DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO DE METAIS ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO DE METAIS ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA"

Transcrição

1 PR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS DE CURITIBA DEPARTAMENTO DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA E DE MATERIAIS - PPGEM GUSTAVO LUIZ CIPRIANO DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO DE METAIS ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA VOLUME 1 CURITIBA NOVEMBRO

2 GUSTAVO LUIZ CIPRIANO DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO DE METAIS ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA Dissertação apresentada como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Engenharia, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais, Área de Concentração em Engenharia de Materiais, do Departamento de Pesquisa e Pós-Graduação, do Campus de Curitiba, da UTFPR. Orientador: Prof. Giuseppe Pintaúde, Dr. CURITIBA NOVEMBRO

3 TERMO DE APROVAÇÃO GUSTAVO LUIZ CIPRIANO DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO DE METAIS ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA Esta Dissertação foi julgada para a obtenção do título de mestre em engenharia, área de concentração em engenharia de materiais, e aprovada em sua forma final pelo Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais. Prof. Giuseppe Pintaúde, Dr. Coordenador de Curso Banca Examinadora Prof. Eduardo Mauro do Nascimento, Dr. (UFTPR) Prof. Roberto Martins de Souza, Dr. (USP) Prof. Cláudio Roberto Ávila da Silva Jr., Dr. (UTFPR) Curitiba, 26 de novembro de 2008

4 iii AGRADECIMENTOS Aos meus colegas do curso, pelo grande apoio e incentivo para vencer as adversidades, além do companheirismo e amizade em todas as situações. Ao meu orientador, Prof. Dr. Giuseppe Pintaúde pelos ensinamentos, apoio amizade durante todo o projeto e a perseverança em acreditar neste trabalho e no meu potencial. Ao Prof. MSc. César Lúcio Allenstein pela ajuda nos ensaios, ensinamentos, apoio e amizade desde a minha graduação. Ao Prof. Dr. Júlio César Klein pela ajuda nos ensaios de dureza e nas microscopias. À instituição de ensino UTFPR através do seu corpo docente que transmitiram a mim vários ensinamentos técnicos e forneceu o apoio necessário para o desenvolvimento deste projeto. A minha amada esposa, Geruska, que me incentivou a continuar e me deu apoio e forças nos momentos mais difíceis. Seu sorriso, o olhar carinhoso e a compreensão nas minhas ausências me fazem amá-la cada vez mais. Aos meus pais, Luiz e Vanete, que me deram à vida e a me ensinaram a nunca desistir dos meus sonhos, sempre com humildade e perseverança. A Deus, criador de tudo. Obrigado pela vida, a inteligência e a sabedoria em utilizar meus dons para a criação de algum bem para as pessoas e a ciência.

5 iv CIPRIANO, G. L. Determinação do coeficiente de encruamento de metais através da morfologia de impressões de dureza na escala macroscópica, 2008, Dissertação (Mestrado em Engenharia) - Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, PR. RESUMO O ensaio de tração é uma importante ferramenta para a determinação das propriedades mecânicas. Ele utiliza corpos-de-prova usinados, com dimensões padronizadas e que demandam um volume de material considerável. Todos esses aspectos elevam os seus custos. Atualmente, é um dos métodos mais conhecidos e completos, utilizado para a determinação de várias propriedades mecânicas dos materiais, incluindo o coeficiente de encruamento. Essa propriedade é de extrema importância em vários segmentos da indústria. Outra forma conhecida de obter esta propriedade é realizando um ensaio de dureza, no qual a impressão fornece dados para a aplicação da Lei de Meyer. O objetivo da dissertação é avaliar a utilização de quatro modelos matemáticos propostos na literatura para determinar o coeficiente de encruamento de corpos-de-prova de Alumínio 6063-T5, Aço AISI 1020 e Aço Inoxidável AISI 316L através da medição do perfil da calota esférica obtida a partir de ensaios de dureza Brinell com penetradores de 2,5, 5,0 e 10,0mm de diâmetro. Para validar os resultados dos modelos foi realizado ensaio de tração, bem como a aplicação da Lei de Meyer para os valores do ensaio de dureza Brinell e valores obtidos na literatura. Pelo menos um dos quatro modelos matemáticos foi capaz de fornecer resultados válidos em comparação com os valores de referência, ou seja, pelo menos um dos modelos pode ser utilizado como ferramenta para a determinação do coeficiente de encruamento de metais, desde que sejam observadas certas recomendações experimentais. Palavras-chave: Coeficiente de encruamento, Dureza Brinell, Perfil de impressão.

6 v CIPRIANO, G. L. Strain hardening exponent determination of metals through the indentation morphology of hardness test under macroscopic scale, 2008, Dissertação (Mestrado em Engenharia) - Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, PR. ABSTRACT Tensile tests are an important tool to determine mechanical properties. Tensile tests samples have standardized dimensions and they demand a considerable volume of material. All of these aspects raise its costs. Currently, it is one of the most known and complete materials tests to determine a large variety of materials mechanical properties, including the strain hardening exponent. This property is of extreme importance in several industries segments. Another way to obtain this property is conducting hardness tests, which gives us data s of indentation measurements to determine the strain hardening exponent through the Meyer s Law. The objective of this the dissertation is the evaluation of four different mathematical models proposed in the literature to determine the strain hardening exponent of 6063-T5 aluminum alloy, AISI 1020 low-carbon steel and AISI 316L stainless steel, by measuring the spherical indentation profile obtained from Brinell hardness with indenters diameter of 2.5, 5.0 and 10 mm. Tensile tests were made in the same samples, Meyer s Law was applied at the Brinell hardness samples and values from the literature for the strain hardening exponent were considered to validate the results of the models. At least one of the four mathematical models was able to provide valid results compared with the reference values for each of the samples tested. This means that at least one of the models can be used as a tool for determining metals strain hardening exponent, but with some experimental recommendations. Keywords: Strain hardening exponent, Brinell hardness, Indentation profile.

7 vi SUMÁRIO VOLUME 1 RESUMO... iv ABSTRACT...v LISTA DE FIGURAS... ix LISTA DE TABELAS...xiii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... xiv LISTA DE SÍMBOLOS... xvi 1 INTRODUÇÃO Justificativas Importância do coeficiente de encruamento no setor automotivo Custos de Ensaios Mecânicos Projetos relacionados com a dissertação Objetivo da Dissertação REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Ensaio de Tração Módulo de elasticidade Escoamento Encruamento Ensaio de Dureza Dureza Brinell Determinação do coeficiente de encruamento pela Lei de Meyer Modelo de Hertz para o contato esfera contra plano Ensaio de Dureza Instrumentada (EDI) Histórico do EDI A importância do Pile-up e Sink-in Determinação do coeficiente de encruamento pelo perfil da impressão Modelo de MATTHEWS [38] Modelo de HILL el at [42] Modelo de TALJAT et al [44] Modelo de ALCALÁ et al [35] MATERIAIS E MÉTODOS Metodologia da dissertação Materiais ensaiados Equipamentos utilizados Procedimento experimental dos ensaios Ensaio de Tração...67

8 vii Medição do corpo-de-prova Determinação da área de seção transversal inicial Determinação do módulo de elasticidade Determinação da Tensão de Escoamento Determinação da Tensão Limite de Resistência Determinação do coeficiente de encruamento pelo Ensaio de Tração Ensaio de Dureza Brinell Medição do corpo-de-prova Determinação da força aplicada no ensaio Ensaio de dureza Brinell Determinação da dureza Brinell Determinação do coeficiente de encruamento pela Lei de Meyer Ensaio de Determinação do Perfil da Impressão Determinação do perfil da impressão Determinação da altura das bordas e da altura da impressão Determinação do coeficiente de encruamento pela equação de MATTHEWS [38] Determinação do coeficiente de encruamento pela equação de HILL et al [42] Determinação do coeficiente de encruamento pela equação de TALJAT et al [44] Determinação do coeficiente de encruamento pela equação de ALCALÁ et al [35] Avaliação dos resultados RESULTADOS Ensaio de Tração Ensaio de Dureza Ensaio para a determinação do perfil da impressão Resumo dos resultados obtidos DISCUSSÃO Relação s/h Parâmetro c² Vantagens em determinar o coeficiente de encruamento através do perfil da impressão CONCLUSÃO SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS VOLUME 2 RESUMO... iv ABSTRACT...v LISTA DE TABELAS... ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS... xi LISTA DE SÍMBOLOS... xii

9 viii APÊNDICE A RESULTADO DA MEDIÇÃO DOS CORPOS-DE-PROVA...1 APÊNDICE B RESULTADO DO ENSAIO DE TRAÇÃO... 5 APÊNDICE C RESULTADO DO ENSAIO DE DUREZA...19 APÊNDICE D - RESULTADO DO ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO PERFIL DA IMPRESSÃO...29 ANEXO A DESENHO DO CORPO DE PROVA (ENSAIO DE TRAÇÃO) ANEXO B DESENHO DO CORPO DE PROVA (ENSAIO DE DUREZA) ANEXO C FORMULÁRIO DE MEDIÇÃO DO CORPO DE PROVA PARA ENSAIO DE TRAÇÃO...37 ANEXO D FORMULÁRIO DE MEDIÇÃO DO CORPO DE PROVA PARA ENSAIO DE DUREZA BRINELL...38 ANEXO E TABELAS DE VALORES DA DUREZA BRINELL PARA MATERIAIS METÁLICOS (NBR 6442)...39 ANEXO F GRÁFICOS FORÇA VERSUS DESLOCAMENTO DO ENSAIO DE TRAÇÃO PARA DETERMINAÇÃO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE...42 ANEXO G GRÁFICOS FORÇA VERSUS DESLOCAMENTO DO ENSAIO DE TRAÇÃO...50 ANEXO H PERFIL DA IMPRESSÃO DOS CORPOS DE PROVA DO ENSAIO DE DUREZA...96

10 ix LISTA DE FIGURAS Figura 1.1 Modelo do corpo-de-prova cilíndrico padronizado de um ensaio de tração [11, 12]....5 Figura 2.1 (a) Representação esquemática de um ensaio de tração (b) Ilustração esquemática de como uma força de tração produz um alongamento e uma deformação linear em um corpo-de-prova cilíndrico qualquer [10] Figura 2.2 Gráfico Tensão versus Deformação de um Metal submetido ao Ensaio de Tração até a ruptura [7, 8]...12 Figura 2.3 Curva Típica de Ensaio de Tração de um Aço Baixo Carbono [7] Figura 2.4 Diagrama esquemático tensão-deformação mostrando a região elástica linear para uma força aplicada a um determinado corpo-de-prova [5] Figura 2.5 Diagrama tensão-deformação mostrando o alongamento no escoamento, o limite superior e inferior de escoamento [12] Figura 2.6 Comportamento tensão-deformação típico para um metal representando o limite de proporcionalidade através do ponto P [10] Figura 2.7 Diagrama tensão-deformação para determinar a tensão de escoamento pelo método offset [8]...19 Figura 2.8 Uma comparação entre os comportamentos típicos de tensãodeformação da curva de engenharia e da curva verdadeira em ensaio de tração [10] Figura 2.9 Exemplo mostrando a curva força-deformação para um material com escoamento [6]...22 Figura 2.10 Princípio do ensaio (a) no momento de aplicação da força (b) no término do ensaio com a impressão no corpo-de-prova [21] Figura 2.11 Dureza Brinell e Meyer para Cobre recozido e encruado em função do aumento do tamanho da impressão [23]...27 Figura 2.12 Gráfico logarítmico obtido através da equação 2.21 aplicado a uma liga de cobre recozido e uma de cobre encruado [7]...28

11 x Figura 2.13 Gráfico logarítmico da força versus diâmetro da impressão para vários materiais, mostrando que o coeficiente de Meyer aumenta consideravelmente para pequenas forças e impressões. Gráfico I: aço W, D=10mm. Gráfico II: aço A, D=10mm. Gráfico III: ferro fundido, D=20mm [23] Figura 2.14 Modelo de Hertz do contato esfera contra plano rígido [25]...31 Figura 2.15 (a) Distribuição da pressão média no contato elástico entre uma esfera deformando uma superfície plana (b) Deformação elástica de uma superfície plana pela ação de uma esfera, mostrando a máxima tensão de cisalhamento abaixo da superfície [23] Figura 2.16 Curva esquemática da variação da pressão média em função da força aplicada para um penetrador esférico num ensaio de dureza de um metal plástico ideal [23] Figura 2.17 Representação esquemática da máquina de ensaio de dureza instrumentada [28] Figura 2.18 Representação esquemática do gráfico força versus profundidade de penetração para o ensaio de dureza instrumentada [35] Figura 2.19 Gráfico de comparação de resultados entre o ensaio de tração e o ensaio EDI para o Aço 100C6 [28]...36 Figura 2.20 Representação esquemática da penetração, com penetrador esférico, evidenciando as grandezas utilizadas para obtenção das propriedades mecânicas [18] Figura 2.21 (a) Topografia da superfície mostrando as bordas provocadas por penetrador esférico (b) Topografia da superfície mostrando a retração provocada por penetrador esférico [35]...42 Figura 2.22 Representação esquemática das bordas (a) e da retração (b) em uma indentação esférica [36] Figura 2.23 Contato da esfera contra plano mostrando os parâmetros das bordas [38]....46

12 xi Figura 2.24 Curva obtida através da regressão não-linear de MATTHEWS [38] com os dados experimentais de NORBURY et al [39] e a relação linear proposta por MCCLINTOCK et al (apud MATTHEWS, 1980) Figura 2.25 Representação esquemática do gráfico obtido pela equação 2.41 para a determinação do coeficiente de Meyer (m) a partir de resultados de ensaio de dureza com penetrador esférico...49 Figura 2.26 Representação esquemática da malha para a formulação em elementos finitos de TALJAT et al [44, 46]...50 Figura 2.27 Comparação entre o modelo de elementos finitos e os resultados experimentais [44]...51 Figura 2.28 Curvas de c² versus n obtidas por elementos finitos e experimentalmente por TALJAT et at [44] e os resultados experimentais obtidos por NORBURY et al [39] Figura 2.29 Representação esquemática da mudança gradual de bordas (a) para retração (d) [35]...54 Figura 2.30 Gráfico do parâmetro c²-1 versus n mostrando os resultados experimentais de ALCALÁ et al [35], a curva que representa a regressão polinomial da equação 2.45 e os resultados experimentais de HILL et al [42], MATTHEWS [38] e NORBURY et al [39] Figura 3.1 Fluxograma dos ensaios e cálculos da dissertação Figura 3.2 (a) Aço carbono AISI 1020 (lente de aumento 20X; ataque químico com Nital 2%) (b)aço inoxidável AISI 316L (lente de aumento 20X; ataque eletrolítico com ácido oxálico 10%) (c)alumínio 6063-T5 (lente de aumente 100X; ataque químico com ácido fluorídrico 1%)...61 Figura 3.3 Pontos da análise dimensional dos corpos-de-prova de tração Figura 3.4 Desenho do corpo-de-prova para o ensaio de dureza Figura 3.5 Gráfico com a variação dos diâmetros da região útil do corpo-de-prova do ensaio de tração...64

13 xii Figura 3.6 (a) Gráfico com a variação da espessura ao longo do comprimento dos corpos-de-prova do ensaio de dureza (b) Gráfico com a variação da rugosidade média dos corpos-de-prova do ensaio de dureza Figura 3.7 Detalhe da fixação do corpo-de-prova na máquina de ensaio de tração para determinação do módulo de elasticidade...68 Figura 3.8 Detalhe da posição da ponta do rugosímetro alinhada com o eixo de centro do diâmetro da impressão...73 Figura 3.9 Detalhe do perfil da impressão e a altura da borda correspondente...74 Figura 4.1 Gráfico que representa a Lei de Meyer (lnf versus lnd) para o alumínio 6063-T5, aço AISI 1020 e aço inoxidável AISI 316L Figura 5.1 Gráfico da relação s/h versus n com os resultados obtidos para o alumínio 6063-T5, aço AISI 1020 e aço inoxidável AISI 316L e as curvas obtidas por MATTHEWS [38], HILL et al [42], TALJAT et al [44] e ALCALÁ et al [35]...88 Figura 5.2 Gráfico da relação s/h versus n mostrando a área hachurada que representa a região de validade das equações aplicadas...90 Figura 5.3 Gráfico da relação s/h versus dureza Brinell para os penetradores esféricos de diâmetros 2,5, 5,0 e 10,0mm Figura 5.4 Gráfico do parâmetro c² versus n com os resultados obtidos para o alumínio 6063-T5, aço AISI 1020 e aço inoxidável AISI 316L e as curvas obtidas por MATTHEWS [38], HILL et al [42], TALJAT et al [44] e ALCALÁ et al [35]...93 Figura 5.5 Gráfico do parâmetro c² versus n mostrando a área hachurada que representa a região de validade das equações aplicadas...94 Figura 5.6 Gráfico do parâmetro c² versus dureza Brinell para os penetradores esféricos de diâmetros 2,5, 5,0 e 10,0mm Figura 6.1 Medição da microdureza Vickers realizada em oitos pontos no topo e na seção transversal de uma impressão realizada com penetrador esférico de 5,0mm no aço inoxidável AISI 316L...100

14 xiii LISTA DE TABELAS Tabela 1.1 Custo da usinagem dos corpos-de-prova para o ensaio de tração e dureza em três empresas diferentes...5 Tabela 1.2 Comparativo de custo/corpo-de-prova do ensaio de tração com o ensaio de dureza em três empresas diferentes....6 Tabela 2.1 Grau de força para diversos materiais [9]...25 Tabela 3.1 Composição química média percentual dos materiais ensaiados Tabela 4.1 Resultados médios do ensaio de tração...77 Tabela 4.2 Resultados médios do ensaio de dureza...79 Tabela 4.3 Resultados médios do ensaio de determinação do perfil da impressão Tabela 4.4 Resultados médios do coeficiente de encruamento para todos os ensaios realizados Tabela 4.5 Quantidade mínima de corpos-de-prova de acordo com modelo estatítico...86

15 xiv LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS UTFPR IF - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. - Intersticial Free (livre de instersticiais) RECOPE - Rede Cooperativa de Pesquisas FINEP CNPq CAPES - Financiadora de Estudos e Projetos - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior PROCAD - Programa Nacional de Cooperação Acadêmica R$ - Reais (moeda brasileira) ABNT NBR ASTM SAE ISO SI GPa MPa N kgf mm HB EDI TC SC TR DIN FDIS HM AISI USP - Associação Brasileira de Normas Técnicas. - Norma Brasileira - American Standardization of Testing and Methods (Normalização Americana de Testes e Métodos). - Society of Automotive Engineers (Sociedade dos Engenheiros Automotivos) - International Organization for Standardization (Organização Internacional para Normalização). - Sistema Internacional de Unidades - Gigapascal - Megapascal - Newtons - Kilograma-força - Milímetro - Brinell Hardness (Dureza Brinell). - Ensaio de Dureza Instrumentado. - Technical comission (Comissão técnica). - Special comission (Comissão especial). - Technical report (Relatório técnico). - Deutsches Institut für Normung (Instituto Alemão para Normalização). - Final Draft International Standard (Relatório Final Internacional de Normalização). - Meyer Hardness (Dureza Meyer). - American Iron and Steel Institute (Instituto Americano de Ferro e Aço) - Universidade de São Paulo

16 xv LASC - Laboratório de Superfícies e Contatos PUC - Pontifícia Universidade Católica PR - Paraná (estado brasileiro) min - Minuto µm - Micrometros CP - Corpo-de-prova

17 xvi LISTA DE SÍMBOLOS F l l 0 σ A 0 ε σ le E σ e F e σ es F es σ ei F ei σ lp F lp σ 0 K D g σ v K δ n F i A i A c D d G a - força aplicada ao corpo-de-prova. - comprimento final do corpo-de-prova após ensaio de tração. - comprimento inicial do corpo-de-prova após ensaio de tração. - tensão aplicada ao corpo-de-prova no ensaio de tração - área da seção transversal inicial do corpo-de-prova. - deformação longitudinal do corpo-de-prova após ensaio de tração. - tensão limite de elasticidade do corpo-de-prova. - módulo de elasticidade do corpo-de-prova. - tensão de escoamento do corpo-de-prova. - força no ponto onde é determinada a tensão de escoamento. - tensão de escoamento superior. - força no ponto onde é determinada a tensão de escoamento superior. - tensão de escoamento inferior. - força no ponto onde é determinada a tensão de escoamento inferior. - tensão limite de proporcionalidade. - força no ponto onde é determinada a tensão limite de proporcionalidade. - tensão teórica de limite de cisalhamento. - constante que mede a extensão de empilhamento de deslocamento junto à fronteira entre os grãos. - diâmetro médio do grão. - tensão verdadeira aplicada ao corpo-de-prova. - coeficiente de resistência do corpo-de-prova. - deformação verdadeira do corpo-de-prova. - coeficiente de encruamento. - força instantânea no ponto onde é determinada a tensão verdadeira. - área da seção tranversal instantânea do corpo-de-prova. - área de calota esférica - diâmetro do penetrador. - diâmetro da impressão obtida. - grau de carga da dureza Brinell. - raio da impressão.

18 xvii r - raio do penetrador (metade do diâmetro do penetrador). E R υ I υ IT E I E IT P m k m h F max h f h c W p W e W t S B m' - módulo de elasticidade reduzido. - coeficiente de Poisson do penetrador. - coeficiente de Poisson do corpo-de-prova. - módulo de elasticidade do penetrador. - módulo de elasticidade do corpo-de-prova. - pressão média no contato elástico esfera contra plano. - coeficiente de resistência à penetração. - coeficiente de Meyer. - profundidade máxima de impressão. - força máxima correspondente à profundidade máxima. - profundidade final da impressão. - altura do contato. - trabalho na região plástica. - trabalho na região elástica. - trabalho total. - rigidez do contato elástico. - constante do corpo-de-prova obtida pelo gráfico P-h. - constante do corpo-de-prova obtida pelo gráfico P-h. ε - constante do penetrador esférico. α - constante universal. β - constante universal. A p - área projetada da calota esférica. F h=0,48.a - força aplicada ao corpo-de-prova na profundidade de 0,48.a τ max - tensão máxima de cisalhamento no contato esfera contra plano. c² - grau de bordas e/ou retrações. s - altura das bordas e/ou retrações. δ el F el σ el F esc σ esc - deformação durante a fase elástica - força durante a fase elástica. - tensão durante a fase elástica. - força de escoamento do ensaio de tração. - tensão de escoamento do ensaio de tração.

19 xviii F lr σ lr F n σ n - força limite de resistência. - tensão limite de resistência. - força durante a fase plástica. - tensão durante a fase plástica. nº CP - quantidade mínima de corpos-de-prova λ - desvio padrão E - diferença entre o valor médio e o valor da literatura

20 Capítulo 1 - Introdução 1 1 INTRODUÇÃO Neste capítulo estão apresentadas algumas informações sobre o panorama do mercado brasileiro na utilização de materiais metálicos, bem como justificativas técnicas e econômicas para o desenvolvimento deste trabalho. 1.1 Justificativas As justificativas se baseiam em dois tópicos principais: a importância do coeficiente de encruamento em alguns segmentos industriais e o custo dos ensaios relacionados para a determinação desta propriedade mecânica Importância do coeficiente de encruamento no setor automotivo Na reportagem da revista VEJA de setembro de 2008, notícias sobre a crise dos alimentos ganharam destaque. Entre 2007 e 2008 o preço dos alimentos subiu em média 57% devido a fatores, como: alta do preço do petróleo, crescimento econômico elevado dos países emergentes, queda do dólar, a recessão americana e o aumento das áreas produtivas destinadas aos biocombustíveis [1]. Em 2008, o ramo automotivo irá comprar cerca de 60 bilhões de reais em materiais para suprir a demanda crescente das montadoras brasileiras. Os setores mais críticos da cadeia automotiva estão nos fornecedores de materiais forjados, plástico, aço e borrachas, mais especificamente pneus. O aço, em especial, é ainda mais crítico, pois 70% de um automóvel é constituído deste material [2]. Luc de Ferran, consultor da Ford e grande conhecedor da cadeia automotiva nacional, afirmou no 1º Simpósio de Novos Materiais Automotivos e Nanotecnologia que:...a crise de alimentos que estamos presenciando atualmente irá refletir também nas matérias-primas que as montadoras estão comprando...com isso, teremos elevação de custos devido a demanda cada vez maior e conseqüente diminuição da oferta de matéria-prima... Pedro Manuchakian, vice-presidente de Engenharia de produtos da América Latina, África e Oriente Médio da General Motors apresentou a visão da empresa

21 Capítulo 1 - Introdução 2 sobre o automóvel de baixo custo [3]. Segundo Pedro, o projeto do carro de baixo custo deve apresentar: 1. Otimização de massa através de programas computacionais e materiais adequados; 2. Utilização de metodologias de desenvolvimento que buscam atender os requisitos dos clientes, maximizando o desempenho funcional dos componentes; 3. Projeto baseado em custos menores possíveis e/ou pré-estabelecidos; 4. Desenvolvimento e validação virtual; 5. Desenvolvimento desacoplado dos componentes, utilizando peças semelhantes para uma plataforma que atenda uma gama variada de automóveis. Ainda segundo Manuchakian, o objetivo das montadoras é conseguir o mesmo nível de desenvolvimento de produtos de empresas como a Embraer, que vendem seus protótipos após o término dos testes de validação devido ao nível de confiabilidade obtido pelo alto grau de refinamento dos modelos matemáticos utilizados no desenvolvimento dos produtos. Pedro disse:... Atualmente utilizamos cerca de 50 carros protótipos para os testes de validação de um novo modelo... A tendência atual é a utilização de modelos matemáticos cada vez mais refinados para diminuir essa quantidade de protótipos... Para isso é necessário um grande conhecimento das propriedades dos materiais para alimentar os modelos matemáticos com a maior fidelidade possível... [3]. Com a necessidade de atender um mercado cada vez mais competitivo, a indústria automobilística vem buscando o conhecimento e o desenvolvimento de materiais que supram as novas exigências de segurança, qualidade e design. Para a indústria de chaparia, essa busca pela excelência dos materiais implica no desenvolvimento de aços com alto grau de conformabilidade, melhorando o acabamento e permitindo a conformação de formatos cada vez mais complexos. Para muitas aplicações a conformação do material é de extrema importância, pois este deve resistir a todo e qualquer defeito, como trincas, fissuras e rugas [10].

22 Capítulo 1 - Introdução 3 Melhores propriedades de conformação são cada vez mais exigidas para utilização de chapas de aço em condições excepcionais, especialmente em partes de automóveis em que são empregados perfis complexos e há necessidade de redução de estágios de conformação. Nesta área os aços denominados livres de intersticiais (IF) foram desenvolvidos como uma excelente alternativa [5]. A idéia de criar aços laminados a frio com IF teve sua origem no Japão em 1960 durante testes efetuados para o desenvolvimento de chapas grossas. Observou-se que ligas com baixo teor de carbono apresentavam valores de tensão de escoamento inferiores ao esperado, melhorando sua conformabilidade. A denominação IF provém do fato do aço apresentar teores reduzidos de átomos de carbono e nitrogênio em sua estrutura. O rápido crescimento da produção de aços IF no Japão foi puxado pela indústria automobilística devido às vantagens de sua maior conformação em relação aos aços comuns acalmados ao alumínio. Essa melhoria na conformação pode ser verificada pelo estudo de duas propriedades que são os parâmetros r (coeficiente de anisotropia) e n (coeficiente de encruamento), que podem ser obtidos através de ensaio mecânico de tração e de dureza. O coeficiente de encruamento n de um material é obtido durante a fase plástica, identificada pelo fenômeno do encruamento, no qual ocorre um aumento contínuo da tensão. Com isso, é necessário um aumento de tensão maior para podermos promover a deformação no material. O valor de n é uma constante do material, sempre inferior a um [6]. Quanto maior esse valor, mais encruado encontrase o material [7]. Além disso, n indica se o aço é bom ou ruim para ser utilizado para processos de conformação. Quanto maior o seu valor, melhor a capacidade do material de sofrer conformação sem ocorrer uma diminuição excessiva da espessura na peça resultante. Isto quer dizer que o material apresenta uma resposta melhor em processos em que há deformação biaxial, como é observado em processos de estampagem profunda [8] Custos de Ensaios Mecânicos

23 Capítulo 1 - Introdução 4 Em qualquer projeto de componentes mecânicos existem características que devem ser consideradas para resistirem às forças impostas sobre esses componentes. Assim, o eixo de uma máquina deve ter uma dimensão adequada para o torque que será aplicado; a asa de um avião deve suportar com segurança as forças aerodinâmicas que aparecem durante o vôo ou a decolagem. O comportamento de um componente mecânico submetido a forças quaisquer depende não apenas das leis fundamentais da mecânica newtoniana que governa o equilíbrio das forças, mas também, das características mecânicas dos materiais [9]. A informação necessária provém do laboratório nos quais os materiais são sujeitos à ação de forças conhecidas e testados até a ruptura. Esses laboratórios realizam os testes, denominados de ensaios mecânicos, que reproduzem com maior fidelidade as condições de carregamento às quais determinado componente mecânico estará submetido [10]. Geralmente esses ensaios são destrutivos, pois promovem a ruptura ou a inutilização do corpo-de-prova. Nesta categoria temos os ensaios de tração, dobramento, flexão, torção, fadiga, impacto, compressão e outros. A escolha do ensaio mecânico mais adequado depende da finalidade do material, dos tipos de esforços que esse material vai sofrer e das propriedades mecânicas que se deseja medir. Em geral, existem especificações para vários tipos de produto, e nelas constam os ensaios mecânicos que devem ser realizados para se saber se determinado produto está em conformidade com a finalidade proposta. Dois fatores determinantes para a realização de um ensaio mecânico são: a quantidade e o tamanho dos corpos-de-prova a serem ensaiados [7]. Todo ensaio mecânico de tração deve ter um corpo-de-prova com algum tipo de padronização dimensional. A figura 1.1 apresenta um modelo deste tipo de corpode-prova no formato cilíndrico. [11, 12].

ENSAIO DE MATERIAIS. Profº Diógenes Bitencourt

ENSAIO DE MATERIAIS. Profº Diógenes Bitencourt ENSAIO DE MATERIAIS Profº Diógenes Bitencourt BASES TECNOLÓGICAS Diagrama Tensão-Deformação; Ensaio de Tração; Ensaio de Compressão; Ensaio de Cisalhamento; Ensaio de dureza Brinell; Ensaio de dureza Rockwell;

Leia mais

DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA

DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO ATRAVÉS DA MORFOLOGIA DAS IMPRESSÕES DE DUREZA NA ESCALA MACROSCÓPICA Programa de Pós Graduação em Engenharia Mecânica www.ppgem.ct.utfpr.edu.br www.utfpr.edu.br II MOPP 2010 30 de agosto a 03 de Setembro de 2010 Curitiba Paraná - Brasil DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE ENCRUAMENTO

Leia mais

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS CMA CIÊNCIA DOS MATERIAIS 2º Semestre de 2014 Prof. Júlio

Leia mais

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais

Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais Capítulo 3 Propriedades Mecânicas dos Materiais 3.1 O ensaio de tração e compressão A resistência de um material depende de sua capacidade de suportar uma carga sem deformação excessiva ou ruptura. Essa

Leia mais

TM229 - Introdução aos Materiais

TM229 - Introdução aos Materiais TM229 - Introdução aos Materiais Propriedades mecânicas 2009.1 Ana Sofia C. M. D Oliveira Propriedades mecânicas Resistência - Tração - Escoamento - Compressão - Flexão - Cisalhamento - Fluência - Tensão

Leia mais

Materiais em Engenharia. Aula Teórica 6. Ensaios mecânicos (continuação dos ensaios de tracção, ensaios de compressão e de dureza)

Materiais em Engenharia. Aula Teórica 6. Ensaios mecânicos (continuação dos ensaios de tracção, ensaios de compressão e de dureza) Aula Teórica 6 Ensaios mecânicos (continuação dos ensaios de tracção, ensaios de compressão e de dureza) 1 ENSAIO DE TRACÇÃO A partir dos valores da força (F) e do alongamento ( I) do provete obtêm-se

Leia mais

Em aços trabalhados mecanicamente, é usual a presença de uma

Em aços trabalhados mecanicamente, é usual a presença de uma Figura 2.13: Amostra do aço SAF 2205 envelhecida a 850ºC por 30 minutos. Ferrita (escura), austenita (cinza) e sigma (sem ataque). Nota-se morfologia lamelar de sigma e austenita, no centro da micrografia.

Leia mais

MATERIAIS METÁLICOS AULA 5

MATERIAIS METÁLICOS AULA 5 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO I E (TEC 156) MATERIAIS METÁLICOS AULA 5 Profª. Cintia Maria Ariani Fontes 1 Ensaio

Leia mais

Propriedades Mecânicas dos Aços DEMEC TM175 Prof Adriano Scheid

Propriedades Mecânicas dos Aços DEMEC TM175 Prof Adriano Scheid Propriedades Mecânicas dos Aços DEMEC TM175 Prof Adriano Scheid Tensão Propriedades Mecânicas: Tensão e Deformação Deformação Elástica Comportamento tensão-deformação O grau com o qual a estrutura cristalina

Leia mais

TM703 Ciência dos Materiais PIPE Pós - Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais

TM703 Ciência dos Materiais PIPE Pós - Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais TM703 Ciência dos Materiais PIPE Pós - Graduação em Engenharia e Ciências de Materiais Carlos Mauricio Lepienski Laboratório de Propriedades Nanomecânicas Universidade Federal do Paraná Aula 5 1º sem.

Leia mais

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 3 Ensaio de Dureza. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 3 Ensaio de Dureza. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues Ensaios Mecânicos de Materiais Aula 3 Ensaio de Dureza Tópicos Abordados Nesta Aula Ensaio de Dureza. Dureza Brinell. Dureza Rockwell. Dureza Vickers. Definições de Dureza Dureza - propriedade mecânica

Leia mais

Material para Produção Industrial Ensaio de Dureza

Material para Produção Industrial Ensaio de Dureza Material para Produção Industrial Ensaio de Dureza Prof.: Sidney Melo 8 Período 1 O que é Dureza Dureza é a propriedade de um material que permite a ele resistir à deformação plástica, usualmente por penetração.

Leia mais

Disciplina: Materiais para produção industrial Prof.: Sidney Melo

Disciplina: Materiais para produção industrial Prof.: Sidney Melo Disciplina: Materiais para produção industrial Prof.: Sidney Melo 1 Introdução Aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens deste último variáveis entre 0,008 e

Leia mais

COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS SOB TENSÃO. Prof. Rubens Caram

COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS SOB TENSÃO. Prof. Rubens Caram COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS SOB TENSÃO Prof. Rubens Caram 1 TENSÃO X DEFORMAÇÃO O EFEITO DE TENSÕES NA ESTRUTURA DE METAIS PODE SER OBSERVADO NA FORMA DE DEFORMAÇÕES: EM ESTRUTURAS DE ENGENHARIA, ONDE

Leia mais

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA Campus RECIFE. Curso: Engenharia de Produção Disciplina: Materiais para Produção Industrial

UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA Campus RECIFE. Curso: Engenharia de Produção Disciplina: Materiais para Produção Industrial UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA Campus RECIFE Curso: Disciplina: Aula 1 PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS METAIS POR QUÊ ESTUDAR? A determinação e/ou conhecimento das propriedades mecânicas é muito importante

Leia mais

Relações entre tensões e deformações

Relações entre tensões e deformações 3 de dezembro de 0 As relações entre tensões e deformações são estabelecidas a partir de ensaios experimentais simples que envolvem apenas uma componente do tensor de tensões. Ensaios complexos com tensões

Leia mais

ENSAIOS MECÂNICOS Permitem perceber como os materiais se comportam quando lhes são aplicados esforços

ENSAIOS MECÂNICOS Permitem perceber como os materiais se comportam quando lhes são aplicados esforços ENSAIOS MECÂNICOS Permitem perceber como os materiais se comportam quando lhes são aplicados esforços Tipos Ensaios Destrutivos provocam a inutilização do material ensaiado Ensaios Não Destrutivos Ensaio

Leia mais

CAPÍTULO 10 PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS

CAPÍTULO 10 PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS 231 CAPÍTULO 10 PROPRIEDADES MECÂNICAS DE MATERIAIS Sumário Objetivos deste capítulo...232 10.1 Introdução...232 10.2 Conceitos de tensão e deformação...233 10.3 Discordâncias e sistemas de escorregamento...233

Leia mais

Dureza de materiais metálicos

Dureza de materiais metálicos Dureza de materiais metálicos Podemos considerar a dureza de um material de engenharia como sendo a propriedade mecânica de resistir à penetração ou riscamento na sua superfície. No caso dos materiais

Leia mais

Propriedades Mecânicas. Prof. Hamilton M. Viana

Propriedades Mecânicas. Prof. Hamilton M. Viana Propriedades Mecânicas Prof. Hamilton M. Viana Propriedades Mecânicas Propriedades Mecânicas Definem a resposta do material à aplicação de forças (solicitação mecânica). Força (tensão) Deformação Principais

Leia mais

ENSAIO DE DUREZA EM-641

ENSAIO DE DUREZA EM-641 ENSAIO DE DUREZA DEFINIÇÃO: Dureza é a resistência à deformação permanente Aplicação de uma carga na superfície da peça com um penetrador padronizado Características da marca de impressão (área ou profundidade)

Leia mais

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio. CIV 1111 Sistemas Estruturais na Arquitetura I

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio. CIV 1111 Sistemas Estruturais na Arquitetura I Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro PUC-Rio CIV 1111 Sistemas Estruturais na Arquitetura I Profa. Elisa Sotelino Prof. Luiz Fernando Martha Propriedades de Materiais sob Tração Objetivos

Leia mais

Propriedades dos Materiais CAP 3

Propriedades dos Materiais CAP 3 Universidade Federal do Ceará Resistência dos Materiais I Propriedades dos Materiais CAP 3 Profa. Tereza Denyse de Araújo Março/2010 Roteiro de aula Ensaio de Cisalhamento Ensaio de Torção Falhas de Materiais

Leia mais

5 DISCUSSÃO. 5.1 Influência dos resfriadores no fundido. Capítulo 5 77

5 DISCUSSÃO. 5.1 Influência dos resfriadores no fundido. Capítulo 5 77 Capítulo 5 77 5 DISCUSSÃO 5.1 Influência dos resfriadores no fundido. A finalidade do uso dos resfriadores no molde antes da fundição das amostras Y block foi provocar uma maior velocidade de resfriamento

Leia mais

Ensaios dos Materiais

Ensaios dos Materiais MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS JOINVILLE CURSO DE TÉCNICO EM MECÂNICA CONCOMITANTE

Leia mais

ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Caderno 02

ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Caderno 02 ASSISTÊNCIA TÉCNICA Caderno 02 Julho/2004 CONFORMAÇÃO DOS AÇOS INOXIDÁVEIS Comportamento dos Aços Inoxidáveis em Processos de Estampagem por Embutimento e Estiramento 1 Estampagem Roberto Bamenga Guida

Leia mais

Aula 7 - Ensaios de Materiais

Aula 7 - Ensaios de Materiais Aula 7 - Ensaios de Materiais Tecnologia dos Materiais II Prof. Lincoln B. L. G. Pinheiro 23 de setembro de 2010 1 Ensaios de Dureza A dureza é uma propriedade mecânica que mede a resistência do material

Leia mais

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 11 Ensaio de Fadiga. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 11 Ensaio de Fadiga. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues Ensaios Mecânicos de Materiais Aula 11 Ensaio de Fadiga Tópicos Abordados Nesta Aula Ensaio de Fadiga. Propriedades Avaliadas do Ensaio. Tipos de Corpos de Prova. Introdução Quando são aplicados esforços

Leia mais

UERJ CRR FAT Disciplina ENSAIOS DE MATERIAIS A. Marinho Jr

UERJ CRR FAT Disciplina ENSAIOS DE MATERIAIS A. Marinho Jr Tópico 05 ENSAIOS MECÂNICOS - DUREZA Parte A - Dureza Brinell Introdução A dureza de um material é uma propriedade difícil de definir, que tem diversos significados dependendo da experiência da pessoa

Leia mais

MECÂNICA (SUBÁREA: PROCESSOS DE FABRICAÇÃO, MECÂNICA, TRATAMENTO TÉRMICO DE MATERIAIS, ENSAIOS DESTRUTIVOS E NÃO DESTRUTIVOS) GABARITO

MECÂNICA (SUBÁREA: PROCESSOS DE FABRICAÇÃO, MECÂNICA, TRATAMENTO TÉRMICO DE MATERIAIS, ENSAIOS DESTRUTIVOS E NÃO DESTRUTIVOS) GABARITO CONCURSO PÚBLICO DOCENTE IFMS EDITAL Nº 002/2013 CCP IFMS MECÂNICA (SUBÁREA: PROCESSOS DE FABRICAÇÃO, MECÂNICA, TRATAMENTO TÉRMICO DE MATERIAIS, ENSAIOS DESTRUTIVOS E NÃO DESTRUTIVOS) Uso exclusivo do

Leia mais

Aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%).

Aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%). ESTRUTURAS DE CONCRETO CAPÍTULO 3 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos. 31 de março, 2003. AÇOS PARA ARMADURAS 3.1 DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA Aço é uma liga metálica composta principalmente

Leia mais

RELATÓRIO TÉCNICO. Joaquim Carneiro

RELATÓRIO TÉCNICO. Joaquim Carneiro Escola de Ciências RELATÓRIO TÉCNICO ANÁLISE DE CHAPAS REVESTIDAS Cliente AMT COATINGS Engenharia e Tratamento de Superfícies, Lda. CACE-Ruas das Novas Empresas, Fontiscos PT-4780-511 Santo Tirso PORTUGAL

Leia mais

Ensaios Mecânicos de Materiais. Conceitos Fundamentais. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Ensaios Mecânicos de Materiais. Conceitos Fundamentais. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues Ensaios Mecânicos de Materiais Aula 1 Definição e Conceitos Fundamentais Tópicos Abordados Nesta Aula Definição de Ensaios Mecânicos. Noções Preliminares. Tipos e Ensaios. Conteúdo do Curso Aula 1 - Definição

Leia mais

TM229 Introdução aos Materiais ENSAIOS MECÂNICOS Prof. Adriano Scheid Capítulos 6 e 8 - Callister

TM229 Introdução aos Materiais ENSAIOS MECÂNICOS Prof. Adriano Scheid Capítulos 6 e 8 - Callister TM229 Introdução aos Materiais ENSAIOS MECÂNICOS Prof. Adriano Scheid Capítulos 6 e 8 - Callister Introdução: Propriedades mecânicas indicam o comportamento dos materiais quando sujeitos a esforços de

Leia mais

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANISOTRÓPICO DE PRISMAS DE ALVENARIA ESTRUTURAL CERÂMICA

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANISOTRÓPICO DE PRISMAS DE ALVENARIA ESTRUTURAL CERÂMICA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO ANISOTRÓPICO DE PRISMAS DE ALVENARIA ESTRUTURAL CERÂMICA Jefferson Bruschi da Silva (1); Cristiano Richter (2); Jean Marie Désir (3); (1) Universidade do Vale do Rio dos Sinos,

Leia mais

Módulo de Elasticidade do Concreto Como Analisar e Especificar. Enga. Inês Laranjeira da Silva Battagin Superintendente do ABNT/CB-18

Módulo de Elasticidade do Concreto Como Analisar e Especificar. Enga. Inês Laranjeira da Silva Battagin Superintendente do ABNT/CB-18 Módulo de Elasticidade do Concreto Como Analisar e Especificar Enga. Inês Laranjeira da Silva Battagin Superintendente do ABNT/CB-18 Módulo de Elasticidade Conceituação Matemático inglês Robert Hooke (1635-1703):

Leia mais

Critérios de falha. - determinam a segurança do componente; - coeficientes de segurança arbitrários não garantem um projeto seguro;

Critérios de falha. - determinam a segurança do componente; - coeficientes de segurança arbitrários não garantem um projeto seguro; Critérios de falha - determinam a segurança do componente; - coeficientes de segurança arbitrários não garantem um projeto seguro; - compreensão clara do(s) mecanismo(s) de falha (modos de falha); -aspectos

Leia mais

Ensaios Mecânicos dos Materiais. Claudemir Claudino 2014 1 Semestre

Ensaios Mecânicos dos Materiais. Claudemir Claudino 2014 1 Semestre Ensaios Mecânicos dos Materiais Como você se sentiria se a chave que acabou de mandar fazer quebrasse ao dar a primeira volta na fechadura? Ou se a jarra de vidro refratário que a propaganda diz que pode

Leia mais

TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE

TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE BARRAS E PERFIS AÇO PARA INDÚSTRIA TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE Ao usar a ampla linha de Barras e Perfis Gerdau, você coloca mais qualidade no seu trabalho. Cada produto foi desenvolvido

Leia mais

Telecurso 2000 Processos de fabricação Peça; Retalho; Tira.

Telecurso 2000 Processos de fabricação Peça; Retalho; Tira. Conjunto de processos: Corte, Dobramento/curvamento (calandragem), Embutimento (estamp. profunda), Cunhagem, Perfilamento, Repuxamento. Processo a frio, Produto acabado, Matéria prima laminada, Forma volumétrica,

Leia mais

AVALIAÇÃO TEÓRICA-EXPERIMENTAL DO DESEMPENHO ESTRUTURAL DE PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO

AVALIAÇÃO TEÓRICA-EXPERIMENTAL DO DESEMPENHO ESTRUTURAL DE PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO AVALIAÇÃO TEÓRICA-EXPERIMENTAL DO DESEMPENHO ESTRUTURAL DE PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO Eduardo M. Batista (1) ; Elaine G. Vazquez (2) ; Elaine Souza dos Santos (3) (1) Programa de Engenharia Civil, COPPE,

Leia mais

Ensaios Não Destrutivos

Ensaios Não Destrutivos Ensaios Não Destrutivos DEFINIÇÃO: Realizados sobre peças semi-acabadas ou acabadas, não prejudicam nem interferem a futura utilização das mesmas (no todo ou em parte). Em outras palavras, seriam aqueles

Leia mais

COMPARAÇÃO DE CÁLCULOS ANALÍTICOS COM ELEMENTOS FINITOS DE VIGAS COMPOSTAS

COMPARAÇÃO DE CÁLCULOS ANALÍTICOS COM ELEMENTOS FINITOS DE VIGAS COMPOSTAS COMPARAÇÃO DE CÁLCULOS ANALÍTICOS COM ELEMENTOS FINITOS DE VIGAS COMPOSTAS Benedito Rabelo de Moura Junior 1, Denis da Silva Ponzo 2, Júlio César Moraes 3, Leandro Aparecido dos Santos 4, Vagner Luiz Silva

Leia mais

Projeto, construção e teste de um Torcímetro. Design, fabrication and testing of a Torsiometer

Projeto, construção e teste de um Torcímetro. Design, fabrication and testing of a Torsiometer ISSN 1517-7076 Revista Matéria, v. 16, n. 2, pp. 703 713, 2011 http://www.materia.coppe.ufrj.br/sarra/artigos/artigo11427 Projeto, construção e teste de um Torcímetro SANTOS, D.C.; BARBIERI, R. Programa

Leia mais

Processos de Fabrico. Ensaios de Dureza. A. M. Vasconcelos Lima

Processos de Fabrico. Ensaios de Dureza. A. M. Vasconcelos Lima Processos de Fabrico 1 É um dos ensaios mais comuns para avaliar e controlar as propriedades mecânicas dos materiais e dos processos tecnológicos. As aplicações destes ensaios incluem: Determinação da

Leia mais

ESTRUTURAS DE CONCRETO CAPÍTULO 2 CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO

ESTRUTURAS DE CONCRETO CAPÍTULO 2 CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO ESTRUTURAS DE CONCRETO CAPÍTULO 2 Libânio M. Pinheiro, Cassiane D. Muzardo, Sandro P. Santos Março de 2004 CARACTERÍSTICAS DO CONCRETO Como foi visto no capítulo anterior, a mistura em proporção adequada

Leia mais

ESTRUTURAS METÁLICAS - UFPR CAPÍTULO 1 AÇOS ESTRUTURAIS

ESTRUTURAS METÁLICAS - UFPR CAPÍTULO 1 AÇOS ESTRUTURAIS ESTRUTURAS METÁLICAS - UFPR CAPÍTULO 1 AÇOS ESTRUTURAIS 1 INDICE CAPÍTULO 1 - AÇOS ESTRUTURAIS...1 1 INTRODUÇÃO - HISTÓRICO... 1 2 CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DAS ESTRUTURAS DE AÇO... 2 3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS...

Leia mais

- PLACA DE CHOQUE: É construída com material Aço 1045, podendo levar um tratamento térmico para alcançar uma dureza de 45-48 HRC, se necessário.

- PLACA DE CHOQUE: É construída com material Aço 1045, podendo levar um tratamento térmico para alcançar uma dureza de 45-48 HRC, se necessário. Estampagem A estampagem é o processo de fabricação de peças, através do corte ou deformação de chapas em operação de prensagem geralmente a frio. A conformação de chapas é definida como a transição de

Leia mais

Curso de Engenharia Industrial Mecânica ENSAIOS DOS MATERIAIS

Curso de Engenharia Industrial Mecânica ENSAIOS DOS MATERIAIS Curso de Engenharia Industrial Mecânica ENSAIOS DOS MATERIAIS Santo Ângelo, Janeiro de 2007 Ensaios dos Materiais Acadêmica: Gabrieli Bortoli Dalcin Santo Ângelo, Janeiro de 2007 Sumário 1.ENSAIO DE TRAÇÃO...

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO SEÇÃO DE ENSINO DE ENGENHARIA DE FORTIFICAÇÃO E CONSTRUÇÃO MAJ MONIZ DE ARAGÃO MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II TECNOLOGIA DA ARGAMASSA E DO CONCRETO Ensaio de Compressão de Corpos de Prova Resistência do Concreto

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL-INMETRO Portaria n.º 33,de 22 de janeiro de 2004. O PRESIDENTE

Leia mais

Resistência. dos Materiais II

Resistência. dos Materiais II Resistência Prof. MSc Eng Halley Dias dos Materiais II Material elaborado pelo Prof. MSc Eng Halley Dias Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Santa Catarina Aplicado ao Curso Técnico de

Leia mais

Aula 3: Forjamento e Estampagem Conceitos de Forjamento Conceitos de Estampagem

Aula 3: Forjamento e Estampagem Conceitos de Forjamento Conceitos de Estampagem Aula 3: Forjamento e Estampagem Conceitos de Forjamento Conceitos de Estampagem Este processo é empregado para produzir peças de diferentes tamanhos e formas, constituído de materiais variados (ferrosos

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 02

PROVA ESPECÍFICA Cargo 02 18 PROVA ESPECÍFICA Cargo 02 QUESTÃO 41 As afirmativas a seguir tratam das características de alguns dos tratamentos térmicos aplicados aos aços. Verifique quais são verdadeiras (V) ou falsas (F) e marque

Leia mais

Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem

Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem Universidade Presbiteriana Mackenzie Comparação entre Tratamentos Térmicos e Método Vibracional em Alívio de Tensões após Soldagem Danila Pedrogan Mendonça Orientador: Profº Giovanni S. Crisi Objetivo

Leia mais

Os métodos de teste podem ser divididos grosseiramente em dois grupos:

Os métodos de teste podem ser divididos grosseiramente em dois grupos: Informativo Técnico Medição de Dureza soluções portáteis Em períodos de pressão por redução de custos e aumento da qualidade, os equipamentos portáteis de medição de dureza resultam não apenas em uma resposta

Leia mais

Estruturas Metálicas. Módulo I. Normas e Matérias

Estruturas Metálicas. Módulo I. Normas e Matérias Estruturas Metálicas Módulo I Normas e Matérias NORMAS DE ESTRUTURA ABNT NBR 8800/2008 PROJETO E EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE AÇO EM EDIFICIOS - ABNT NBR 6120/1980 Cargas para o cálculo de estruturas de edificações

Leia mais

Influence of Austenitizing Temperature On the Microstructure and Mechanical Properties of AISI H13 Tool Steel.

Influence of Austenitizing Temperature On the Microstructure and Mechanical Properties of AISI H13 Tool Steel. Influence of Austenitizing Temperature On the Microstructure and Mechanical Properties of AISI H13 Tool Steel. Lauralice de C. F. Canale 1 George Edward Totten 2 João Carmo Vendramim 3 Leandro Correa dos

Leia mais

QUESTÃO 24 PETROBRÁS / 2008

QUESTÃO 24 PETROBRÁS / 2008 QUESTÃO 24 PETROBRÁS / 2008 Um esforço axial de tração gera os valores máximos de tensão (A) normal na seção transversal e de cisalhamento em um plano a 45 o. (B) normal na seção transversal e de cisalhamento

Leia mais

Darlan Dallacosta, M. Eng. Diretor

Darlan Dallacosta, M. Eng. Diretor Escopo de Serviços I- Sumário Executivo (Laboratório de Ensaios Mecânicos) A SCiTec aparece como uma empresa de base tecnológica apta para prestar serviços de forma integrada com o setor empresarial. Constituída

Leia mais

RESISTÊNCIA DE PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO: A NORMA BRASILEIRA NBR 14762 E O MÉTODO DA RESISTÊNCIA DIRETA

RESISTÊNCIA DE PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO: A NORMA BRASILEIRA NBR 14762 E O MÉTODO DA RESISTÊNCIA DIRETA CONSTRUMETAL CONGRESSO LATINO-AMERICANO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA São Paulo Brasil 31 de agosto a 02 de setembro 2010 RESISTÊNCIA DE PERFIS DE AÇO FORMADOS A FRIO: A NORMA BRASILEIRA NBR 14762 E O MÉTODO

Leia mais

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA E DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NO ENSAIO DE COMPRESSÃO DE LIGA DE ALUMÍNIO AA6004

INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA E DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NO ENSAIO DE COMPRESSÃO DE LIGA DE ALUMÍNIO AA6004 NATHALIA CORREIA LOPES INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA E DA VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO NO ENSAIO DE COMPRESSÃO DE LIGA DE ALUMÍNIO AA6004 Orientador: Prof. Dr. Rodrigo Magnabosco Departamento de Engenharia Mecânica

Leia mais

Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Engenharia Mecânica

Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Engenharia Mecânica Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Engenharia Mecânica Analise de Tensões em Perfil Soldado Comparação de Resultados em Elementos Finitos Aluno: Rafael Salgado Telles Vorcaro Registro:

Leia mais

Estruturas Mistas de Aço e Concreto

Estruturas Mistas de Aço e Concreto Universidade Federal do Espírito Santo Estruturas Mistas de Aço e Concreto Prof. Fernanda Calenzani Programa Detalhado Estruturas Mistas Aço e Concreto 1. Informações Básicas 1.1 Materiais 1.2 Propriedades

Leia mais

MATERIAIS PARA ENGENHARIA DE PETRÓLEO - EPET069 - Conformação dos Metais

MATERIAIS PARA ENGENHARIA DE PETRÓLEO - EPET069 - Conformação dos Metais MATERIAIS PARA ENGENHARIA DE PETRÓLEO - EPET069 - Conformação dos Metais CONFORMAÇÃO DOS METAIS Fundamentos da Conformação Plástica Diagrama Tensão x Deformação CONFORMAÇÃO DOS METAIS Fundamentos da Conformação

Leia mais

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AMB 28 AULA 7. Professor Alberto Dresch Webler

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AMB 28 AULA 7. Professor Alberto Dresch Webler Resistências dos Materiais dos Materiais - Aula 5 - Aula 7 RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS AMB 28 AULA 7 Professor Alberto Dresch Webler 1 Aula 7 Tensão e deformação de cisalhamento; Tensões e cargas admissíveis;

Leia mais

ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA DOBRA NA RESISTÊNCIA À FLEXÃO DE UM PERFIL DE AÇO FORMADO A FRIO APLICADO NO SETOR DE ESTRUTURAS METÁLICAS

ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA DOBRA NA RESISTÊNCIA À FLEXÃO DE UM PERFIL DE AÇO FORMADO A FRIO APLICADO NO SETOR DE ESTRUTURAS METÁLICAS ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA DOBRA NA RESISTÊNCIA À FLEXÃO DE UM PERFIL DE AÇO FORMADO A FRIO APLICADO NO SETOR DE ESTRUTURAS METÁLICAS Fábio Sumara Custódio (1), Marcio Vito (2) UNESC Universidade do Extremo

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas Centro de Engenharias. Resistência dos Materiais I Estruturas II. Capítulo 5 Torção

Universidade Federal de Pelotas Centro de Engenharias. Resistência dos Materiais I Estruturas II. Capítulo 5 Torção Capítulo 5 Torção 5.1 Deformação por torção de um eixo circular Torque é um momento que tende a torcer um elemento em torno de seu eixo longitudinal. Se o ângulo de rotação for pequeno, o comprimento e

Leia mais

Resultados e Discussões 95

Resultados e Discussões 95 Resultados e Discussões 95 É interessante observar, que a ordem de profundidade máxima não obedece à ordem de dureza Shore A. A definição de dureza é exatamente a dificuldade de se penetrar na superfície

Leia mais

EFEITO DA ESTRUTURA BAINÍTICA EM AÇOS PARA ESTAMPAGEM

EFEITO DA ESTRUTURA BAINÍTICA EM AÇOS PARA ESTAMPAGEM 1 FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAI NADIR DIAS DE FIGUEIREDO MARCOS HUSEK COELHO RUBENS DA SILVA FREIRE EFEITO DA ESTRUTURA BAINÍTICA EM AÇOS PARA ESTAMPAGEM OSASCO 2011 2 MARCOS HUSEK COELHO RUBENS DA SILVA

Leia mais

CADERNO DE PROVA 15 DE SETEMBRO DE 2012 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA

CADERNO DE PROVA 15 DE SETEMBRO DE 2012 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA 1 Cada candidato receberá: CADERNO DE PROVA 15 DE SETEMBRO DE 2012 INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA - 01 (um) Caderno de Prova de 10 (dez) páginas, contendo 25 (vinte e cinco) questões de múltipla

Leia mais

Ensaio de torção. Diz o ditado popular: É de pequenino que

Ensaio de torção. Diz o ditado popular: É de pequenino que A UU L AL A Ensaio de torção Diz o ditado popular: É de pequenino que se torce o pepino! E quanto aos metais e outros materiais tão usados no nosso dia-a-dia: o que dizer sobre seu comportamento quando

Leia mais

Anexo Um: Elasticidade e Plasticidade avaliada através do ensaio de tração I.1 Generalidades sobre o Ensaio de Tração Figura I.1

Anexo Um: Elasticidade e Plasticidade avaliada através do ensaio de tração I.1 Generalidades sobre o Ensaio de Tração Figura I.1 ANEXOS Anexo Um: Elasticidade e Plasticidade avaliada através do ensaio de tração 1. Generalidades sobre o ensaio de tração 2. Parâmetros Mensuráveis 3. Variantes do Ensaio 4. Fatores de Influência 5.

Leia mais

UNIVERSIDADE SANTA. Objetivo Metodologia Introdução. Método Experimental Resultados Experimentais Conclusão Grupo de Trabalho

UNIVERSIDADE SANTA. Objetivo Metodologia Introdução. Método Experimental Resultados Experimentais Conclusão Grupo de Trabalho UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA ENGENHARIA MECÂNICA INDUSTRIAL Análise dos Parâmetros que Influenciaram a Falha dos Parafusos Calibrados Aço1045 A do Acoplamento de Engrenagem da Mesa Giratória ria do Laminador

Leia mais

9 ENSAIOS MECÂNICOS DOS MATERIAIS

9 ENSAIOS MECÂNICOS DOS MATERIAIS 9 ENSAIOS MECÂNICOS DOS MATERIAIS 9.1 Introdução 9.1.1 Propriedades dos materiais Cada material possui características próprias: o ferro fundido é duro e frágil, o aço é bastante resistente, o vidro é

Leia mais

LISTA 3 EXERCÍCIOS SOBRE ENSAIOS DE COMPRESSÃO, CISALHAMENTO, DOBRAMENTO, FLEXÃO E TORÇÃO

LISTA 3 EXERCÍCIOS SOBRE ENSAIOS DE COMPRESSÃO, CISALHAMENTO, DOBRAMENTO, FLEXÃO E TORÇÃO LISTA 3 EXERCÍCIOS SOBRE ENSAIOS DE COMPRESSÃO, CISALHAMENTO, DOBRAMENTO, FLEXÃO E TORÇÃO 1. Uma mola, com comprimento de repouso (inicial) igual a 30 mm, foi submetida a um ensaio de compressão. Sabe-se

Leia mais

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 10 Ensaio de Torção. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues

Ensaios Mecânicos de Materiais. Aula 10 Ensaio de Torção. Prof. MSc. Luiz Eduardo Miranda J. Rodrigues Ensaios Mecânicos de Materiais Aula 10 Ensaio de Torção Tópicos Abordados Nesta Aula Ensaio de Torção. Propriedades Avaliadas do Ensaio. Exemplos de Cálculo. Definições O ensaio de torção consiste em aplicação

Leia mais

PROPRIEDADES MECÂNICAS

PROPRIEDADES MECÂNICAS Elementos de Máquinas Elementos de Fixação Revisão sobre esforços mecânicos Prof. Geraldo Sales dos Reis Curso Técnico em Mecânica Módulo VI PROPRIEDADES MECÂNICAS POR QUÊ ESTUDAR? A determinação e/ou

Leia mais

BOLETIM TÉCNICO Nº 03 PVC

BOLETIM TÉCNICO Nº 03 PVC A tabela a seguir lista valores típicos de algumas propriedades físicas, mecânicas, térmicas e elétricas de compostos de PVC rígidos e flexíveis. Os valores são simplesmente de caráter informativo e são

Leia mais

Curso de Engenharia Civil. Universidade Estadual de Maringá Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Civil CAPÍTULO 6: TORÇÃO

Curso de Engenharia Civil. Universidade Estadual de Maringá Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Civil CAPÍTULO 6: TORÇÃO Curso de Engenharia Civil Universidade Estadual de Maringá Centro de ecnologia Departamento de Engenharia Civil CPÍULO 6: ORÇÃO Revisão de Momento orçor Convenção de Sinais: : Revisão de Momento orçor

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS (Perfil 08) «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS (Perfil 08) « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS (Perfil 08) «21. A grafia incorreta do resultado da medição propicia problemas de legibilidade, informações desnecessárias e sem sentido. Considerando

Leia mais

PPMEC UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI PROCESSO SELETIVO DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2014

PPMEC UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI PROCESSO SELETIVO DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2014 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL REI PPMEC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA PROCESSO SELETIVO DO SEGUNDO SEMESTRE DE 2014 PROVA DE SIMULAÇÃO NUMÉRICA DO COMPORTAMENTO DOS MATERIAIS

Leia mais

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007

8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 8º CONGRESSO IBEROAMERICANO DE ENGENHARIA MECANICA Cusco, 23 a 25 de Outubro de 2007 FRAGILIZAÇÃO DA MARTENSITA REVENIDA EM PARAFUSOS: ANÁLISE DE DOIS CASOS Marcelo A. L.*, Tokimatso R. C., Júnior P. Z.**,

Leia mais

Disciplina CIÊNCIA DOS MATERIAIS A. Marinho Jr. Materiais polifásicos - Processamentos térmicos

Disciplina CIÊNCIA DOS MATERIAIS A. Marinho Jr. Materiais polifásicos - Processamentos térmicos Tópico 7E Materiais polifásicos - Processamentos térmicos Introdução Já vimos que a deformação plástica de um metal decorre da movimentação interna de discordâncias, fazendo com que planos cristalinos

Leia mais

ANÁLISE ESTRUTURAL DE RIPAS PARA ENGRADAMENTO METÁLICO DE COBERTURAS

ANÁLISE ESTRUTURAL DE RIPAS PARA ENGRADAMENTO METÁLICO DE COBERTURAS ANÁLISE ESTRUTURAL DE RIPAS PARA ENGRADAMENTO METÁLICO DE COBERTURAS Leandro de Faria Contadini 1, Renato Bertolino Junior 2 1 Eng. Civil, UNESP-Campus de Ilha Solteira 2 Prof. Titular, Depto de Engenharia

Leia mais

2 Processo de Laminação

2 Processo de Laminação 2 Processo de Laminação O processo de laminação atua na forma do material, modificando-lhe a sua geometria. Para isso, há necessidade da influência de agentes mecânicos externos; que são os meios de se

Leia mais

6.9 - Exercícios... 49 7 - CISALHAMENTO... 50 7.1 - Introdução... 50 7.2 - Tensão de Cisalhamento... 50 7.3 - Tensões de Esmagamento... 53 7.

6.9 - Exercícios... 49 7 - CISALHAMENTO... 50 7.1 - Introdução... 50 7.2 - Tensão de Cisalhamento... 50 7.3 - Tensões de Esmagamento... 53 7. APRESENTAÇÃO RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS Comumente observamos que eixos empenam, pinos são esmagados e cortados, vigas deformam, rolamentos se desgastam, chavetas quebram, etc. Mas por que isso acontece?

Leia mais

ENSAIO DE LIGAÇÃO PILAR PRÉ-MOLDADO FUNDAÇÃO MEDIANTE CHAPA DE BASE

ENSAIO DE LIGAÇÃO PILAR PRÉ-MOLDADO FUNDAÇÃO MEDIANTE CHAPA DE BASE ENSAIO DE LIGAÇÃO PILAR PRÉ-MOLDADO FUNDAÇÃO MEDIANTE CHAPA DE BASE 53 ENSAIO DE LIGAÇÃO PILAR PRÉ-MOLDADO FUNDAÇÃO MEDIANTE CHAPA DE BASE Mounir K. El Debs Toshiaki Takeya Docentes do Depto. de Engenharia

Leia mais

As virtudes capitais das ligas de zinco na fundição

As virtudes capitais das ligas de zinco na fundição As virtudes capitais das ligas de zinco na fundição O que possuem em comum equipamentos e peças tão diversos como torneiras, chuveiros, grampeadores, lanternas, peças para luminotécnica, alto-falantes

Leia mais

TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE

TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE BARRAS E PERFIS AÇO PARA INDÚSTRIA TUDO PARA VOCÊ FAZER UM TRABALHO DE QUALIDADE Quando você usa a ampla linha de barras e perfis Gerdau, você coloca mais qualidade no seu trabalho. Cada produto foi desenvolvido

Leia mais

III. MATERIAIS E MÉTODOS. O material em estudo é a liga GK AlSiMg7 usada na fabricação de rodas fundidas

III. MATERIAIS E MÉTODOS. O material em estudo é a liga GK AlSiMg7 usada na fabricação de rodas fundidas III. MATERIAIS E MÉTODOS III.. Materiais O material em estudo é a liga GK AlSiMg7 usada na fabricação de rodas fundidas em moldes permanentes sob baixa pressão pela empresa Italspeed Automotive Ltda. A

Leia mais

O AÇO ESTRUTURAL (uma parte do material desta página foi extraída do site www.gerdau.com.br) Aços CA-50 e CA-25

O AÇO ESTRUTURAL (uma parte do material desta página foi extraída do site www.gerdau.com.br) Aços CA-50 e CA-25 O AÇO ESTRUTURAL (uma parte do material desta página foi extraída do site www.gerdau.com.br) Os aços são classificados conforme sua resistência, definida pela sua composição e processo de fabricação. Assim,

Leia mais

TECNOLOGIA DA DEFORMAÇÃO PLÁSTICA. VOL II APLICAÇÕES INDUSTRIAIS (Enunciados de Exercícios Complementares)

TECNOLOGIA DA DEFORMAÇÃO PLÁSTICA. VOL II APLICAÇÕES INDUSTRIAIS (Enunciados de Exercícios Complementares) TECNOLOGIA DA DEFORMAÇÃO PLÁSTICA VOL II APLICAÇÕES INDUSTRIAIS (Enunciados de Exercícios Complementares) Nota Introdutória Este documento é um anexo ao livro Tecnologia Mecânica Tecnologia da Deformação

Leia mais

Elementos de Máquinas

Elementos de Máquinas Professor: Leonardo Leódido Aula 2 Revisão: Análise de alhas Aula 2 Análise de alhas Instituto ederal de Brasília Sumário Sistemas de orças Resistência dos Materiais lambagem alhas Estáticas alhas Dinâmicas

Leia mais

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO ATRAVÉS DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA

AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO ATRAVÉS DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO ATRAVÉS DA VELOCIDADE DE PROPAGAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA Ricardo Oliveira Mota 1,4 ; Paulo Francinete Jr. 2,4 ; Rodrigo Augusto Souza 3,4 (1) Bolsista

Leia mais

Introdução. 1. Generalidades. Para o aço estrutural. Definição

Introdução. 1. Generalidades. Para o aço estrutural. Definição Introdução Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil PGECIV - Mestrado Acadêmico Faculdade de Engenharia FEN/UERJ Disciplina: Tópicos Especiais em Estruturas (Chapa Dobrada) Professor: Luciano Rodrigues

Leia mais

EXPRESSÃO DA INCERTEZA NA MEDIÇÃO DA DUREZA BRINELL

EXPRESSÃO DA INCERTEZA NA MEDIÇÃO DA DUREZA BRINELL EXPRESSÃO A INCERTEZA NA MEIÇÃO A UREZA BRINELL Sueli Fischer Beckert Instituto Superior de Tecnologia IST, Centro de Mecânica de Precisão de Joinville CMPJ sueli@sociesc.com.br Joinville, SC, Brasil Luciana

Leia mais

5ª LISTA DE EXERCÍCIOS PROBLEMAS ENVOLVENDO FLEXÃO

5ª LISTA DE EXERCÍCIOS PROBLEMAS ENVOLVENDO FLEXÃO Universidade Federal da Bahia Escola Politécnica Departamento de Construção e Estruturas Professor: Armando Sá Ribeiro Jr. Disciplina: ENG285 - Resistência dos Materiais I-A www.resmat.ufba.br 5ª LISTA

Leia mais

Estudo do Cisalhamento em Vigas de Concreto Armado

Estudo do Cisalhamento em Vigas de Concreto Armado Estudo do Cisalhamento em Vigas de Concreto Armado Luiz Alves ramos 1, Antonio Alves da Silva 2, luizalvesramos@gmail.com 1 deca_univap@yahoo.com.br 2, guido@univap.br 3, carlos@univap.br 4 Universidade

Leia mais