Anvisa prorroga prazo para adequação de estabelecimentos de saúde. Hospitais só devem se inscrever no CRM

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1 Anvisa prorroga prazo para adequação de estabelecimentos de saúde O prazo para os estabelecimentos de serviços de saúde se adequarem à Resolução - RDC nº 33 e implantarem seus Planos de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde foi prorrogado até dezembro. Esse prazo vencia em 15 de julho. A prorrogação foi definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária que quer harmonizar suas medidas com as do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para definir um padrão seguro a ser seguido pelos geradores de resíduos. Página 3 Hospitais só devem se inscrever no CRM A justiça do Paraná proibiu o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) do Estado de exigir a inscrição dos hospitais representados Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (Sindipar). A juíza substituta federal da 6ª Vara Cível do Paraná entendeu que os hospitais devem ser inscritos no Conselho Regional de Medicina (CRM). Página 2. Leia ainda nesta edição... Assembléias...Página 4 CIER: avanço...página 5 Escala de revezamento...página 6 Artigo: O ativo social do SUS...Página 9

2 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 2 CURTAS CFM: novos conselheiros Com 58,38% dos votos e vitória em todas as urnas da capital e do interior, Lívia Barros Garção e Lueiz Amorim Canedo foram eleitos pelos médicos goianos para representar a categoria no Conselho Federal de Medicina (CFM). A eleição aconteceu no dia 21 de julho e a posse dos novos conselheiros no CFM entidade da qual Lívia é 1ª vice-presidente será em outubro. A dupla recebeu votos contra os dados à chapa concorrente formada por Argeu Clóvis e Altamiro Campos CRP: extrapolando funções (1) - A Casa dos Hospitais condena a fiscalização realizada no dia 22 de julho em três clínicas psiquiátricas de Goiânia e Anápolis pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP). As entidades que integram a Casa dos Hospitais entendem que o CRP não tem competência nem amparo legal para fiscalizar unidades hospitalares, cuja fiscalização é uma atribuição do Conselho Regional de Medicina (CRM). Para a Casa dos Hospitais, o CRP extrapolou suas funções e provocou transtornos ao funcionamento das unidades vistoriadas e, principalmente, constrangimento aos pacientes ao chegar às clínicas acompanhado, por exemplo, de órgãos de imprensa. CRP: extrapolando funções (2) - Sobre as supostas falhas apontadas pela fiscalização encabeçada pelo CRP, a Casa dos Hospitais entende que cabe ao CRM e aos órgãos de Vigilância Sanitária vistoriar as unidades hospitalares e cobrar a solução de problemas que forem detectados. Coren: exigência vetada - A juíza substituta federal da 6ª Vara Cível do Paraná, acatando solicitação do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado (Sindipar), proibiu o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de exigir a inscrição, em seus quadros, de estabelecimentos hospitalares que já possuem certificado de regularidade técnica junto ao Conselho Regional de Medicina. De acordo com a juíza, o registro de estabelecimentos deve ser feito exclusivamente em entidades competentes para regulamentar e fiscalizar suas atividades básicas, o que no caso dos hospitais, cabe ao CRM. Saúde em Foco Ano 3 Nº a 31/07/04 Publicação da Casa dos Hospitais (AHEG, SINDHOESG, FEHOESG e IFL) Presidentes: Mauro Pereira Machado/AHEG Salomão Rodrigues Filho/ FEHOESG-IFL Paulo Rassi/SINDHOESG Jornalista Responsável: Rosane Rodrigues da Cunha MTb 764/JP Fone: (62) Fax (62)

3 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 3 Hospitais têm mais seis meses para aplicação do Plano de Gerenciamento dos Resíduos Os estabelecimentos de saúde têm até o dia 15 de dezembro de 2004 para se adequarem à Resolução - RDC nº 33, de 25 de fevereiro de 2003, que prevê a aplicação do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde. O prazo para a aplicação desse plano, que foi tema de palestra realizada na Casa dos Hospitais em maio, vencia em 15 de julho de 2004 e foi prorrogado pela Resolução - RDC nº 175, de 13 de julho de Ao prorrogar o prazo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) busca harmonizar as medidas com o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de maneira a estabelecer um padrão seguro a ser seguido pelos geradores de resíduos. O Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde tem como finalidade minimizar a produção e encaminhar, de forma segura e eficiente, os resíduos gerados, para proteger os trabalhadores, preservar a saúde pública, os recursos naturais e o meio ambiente. Todo gerador de resíduos de serviços deverá elaborar um Plano onde estejam discriminadas as a- ções relativas ao manejo dos resíduos sólidos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final para a proteção da saúde pública de saúde. A Resolução trata das etapas de manejo interno para o gerenciamento dos resíduos. As etapas externas devem estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana e, especificamente, para a etapa de disposição final, que dependerá sempre do licenciamento ambiental da instalação de destino (Fonte: Anvisa). Para obter cópia da RDC nº 33 e da RDC 175, de 13 de julho de 2004, acesse o site Reajuste limitado - A justiça goiana fixou o teto máximo de reajustes de mensalidades de contratos firmados até janeiro de 1999 com três seguradoras e dois planos de saúde em 11,75% - índice determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Goiás é o sexto Estado brasileiro a ter uma liminar favorável aos usuários. As empresas que descumprirem a medida poderão ser multadas em R$ 10 mil por dia.

4 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 4 TOME NOTA... 2 de Agosto Horário: 17h30 Local: Casa dos Hospitais ASSEMBLÉIA GERAL SINDHOESG - O Presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás, Paulo Rassi, no uso de suas atribuições legais, convoca todos os filiados deste Sindicato para AS- SEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA a realizar-se no dia 2 de agosto de 2004, às 17h30 em primeira convocação, e às 18h em segunda e última convocação, a se reunirem na sua sede, na Alameda do Botafogo, nº 101 Centro, com os seguintes assuntos: Autorizar a negociar e firmar convenção coletiva de trabalho; Autorizar a propor dissídio coletivo com os seguintes sindicatos: Sindicato dos Trabalhadores em Serviços de Saúde da Rede privada do Município de Goiânia, e Cidades Circunvizinhas Sindicato dos Trabalhadores da Saúde; Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Goiás; Sindicato dos Enfermeiros de Goiás; Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Goiás; Sindicato de Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Anápolis com Extensão de Base; Sindicato dos Trabalhadores na Área dos Hospitais, Postos de Saúde, Clínicas Particulares de Rio Verde; Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Itumbiara e Região; Sindicato dos Nutricionistas no Estado de Goiás; Sindicato dos Técnico de Segurança no Trabalho do Estado de Goiás. Outros assuntos de interesse da categoria. 2 de Agosto Horário: 19 horas Local: Associação Médica de Goiás ASSEMBLÉIA GERAL DOS MÉDICOS - Os médicos goianos realizam uma nova assembléia geral, no próximo dia 2 de agosto, às 19 horas, na sede da Associação Médica de Goiás Avenida Mutirão, número 2653, Setor Oeste para avaliar a implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) no Estado. As entidades representativas dos médicos conclamam os profissionais a participarem da assembléia e do movimento em defesa da CBHPM.

5 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 5 Goiás: avanço nas negociações Um dos resultados dos três anos de trabalho do CIER-Saúde em defesa da melhoria da remuneração dos prestadores de serviços de saúde goianos pode ser constatado através da comparação entre as conquistas obtidas pela categoria em alguns Estados e os avanços alcançados em Goiás. No Rio de Janeiro, por exemplo, a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) propôs ao Cremerj que o valor das consultas médicas fosse aumentado para R$ 31,50, a partir desse mês de julho, R$ 32,50 em outubro e R$ 33,60 em janeiro de Em Minas Gerais, a Unidas, que representa 38 entidades associadas, adotou, desde o início de 2004, o valor de R$30,00 para consultas médicas e o Coeficiente de Honorários de R$ 0,27, abrangendo atos médicos como cirurgias. Em comunicado oficial, a Unidas- MG explica que num grande esforço das suas entidades associadas, vem negociando com a Associação Médica de Minas Gerais a adoção da CBHPM a partir de janeiro de 2005, com banda de menos 20% e valores expressos em reais. Consta ainda da negociação, segundo a nota, um período de transição, a partir de julho/2004, em que as consultas serão aumentadas para R$ 32,00 e os atos médicos, como cirurgias, terão um referencial de R$ 0,30 e os exames, reajustes na faixa de 8 a 12% sobre os valores atuais. Em Goiás, graças à união dos prestadores de serviços através do CI- ER-Saúde, criado em junho de 2001, já vigora o valor de R$ 33,00 para a consulta e CH de R$ 0,30 inclusive para a área de diagnóstico. O coordenador do CIER-Saúde, Salomão Rodrigues Filho, ressalta que esse é o resultado do trabalho em grupo e de uma unidade que precisa ser preservada. CBHPM: vitória judicial - O juiz plantonista Jandyr Alyrio Guttemberg da Costa, da 23ª Vara Cível da Comarca de Salvador, concedeu liminar obrigando as seguradoras Bradesco e Sul América a remunerarem os urologistas da Bahia de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Em caso de descumprimento da decisão, as empresas terão de arcar com multa diária de R$ 40 mil. A liminar, inédita no País, é resultado de uma ação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), seção Bahia.

6 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 6 SERVIÇOS CASA DOS HOSPITAIS O QUE DIZ A LEI: Escala de Revezamento Estando autorizada a trabalhar permanentemente aos domingos e feriados, a empresa deve elaborar uma escala de revezamento, previamente organizada e constante do quadro sujeito à fiscalização. A referida escala deverá ser elaborada observando-se que a folga deve coincidir com o domingo, no mínimo, a cada período de: 7 em 7 semanas para o empregado do sexo masculino 15 em 15 dias para empregados do sexo feminino 4 semanas para empregados que trabalhem no comércio varejista Existe entendimento de que a empregada do sexo feminino está sujeita ao mesmo período de folga que o empregado do sexo masculino, utilizando-se como fundamento o preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei. Para saber mais sobe esse assunto e outros da área trabalhista, o associado deve entrar em contato com a Assessoria Jurídica da Casa dos Hospitais na Alameda Botafogo, 101, Centro, Goiânia, ou pelo telefone AGENDA DA DIRETORIA 19/07 - Reunião CIER-Saúde 19/07 - Reunião com o prefeito de Goiânia, Pedro Wilson Guimarães 21/07 Eleição CFM 26/07 - Reunião da FEHOESG 29/07 - Reunião CIER-Saúde e Fusex 29/07 - Reunião CIER-Saúde e Ipasgo

7 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 7 Artigo Mardônio Quintas Descaso vergonhoso: Aparelhos obsoletos põem em perigo vida de pacientes. É preciso conscientização A crise que afeta a área de saúde no Brasil, assunto que sou obrigado a abordar com freqüência, volta ao noticiário com a revelação de que os a- parelhos de tomografia usados no país são obsoletos, ultrapassados, o que prejudica, ou mesmo inviabiliza, bons diagnósticos por imagem. Não somente os hospitais e clínicas não conseguem acompanhar a evolução técnica adquirindo aparelhos atualizados, como também não estão conseguindo nem fazer a manutenção dos que já possuem. Trata-se de equipamentos na maioria importados que, com a desvalorização do real em 1999, ficaram fora do alcance, tanto do setor público de saúde, como do setor privado. Ambos os setores são vítimas da política (ou não-política) oficial de descaso com o social, inclusive com a saúde, que vem sendo praticada desde os anos 80 do século passado. A queda drástica da inflação e a estabilização da moeda brasileira, quase em paridade com o dólar, conseguidas nos quatro primeiros anos do Plano Real deram algum alento ao setor privado, mais dinâmico, embora o Governo continuasse negligenciando a rede pública de saúde em processo de sucateamento. Processo que agora começa a se estender à rede privada, que já não consegue continuar oferecendo serviços com a mesma qualidade de antes, face àquela política anti-social do Governo, que reembolsa ridiculamente os hospitais privados que têm convênio com o SUS; e com atraso. Segundo o médico Aldemir Humberto Soares, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia, há cinco anos os gastos com a importação de aparelhos e equipamentos de tomografia era de cerca de US$300 milhões, caindo para US$70 milhões no ano passado. Problema que, segundo ele, afeta principalmente as unidades públicas de saúde, embora as unidades de iniciativa privada também sofram suas conseqüências. No Instituto Nacional de Câncer (Inca), uma unidade conceituada da rede pública, o médico Carlos de Andrade, chefe do Serviço de Oncologia Clínica, reconhece a defasagem das máquinas, mas observa que ainda mais prejudicial é a falta de sua manutenção. Continua na página 8

8 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 8 Continuação... Num caso de câncer, um bom e rápido diagnóstico pode ser a salvação do paciente. Mas os valores que o SUS paga pelos exames não possibilitam a reposição e manutenção dos aparelhos. O referido médico do Inca lembra que, nos Estados Unidos, uma ressonância magnética custa cerca de US$700. Aqui não passa de US$200. Nos casos de câncer de mama, os mamógrafos das redes pública e privada, sem controle de qualidade, podem estar produzindo exames com imprecisão de imagens. Tudo isso é muito lamentável, no mínimo. Podemos afirmar até que é vergonhoso, irrresponsável. E, evidentementem, a irresponsabilidade não é dos médicos e diretores de hospitais públicos ou privados. A responsabilidade pela crise que atravessamos cabe ao Governo, que só se preocupa com superávit primário e não investe naquilo que é de sua obrigação investir. Para a crise contribui, além da ação (ou falta de ação) de autoridades e políticos, o tumultuado relacionamento da rede privada de saúde com operadores e demais tomadores de serviços. É bom lembrar que a área de saúde no Brasil responde por 6% do PIB (cerca de R$70 bilhões), gera 2 milhões de empregos diretos e 5 milhões de postos indiretos, sem nenhum incentivo do Governo, ao contrário do que ocorre com setores como transporte, indústria automobilística e outros, socorridos logo que surgem dificuldades; como lembrava recentemente o médico José Carlos Abrahão, presidente da Confederação Nacional de Saúde. Cerca de 35 milhões de brasileiros dependem da rede suplementar de saúde, apesar da evasão de usuários motivada pela crise que atinge os bolsos dos trabalhadores. A esperança do brasileiro é que, como as conseqüências do descaso oficial com a saúde estão quase diariamente nas páginas dos jornais, isso contribua para a conscientização da opinião pública gerando mais pressão sobre quem decide. Como presidente do Sindicato dos Hospitais, faço um apelo para que nós do setor privado de saúde demos todo o apoio a nossas entidades de classe. O mesmo devem fazer diretores e outros responsáveis pelo setor público, médicos e paramédicos. Só assim sairemos um dia da crise da área de saúde. * Mardônio Quintas é médico e presidente do Sindicato dos Hospitais de Per

9 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 9 Artigo Luís Nassif O ativo social do SUS A nova visão de país que se pretende, cuja construção se iniciará nos próximos anos para vigorar pelo próximo século, pressupõe o exercício permanente da solidariedade. Há consenso, à direita e à esquerda, de que a inclusão social permite não apenas criar uma sociedade mais justa como incrementar o capital social, com efeito dinamizador sobre outros setores da sociedade. E, aí, o grande ativo de que o país dispõe é o SUS (Sistema Único de Saúde), autêntica obra coletiva, que surgiu dos estudos de sanitaristas nos anos 60. Desde 1990 o SUS vem sendo socialmente construído em um movimento incremental lento. Primeiro, começaram-se a transferir recursos para Estados e municípios. Depois, se criaram as condições para uma gestão tripartite, de municípios, Estados e União. Com o fim do Inamps, consolidou-se o federalismo, por meio da instituição da "gestão plena", dando aos municípios habilitados a condição de gerir suas verbas, sob supervisão do Ministério da Saúde. No entanto, a crise fiscal do Estado acabou gerando dois SUS, como lembra o médico mineiro Eugênio Villaça Mendes, principal especialista do setor. O constitucional propõe a universalização do sistema. O real subdividiu o sistema em três: o público, destinado a 140 milhões de brasileiros; o Sistema de Atenção Médica Suplementar, de planos de saúde, destinado a 38 milhões de brasileiros; e o Sistema de Desembolso Direto, ao qual recorrem os brasileiros, ricos e pobres, para a compra direta de serviços. Ao segregar os pobres no SUS, colocou-se o modelo em xeque. Com a desorganização social e a baixa vocalização política de seus usuários, o sistema público tende, sempre, a ser subfinanciado e a ofertar serviços de menor qualidade. O gasto sanitário total per capita do Brasil, em 2001, foi de US$ 222, contra US$ 603 do Uruguai e US$ 679 da Argentina. Em 2001, o gasto sanitário público do Brasil em relação ao gasto sanitário total foi de 41,6%. As evidências internacionais mostram que, nos sistemas públicos universais, essa relação deve ser superior a 70%, diz Villaça. É pouco dinheiro e mal gasto. Se bem gasto, continuaria pouco. Em vez de se defender dinheiro bem gasto e suficiente, propõe-se a eficiência como subterfúgio para reduzir recursos. Três movimentos conspiram para destruir o SUS. O primeiro foi ter jogado nas costas das seguradoras atender até a população de baixa renda. Continua na página 10

10 16 a 31/07/04 Saúde em Foco 10 Continuação... Segregou-se o cliente do SUS, desviou-se o foco das críticas e jogou-se o modelo da universalização no limbo. Há uma (justa) chiadeira nacional contra reajustes de seguradoras, mas quase nenhuma reação em relação ao desmonte do SUS. Agora, cria-se a Farmácia Popular, que rompe com um dos principais paradigmas do SUS - a oferta de remédio gratuito à população atendida. Finalmente, há as tentativas de desvinculação orçamentária, que terminariam por destruir o modelo de rede social, dentro do subterfúgio da "focalização". O SUS é fundamental para o desenho do novo país. Mas sua manutenção passa pelo modelo monetário e fiscal. E aí se começa a entrar no fulcro da questão, tema das próximas colunas. (Luís Nassif / Folha de S. Paulo). PORTARIAS Portaria MS/GM Nº 1258 de 28 de Junho de 2004.!IInstitui o Comitê Nacional de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal, e dá outras providências. Portaria Conjunta MS/GM Nº 1422 de 13 de Julho de Institui o Prêmio em Economia da Saúde, e dá outras providências. Portaria Conjunta MS/GM Nº 1433 de 14 de Julho de Redefine critérios de avaliação para habilitação de municípios em Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada - GPAB-A e em Gestão Plena do Sistema Municipal, e dá outras providências. Portaria Interministerial MS/GM Nº 1426 de 14 de Julho de Aprova as diretrizes para a implantação e implementação da atenção à saúde dos adolescentes em conflito com a lei, em regime de internação e internação provisória, e dá outras providências. Consulta Publica MS/SEC.INS.ESTRAT. Nº 5 de 13 de Julho de Submete à Consulta Pública o Protocolo Clínico e as Diretrizes Terapêuticas - TRATAMENTO DA SÍNDROME DE TURNER - somatotropina, constante no Anexo deste Ato e o Termo de Consentimento Informado dele integrante. Consulta Pública MS/SEC.INS.ESTRAT. Nº 6 de 13 de Submete à Consulta Pública o Protocolo Clínico e as Diretrizes Terapêuticas - TRATAMENTO DA DEFICI- ÊNCIA DE HORMÔNIO DO CRESCIMENTO - somatotropina, constante no Anexo deste Ato e o Termo de Consentimento Informado dele integrante.

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