CARACTERIZAÇÃO E PROPRIEDADES MECÂNICAS DE PRÓTESES PARA QUADRIL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CARACTERIZAÇÃO E PROPRIEDADES MECÂNICAS DE PRÓTESES PARA QUADRIL"

Transcrição

1 INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA FÁBIO SILVA DE OLIVEIRA CARACTERIZAÇÃO E PROPRIEDADES MECÂNICAS DE PRÓTESES PARA QUADRIL Dissertação de mestrado apresentada ao Curso de Mestrado em Ciência dos Materiais do Instituto Militar de Engenharia, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências em Ciência dos Materiais. Orientador: Carlos Nelson Elias D.C. Rio de Janeiro 2013

2 C2013 INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA Praça General Tibúrcio, 80 Praia Vermelha Rio de Janeiro RJ CEP: Este exemplar é de propriedade do Instituto Militar de Engenharia, que poderá incluí-lo em base de dados, armazenar em computador, microfilmar ou adotar qualquer forma de arquivamento. É permitida a menção, reprodução parcial ou integral e a transmissão entre bibliotecas deste trabalho, sem modificação de seu texto, em qualquer meio que esteja ou venha a ser fixado, para pesquisa acadêmica, comentários e citações, desde que sem finalidade comercial e que seja feita a referência bibliográfica completa. Os conceitos expressos neste trabalho são de responsabilidade do autor e dos orientadores. XXX.XXX Oliveira, Fábio Silva de Oliveira YYYy Caracterização e Propriedades Mecânicas de Próteses para Quadril / Fábio Silva de Oliveira; orientado por Carlos Nelson Elias - Rio de Janeiro: Instituto Militar de Engenharia, p.: il. Dissertação: (Mestrado) Instituto Militar de Engenharia. Rio de Janeiro, Ciência dos Materiais. 2. Próteses para quadril 3. Aço ASTM F Caracterização e propriedades mecânicas I. Elias, Carlos Nelson. Título. IV. Instituto Militar de Engenharia. CDD XXX.XXX 2

3 INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA FÁBIO SILVA DE OLIVEIRA CARACTERIZAÇÃO E PROPRIEDADES MECÂNICAS DE PRÓTESES PARA QUADRIL Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais do Instituto Militar de Engenharia, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Ciências em Ciência dos Materiais. Orientador: Prof. Carlos Nelson Elias D.C. Aprovada em 25 de junho pela seguinte Banca Examinadora: Prof. Carlos Nelson Elias D.C., do IME Presidente Prof. Cláudio Rios Maria D.C., do IME Prof. Paulo César Dahia Ducos D.C., da UGF Rio de Janeiro 3

4 2013 A minha esposa Fernanda Menezes e a minha filha Ana Beatriz pelo amor, apoio e dedicação. 4

5 AGRADECIMENTOS Expresso minha eterna gratidão a todos que tornaram possível esta vitória e em particular: A Deus, pela minha vida. À minha esposa Fernanda Menezes e a minha filha Ana Beatriz, meus alicerces, pelo suporte, ânimo e apoio a mim concedidos. Obrigado por tudo! Amo vocês! À minha mãe Wilma pela educação que me foi dada. Ao meu orientador Prof. Elias pelo tratamento paciente e educado. À banca examinadora pela correção e julgamento da dissertação. Aos demais professores do curso de Ciência de Materiais do IME, pelos conhecimentos e ensinamentos passados. À minha grande amiga-irmã Janaína Dallas pelo apoio e amizade de sempre. Ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT) pelo apoio para a realização do curso de mestrado. Ao Sr. Ibrahim Abud, chefe da Divisão de Ensaios em Materiais e Produtos do INT pelo apoio e colaboração. À Divisão de Química Analítica do INT, pela utilização do GDS. À Divisão de Corrosão do INT, pelos ensaios de corrosão. Aos colegas do Instituto Nacional de Tecnologia: Renata, Carlos, Hugo, Rafael, Tatiana, Edvan, Cássio, Lisiane, Luana, Fernanda, Weber, Gláucia, Alex, Nilton. Sem vocês não seria possível a realização dessa dissertação. Obrigado! Aos colegas do IME, em especial, Anelise, Jheison, Bruna, Daniele, Daniel, pela troca de experiências e apoio mútuo. Aos servidores civis do IME Leonardo e Heloísa por todo trabalho a mim prestado. Ao Instituto Militar de Engenharia pela manutenção da excelência do curso de pós graduação de Ciências dos Materiais. À empresa Incomepe (Cotia/SP) pela doação do material para realização desse trabalho. 5

6 SUMÁRIO LISTA DE ILUSTRAÇÕES... 8 LISTA DE TABELAS LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS LISTA DE SIGLAS INTRODUÇÃO Motivação para a pesquisa Escolha do tema Objetivo da pesquisa Organização do trabalho REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Biomateriais...Erro! Indicador não definido Biomateriais metálicos...erro! Indicador não definido Aços inoxidáveis...erro! Indicador não definido Microestrutura...Erro! Indicador não definido Propriedades mecânicas Resistência à fadiga Resistência à corrosão Aço AISI 316L X aço ASTM F Artroplastia total de quadril (ATQ) Próteses e suas características Tipos de hastes e cabeças femorais mais utilizadaserro! Indicador não definido.2 3. MATERIAIS E MÉTODOS Materiais...Erro! Indicador não definido Caracterização microestrutural...erro! Indicador não definido Microscopia óptica Tamanho de grão

7 3.2.3 Teor de inclusões Difração de raios X Espectroscopia de energia dispersiva Análise química Espectrometria Propriedades mecânicas Dureza Brinell Dureza Rockwell Microdureza Vickers Resistência à fadiga e à fadiga-corrosão Ensaios de corrosão Corrosão por imersão Corrosão por polarização RESULTADOS E DISCUSSÃO Microscopia óptica Tamanho de grão Teor de inclusões...erro! Indicador não definido Difração de raios X Análise química Dureza Brinell Dureza Rockwell Microdureza Vickers Resistência à fadiga Resistência à fadiga-corrosão Corrosão por imersão Corrosão por polarização CONCLUSÕES SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES FIG. 2.1 Exemplos de implantes temporários: (a) placas de compressão para pequenos fragmentos e (b) sistema de fixação para coluna (Ortosíntese, 2010)....Erro! Indicador não definido.1 FIG. 2.2 Exemplo de implantes permanentes: (a) próteses de quadril tipo Muller e (b) próteses de quadril tipo Moore e Thompsom (Ortosíntese, 2010).Erro! Indicador não definido.1 FIG. 2.3 Diagrama esquemático das articulações da bacia humana e dos componentes adjacentes do esqueleto (CALLISTER, 2002)...Erro! Indicador não definido.9 FIG. 2.4 Representação esquemática da artroplastia total de quadril (fonte: 30 FIG. 2.5 Haste femoral não modular cimentada Charnley primária/revisão (Baumer, 2012)...Erro! Indicador não definido.1 FIG. 2.6 Haste femoral modular cimentada Muller primária (Baumer, 2012)...Erro! Indicador não definido. FIG. 2.7 Haste femoral modular cimentada Thompson primária (Baumer, 2012)...Erro! Indicador não definido. FIG. 2.8 Haste femoral modular não cimentada CO-10 primária/revisão (Baumer, 2012)...Erro! Indicador não definido.2 FIG. 2.9 Haste femoral modular não cimentada Maxxi revisão (Baumer, 2012)Erro! Indicador não definido.3 FIG Haste femoral modular cimentada Alpha primária (Baumer, 2012)...Erro! Indicador não definido.3 FIG Haste femoral modular cimentada Alpha revisão (Baumer, 2012) FIG Cabeça femoral bipolar (Baumer, 2012) FIG Cabeça femoral modular (Baumer, 2012) FIG Cabeça femoral monopolar (Baumer, 2012) FIG. 3.1 Placa (A), cabeça tipo Thompson com tarugo passante soldada em um furo (B) e cabeça tipo Thompson com tarugo passante soldada em dois furos (C)

9 FIG. 3.2 Corpos de prova após embutimento, lixamento e ataque metalográfico (A lateral da placa; B superfície da placa; C - cabeça tipo Thompson com tarugo passante em dois furos) FIG. 3.3 Cabeça tipo Thompson, com tarugo passante, soldado em um ponto, adaptada em suporte universal para ensaios de fadiga FIG. 3.4 Cabeça tipo Thompson, com tarugo passante, soldado em um ponto, adaptada em suporte universal para ensaios de fadiga em meio corrosivo FIG. 3.5 Cabeça tipo Thompson, com tarugo passante, soldado em um ponto, adaptada em suporte universal para ensaios de fadiga em meio corrosivo (ensaio montado) FIG. 3.6 Remoção dos produtos de corrosão dos corpos de prova, após ensaio de corrosão por imersão FIG. 4.1 Microestrutura da seção transversal da placa de aço ASTM F138 (aumento de 500X) FIG. 4.2 Microestrutura da seção longitudinal da placa de aço ASTM F138 (aumento de 500X) FIG. 4.3 Microestrutura de uma placa de aço ASTM F138 com tamanho de grão homogêneo (aumento de 100X) FIG. 4.4 Microestrutura com tamanho de grão homogêneo de uma cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (aumento de 100X) FIG. 4.5 Microestrutura da ZTA de uma cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (aumento de 100X) FIG. 4.6 Microestrutura da ZTA de uma cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (aumento de 50X) FIG. 4.7 Micrografia do centro de um CP de cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (MEV) FIG. 4.8 Micrografia da ZTA de um CP de cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (MEV) FIG. 4.9 Micrografia que mostra diversas inclusões no centro de um CP de cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (aumento 100X)

10 FIG Micrografia que mostra diversas inclusões na zona termicamente afetada de um CP de cabeça femoral tipo Thompson, soldada em dois furos. Aço ASTM F138 (aumento 100X) FIG Espectro de difração de raios X do Aço ASTM F FIG Diagrama tipo Schaeffler. Estimativa de uma matriz austenítica para o Aço ASTM F138 estudado FIG Fig Corpo de prova após ensaio de fadiga ao ar. Detalhamento da cabeça e do tarugo passante. Aço ASTM F138 (MEV) FIG Corpo de prova após ensaio de fadiga ao ar. Início da formação das trincas (nucleação). Aço ASTM F138 (MEV) FIG Corpo de prova após ensaio de fadiga ao ar. Trincas de tamanhos diversos. Aço ASTM F138 (MEV) FIG Corpo de prova após ensaio de fadiga em solução. Detalhamento da cabeça e do tarugo passante. Aço ASTM F138 (MEV) FIG Corpo de prova após ensaio de fadiga em solução. Formação de poucas trincas. Aço ASTM F138 (MEV) FIG Corpo de prova após ensaio de fadiga em solução. Formação de produtos de corrosão. Aço ASTM F138 (MEV) FIG EDS do ponto de corrosão. Aço ASTM F138 (MEV) FIG Corpo de prova após ensaio de corrosão por imersão. Ausência de produtos de corrosão. Aço ASTM F138 (aumento 25X) FIG Comparativo entre as curvas de polarização dos CP s retirados de uma das placas redondas. Temperatura ambiente e à 36º C. Aço ASTM F FIG Comparativo entre as curvas de polarização dos CP s retirados de uma das cabeças femorais tipo Thompson. Temperatura ambiente e à 36º C. Aço ASTM F Erro! Indicador não definido.0 FIG Verificação da presença de grande quantidade de pites de corrosão nos CP s retirados de uma das cabeças femorais tipo Thompson. Ensaio realizado à 36º C. Aço ASTM F138 (MEV)..Erro! Indicador não definido.2 10

11 FIG Pites de corrosão em avançado estágio de crescimento nos CP s retirados de uma das cabeças femorais tipo Thompson. Ensaio realizado à 36º C. Aço ASTM F138 (MEV)....Erro! Indicador não definido.3 FIG Medidas de um dos pites de corrosão nos CP s retirados de uma das cabeças femorais tipo Thompson. Ensaio realizado à 36º C. Aço ASTM F138 (MEV)....Erro! Indicador não definido.3 FIG Medidas de um dos pites de corrosão nos CP s retirados de uma das cabeças femorais tipo Thompson. Ensaio realizado à 36º C. Aço ASTM F138 (MEV).....Erro! Indicador não definido.4 11

12 LISTA DE TABELAS TAB. 2.1 Comparação dos valores de módulo de elasticidade e densidade do osso cortical com alguns biomateriais metálicos (Black, 1998).Erro! Indicador não definido.2 TAB. 2.2 Composição (%) dos aços inoxidáveis AISI 316L e ASTM F138 (GAM, 2011) TAB. 3.1 Classificação da taxa de corrosão uniforme.erro! Indicador não definido. TAB. 4.1 Valor médio do tamanho de grão TAB. 4.2 Teores de inclusão TAB. 4.3 Composição química TAB. 4.4 Resultado da dureza Brinell TAB. 4.5 Resultado da dureza Rockwell...Erro! Indicador não definido. TAB. 4.6 Resultado da microdureza Vickers TAB. 4.7 Resultado da taxa de corrosão (Tc) TAB. 4.8 Resultados de potencial de corrosão (Ecorr) e densidade de corrente (icorr) obtidos nos ensaio de polarização TAB. 4.9 Resultados de potencial de passivação (E pass ), densidade de corrente de passivação (i pass ) e potencial transpassivo (E t ) obtidos nos ensaio de polarização

13 LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS ABREVIATURAS CP corpo de prova F PITE fator de resistência à corrosão por pites ph potencial hidrogeniônico SÍMBOLOS GPa giga Pascal g/cm 3 gramas por centímetros cúbicos p/p peso por peso mm milímetro cm centímetro PA pro análise ml mililitro L litro µm micrômetro mm 2 milímetro quadrado Å Angstrom λ comprimento de onda kgf quilograma força N Newton kn quilo Newton g grama Hz hertz R razão de carregamento ºC grau Celsius mm/ano milímitros por ano M c variação de massa para corrosão ρ densidade t tempo 13

14 A área T c taxa de corrosão ma/cm 2 miliampere por centímetro quadrado δ delta Cr eq cromo equivalente Ni eq níquel equivalente mv milivolt mv/s milivolt por segundo 14

15 LISTA DE SIGLAS ASTM American Society for Testing and Materials F-138 Standard Specification for Wrought 18Chromium-14Nickel- 2.5Molybdenum Stainless Steel Bar and Wire for Surgical Implants F-136 Standard Specification for Wrought Titanium-6Aluminum- 4Vanadium ELI (Extra Low Interstitial) Alloy for Surgical Implant Applications ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR Norma Brasileira ISO International Organization for Standardization AISI American Iron and Steel Institute 316L Stainless Steel IME Instituto Militar de Engenharia INT Instituto Nacional de Tecnologia PRE Pitting Resistance Equivalent ATQ Artroplastia Total de Quadril EDS Espectroscopia de energia dispersiva GDS Glow Discharge Expectrometer NACE The Corrosion Society ZTA Zona termicamente afetada MEV Microscópio eletrônico de varredura 15

16 RESUMO Um grande número de ligas metálicas apresenta comportamento satisfatório quando usadas na fabricação de implantes, sejam eles temporários ou permanentes. Entre os biomateriais metálicos, o aço inoxidável ASTM F138 tem sido utilizado devido às suas propriedades mecânicas adequadas e razoável resistência à corrosão, além de boa usinabilidade e principalmente ao custo relativamente baixo. Esta dissertação teve o propósito de caracterizar e verificar as propriedades mecânicas de cabeças femorais para próteses de quadril, fabricadas em aço ASTM F138 produzidas pela empresa nacional Incomepe (Cotia, SP). Foram realizados os ensaios de caracterização da microestrutura a partir da observação por microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura, verificação da composição química pela técnica de espectrometria de GDS, teor de inclusões, tamanho de grão, difração de raios X, dureza Brinell, dureza Rockwell, microdureza Vickers, resistência à fadiga e à fadiga-corrosão, além de ensaios de corrosão por imersão e corrosão por polarização. Os resultados obtidos revelaram que o material estudado encontra-se não conforme para os ensaios de teor de inclusões e para o ensaio de corrosão por polarização, onde se verificou uma grande quantidade de pites de corrosão. A análise da composição química da liga de aço mostrou que o teor de cromo encontra-se abaixo do valor mínimo estabelecido para o material. Tais resultados devem ser levados em consideração no tocante a possibilidade da ocorrência de fraturas catastróficas em implantes ortopédicos. 16

17 ABSTRACT A large number of metal alloys provides satisfactory performance when used to manufacture implants, be they temporary or permanent. Among the metallic biomaterials, stainless steel ASTM F138 has been widely used due to their mechanical properties and reasonable corrosion resistance, and good machinability and the mostly relatively low cost. This dissertation aimed to characterize and verify the mechanical properties of femoral heads for hip prostheses, made of ASTM F138 produced by national company Incomepe (Cotia, SP). The following tests were performed: characterization of the microstructure from the observation by optical microscopy and scanning electron microscopy, check the chemical composition by spectrometry technique GDS content inclusions, grain size, X-ray diffraction, Brinell hardness, toughness Rockwell, Vickers hardness, fatigue resistance and corrosionfatigue, and immersion corrosion tests and corrosion polarization. The results show that the studied material is nonconforming for testing content and inclusions for the corrosion test for bias, where there was a lot of pitting corrosion. The chemical composition of the steel alloy showed that the chromium content is below the minimum value for the material. These results should be taken into consideration regarding the possibility of the occurrence of catastrophic fractures in orthopedic implants. 17

18 1 INTRODUÇÃO 1.1 MOTIVAÇÃO PARA A PESQUISA Com o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas, aumento da população, crescimento no número de acidentes e casos de doenças, a necessidade da substituição parcial ou total de algumas partes do corpo humano aumentou significativamente. Para atender a essa demanda, que cresce de 5 a 15% ao ano, é necessário o desenvolvimento de novos biomateriais e de técnicas cirúrgicas avançadas. A capacidade de recuperar ou substituir partes danificadas do corpo tem melhorado a qualidade de vida de milhões de pessoas. Os implantes ortopédicos são dispositivos que substituem, parcial ou totalmente, as funções de parte do corpo humano. Alguns implantes, chamados temporários (as placas e parafusos estabilizadores de fratura, por exemplo), desempenham suas funções por um período pré-estabelecido, até que ocorra a recuperação do osso danificado e o implante possa ser removido. Outros implantes, chamados permanentes, como os para substituição de articulações do corpo humano (por exemplo a prótese total de quadril) precisam desempenhar suas funções pelo resto da vida do paciente (GIORDANI et al, 2007). Uma vez implantados, os biomateriais, necessariamente, entram em contato com os fluidos corpóreos. Esses fluidos, aparentemente inofensivos, conseguem ao longo do tempo degradar significativamente a maioria dos materiais de considerável inércia química (BOSCHI, 1995). Adicionalmente, grande parte dos implantes ortopédicos é submetida a esforços estáticos e/ou cíclicos, muitas vezes de magnitudes relevantes. Isso ocorre principalmente com implantes utilizados nas extremidades inferiores do corpo humano. Com base nestes dados verificou-se a necessidade de caracterizar as propriedades mecânicas e a resist~encia a corrosão da prótese de quadril. 18

19 1.2 ESCOLHA DO TEMA A combinação de elevada resistência mecânica e baixa degradação pela ação do meio fisiológico, isoladamente ou em combinação com esforços mecânicos cíclicos e/ou estáticos, fazem de alguns materiais metálicos os preferidos para a fabricação de implantes ortopédicos. Entre os biomateriais metálicos, o aço inoxidável ASTM F 138 tem sido bastante utilizado devido às suas propriedades mecânicas adequadas e razoável resistência à corrosão, além de boa usinabilidade e principalmente ao custo relativamente baixo (GIORDANI, FERREIRA e BALANCIN, 2007; SINGH e DAHOTRE, 2005). De acordo com o exposto, o material utilizado nesta dissertação foi o aço inoxidável austenítico ASTM F OBJETIVO DA PESQUISA O objetivo principal deste estudo é avaliar as propriedades mecânicas e de corrosão de cabeças femorais para próteses de quadril, fabricadas em aço austenítico ASTM F138. Os ensaios foram realizados nos laboratórios do Instituto Militar de Engenharia (IME) e do Instituto Nacional de Tecnologia (INT). 1.4 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO No capítulo 2, é apresentada uma revisão bibliográfica sobre os principais temas relacionados ao objetivo principal como biomateriais, aços inoxidáveis e os tipos de implantes ortopédicos para quadril. No capítulo 3 são apresentados os materiais e métodos utilizados, dentre eles a descrição do material utilizado, dos ensaios e da metodologia adotada para verificação da microestrutura e das propriedades mecânicas do ASTM F138 utilizado como material para a dissertação. Os resultados e discussão dos ensaios são apresentados no capítulo 4. O capítulo 5 traz as conclusões obtidas com o estudo realizado nesta dissertação. 19

20 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 BIOMATERIAIS Existem várias definições de biomateriais. Uma definição mais abrangente e mais aceita pela comunidade foi apresentada por Williams (WILLIAMS, 1987): Biomateriais são substâncias, exceto drogas e fármacos, ou combinação de substâncias, de origens sintéticas ou naturais, que podem ser usados por qualquer período de tempo, como parte ou como o todo de sistemas, para tratar, aumentar ou substituir quaisquer tecidos, órgãos ou função do corpo. Uma definição importante é a da biocompatibilidade com o organismo, podendo ser definida como a capacidade do material ter uma resposta favorável numa aplicação específica, com o mínimo de reações alérgicas, inflamatórias ou tóxicas, quando em contato com os tecidos vivos ou fluidos orgânicos (HENCH, 1998). A área de biomateriais engloba o conhecimento e a colaboração de diversas especialidades, desde o comportamento mecânico até as funções biológicas. A evolução atual dos biomateriais depende dos avanços tecnológicos, da biotecnologia e da ciência dos materiais BIOMATERIAIS METÁLICOS Os implantes ortopédicos podem ser divididos em duas categorias: implantes temporários para fixação de fraturas e implantes permanentes para substituição de partes do corpo humano (ALVES et al, 2004). Os implantes temporários são usados para fixar as fraturas por um período preestabelecido, até que ocorra a recuperação do membro danificado e eles possam ser retirados. As placas de compressão, parafusos, arames, pinos e hastes intramedulares para correção de ossos fraturados são exemplos de implantes temporários (Figura 2.1). Os implantes para aplicações ortopédicas permanentes precisam ter a sua qualidade assegurada para atuar por longos períodos, sem perder sua funcionalidade, evitando problemas que possam 20

21 causar danos à vida do paciente. Alguns exemplos destes implantes são as próteses de quadril, joelho, ombro, cotovelo e pulso (Figura 2.2). (a) (b) FIG. 2.1 Exemplos de implantes temporários: (a) placas de compressão para pequenos fragmentos e (b) sistema de fixação para coluna (Ortosíntese, 2010). (a) (b) FIG. 2.2 Exemplos de implantes permanentes: (a) próteses de quadril tipo Muller e (b) próteses de quadril tipo Moore e Thompsom (Ortosíntese, 2010). Um grande número de ligas metálicas apresenta comportamento satisfatório quando usados na fabricação de implantes. Entre elas, destacam-se as ligas de cobalto-cromo, o titânio puro e as ligas de titânio, às quais são mais resistentes à 21

22 corrosão e são usados principalmente na confecção de próteses permanentes (NIINOMI, 2002). O titânio e suas ligas também têm a vantagem de possuir densidade e módulo de elasticidade relativamente baixo em relação aos outros biomateriais metálicos (Tabela 2.1). Porém, o alto custo e a baixa usinabilidade destas ligas constituem desvantagens importantes a serem consideradas no projeto de um dispositivo ortopédico. Tabela 2.1 Comparação dos valores de módulo de elasticidade e densidade do osso cortical com alguns biomateriais metálicos (Black, 1998). Material Módulo de Elasticidade Densidade (GPa) (g/cm3) Osso cortical 7 25 ~ 2 Co-Cr-Mo 230 ~ 8,5 Aço ASTM F ~ 8 Ti-6Al-4V 106 ~ 4,5 Entre os biomateriais metálicos, destaca-se o aço inoxidável ASTM F 138 devido às suas propriedades mecânicas adequadas e razoável resistência à corrosão, além de boa usinabilidade e principalmente ao custo relativamente baixo (GIORDANI, FERREIRA e BALANCIN, 2007; SINGH e DAHOTRE, 2005) AÇOS INOXIDÁVEIS Segundo a norma ASTM F138:2008, o aço inoxidável para implantes deve possuir estrutura austenítica, pois tal estrutura oferece maior resistência à corrosão. Ela pode ser obtida pela adição de níquel ao ferro para provocar a expansão do campo da fase austenítica, tornando a austenita estável até temperaturas abaixo da ambiente. Este aço não é endurecível por tratamento térmico mas, pode ser endurecido por trabalho a frio. Este grupo de aço é não magnético. O aço inoxidável, passivado ao ar, tem sua passividade destruída por íons cloretos em pontos ou áreas 22

23 localizados, provocando a corrosão por pites nesses pontos (GENTIL, 1996). Por esse motivo, adiciona-se molibdênio à liga do aço inoxidável o que permite a formação de uma camada passiva mais resistente (PARK, 1992). Aços inoxidáveis utilizados em produtos implantáveis devem ter propriedades mecânicas e físicas adequadas, tais como alta resistência mecânica, baixo teor de impurezas e baixa permeabilidade magnética. Além disso, devem possuir considerável resistência à corrosão quando expostos aos fluidos corpóreos (GAM, 2011) MICROESTRUTURA De acordo com a norma NBR ISO :2008, implantes de aço inoxidável devem conter uma única fase de microestrutura austenítica. As normas para implantes especificam que a microestrutura não deve conter ferrita delta quando examinada com 100x de ampliação. A ferrita delta é uma fase secundária inaceitável em implantes ortopédicos por causa da menor resistência à corrosão quando comparada à matriz austenítica. Além disso, a ferrita delta é ferro-magnética o que aumenta a permeabilidade magnética do aço inoxidável. O tamanho de grão deve ser menor ou igual a 5. Um grão fino é desejável por oferecer uma boa combinação entre as propriedades de fadiga e resistência à tração (DISEGI, 2000) PROPRIEDADES MECÂNICAS É necessário que as propriedades mecânicas não se alterem durante um período prolongado de uso. As propriedades mecânicas básicas como o limite de resistência á tração (LR), limite de escoamento (LE), ductilidade (εt) e dureza (HB e HR) devem ser valores adequados e definidos nas normas técnicas para aplicações ortopédicas. Os metais e as ligas metálicas quando recozidos apresentam menor 23

24 resistência mecânica e melhor usinabilidade. Certos aços inoxidáveis austeníticos apresentam maior resistência e dureza por meio de trabalho a frio sendo geralmente utilizados na fabricação de parafusos e chapas RESISTÊNCIA À FADIGA A resistência à fadiga é uma propriedade importante que os materiais usados na fabricação de próteses devem apresentar. A ruptura por fadiga começa a partir de uma trinca (nucleação) ou pequena falha superficial, que se propaga ampliando seu tamanho, devido às solicitações cíclicas. Quando a trinca aumenta de tamanho, o suficiente para que o restante do material não suporte mais a carga que está sendo aplicada, a peça se rompe catastroficamente. Os resultados do ensaio de fadiga são apresentados geralmente em curvas S-N (tensão x número de ciclos). As cargas solicitantes cíclicas são geralmente classificadas em três categorias, isto é, carga estática, cujo valor permanece constante ao longo do tempo ou apresenta variação tão lenta que seu efeito pode ser considerado desprezível; carga repetida, cujo valor varia periodicamente, entre um máximo e zero; carga alternada (ou cíclica pura), cujo valor varia periodicamente, entre valores máximos e mínimos, os quais podem ou não serem simétricos em relação ao eixo do tempo. O caso geral de carga oscilante é a combinação da carga estática com a carga alternante e é chamada de carga flutuante (FONTANA, 2004) RESISTÊNCIA À CORROSÃO A resistência à corrosão é um parâmetro fundamental para a escolha de uma liga metálica utilizada na fabricação de um produto implantável, uma vez que os fluídos biológicos presentes no corpo humano possuem alto poder corrosivo. A corrosão de uma peça metálica implantada pode trazer complicações clínicas para o paciente, dentre eles a quebra do implante e a liberação de íons metálicos 24

25 indesejáveis ao organismo. No segundo caso, o produto da corrosão do implante pode causar mudanças na histologia do tecido local, tanto por efeitos tóxicos diretos quanto por uma hipersensibilidade local. Níquel, cobalto e cromo, elementos químicos conhecidos causadores de alergias, podem ocasionar respostas biológicas adversas nos tecidos próximos ao implante, levando até mesmo à perda de uma parte da articulação implantada (GAM, 2011). A elevada resistência à corrosão dos aços inoxidáveis se deve, principalmente, ao seu elevado teor de cromo (acima de 11%). O cromo presente na superfície do metal reage com o oxigênio e forma uma fina camada de óxido de cromo (Cr 2 O 3 ). A camada de óxido é denominada camada de passivação e confere proteção contra agentes corrosivos do meio, como os íons cloretos presentes no sangue e nos fluídos corpóreos. A formação de uma camada muito delgada, bem como a presença de impurezas no aço, são fatores que contribuem para a dissolução da película de óxido de cromo em pontos específicos da superfície do material, tornando-o susceptível a diferentes tipos de corrosão (ARAUJO, 2004). Durante o processo de fabricação do aço, a adição de molibdênio, em teores acima de 2%, permite a formação de uma camada de passivação mais resistente a meios salinos agressivos. Aliado a isso, um baixo teor de carbono também inibe a corrosão pois, na presença de molibdênio, o carbono tende a reagir e formar carbonetos de cromo, os quais tendem a precipitar nos contornos de grão e enfraquecer a camada de passivação do metal (GAM, 2011). Um dos tipos mais frequentes de corrosão em aços é a corrosão por pites (GENTIL, 2011). O início de um pite ocorre quando um processo de destruição química expõe um discreto ponto da superfície do implante aos íons cloreto. Não se sabe ao certo onde os pites começam, mas algumas possíveis localizações estão junto a composição heterogênea do material superficial (inclusões), riscos ou alguns lugares onde existe variação do meio onde o material se encontra (KURGER, 1983). Ocorre a propagação do pite quando a repassivação não é suficiente para prevenir a produção de uma alta concentração local de íons metálicos produzidos pela dissolução, junto ao seu ponto inicial. Outros dois tipos importantes de corrosão são a corrosão sob tensão (Stress Corrosion Cracking) e corrosão conjugada à fadiga (Corrosion Fatigue) (PASCHOAL, 1998). A corrosão sob tensão (SCC) é uma forma de corrosão 25

Utilização de aços inoxidáveis em implantes

Utilização de aços inoxidáveis em implantes Utilização de aços inoxidáveis em implantes Buss GAM 1 ; Donath KS 2 ; Vicente MG 1 1 Unidade de Tecnovigilância NUVIG/Anvisa 2 Gerência de Materiais GGTPS/Anvisa Introdução Os requisitos gerais para a

Leia mais

4.Materiais e métodos

4.Materiais e métodos 4.Materiais e métodos 4.1. Material em estudo O material em estudo, de procedência sueca (Sandvik), foi adquirido como chapa laminada a quente de 3mm de espessura, recebendo posteriormente tratamento térmico

Leia mais

ÍNDICE CORROSÃO E MEDIDAS DE PROTEÇÃO... 3. ESPECIFICAÇÃO DE AÇOS, LIGAS ESPECIAIS E FERROS FUNDIDOS (Módulo I)... 4 ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE...

ÍNDICE CORROSÃO E MEDIDAS DE PROTEÇÃO... 3. ESPECIFICAÇÃO DE AÇOS, LIGAS ESPECIAIS E FERROS FUNDIDOS (Módulo I)... 4 ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE... ÍNDICE CORROSÃO E MEDIDAS DE PROTEÇÃO... 3 ESPECIFICAÇÃO DE AÇOS, LIGAS ESPECIAIS E FERROS FUNDIDOS (Módulo I)... 4 ACABAMENTO DE SUPERFÍCIE... 5 FUNDAMENTOS DOS TRATAMENTOS TÉRMICOS DAS LIGAS FERROSAS

Leia mais

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 FRAGILIZAÇÃO DA MARTENSITA REVENIDA EM PARAFUSOS: ANÁLISE DE DOIS CASOS Marcelo A. L.*, Tokimatso R. C., Júnior P. Z.**,

Leia mais

As informações e opiniões contidas neste trabalho são de exclusiva responsabilidade dos autores.

As informações e opiniões contidas neste trabalho são de exclusiva responsabilidade dos autores. AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DE PRÓTESE TOTAL DE QUADRIL DE AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO REMOVIDA DE PACIENTE E.H. de S. Cavalcanti (1), S.M.C. de Souza (1), C. de A. Ferreira (1), M.M.Campos (1),

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 02

PROVA ESPECÍFICA Cargo 02 18 PROVA ESPECÍFICA Cargo 02 QUESTÃO 41 As afirmativas a seguir tratam das características de alguns dos tratamentos térmicos aplicados aos aços. Verifique quais são verdadeiras (V) ou falsas (F) e marque

Leia mais

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DE AÇOS INOXIDÁVEIS SUBMETIDAS A CICLOS DE FADIGA TÉRMICA.

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DE AÇOS INOXIDÁVEIS SUBMETIDAS A CICLOS DE FADIGA TÉRMICA. AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DE AÇOS INOXIDÁVEIS SUBMETIDAS A CICLOS DE FADIGA TÉRMICA. Rodrigo Freitas Guimarães 1, José Airton Lima Torres 2, George Luiz Gomes de Oliveira 3, Hélio Cordeiro de

Leia mais

Soldabilidade de Metais. Soldagem II

Soldabilidade de Metais. Soldagem II Soldabilidade de Metais Soldagem II Soldagem de Ligas Metálicas A American Welding Society (AWS) define soldabilidade como a capacidade de um material ser soldado nas condições de fabricação impostas por

Leia mais

ENSAIO DE DUREZA EM-641

ENSAIO DE DUREZA EM-641 ENSAIO DE DUREZA DEFINIÇÃO: Dureza é a resistência à deformação permanente Aplicação de uma carga na superfície da peça com um penetrador padronizado Características da marca de impressão (área ou profundidade)

Leia mais

ESTUDO DA SENSITIZAÇÃO CAUSADA PELO CICLO TÉRMICO DE SOLDAGEM NO AÇO INOXIDÁVEL SUPERFERRÍTICO AISI 444

ESTUDO DA SENSITIZAÇÃO CAUSADA PELO CICLO TÉRMICO DE SOLDAGEM NO AÇO INOXIDÁVEL SUPERFERRÍTICO AISI 444 ESTUDO DA SENSITIZAÇÃO CAUSADA PELO CICLO TÉRMICO DE SOLDAGEM NO AÇO INOXIDÁVEL SUPERFERRÍTICO AISI 444 Cleiton Carvalho Silva 1, João Paulo Sampaio Eufrásio Machado 1, Hosiberto Batista de Sant Ana 2,

Leia mais

CAPÍTULO 5. Materiais e Métodos 97. Errar é humano. Botar a culpa nos outros, também. Millôr Fernandes (76 anos), humorista brasileiro

CAPÍTULO 5. Materiais e Métodos 97. Errar é humano. Botar a culpa nos outros, também. Millôr Fernandes (76 anos), humorista brasileiro Materiais e Métodos 97 CAPÍTULO 5 Errar é humano. Botar a culpa nos outros, também. Millôr Fernandes (76 anos), humorista brasileiro Toda a empresa precisa ter gente que erra, que não tem medo de errar

Leia mais

Metalografia não Destrutiva pelo Método de Réplicas.

Metalografia não Destrutiva pelo Método de Réplicas. Metalografia não Destrutiva pelo Método de Réplicas. 1 Conceito: As propriedades das ligas metálicas e suas transformações estão intimamente ligadas ao seu estado metalúrgico ou microestrutural. O exame

Leia mais

FATORES QUE PODEM IMPLICAR EM FALHAS PREMATURAS DE PINTURA INTERNA in situ DE DUTOS 2006

FATORES QUE PODEM IMPLICAR EM FALHAS PREMATURAS DE PINTURA INTERNA in situ DE DUTOS 2006 FATORES QUE PODEM IMPLICAR EM FALHAS PREMATURAS DE PINTURA INTERNA in situ DE DUTOS 2006 Joaquim Pereira Quintela PETROBRAS/CENPES Victor Solymossy PETROBRAS/CENPES INTRODUÇÃO Vantagens do emprego de revestimentos

Leia mais

ESTUDO DA CORROSÃO NA ZAC DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO AISI 316L CAUSADA POR PETRÓLEO PESADO DA BACIA DE CAMPOS

ESTUDO DA CORROSÃO NA ZAC DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO AISI 316L CAUSADA POR PETRÓLEO PESADO DA BACIA DE CAMPOS ESTUDO DA CORROSÃO NA ZAC DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO AISI 316L CAUSADA POR PETRÓLEO PESADO DA BACIA DE CAMPOS Cleiton Carvalho Silva 1, José Mathias de Brito Ramos Júnior 1, João Paulo Sampaio Eufrásio

Leia mais

ESTUDO DA RESISTÊNCIA À COROSÃO DO AÇO INOXIDÁVEL LEAN DUPLEX UNS 32304 SOLDADO POR ATRITO COM PINO NÃO CONSUMÍVEL

ESTUDO DA RESISTÊNCIA À COROSÃO DO AÇO INOXIDÁVEL LEAN DUPLEX UNS 32304 SOLDADO POR ATRITO COM PINO NÃO CONSUMÍVEL ESTUDO DA RESISTÊNCIA À COROSÃO DO AÇO INOXIDÁVEL LEAN DUPLEX UNS 32304 SOLDADO POR ATRITO COM PINO NÃO CONSUMÍVEL Victor Hugo Ayusso 1, Maysa Terada 1, Víctor Ferrinho Pereira 2, Célia Regina Tomachuk

Leia mais

INFLUÊNCIA DO ENVELHECIMENTO NA TENACIDADE À FRATURA DO AÇO INOXIDÁVEL ISO 5832-9

INFLUÊNCIA DO ENVELHECIMENTO NA TENACIDADE À FRATURA DO AÇO INOXIDÁVEL ISO 5832-9 INFLUÊNCIA DO ENVELHECIMENTO NA TENACIDADE À FRATURA DO AÇO INOXIDÁVEL ISO 5832-9 Celso Riyoitsi Sokei 1, Ruís Camargo Tokimatsu 1, Daniel Ivan Martin Delforge 1, Vicente Afonso Ventrella 1, Itamar Ferreira

Leia mais

DUREZA DE CORPOS SINTERIZADOS Por Domingos T. A. Figueira Filho

DUREZA DE CORPOS SINTERIZADOS Por Domingos T. A. Figueira Filho DUREZA DE CORPOS SINTERIZADOS Por Domingos T. A. Figueira Filho 1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS. Como os corpos sinterizados são compostos de regiões sólidas e poros, os valores de macrodureza determinados pelos

Leia mais

TM229 - Introdução aos Materiais

TM229 - Introdução aos Materiais TM229 - Introdução aos Materiais Propriedades mecânicas 2009.1 Ana Sofia C. M. D Oliveira Propriedades mecânicas Resistência - Tração - Escoamento - Compressão - Flexão - Cisalhamento - Fluência - Tensão

Leia mais

3 Material e Procedimento Experimental

3 Material e Procedimento Experimental 3 Material e Procedimento Experimental 3.1 Composição Química e Geometria dos Elos de Amarras O material adotado neste trabalho foi um aço estrutural de alta resistência e baixa liga, especificado pelaapi-2f[1]

Leia mais

Níveis de referência de ions metálicos em fluidos corpóreos e tecidos humanos

Níveis de referência de ions metálicos em fluidos corpóreos e tecidos humanos Florianópolis, 30 de agosto de 2011 Ref: Resposta ao Of. Circular 11/2001 UTVIG/NUVIG/ANVISA Dados e informações sobre os riscos da utilização do aço 316L na fabricação de implantes ortopédicos. INTRODUÇÃO

Leia mais

GRUPO II GRUPO DE ESTUDO DE PROTEÇÃO TÉRMICA E FONTES NÃO CONVENCIONAIS

GRUPO II GRUPO DE ESTUDO DE PROTEÇÃO TÉRMICA E FONTES NÃO CONVENCIONAIS SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GPT 26 14 a 17 Outubro de 2007 Rio de Janeiro - RJ GRUPO II GRUPO DE ESTUDO DE PROTEÇÃO TÉRMICA E FONTES NÃO CONVENCIONAIS MINIMIZAÇÃO

Leia mais

MECANISMOS DA CORROSÃO. Professor Ruy Alexandre Generoso

MECANISMOS DA CORROSÃO. Professor Ruy Alexandre Generoso MECANISMOS DA CORROSÃO Professor Ruy Alexandre Generoso MECANISMOS DA CORROSÃO De acordo com o meio corrosivo e o material, podem ser apresentados diferentes mecanismos. Os principais são: MECANISMO QUÍMICO

Leia mais

Materiais em Engenharia. Aula Teórica 6. Ensaios mecânicos (continuação dos ensaios de tracção, ensaios de compressão e de dureza)

Materiais em Engenharia. Aula Teórica 6. Ensaios mecânicos (continuação dos ensaios de tracção, ensaios de compressão e de dureza) Aula Teórica 6 Ensaios mecânicos (continuação dos ensaios de tracção, ensaios de compressão e de dureza) 1 ENSAIO DE TRACÇÃO A partir dos valores da força (F) e do alongamento ( I) do provete obtêm-se

Leia mais

DA INFLUÊNCIA DA RUGOSIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE RESVESTIMENTOS CERÂMICOS ANTICORROSIVOS EM SUBSTRATOS METÁLICOS DE AÇO AISI 316L

DA INFLUÊNCIA DA RUGOSIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE RESVESTIMENTOS CERÂMICOS ANTICORROSIVOS EM SUBSTRATOS METÁLICOS DE AÇO AISI 316L ÓXIDOS NANOESTRUTURADOS DE TiO 2 /Al 2 O 3 : ESTUDO DA INFLUÊNCIA DA RUGOSIDADE NO DESENVOLVIMENTO DE RESVESTIMENTOS CERÂMICOS ANTICORROSIVOS EM SUBSTRATOS METÁLICOS DE AÇO AISI 316L Andreza Menezes Lima

Leia mais

Adição de polímeros ao concreto visando durabilidade.

Adição de polímeros ao concreto visando durabilidade. Adição de polímeros ao concreto visando durabilidade. Prof. Luciano Martin Teixeira, M.Sc. Eng. INTRODUÇÃO O emprego de polímeros no concreto tem como objetivo intensificar certas qualidades devido a diminuição

Leia mais

Evolução da fração volumétrica de ferrita durante a formação de fase sigma do aço SAF 2205.

Evolução da fração volumétrica de ferrita durante a formação de fase sigma do aço SAF 2205. Projeto de iniciação científica Evolução da fração volumétrica de ferrita durante a formação de fase sigma do aço SAF 2205. Relatório Final Bolsista: RODRIGO DI PIETRO GERZELY e-mail: rpietro@fei.edu.br

Leia mais

2.4-Aços inoxidáveis dúplex:

2.4-Aços inoxidáveis dúplex: N (Nitrogênio): Juntamente com o cromo e molibdênio, é usado para dar maior resistência à corrosão. Adições de nitrogênio (0,1% a 0,3%) aumentam significativamente a resistência à corrosão por pite. Estudos

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DE NÍQUEL ELETRODEPOSITADO NA PRESENÇA DE NANOTUBOS DE CARBONO (NTC)

CARACTERIZAÇÃO DE NÍQUEL ELETRODEPOSITADO NA PRESENÇA DE NANOTUBOS DE CARBONO (NTC) CARACTERIZAÇÃO DE NÍQUEL ELETRODEPOSITADO NA PRESENÇA DE NANOTUBOS DE CARBONO (NTC) A.C.Lopes a,e.p.banczek a, I.Costa c, M.Terada b, M.T.Cunha a, P.R.P. Rodrigues a a Universidade Estadual do Centro-Oeste,

Leia mais

UNIVERSIDADE SANTA. Objetivo Metodologia Introdução. Método Experimental Resultados Experimentais Conclusão Grupo de Trabalho

UNIVERSIDADE SANTA. Objetivo Metodologia Introdução. Método Experimental Resultados Experimentais Conclusão Grupo de Trabalho UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA ENGENHARIA MECÂNICA INDUSTRIAL Análise dos Parâmetros que Influenciaram a Falha dos Parafusos Calibrados Aço1045 A do Acoplamento de Engrenagem da Mesa Giratória ria do Laminador

Leia mais

Ensaio de fadiga. Em condições normais de uso, os produtos. Nossa aula. Quando começa a fadiga

Ensaio de fadiga. Em condições normais de uso, os produtos. Nossa aula. Quando começa a fadiga A U A UL LA Ensaio de fadiga Introdução Nossa aula Em condições normais de uso, os produtos devem sofrer esforços abaixo do limite de proporcionalidade, ou limite elástico, que corresponde à tensão máxima

Leia mais

Material para Produção Industrial Ensaio de Dureza

Material para Produção Industrial Ensaio de Dureza Material para Produção Industrial Ensaio de Dureza Prof.: Sidney Melo 8 Período 1 O que é Dureza Dureza é a propriedade de um material que permite a ele resistir à deformação plástica, usualmente por penetração.

Leia mais

Aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%).

Aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%). ESTRUTURAS DE CONCRETO CAPÍTULO 3 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos. 31 de março, 2003. AÇOS PARA ARMADURAS 3.1 DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA Aço é uma liga metálica composta principalmente

Leia mais

Análise de Óleo. Artigo Técnico

Análise de Óleo. Artigo Técnico Análise de Óleo O uso da análise de óleo como técnica de manutenção começou a ser aplicada na década 50. A crise do petróleo intensificou o uso da análise de óleo, que passou a cumprir uma nova função

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL DE IMPLANTES DENTÁRIOS DE TITÂNIO POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA E ENSAIOS MECÂNICOS

CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL DE IMPLANTES DENTÁRIOS DE TITÂNIO POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA E ENSAIOS MECÂNICOS CARACTERIZAÇÃO MICROESTRUTURAL DE IMPLANTES DENTÁRIOS DE TITÂNIO POR MICROSCOPIA ELETRÔNICA E ENSAIOS MECÂNICOS B. Helfenstein 1, S. A. Gehrke 2, N. O. Muniz 1, A. L. M. Vargas 3, B. A. Dedavid 1 Av. Ipiranga,

Leia mais

INFLUÊNCIA DA GRAFITIZAÇÃO E FADIGA-CORROSÃO NO ROMPIMENTO DE TUBO DE CALDEIRA

INFLUÊNCIA DA GRAFITIZAÇÃO E FADIGA-CORROSÃO NO ROMPIMENTO DE TUBO DE CALDEIRA INFLUÊNCIA DA GRAFITIZAÇÃO E FADIGA-CORROSÃO NO ROMPIMENTO DE TUBO DE CALDEIRA Marcos Margarido Petrobras/Refinaria de Paulínia Flávio Augusto dos Santos Serra Petrobras/Refinaria de Paulínia Trabalho

Leia mais

5 DISCUSSÃO. 5.1 Influência dos resfriadores no fundido. Capítulo 5 77

5 DISCUSSÃO. 5.1 Influência dos resfriadores no fundido. Capítulo 5 77 Capítulo 5 77 5 DISCUSSÃO 5.1 Influência dos resfriadores no fundido. A finalidade do uso dos resfriadores no molde antes da fundição das amostras Y block foi provocar uma maior velocidade de resfriamento

Leia mais

ENSAIO DE MATERIAIS. Profº Diógenes Bitencourt

ENSAIO DE MATERIAIS. Profº Diógenes Bitencourt ENSAIO DE MATERIAIS Profº Diógenes Bitencourt BASES TECNOLÓGICAS Diagrama Tensão-Deformação; Ensaio de Tração; Ensaio de Compressão; Ensaio de Cisalhamento; Ensaio de dureza Brinell; Ensaio de dureza Rockwell;

Leia mais

CADERNO DE PROVA 15 DE SETEMBRO DE 2012 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA

CADERNO DE PROVA 15 DE SETEMBRO DE 2012 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA 1 Cada candidato receberá: CADERNO DE PROVA 15 DE SETEMBRO DE 2012 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA - 01 (um) Caderno de Prova de 10 (dez) páginas, contendo 25 (vinte e cinco) questões de múltipla

Leia mais

Concurso Público para Cargos Técnico-Administrativos em Educação UNIFEI 13/06/2010

Concurso Público para Cargos Técnico-Administrativos em Educação UNIFEI 13/06/2010 Questão 21 Conhecimentos Específicos - Técnico em Mecânica A respeito das bombas centrífugas é correto afirmar: A. A vazão é praticamente constante, independentemente da pressão de recalque. B. Quanto

Leia mais

Tratamento térmico. A.S.D Oliveira

Tratamento térmico. A.S.D Oliveira Tratamento térmico Porque fazer Tratamentos Térmicos? Modificação de propriedades sem alterar composição química, pela modificação da microestrutura Sites de interesse: www.infomet.com.br www.cimm.com.br

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS ENGENHARIA METALURGICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS ENGENHARIA METALURGICA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA METALÚRGICA E DE MATERIAIS ENGENHARIA METALURGICA LUIS FERNANDO L. S. JÁCOME EFEITO DE TRATAMENTOS TÉRMICOS NAS PROPRIEDADES

Leia mais

RELATÓRIO TÉCNICO. Joaquim Carneiro

RELATÓRIO TÉCNICO. Joaquim Carneiro Escola de Ciências RELATÓRIO TÉCNICO ANÁLISE DE CHAPAS REVESTIDAS Cliente AMT COATINGS Engenharia e Tratamento de Superfícies, Lda. CACE-Ruas das Novas Empresas, Fontiscos PT-4780-511 Santo Tirso PORTUGAL

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO PROCESSO MIG BRAZING

BOLETIM TÉCNICO PROCESSO MIG BRAZING O PROCESSO Consiste na união de aços comuns, galvanizados e aluminizados, utilizando um processo de aquecimento à arco elétrico (MIG), adicionando um metal de adição a base de cobre, não ocorrendo a fusão

Leia mais

Tratamentos Térmicos dos Aços Ferramenta Um Ensaio

Tratamentos Térmicos dos Aços Ferramenta Um Ensaio Tratamentos Térmicos dos Aços Ferramenta Um Ensaio Dr. Carlos Eduardo Pinedo Diretor Técnico 1. Considerações Iniciais Aços Ferramenta Dentre os diferentes materiais utilizados pelo homem em seu cotidiano,

Leia mais

Previsão da vida em fadiga de aços inoxidáveis dúplex SAF 2205 e SAF 2507.

Previsão da vida em fadiga de aços inoxidáveis dúplex SAF 2205 e SAF 2507. Projeto de iniciação científica Previsão da vida em fadiga de aços inoxidáveis dúplex SAF 2205 e SAF 2507. Relatório final. Bolsista: Gustavo H. B. Donato e-mail:superguga@uol.com.br Orientador: Prof.

Leia mais

TTT 2012 - VI Conferência Brasileira sobre Temas de Tratamento Térmico 17 a 20 de Junho de 2012, Atibaia, SP, Brasil

TTT 2012 - VI Conferência Brasileira sobre Temas de Tratamento Térmico 17 a 20 de Junho de 2012, Atibaia, SP, Brasil ESTUDO COMPARATIVO ENTRE O TRATAMENTO TÉRMICO A VÁCUO E O TRATAMENTO TÉRMICO POR BRASAGEM REALIZADO EM AÇO INOXIDÁVEL M340 APLICADO A INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS R. L. Ciuccio 1, V. Pastoukhov 2, M.D.D. NEVES

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS (Perfil 08) «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS (Perfil 08) « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS (Perfil 08) «21. A grafia incorreta do resultado da medição propicia problemas de legibilidade, informações desnecessárias e sem sentido. Considerando

Leia mais

REMATO-REDE MULTICÊNTRICA DE. Dra. Iêda Caminha. Instituto Nacional de Tecnologia/INT Centro Coordenador REMATO

REMATO-REDE MULTICÊNTRICA DE. Dra. Iêda Caminha. Instituto Nacional de Tecnologia/INT Centro Coordenador REMATO REMATO-REDE MULTICÊNTRICA DE AVALIAÇÃO DE IMPLANTES ORTOPÉDICOS O E SUAS NECESSIDADES METROLÓGICAS Dra. Iêda Caminha Instituto Nacional de Tecnologia/INT Centro Coordenador REMATO VII Seminário Rio-Metrologia

Leia mais

Influence of Austenitizing Temperature On the Microstructure and Mechanical Properties of AISI H13 Tool Steel.

Influence of Austenitizing Temperature On the Microstructure and Mechanical Properties of AISI H13 Tool Steel. Influence of Austenitizing Temperature On the Microstructure and Mechanical Properties of AISI H13 Tool Steel. Lauralice de C. F. Canale 1 George Edward Totten 2 João Carmo Vendramim 3 Leandro Correa dos

Leia mais

Em aços trabalhados mecanicamente, é usual a presença de uma

Em aços trabalhados mecanicamente, é usual a presença de uma Figura 2.13: Amostra do aço SAF 2205 envelhecida a 850ºC por 30 minutos. Ferrita (escura), austenita (cinza) e sigma (sem ataque). Nota-se morfologia lamelar de sigma e austenita, no centro da micrografia.

Leia mais

INFLUÊNCIA DA MICROESTRUTURA ANISOTRÓPICA NO COMPORTAMENTO EM FADIGA DA LIGA DE ALUMÍNIO 7010-T74 FORJADA, DE APLICAÇAO AERONÁUTICA

INFLUÊNCIA DA MICROESTRUTURA ANISOTRÓPICA NO COMPORTAMENTO EM FADIGA DA LIGA DE ALUMÍNIO 7010-T74 FORJADA, DE APLICAÇAO AERONÁUTICA Jornadas SAM 2000 - IV Coloquio Latinoamericano de Fractura y Fatiga, Agosto de 2000, 703-710 INFLUÊNCIA DA MICROESTRUTURA ANISOTRÓPICA NO COMPORTAMENTO EM FADIGA DA LIGA DE ALUMÍNIO 7010-T74 FORJADA,

Leia mais

AVALIAÇÃO MECÂNICA E METALÚRGICA EM TRILHO FERROVIÁRIO UTILIZADO EM VIA CONTÍNUA

AVALIAÇÃO MECÂNICA E METALÚRGICA EM TRILHO FERROVIÁRIO UTILIZADO EM VIA CONTÍNUA Jornadas SAM CONAMET AAS 2001, Septiember de 2001 519-526 AVALIAÇÃO MECÂNICA E METALÚRGICA EM TRILHO FERROVIÁRIO UTILIZADO EM VIA CONTÍNUA Macedo, M.L.K.; Silva, A. A. M.; Barlavento, M. A. e Reguly, A.

Leia mais

ESTUDO DA CORROSÃO POR PITE DE NOVOS AÇOS INOXIDÁVEIS APLICADOS EM IMPLANTES ORTOPÉDICOS EM MEIO DE SOLUÇÕES DE RINGER LACTATO

ESTUDO DA CORROSÃO POR PITE DE NOVOS AÇOS INOXIDÁVEIS APLICADOS EM IMPLANTES ORTOPÉDICOS EM MEIO DE SOLUÇÕES DE RINGER LACTATO ESTUDO DA CORROSÃO POR PITE DE NOVOS AÇOS INOXIDÁVEIS APLICADOS EM IMPLANTES ORTOPÉDICOS EM MEIO DE SOLUÇÕES DE RINGER LACTATO Ruth F. V. Villamil 1 (PQ), Arnaldo H.P. de Andrade (PQ) 2, Celso A. Barbosa

Leia mais

AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE PARAFUSOS ÓSSEOS METÁLICOS UTILIZADOS EM OSTEOSSÍNTESE

AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE PARAFUSOS ÓSSEOS METÁLICOS UTILIZADOS EM OSTEOSSÍNTESE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE PARAFUSOS ÓSSEOS METÁLICOS UTILIZADOS EM OSTEOSSÍNTESE Iêda Caminha¹, Hugo Keide², Walter Ferreira3, Ibrahim Abud4, Renato Machado5, Rafael Oliveira6 ¹ Instituto Nacional de

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO Portaria n.º 33,de 22 de janeiro de 2004. O PRESIDENTE

Leia mais

Ensaios Não Destrutivos

Ensaios Não Destrutivos Ensaios Não Destrutivos DEFINIÇÃO: Realizados sobre peças semi-acabadas ou acabadas, não prejudicam nem interferem a futura utilização das mesmas (no todo ou em parte). Em outras palavras, seriam aqueles

Leia mais

ENSAIO DE DUREZA EM-641

ENSAIO DE DUREZA EM-641 ENSAIO DE DUREZA DEFINIÇÃO: O ensaio de dureza consiste na aplicação de uma carga na superfície do material empregando um penetrador padronizado, produzindo uma marca superficial ou impressão. É amplamente

Leia mais

COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS SOB TENSÃO. Prof. Rubens Caram

COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS SOB TENSÃO. Prof. Rubens Caram COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS SOB TENSÃO Prof. Rubens Caram 1 TENSÃO X DEFORMAÇÃO O EFEITO DE TENSÕES NA ESTRUTURA DE METAIS PODE SER OBSERVADO NA FORMA DE DEFORMAÇÕES: EM ESTRUTURAS DE ENGENHARIA, ONDE

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA E CIÊNCIA DE MATERIAIS ALESSANDRA SOUZA MARTINS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA E CIÊNCIA DE MATERIAIS ALESSANDRA SOUZA MARTINS UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA E CIÊNCIA DE MATERIAIS ALESSANDRA SOUZA MARTINS ESTUDO COMPARATIVO DA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO SEÇÃO DE ENSINO DE ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO MAJ MONIZ DE ARAGÃO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO Ensaio de Compressão de Corpos de Prova Resistência do Concreto

Leia mais

Estruturas Metálicas. Módulo I. Normas e Matérias

Estruturas Metálicas. Módulo I. Normas e Matérias Estruturas Metálicas Módulo I Normas e Matérias NORMAS DE ESTRUTURA ABNT NBR 8800/2008 PROJETO E EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE AÇO EM EDIFICIOS - ABNT NBR 6120/1980 Cargas para o cálculo de estruturas de edificações

Leia mais

2 Deposição por PVD. 2.1. Introdução. 2.2. Processos de erosão

2 Deposição por PVD. 2.1. Introdução. 2.2. Processos de erosão 2 Deposição por PVD 2.1. Introdução Pretendemos fazer uma pequena revisão da física da erosão induzida por íons energéticos (sputtering), os processos físicos que acontecem nas interações na superfície

Leia mais

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS CMA CIÊNCIA DOS MATERIAIS 2º Semestre de 2014 Prof. Júlio

Leia mais

CORROSÃO DE TUBO DE AÇO INOXIDÁVEL (AISI 304) DE ALTA PRESSÃO.

CORROSÃO DE TUBO DE AÇO INOXIDÁVEL (AISI 304) DE ALTA PRESSÃO. CORROSÃO DE TUBO DE AÇO INOXIDÁVEL (AISI 304) DE ALTA PRESSÃO. Roberto Jorge de Câmara Cardoso UFBA Departamento de Ciência e Tecnologia dos Materiais DCTM 6 COTEQ Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos

Leia mais

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CORROSÃO DO Ti e Ti 6Al 4V EM PRESENÇA DE ÍONS FLUORETO

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CORROSÃO DO Ti e Ti 6Al 4V EM PRESENÇA DE ÍONS FLUORETO ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A CORROSÃO DO Ti e Ti 6Al 4V EM PRESENÇA DE ÍONS FLUORETO Laisa Cristina Cândido Lúcio Sathler José Antônio da Cunha Ponciano Gomes UFRJ/COPPE 6 COTEQ Conferência sobre Tecnologia

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO Nº 03 PVC

BOLETIM TÉCNICO Nº 03 PVC A tabela a seguir lista valores típicos de algumas propriedades físicas, mecânicas, térmicas e elétricas de compostos de PVC rígidos e flexíveis. Os valores são simplesmente de caráter informativo e são

Leia mais

TM229 Introdução aos Materiais ENSAIOS MECÂNICOS Prof. Adriano Scheid Capítulos 6 e 8 - Callister

TM229 Introdução aos Materiais ENSAIOS MECÂNICOS Prof. Adriano Scheid Capítulos 6 e 8 - Callister TM229 Introdução aos Materiais ENSAIOS MECÂNICOS Prof. Adriano Scheid Capítulos 6 e 8 - Callister Introdução: Propriedades mecânicas indicam o comportamento dos materiais quando sujeitos a esforços de

Leia mais

EFEITO DOS PARÂMETROS DE MARCAÇÃO A LASER NA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO ISO 5832-1

EFEITO DOS PARÂMETROS DE MARCAÇÃO A LASER NA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO ISO 5832-1 EFEITO DOS PARÂMETROS DE MARCAÇÃO A LASER NA RESISTÊNCIA À CORROSÃO DO AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO ISO 5832-1 Pieretti, E. F. ¹*, Leivas, T. P. ², Raele, M. P. ³, Rossi, W. ³, Martins, M. D.¹ 1 Centro de

Leia mais

Dureza de materiais metálicos

Dureza de materiais metálicos Dureza de materiais metálicos Podemos considerar a dureza de um material de engenharia como sendo a propriedade mecânica de resistir à penetração ou riscamento na sua superfície. No caso dos materiais

Leia mais

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 11 Ensaio de Fadiga. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 11 Ensaio de Fadiga. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues Ensaios Mecânicos de Materiais Aula 11 Ensaio de Fadiga Tópicos Abordados Nesta Aula Ensaio de Fadiga. Propriedades Avaliadas do Ensaio. Tipos de Corpos de Prova. Introdução Quando são aplicados esforços

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE CONTRASTE POR INTERFERÊNCIA DIFERENCIAL NA IDENTIFICAÇÃO DE BANDAS DE DESLIZAMENTO PRODUZIDAS POR FADIGA

UTILIZAÇÃO DE CONTRASTE POR INTERFERÊNCIA DIFERENCIAL NA IDENTIFICAÇÃO DE BANDAS DE DESLIZAMENTO PRODUZIDAS POR FADIGA CONAMET / SAM - SIMPOSIO MATERIA 2002 UTILIZAÇÃO DE CONTRASTE POR INTERFERÊNCIA DIFERENCIAL NA IDENTIFICAÇÃO DE BANDAS DE DESLIZAMENTO PRODUZIDAS POR FADIGA Miranda P.E.V., Miscow, G. F. pmiranda@labh2.coppe.ufrj.br,

Leia mais

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais 3.1 O ensaio de tração e compressão A resistência de um material depende de sua capacidade de suportar uma carga sem deformação excessiva ou ruptura. Essa

Leia mais

Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem

Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem Universidade Presbiteriana Mackenzie Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem Danila Pedrogan Mendonça Orientador: Profº Giovanni S. Crisi Objetivo

Leia mais

COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL. Resistência à corrosão dos aços inoxidáveis

COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL. Resistência à corrosão dos aços inoxidáveis COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL Resistência à corrosão dos aços inoxidáveis Formas localizadas de corrosão Os aços carbono sofrem de corrosão generalizada, onde grandes áreas da superfície

Leia mais

Disciplina: Materiais para produção industrial Prof.: Sidney Melo

Disciplina: Materiais para produção industrial Prof.: Sidney Melo Disciplina: Materiais para produção industrial Prof.: Sidney Melo 1 Introdução Aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens deste último variáveis entre 0,008 e

Leia mais

Prof André Montillo www.montillo.com.br

Prof André Montillo www.montillo.com.br Prof André Montillo www.montillo.com.br Definição: É a deterioração de um material, geralmente metálico, por ação eletroquímica ou química do meio ambiente, associada ou não a esforços mecânicos. Isto

Leia mais

Aula 7 - Ensaios de Materiais

Aula 7 - Ensaios de Materiais Aula 7 - Ensaios de Materiais Tecnologia dos Materiais II Prof. Lincoln B. L. G. Pinheiro 23 de setembro de 2010 1 Ensaios de Dureza A dureza é uma propriedade mecânica que mede a resistência do material

Leia mais

RECOBRIMENTO DE HIDROXIAPATITA EM AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS PELO MÉTODO BIOMIMÉTICO

RECOBRIMENTO DE HIDROXIAPATITA EM AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS PELO MÉTODO BIOMIMÉTICO RECOBRIMENTO DE HIDROXIAPATITA EM AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS PELO MÉTODO BIOMIMÉTICO V. M. Dias, A. L. M Maia Filho, G. Silva, E. de Sousa, K.R. Cardoso Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento IP&D

Leia mais

EFEITO DA ESTRUTURA BAINÍTICA EM AÇOS PARA ESTAMPAGEM

EFEITO DA ESTRUTURA BAINÍTICA EM AÇOS PARA ESTAMPAGEM 1 FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI NADIR DIAS DE FIGUEIREDO MARCOS HUSEK COELHO RUBENS DA SILVA FREIRE EFEITO DA ESTRUTURA BAINÍTICA EM AÇOS PARA ESTAMPAGEM OSASCO 2011 2 MARCOS HUSEK COELHO RUBENS DA SILVA

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DA TENACIDADE E RESISTÊNCIA A CORROSÃO POR PITE DO AÇO INOXIDÁVEL DÚPLEX UNS S31803 (SAF2205) APÓS SOLDAGEM

CARACTERIZAÇÃO DA TENACIDADE E RESISTÊNCIA A CORROSÃO POR PITE DO AÇO INOXIDÁVEL DÚPLEX UNS S31803 (SAF2205) APÓS SOLDAGEM CARACTERIZAÇÃO DA TENACIDADE E RESISTÊNCIA A CORROSÃO POR PITE DO AÇO INOXIDÁVEL DÚPLEX UNS S31803 (SAF2205) APÓS SOLDAGEM Paulo Melo Modenezi 1 RESUMO ABSTRACT Izabela Ferreira Girão 2 Rodrigo Magnabosco

Leia mais

INFLUÊNCIA DAS ADIÇÕES MINERAIS NA CORROSÃO DE ARMADURAS INDUZIDA POR CLORETOS E POR CARBONATAÇÃO NO CONCRETO ARMADO

INFLUÊNCIA DAS ADIÇÕES MINERAIS NA CORROSÃO DE ARMADURAS INDUZIDA POR CLORETOS E POR CARBONATAÇÃO NO CONCRETO ARMADO INFLUÊNCIA DAS ADIÇÕES MINERAIS NA CORROSÃO DE ARMADURAS INDUZIDA POR CLORETOS E POR CARBONATAÇÃO NO CONCRETO ARMADO 1 OLIVEIRA, Andrielli Morais (1), CASCUDO, Oswaldo (2) Palavras chave: Corrosão, adições

Leia mais

Materiais / Materiais I

Materiais / Materiais I Materiais / Materiais I Guia para o Trabalho Laboratorial n.º 4 CORROSÃO GALVÂNICA E PROTECÇÃO 1. Introdução A corrosão de um material corresponde à sua destruição ou deterioração por ataque químico em

Leia mais

Palavras-Chave: Mecânica da fratura, aço inoxidável, resistência mecânica. Keywords: fracture mechanics, stainless steel, mechanical strength.

Palavras-Chave: Mecânica da fratura, aço inoxidável, resistência mecânica. Keywords: fracture mechanics, stainless steel, mechanical strength. Determinação da causa de falha em chaves odontológicas aplicada na implantodontia Determination of the cause of failure in key applied in dental implantology Ricardo Luiz Ciuccio 1, Francisco Pereira Leite

Leia mais

Rem: Revista Escola de Minas ISSN: 0370-4467 editor@rem.com.br Escola de Minas Brasil

Rem: Revista Escola de Minas ISSN: 0370-4467 editor@rem.com.br Escola de Minas Brasil Rem: Revista Escola de Minas ISSN: 0370-4467 editor@rem.com.br Escola de Minas Brasil Santos, Fabricio Simão dos; Gheno, Simoni Maria; Kuri, Sebastião Elias Microscopia de varredura por sonda (SPM) aplicada

Leia mais

Portaria n.º 114, de 14 de março de 2014. CONSULTA PÚBLICA

Portaria n.º 114, de 14 de março de 2014. CONSULTA PÚBLICA Serviço Público Federal MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA-INMETRO Portaria n.º 114, de 14 de março de 2014. CONSULTA

Leia mais

INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO DE VIBRAÇÃO NAS TENSÕES RESIDUAIS GERADAS NA SOLDAGEM A LASER DE AÇOS ARBL E IF

INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO DE VIBRAÇÃO NAS TENSÕES RESIDUAIS GERADAS NA SOLDAGEM A LASER DE AÇOS ARBL E IF INFLUÊNCIA DO TRATAMENTO DE VIBRAÇÃO NAS TENSÕES RESIDUAIS GERADAS NA SOLDAGEM A LASER DE AÇOS ARBL E IF T. C. Chuvas 1 ; M. P. Cindra Fonseca 1 ; D. A. Castello 2 1 Departamento de Engenharia Mecânica/PGMEC

Leia mais

MECANISMOS BÁSICOS DE CORROSÃO

MECANISMOS BÁSICOS DE CORROSÃO Centro Universitário de Brasília Disciplina: Química Tecnológica Geral Professor: Edil Reis MECANISMOS BÁSICOS DE CORROSÃO No estudo dos processos corrosivos devem ser sempre consideradas as variáveis

Leia mais

ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Caderno 02

ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Caderno 02 ASSISTÊNCIA TÉCNICA Caderno 02 Julho/2004 CONFORMAÇÃO DOS AÇOS INOXIDÁVEIS Comportamento dos Aços Inoxidáveis em Processos de Estampagem por Embutimento e Estiramento 1 Estampagem Roberto Bamenga Guida

Leia mais

Laboratório de Eletroquímica e Eletroanalítica (634 A) Instituto de Química UFRJ. Profa. Eliane D Elia

Laboratório de Eletroquímica e Eletroanalítica (634 A) Instituto de Química UFRJ. Profa. Eliane D Elia Laboratório de Eletroquímica e Eletroanalítica (634 A) Departamento de Química Inorgânica Instituto de Química UFRJ Profa. Eliane D Elia Linhas de Pesquisa: Corrosão Dissolução metálica Inibidores de Corrosão

Leia mais

CAPÍTULO 10 PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS

CAPÍTULO 10 PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS 231 CAPÍTULO 10 PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS Sumário Objetivos deste capítulo...232 10.1 Introdução...232 10.2 Conceitos de tensão e deformação...233 10.3 Discordâncias e sistemas de escorregamento...233

Leia mais

Estudo do aço inoxidável aplicado como implante ortopédico

Estudo do aço inoxidável aplicado como implante ortopédico Estudo do aço inoxidável aplicado como implante ortopédico Tatiana L. de Araújo e Antonio Augusto Couto Universidade Presbiteriana Mackenzie Rua Itambé, 45 Prédio 6 Higienópolis 01239-902 São Paulo Brasil

Leia mais

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 3 Ensaio de Dureza. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 3 Ensaio de Dureza. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues Ensaios Mecânicos de Materiais Aula 3 Ensaio de Dureza Tópicos Abordados Nesta Aula Ensaio de Dureza. Dureza Brinell. Dureza Rockwell. Dureza Vickers. Definições de Dureza Dureza - propriedade mecânica

Leia mais

ESTUDO ELETROQUÍMICO PARA DETECTAR A CORROSÃO EM CONCRETO ARMADO DEGRADADO POR CLORETO DE SÓDIO E ÁCIDO SULFURICO. Campina Grande.

ESTUDO ELETROQUÍMICO PARA DETECTAR A CORROSÃO EM CONCRETO ARMADO DEGRADADO POR CLORETO DE SÓDIO E ÁCIDO SULFURICO. Campina Grande. ESTUDO ELETROQUÍMICO PARA DETECTAR A CORROSÃO EM CONCRETO ARMADO DEGRADADO POR CLORETO DE SÓDIO E ÁCIDO SULFURICO K. D. NERI 1, V. C. P. VITORINO 2, E.O.VILAR 3 e G.R.MEIRA 4 1 UAEQ - Mestranda do Programa

Leia mais

Resultados e Discussões 95

Resultados e Discussões 95 Resultados e Discussões 95 É interessante observar, que a ordem de profundidade máxima não obedece à ordem de dureza Shore A. A definição de dureza é exatamente a dificuldade de se penetrar na superfície

Leia mais

ESTRUTURAS METÁLICAS - UFPR CAPÍTULO 1 AÇOS ESTRUTURAIS

ESTRUTURAS METÁLICAS - UFPR CAPÍTULO 1 AÇOS ESTRUTURAIS ESTRUTURAS METÁLICAS - UFPR CAPÍTULO 1 AÇOS ESTRUTURAIS 1 INDICE CAPÍTULO 1 - AÇOS ESTRUTURAIS...1 1 INTRODUÇÃO - HISTÓRICO... 1 2 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DAS ESTRUTURAS DE AÇO... 2 3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS...

Leia mais

EFEITO DE LONGOS TEMPOS DE AQUECIMENTO A 850 C SOBRE A RESISTÊNCIA À CORROSÃO DO AÇO UNS S31803 EM MEIO ÁCIDO E MEIO AQUOSO CONTENDO CLORETO.

EFEITO DE LONGOS TEMPOS DE AQUECIMENTO A 850 C SOBRE A RESISTÊNCIA À CORROSÃO DO AÇO UNS S31803 EM MEIO ÁCIDO E MEIO AQUOSO CONTENDO CLORETO. EFEITO DE LONGOS TEMPOS DE AQUECIMENTO A 850 C SOBRE A RESISTÊNCIA À CORROSÃO DO AÇO UNS S31803 EM MEIO ÁCIDO E MEIO AQUOSO CONTENDO CLORETO. Rodrigo Magnabosco Engenheiro Metalurgista EPUSP 1993, Mestre

Leia mais

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA FINAL DE TÊMPERA DO AÇO SAE 52100 TEMPERADO EM BANHO DE SAL NA FORMAÇÃO DE AUSTENITA RETIDA

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA FINAL DE TÊMPERA DO AÇO SAE 52100 TEMPERADO EM BANHO DE SAL NA FORMAÇÃO DE AUSTENITA RETIDA 1 FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI NADIR DIAS DE FIGUEIREDO ALEXANDRE PASCHOALIN ANDERSON LUÍS JACINTHO INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA FINAL DE TÊMPERA DO AÇO SAE 52100 TEMPERADO EM BANHO DE SAL NA FORMAÇÃO DE

Leia mais

COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL SOLDAGEM DE AÇOS INOXIDÁVEIS. Introdução

COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL SOLDAGEM DE AÇOS INOXIDÁVEIS. Introdução COLETÂNEA DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS AÇO INOXIDÁVEL SOLDAGEM DE AÇOS INOXIDÁVEIS Introdução Os aços inoxidáveis austeníticos são facilmente soldados com ou sem arame de enchimento. Ë considerável a utilização

Leia mais

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA E DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NO ENSAIO DE COMPRESSÃO DE LIGA DE ALUMÍNIO AA6004

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA E DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NO ENSAIO DE COMPRESSÃO DE LIGA DE ALUMÍNIO AA6004 NATHALIA CORREIA LOPES INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA E DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NO ENSAIO DE COMPRESSÃO DE LIGA DE ALUMÍNIO AA6004 Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Magnabosco Departamento de Engenharia Mecânica

Leia mais