Introdução. Relatório de Estágio Curricular

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2 Introdução Introdução O objectivo principal do estágio é, sem dúvida, colocar em prática todo o conhecimento teórico-prático adquirido ao longo dos três anos do curso de Comunicação e Relações Económicas. A redacção de um relatório no final do estágio obrigatório, constitui uma prova do trabalho realizado, assumindo um papel relevante na evolução dos estudos e não apenas uma mera formalidade. Através deste relatório, pretendo descrever uma série de actividades decorridas durante o meu estágio (ver anexo I), na Agência de Mogadouro da Caixa Geral de Depósitos, com início em 1 de Agosto de 2010, terminado em 30 de Outubro de Escolhi a Caixa Geral de Depósitos para estagiar pela sua notoriedade e porque sempre me despertou a atenção pois tinha curiosidade em saber como seria trabalhar entre vários funcionários, qual seria o ambiente interno. Pensava que nesta Instituição também poderia desempenhar tarefas onde pudesse desenvolver determinados conhecimentos adquiridos ao longo dos três anos do curso, o que acabou por acontecer na realidade. Ao longo destes três meses, e sempre com a orientação e acompanhamento do orientador e colegas da Caixa Geral de Depósitos, desempenhei várias tarefas, actualização da base de dados dos clientes, arquivo, atendimento ao público, atendimento telefónico, tratamento de correspondência e auxiliar em qualquer actividade quando solicitada ajuda. Na realização deste relatório, a metodologia utilizada foi essencialmente: pesquisa bibliográfica, pesquisa cibernética, manuais de utilização pertencentes à instituição e outra informação interna, consulta de legislação e apontamentos de algumas disciplinas como Teoria da Comunicação, Psicossociologia das Organizações, Direito Económico, Economia, Gestão Bancária e Seguradora, Marketing e Publicidade e Relações Económicas Internacionais. Este relatório encontra-se dividido em dois capítulos: No Primeiro Capítulo apresento a Instituição quanto à sua caracterização (história e evolução, objectivos, missão e estratégia, regulamento e internacionalização). Caixa Geral de Depósitos 1

3 Introdução No Segundo Capítulo exponho sucintamente as actividades desempenhadas nas respectivas áreas onde tive oportunidade de estagiar. Por fim, na Conclusão faço um balanço do estágio, procurando, de forma crítica, apresentar sugestões, articulando a prática com as disciplinas do curso. Caixa Geral de Depósitos 2

4 Identificação Nome do Estagiário: Maria da Assunção Madureira Custódio N.º de matrícula: Estabelecimento de Ensino: Instituto Politécnico da Guarda Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto Curso: Comunicação e Relações Económicas Grau: Relatório para Obtenção da licenciatura em Comunicação e Relações Económicas Professor Orientador na ESEG: Dr. Carlos Mendes Martins Instituição de Estágio: Agência Caixa Geral de Depósitos de Mogadouro Coordenador do Estágio na Instituição: Emídio Francisco Lopes Posição do Orientador de Estágio na Instituição: Gerente da Agência Início: 1 de Agosto Duração: 3 meses Conclusão: 30 de Outubro Caixa Geral de Depósitos I

5 Dedicatória À minha querida mãe, por todo o apoio e sacrifício ao longo destes anos. Caixa Geral de Depósitos II

6 Agradecimentos Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a todas as pessoas que acreditaram em mim e que sempre me apoiaram ao longo destes três anos. À minha família pela esperança e apoio que sempre me deram. Aos meus amigos, pois é a eles que devo grande parte dos bons momentos que aqui passei. Pois, como dizia Voltaire Todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo. Ao meu professor orientador, o Dr. Carlos Mendes Martins, por todo o interesse e disponibilidade que sempre demonstrou na orientação do meu Relatório. O Sr. Emídio Francisco Lopes, orientador na instituição, por toda a sua dedicação, interesse e disponibilidade para que eu cumprisse todos os objectivos estabelecidos inicialmente e colocasse em prática o máximo de conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Aos funcionários da Caixa Geral de Depósitos, especialmente aqueles com quem tive oportunidade de trabalhar, por todo o apoio e confiança que sempre depositaram em mim, pela extraordinária colaboração prestada e pelo contributo decisivo para a minha fácil integração na Instituição. A todos muito obrigada! Caixa Geral de Depósitos III

7 Índice Geral Introdução...E rro! Marcador não definido. 1 Grupo Caixa Geral de Depósitos História e Evolução Objectivos Missão e Estratégica Regulamento Externo e Interno Expansão internacional Marca da Caixa Geral de Depósitos Confiança no Futuro Agência de Mogadouro Estrutura Interna Analise swot Actividades desenvolvidas durante o Estágio Acolhimento na direcção regional Base de Dados Realização fotocópias Arquivo Serviço Caixazul Depósitos à ordem e a prazo Transferências Bancárias Cartões Bancários CaixaDirecta Primeiros contactos Contacto prático com a base de dados Caixa Geral de Depósitos IV

8 2.4.2 Participação nas reuniões Observação do atendimento Envio de correspondência Crédito a Particulares Crédito à Habitação Crédito pessoal Crédito automóvel Credito a empresas Curto prazo Crédito a médio e longo prazo Desconto Comercial Garantias Bancárias Credito Especializado Atendimento ao Público Abertura de contas Preenchimento dos modelos mais utilizados ao balcão Atendimento telefónico Atribuição de NIB e IBAN Atribuição de PIN nas cadernetas Extractos e saldos de contas Campanhas Comerciais Conclusão..40 Bibliografia...42 Anexos Caixa Geral de Depósitos V

9 Índice de Figuras Figura nº 1 Imagem da Agência Caixa Geral de Depósitos...13 Figura nº 2 Organograma da Agência de Mogadouro...14 Figura nº 3 Cronograma das Actividades Desenvolvidas no Estágio 15 Figura nº 4 Número de Identificação Bancária..22 Figura nº 5 International Bank Account Number..23 Figura nº 6 Letra.33 Figura nº 7 Livrança...34 Caixa Geral de Depósitos VI

10 Lista de Siglas BIC Código de Identificação Bancária CDDIP Caixa Geral de Depósitos e Instituição de Previdência CGD Caixa Geral de Depósitos COSEC Companhia de Seguros de Crédito FIN Ficha de Informação Normalizada IBAN International Bank Account Number NIB Número de identificação Bancária PME Pequenas e Médias Empresas RGICSF Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras SEE Sector Empresarial do Estado SMS Short Message Service SNI Sistema de Normas Interno WAP Wireless Application Protocol Caixa Geral de Depósitos VII

11 Anexo I Plano de Estágio Listagem de Anexos Anexo II Organograma do Grupo CGD Anexo III Código de Conduta da CGD Anexo IV Avaliação do Estagiário Anexo V Elementos Informativos de Particulares/Empresários em Nome Individual - Modelo TGCGD 94 Anexo VI Elementos Informativos de Empresas - Modelo TGCGD 95 Anexo VII Modelo CGD Anexo VIII Transferências - Modelo CGD Anexo IX Proposta de Adesão do cartão de Débito/ Débito Deferido Anexo X Proposta de Adesão do cartão de Crédito Anexo XI Proposta de Adesão ao Serviço caixadirecta Anexo XII Proposta para Desconto de Letras/Financiamento por Livrança Anexo XIII Modelo CGD Anexo XIV Pagamentos Periódicos - Modelo CGD Caixa Geral de Depósitos VIII

12 Anexo XV Requisição de Cheques - Modelo TGCGD 113 Anexo XVI Modelo CGD Anexo XVII Modelo CGD Anexo XVIII Atribuição de NIB/IBAN Anexo XIX Atribuição de PIN na caderneta Anexo XX Extracto de Conta Anexo XXI Campanha Comercial Caixa Geral de Depósitos IX

13 Capítulo I 1 - Grupo Caixa Geral de Depósitos História e Evolução A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi criada pela Carta de Lei em 10 de Abril de 1876, inicialmente administrada pela Junta do Crédito Público, Sucedeu ao Depósito Público de Lisboa e Porto, de criação pombalina, donde transitaram alguns dos primeiros valores entrados na Caixa. A sua organização foi influenciada por instituições estrangeiras idênticas, de que se destacam a Caisse des Dépôts et Consignations francesa, fundada em 1816, e a Caisse Générale d'épargne et de Retraite belga, criada em A sua finalidade era essencialmente a recolha dos depósitos obrigatórios, ou seja, constituídos por imposição da lei ou dos tribunais, estabelecendo o referido diploma legal que nenhuma entidade pública podia ordenar ou permitir depósitos fora da Caixa. Estava, no entanto, igualmente autorizada a receber depósitos voluntários, bem como a restituí-los a pedido dos seus depositantes, e cujo montante em dinheiro não podia exceder determinada quantia por depositante. Marco fundamental na evolução da Caixa é a sua autonomia em relação à Junta do Crédito Público, operada pela Lei de 21 de Maio de Foram então criados junto da Caixa e sob a sua administração a Caixa de Aposentações, para os trabalhadores assalariados, e o Monte de Piedade Nacional, para realização de operações de crédito sobre penhores. Como consequência desta reorganização e da absorção das funções ligadas com a previdência a instituição passou a denominar-se Caixa Geral de Depósitos e Instituições de Previdência (CDDIP), abrangendo os serviços relativos à Caixa Geral de Depósitos, à Caixa Económica Portuguesa, à Caixa de Aposentações a trabalhadores assalariados e ao Monte de Piedade Nacional. A reforma de 1918, com a assinatura de Sidónio Pais fez desaparecer das competências da CDDIP a gestão da Previdência e do Monte de Piedade Nacional, pelo que a instituição passou a designar-se apenas por Caixa Geral de Depósitos. É reafirmado o princípio de todos Caixa Geral de Depósitos 3

14 Capítulo I os seus fundos serem centralizados num cofre geral e alargam-se as suas atribuições. Desta forma desenvolveram-se as actividades ligadas ao crédito em geral (hipotecário, agrícola e industrial), e em especial ao crédito de penhores como forma de moralizar e regulamentar a actividade prestamista. Inserida num amplo contexto de reforma geral dos serviços administrativos e de reorganização do crédito, visando a prossecução de objectivos de política económica e social, surge a chamada reforma de com especial incidência exactamente na área do crédito e na qual desempenhou um papel activo Oliveira Salazar, na altura Ministro das Finanças. A Caixa passa a designar-se Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, denominação que se manterá até 1993 Na Caixa Nacional de Crédito são centralizados todos os serviços e operações do Estado que respeitem a crédito agrícola e industrial, a quaisquer outras operações de crédito, sejam quais forem os Ministérios por onde este haja sido concedido, e quaisquer outras operações de crédito de conta do Tesouro. A Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência deixa de poder realizar operações de crédito agrícola ou industrial, descontos ou financiamentos a particulares, com o aval do Governo, sendo as contas correspondentes transferidas para a Caixa Nacional de Crédito. É a partir da reforma de 1929 que a Caixa se pode começar a afirmar como estabelecimento de crédito, alargando os limites em que até então praticamente se continha, de financiamento do Estado. Quarenta anos depois, a chamada Lei Orgânica 2, veio alterar profundamente o enquadramento jurídico da instituição, conferindo-lhe a estrutura empresarial que está na origem da sua gradual aproximação às restantes instituições de crédito. Efectivamente, a CGD, que até então era um serviço público, sujeito às mesmas regras dos serviços da administração directa do Estado, passa a ser definida fundamentalmente como uma empresa pública para o exercício de 1 Decretos-lei nºs , , e de 27 de Março 2 Aprovada pelo Decreto-Lei nº , de 5 de Abril de 1969, sob a assinatura de Marcelo Caetano. Caixa Geral de Depósitos 4

15 Capítulo I funções de crédito, à qual está também confiada a administração de serviços públicos autónomos de previdência. O estatuto da CGD continua a ser de direito público, mas introduzem-se as modificações exigidas pela sua actividade como instituto de crédito. Assim, para além da integração da Caixa Nacional de Crédito, confere-se à Administração o poder de organizar os serviços e de aprovar os respectivos regulamentos. A gestão financeira passa a obedecer às regras da gestão empresarial, embora se mantenha paralelamente a escrita orçamental. Finalmente, a mais recente reforma da CGD foi determinada pelas modificações operadas no sistema financeiro português e no circunstancialismo interno e externo em que a instituição exerce a sua actividade, com particular destaque para a integração de Portugal nas Comunidades Europeias e para o chamado Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n 298/92, de 31 de Dezembro, que veio equiparar a Caixa Geral de Depósitos aos bancos no que respeita às actividades que está autorizada a exercer. A CGD é transformada em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, de que só o Estado pode ser detentor, passa a denominar-se Caixa Geral de Depósitos, SA, e rege-se pelas mesmas normas das empresas privadas do sector. O seu objecto é o exercício da actividade bancária nos mais amplos termos permitidos por lei e mesmo os serviços bancários cuja prestação a Caixa deve assegurar ao Estado, de acordo com o diploma legal citado, são efectuados sem prejuízo das regras da concorrência e do equilíbrio da sua gestão. Deixa de haver instituições anexas, procedendo-se à completa separação entre a Caixa Geral de Depósitos e a Caixa Geral de Aposentações, que, por via de diploma autónomo 3, passa a integrar o Montepio dos Servidores do Estado. O pessoal fica sujeito ao Regime do Contrato Individual de Trabalho, mantendo os trabalhadores com vínculo anterior o estatuto laboral em que se encontravam, mas com possibilidade de optarem pelo novo regime. 3 Decreto-Lei nº 277/93, de 10 de Agosto Caixa Geral de Depósitos 5

16 Capítulo I Em síntese, é consagrada a natureza de banco universal e plenamente concorrencial, sem prejuízo da especial vocação, que também lhe é reconhecida, para a formação e captação da poupança e para o apoio ao desenvolvimento económico e social do País Objectivos Entre os principais objectivos de desenvolvimento da actividade da CGD estão: A inovação e o aperfeiçoamento contínuos na prestação de serviços na banca de retalho, a principal área de negócio; A abertura de novos canais de contacto com os clientes, facilitando o acesso aos serviços; A orientação e a expansão da actividade para as áreas de negócio com maior potencial do crescimento e de rendibilidade; A promoção da utilização das novas tecnologias pelos clientes e pelos colaboradores, aumentando a qualidade do serviço prestado e reduzindo os custos operacionais; O estabelecimento de parcerias com outras empresas, líderes nos seus sectores, para a criação de serviços avançados no domínio da nova economia: banca electrónica, comércio electrónico, portais especializados, entre outros. Para além de dispor de uma vasta rede de caixas automáticos privativos serviço Caixautomática e da participação na rede nacional Multibanco, a CGD encetou projectos pioneiros de banca à distância através do lançamento do serviço Caixadirecta (hoje acessível por telefone, internet, SMS, WAP), do serviço de corretagem on-line - Caixadirecta invest e do serviço de banca electrónica para empresas Caixa e-banking. A CGD é ainda parceira em redes de serviços bancários de conveniência, em conjunto com outras entidades como: Postos de Abastecimento de Combustível, Estações de Caminho de Ferro, Universidades e Serviços Públicos. A contínua evolução dos investimentos em inovação e na aplicação de novas tecnologias, para facilitar o acesso aos serviços bancários através de canais alternativos à Agência tradicional, tem permitido reforçar a capacidade de atendimento personalizado na rede comercial, conferindo maior disponibilidade para a prestação de serviços à medida das necessidades e expectativas de cada cliente. Caixa Geral de Depósitos 6

17 Capítulo I Missão e Estratégica O Grupo CGD deve procurar consolidar se como um Grupo estruturante do sistema financeiro português, distinto pela relevância e responsabilidade fortes na sua contribuição para: O desenvolvimento económico; O reforço da competitividade, capacidade de inovação e internacionalização das empresas portuguesas; A estabilidade e solidez do sistema financeiro nacional. Enquanto líder do mercado, o Grupo CGD deve procurar uma evolução equilibrada entre rentabilidade, crescimento e solidez financeira, sempre no quadro de uma gestão prudente dos riscos. A concretização da Visão Estratégica definida assenta em seis eixos estratégicos de desenvolvimento da actividade, a partir das principais tendências perspectivadas para a envolvente externa e do posicionamento do Grupo CGD no mercado. Um primeiro eixo centra se na necessidade de sustentar o crescimento rentável do negócio, factor chave para manter a posição de referência que a CGD tem no mercado financeiro nacional. Este crescimento deve passar pela consolidação da liderança em áreas de tradicional força da CGD (captura de recursos, crédito à habitação), a par de uma maior presença junto das melhores Pequenas e médias empresas (PME), ou de um crescimento nos mercados internacionais, entre outros. Adicionalmente, a contribuição para o crescimento económico é uma prioridade central, nomeadamente através do apoio às empresas e da participação no financiamento de projectos estruturantes para o País. Um segundo eixo fixa se na necessidade de reforçar esforços de eficiência operativa e melhoria da qualidade de serviço, ambos factores críticos de sucesso na actividade financeira actualmente. O Grupo CGD tem tido uma evolução positiva em termos de cost to income nos últimos anos, mas os seus principais concorrentes têm levado a cabo programas agressivos de redução de custos, o que, conjuntamente com um contexto económico menos Caixa Geral de Depósitos 7

18 Capítulo I favorável, vem reforçar o aumento de eficiência como um imperativo competitivo para os próximos anos. Um terceiro eixo prioritário é o reforço das capacidades de gestão de risco, área central à actividade bancária, que surge neste ciclo com importância acrescida, dada a incerteza que existe em torno da evolução económica e dos mercados financeiros a nível internacional. Um quarto eixo é o desenvolvimento de uma política de Recursos Humanos baseada nos pilares dos Valores e Cultura da Empresa, do conhecimento, da comunicação e do desempenho. Nesta frente, surge a aspiração de desenvolver uma cultura empresarial mais orientada ao desempenho e de melhorar a produtividade dos recursos humanos, sempre no quadro da harmonia laboral. Um quinto eixo centra se no desenvolvimento cultural e social e na promoção da sustentabilidade que o Grupo CGD aspira a reforçar, bem como na vontade de se estabelecer como uma referência nacional em Bom Governo e conduta ética. Finalmente, um sexto eixo prende se com a necessidade de proceder a uma reestruturação do modelo corporativo, de forma a atingir uma estrutura de capital mais eficiente e, simultaneamente, libertar recursos importantes para o desenvolvimento do negócio em áreas estratégicas. No âmbito do processo de gestão estratégica levado a cabo pelo Grupo CGD, tendo em vista a operacionalização dos seis eixos acima identificados, foi obtido o alinhamento de toda a organização em torno de um conjunto de Projectos Transversais Estruturantes: Dinamizar a actividade comercial de particulares e pequenos negócios, através da criação dos instrumentos necessários ao reforço da polivalência e da proactividade; Dinamizar a actividade comercial de PME; Dinamizar o negócio de comércio externo; Executar a estratégia multicanal; Potenciar o Assurfinance; Caixa Geral de Depósitos 8

19 Capítulo I Desenvolver o negócio internacional; Optimizar a gestão de risco e do capital do Banco; Reforçar a atenção sobre a recuperação de crédito do Grupo ao longo de toda a cadeia de valor; Desenvolver o negócio de capital de risco; Promover a redução de custos; Reforçar a eficiência de processos e a qualidade de serviço; Desenvolver o talento; Optimizar a infra estrutura tecnológica Regulamento Externo e Interno A actividade da CGD está sujeita a todas as normas legais relativas às sociedades anónimas, designadamente ao Código das Sociedades Comerciais, e às decorrentes do seu estatuto de empresa pública, de que se destacam a Resolução do Conselho de Ministros nº 49/2007, de 28 de Março, que aprovou os princípios de bom governo das empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE). De um modo geral, à CGD aplica-se a legislação europeia e nacional relativa à sua actividade, salientando-se no direito interno, o Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGICSF), e todas as normas regulamentares emitidas pelo Banco de Portugal e pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Destas normas regulamentares, são de realçar os Avisos a seguir identificados, publicados pelo Banco de Portugal em 2008 e 2009, com o objectivo de reforçar a transparência e o rigor da informação prestada pelas instituições de crédito aos seus clientes: Aviso do Banco de Portugal nº 10/2008, que regula os deveres de informação e transparência na publicidade de produtos e serviços financeiros e fixa as dimensões mínimas dos caracteres a usar na publicidade a produtos e serviços financeiros através de diferentes meios de difusão; Caixa Geral de Depósitos 9

20 Capítulo I Aviso do Banco de Portugal nº 4/2009, que regula os deveres de informação na comercialização de depósitos bancários; Aviso do Banco de Portugal nº 5/2009, que regula os deveres de informação na comercialização de depósitos indexados e depósitos duais, produtos financeiros complexos de acordo com o DL nº 221-A/2008; Aviso do Banco de Portugal nº 6/2009, que estabelece regras relativas às características dos depósitos bancários; Aviso do Banco de Portugal nº 8/2009, que regula os deveres de informação relativos ao preçário. A CGD dispõe, ainda, de um Sistema de Normas Interno (SNI), publicado na intranet, ao qual todos os colaboradores se encontram sujeitos, que abrange os aspectos mais relevantes do funcionamento da empresa e do exercício da sua actividade. O SNI estabelece as regras e competências relativas à produção, gestão, meios de suporte e divulgação das normas, nomeadamente sobre a estrutura orgânica, a politica de pessoal, as características de produtos e serviços e os procedimentos ou informações relevantes Expansão internacional O Grupo Caixa é um grupo financeiro universal com presença em diversos pontos do globo. Com a sua extensa e diversificada plataforma internacional assente em presenças físicas em 23 países e actuando ainda num vasto leque de mercados onde apoia a actividade dos empresários portugueses, tem procurado desempenhar um papel de crescente importância na internacionalização da economia portuguesa, nomeadamente através do apoio às Pequenas e Médias Empresas as quais constituem um pilar fundamental do sistema produtivo nacional. Assim o Grupo tem vindo a orientar-se de forma directa ou indirecta, para os mercados com maior potencial de negócio para as empresas portuguesas e para o próprio Grupo, bem como para aqueles com os quais o País mantém afinidades culturais e linguísticas ou onde existem importantes comunidades de origem Portuguesa. Neste contexto, deve ser dado especial relevo aos mecanismos de apoio ao comércio externo, consubstanciados por estruturas de curto, médio e longo prazos, as quais contribuem, de forma marcante, para dinamizar o nosso sector exportador. Os instrumentos de médio e longo Caixa Geral de Depósitos 10

21 Capítulo I prazo são habitualmente estruturados como créditos directos ao importador, quer numa óptica de crédito de ajuda (as linhas concessionais), quer numa óptica comercial (linhas de financiamento com cobertura de risco pela Companhia de Seguros de Crédito - Cosec) Marca da Caixa Geral de Depósitos Uma marca de excelência é sobretudo uma marca forte, com uma imagem positiva, altamente diferenciadora, capaz de gerar atitudes e comportamentos favoráveis, de estabelecer relações sólidas com os seus públicos, o que lhe confere uma vantagem competitiva forte e sustentável. Uma marca forte permite projectar nos seus públicos-alvo um conjunto de associações e desencadear uma série de emoções que se irão reflectir nas suas atitudes e comportamentos para com a marca e gerar um elevado grau de envolvimento e lealdade. A estratégia de actuação da Caixa tem como referência a eficácia e a inovação, ao serviço das famílias e das empresas, como parceiro de crescimento e de desenvolvimento sustentado. A Caixa é socialmente responsável, acautelando os interesses de todos, incluindo os das gerações futuras, respeitando princípios essenciais como o respeito pelos direitos humanos, a preservação ambiental e o progresso social da comunidade em que se insere. Através de uma cultura forte, assente nos mais elevados padrões éticos, no rigor e no profissionalismo, mas também numa atitude de permanente disponibilidade para a mudança, a Caixa é hoje a matriz de um moderno Grupo financeiro, preparado para satisfazer as necessidades e expectativas de milhões de clientes e para responder aos desafios da globalização dos mercados. A Caixa, enquanto Banco, promove continuadamente a proximidade e o rigor junto dos seus clientes particulares e empresas do mercado e da sociedade portuguesa em geral, construindo oportunidades de crescimento económico e apoiando a internacionalização das empresas e do talento nacional; fortalecendo relações de longo prazo e firmando a sua presença no ciclo de vida das famílias portuguesas; fomentando o desenvolvimento social por via de princípios associados a uma vida saudável e culturalmente enriquecida, a uma consciência comunitária e práticas de responsabilidade social e ambiental, a par com uma gestão financeira segura e responsável. Caixa Geral de Depósitos 11

22 Capítulo I Confiança no Futuro A estratégia de actuação da CGD continua a ter como referências principais a eficácia e a inovação, ao serviço das famílias, das empresas e das instituições, como parceiro de crescimento e de desenvolvimento sustentado. A CGD privilegia as ligações de longo prazo com os clientes, aceitando o desafio da renovação permanente desse relacionamento, correspondendo à dinâmica dos mercados e das necessidades dos clientes, através de uma oferta completa de produtos e serviços. Por tudo isto, a CGD encara o futuro com optimismo e confiança Agência de Mogadouro Mogadouro é uma vila portuguesa, pertencente ao Distrito de Bragança, Região Norte (NUTII) no Alto Trás-os-Montes (NUTIII), com cerca de habitantes. É sede de um município com 757,98 km² de área e habitantes, subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Macedo de Cavaleiros e de Vimioso, a nordeste por Miranda do Douro, a sueste pela Espanha, a sul por Freixo de Espada à Cinta e por Torre de Moncorvo e a oeste por Alfândega da Fé. O concelho tem na agro-pecuária a sua principal riqueza. Produz cereais e explora a amendoeira, a oliveira, a vinha, o sobreiro e o castanheiro. Cria gado bovino para a produção de carne e gado caprino e ovino para a produção de lã, leite e carne. No concelho pode praticar-se a caça ao coelho, à lebre e à perdiz. A indústria tem apenas expressão na construção civil e no fabrico de cerâmica. Em Bemposta encontra-se uma barragem hidroeléctrica sobre o rio Douro. A actividade comercial tem um certo significado na população activa do concelho. O município está inserido na Região de Turismo do Nordeste Transmontano. A Agência da Caixa Geral de Depósitos de Mogadouro, abriu ao público no dia 26 de Outubro de 1982, por despacho escrito no dia 21 do mesmo mês pela Administração e publicitado na Ordem de Serviço nº Caixa Geral de Depósitos 12

23 Capítulo I Figura nº 1 Imagem da Agência Caixa Geral de Depósitos de Mogadouro Fonte: Autora do Trabalho Estrutura Interna Na agência de Mogadouro trabalham oito funcionários e estava estruturada da seguinte forma: Um gerente, um subgerente, um gestor caixazul que tinha a seu cargo uma carteira de clientes, uma pessoa responsável pela área do credito, uma pessoa nas informações e abertura de contas e três pessoas na caixa. Caixa Geral de Depósitos 13

24 Capítulo I Figura nº2 Organograma da Agência de Mogadouro Gerente Subgerente Gestor Caixazul Área do Credito Informações/ Abertura de contas Caixa Fonte: Autora do trabalho Análise swot O termo SWOT resulta da conjugação das iniciais das palavras anglo-saxónicas Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Assim, a análise SWOT corresponde à identificação por parte de uma organização e de forma integrada dos principais aspectos que caracterizam a sua posição estratégica num determinado momento, tanto a nível interno como externo (forma como a organização se relaciona com o seu meio envolvente). A CGD apresenta como pontos fortes: o seu reconhecimento no mercado, como pontos fracos: o facto de a concorrência ter produtos ou serviços semelhantes, as oportunidades: um novo Mercado Internacional quanto às ameaças a existência de muitos bancos na região. Caixa Geral de Depósitos 14

25 Capítulo II Jamais se terá uma segunda oportunidade para refazer uma primeira impressão 2 - Actividades desenvolvidas durante o Estágio Philippe Bloch e Ralph Hababou 4 A segunda parte deste relatório é dedicada às actividades que desenvolvi, de acordo com cada área por onde passei no decorrer do estágio, que defino de forma sucinta. Existem determinadas tarefas rotineiras, como o atendimento telefónico, envio de correspondência, arquivo, conferir os cofres nocturnos entre outras, que realizei sempre que necessário. Seguidamente, apresento o cronograma das actividades realizadas em cada semana do estágio, que construí, de forma a facultar a descrição das actividades realizadas, seguindo a ordem espacial e temporal. Figura nº3 - Cronograma das actividades desenvolvidas no Estágio DESCRIÇÃO DURAÇÃO PREVISTA ACOLHIMENTO NA DIRECÇÃO REGIONAL O organograma e funcionamento da Caixa Geral de Depósitos; Apresentação dos colaboradores e das diferentes áreas de trabalho da Agência Apresentação dos produtos e serviços; Noções gerais sobre a actividade Bancária; Sigilo Bancário, ética e imagem da Caixa Geral de Depósitos O processo de avaliação do estagiário; Breve descrição do sistema informático; Estratégias e técnicas de marketing; 1 SEMANA BASE DE DADOS Base de dados de clientes: - Fotocopias - Arquivo 1 SEMANA 4 BAZIN e BROIILLIARD, 1999:9 Caixa Geral de Depósitos 15

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