INSTRUÇÃO DE TRABALHO Análise de Álcoois Superiores, Acetaldeído, Acetato de Etila, Furfural e Contaminantes Orgânicos por Cromatografia Gasosa

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1 Página: 1 de 5 Nome Função Assinatura Data Elaboração: Zelita de Oliveira Lopes Brasil Colaboradora Análise crítica: Francisco Jairo R. Fonseca RT Substituto Aprovação: Francisco Jairo R. Fonseca RT Substituto 1. Objetivo Descrever a metodologia para determinação dos alcoóis superiores, acetaldeído, acetato de etila, furfural, álcool metílico, acroleína, álcool sec-butílico e álcool n- butílico em bebidas alcoólicas (bebida alcoólica destilada, bebida alcoólica retificada e bebida alcoólica por mistura), através do método de cromatografia gasosa. Método físico de separação no qual os componentes são distribuídos e separados entre a fase estacionária e a móvel. A fase móvel passa através de um detector de ionização de chama, o qual divide em moléculas orgânicas e produz íons que são recolhidos em um eletrodo negativo, produzindo um sinal elétrico, o qual será proporcional à concentração dos analitos na amostra. 2. Aplicação À análise de alcoóis superiores, acetaldeído, acetato de etila, furfural, álcool metílico, acroleína, álcool sec-butílico e álcool n-butílico em bebidas alcoólicas no LABV do Lanagro-GO. 3. Referências Normativas - BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Instrução normativa nº 24, de 20 de setembro de Aprova o Manual Operacional de Bebidas e Vinagres. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 20 set Seção 1, p Termos e definições CG FID Detector de ionização de chama FOR Formulário IT Instrução de Trabalho LABV ou BV Laboratório de Análises Físico-Químicas de Bebidas e Vinagres Lanagro-GO Laboratório Nacional Agropecuário em Goiás

2 Página: 2 de 5 RQ RT UGQ Responsável pela Qualidade Responsável Técnico Unidade de Gestão da qualidade 5. Descrição da instrução de trabalho 5.1. Material Equipamentos - Coluna capilar, modelo DB-WAX-30 metros x 0,25 mm; - Cromatógrafo de fase gasosa com detector de chama FID, injetor automático e integrador ou outro sistema adequado à medida das áreas dos picos; - Micropipetador de 0,5 a 10,0 µl; - Micropipetador de 20,0 a 200,0 µl Vidrarias e outros materiais - Balão volumétrico de 10 ml; - Balão volumétrico de 1000 ml; - Balão volumétrico de 25 ml; - Pipeta volumétrica de 1 ml; - Ponteiras para micropipetador; - Vials Reagentes e soluções - Acetaldeído p.a; - Acetato de etila p.a; - Acroleína p.a; - Álcool iso-amílico p.a; - Álcool iso-butílico p.a; - Álcool n-butílico p.a; - Álcool sec-butílico p.a; - Etanol absoluto (padrão cromatográfico); - Furfural p.a; - Metanol UV/HPLC - espectroscópico; - N-propanol p.a; - Solução de etanol a 40% Precauções analíticas

3 Página: 3 de 5 Atenção particular deve ser dada às etapas de preparo de soluções de trabalho e da curva de calibração. As substâncias utilizadas podem ser tóxicas, corrosivas e/ou altamente inflamáveis e seus vapores podem irritar os olhos, mucosa, pele e sistema respiratório, portanto, inalação, ingestão e contato com a pele, devem ser evitados. Recomenda-se trabalhar com os EPIs apropriados e, se necessário, em capela de exaustão eficiente, longe de chamas acesas e de dispositivos elétricos. Os reagentes acetaldeído e acroleína são altamente voláteis e devem ser manipulados em condições refrigeradas Preparo da curva de calibração Preparo de soluções Etanol 40% - Calcular a quantidade de etanol necessária para o volume de etanol 40% que se deseja preparar. Misturar o volume calculado de etanol com água ultra pura, em balão volumétrico. Homogeneizar e esperar a solução atingir a temperatura ambiente, para acertar o menisco. Registrar o preparo da solução no FOR UGQ 056 Controle de preparo de soluções Soluções de trabalho - Acetaldeído p.a: Pipetar 1mL em balão volumétrico de 25mL; - Álcool sec-butílico p.a: Pipetar 1mL em balão volumétrico de 25mL; - Álcool n-butílico p.a: Pipetar 1mL em balão volumétrico de 25mL; - Metanol: Pipetar 1mL em balão volumétrico de 25mL; - Furfural p.a: Pipetar 250µL em balão volumétrico de 25mL; - N-propanol p.a: Pipetar 1mL em balão volumétrico de 25mL; - Acroleína: Transferir 100mg para balão volumétrico de 10mL. Nota 1: Antes de adicionar os reagentes nos respectivos balões volumétricos, adicionar uma porção de etanol a 40%. Após adição dos reagentes, avolumar as soluções acima com etanol a 40%. Registrar o preparo das soluções no FOR UGQ 056 Controle de Preparo de Soluções Preparo dos pontos da curva de calibração Em uma série de balões volumétricos, pipetar em triplicata, alíquotas dos reagentes e das soluções de trabalho, citadas no item , para se obter quantidades em

4 Página: 4 de 5 torno dos níveis de adição determinados na Tabela 1, utilizando micropipetador. Completar o volume com solução de etanol a 40% e homogeneizar. Tabela 1. Preparo da curva de calibração. Analitos Níveis de adição (mg/100ml) P1 P2 P3 P4 P5 P6 Acetaldeído 3,95 7,91 11,86 15,81 19,77 23,72 Acetato de etila 26,59 53,17 79,76 106,35 132,93 159,52 Metanol 2,84 5,68 8,52 11,36 14,2 17,04 Alc. Sec-butílico 1,60 3,20 4,80 6,40 8,0 9,60 n-propanol 3,84 7,68 11,52 15,36 19,20 23,04 Alc. Iso-butílico 15,08 30,16 45,24 60,32 75,40 90,48 Alc. Iso-amílico 29,51 59,02 88,53 118,04 147,55 177,06 n-butanol 0,41 0,83 1,24 1,66 2,07 2,48 Furfural 0,69 1,39 2,08 2,78 3,47 4,17 Acroleína 0,70 1,08 1,40 2,11 2,82 3,52 Registrar o preparo da curva de calibração no FOR BV 306 Preparo de Curva de calibração CG, corrigindo a concentração de cada nível de adição e analito de acordo com a pureza do reagente/lote em uso. Nota 2: Para determinação dos níveis de adição foi considerado como o nível P3 o limite estabelecido pela Legislação em vigor para Aguardente de cana e cachaça. O limite legal que é dado em mg/100ml em álcool anidro, foi dividido por 2,5 (grau alcoólico 40% Vol.) para se obter a concentração em mg/100ml. Os alcoóis superiores foram considerados nas seguintes proporções: 8% n-propanol, 61% alcoóis iso-amílicos, 31% álcool iso-butílico. Injetar a solução de etanol 40% e os pontos da curva de calibração no cromatógrafo, em triplicata e ordem aleatória, para estabelecer a curva de calibração. Utilizar os critérios estabelecidos na IT UGQ 005 Validação Intralaboratorial de Métodos de Ensaio para a construção da curva e análise crítica da mesma Preparo da amostra A amostra deve ser destilada de acordo com a IT BV 023 Análise do Grau Alcoólico Real. Para calcular o grau alcoólico real, efetuar a determinação da densidade relativa do destilado através do densímetro, procedendo conforme descrito na IT BV 099 Operação e Controle do Densímetro Digital Mettler e/ou na IT BV 214 Operação e Controle do Densímetro DMA 4500.

5 Página: 5 de 5 Injetar o destilado da amostra no cromatógrafo seguindo as instruções descritas na IT BV 024 Operação e Controle do Cromatógrafo Gasoso. Nota 3: Na montagem da sequência de análise colocar o Fator de Diluição para que a quantificação dos analitos seja efetuada em mg/100ml em álcool anidro, dividindo 100 pelo Grau Alcoólico Real referente a cada amostra (100/GL em %Vol.). Durante a análise das amostras, intercalar a injeção do nível de adição contendo os padrões externos, utilizado como controle. Seguir os critérios de verificação descritos na IT UGQ 025 Montagem da Carta Controle. Anotar os resultados obtidos no FOR UGQ 066 Coleta de Dados Carta Controle. Nota 4: Selecionar dois analitos mais estáveis dentre os analisados, para realizar o controle Cálculo e expressão de resultados O cálculo é efetuado automaticamente pelo software a partir da curva de calibração previamente elaborada. Os resultados são expressos em mg/100ml de álcool anidro. 6. Controle de Registros FOR UGQ 056 Controle de Preparo de soluções FOR UGQ 066 Coleta de dados Carta Controle FOR BV 306 Preparo de Curva de calibração CG 7. Controle das Alterações Revisão Data da Item alterado Descrição da alteração alterada alteração Anexos Não se aplica a este documento.

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