FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL. Resumo"

Transcrição

1 FATORES MACROECONÔMICOS QUE AFETARAM O SPREAD BANCÁRIO NO BRASIL APÓS O PLANO REAL Luciano Rodrigues Lara* Resumo No Brasil, a partir da implantação do Plano Real, houve uma acentuada queda no spread bancário, que é a diferença entre a taxa de juros cobrada aos tomadores de crédito e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos. Um dos motivos foi o fim da cobrança de compulsórios em algumas operações ativas dos bancos. Porém, atualmente, apesar da queda o spread tem um valor elevado. Por exemplo, em 2000 o spread nos Estados Unidos era de 2,77%, enquanto no Brasil o valor era de 38,72%, dificultando o desenvolvimento econômico do país. É utilizado referencial teórico pós-keynesiano. Conceito fundamental, deste referencial, para a elaboração da pesquisa foram a preferência pela liquidez adaptada a firma bancária, na qual os bancos preferem ativos com maior liquidez em momentos de instabilidade. Este trabalho tem por objetivo mostrar como fatores macroeconômicos afetaram o spread bancário no Brasil, após o Plano Real. Mostrando que o spread cobrado pelos bancos é influenciado pela taxa básica de juros e como o custo de oportunidade e a assimetria de informações pode reduzir a oferta de crédito. Palavras-chave: spread bancário, taxa de juros básica, Plano Real * Bolsista do PET-Economia

2 1 INTRODUÇÃO No Brasil, a partir da implantação do Plano Real, houve uma acentuada queda no spread bancário, que é a diferença entre a taxa de juros cobrada aos tomadores de crédito e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos. Um dos motivos foi o fim da cobrança de compulsórios em algumas operações ativas dos bancos. Porém, atualmente, apesar da queda o spread tem um valor elevado. Por exemplo, em 2000 o spread nos Estados Unidos era de 2,77% a.a., enquanto no Brasil o valor era de 38,72% a.a. Este é um dos motivos para a baixa relação crédito/pib no Brasil, como exemplo o Brasil em 2000 tinha 24,82% a.a. do PIB em empréstimos, enquanto os Estados Unidos tinha 45,3% a.a. A literatura existente, que estuda o caso brasileiro, em sua maioria concentra-se em fatores microeconômicos, estruturas e poder de mercado como os causadores do elevado spread brasileiro. Porém, um trabalho de AFANASSIEF (2002), mostra evidências que fatores macroeconômicos são as principais fontes de nosso elevado spread. Utilizando referencial teórico pós-keynesiano, este trabalho tem por objetivo analisar de que forma fatores macroeconômicos, nesta 1ª etapa a taxa básica de juros, influenciaram o spread bancário brasileiro após a implantação do Plano Real. Também será analisado como a taxa básica de juros e o spread podem reduzir a oferta de crédito, devido ao custo de oportunidade e à assimetria de informações.

3 2 CONTEXTUALIZAÇÃO Spread bancário é a diferença entre a taxa de juros cobrada dos tomadores de empréstimo e a taxa de juros paga aos depositantes pelos bancos. No Brasil, como pode ser visto no gráfico 1, o spread teve uma elevada redução do início do Plano Real até julho de GRÁFICO 1 SPREAD NO BRASIL EM %, NO PERÍODO DE JULHO DE 1994 A JULHO DE Spread jul/94 jul/95 jul/96 jul/97 jul/98 jul/99 jul/00 jul/01 jul/02 jul/03 jul/04 FONTE: BANCO CENTRAL DO BRASIL Um dos motivos da expressiva redução que aconteceu até julho de 1996, foi o fim da cobrança de compulsórios de algumas operações ativas dos bancos. Porém apesar da queda, 126,07% em julho de 1994 para 37,78% em julho de 2004, o spread bancário brasileiro continua elevado em comparação com outros países, o que pode ser visto na tabela 1.

4 TABELA 1 TAXA DE SPREAD BANCÁRIO EM %, POR PAÍSES Países Desenvolvidos USA 2,91 2,88 2,82 2,88 2,66 2,77 Canadá 1,50 1,73 1,37 1,57 1,53 1,57 Austrália 3,79 4,14 4,19 3,37-4,66 Japão 2,50 2,36 2,15 2,05 2,04 2,00 Reino Unido 2,58 2,91 2,95 2, Área do EURO - 4,80 4,18 3,53 3,20 3,15 América Latina Argentina 5,95 3,15 2,27 3,08 2,99 2,75 Bolívia 32,15 36,81 35,32 26,59 23,11 23,62 Brasil 130,45 67,79 54,62 60,71 57,50 38,72 Chile 4,43 3,91 3,65 5,26 4,07 5,64 Colômbia 10,38 10,84 10,09 9,66 9,08 14,21 México 20,47 12,19 9,89 14,95 16,26 11,96 Peru 11,46 11,17 14,95 15,69 14,52 14,62 Uruguai 60,86 63,39 51,94 42,84 39,03 36,94 Venezuela 15,02 11,83 8,99 11,51 10,85 8,90 FONTE: Adaptado de AFANASIEFF, T. S.; LHACER, P. M. V.; NAKANE, M. I. The determinants of bank interest spread in Brazil. Brasília, DF: Banco Central do Brasil, Disponível em <http://www.bcb.gov.br/pec/wps/ingl/wps46.pdf> Acesso em 26 set Por exemplo, no ano de 2000, na América Latina o único spread que se assemelha ao brasileiro (38,72%) é o do Uruguai (36,94) e para os países desenvolvidos os valores não ultrapassam 4,66% (Austrália). 3 ESTABILIDADE MACROECONÔMICA Neste item pretende-se mostrar que a autoridade monetária brasileira utiliza a taxa básica de juros como um importante instrumento para estabilizar a economia. Isto pode ser visto no gráfico 2.

5 GRÁFICO 2 TAXA DE JUROS BÁSICA EM %, NO PERÍODO DE JULHO DE 1994 A JULHO DE Crise Asiática Desvalorização Real (Jan/99) Efeito Lula Selic 20 0 jul/94 jul/95 jul/96 jul/97 jul/98 jul/99 jul/00 jul/01 jul/02 jul/03 jul/04 FONTE: BANCO CENTRAL DO BRASIL No gráfico 2, podemos ver que em momentos de instabilidade, externa ou interna, a autoridade monetária eleva a taxa básica de juros. Foi assim com a crise asiática e com o efeito Lula, período anterior às eleições em que os agentes tinham incerteza quanto ao futuro das políticas. Portanto, é importante que se verifique de que forma a taxa básica de juros afeta o spread bancário e a oferta de crédito. 4 TAXA BÁSICA DE JUROS E SPREAD BANCÁRIO Neste item será apresentado como o spread bancário é influenciado pela taxa básica de juros. Através do gráfico 3, que tem a taxa SELIC como variável explicativa do spread bancário, podemos ver que existe uma relação positiva entre estas duas variáveis.

6 GRÁFICO 3 DISPERSÃO QUE TEM A TAXA SELIC COMO VARIÁVEL EXPLICATIVA DO SPREAD Spread médio das operações de crédito c/ recursos livres (prefixado) Total Geral % ao ano Selic acumulada no mês anualizada % ao ano FONTE: BANCO CENTRAL DO BRASIL Utilizando as séries temporais do Banco Central do Brasil 1, foi feita uma regressão linear simples em que a taxa básica de juros é uma variável explicativa do spread bancário. Usando o método dos mínimos quadrados obteve-se uma regressão com um R 2 =0, o que mostra que a taxa SELIC é uma das variáveis que explicam o spread, mas não é a única. As séries utilizadas estavam em primeira diferença por não serem estacionárias em nível, de acordo com teste da raiz unitária. 1 As séries utilizadas foram: Cód Taxa de juros Selic acumulada no mês anualizada e Cód Spread médio das operações de crédito com recursos livres (prefixado) Total Geral. Disponível em <http://www4.bcb.gv.br/pec/series/port/> Acesso em 23 ago

7 5 A TEORIA DA PREFERÊNCIA PELA LIQUIDEZ ADAPTADA A FIRMA BANCÁRIA E O CUSTO DE OPORTUNIDADE Na teoria convencional (neoclássica) os bancos são apenas intermediadores de poupança que não têm possibilidades de alterar as condições de financiamento da economia. Eles dividem seu portfolio entre reservas em dinheiro, que nada rendem, e empréstimos. O que distorce a realidade dos bancos que tem inúmeros ativos para escolher. Segundo PAULA (1999) os teóricos pós-keynesianos como: Hyman Minsky, Paul Davidson, Victoria Chick e Fernando Carvalho mostram, ao contrário da teoria neoclássica, que os bancos podem alterar as condições de financiamento da economia e com isso alterar as variáveis reais da economia como: produto e emprego. Por este motivo, apontado pela teoria pós-keynesiana, é necessária uma análise do comportamento dos bancos e como estes definem seu portfolio, para que se conheça porque no Brasil existe uma baixa oferta de crédito. Na abordagem pós-keynesiana a firma bancária é um agente que tem expectativas e está em um contexto de futuro incerto, e por este motivo tem preferência pela liquidez. A incerteza que a firma bancária enfrenta é a incerteza nãoprobabilística, isto é, aquela em que não existe qualquer possibilidade de cálculo probabilístico para sua determinação. Em razão disso a firma bancária baseará a escolha de seus ativos de acordo com suas expectativas sobre o futuro. Em A treatise on money KEYNES 2 (1971), citado por PAULA (1999, p. 18) mostra que o problema dos bancos é como alocar seus recursos: O que bancos estão ordinariamente decidindo não é quanto eles emprestarão no agregado isto é determinado por eles pelo estado de suas reservas mas quais formas eles emprestarão em que proporção eles dividirão seus recursos entre os diferentes tipos de investimento que estão abertos para eles. 2 KEYNES, J.M. A tretatise on money, vol. II. London: MacMillan, 1971

8 Neste mesmo trabalho Keynes exemplifica esta abordagem com três tipos de ativos: empréstimos de curto prazo, compra de títulos públicos e federais e empréstimos de longo prazo. O primeiro ativo apresenta alta liquidez e baixa rentabilidade, o segundo tem uma rentabilidade maior e sua liquidez é menor porque depende de um mercado secundário demandando o ativo no momento da venda, e o terceiro tem a maior rentabilidade e não apresenta liquidez, pois só pode ser resgatado no final do contrato. Keynes mostra que esta relação não é invariável, e isto pode ser percebido no Brasil. Os títulos públicos têm grande liquidez e uma alta rentabilidade devido à elevada taxa de juros básica que serve como referência para a média de rentabilidade dos títulos públicos. É isto que gera um elevado custo de oportunidade no Brasil. Os bancos preferem investir em títulos públicos que são rentáveis e líquidos, ao invés de emprestar. Isto porque emprestar acarreta algumas preocupações como inadimplência dos tomadores de empréstimos, esta faz com que os bancos procurem a justiça que no caso brasileiro é morosa, além disso o país tem uma lei de falências ineficiente. 6 ASSIMETRIA DE INFORMAÇÕES O artigo de STIGLITZ e WEISS (1981) mostra que o mercado de crédito estando em equilíbrio pode ser caracterizado pelo racionamento de crédito. Isto é possível porque o mercado de crédito apresenta assimetria de informações. Um exemplo de assimetria de informações, no mercado de crédito, ocorre quando um tomador de empréstimo pede um empréstimo para o financiamento de um investimento, a um banco. Neste caso o tomador de empréstimos tem mais informações sobre o projeto do que o banco. O racionamento de crédito acontece entre tomadores de empréstimos que aparentam serem iguais. Alguns recebem o empréstimo e outros não. Os rejeitados não irão receber o empréstimo mesmo estando dispostos a pagar uma taxa de juros mais alta que a cobrada pelo banco.

9 Um dos efeitos da assimetria de informações no mercado de crédito é a seleção adversa. Os bancos não recebendo os empréstimos aumentam suas taxas de juros, no intuito de que esta maior taxa cobrada possa cobrir os prejuízos que vêm do não pagamento de alguns empréstimos. Como apresentado o Brasil tem um elevado spread bancário, o que gera uma elevada taxa de empréstimo. Segundo STIGLITZ e WEISS (1981) o aumento da taxa de juros faz com que o mix de emprestadores seja pior. Isto porque apenas os agentes que têm projetos com maior risco, e em caso de sucesso maior rentabilidade, estarão dispostos a pagar uma taxa de juros elevada. Este maior risco faz com que poucos tomadores de empréstimo venham a pagar seus empréstimos. Desta forma o que teria o intuito de melhorar o retorno dos bancos faz com que estes tenham retornos decrescentes, porque são selecionados os agentes com os projetos com maior probabilidade de insucesso. 7 CONCLUSÃO Esta pesquisa mostrou que a taxa básica de juros é um determinante do elevado spread bancário brasileiro. Isto foi feito através de métodos econométricos. Também foi apresentado que a elevada taxa básica de juros gera uma disfunção no mercado de crédito, na forma de custo de oportunidade, isto é, os bancos preferem investir em títulos públicos, ao invés de emprestar para o público. Devido à assimetria de informações o elevado spread bancário gera um decréscimo nos retornos dos bancos, porque apenas os tomadores de empréstimo que têm projetos com maior risco estão dispostos a pagar uma taxa de empréstimo elevada. O custo de oportunidade e a assimetria de informações reduzem a oferta de crédito no caso brasileiro.

10 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA AFANASIEFF, T. S.; LHACER, P. M. V.; NAKANE, M. I. The determinants of bank interest spread in Brazil. Brasília, DF: Banco Central do Brasil, Disponível em <http://www.bcb.gov.br/pec/wps/ingl/wps46.pdf> Acesso em 26 set BANCO CENTRAL DO BRASIL. Juros e spread bancário no Brasil. Disponível em < Acesso em: 29 jun BANCO CENTRAL DO BRASIL. Economia Bancário e Crédito: Avaliação de 4 anos do projeto Juros e spread bancário. Disponível em <http://www.bcb.gov.br/ftp/rel_economia_bancaria_credito.pdf> Acesso em: 23 ago BELAISCH, AGNES J. Do Brazilian banks compete? In: IMF: Working Papers. Disponível em: <http://www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2003/wp03113.pdf> Acesso em: 12 out CARVALHO, F. J. C. de et al. Economia Monetária e Financeira: teoria e prática. Rio de Janeiro: Elsevier, KEYNES, J. M. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: Atlas, 1982 PAULA, L. F. R. de. Dinâmica da Firma Bancária: Uma abordagem Não- Convencional. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, v. 53, n. 3, p , jul./set OLIVEIRA, G. C. de. O componente custo de oportunidade do spread bancário no Brasil: uma abordagem pós-keynesiana. In: IX Encontro Nacional de Economia Política, 2004, Uberlândia. Sociedade Brasileira de Economia Política. Disponível em: < Acesso em 1 out OREIRO, J. L. Preferência pela liquidez, racionamento de crédito e concentração bancária: uma nova teoria pós-keynesiana da firma bancária. In: VIII Encontro Nacional de Economia Política, 2003, Florianópolis. Sociedade Brasileira de Economia Política. Disponível em: <http://www.sep.org.br/arquivos/s_oito/ 23_OREIRO.zip> Acesso em 1 out STIGLITZ, J. & Weiss, A. Credit rationing in markets with imperfect information. American Economic Review, vol. 71 n. 3, June 1981.

Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa

Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa Encontro de Bancos Centrais de países de língua portuguesa Antônio Gustavo Matos do Vale Diretor de Liquidações e Desestatização 4 de outubro de 2010 1 Evolução recente da economia brasileira O momento

Leia mais

Teoria dos ciclos de investimento

Teoria dos ciclos de investimento Teoria dos ciclos de investimento elaborada por Kalecki KALECKI, Michal. Teoria da dinâmica econômica. São Paulo, Abril Cultural, 1976. (original de 1954). COSTA (2000), Lição 6.3: 241-245. http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

Leia mais

Spread Bancário Brasileiro

Spread Bancário Brasileiro UNICAMP Projeto Supervisionado Spread Bancário Brasileiro Daniel Hauschild de Aragão RA 093607 Orientador: Laércio Vendite Objetivo: Este trabalho tem como objetivo a apresentação do método de cálculo

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

Portal de Informações FEBRABAN. Módulo I Crédito

Portal de Informações FEBRABAN. Módulo I Crédito Portal de Informações FEBRABAN Módulo I Crédito Módulo de dados I: Crédito Sumário Este módulo de dados abrange as operações de crédito com recursos livres e direcionados (taxas de juros administradas)

Leia mais

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento

Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Sistema Financeiro e os Fundamentos para o Crescimento Henrique de Campos Meirelles Novembro de 20 1 Fundamentos macroeconômicos sólidos e medidas anti-crise 2 % a.a. Inflação na meta 8 6 metas cumpridas

Leia mais

Análise de Risco de Bancos. Palestra Ocepar

Análise de Risco de Bancos. Palestra Ocepar Análise de Risco de Bancos Palestra Ocepar Abril/2009 Programação Análise recente do setor bancário Concentração Bancária Spread Bancário Crise Internacional Modelo de Análise de Bancos Perspectivas 2

Leia mais

O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.

O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. ANÁLISE COMPARATIVA RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2013 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2012 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2012 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL ANÁLISE COMPARATIVA RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2012 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Leia mais

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1

II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 II - Evolução do crédito, da taxa de juros e do spread bancário 1 Desde março do ano passado, a partir da reversão das expectativas inflacionárias e do início da retomada do crescimento econômico, os juros

Leia mais

Conhecimentos Bancários. Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Parte 2

Conhecimentos Bancários. Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Parte 2 Conhecimentos Bancários Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Parte 2 Item 3.1.3 Formação da Taxa de Juros Alguns conceitos importantes: 1. PIB PRODUTO INTERNO BRUTO; 2. Índices de Inflação; 3. Títulos

Leia mais

Brazil and Latin America Economic Outlook

Brazil and Latin America Economic Outlook Brazil and Latin America Economic Outlook Minister Paulo Bernardo Washington, 13 de maio de 2009 Apresentação Impactos da Crise Econômica Situação Econômica Brasileira Ações Contra-Cíclicas Previsões para

Leia mais

2.7 Financiamento. Por que Financiamento? Comparação Internacional. Visão 2022

2.7 Financiamento. Por que Financiamento? Comparação Internacional. Visão 2022 2.7 Financiamento Por que Financiamento? O ritmo de crescimento de uma economia e a competitividade da sua indústria dependem da disponibilidade de recursos para investimento e da capacidade do sistema

Leia mais

MANKIW, N.G ECONOMIA DA INFORMAÇÃO 3/3/2009 PROF. GIACOMO BALBINOTTO NETO [UFRGS] 1 O MODELO DE MANKIW (1986) ECONOMIA DA INFORMAÇÃO

MANKIW, N.G ECONOMIA DA INFORMAÇÃO 3/3/2009 PROF. GIACOMO BALBINOTTO NETO [UFRGS] 1 O MODELO DE MANKIW (1986) ECONOMIA DA INFORMAÇÃO ECONOMIA DA INFORMAÇÃO PPGE/UFRGS SELEÇÃO ADVERSA E O COLAPSO DO MERCADO DE CRÉDITO O MODELO DE MANKIW (1986) O MODELO DE MANKIW (1986) Bibliografia: MANKIW, N.G. (1986). The Allocation of Credit and Financial

Leia mais

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes

A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes A pergunta de um trilhão de dólares: Quem detém a dívida pública dos mercados emergentes Serkan Arslanalp e Takahiro Tsuda 5 de março de 2014 Há um trilhão de razões para se interessar em saber quem detém

Leia mais

Crédito - junho. Brasil - Estoque de Crédito como Proporção do PIB (%)

Crédito - junho. Brasil - Estoque de Crédito como Proporção do PIB (%) set/03 fev/04 jul/04 mai/05 out/05 mar/06 ago/06 jan/07 nov/07 abr/08 fev/09 jul/09 mai/10 out/10 ago/11 jan/12 Crédito - junho 26/07/12 Diversos indicadores do crédito no Brasil em junho seguiram a trajetória

Leia mais

IX O Pass-Through da Taxa Básica: Evidências para as Taxas de Juros Bancárias

IX O Pass-Through da Taxa Básica: Evidências para as Taxas de Juros Bancárias IX O Pass-Through da Taxa Básica: Evidências para as Taxas de Juros Bancárias Leonardo Soriano de Alencar * IX.1 Introdução Uma idéia amplamente aceita pelos economistas é que a política monetária afeta

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Precificação no Mercado de Crédito. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/

Precificação no Mercado de Crédito. Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Precificação no Mercado de Crédito Fernando Nogueira da Costa Professor do IE-UNICAMP http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/ Modelo Padrão de Precificação modelo padrão de precificação Objetivo: decompor

Leia mais

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil

A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil 1 A Crise Internacional e os Desafios para o Brasil Guido Mantega Outubro de 2008 1 2 Gravidade da Crise Crise mais forte desde 1929 Crise mais grave do que as ocorridas nos anos 1990 (crise de US$ bilhões

Leia mais

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos

Instrumentalização. Economia e Mercado. Aula 4 Contextualização. Demanda Agregada. Determinantes DA. Prof. Me. Ciro Burgos Economia e Mercado Aula 4 Contextualização Prof. Me. Ciro Burgos Oscilações dos níveis de produção e emprego Oferta e demanda agregadas Intervenção do Estado na economia Decisão de investir Impacto da

Leia mais

Panorama da Inclusão Financeira no Brasil. Carlos Alberto dos Santos Diretor Técnico Sebrae Nacional

Panorama da Inclusão Financeira no Brasil. Carlos Alberto dos Santos Diretor Técnico Sebrae Nacional Panorama da Inclusão Financeira no Brasil Carlos Alberto dos Santos Diretor Técnico Sebrae Nacional Panorama da Inclusão Financeira no Brasil Agenda 1. Inclusão financeira: a construção de uma estratégia

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos.

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos. PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito apresentaram em agosto/2014 comportamentos distintos. Na pessoa física as taxas de juros tiveram uma pequena elevação sendo esta a décima quinta

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq.

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia UFRJ Pesquisador Nível I do CNPq. Frenkel, R. (2002). Capital Market Liberalization and Economic Performance in Latin America As reformas financeiras da América

Leia mais

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA**

inflação de 2001. Supera a Meta 15 C ONJUNTURA FLÁVIA SANTOS DA SILVA* LUIZ ALBERTO PETITINGA** 15 C ONJUNTURA Inflação de 2001 Supera a Meta A inflação em 2001, medida pelo IPCA, atingiu o patamar de 7,67%, superando a meta de 6% estabelecida pelo Banco Central. Choques internos e externos à economia

Leia mais

Custo do crédito no Brasil: uma avaliação recente*

Custo do crédito no Brasil: uma avaliação recente* Custo do crédito no Brasil: uma avaliação recente 91 Custo do crédito no Brasil: uma avaliação recente* Luiz Fernando de Paula** Rodrigo Mendes Leal*** Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da

Leia mais

Antídoto contra o spread bancário

Antídoto contra o spread bancário Antídoto contra o spread bancário LUIZ FERNANDO DE PAULA Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE/UERJ) Um dos grandes entraves ao crescimento econômico

Leia mais

Administração Financeira e Orçamentária I

Administração Financeira e Orçamentária I Administração Financeira e Orçamentária I Sistema Financeiro Brasileiro AFO 1 Conteúdo Instituições e Mercados Financeiros Principais Mercados Financeiros Sistema Financeiro Nacional Ações e Debêntures

Leia mais

Bancos Centrais para o que servem? Prof. Dr. Antony P. Mueller UFS www.continentaleconomics.com 9 de Setembro de 2015

Bancos Centrais para o que servem? Prof. Dr. Antony P. Mueller UFS www.continentaleconomics.com 9 de Setembro de 2015 Bancos Centrais para o que servem? Prof. Dr. Antony P. Mueller UFS www.continentaleconomics.com 9 de Setembro de 2015 Banco Central origem Bank of England O primeiro banco central foi o Banco da Inglaterra

Leia mais

(com base na Nota do Banco Central do Brasil de 27-05-2009) Edição de 27 de Maio de 2009

(com base na Nota do Banco Central do Brasil de 27-05-2009) Edição de 27 de Maio de 2009 Relatório Febraban - Evolução do Crédito do Sistema Financeiro (com base na Nota do Banco Central do Brasil de 27-05-2009) Edição de 27 de Maio de 2009 Em Abril de 2009, operações de crédito atingiram

Leia mais

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico

Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Boletim Econômico Edição nº 77 julho de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Sistema bancário e oferta monetária contra a recessão econômica 1 BC adota medidas para injetar

Leia mais

Prazos e Riscos de Mercado

Prazos e Riscos de Mercado Prazos e Riscos de Mercado A Pilla Corretora oferece aos seus clientes uma gama completa de produtos e serviços financeiros. Nossa equipe de profissionais está qualificada para atender e explicar tudo

Leia mais

Tendências e perspectivas

Tendências e perspectivas Economia brasileira Tendências e perspectivas Apresentação para o VIII Seminário Econômico da Fundação CEEE Gustavo H. B. Franco Porto Alegre, 23 de novembro de 2006 4 Temas Fundamentais Para entender

Leia mais

O EFEITO COLATERAL (em economia)

O EFEITO COLATERAL (em economia) O EFEITO COLATERAL (em economia) 1 Ubirajara Rodrigues Ribas, PhD. Todas as ações econômicas tem no mínimo dois efeitos, o desejado e o indesejado. Às vezes ocorre o 2 trade off, outras vezes não. O ideal

Leia mais

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA

5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA 5 ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA Os sinais de redução de riscos inflacionários já haviam sido descritos na última Carta de Conjuntura, o que fez com que o Comitê de Política Monetária (Copom) decidisse

Leia mais

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil

Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil Yoshiaki Nakano Escola de Economia de São Paulo Fundação Getulio Vargas 26 de Abril de 2006 Um Novo Modelo de Desenvolvimento para o Brasil A Base do Novo

Leia mais

Evolução Recente das Principais Aplicações Financeiras

Evolução Recente das Principais Aplicações Financeiras Evolução Recente das Principais Aplicações Financeiras As principais modalidades de aplicação financeira disponíveis no mercado doméstico caderneta de poupança, fundos de investimento e depósitos a prazo

Leia mais

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon

Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação Profa. Patricia Maria Bortolon Elementos de Análise Financeira Matemática Financeira e Inflação O que é Inflação? Inflação É a elevação generalizada dos preços de uma economia O que é deflação? E a baixa predominante de preços de bens

Leia mais

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1 O Comportamento da Taxa de Juros Prof. Giácomo Balbinotto Neto Introdução A taxa de juros é o preço que é pago por um tomador de empréstimos a um emprestador pelo uso dos recursos durante um determinado

Leia mais

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS AGOSTO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

SISTEMA FINANCEIRO, BANCOS E FINANCIAMENTO DA ECONOMIA: UMA ABORDAGEM PÓS-KEYNESIANA

SISTEMA FINANCEIRO, BANCOS E FINANCIAMENTO DA ECONOMIA: UMA ABORDAGEM PÓS-KEYNESIANA SISTEMA FINANCEIRO, BANCOS E FINANCIAMENTO DA ECONOMIA: UMA ABORDAGEM PÓS-KEYNESIANA Tese de Professor Titular Dr Luiz Fernando Rodrigues de Paula Tese apresentada à Faculdade de Ciências Econômicas da

Leia mais

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999

O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 14 de maio de 2014 Indicador IFO/FGV de Clima Econômico da América Latina¹ O indicador do clima econômico piorou na América Latina e o Brasil registrou o indicador mais baixo desde janeiro de 1999 O indicador

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Dezembro 2008 Crise Mundo Os EUA e a Europa passam por um forte processo de desaceleração economica com indicios de recessão e deflação um claro sinal de que a crise chegou

Leia mais

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade II. Mercado Financeiro e de. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade II Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercados Financeiros Definição do mercado financeiro Representa o Sistema Financeiro Nacional Promove o fluxo de recursos através

Leia mais

A crise econômica internacional e a reação da economia brasileira

A crise econômica internacional e a reação da economia brasileira A crise econômica internacional e a reação da economia brasileira Claudio Roberto Amitrano Dr. em Economia UNICAMP DIMAC-IPEA claudio.amitrano@ipea.gov.br Principais determinantes da crise Crise: inadimplência

Leia mais

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CARAZINHO/RS. RELATÓRIO BIMESTRAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Fevereiro/15

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CARAZINHO/RS. RELATÓRIO BIMESTRAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Fevereiro/15 INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE CARAZINHO/RS RELATÓRIO BIMESTRAL DA CARTEIRA DE INVESTIMENTOS Fevereiro/15 INTRODUÇÃO Informamos que o conteúdo deste relatório bem como

Leia mais

5 MOEDA E CRÉDITO. ipea SUMÁRIO

5 MOEDA E CRÉDITO. ipea SUMÁRIO 5 MOEDA E CRÉDITO SUMÁRIO Na reunião de fevereiro último, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a meta para a taxa Selic em 25 pontos-base (pb), fazendo-a chegar a 10,75% ao ano (a.a.). Essa redução

Leia mais

www.anefac.com.br Rua 7 de abril. 125 - conj. 405 - CEP 01043-000 República - São Paulo-SP - Telefone: 11 2808-320 PESQUISA DE JUROS

www.anefac.com.br Rua 7 de abril. 125 - conj. 405 - CEP 01043-000 República - São Paulo-SP - Telefone: 11 2808-320 PESQUISA DE JUROS PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em maio/2014, sendo esta a décima segunda elevação seguida, quinta elevação no ano. Estas elevações podem ser atribuídas

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO II RELATÓRIO ANALÍTICO 15 1 CONTEXTO ECONÔMICO A quantidade e a qualidade dos serviços públicos prestados por um governo aos seus cidadãos são fortemente influenciadas pelo contexto econômico local, mas

Leia mais

Sistema Financeiro e o Financiamento da Inovação: Uma abordagem keynesianaschumpeteriana

Sistema Financeiro e o Financiamento da Inovação: Uma abordagem keynesianaschumpeteriana Sistema Financeiro e o Financiamento da Inovação: Uma abordagem keynesianaschumpeteriana Luiz Fernando de Paula (UERJ) 39o Encontro Nacional de Economia ANPEC, Foz do Iguaçu, dez. 2011 Motivação Em uma

Leia mais

Spread Bancário no Brasil: determinantes e proposições de política*

Spread Bancário no Brasil: determinantes e proposições de política* Desenv15 (345-376) 3/1/04 14:36 Page 345 15 Spread Bancário no Brasil: determinantes e proposições de política* Fábio Hideki Ono Guilherme Jonas Costa da Silva José Luís Oreiro Luiz Fernando de Paula Introdução

Leia mais

Médias e Pequenas Empresas: Desafios e Oportunidades para os Bancos de Varejo. Carlos Alberto dos Santos

Médias e Pequenas Empresas: Desafios e Oportunidades para os Bancos de Varejo. Carlos Alberto dos Santos Médias e Pequenas Empresas: Desafios e Oportunidades para os Bancos de Varejo Carlos Alberto dos Santos Agenda 1) Um pouco ( só um pouco) de teoria. 2) Que mercado é este? 3) Desafios e oportunidades

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2011 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL

RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2011 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL RELATÓRIO ANUAL DE TAXAS DE JUROS / 2011 EMPRÉSTIMO PESSOAL E CHEQUE ESPECIAL ANÁLISE COMPARATIVA O levantamento anual envolveu sete instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica

Leia mais

CONTA INVESTIMENTO. (Apresentação Baseada no paper Contas Correntes de Investimento elaborado para a ANDIMA em outubro 2003) FEBRABAN Junho de 2004

CONTA INVESTIMENTO. (Apresentação Baseada no paper Contas Correntes de Investimento elaborado para a ANDIMA em outubro 2003) FEBRABAN Junho de 2004 CONTA INVESTIMENTO (Apresentação Baseada no paper Contas Correntes de Investimento elaborado para a ANDIMA em outubro 2003) FEBRABAN Junho de 2004 Apresentado por Prof. MBA FIPE/USP CPMF: PRÓS E CONTRAS

Leia mais

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP Ritmo da atividade econômica e mudança nas regras da poupança Grupo de Economia / Fundap Introdução A frustração com o ritmo de crescimento da economia brasileira é evidente. A produção industrial permaneceu,

Leia mais

PERFIL DE INVESTIMENTOS PERFIL DE INVESTIMENTO

PERFIL DE INVESTIMENTOS PERFIL DE INVESTIMENTO PERFIL DE INVESTIMENTOS O QUE É? É a opção dada ao participante para que indique os percentuais de seu saldo que devem ser alocados em Renda Fixa e em Renda Variável (ações), de acordo com a sua aptidão

Leia mais

TÁ NA MESA Alavancando o Crescimento com Inteligência. Francisco Valim, Ago 2009

TÁ NA MESA Alavancando o Crescimento com Inteligência. Francisco Valim, Ago 2009 TÁ NA MESA Alavancando o Crescimento com Inteligência Francisco Valim, Ago 2009 A CRISE GLOBAL EM UM DIAGRAMA Política Monetária Expansionista 2003-05 Risco Subestimado nos Mercados Financeiros Falhas

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano.

PESQUISA DE JUROS. As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano. PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em dezembro/2013 sendo esta a sétima elevação do ano. Esta elevação é reflexo da elevação da Taxa Básica de Juros (Selic)

Leia mais

Estudo dos países da América Latina e América Central

Estudo dos países da América Latina e América Central Empresa têxtil E M P R E S A T Ê X T I L Estudo dos países da América Latina e América Central Produtos considerados: 6003.33.00/6006.31.00/6006.21.00/6006.22.00/6006.23.00/6006.42.00 1. Exportações brasileiras

Leia mais

Dados de Crédito agosto

Dados de Crédito agosto 29/09/09 Dados de Crédito agosto O Banco Central divulgou relatório de política monetária e crédito referente ao mês de agosto. O crédito com recursos livres teve aumento real de 6, nos últimos 12 meses.

Leia mais

CARTILHA PERFIS DE INVESTIMENTO VALIA FAÇA A SUA ESCOLHA. VALIA FIX VALIA MIX 20 VALIA MIX 35

CARTILHA PERFIS DE INVESTIMENTO VALIA FAÇA A SUA ESCOLHA. VALIA FIX VALIA MIX 20 VALIA MIX 35 CARTILHA PERFIS DE INVESTIMENTO VALIA VALIA FIX VALIA MIX 20 VALIA MIX 35 O melhor perfi l de investimento é o que mais se parece com você. FAÇA A SUA ESCOLHA. A Valia está disponibilizando três perfis

Leia mais

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: - - - - - - POLÍTICA ECONÔMICA & MERCADO FINANCEIRO

CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: - - - - - - POLÍTICA ECONÔMICA & MERCADO FINANCEIRO CONHECIMENTOS BANCÁRIOS: - - - - - - POLÍTICA ECONÔMICA & MERCADO FINANCEIRO Prof.Nelson Guerra Ano 2012 www.concursocec.com.br INTRODUÇÃO Trata-se da política utilizada pelo Governo para obter desenvolvimento

Leia mais

1. Objetivo e Descrição do fundo

1. Objetivo e Descrição do fundo FATOR VERITÀ FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO FII CNPJ: 11.664.201/0001-00 Administrado pelo Banco Fator S.A. CNPJ: 33.644.196/0001-06 RELATÓRIO SEMESTRAL 1º. SEM. 2013 1. Objetivo e Descrição do fundo

Leia mais

Semana Nacional de Educação Financeira Tema. Opções de investimentos em um cenário de juros em elevação

Semana Nacional de Educação Financeira Tema. Opções de investimentos em um cenário de juros em elevação Tema Opções de investimentos em um cenário de juros em elevação Apresentação JOCELI DA SILVA SILVA Analista Administrativo/Gestão Pública Lotado na Assessoria de Coordenação 3ª CCR Especialização UNB Clube

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DE ESTUDOS AVANÇADOS CONSEA

CONSELHO SUPERIOR DE ESTUDOS AVANÇADOS CONSEA FEDERAÇÃO DAS INDUSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CONSELHO SUPERIOR DE ESTUDOS AVANÇADOS CONSEA Presidente: Ruy Martins Altenfelder Silva Vice-Presidente: Ivette Senise Ferreira FEDERAÇÃO DAS INDUSTRIAS

Leia mais

Como investir em 2012 Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012

Como investir em 2012 Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012 Como investir em 2012 Entenda como funciona cada produto financeiro : O Globo 2/fev/2012 Analistas indicam quais cuidados tomar no mercado financeiro em 2012 e quais investimentos oferecem menor probabilidade

Leia mais

Cenários para mitigar riscos do mercado imobiliário baseados em estudo de demandas

Cenários para mitigar riscos do mercado imobiliário baseados em estudo de demandas Cenários para mitigar riscos do mercado imobiliário baseados em estudo de demandas Eng. Emmanuel Braz braz.emmanuel@gmail.com (61)8128-5709 Qual é a realidade do Mercado Imobiliário Brasileiro? Mercado

Leia mais

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda

Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Perspectivas da economia em 2012 e medidas do Governo Guido Mantega Ministro da Fazenda Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal Brasília, 22 de maio de 2012 1 A situação da economia internacional

Leia mais

ÁREA TEMÁTICA: FINANÇAS E ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO O ANATOCISMO NOS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO: TABELA PRICE E TABELA SAC

ÁREA TEMÁTICA: FINANÇAS E ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO O ANATOCISMO NOS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO: TABELA PRICE E TABELA SAC ÁREA TEMÁTICA: FINANÇAS E ECONOMIA DO SETOR PÚBLICO O ANATOCISMO NOS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO: TABELA PRICE E TABELA SAC Autor: Lisandro Fin Nishi Instituição: UDESC E-mail: lisandro.nishi@udesc.br RESUMO

Leia mais

Ministério da Fazenda. Crise Financeira. Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo. Nelson Barbosa. Novembro de 2008

Ministério da Fazenda. Crise Financeira. Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo. Nelson Barbosa. Novembro de 2008 1 Crise Financeira Impactos sobre o Brasil e Resposta do Governo Nelson Barbosa Novembro de 20 1 2 Impactos da Crise Financeira nas Economias Avançadas Primeiro impacto: grandes perdas patrimoniais, crise

Leia mais

SONDAGEM ECONÔMICA DA AMÉRICA LATINA. Sondagem da América Latina

SONDAGEM ECONÔMICA DA AMÉRICA LATINA. Sondagem da América Latina SONDAGEM ECONÔMICA DA AMÉRICA LATINA Novembro, 2013 O QUE É A SONDAGEM IFO/FGV? Decisões econômicas são pautadas por avaliações a respeito da situação atual e na expectativa de comportamento futuro das

Leia mais

Perspectiva de crescimento para América Latina Paulo Funchal

Perspectiva de crescimento para América Latina Paulo Funchal Perspectiva de crescimento para América Latina Paulo Funchal Foco na América Latina Grant Thornton International Business Report (IBR) Grant Thornton Global Dynamism Index (GDI) The Economist Intelligence

Leia mais

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha

ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Introdução: economias abertas Problema da liquidez: Como ajustar desequilíbrios de posições entre duas economias? ECONOMIA INTERNACIONAL II Professor: André M. Cunha Como o cada tipo de ajuste ( E, R,

Leia mais

Administração Financeira II

Administração Financeira II Administração Financeira II Introdução as Finanças Corporativas Professor: Roberto César INTRODUÇÃO AS FINANÇAS CORPORATIVAS Administrar é um processo de tomada de decisões. A continuidade das organizações

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO

MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO MACROECONOMIA DA ESTAGNAÇÃO Fernando Ferrari Filho Resenha do livro Macroeconomia da Estagnação: crítica da ortodoxia convencional no Brasil pós- 1994, de Luiz Carlos Bresser Pereira, Editora 34, São Paulo,

Leia mais

Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros

Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros 1 Bancos brasileiros prontos para um cenário de crescimento sustentado e queda de juros Tomás Awad Analista senior da Itaú Corretora Muito se pergunta sobre como ficariam os bancos num cenário macroeconômico

Leia mais

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS

MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS MACROECONOMIA II PROFESSOR JOSE LUIS OREIRO PRIMEIRA LISTA DE EXERCÍCIOS 1 Questão: Considere uma economia na qual os indivíduos vivem por dois períodos. A população é constante e igual a N. Nessa economia

Leia mais

ENTENDENDO COMO FUNCIONA A RENDA FIXA. Renda Fixa Plano B 124,0 % 10,0 % Renda Fixa Plano C 110,0 % 9,1 % Selic 71,0 % 6,5 %

ENTENDENDO COMO FUNCIONA A RENDA FIXA. Renda Fixa Plano B 124,0 % 10,0 % Renda Fixa Plano C 110,0 % 9,1 % Selic 71,0 % 6,5 % ENTENDENDO COMO FUNCIONA A RENDA FIXA A partir de 2005 foi iniciado um processo de alongamento dos prazos das carteiras de renda fixa da PSS, que propiciou bons ganhos por oito anos seguidos até o final

Leia mais

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008

Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 2008 Boletim de Conjuntura Econômica Outubro 008 PIB avança e cresce 6% Avanço do PIB no segundo trimestre foi o maior desde 00 A economia brasileira cresceu mais que o esperado no segundo trimestre, impulsionada

Leia mais

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS JULHO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

Loss Given Default: Um Estudo sobre Perdas em Operações Prefixadas no Mercado Brasileiro

Loss Given Default: Um Estudo sobre Perdas em Operações Prefixadas no Mercado Brasileiro Loss Given Default: Um Estudo sobre Perdas em Operações Prefixadas no Mercado Brasileiro Antonio Carlos Magalhães da Silva DEPEP/RJ Jaqueline Terra Moura Marins DEPEP/RJ Myrian Beatriz Eiras das Neves

Leia mais

Volume de crédito segue em expansão em 2008

Volume de crédito segue em expansão em 2008 Relatório Febraban - Evolução do Crédito do Sistema Financeiro (com base na Nota do Banco Central do Brasil de 25-03-2008) Edição de 25 de março de 2008 Volume de crédito segue em expansão em 2008 O ritmo

Leia mais

Juro é a remuneração do capital emprestado, podendo ser entendido, de forma simplificada, como sendo o aluguel pago pelo uso do dinheiro.

Juro é a remuneração do capital emprestado, podendo ser entendido, de forma simplificada, como sendo o aluguel pago pelo uso do dinheiro. Juros simples Juros simples Juro é a remuneração do capital emprestado podendo ser entendido de forma simplificada como sendo o aluguel pago pelo uso do dinheiro. Quem possui recursos pode utilizá-lo na

Leia mais

Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC

Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC Taxas de juros das operações de crédito têm terceira elevação no ano, constata ANEFAC Todas as linhas de crédito para pessoas jurídicas subiram. Para pessoas físicas, houve aumento nos juros do comércio,

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional. Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB

Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional. Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB O NÚCLEO DE ECONOMIA EMPRESARIAL ESPM-SUL PESQUISA E APOIO 1. Despesas em

Leia mais

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CÁLCULO DA TAXA CDI E TAXA OVER DE JUROS?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CÁLCULO DA TAXA CDI E TAXA OVER DE JUROS? QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CÁLCULO DA TAXA CDI E TAXA OVER! Como se calcula a taxa de juros Over?! Como se calcula a taxa de juros CDI?! Como a taxa de juros CDI e Over se comparam? Francisco Cavalcante(francisco@fcavalcante.com.br)

Leia mais

BRASIL: SUPERANDO A CRISE

BRASIL: SUPERANDO A CRISE BRASIL: SUPERANDO A CRISE Min. GUIDO MANTEGA Setembro de 2009 1 DEIXANDO A CRISE PARA TRÁS A quebra do Lehman Brothers explicitava a maior crise dos últimos 80 anos Um ano depois o Brasil é um dos primeiros

Leia mais

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

SINCOR-SP 2015 OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS OUTUBRO 2015 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS 1 Sumário Palavra do presidente... 3 Objetivo... 4 1. Carta de Conjuntura... 5 2. Análise macroeconômica... 6 3. Análise do setor de seguros 3.1. Receita

Leia mais

A curva de Phillips demonstrada na equação abaixo é ampliada e com expectativas racionais (versão contemporânea da curva de Phillips):

A curva de Phillips demonstrada na equação abaixo é ampliada e com expectativas racionais (versão contemporânea da curva de Phillips): Concurso TCE/MG elaborado pela FCC em abril de 2007. Atendendo a alguns pedidos de colegas que frequentaram o curso de Economia parte teórica nos meses de fevereiro, março e abril de 2007 bem como aqueles

Leia mais

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO 7 ECONOMIA MUNDIAL SUMÁRIO A situação econômica mundial evoluiu de maneira favorável no final de 2013, consolidando sinais de recuperação do crescimento nos países desenvolvidos. Mesmo que o desempenho

Leia mais

IMA Institute of Management Accountants PESQUISA DE JUROS

IMA Institute of Management Accountants PESQUISA DE JUROS PESQUISA DE JUROS As taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser elevadas em outubro/2013, sendo esta a sexta elevação no ano. Esta elevação pode ser atribuída à última elevação da Taxa de Juros

Leia mais

O Brasil Diante da Crise: Estabilidade e Resistência

O Brasil Diante da Crise: Estabilidade e Resistência O Brasil Diante da Crise: Estabilidade e Resistência Henrique de Campos Meirelles Março de 2009 1 Panorama Internacional 2 2000 = 100 EUA: Índice de Preço das Residências 220 Entre 2000 a Jun/06, valor

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

PESQUISA DE JUROS. Estas reduções podem ser atribuídas aos fatores abaixo:

PESQUISA DE JUROS. Estas reduções podem ser atribuídas aos fatores abaixo: PESQUISA DE JUROS Após longo período de elevação das taxas de juros das operações de crédito, as mesmas voltaram a ser reduzidas em setembro/2014 interrompendo quinze elevações seguidas dos juros na pessoa

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

Fundos de Investimento

Fundos de Investimento Gestão Financeira Prof. Marcelo Cruz Fundos de Investimento 3 Uma modalide de aplicação financeira Decisão de Investimento 1 Vídeo: CVM Um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um

Leia mais

UM MODELO DE DETERMINANTES MACROECONÔMICOS DO SPREAD BANCÁRIO APLICADO AOS GRANDES BANCOS BRASILEIROS

UM MODELO DE DETERMINANTES MACROECONÔMICOS DO SPREAD BANCÁRIO APLICADO AOS GRANDES BANCOS BRASILEIROS Universidade de Brasília Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Ciência da Informação e Documentação - FACE. Departamento de Economia UM MODELO DE DETERMINANTES MACROECONÔMICOS DO SPREAD

Leia mais