Entre o SABER e o FAZER: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento

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1 Entre o SABER e o FAZER: A Educação na Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento Sessão de debate e apresentação do estudo ISCTE 29 de Fevereiro de 2012

2 Estrutura do Estudo 1. Enquadramento Internacional: A Educação e o Desenvolvimento 2. A Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento no Setor da Educação 3. A Cooperação Portuguesa nos principais países parceiros

3 Education is the most powerful weapon which you can use to change the world. Nelson Mandela 1. A Educação e o Desenvolvimento Direito Humano e fator de desenvolvimento. Compromissos Internacionais: ODM (2000), Educação para Todos (Jomtien 1990 e Dakar 2000). Evolução positiva no acesso, mas disparidades geográficas e setoriais. Abrandamento dos progressos. Questões a melhorar: qualidade do ensino, sistemas de ensino equilibrados e abrangentes, desenvolvimento de competências.

4 1. A Educação e o Desenvolvimento Contexto internacional desfavorável: ajuda estagnada (cerca de 11% do total), aumento dos empréstimos, debates sobre financiamento do setor Disparidades geográficas e setoriais Educação subalternizada ou até ausente das reuniões de mais alto-nível relacionadas com a crise global Estratégias gerais e estandartizadas, abordagens tecnicistas e burocráticas, pressão para resultados rápidos, poucos resultados da agenda de eficácia da ajuda.

5 2. A Cooperação Portuguesa para o Desenvolvimento no Setor da Educação Sempre foi setor prioritário (fatores históricos, linguísticos, juridico-institucionais) PIC (desde 1998), Visão Estratégica (2005), Estratégia Setorial (2010) Valores atribuídos à Educação constantes, mas diminuição do peso relativo (16,8% em 2005, 11,2% em 2010) APD Portuguesa Milhares de euros APD Total APD Educação

6 (continuação) Grande abrangência de sub-setores A Educação pré-escolar e a Educação básica com o menor investimento Mais de metade dos fundos para a Educação (60,7% em 2010) são destinados à educação pós-secundária Composição da APD Portuguesa para o Setor da Educação Euros 2010 Sector Volume ( ) Educação, nível não especificado Educação básica Educação secundária Educação pós-secundária TOTAL

7 4 Vetores/áreas de atuação principais: (i) (ii) (iii) (iv) programas de reforço do sistema educativo dos países parceiros, onde se destacam os projetos direccionados para o ensino secundário e que incluem formação de professores; acções de reforço da capacidade ao nível legislativo, administrativo e de gestão, nomeadamente através de assistências técnicas; projetos de cooperação inter-universitária; programas de concessão de Bolsas de Estudo, que ainda representam boa parte da cooperação com alguns países.

8 + Ajuda orçamental ou setorial (moçambique) Apoio a ONG Cooperação descentralizada (municípios, institutos) E multilateral? Portugal não contribui para nenhum fundo multilateral dedicado à Educação

9 (continuação) Concentração geográfica PALOP e Timor-Leste: contextos muito diferenciados dos seus processos de desenvolvimento. Posição de Portugal varia consideravelmente: Se na Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ocupa um lugar de destaque no apoio à Educação, em Angola e Moçambique a intervenção é mais modesta. Mais valias relativamente a outros doadores: disponibilidade para um envolvimento de longo-prazo; flexibilidade na reorientação de ações e montantes dentro dos projetos definidos

10 Principais Evoluções Conceptuais e Estratégicas De respostas avulso às solicitações dos países parceiros para um objetivo mais claro de fortalecimento dos seus sistemas de ensino Maior investimento no software da Educação Maior enfoque em programas de formação de professores e formadores (Saber+ em Angola; Escola + em STP; PASEG na Guiné; Proj consolidação da LP em Timor); Envolvimento cada vez maior de outros atores portugueses na concepção e execução dos programas de cooperação nesta área: parceiros com expertise específica (ex:ese), ONG, outros da sociedade civil Transformação da Política de bolsas de estudo Transição para uma abordagem mais integrada da assistência técnica

11 Principais Constrangimentos e Dificuldades 1) Inexistência de uma abordagem estratégica, holística e integrada para o setor - atuação variável consoante as solicitações ou a conjuntura interna e externa 2) Dificuldades de coordenação dos atores da cooperação portuguesa. 3) Insuficiente cultura de avaliação e incorporação das lições aprendidas (dos outputs para os outcomes) 4) Fraca coordenação e trabalho conjunto com outros doadores (difícil no setor) 5) Falta de previsibilidade dos financiamentos (essencial para uma abordagem de longo-prazo)

12 (continuação) É necessário: Abordagem de longo-prazo Realismo sobre o que é possível atingir Conhecimento e consciência das complexidades locais; Envolvimento local sistemático

13 O Futuro? Incerteza sobre a continuidade de vários apoios, nomeadamente no setor da Educação Fusão com a promoção da língua e cultura portuguesas retrocesso, contra as recomendações internacionais. Ensino da Língua Portuguesa versus Ensino em Língua Portuguesa.

14 Obrigada! Download do estudo: Contacto: Patrícia Magalhães Ferreira /

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