios mútuos nas relações com fornecedores: uma organização e seus fornecedores são interdependentes, e uma relação de benefícios mútuos aumenta a capacidade de ambas de agregar valor. A família de normas da série ISO 9000 forma elaboradas para apoiar organizações de todos os tipos e tamanhos na implementação e operação de sistemas de gestão da qualidade. As normas que compõe a série são descritas abaixo: ISO 9000: descreve os fundamentos de sistema de gestão da qualidade (oito princípios descritos acima) e estabelece a terminologia para estes sistemas. ISO 9001: especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade onde uma organização precisa demonstrar sua capacidade para fornecer produtos

6 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 6/32 que atendam os requisitos do cliente e os requisitos regulamentares aplicáveis e objetiva aumentar a satisfação do cliente. ISO 9004: fornece diretrizes que consideram tanto a eficácia quanto a eficiência do sistema de gestão da qualidade. O objetivo dessa norma é melhorar o desempenho da organização e a satisfação dos clientes e das outras partes interessadas. ISO 19011: fornece diretrizes sobre auditoria de sistemas de gestão da qualidade e ambiental. A utilização da ISO 9001 em um sistema de gestão de qualidade, enfatiza a importância de: a) entendimento dos requisitos e seu atendimento; b) necessidade de considerar os processos em termo de valor agregado; c) obtenção de resultados de desempenho e eficácia de processos; d) melhoria contínua de processos baseada em medições objetivas. A norma enfatiza a importância dos clientes na definição dos requisitos dos produtos e serviços e estabelece a exigência do monitoramento da satisfação dos clientes para avaliação relativa à percepção pelos clientes de como a organização tem atendido aos seus requisitos. O modelo apresentado a seguir demonstra a relação entre os blocos de requisitos da norma ISO 9001 em uma visão de processo:

7 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 7/32 3. MEIO AMBIENTE 3.1 Histórico A preocupação com a degradação ambiental é fato recente em nossa história. Alguns fatos, relacionados a seguir, ilustram os principais desastres ambientais e o início da preocupação ambiental até os dias de hoje. Principais desastres ambientais no Mundo e no Brasil: 1945 a anunciadas 423 detonações nucleares que aconteceram nos EUA, União Soviética, Inglaterra e França Chuva de granizo, com características de presença de radioatividade, acontece na Austrália, menos de 3000Km dos testes nucleares realizados pela Inglaterra Chuva ácida em Nova York. Possível causa, testes nucleares em Nevada Teste dos EUA com bomba de hidrogênio, realizado no atol de Bikini. A quantidade de partículas espalhadas foi o dobro da prevista, e a mudança dos ventos carregou as cinzas radioativas em direção das ilhas Marshall, contaminando pescadores e o pescado da região Foi constatado doenças neurológicas nas pessoas e animais e consumiram peixes da baía de Minamatta, no Japão,depois de uma indústria química despejar seus dejetos Naufrágio do petroleiro Torrey Cânion, na costa da Inglaterra. Centenas de quilômetros ficaram poluídos, um acontecimento local com dimensões globais Ocorreram mais de mil derramamentos de petróleo em águas americanas Lançamento indevido do produto hexaclorociclopeno na estação de tratamento de esgoto de Louisville, Kentucky, ameaçando a saúde dos 37 funcionários, e deixando a estação 3 meses parada para descontaminação Foram detectados casos de problemas pulmonares, anomalias congênitas e abortos involuntários em moradores do pólo petroquímico e siderúrgico de Cubatão, Brasil Em Cubatão, duas explosões e o incêndio causado por vazamento de gás mataram 150 pessoas, em Vila Socó No México, ocorreram explosões sucessivas de tanques esféricos e botijões de GLP. O acidente matou 400 pessoas e feriu mais de 4000pessoas das redondezas Na Índia, em Bhopal, um vazamento de 25 toneladas de isocianato de metila causou a morte de 3000 pessoas e intoxicação de mais de pessoas Na antiga União Soviética, houve o acidente da usina nuclear de Chernobil, onde devido a uma falha no sistema de refrigeração causou uma explosão com um volume de radiação 30 vezes maior que uma bomba atômica, atingindo diversos países, e tornando tudo em seu redor impróprio para o consumo humano Em Goiania, Brasil, um acidente com Césio 137 contaminou dezenas e pessoas e matou algumas devido à liberação desse material radioativo que estava dentro de um equipamento médico abandonado em um ferro velho e foi indevidamente liberado por catadores de lixo.

8 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 8/ O Navio Exxon Valdez, derramou no Alasca metros cúbicos de petróleo, onde morreram aproximadamente aves, 200 focas, 20 baleis, 3500 lontras. Até hoje ainda existem impactos, e a empresa Exxon já gastou mais de 2 bilhões de dólares com indenizações e gastos com a limpeza O Navio Braer, derramou nas costas do Reino Unido, o dobro do que o Navio Exxon Valdez derramou no Alasca, e foi o pior desastre ambiental britânico. Principais fatos relacionados à preocupação ambiental no Mundo e no Brasil Clube de Roma primeira discussão internacional sobre a adoção de políticas envolvendo aspectos ambientais Assinatura do tratado de proibição parcial de testes nucleares, firmado pelos EUA, União Soviética e Inglaterra. Década de 70 Estabelecimento de políticas de controle de poluição ambiental, principalmente do ar e da água. Criação dos primeiros movimentos ambientalistas. Criação de diversas organizações internacionais com o objetivo de discutir os problemas ambientais em nível mundial. No Brasil, criação dos órgãos de controle como a SEMA (federal), CETESB (SP) e FEEMA (RJ) Nasce o Greenpeace Conferencia de Estocolmo O surgimento de casos críticos de degradação ambiental levou a Suécia a propor às Organizações das Nações Unidas (ONU) a realização de uma conferência internacional sobre os problemas do meio ambiente humano O mundo enfrenta a primeira crise do petróleo. O fato serviu para repensar o consumo desenfreado de recursos naturais, considerados até então ilimitados No Brasil, ocorreu a criação da Política Nacional do Meio Ambiente, que menciona o Estudo de Impacto Ambiental A partir desse ano, no Brasil, a política oficial de meio ambiente é executada pelo SISNAMA; CONAMA e em nível técnico pelo IBAMA, além de instituições estatais subordinadas Resolução do CONAMA torna obrigatório o EIA para atividades específicas, objetivando atender determinação do órgão de controle ambiental Presidente de empresa americana foi multado em dólares e preso por 26 meses pela emissão de substancia tóxicas no esgoto local Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Rio Entrada em vigor das normas britânicas BS 7750 que serviram de base para elaboração do sistema de normas ambientais ISO Emissão da ISSO como Norma Internacional Rio + 5, O evento teve o objetivo de fazer um balanço decorridos 5 anos da Rio Conferencia da ONU sobre mudanças climáticas na Argentina.

9 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 9/32 Para finalizar essa introdução histórica, podemos citar Maurício J. L. Reis, onde em seu livro ISO Um novo desafio para sua competitividade foi dito que a aproximação entre ecologia e economia é irreversível. As empresas vêm percebendo que é mais barato fazer direito, desde o início, do que consertar depois, pois pode não haver conserto, o que levará a custos insuportáveis. As exigências legais e normativas, as restrições do mercado e a proliferação dos selos verdes obrigam as empresas a adotarem programas de gerenciamento ambiental que garantam a competitividade e, consequentemente, a sobrevivência. Empresas concorrentes estarão sempre a espera de uma oportunidade para ocuparem espaço e um acidente ambiental, causado por omissão, negligência ou simplesmente mau gerenciamento será encarado como uma dádiva de deuses para melhorarem suas posições em relação àqueles que causarem ou possam causar danos. 3.2 Família ISO A gestão ambiental passou a ter papel fundamental nas empresas. As pressões da sociedade, legislação e do próprio mercado internacional estão exigindo ações concretas por parte das empresas. A implementação e certificação de um sistema de gestão ambiental baseado em normas internacionais reconhecidas é uma das formas mais eficientes para demonstrar o comprometimento das organizações com a melhoria de seu desempenho ambiental. As normas ISO podem atender vários propósitos das organizações: Utilizar a ISO para obter certificação por organismos de terceira parte; Utilizar a ISO ou parte dela, para iniciar ou aprimorar seu SGA; Utilizar a ISO como diretriz ou a ISO como uma especificação para reconhecimento por parte de seus clientes. ISO 14001:1996 Sistema de Gestão Ambiental especificação e diretrizes para uso: Especifica os requisitos relativos a um sistema de gestão ambiental permitindo a uma organização formular uma política e objetivos que levam em conta os requisitos legais e as informações referentes aos impactos ambientais significativos. Ela se aplica aos aspectos ambientais que possam ser controlados pela organização e sobre os quais presume-se que ela tenha influência. Essa norma não prescreve critérios específicos de desempenho ambiental. Essa norma é aplicada a organizações que desejam: Implementar, manter e aprimorar um sistema de gestão ambiental; Assegurar-se de sua conformidade com sua política ambiental definida; Demonstrar tal conformidade a terceiros; Buscar certificação do seu sistema de gestão ambiental por uma organização externa; Realizar uma auto avaliação de seu sistema de gestão ambiental e emitir autodeclaração de conformidade com essa norma.

10 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 10/32 A figura abaixo representa um sistema de gestão ambiental baseado na ISO 14001: ISO 14004:1996 Sistema de Gestão Ambiental diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio: Tem como objetivo fornecer assistência a organizações na implementação ou no aprimoramento de um SGA. Ela é coerente com o conceito de desenvolvimento sustentável e compatível com estruturas culturais, sociais e organizacionais diversas. As diretrizes nessa norma são aplicáveis a qualquer organização, independente do porte, tipo ou grau de maturidade. Esta norma descreve os elementos de um SGA e apresenta orientação prática para sua implementação ou seu aprimoramento. Além disso, orienta as organizações como efetivamente iniciar, aprimorar e manter um SGA. Tal sistema é essencial para capacitar uma organização a antecipar e atender a seus objetivos ambientais e assegurar o contínuo cumprimento das exigências nacionais e/ou internacionais. Os princípios essenciais para orientar a implementação e/ou aprimoramento de um SGA incluem:

11 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 11/32 Reconhecer que a gestão ambiental se encontra entre as mais altas prioridades da organização; Estabelecer e manter comunicação com as partes interessadas internas e externas; Determinar os requisitos legais aplicáveis e os aspectos ambientais associados às atividades, produtos e serviços da organização; Desenvolver o comprometimento da administração e dos empregados no sentido da proteção do meio ambiente, com uma clara definição de responsabilidade e responsáveis; Estimular o planejamento ambiental ao longo do ciclo de vida do produto ou do processo; Estabelecer um processo que permita atingir os níveis de desempenho visados; Prover recursos apropriados e suficientes, incluindo treinamento para atingir os níveis de desempenho desejados, de forma contínua; Avaliar o desempenho ambiental com relação à política, objetivos e metas ambientais da organização, buscando aprimoramentos, onde apropriado; Estabelecer um processo de gestão para auditar e analisar criticamente o SGA e para identificar oportunidades de melhoria do sistema e do desempenho ambiental resultante. Estimular prestadores de serviço e fornecedores a estabelecer um SGA. Vale ressaltar que a norma ISSO não é destinada para fins de certificação.

12 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 12/32 4. SEGURANÇA & SAÚDE OCUPACIONAL 4.1 Histórico Na década de 70, com a criação da Fundacentro, órgão ligado ao MTE Ministério do Trabalho e Emprego, as primeiras pesquisas sobre saúde e segurança ocupacional foram desenvolvidas. Com a publicação da Lei Federal nº 6514/77, que alterou o Cap. V do Tít. II da CLT Consolidação das Leis Trabalhistas e da Portaria 3214/78, que aprovou as Normas Regulamentadoras (NR), relativas à SST Saúde e Segurança do Trabalho, houve um grande salto rumo a melhores condições de trabalho. Contudo a realidade era demonstrada por uma tímida atitude prevencionista, iniciada pelos primeiros profissionais de saúde e segurança ocupacional e um comportamento punitivo e policialesco por parte dos órgãos fiscalizadores governamentais. Sensível evolução ocorreu nas décadas de 80 e 90, com as alterações das normas referentes às práticas de SST, principalmente com o PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (NR nº 9) e o PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (NR nº 7). O PPRA visa a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos reais ou potenciais do ambiente de trabalho. O PCMSO, que deve estar em sintonia com o PPRA, tem como objetivo a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. Outra evolução ocorreu com a criação da CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (NR nº 5), cuja finalidade é, através da ação dos próprios trabalhadores, promover a melhoria das condições dos ambientes de trabalho. No final da década de 90 havia uma carência e demanda muito forte por parte das empresas ao redor do mundo por uma norma internacional para o sistema de gestão de saúde e segurança que pudesse servir como base para a avaliação e certificação de seus próprios sistemas de gestão nessa área. Por iniciativa de diversos organismos certificadores e de entidades nacionais de normalização foi publicado, pela BSI British Standards Institution, em 1999, a especificação OHSAS 18001, cuja sigla significa Occupational Health and Safety Assessment Series. Um dos documentos que serviu de base para a elaboração da OHSAS foi a BS 8800:1996 Guide to Occupational Health and Safety Management Systems, que não é uma especificação, mas um guia de diretrizes. É importante frisar que esse novo documento não é uma norma nacional nem uma norma internacional, visto que não seguiu a "liturgia" de normalização vigente. Por isso, a certificação em conformidade com a OHSAS somente poderá ser concedida pelos Organismos Certificadores (OCs) de forma "não-acreditada", ou seja, sem credenciamento para esse tema por entidade oficial que, no caso brasileiro, é o Inmetro. A Especificação OHSAS foi desenvolvida para ser compatível com as normas para Sistema de Gestão de Qualidade ISO 9001 e Sistema de Gestão Ambiental ISO para facilitar a integração dos sistemas, no caso da organização assim o desejar.

13 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 13/ A OHSAS A OHSAS fornece os requisitos para um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho permitindo, assim, que uma organização possa controlar seus riscos de acidentes e doenças ocupacionais, bem como melhorar seu desempenho. Ela não prescreve critérios específicos de desempenho da SST, nem tão pouco fornece especificações detalhadas para um projeto de um sistema de gestão, sendo direcionada à segurança e saúde no trabalho e não à segurança de produtos e serviços. Essa especificação pode ser utilizada por qualquer organização que deseje: Estabelecer um Sistema de Gestão da SST para eliminar ou minimizar riscos aos funcionários e outras partes interessadas que possam estar expostos aos riscos de SST associados a suas atividades; Implementar, manter e melhorar continuamente um Sistema de Gestão da SST; Assegurar-se da sua conformidade com a política de SST definida; Demonstrar tal conformidade a terceiros; Buscar certificação do seu sistema de Gestão da SST por uma organização externa; ou Realizar uma auto-avaliação e emitir autodeclaração de conformidade com esta especificação. Todos esses requisitos se destinam à incorporação dos mesmos em qualquer Sistema de Gestão de SST. O grau de aplicação dependerá de fatores como a política de SST da organização, a natureza de suas atividades e os riscos e a complexidade de suas operações, ou seja, cada organização deverá ter um Sistema de Gestão da SST específico. Elementos do sistema de Gestão da SST Cabe à organização estabelecer e manter um sistema de gestão da SST, contemplando os seguintes requisitos: Política de SST: Essa política deve: ser atualizada pela alta administração da organização; ser apropriada a natureza e escala dos riscos de SST da organização; incluir o comprometimento com a melhoria contínua; incluir o comprometimento com o atendimento, pelo menos, à legislação vigente de Segurança e Medicina do Trabalho aplicável, e a outros requisitos subscritos pela organização; ser documentada, implementada e mantida; ser divulgada junto a todos os funcionários, com o intuito de que os mesmos tenham conhecimento de suas obrigações individuais em relação à SST; esteja sempre disponível para as partes interessadas; e ser periodicamente analisada criticamente, para assegurar que a mesma permaneça pertinente e apropriada à organização. Planejamento: A organização deve estabelecer e manter procedimentos para a identificação contínua de perigos, a avaliação de riscos e a implementação de medidas de controle necessárias. Esses procedimentos devem incluir: atividades de

14 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 14/32 rotina e não-rotineiras; atividade de todo o pessoal que tenha acesso aos locais de trabalho (incluindo subcontratados e visitantes); instalações nos locais de trabalho, tanto as fornecidas pela organização como por outros. Implementação e operação: A responsabilidade final pela SST é da alta administração. A organização deve nomear um membro da alta administração com responsabilidade específica para assegurar que o sistema de gestão da SST seja adequadamente implementado e atenda os requisitos em todos os locais e esferas de operação dentro da organização. A administração deve fornecer todos os recursos essenciais para implementação, controle e melhoria do sistema de gestão da SST. Verificação e ação corretiva: A organização deve estabelecer e manter procedimentos para monitorar e medir, periodicamente, o desempenho da SST. Esses procedimentos devem assegurar: medições qualitativas e quantitativas, apropriadas às necessidades da organização; monitorar o grau de atendimento aos objetivos de SST da organização; medidas proativas de desempenho que monitorem a conformidade com os requisitos do programa de gestão da SST, com critérios operacionais, e com a legislação e regulamentos aplicáveis; medidas reativas de desempenho para monitorar acidentes, doenças, incidentes e outras evidências históricas de deficiências no desempenho da SST; registro de dados e resultados do monitoramento e mensuração, suficientes para facilitar a subseqüente análise da ação corretiva e preventiva. Análise crítica pela administração: A alta administração da organização, em intervalos predeterminados, deve analisar criticamente o sistema de gestão da SST, para assegurar sua conveniência, adequação e eficácia contínuas. Esse processo deve assegurar que as informações necessárias sejam coletadas, de forma que permita à administração proceder à avaliação, a qual deverá ser documentada. Os elementos da gestão bem sucedida da SST podem ser representados, de forma resumida, pela figura abaixo:

15 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 15/32 Correspondência entre a OHSAS 18001, ISO e ISSO 901 A OHSAS foi elaborada para ser compatível com os sistemas de gestão da qualidade (ISO 9001) e do meio ambiente (ISO 14001) de forma a facilitar a integração dos sistemas de gestão pelas organizações, se assim elas o desejarem. Em 1996, a ISO realizou um seminário para estudar a viabilidade de transformar a OHSAS em uma norma internacional ISO, e a conclusão foi que não seria elaborada uma norma no momento. A questão de segurança no trabalho envolve um grande número de leis próprias de cada país. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já tem uma série de regulamentações. A ISO recomendou que os órgãos de normalização dos países elaborassem normas nacionais sobre o assunto. Atualmente já existem normas na Austrália, Dinamarca e Espanha. O Brasil já está avaliando a criação de uma norma ABNT sobre o assunto.

16 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 16/32 5. RESPONSABILIDADE SOCIAL 5.1 HISTÓRICO A Responsabilidade Social nas Empresas teve seu início na década de 60, nos EUA, época em que este País, assim como outros desenvolvidos, ainda não conviviam com a gravidade dos problemas de ordem social atual, sendo motivado por uma maior conscientização de grupos da sociedade, frente à decadência de grandes centros urbanos, o aumento dos problemas ambientais, e o movimento contra o consumo inconseqüente e desenfreado. A cada ano que passa, a progressiva consolidação do processo de globalização econômica, torna o ambiente empresarial mais competitivo. E nesse processo tem ficado evidente, que os espaços para as empresas que não atuarem sob a fundamentação de princípios éticos, tenderá a ser gradativamente diminuído, e as mesmas poderão estar fadadas a serem excluídas do mercado, pois a idéia de que a razão de existir de uma empresa é somente gerar lucros aos seus acionistas, está sendo questionada. A responsabilidade social está contagiando o cenário empresarial brasileiro. Está em evidencia que um posicionamento socialmente responsável é um diferencial competitivo que traz bons resultados, nos últimos anos, esta idéia tornou-se uma questão estratégica, financeira e de sobrevivência para muitas organizações no País. Adotar uma postura socialmente responsável, não significa somente fazer ações de caráter filantrópico com a comunidade, mas também, assumir o compromisso com a qualidade de vida dentro das empresas com seus funcionários e colaboradores, manter o bom relacionamento com clientes e fornecedores num contexto de ética corporativa, ter qualidade de produtos e serviços, e qualidade total. 5.2 DEFINIÇÃO As empresas são importantes agentes de promoção do desenvolvimento econômico e do avanço tecnológico, possuem grande capacidade criadora e de geração de recursos. O bem estar comum depende cada vez mais de uma ação cooperativa e integrada de todos os setores da economia, num processo de desenvolvimento que coloque como metas a preservação do meio-ambiente e a promoção dos direitos humanos. O conceito de responsabilidade social é amplo, referindo-se à ética como princípio balizador das ações e relações com todos os públicos com os quais a empresa interage: acionistas, funcionários, consumidores, rede de fornecedores, meio-ambiente, governo, mercado, comunidade. A questão da responsabilidade social vai, portanto, além da postura legal da empresa, da prática filantrópica ou do apoio à comunidade. Significa mudança de atitude, numa perspectiva de gestão empresarial com foco na qualidade das relações e na geração de valor para todos. Ao adicionar às suas competências básicas um comportamento ético e socialmente responsável, as empresas adquirem o respeito das pessoas e comunidades que são impactadas por suas atividades e são gratificadas como o reconhecimento de seus consumidores e engajamento dos seus colaboradores, fatores cruciais de vantagem competitiva e sucesso empresarial. Ao mesmo tempo, a responsabilidade social

17 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 17/32 empresarial como estratégia de gestão, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e mais próspera. A Responsabilidade Social abrange: - Visão e missão - Ética - Práticas gerais de recursos humanos ( apoio às famílias, incentivo à educação ) - Relações de trabalho/sindical - Saúde - Relacionamento com a cadeia produtiva ( fornecedores, produtores, distribuidores ) - Relação com acionistas - Práticas de mercado - Atendimento ao consumidor - Marketing social - Balanço social - Relação com governo - Meio ambiente - Ações culturais - Apoio à comunidade ( filantropia, voluntariado ) - Direitos humanos. 5.3 A SA 8000 O modelo de certificar empresas através da realização de auditorias por renomadas entidades independentes está sendo reconhecido pelo mercado como eficaz. Mais de empresas em todo o mundo tiveram seus sistemas de qualidade auditados e reconhecidos, provando para seus clientes que essas empresas dão prioridade ao aspecto da qualidade. Milhares de empresas estão em busca da certificação de acordo com a norma ISO , para demonstrar a sua preocupação com o meio ambiente. Baseado nesse modelo de sucesso, algumas empresas de classe mundial como AVON, KPMG, SGS, organizações não governamentais ( ONG ), sindicatos, entidades de classe, resolveram elaborar uma norma relativa às condições de trabalho e responsabilidade social. Uma entidade norte-americana, a CEPAA coordenou as atividades. O Brasil foi representado pela ABRINQ, entidade ligada aos fabricantes de brinquedos, que tem desenvolvido uma ação contra o trabalho infantil. Hoje há uma série de regulamentações dispersas, que foram reunidas em uma única norma. Assim foi lançada a norma SA 8000, que ainda é uma norma de uma entidade, mas que no futuro tenderá a se tornar uma norma internacional, como as demais normas ISO. No início de 2004 a ISO decidiu elaborar uma norma de Responsabilidade Social, que será a ISO 26000, nos padrões da ISO 9000 e ISO 14000, onde será totalmente adaptável para um sistema integrado de Gestão. Essa norma ainda não foi publicada, pois a maior dificuldade é que todos os grupos de trabalho representando o Primeiro, Segundo e Terceiro Setor devem entrar em consenso, mas os princípios da AS 8000 serão a base para a formulação da norma. A S.A foi feita baseando-se nas normas da Organização Internacional do Trabalho (O.I.T), na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Declaração

18 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 18/32 Universal dos Direitos da Criança da ONU. A sua elaboração foi iniciada por ocasião do 50. aniversário da Declaração dos Direitos Humanos da ONU. A norma segue o modelo das normas ISO 9000 e 14000, o que facilita a sua implantação por empresas que já conhecem esse sistema, normalmente as maiores e melhores empresas do mundo. Esta norma vem atender a uma necessidade de consumidores mais esclarecidos que preocupam-se com a forma como os produtos são produzidos, e não apenas com a sua qualidade. A vantagem de ter uma norma de padrão internacional é que há uma padronização dos termos, uma consistência nos processos de auditorias, um mecanismo para melhoria contínua através da participação dos órgãos e entidades, além de um envolvimento de todas as partes interessadas. Para aumentar a credibilidade do programa a norma exige que os funcionários da empresa elejam um representante que vai acompanhar a sua implantação, o que não acontece hoje com as normas ISO 9000 e Os requisitos da norma envolvem os seguintes aspectos: - trabalho infantil - trabalho forçado - segurança e saúde no trabalho - liberdade de associação e direitos coletivos - discriminação ( sexual, raça, política, nacionalidade, etc ) - práticas disciplinares - carga horária de trabalho - remuneração Implementação da SA 8000 A exemplo das normas ISO 9000 e 14000, é necessário o envolvimento da alta administração, a indicação de um representante da administração para coordenar o programa, a análise crítica periódica, o planejamento e implementação, o controle de fornecedores de materiais e serviços, o processo de ação corretiva, a comunicação com as partes interessadas e a existências de registros. As organizações interessadas em comprovar o atendimento aos requisitos da norma são submetidas a auditorias por técnicos especializados de renomadas entidades independentes. O certificado só é concedido àquelas organizações que cumprem totalmente os requisitos da norma.

19 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 19/32 6. SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADO 6.1 Definição Com a crescente pressão para que as organizações racionalizem seus processos de gestão, várias delas vêem na integração dos Sistemas de Gestão uma excelente oportunidade para reduzir custos relacionados, por exemplo, à manutenção de diferentes estruturas de controle de documentos, auditorias, registros, dentre outros. Tais custos e ações, em sua maioria, se sobrepõem e, portanto, acarretam gastos desnecessários. Sistema de Gestão Integrada pode ser definido como a combinação de processos, procedimentos e práticas utilizados em uma organização para implementar suas políticas de gestão e que pode ser mais eficiente na consecução dos objetivos oriundos delas do que quando há diversos sistemas individuais se sobrepondo. A integração dos sistemas de gestão pode abranger diversos temas, tais como: qualidade, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional, recursos humanos, controle financeiro, responsabilidade social, dentre outros, conforme esquematizado na figura abaixo. Contudo, no presente trabalho, serão enfocados os aspectos relativos à Gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SGSST) e Gestão Ambiental (SGA), por se entender que esta é a prática mais comum implementada pelas empresas. Na verdade, não há uma certificação específica para SGI. São três certificações diferentes (Qualidade, Meio Ambiente e Saúde e Segurança do Trabalho). Porém, estes sistemas de gestão implementados segundo normas distintas podem ser integrados. Verifica-se que na maioria dos casos, as empresas de grande porte têm tomado a iniciativa de tais implantações. Contudo, acredita-se que a aplicação dos conceitos de SGI em empresas de porte médio e pequeno pode representar uma relevante oportunidade de desenvolvimento, objetivando sua permanência e crescimento no mercado. É constatado que diversos benefícios podem ser auferidos a partir de sua implementação. Algumas vantagens podem ser citadas, além da redução de custos: simplificação da documentação (manuais, procedimentos operacionais, instruções de trabalho e registros) e o atendimento estruturado e sistematizado à legislação ambiental e relativa à saúde e segurança do trabalho. As vantagens da implantação de um SGI também incluem:

20 (R0) QSMS+RS+EC+SGI Noções Introdutórias 20/32 Diferencial competitivo: - Fortalecimento da imagem no mercado e nas comunidades; - Prática da excelência gerencial por padrões internacionais de gestão; - Atendimento às demandas do mercado e da sociedade em geral; Melhoria organizacional: Minimização de fatores de risco: - Reconhecimento da gestão sistematizada por entidades externas; - Maior conscientização das partes interessadas; - Atuação pró-ativa, evitando-se danos ambientais e acidentes no trabalho; - Melhoria do clima organizacional; - Maior capacitação e educação dos empregados; - Redução do tempo e de investimentos em auditorias internas e externas. - Segurança legal contra processos e responsabilidades; - Segurança das informações importantes para o negócio; - Minimização de acidentes e passivos; - Identificação de vulnerabilidade nas práticas atuais. O acoplamento dos elementos do SGSST e do SGA para a integração dos mesmos sobre a estrutura do SGQ, é facilitado devido ao fato de serem ambos concebidos a partir do modelo PDCA Plan, Do, Check, Act (Planejar, Fazer, Verificar e Analisar Criticamente Ciclo de Melhoria Contínua). 6.2 Tipos de implantação de SGI Conforme as características da empresa que está implementado o SGI, diferentes caminhos podem ser percorridos durante as etapas de implementação. Diversos fatores influenciam na decisão de como a mesma será conduzida, como a existência ou não de sistemas de gestão já implantados, sejam quais forem, a cultura de gestão em vigor na empresa, o planejamento da direção, considerando objetivos, prazos e motivações. Os recursos financeiros e humanos também têm grande influência neste processo. Um das metodologias de implementação do SGI é segundo Labodová, o qual propõe duas formas de integração verificadas em empresas européias: i. Implementação seqüencial de sistemas individuais qualidade, meio ambiente e saúde e segurança são combinados, formando o SGI; ii. Implementação do SGI, sendo que apenas um sistema engloba todas as três áreas. Para essa forma de implementação, a metodologia escolhida está baseada nas teorias da análise de risco, cujo significado pode ser usado como um fator integrador risco para o meio ambiente, para a saúde e dos empregados e população ao redor e risco de perdas econômicas decorrentes a problemas no produto Outra metodologia de implementação do SGI é segundo Soler, no qual existem diversas formas de implantação de SGI. Tais formatos dependem de características próprias da Organização que irá implantá-los. Desta forma, antes da implementação, devese definir a forma de desenvolvimento do SGI mais adequada e eficiente, que atenda às necessidades da Organização. Ressalta-se que o atendimento a tais necessidades não implica necessariamente em um processo formal de certificação, podendo estar restrito apenas a melhorias nos processos e produtos da Organização. Soler explicita esses diferentes formatos de implantação de SGI.

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