XVII. Lidel edições técnicas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "XVII. Lidel edições técnicas"

Transcrição

1 Nota Prévia No meu último livro, Os Grandes Desafios da Indústria Seguradora, abordei vários assuntos, entre os quais o das alterações climáticas. Foi um tema que me interessou particularmente, dada a sua complexidade e potencial de devastação. As alterações climáticas e os desastres naturais, que se têm verificado de forma mais acentuada nos últimos anos, têm causado prejuízos e danos de grande relevância, quer diretos quer indiretos, cujos efeitos se podem sentir apenas a nível local mas com repercussões que se podem estender também à escala global. Tanto pode ocorrer uma chuva torrencial perfeitamente inesperada numa determinada cidade do planeta, causando, por ação direta da precipitação, cheias e danos em lojas, habitações, automóveis, etc., como podemos ter um caso como o do Japão em março de No país do sol nascente, registou-se um dos maiores sismos de que há memória, com uma magnitude 9 na escala de Richter, seguido de um tsunami absolutamente devastador, cujos impactos diretos resultaram na morte de milhares de pessoas e na destruição de milhares de edifícios, empresas, veículos, unidades agrícolas, entre outros, já para não mencionar a tragédia nuclear de Fukushima cuja extensão dos danos ainda não é, até à data da publicação desta obra, conhecida em toda a sua extensão. No caso de uma chuva torrencial, apesar dos danos causados, estes podem circunscrever-se apenas a uma zona específica da cidade. Algumas lojas podem ter de fechar, algumas pessoas poderão ser evacuadas e uns tantos automóveis rebocados, mas não tem que suceder nada que obrigatoriamente impeça a cidade de continuar a desenvolver as suas atividades normais, podendo registar-se apenas algumas anomalias relacionadas com o trânsito, prontamente resolvidas pelas autoridades locais. Os impactos registados seriam, portanto, quase exclusivamente diretos. Já no Japão a situação foi completamente diferente. Decorrente dos danos causados pelo sismo seguido de tsunami, toda uma zona colapsou em termos sociais e económicos. Fábricas inteiras pararam por não terem peças para poder manter a produção (mesmo a centenas de quilómetros de distância), os produtos agrícolas que ainda se podiam salvar ficaram contaminados pela radiação e, por essa razão, não se podiam vender, restaurantes japoneses por todo o mundo viram os seus clientes desaparecer receosos de que a comida pudesse ter algum excesso de radioatividade, o problema nuclear obrigou o Japão a importar eletricidade de outros países, nomeadamente da Rússia, milhares de pessoas fugiram de Tóquio, a água engarrafada esgotou-se, o índice Nikkei sofreu várias quedas, entre muitas outras consequências. A nível social, milhares de pessoas ficaram sem os seus empregos, pais perderam os seus filhos e vice-versa, inúmeras pessoas tiveram de mudar de casa e de localidade para poderem prosseguir com a sua vida, muitas delas demasiado fragilizadas para começar de novo. XVII

2 AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E A INDÚSTRIA SEGURADORA Todos estes impactos indiretos foram, e continuam a ser, causadores de milhares de milhões de euros de prejuízos que têm repercussões muito para além da economia japonesa. Afinal, o Japão é a terceira maior economia do mundo. Entretanto, noutros locais do planeta, desertos conquistam milhares de hectares a zonas arborizadas, as neves perpétuas deixam de o ser, o nível das águas dos oceanos sobe inundando importantes zonas costeiras, surgem ciclones onde não há memória, sismos quase rebentam com a escala, temperaturas extremas nunca antes medidas, chuvas torrenciais provocam cheias nunca vistas, entre muitos outros fenómenos. Existem ainda outros problemas não percetíveis imediatamente, mas que a médio e longo prazo vão ter impactos importantes. A comunidade científica sabe que a água potável é um bem que tende a reduzir-se, principalmente em zonas onde a precipitação diminuiu e/ou as temperaturas aumentaram, fazendo com que as neves, outrora fornecedoras de água para consumo humano e rega de terrenos destinados à agricultura, já tenham derretido na sua quase totalidade, o que acontece com cada vez mais frequência em vários locais do globo. Iremos ter mais pessoas, menos água e comida, e se não em menor quantidade, pelo menos mais cara. A conjugação destes e de outros fatores vai, com toda a certeza, contribuir para o aumento da fome no mundo e para uma maior disseminação de doenças como a cólera e outras. E não se pense que se trata de um problema apenas africano. Até pode ser que seja este o continente mais afetado, mas a redução da água potável vai ser um problema mundial. E porque razão é que o preço dos alimentos está a aumentar? Para além dos especuladores que existem em todo o lado, a verdade é que as alterações climáticas e os desastres naturais têm contribuído de forma indelével para este estado de coisas. Para ilustrar esta situação, podemos referir o que aconteceu na Rússia em Este país, que é um dos maiores exportadores mundiais de trigo, viu a sua produção parcialmente destruída e, em consequência disso, verificou-se uma quebra na quantidade disponível deste cereal no mercado internacional e o seu consequente aumento de preço. O mesmo acabou por acontecer com muitos outros produtos alimentares que têm na sua composição trigo e outros cereais que foram também afetados. Contudo, esta escassez e aumento de preço tiveram também outra origem. Com receio de que a falta de trigo afetasse o próprio país, a Rússia suspendeu as exportações do cereal até ao final de 2010, o que agitou ainda mais os mercados. Todas as situações acima descritas, e muitas outras que poderiam aqui ser referidas, são passíveis de provocar danos e prejuízos financeiros que podem atingir somas absolutamente astronómicas. Além disso, alguns desses prejuízos poderão advir de riscos ainda não suficientemente conhecidos pelas seguradoras. Por mais sofisticados que sejam os modelos climáticos desenvolvidos pelos climatologistas, assim como a tecnologia associada, e/ou o desenvolvimento de XVIII

3 Nota Prévia excelentes práticas de subscrição, a verdade é que ainda ninguém consegue prever com exatidão a data e o local onde vai ocorrer um sismo ou o momento em que um vulcão vai entrar em erupção. Atualmente, a problemática das alterações climáticas é a que mais preocupa a indústria seguradora e a que tem consumido mais tempo e recursos em estudos e análises diversas. É um tema que diz respeito a todos e que não podemos delegar em ninguém. Conhecer e compreender a forma como o nosso clima está a evoluir e as consequências que daí advirão é um processo fundamental para assegurar a nossa sobrevivência, enquanto espécie, e a do nosso planeta, enquanto suporte para a sua sustentabilidade. E falando de sustentabilidade, sem uma indústria seguradora forte, dificilmente existirá um desenvolvimento económico forte, fator também ele indispensável para assegurar um bom futuro para todos nós e para as gerações vindouras. Um futuro em que progresso económico e ambiental não tenham de se excluir entre si. Fernando Gilberto XIX

4 O clima está mesmo a mudar? Cap. 1 Não é pretensão desta obra ser um trabalho científico sobre as alterações climáticas, mas sim estudar o seu impacto na indústria seguradora. No entanto, é incontornável que o tema acabe por ser abordado com algum pormenor, uma vez que, se não o conhecermos minimamente, também não poderemos compreender e prever com alguma segurança os seus impactos no setor. Não é por acaso que as grandes resseguradoras mundiais e outras organizações do setor, estão na vanguarda da investigação sobre a problemática das alterações climáticas sendo, por essa razão, umas das principais fontes de informação utilizadas neste capítulo e mesmo ao longo deste livro. Na verdade, aqui reside uma das justificações porque, frequentemente, decisões menos corretas são tomadas por técnicos que saíram das universidades com médias elevadíssimas. É que as decisões não podem ser tomadas apenas segundo a perspetiva do objeto em análise, mas sim do objeto inserido no seu contexto. E se não conhecermos e compreendermos o contexto, só por coincidência ou por intuição (técnica que, por vezes, até resulta), é que podemos ter sucesso. É também por essa razão que considero que, quando estamos a falar de grandes temas, como é o caso, torna-se indispensável a constituição de equipas multidisciplinares. Por esta razão, este primeiro capítulo abordará exclusivamente questões relacionadas com as alterações climáticas, possibilitando, assim, o enquadramento necessário ao tema. O clima está mesmo a mudar? A verdade é que o clima terrestre está sempre a mudar, mudança esta decorrente de processos naturais como sejam as variações orbitais, erupções vulcânicas e alterações na radiação solar. Mas mesmo num cenário em que esses fatores fossem constantes, ainda assim o sistema climático registaria variações, o que de resto é absolutamente natural e que pode ocorrer em intervalos mais ou menos extensos. Nunca se pode esperar que um ano ou uma década seja exatamente igual à seguin- 3

5 Catástrofes naturais: Cap. 2 Neste capítulo são apresentados dados quantitativos relativamente às catástrofes naturais ocorridas entre os anos de 1980 e São também fornecidos os valores correspondentes aos prejuízos totais e aos suportados pela indústria seguradora no que concerne aos eventos em questão, valores esses que tendem a aumentar de ano para ano. A partir da informação constante neste capítulo, fica perfeitamente justificada a preocupação que o tema tem gerado junto da atividade. Catástrofes naturais no mundo entre 1980 e 2008 Na Figura 2.1 podemos verificar o número de catástrofes naturais registadas em todo o mundo no período compreendido entre os anos de 1980 e A partir dos dados apresentados concluímos que os principais eventos foram de origem meteorológica. No outro extremo situam-se as ocorrências relativas a incêndios florestais, secas e ondas de calor ou frio. 11

6 2010 Ano de recordes Cap. 3 Ultrapassado apenas por 2007, 2010 foi o ano em que se registou o maior número de catástrofes naturais desde 1980: 960 eventos. Para se ter uma ideia, a média dos últimos 10 anos foi de 785 eventos por ano. Das 960 ocorrências, 91% foram causadas por fenómenos atmosféricos, enquanto os restantes 9% se deveram a sismos e erupções vulcânicas. Relativamente aos sismos, os casos mais relevantes foram sem dúvida os do Haiti, Chile, China e Nova Zelândia. Só no Haiti estima-se que tenham morrido pessoas, embora as próprias autoridades haitianas já tenham vindo (janeiro de 2011) a público dizer que o número teria ultrapassado as De uma forma ou de outra, um país, já de si paupérrimo, ficou totalmente destruído e terá de recomeçar tudo do nada, contando embora com inúmeros movimentos internacionais que se prontificaram a ajudar. Outras catástrofes relevantes foram as cheias registadas no Paquistão e os incêndios que deflagraram na Rússia. Quanto à distribuição por continentes, esta acabou por ser coerente com a registada nos últimos anos, com o continente americano à frente (367), seguido da Ásia (317), a Europa (119), África (91) e, finalmente, a Austrália (66). Foi um ano de recordes que ninguém queria ver batidos. Catástrofes naturais registadas no mundo em 2010 Na Figura 3.1 podemos ver o número de catástrofes naturais registadas em todo o mundo durante o ano de 2010, distribuídas por continente. 17

7 2011 As catástrofes naturais vieram para ficar Cap. 4 Tinha denominado o capítulo anterior como 2010 Ano de recordes. No entanto, apesar de este livro ter sido terminado antes do final de 2011, até à data em que está a ser redigido, pode-se desde já afirmar que 2011 já bateu pelo menos um recorde. Foi o ano em que a indústria seguradora mais prejuízos teve em toda a sua história no que respeita à ocorrência de desastres naturais, recorde que estava fixado em 2005, ano do furacão Katrina, e já largamente ultrapassado no final do primeiro semestre de De resto, 2011 parece ser um ano que apenas vem confirmar o que aconteceu em 2010 que o elevado número de catástrofes naturais veio para ficar, sendo que, naturalmente, o destaque vai todo para o sismo que ocorreu no Japão seguido de um tsunami e de um desastre nuclear de grande dimensão e impacto. Catástrofes naturais registadas em 2011 Como foi anteriormente referido, o presente trabalho foi redigido durante o ano de 2011, pelo que os dados poderão não estar completos. No entanto, registaram-se já algumas ocorrências de grande relevância, sendo as principais as que a seguir passaremos a descrever. Cheias na Austrália dezembro 2010/janeiro 2011 Na verdade, as cheias registadas na Austrália tiveram o seu início no final de No entanto, como terminaram em 2011 e foi já neste ano que foram contabilizados os prejuízos finais, optou-se por fazer referência a este evento apenas em As cheias australianas fazem parte dos fenómenos meteorológicos extremos que ocorrem no continente australiano e que são fortemente influenciados pelo fenómeno conhecido por El Niño. A cidade de Brisbane, em Queensland, foi a mais afetada, tendo sido fustigada por 29

8 Alterações climáticas em Portugal e principais desastres naturais 2010 e 2011 Cap. 5 O clima já não é o que era. No meu caso, que tenho 40 anos, ainda me recordo de os anos terem as suas estações devidamente marcadas com as características que esperamos que cada uma delas tenha. Agora isso não se passa. Mesmo que em traços gerais as principais características se mantenham, parece terem terminado as regularidades que existiam em anos anteriores. Atualmente é perfeitamente possível termos dias com temperaturas superiores a 30 ºC em Março e outros com menos de 25 ºC em Agosto e até com chuva. Mas se eu noto diferenças, as pessoas oriundas de faixas etárias superiores à minha ainda as notam com mais intensidade, falando de invernos longos em que a água era abundante e de verões quentes, mas não como agora que «queimam tudo», dizem, quando se referem à agricultura. Principais alterações climáticas observadas em Portugal Histórico e situação atual Através dos dados recolhidos dos projetos SIAM, SIAM_II e CLIMAAT_II, 4 foi possível chegar a diversas conclusões sobre a forma como o clima tem evoluído em Portugal continental e insular e, também, estabelecer previsões conseguidas através da utilização de diversos modelos climáticos. Ao longo do século XX, o clima português sofreu uma evolução da temperatura, evolução que é composta por três períodos de mudança da temperatura média. Entre 1910 e 1945 registaram-se temperaturas mais elevadas, seguindo-se um arrefecimento no período compreendido entre 1946 e 1975, voltando as temperaturas a aumentar, desta vez a um ritmo mais acelerado, entre os anos de 1976 e Projetos SIAM e SIAM_II (Climate Change in Portugal, Scenarios, Impacts and Adaptation Measures), e projeto CLIMAAT_ II (Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos). 35

9 Alterações climáticas no Brasil e principais desastres naturais 2010 e 2011 Cap. 6 Com uma área de ,6 km 2, o Brasil é o maior país da América do Sul. Tem uma população de 186 milhões, sendo que a maior parte (84,4%) vive em centros urbanos. O Brasil abriga também no seu território uma fauna e uma flora extremamente ricas, além de contar com mais de um terço das florestas tropicais do planeta, onde se inclui a famosa floresta Amazónica. Ao nível da flora, estão catalogadas espécies. A fauna brasileira é também extremamente variada, embora se tenha a noção de que o que se sabe sobre ela é ainda muito incompleto. Provavelmente, conhece-se menos do que 10% do total existente. Desta forma, e com estas características, o Brasil será sempre uma nação incontornável no que respeita ao acompanhamento da problemática das alterações climáticas, não só no que respeita a si próprio, mas também no impacto que um país com a sua dimensão pode ter à escala global. Não há dúvidas de que o Brasil se tem destacado claramente de outros países na discussão e dinamização das questões relacionadas com as alterações climáticas, tendo acabado por assumir naturalmente um papel de liderança. Esse papel ganhou ainda mais preponderância a partir do momento em que os países mais industrializados, a braços com a crise que surgiu em 2008, acabaram por deixar para segundo plano esta temática, quer no que diz respeito às suas próprias políticas nacionais, como no que concerne aos apoios que ficaram de dar a países mais pobres. O Brasil acabou por preencher este vazio de liderança, tendo mesmo vindo a apoiar os países mais pobres de África e América Latina, e comprometendo-se com objetivos ambiciosos de redução de emissões de gases que contribuem para o efeito de estufa. Uma das mais recentes e eficazes iniciativas brasileiras neste domínio foi a elaboração da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), implementada através da Lei /09. Assim, de acordo com esta lei, o Brasil compromete-se a reduzir entre 36,1% e 38,9% as suas emissões de gases de efeitos de estufa, projetadas até 2020, com base nos valores de

10 Impactos diretos e indiretos na indústria seguradora Cap. 7 Com destaque para a última década, a indústria seguradora tem acompanhado cada vez mais de perto as questões relacionadas com as alterações climáticas, nomeadamente os riscos que daí advêm para o setor. À medida que os anos foram passando, o acompanhamento foi dando lugar a uma cada vez maior preocupação, sendo que atualmente este tema é o que mais preocupa a indústria a nível global. Nesta sequência, as resseguradoras, e outras organizações ligadas ao mercado segurador, apostaram fortemente no estudo deste tema, ficando mesmo na vanguarda da investigação desta problemática. O raciocínio é fácil de compreender. As alterações climáticas têm estado na origem de muitas das catástrofes naturais. As catástrofes provocam danos, e estes são muitas vezes pagos por companhias de seguros. Ora, se o número de catástrofes naturais tem aumentado exponencialmente nos últimos anos, assim como os prejuízos associados, a indústria seguradora não poderia manter-se apenas numa posição meramente reativa, vendo as suas perdas aumentarem de ano para ano. Teria que agir e foi o que fez. Teve que se perceber o verdadeiro impacto que estas alterações estavam a ter no setor, detetar as maiores ameaças e, inclusivamente, novas oportunidades de negócio, que também surgem em períodos menos positivos. Tiveram que se criar equipas multidisciplinares, por forma a permitir abordar o tema nas suas diversas vertentes, uma vez que os impactos se estendiam a vários setores. Para além de tudo isto temos a questão relativa à importância que a indústria seguradora tem na economia global, sendo que um mercado segurador fragilizado só poderá contribuir para um desenvolvimento económico lento, se não mesmo parado ou recessivo, uma vez que uma grande parte dos investidores não está disponível para correr toda a espécie de riscos sozinho. 57

11 Subscrição Cap. 8 Os processos de subscrição estão em constante atualização, à medida que vão surgindo novos dados sobre os riscos cobertos. Hoje sabe-se muito mais sobre o desenvolvimento de certas doenças e respetivas consequências no estado de saúde das pessoas, do que acontecia há 20 anos atrás. Assim, a forma como é encarado o risco nos seguros de saúde e/ou de vida vai mudando e as tarifas vão sendo atualizadas em conformidade. O mesmo se passa com qualquer outro tipo de seguro, quer seja pessoal ou patrimonial. Os materiais de construção sofreram alterações (nem sempre para melhor), os automóveis dispõem de outros sistemas de segurança, a esperança de vida aumentou, etc. É por esta razão que a indústria seguradora, principalmente ao nível das companhias resseguradoras, está sempre na vanguarda da investigação de várias temáticas de ordem científica. É o que se tem passado com a questão das alterações climáticas e os fenómenos associados que resultam, por vezes, em catástrofes. Atualmente, qualquer companhia de resseguros dispõe de especialistas em questões climáticas ou, no mínimo, com conhecimentos suficientes para saber utilizar o catastrophe modeling. Equipas de trabalho têm sido constituídas para debater este tema, dentro e fora da indústria onde existem organismos internacionais que se interessam pelo fenómeno e desenvolvem estudos bastante interessantes. A subscrição, mais uma vez, soube adaptar-se às novas tendências do mercado e o resultado só pode ser positivo. Catastrophe modeling Embora tivessem sempre existido, as catástrofes naturais, para além de se terem tornado mais frequentes e destruidoras, principalmente nos últimos 20 anos, têm também aumentado o seu impacto económico que, consequentemente, inclui a indústria seguradora mundial. 71

12 Gestão de sinistros em situações de catástrofe Cap. 9 Os sinistros são a concretização do risco que a companhia decidiu vender e, por isso, o seu pior pesadelo. No entanto, sem a ocorrência de sinistros a indústria seguradora também não tinha razão de existir, pelo que se trata de um mal indispensável para assegurar a sobrevivência e a continuidade da atividade. Quando uma pessoa ou uma instituição contrata um seguro, está a comprar segurança, ou seja, está a pagar um valor que lhe garantirá a transferência de um determinado risco para outra entidade, neste caso, uma empresa de seguros. Espera, por isso, que quando, ou se, ocorrer o sinistro pelo qual paga o seu prémio, o prejuízo daí decorrente lhe seja ressarcido por parte da seguradora a quem contratou a apólice de seguro e que sejam cumpridas todas as condições inicialmente acordadas entre as partes. Como todos sabemos, a problemática dos sinistros sempre foi o calcanhar de Aquiles na relação entre as companhias de seguros e os seus clientes, uma vez que estes últimos se sentem geralmente prejudicados relativamente às quantias indemnizadas. Independentemente das frases utilizadas e do seu conteúdo mais ou menos insultuoso, a ideia que se pretende passar é sempre a mesma: As companhias de seguros são boas para receber prémios mas quando é para pagar fogem sempre. A verdade é que, na maioria das vezes, as coisas não se passam desta forma. Pelo menos no que respeita à realidade portuguesa, que é a que, por razões óbvias, conheço melhor. Naturalmente que existem problemas que, por vezes, podem resultar em erros de análise. Além disso, bons e maus profissionais e empresas com melhor ou pior qualidade de serviço existem em todos os setores de atividade. No entanto, convém realçar o facto de que a indústria seguradora deverá ser neste momento a área sujeita à prática de supervisão mais rigorosa existente em Portugal a todos os níveis, inclusivamente no que respeita ao tratamento das reclamações que chegam ao Instituto de Seguros de Portugal. Todas as queixas/reclamações que chegam ao órgão de supervisão enviadas pelos segurados são remetidas para a companhia de seguros visada, que tem um prazo de resposta que terá de ser obriga- 81

13 A fraude nos sinistros de catástrofes Cap. 10 A fraude nos seguros é um flagelo antigo com que a Indústria Seguradora se confronta em todo o mundo. A imagem pública das companhias de seguros nunca foi das mais positivas. A ideia reinante sempre foi, e em muitos casos ainda continua a ser, de que as seguradoras só existem para receber prémios de seguro e tudo fazem para não pagar os sinistros quando estes ocorrem. Mesmo tendo a certeza de que na esmagadora maioria dos casos as reclamações não correspondem à verdade e que as companhias de seguros têm melhorado em muito os seus procedimentos nos últimos anos, ludibriar as seguradoras é ainda considerado um comportamento socialmente aceite, justificado e até, por vezes, bem visto em Portugal e no Brasil, como é comprovado por estudos realizados pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e pela brasileira CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), que divulgou, em 9 de agosto de 2011, que a propensão para a fraude dos brasileiros passou de 41% (valor registado pelo estudo levado a cabo em 2044 pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados FENASEG) para 24%, uma redução de 17% em seis anos. Boas notícias para o setor, embora demonstre que ainda existem muitas pessoas predispostas a cometer fraude. Aliás, como diz o ditado: ladrão que rouba ladrão merece 100 anos de perdão. «Então, se uma companhia de seguros indemnizou um segurado com um valor de euros por danos causados na sua habitação na ordem dos euros, a empresa não merece que na primeira oportunidade o cliente não tente de alguma forma ver compensados os meus prejuízos? O capital seguro era só de euros? Isso não interessa, eles são uma cambada de aldrabões e pronto». Mais interessante ainda é quando pessoas dizem mal das seguradoras e cometem fraudes contra elas, não porque tenham tido algum problema mas simplesmente porque ouviram dizer mal... Temos, assim, um conjunto de milhares de pessoas acometidas de uma espécie de síndrome de Robin dos Bosques que abraça a meritória e árdua tarefa de roubar aos ricos para dar aos pobres. 95

14 Novas oportunidades de negócio Cap. 11 Desde que iniciei a minha atividade seguradora, em janeiro de 1973, observando as alterações que o mundo está a sofrer atualmente, nunca me pareceu tão evidente a necessidade de as seguradoras incluírem na sua oferta produtos que amparem as novas oportunidades de negócio que daí advêm. O ser humano, na sua ambição desmedida, pode estar a assinar a sua sentença de morte na forma como destrói e desrespeita a natureza. Acredito que coletivamente teremos de ser mais temerosos e respeitadores da natureza, e preservá-la com mais respeito para futuras gerações. O setor segurador terá fortes dissabores face à severidade das catástrofes naturais, se não se precaver, visto que as tarifas atuais estabelecidas para fazer face aos riscos cada vez mais frequentes e severos, provavelmente sejam atuarialmente insuficientes. Em Portugal, há muitos anos que andamos a discutir a criação de um Fundo Nacional de Catástrofes semelhante ao que existe em vários países da América Latina, ou semelhante ao que existe na nossa vizinha Espanha. Lamentavelmente, somos melhores a improvisar do que a planear, e até ao momento nada de novo temos sobre esta matéria. É com prazer que vejo profissionais desta atividade preocupados com este tema, e espero que este livro desperte as consciências dos responsáveis deste meu Portugal para que, finalmente, se aprove o Fundo Nacional de Catástrofes, por um lado, e para que aumente a consciência cívica da população ligada a todos os aspetos de proteção ambiental, por outro. Isabel Figueiredo Diretora Técnica de Empresas Liberty Seguros 119

15 Impacto das alterações climáticas na gestão de ativos Cap. 12 As alterações climáticas estão a ter cada vez mais impacto nas estratégias de gestão de ativos, fazendo com que as companhias de seguros tenham que apostar cada vez mais na inovação, criação e reestruturação de produtos existentes. As seguradoras que não se encontrem preparadas para fazer face a esta nova realidade, poderão incorrer em novas e inesperadas despesas, reduzindo assim os seus resultados e, como consequência, o seu valor no mercado. As seguintes áreas poderão ser afetadas: Investimentos em ações, obrigações e participações nas companhias de seguros; Produtos de capitalização; Valorização de ativos, entre outros. Gestão de ativos As alterações climáticas são hoje uma das maiores preocupações dos investidores nos mercados financeiros e não só. A razão para esta preocupação reside no facto de que muitas atividades estão expostas direta e indiretamente a estes fenómenos. Nestes termos, é fundamental que se conheçam os impactos que um desastre natural pode ter num determinado setor de atividade. No caso da indústria seguradora esta questão é ainda mais pertinente, dado que é esta quem vai suportar a maior parte dos custos derivados da ocorrência de catástrofes naturais. Para além do mais, a gestão de ativos tem também como objetivo aumentar as receitas das companhias de seguros, benefícios esses que podem estar em causa se não se conhecer devidamente a exposição a este tipo de risco dos ativos-base em que investe. Obrigações sobre catástrofes ou cat bonds Depois dos danos causados nos Estados Unidos da América pelo Furacão Andrews em 1992 e pelo sismo de Northridge, começaram a surgir alguns receios de que a 149

16 Impacto da opção nuclear na indústria seguradora Cap. 13 As fontes de energia elétrica mais utilizadas pelo Homem continuam a ser, na sua esmagadora maioria, oriundas de combustíveis fósseis, com grande destaque para o petróleo e o carvão. Acontece, no entanto, que são também estas as formas mais poluentes de se conseguir energia e, por conseguinte, os principais responsáveis pela emissão de dióxido de carbono para a atmosfera, contribuindo para o aumento do efeito de estufa, com todas as implicações já referidas ao longo deste livro. Entretanto, outras formas de energia menos poluentes têm sido desenvolvidas. Os choques internacionais do petróleo, na década de 1970, e a crise energética que se seguiu conduziram à pesquisa e desenvolvimento de outras fontes de produção de energia elétrica. Nesse contexto, a energia nuclear passou a ser encarada como a alternativa mais promissora. Muitos países aderiram à ideia e, em pouco mais de duas décadas, o peso da energia elétrica produzida pela via nuclear passou de 0,1% para 17% da produção mundial. No entanto, para além da opção nuclear, têm sido desenvolvidas outras formas de produção energéticas. Mas, devido ao enorme poder das empresas petrolíferas, ou pelo facto dessas energias alternativas ainda não terem a capacidade de gerar energia suficiente para as necessidades do planeta, estas ainda não vingaram completamente. Entre estas fontes de energia alternativa temos, por exemplo, a energia solar, eólica, hidráulica, gravitacional, geotérmica e biomassa. Todos estamos familiarizados com o perigo que representa a energia nuclear, quer por via do armamento quer pela sua utilização energética. A sua utilidade ao nível da energia é indubitável, dada a sua enorme capacidade e pelo facto de ser criada por um sistema limpo, que, por essa razão, não fere o meio ambiente. No entanto, o problema é que quando se registam acidentes, o potencial mortífero e destruidor é tão elevado que faz frequentemente pensar se vale, de facto, a pena optar por este método. Além disso, a questão do lixo nuclear gera também grandes preocupações. Será que as vantagens serão superiores aos potenciais perigos que a obtenção de energia nuclear coloca? A discussão está longe de ser pacífica. 155

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS A CULPA É DO TEMPO? Porque o clima já não é o que era e os desastres naturais se sucedem com maior frequência e severidade, muitos deles agravados pela mão humana, a indústria de seguros e resseguros debate-se

Leia mais

CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS

CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS CAPÍTULO 4 DESASTRES NATURAIS Quando vimos na TV o acontecimento do Tsunami, em 2004, pensamos: O mundo está acabando! Mas por que esses desastres naturais estão, cada vez mais, assolando nosso planeta?

Leia mais

em alterações climáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CCIAM), liderado por

em alterações climáticas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CCIAM), liderado por O primeiro mapa nacional do risco de inundações Alerta. Investigadores da Universidade de Lisboa apresentam hoje na Fundação Gulbenkian estudo que mostra um risco acrescido de cheias, no futuro, no Norte

Leia mais

Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos

Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos Exploração sustentada de recursos geológicos Recursos energéticos Aula nº85 22 Maio 09 Prof. Ana Reis Recursos energéticos Vivemos numa época em que os recursos energéticos afectam a vida de todas as pessoas.

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

Tsunamis INTERNATIONAL CENTRE FOR COASTAL ECOHYDROLOGY. Oficina da Prevenção das Catástrofes Naturais Departamento Educacional do ICCE

Tsunamis INTERNATIONAL CENTRE FOR COASTAL ECOHYDROLOGY. Oficina da Prevenção das Catástrofes Naturais Departamento Educacional do ICCE Tsunamis Um tsunami caracteriza-se por uma série de ondas destruidoras e poderosas. Ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, tais como um sismo, atividade vulcânica,

Leia mais

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto

Capítulo 21 Meio Ambiente Global. Geografia - 1ª Série. O Tratado de Kyoto Capítulo 21 Meio Ambiente Global Geografia - 1ª Série O Tratado de Kyoto Acordo na Cidade de Kyoto - Japão (Dezembro 1997): Redução global de emissões de 6 Gases do Efeito Estufa em 5,2% no período de

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Exercícios (ENEM 2006) Com base em projeções realizadas por especialistas, teve, para o fim do século

Leia mais

Grandes Problemas Ambientais

Grandes Problemas Ambientais Grandes Problemas Ambientais O aumento do efeito de estufa; O aquecimento global; A Antárctica; A desflorestação; A Amazónia; A destruição da camada de ozono; As chuvas ácidas; O clima urbano; Os resíduos

Leia mais

Vote pelo seu ambiente

Vote pelo seu ambiente Vote pelo seu ambiente Um apelo ambiental para a ação do Parlamento Europeu de 2014-2019 Fotos: Susana Alves, Rúben Coelho e Pedro Geraldes Um papel claro para Europa O grande volume de desafios que a

Leia mais

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa.

O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa. O que é o Aquecimento Global? O Aquecimento Global se caracteriza pela modificação, intensificação do efeito estufa. O efeito estufa é um fenômeno natural e consiste na retenção de calor irradiado pela

Leia mais

Insígnia Mundial do Meio Ambiente IMMA

Insígnia Mundial do Meio Ambiente IMMA Ficha Técnica no. 5.3 Atividade Principal no. 5.3 HISTÓRIA DE UM DESASTRE NATURAL Objetivo da : 5 Os escoteiros estão trabalhando para um mundo onde as pessoas estão preparadas para responder aos perigos

Leia mais

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer AGRICULTURA E AQUECIMENTO GLOBAL Carlos Clemente Cerri Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP) Fone: (19) 34294727 E-mail: cerri@cena.usp.br Carlos Eduardo P. Cerri Escola Superior de Agricultura

Leia mais

ENERGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

ENERGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO ENERGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO JOSÉ GOLDEMBERG LUZ DONDERO VILLANUEVA Arqª Simara Callegari INTRODUÇÃO O PROBLEMA Consumo diferenciado de energia Classes sociais Degradação do meio ambiente PNB

Leia mais

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali:

O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: Briefing A Caminho de Bali Brasília, 21 de Novembro 2007 O Protocolo de Kyoto e o Mandato de Bali: O que o mundo precisa fazer para combater as mudanças climáticas As mudanças climáticas são, sem dúvida,

Leia mais

Arquitetura e Sustentabilidade. Antonio Castelnou PARTE I

Arquitetura e Sustentabilidade. Antonio Castelnou PARTE I Arquitetura e Sustentabilidade Antonio Castelnou PARTE I CASTELNOU Introdução Atualmente, as questões ambientais vêm sendo cada vez mais salientadas, não somente pela ação de organismos nãogovernamentais

Leia mais

Conceito. são os diversos tipos de materiais ou processos dos quais se podem obter energia. Podem ser divididos em dois grandes grupos:

Conceito. são os diversos tipos de materiais ou processos dos quais se podem obter energia. Podem ser divididos em dois grandes grupos: Conceito são os diversos tipos de materiais ou processos dos quais se podem obter energia. Podem ser divididos em dois grandes grupos: Renováveis renovação em um curto período de tempo; Não renováveis

Leia mais

Restabelecer a Confiança Global

Restabelecer a Confiança Global Restabelecer a Confiança Global Os dois principais desafios à justiça global, as alterações climáticas e a pobreza, estão interligados. Temos que combatê-los simultaneamente; não podemos cuidar de um sem

Leia mais

MÓDULO I: Mudança do Clima e Acordos Internacionais. Efeito Estufa. Fontes de Emissões. Impactos. Acordos Internacionais

MÓDULO I: Mudança do Clima e Acordos Internacionais. Efeito Estufa. Fontes de Emissões. Impactos. Acordos Internacionais MÓDULO I: Mudança do Clima e Acordos Internacionais Efeito Estufa Fontes de Emissões Impactos Acordos Internacionais Fontes de Emissões Antropogênicas Fonte: Quarto Relatório de Avaliação do IPCC, 2007.

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES

PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES PROJECTO DE RESOLUÇÃO SOBRE O CLIMA E A QUALIDADE DO AR NOS AÇORES Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Exma. Sras. Deputadas e Srs. Deputados Exma. Sra. e Srs. Membros do Governo Desde os anos oitenta que

Leia mais

REFUGIADOS AMBIENTAIS. Novos motivos Velhas causas

REFUGIADOS AMBIENTAIS. Novos motivos Velhas causas REFUGIADOS AMBIENTAIS Novos motivos Velhas causas CONSTRUÇÃO DA DEFINIÇÃO DE REFUGIADO CONTEXTOS INTERNACIONAIS HISTÓRICOS Conjuntura internacional do pós guerra (Segunda Grande Guerra Mundial (1939-1945).

Leia mais

Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT. DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte

Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT. DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte Confederação Nacional do Transporte - CNT Diretoria Executiva da CNT DESPOLUIR Programa Ambiental do Transporte Promoção SEST / SENAT Conteúdo Técnico ESCOLA DO TRANSPORTE JULHO/2007 Queimadas: o que

Leia mais

Problemas Ambientais

Problemas Ambientais Problemas Ambientais Deflorestação e perda da Biodiversidade Aquecimento Global Buraco na camada de ozono Aquecimento Global - Efeito de Estufa Certos gases ficam na atmosfera (Troposfera) e aumentam

Leia mais

BFuture Soluções de Sustentabilidade

BFuture Soluções de Sustentabilidade BFuture Soluções de Sustentabilidade Porque existe um plano B! Hoje em dia é quase consensual que o estilo de vida que se segue nas sociedades ditas desenvolvidas, não é sustentável. Todos começam a ter

Leia mais

Apoio CONSEQUÊNCIAS DOS EFEITOS CLIMÁTICOS NAS OPERAÇÕES DE SEGUROS E RESSEGUROS

Apoio CONSEQUÊNCIAS DOS EFEITOS CLIMÁTICOS NAS OPERAÇÕES DE SEGUROS E RESSEGUROS CONSEQUÊNCIAS DOS EFEITOS CLIMÁTICOS NAS OPERAÇÕES DE SEGUROS E RESSEGUROS 1 O quê vamos ver? 2 PRIMEIRA PARTE ALGUNS DADOS SOBRE O MERCADO DE SEGUROS NO BRASIL E NO MUNDO MERCADO DE SEGUROS MUNDIAL 2008-2009

Leia mais

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia

Metas Curriculares Ensino Básico Geografia Metas Curriculares Ensino Básico Geografia 9.º ano Versão para discussão pública Novembro de 2013 Autores Adelaide Nunes António Campar de Almeida Cristina Nolasco Geografia 9.º ano CONTRASTES DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

DEFINIÇÃO: Matriz energética é toda a energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos.

DEFINIÇÃO: Matriz energética é toda a energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos. R O C H A DEFINIÇÃO: Matriz energética é toda a energia disponibilizada para ser transformada, distribuída e consumida nos processos produtivos. O petróleo e seus derivados têm a maior participação na

Leia mais

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE

Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Energia, tecnologia e política climática: perspectivas mundiais para 2030 MENSAGENS-CHAVE Cenário de referência O estudo WETO apresenta um cenário de referência que descreve a futura situação energética

Leia mais

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo,

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo, Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores membros do Governo, De acordo com dados fornecidos pela Organização das Nações Unidas, mais de dez mil milhões de pessoas, repito, dez mil milhões

Leia mais

O clima está diferente. O que muda na nossa vida?

O clima está diferente. O que muda na nossa vida? O clima está diferente. O que muda na nossa vida? 06/2011 Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada. 2 SUMÁRIO

Leia mais

Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres

Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil. Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres Aliança do Setor Privado para a Redução do Risco de Desastres no Brasil Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres Iniciativas Globais Aliança do Setor Privado para a Redução do

Leia mais

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 O Sol e a dinâmica da natureza. O Sol e a dinâmica da natureza. Cap. II - Os climas do planeta Tempo e Clima são a mesma coisa ou não? O que

Leia mais

Mudança do clima, Qual a importância? Martin Hedberg meteorologista do Centro Meteorológico Sueco

Mudança do clima, Qual a importância? Martin Hedberg meteorologista do Centro Meteorológico Sueco Mudança do clima, Qual a importância? Martin Hedberg meteorologista do Centro Meteorológico Sueco Tempo (Precipitação, nuvens, ventos, humidade, temperatura ) A forma que a Natureza tem de equilibrar as

Leia mais

climáticas? Como a África pode adaptar-se às mudanças GREEN WORLD RECYCLING - SÉRIE DE INFO GAIA - No. 1

climáticas? Como a África pode adaptar-se às mudanças GREEN WORLD RECYCLING - SÉRIE DE INFO GAIA - No. 1 Como a África pode adaptar-se às mudanças climáticas? Os Clubes de Agricultores de HPP alcançam dezenas de milhares ensinando sobre práticas agrícolas sustentáveis e rentáveis e de como se adaptar a uma

Leia mais

Tipos de Energia. Gravitacional; Elétrica; Magnética; Nuclear.

Tipos de Energia. Gravitacional; Elétrica; Magnética; Nuclear. Fontes de Energia Tipos de Energia Gravitacional; Elétrica; Magnética; Nuclear. Fontes de Energia Primaria fontes que quando empregadas diretamente num trabalho ou geração de calor. Lenha, para produzir

Leia mais

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS 1 RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES ( ) I Unidade ( ) II Unidade ( x ) III Unidade FÍSICA E GEOGRAFIA Curso: Ensino Fundamental Ano: 1.º Turma: ABCDEFG Data: / / 11 009 Física Profs. 1. Resolução I

Leia mais

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE Sustentabilidade significa permanecer vivo. Somos mais de 7 bilhões de habitantes e chegaremos a 9 bilhões em 2050, segundo a ONU. O ambiente tem limites e é preciso fazer

Leia mais

Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1

Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1 Unidade IV Ser Humano e saúde. Aula 17.1 Conteúdo: O efeito estufa. Habilidade: Demonstrar uma postura crítica diante do uso do petróleo. REVISÃO Reações de aldeídos e cetonas. A redução de um composto

Leia mais

AULA 4 FLORESTAS. O desmatamento

AULA 4 FLORESTAS. O desmatamento AULA 4 FLORESTAS As florestas cobriam metade da superfície da Terra antes dos seres humanos começarem a plantar. Hoje, metade das florestas da época em que recebemos os visitantes do Planeta Uno não existem

Leia mais

Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil

Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil Extremos da variabilidade do clima e impactos na sociedade : A seca e crise hídrica de 2014-15 no Sudeste do Brasil J. Marengo, C. Nobre, M Seluchi, A. Cuartas, L. Alves, E. Mendiondo CEMADEN, Brasil jose.marengo@cemaden.gov.br

Leia mais

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina

NOTA DE IMPRENSA. Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina NOTA DE IMPRENSA Embargado até 27/11/2007, às 10h (horário de Brasília) Aquecimento global vai ampliar as desigualdades na América Latina Relatório de desenvolvimento humano 2007/2008 estabelece o caminho

Leia mais

O capitalismo e a sociedade de consumo

O capitalismo e a sociedade de consumo O capitalismo e a sociedade de consumo Sociedade de consumo As sociedades dos países capitalistas desenvolvidos que usufruem intensamente dos bens e serviços existentes no mundo moderno. O consumismo contribui

Leia mais

Ficha de trabalho. Tema A Terra, um planeta a proteger. 1. Explica a constituição das áreas continentais e das áreas oceânicas.

Ficha de trabalho. Tema A Terra, um planeta a proteger. 1. Explica a constituição das áreas continentais e das áreas oceânicas. Ficha de trabalho Tema A Terra, um planeta a proteger Com o crescimento populacional e económico, veio também o aumento do consumo de matérias-primas naturais e, com este, a poluição. Consomem-se cada

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA O comportamento climático é determinado por processos de troca de energia e umidade que podem afetar o clima local, regional

Leia mais

Cat Risk 2010 no Brasil e no Mundo. 5ª Conseguro Rolf Steiner Regional Head Brazil & Southern Cone Swiss Re Brasilia, 8.6.2011

Cat Risk 2010 no Brasil e no Mundo. 5ª Conseguro Rolf Steiner Regional Head Brazil & Southern Cone Swiss Re Brasilia, 8.6.2011 Cat Risk 2010 no Brasil e no Mundo 5ª Conseguro Rolf Steiner Regional Head Brazil & Southern Cone Swiss Re Brasilia, 8.6.2011 Rolf Steiner 3 April 2011 Agenda Panorâma das catástrofes mundiais em 2010

Leia mais

As regiões com maior e menor crescimento previsto para 2050

As regiões com maior e menor crescimento previsto para 2050 Introdução: O aumento da população ficará na história da Humanidade como o facto mais extraordinário do século XX. Há quarenta anos estimava-se a população em cerca de 3000 milhões de pessoas. Daí em diante

Leia mais

A Luta Contra as Alterações Climáticas e a Conferência Climática de Copenhaga (COP15)

A Luta Contra as Alterações Climáticas e a Conferência Climática de Copenhaga (COP15) DEBATER A EUROPA Periódico do CIEDA e do CIEJD, em parceria com GPE, RCE e o CEIS20. N.1 Junho/Dezembro 2009 Semestral ISSN 1647-6336 Disponível em: http://www.europe-direct-aveiro.aeva.eu/debatereuropa/

Leia mais

GEOGRAFIA. Professora Bianca

GEOGRAFIA. Professora Bianca GEOGRAFIA Professora Bianca TERRA E LUA MOVIMENTO DA LUA MOVIMENTOS DA TERRA TEMPO E CLIMA Tempo é o estado da atmosfera de um lugar num determinado momento. Ele muda constantemente. Clima é o conjunto

Leia mais

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes.

Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. Resumo Aula-tema 02: Panorama mundial e nacional mudanças climáticas e políticas públicas emergentes. As mudanças nos ecossistemas, causadas pelo modelo de desenvolvimento econômico atual, trazem impactos

Leia mais

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD)

UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS CURSO DE BIOLOGIA (EAD) TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL RAQUEL ALVES DA SILVA CRUZ Rio de Janeiro, 15 de abril de 2008. TRABALHO DE BIOLOGIA GERAL TERMOELÉTRICAS

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA 9.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE GEOGRAFIA 9.º ANO DE GEOGRAFIA 9.º ANO Ano Letivo 2015 2016 PERFIL DO ALUNO Dentro do domínio das redes e modos de transporte e telecomunicação, o aluno deve compreender a importância dos transportes nas dinâmicas dos territórios,

Leia mais

Nota à imprensa. Página 1/5. Contatos: Relações com a mídia, Zurique Telefone + 41 43 285 7171. Lucia Bevere, Zurique Telefone + 41 43 285 9279

Nota à imprensa. Página 1/5. Contatos: Relações com a mídia, Zurique Telefone + 41 43 285 7171. Lucia Bevere, Zurique Telefone + 41 43 285 9279 Nota à imprensa a O estudo sigma da Swiss Re sobre catástrofes naturais e desastres causados pelo homem em 2012 registra US$ 77 bilhões em perdas seguradas e prejuízos econômicos na ordem de US$ 186 bilhões

Leia mais

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE D I R E T O R I A D E S A Ú D E 05 DE JUNHO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE Em 05 de Junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e nesse ano o foco está voltado para as Mudanças Climáticas com o tema

Leia mais

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia

Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia Uma visão geral do sector das energias renováveis na Roménia A Roménia localiza-se geograficamente no centro da Europa (parte sudeste da Europa Central). O país tem,5 milhões de habitantes e abrange uma

Leia mais

Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas. Uma questão estratégica

Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas. Uma questão estratégica Gestão de Serviços Ambientais nas Empresas Uma questão estratégica Ética Ambiental ÉTICA. Do grego ETHOS, que significa modo de ser, caráter. Forma de agir do Homem em seu meio social. O comportamento

Leia mais

Entre no Clima, Faça sua parte por. um MUNDO melhor.

Entre no Clima, Faça sua parte por. um MUNDO melhor. Entre no Clima, Faça sua parte por um MUNDO melhor. Aquecimento Global Conheça abaixo os principais gases responsáveis pelo aquecimento global: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O AQUECIMENTO GLOBAL Desde a revolução

Leia mais

Escola Secundária c/ 3º Ciclo de Azambuja Abril/2008. Recursos Naturais. Melissa Albuquerque 8º C. Ciências Físico-Químicas Profª Isabel Oliveira

Escola Secundária c/ 3º Ciclo de Azambuja Abril/2008. Recursos Naturais. Melissa Albuquerque 8º C. Ciências Físico-Químicas Profª Isabel Oliveira Escola Secundária c/ 3º Ciclo de Azambuja Abril/2008 Recursos Naturais Ciências Físico-Químicas Profª Isabel Oliveira Melissa Albuquerque 8º C INTRODUÇÃO Recursos Naturais, foi o tema escolhido por nós.

Leia mais

2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade

2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade 2011/2012 Geografia 8º Ano de escolaridade O aumento da população ficará na história da Humanidade como o facto mais extraordinário do século XX. Há cerca de cinquenta anos estimava-se a população em cerca

Leia mais

ANEXO NOTIFICAÇÃO DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL SOLICITAÇÃO DE ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL

ANEXO NOTIFICAÇÃO DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL SOLICITAÇÃO DE ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL ANEXO NOTIFICAÇÃO DE EMERGÊNCIA AMBIENTAL SOLICITAÇÃO DE ASSISTÊNCIA INTERNACIONAL A: Tel:( ) Em caso de emergência somente: ( ) Fax: ( )...ou (...)... Correio eletrônico: Internet: http://www. De: Nome:

Leia mais

Relatório de evolução da atividade seguradora

Relatório de evolução da atividade seguradora Relatório de evolução da atividade seguradora 1.º Semestre 214 I. Produção e custos com sinistros 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros

Leia mais

Data: /08/2014 Bimestre: 2. Nome: 8 ANO B Nº. Disciplina: Geografia Professor: Geraldo

Data: /08/2014 Bimestre: 2. Nome: 8 ANO B Nº. Disciplina: Geografia Professor: Geraldo Data: /08/2014 Bimestre: 2 Nome: 8 ANO B Nº Disciplina: Geografia Professor: Geraldo Valor da Prova / Atividade: 2,0 (DOIS) Nota: GRUPO 3 1- (1,0) A mundialização da produção industrial é caracterizada

Leia mais

Instituto de Educação infantil e juvenil Inverno, 2013. Londrina, de. Nome: Ano: Tempo Início: término: total:

Instituto de Educação infantil e juvenil Inverno, 2013. Londrina, de. Nome: Ano: Tempo Início: término: total: Instituto de Educação infantil e juvenil Inverno, 2013. Londrina, de. Nome: Ano: Tempo Início: término: total: Edição XVIII MMXIII Extra 6º ao 9º anos MUDANÇAS CLIMÁTICAS Hoje, tivemos a presença das pesquisadoras

Leia mais

INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO. Programa de Desenvolvimento da Educação - PDE Programa de Desenvolvimento da Educação - PDE

INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO. Programa de Desenvolvimento da Educação - PDE Programa de Desenvolvimento da Educação - PDE INSTITUTO BRASIL SOLIDÁRIO Mudanças Climáticas Rodrigo Valle Cezar O que é o Clima O clima compreende os diversos fenômenos que ocorrem na atmosfera da Terra. Atmosfera é a região gasosa que envolve toda

Leia mais

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA

PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= 01- Observe a figura

Leia mais

Dia Mundial do Meio Ambiente 2007

Dia Mundial do Meio Ambiente 2007 Dia Mundial do Meio Ambiente 2007 Haroldo Mattos de Lemos Presidente, Instituto Brasil PNUMA Vice Presidente, ISO TC 207 (ISO 14000) Presidente, Conselho Técnico da ABNT Presidente, Conselho Empresarial

Leia mais

8 DE MAIO 2013. ONDE NASCE O NOVO EMPREGO EM PORTUGAL Teresa Cardoso de Menezes

8 DE MAIO 2013. ONDE NASCE O NOVO EMPREGO EM PORTUGAL Teresa Cardoso de Menezes 8 DE MAIO 2013 ONDE NASCE O NOVO EMPREGO EM PORTUGAL Teresa Cardoso de Menezes a empresa activa mais antiga em Portugal nasceu em 1670? 2001 foi o ano em que nasceram mais empresas em Portugal? ontem quando

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE A VIDA NO PLANETA: SOMOS CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS?

REFLEXÕES SOBRE A VIDA NO PLANETA: SOMOS CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS? REFLEXÕES SOBRE A VIDA NO PLANETA: SOMOS CONSUMIDORES RESPONSÁVEIS? Ensino Fundamental II e Ensino Médio O sistema capitalista move a nossa sociedade, sendo um modelo econômico atual que pressupõe uma

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 289/XII/1.ª RECOMENDA AO GOVERNO A VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DA BIOMASSA NO OBJETIVO DE PROTEÇÃO DA FLORESTA

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 289/XII/1.ª RECOMENDA AO GOVERNO A VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DA BIOMASSA NO OBJETIVO DE PROTEÇÃO DA FLORESTA PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 289/XII/1.ª RECOMENDA AO GOVERNO A VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DA BIOMASSA NO OBJETIVO DE PROTEÇÃO DA FLORESTA Os desafios do futuro da nossa sociedade obrigam a uma nova abordagem

Leia mais

www.desmatamentozero.org.br Greenpeace/Daniel Beltra

www.desmatamentozero.org.br Greenpeace/Daniel Beltra Greenpeace/Daniel Beltra www.desmatamentozero.org.br Chega de desmatamento no Brasil As florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima, a conservação da biodiversidade e o sustento de

Leia mais

Sustentabilidade Planetária: Mudanças Climáticas Globais. André Rocha Ferretti Fundação O Boticário de Proteção à Natureza

Sustentabilidade Planetária: Mudanças Climáticas Globais. André Rocha Ferretti Fundação O Boticário de Proteção à Natureza Sustentabilidade Planetária: Mudanças Climáticas Globais André Rocha Ferretti Fundação O Boticário de Proteção à Natureza Via Láctea Estamos aqui Sistema Solar Terra Estamos aqui Planeta Terra Estamos

Leia mais

MARILENE BOLZAN ESQUECIMENTO GLOBAL: A TERRA AQUECIDA

MARILENE BOLZAN ESQUECIMENTO GLOBAL: A TERRA AQUECIDA MARILENE BOLZAN ESQUECIMENTO GLOBAL: A TERRA AQUECIDA. Orientadora: _Selma Helgenstiler Arendt Cidade São Marcos junho de 2008. 2 ESQUECIMENTO GLOBAL A TERRA AQUECIDA Projeto de pesquisa junto à Escola.

Leia mais

FORTALECENDO SABERES CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CIÊNCIAS DESAFIO DO DIA. Conteúdo: - Fontes Alternativas de Energia

FORTALECENDO SABERES CONTEÚDO E HABILIDADES DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CIÊNCIAS DESAFIO DO DIA. Conteúdo: - Fontes Alternativas de Energia CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Conteúdo: - Fontes Alternativas de Energia CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Habilidades: - Conhecer as diferentes formas

Leia mais

Noções de Cidadania. Profª Karin

Noções de Cidadania. Profª Karin Noções de Cidadania Profª Karin Meio Ambiente e Saúde Ecologia: estudo seres vivos, ambiente, solo, água, ar, animais e vegetais. Equilíbrio entre o homem e meio ambiente. Avaliar as atitudes e consequências

Leia mais

Banco de questões n.º1

Banco de questões n.º1 Banco de questões n.º1 Tema Terra em transformação Energia Lê o texto seguinte 1 : Introdução A grande diferença entre a nossa civilização e as anteriores é a capacidade de transformar e utilizar energia

Leia mais

CAPÍTULO 10 ENERGIAS RENOVÁVEIS FONTES ALTERNATIVAS

CAPÍTULO 10 ENERGIAS RENOVÁVEIS FONTES ALTERNATIVAS CAPÍTULO 10 ENERGIAS RENOVÁVEIS FONTES ALTERNATIVAS. O Sol, o vento, os mares...fontes naturais de energia que não agridem o meio ambiente. Será viável utilizá-las? A Energia renovável é aquela que é obtida

Leia mais

QUAL É A CIDADE MAIS DISTANTE DO MAR?

QUAL É A CIDADE MAIS DISTANTE DO MAR? SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA DATA: 03 / 2 / 203 UNIDADE III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE GEOGRAFIA 6.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR:

Leia mais

Poluição do ar. Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador. Deu no jornal. Nossa aula

Poluição do ar. Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador. Deu no jornal. Nossa aula A UU L AL A Poluição do ar Segundo o pesquisador Paulo Saldiva, coordenador do laboratório de poluição atmosférica experimental da Faculdade de Medicina da USP, a relação entre o nível de poluição e a

Leia mais

Conceito e Evolução da utilização da Energia

Conceito e Evolução da utilização da Energia Energia Limpa Agenda O que é energia limpa? Tipos de energia limpa Energia Hídrica Energia Eólica Energia Geotérmica Biomassa Energia Solar Energia do Mar O Brasil neste cenário Protocolo de Kyoto Conceito

Leia mais

Economia Internacional

Economia Internacional Economia Internacional A abertura de novos mercados criou condições para que a produção econômica mundial crescesse em mais de 150% desde 1980, com a poluição aumentando no mesmo ritmo. Amplo consenso

Leia mais

Aula 5 A energia não é o começo de tudo, mas já é um início

Aula 5 A energia não é o começo de tudo, mas já é um início Aula 5 A energia não é o começo de tudo, mas já é um início Itens do capítulo 5 A energia não é o começo de tudo, mas já é o início 5. A energia não é o começo de tudo, mas já é o início 5.1 O consumo

Leia mais

ÁGUA: UMA VIAGEM NO MUNDO DO CONHECIMENTO

ÁGUA: UMA VIAGEM NO MUNDO DO CONHECIMENTO UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE ASTRONOMIA, GEOFÍSICA E CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS Departamento de Geofísica EXPOSIÇÃO ITINERANTE DO MUSEU DE CIÊNCIAS DA USP ÁGUA: UMA VIAGEM NO MUNDO DO CONHECIMENTO

Leia mais

A TERRA É UM SISTEMA ABERTO QUE TROCA ENERGIA E MASSA COM O SEU ENTORNO

A TERRA É UM SISTEMA ABERTO QUE TROCA ENERGIA E MASSA COM O SEU ENTORNO PLANETA TERRA A Terra é um sistema vivo que abriga milhões de organismos, incluindo os humanos, e apresenta delicado equilíbrio para manter a vida. A Geologia é a ciência que estuda a Terra: sua origem,

Leia mais

Geografia - Clima e formações vegetais

Geografia - Clima e formações vegetais Geografia - Clima e formações vegetais O MEIO NATURAL Clima e formações vegetais 1. Estado do tempo e clima O que é a atmosfera? A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e permite a manutenção

Leia mais

Disciplina: Fontes Alternativas de Energia

Disciplina: Fontes Alternativas de Energia Disciplina: Fontes Alternativas de Parte 1 Fontes Renováveis de 1 Cronograma 1. Fontes renováveis 2. Fontes limpas 3. Fontes alternativas de energia 4. Exemplos de fontes renováveis 1. hidrelétrica 2.

Leia mais

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos

Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos 80483 Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Estratégia Ambiental do Grupo do Banco Mundial 2012 2022 THE WORLD BANK ii Rumo a um Mundo Verde, Limpo e Resiliente para Todos Resumo Executivo

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 2ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 6º Turma: Data: 02/06/2012 Nota: Professor(a): Élida Valor da Prova: 40 pontos Orientações gerais: 1) Número de questões desta prova: 12 2) Valor das questões:

Leia mais

Prof. Janderson Barros

Prof. Janderson Barros TEMA 1 Prof. Janderson Barros Aspectos Gerais da Oceania. Definição de Oceania Continente insular composto por um conjunto de ilhas; Conhecida como Novíssimo Mundo devido sua descoberta nas décadas finais

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas

Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas CONCURSO PETROBRAS TÉCNICO(A) AMBIENTAL JÚNIOR Emissões Atmosféricas e Mudanças Climáticas Questões Resolvidas QUESTÕES RETIRADAS DE PROVAS DA BANCA CESGRANRIO DRAFT Produzido por Exatas Concursos www.exatas.com.br

Leia mais

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador

Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Instituição executora do projeto: Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (CEPAN) Coordenador Geral: Felipe Pimentel Lopes de Melo Coordenador Técnico: Maria das Dores de V. C. Melo Coordenação Administrativa-Financeira:

Leia mais

Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil. A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto

Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil. A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto Como o efeito estufa pode render dinheiro para o Brasil A Amazônia e o seqüestro de carbono e o protocolo de kyoto Histórico das reuniões 1992 - assinam a Convenção Marco sobre Mudança Climática na ECO-92.

Leia mais

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37

Município D 8.902 545 6,12 Município E 231.977 3.544 1,53 Município F 93.655 1.280 1,37 01 - Os problemas ambientais estão na ordem do dia dos debates científicos, das agendas políticas, da mídia e das relações econômicas. Até muito recentemente, ao se falar de meio ambiente, as instituições

Leia mais

Como ocorre um Tsunami

Como ocorre um Tsunami Como ocorre um Tsunami O QUE É O tsunami é uma onda gigante gerada por distúrbios sísmicos, que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira. A palavra vem do japonês "tsu" (porto, ancoradouro)

Leia mais

A sustentabilidade energética e a estratégia Europa 2020: Que oportunidade para um novo papel do poder local em Portugal?

A sustentabilidade energética e a estratégia Europa 2020: Que oportunidade para um novo papel do poder local em Portugal? A sustentabilidade energética e a estratégia Europa 2020: Que oportunidade para um novo papel do poder local em Portugal? Como é do conhecimento geral, a Estratégia de Lisboa definida pela Comissão Europeia

Leia mais

Mudanças Climáticas: Uma Verdade Inconveniente

Mudanças Climáticas: Uma Verdade Inconveniente RESENHA Mudanças Climáticas: Uma Verdade Inconveniente Por Michele Karina Cotta Walter Engenheira Florestal; Doutoranda em Planejamento e Desenvolvimento Rural Sustentável Faculdade de Engenharia Agrícola

Leia mais

ESTUDO STERN: Aspectos Económicos das Alterações Climáticas

ESTUDO STERN: Aspectos Económicos das Alterações Climáticas Resumo das Conclusões Ainda vamos a tempo de evitar os piores impactos das alterações climáticas, se tomarmos desde já medidas rigorosas. As provas científicas são presentemente esmagadoras: as alterações

Leia mais

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro

Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Presidente da Terra Brasis faz críticas às mudanças na regulamentação do resseguro Por Paulo Botti, presidente da Terra Brasis, resseguradora local Nascido em 2008 após árduo trabalho e amplo diálogo entre

Leia mais