AS DUAS PORTO SEGUROS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AS DUAS PORTO SEGUROS"

Transcrição

1 11 AS DUAS PORTO SEGUROS Cristina Pereira de Araujo. Arquiteta e educadora; mestre em Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP); coordenadora do Curso de Gestão Ambiental (UniFMU). Sérgio Bernardes da Silva Geógrafo (USP); professor do Curso de Gestão Ambiental (UniFMU). Localizado no extremo sul do Estado da Bahia, a 16º26' Latitude Sul e 39º05' Longitude oeste, o município abrange uma área de 2408,41km² e possui cinco distritos: Arraial D'Ajuda, Caraíva, Porto Seguro (distrito da sede municipal), Vale Verde e Trancoso. Sua distância em relação a capital, Salvador, é de 707 km. Figura 1: Mapa de localização do município de Porto Seguro. Destaque à Rodovia BR-367, que liga a Rodovia BR-101 aos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, que se limita ao norte com Porto Seguro. Rodovia BR-367 Rodovia BR-101 Porto Seguro Fonte: Rocha, 2000.

2 110 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA A história de Porto Seguro se confunde e inicia com o Descobrimento do Brasil, em de 22 de abril de Por quase três séculos esquecida, da exploração inicial do extrativismo de pau-brasil ao regime de feitorias e capitanias hereditárias, foi palco de lutas entre colonizadores e colonizados: os índios tupis e aimorés; lutas sangrentas que conferiram estagnação ao povoado por um longo período. Até a criação da capitania, sua economia fundamentava-se na extração de pau-brasil e outros produtos naturais. Com a chegada dos colonos, a economia diversificou-se com a organização de entradas e bandeiras em busca de pedras preciosas e com a instalação de engenhos de açúcar. Do início do século XVII a meados do século XVIII a vida social e econômica da Capitania manteve-se estagnada, em função das constantes batalhas decorrentes da insubmissão indígena à colonização imposta, até que em 1759, a Capitania de Porto Seguro passou aos bens da Coroa, vindo depois a fazer parte da Província da Bahia e, sendo para esta, fornecedora de gêneros alimentícios, algodão e madeira. O distrito de Porto Seguro foi criado em 20 de outubro de 1795, que através de alvará, elevou a capela à condição de freguesia. Com o advento da República, Porto Seguro seria elevado à categoria de cidade a 30 de junho de Contudo, seria somente após a implantação da Rodovia BR-101, em 1973, que o extremo sul baiano seria definitivamente integrado à economia do país: num primeiro momento, através do ciclo de extração e exportação de madeiras nobres, cujo processo de moto-mecanização teria sido viabilizado pela construção das estradas, contribuindo efetivamente para a devastação da Mata Atlântica na região, e, substituição desta por grandes áreas de pasto; e, num segundo momento, pela atividade turística, através da construção de um ramal da BR-101: 62 km de estrada asfaltada que conduziria aos núcleos de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. E assim se iniciaria o processo de expansão turística de Porto Seguro: o município que vivia basicamente isolado, sobrevivendo da pesca, do corte da madeira e da agricultura de subsistência, iria se transformar, num espaço de vinte anos, no segundo maior pólo turístico do Estado da Bahia. A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO EM FUNÇÃO DO TURISMO Na década de 70, quando do início da ocupação turística, a sua população era de habitantes, de caráter predominantemente rural. Porto Seguro contava em 1974 com três hotéis, uma pousada e quatro pensões, contabilizando 344 leitos e registro de visitantes. Já na década de 80, a cidade passaria a receber mais de 200 mil turistas/ano, ficando conhecida como a Terra da Lambada e na década de 90, o axé music seria o ritmo dominante, consagrando a região como referência de lazer nacional. O êxodo rural - provocado pela retração da lavoura cacaueira, o declínio da atividade extrativa da madeira e a expansão da pecuária sobre as áreas desmatadas, seriam os fatores que se integrariam e explicariam esta migração não só interna como também regional para a área urbana, onde a intensa expansão do turismo demandava mão-de-obra. Assim, o núcleo urbano passou a obedecer à lógica da especulação imobiliária e foi zoneado segundo os interesses dos investidores: as áreas centrais de Porto Seguro, Arraial d'ajuda e Trancoso passaram por mudanças de uso, de residencial, para pousadas, comércio e serviços; a orla norte, à margem esquerda da Rodovia BR-367 em direção a Santa Cruz Cabrália, passou a abrigar hotéis de categoria, quase todos eles vinculados a uma companhia de turismo; e por fim, a população local e migrante passou a ocupar as áreas periféricas da cidade. Dessa forma, Porto Seguro atravessaria o século XX com uma população na ordem dos habitantes, predominantemente urbana, e taxa de crescimento de 10,16% ao ano (tabela 1). A cidade progressivamente foi atraindo turistas, investidores e moradores que contribuíram decisivamente para a modificação da paisagem, culminando na década de 1990, com a implementação do Prodetur-BA, quando a cidade já apresentava claros sinais de deterioração do produto turístico e, portanto, ameaça de perda de rentabilidade para o setor.

3 Tabela 1. População Residente do Município de Porto Seguro, série histórica Ano Fonte: IBGE 1958, População residente em Porto Seguro População residente Total Urbana Rural Taxa de Urbanização (%) Densidade Demográfica hab/km² ,99 10, ,06 13, ,40 19, ,27 14, ,42 27, ,18 39,74 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA O Prodetur Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste, surgiu em meio à Política Nacional de Turismo e como uma tentativa de qualificar as regiões do Nordeste para o turismo receptivo, sobretudo internacional, num cenário de crise econômica nacional, conhecido como as décadas perdidas (Araujo, 2004). O programa seria criado pela Sudene e Embratur, Portaria Conjunta nº 001, de 29 de novembro de Através de financiamentos gerados pelo Banco do Nordeste do Brasil com recursos repassados pelo BID Banco Interamericano de Desenvolvimento e contrapartidas estaduais, o Prodetur se propôs a financiar projetos prioritários de infra-estrutura, nos setores de saneamento, transportes, administração de resíduos sólidos, recuperação e preservação ambiental, preservação do patrimônio histórico e aeroportos. E foi assim que, com o apoio do governo federal e de organismos financeiros internacionais, os nove estados nordestinos instituíram a Política de Megaprojetos Turísticos e o Prodetur-NE. A primeira teria como meta a ampliação da infra-estrutura hoteleira regional e a segunda, melhorar aspectos relacionados à infra-estrutura e apoio institucional. 111 Dentro desse contexto surgiria ainda no mesmo ano o Programa de Desenvolvimento Turístico da Bahia Prodetur-BA, tendo como o seu primeiro pólo turístico de ação a zona turística denominada Costa do Descobrimento, compreendendo os municípios de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Belmonte. O fato de a Costa do Descobrimento ser o segundo pólo turístico do Estado (atrás somente de Salvador), somado às comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil, foi o fator determinante para a escolha dessa zona turística como marco inicial para o início dos investimentos do programa. Encerrada a fase I do projeto, com recursos liberados para a Costa do Descobrimento na ordem de US$ milhões em 1996, a avaliação institucional executada pelo BID (Whiting, 2001), calcula que o programa Prodetur-NE atingiu o seu propósito de melhorar a infra-estrutura básica e serviços públicos nos estados onde já havia uma crescente demanda turística. Em contrapartida atesta que a análise dos impactos ambientais foi limitada, sobretudo com relação às obras de rodovias e saneamento, atribuindo esse fato à falta de capacidade institucional e um planejamento desarticulado entre Estado e municípios envolvidos. Para Cruz (2001), Prodetur e política de megaprojetos se complementam, sendo que o primeiro abraça e provê o segundo. A indução de investimentos em infra-estrutura turística, a partir do capital privado, é a base estratégica do Prodetur, cuja contrapartida estatal é a provisão de infraestrutura básica. Sob a roupagem de uma política de turismo, o Prodetur faz o papel de uma política urbana.

4 112 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA O Espaço Segmentado A leitura que se faz da atuação do programa no município de Porto Seguro é que o Prodetur foi absorvido pelo poder público como um instrumento de planejamento territorial, o que não é. Assim, a falta de uma política de planejamento urbano que o antevisse acabou por gerar investimentos pulverizados e à revelia do todo, gerando uma outra Porto Seguro. Desde a década de 1980, a expansão urbana resultante do afluxo da população migrante (tabela 1), acabou por gerar uma população favelizada e à margem da estrutura montada pelo mercado para atender o turismo. Atrás das oportunidades de trabalho geradas pelo setor, essa população encontrou serviço, mas não o direito à cidade, tendo como alternativa de moradia as áreas não selecionadas pelo mercado turístico, já que o poder local não se encarregou de preparar um ordenamento do solo que abrigasse esse contingente populacional. O mapa pictórico a seguir, seguido das fotos, ilustra claramente o fosso existente entre os espaços turísticos e os espaços dos moradores, fruto de loteamentos clandestinos, invasões e autoconstruções. Figura 2: A Porto Seguro dos moradores: que não aparece no mapa pictórico, vendido aos turistas. Fonte: Mapa turístico de Porto Seguro, sem autor. Intervenções de Cristina Araujo. Na cidade baixa, em áreas sujeitas à inundação e mais afastadas do centro e da orla, foram surgindo bairros periféricos. Soma-se a essa ocupação executada de forma desordenada, a carência de infra-estrutura: o esgoto é lançado em córregos que desembocam diretamente na foz do Rio Buranhém, contaminando o mangue e as praias.

5 Figura 3: Evolução da ocupação do município de Porto Seguro sobre fragmento de ortofocarta cedida pela Veracel Celulose S.A. Destaque à ocupação do mangue e à locação das fotos 1 e 2. Fonte: Cristina Araujo e Sérgio Bernardes 113 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA Contudo, as áreas inundáveis e periféricas da cidade baixa não foram suficientes para abrigar o contingente populacional. Assim sendo, foram surgindo loteamentos ao longo da BR- 367, em áreas ambientalmente frágeis, desmatando florestas, cabeceiras de rios, ocupando encostas. Fotos 1 e 2: Aspectos da ocupação urbana no bairro Campinho, em Porto Seguro, entre as ruas da Vala e Bernardo Spector, próximo à foz do Rio Buranhém. À direita: detalhe do açougue. Crédito: Cristina Araujo, Os loteamentos à margem da Rodovia BR-367 são executados sem nenhum princípio de ordenamento e ocupação. Com R$ 3.000,00 (valor de janeiro de 2001) compra-se um terreno de 350m² no bairro Mirante, a escritura do terreno vem depois, mas é negócio garantido, segundo depoimento do proprietário do lote.

6 114 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA Figura 4: Anúncio publicado no jornal Topa Tudo, de 08/07/2002. Foto 3: Loteamento Mirante, lotes à venda e autoconstrução; próximo à pista de pouso do Aeroporto de Porto Seguro (ver figura 5 para uma localização aproximada da foto). Com a carência de infra-estrutura, o esgoto é lançado in natura e segue o curso dos rios. Os rios do Mangue, da Vila e Jardim, cuja foz são as praias da orla norte de Porto Seguro, são atravessados por esses loteamentos. O bairro Frei Calixto, popularmente conhecido como Baianão ilustra bem a ocupação periférica decorrente dos fluxos migratórios em função do turismo. O Baianão assumiu proporção tamanha que o Sebrae de Porto Seguro preparou um Censo Empresarial do Baianão (Alves, 2003). Segundo o referido documento, estima-se uma população de habitantes para a localidade, o que significa 43,8% da população residente do município de Porto Seguro. Pormenorizando a análise, os dados do censo (IBGE, 2002) revelam que os bairros pertencentes ao distrito de Porto Seguro somam habitantes, ou seja, 65,33% da população residente no núcleo de Porto Seguro vive no Baianão; os demais, residem ou na Cidade Baixa e demais bairros da Cidade Alta (como o loteamento Mirante, por exemplo), ou nos distritos de Arraial d'ajuda, Vale Verde, Trancoso e Caraíva que, de uma forma análoga (excetuando-se a comunidade de Vale Verde) também sofrem a pressão imobiliária e geram espaços de exclusão tais como os bairros de São Pedro e Santiago no Arraial e Nova Trancosinho, em Trancoso.

7 Figura 5A e 5B: Loteamentos localizados na Cidade Alta de Porto Seguro, à margem da Rodovia BR-367, em área de Mata Atlântica, sobre cabeceiras e encostas. As ortofotocartas cedidas pela Veracel Celulose, cuja data de vôo é o ano de 1996, registram a fragmentação da vegetação e abertura indiscriminada de loteamentos à margem direita da Rodovia BR-367. Cidade Baixa Baianão Fotos 4 e 5 BR-367 Loteamento Mirante Foto 3 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA Fotos 4 e 5: Aspectos do bairro Baianão. A foto à esquerda registra o núcleo central do bairro, urbanizado; a foto à direita, a ocupação de encostas, também no núcleo central do bairro. 115 Crédito: Cristina Araujo e Sérgio Bernardes

8 116 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA Figura 6: A vila turística do Arraial em contraponto à localização dos bairros. Todos os bairros foram criados a partir da década de 1990, fruto da ocupação da vila pelo turismo. Desta forma, o bairro São Francisco abriga moradores com um poder aquisitivo maior que os de São Pedro e Santiago, que pode ser verificado pela densidade construtiva, bem como ocupação de encostas, em São Pedro e Santiago. Bairro de Santiago Foto 8 Bairro de São Pedro Foto 9 Bairro de São Francisco Vila Turística Foto 6 Parque Central Crédito: Intervenções de Cristina Araujo sobre ortofoto cedida pela Veracel Celulose S.A., Várzea do Rio Buranhém Estrada para Trancoso Rodovia BA-001 Ladeira N. Sra. da Ajuda No Arraial d'ajuda (foto 6), o acesso aos bairros dá-se pela vila, em locação diametralmente oposta à vila turística, separados pelo antigo campo de aviação, construído em 1939 e que hoje corresponde ao Parque Central do Arraial; ou através da Rodovia BA-001, que liga Arraial a Trancoso, já no perímetro urbano do Arraial. Foto 6: a vila turística de Arraial, onde não se vê moradias. Crédito: Cristina Araujo e Sérgio Bernardes

9 Foto 7: a praia do Mucugê. Crédito: Cristina Araujo e Sérgio Bernardes CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA Fotos 8 e 9: A Arraial dos moradores aspectos do bairro de Santiago, à esquerda, e do bairro de São Pedro, à direita. 117 Crédito: Cristina Araujo e Sérgio Bernardes

10 118 CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA A segregação espacial ora apresentada tem o seu reflexo nos indicadores econômicos e sociais do município. O IDE, Índice de Desenvolvimento Econômico, obtido através dos níveis de infra-estrutura, qualificação da mão-de-obra e PIB municipal, confere ao município de Porto Seguro a posição de 17º lugar no ranking estadual, colocação esta associada, sobretudo ao PIB, que afere ao município a 19º economia mais importante do Estado em termos de volume de produção de bens e serviços. Em contrapartida, a análise do Índice de Desenvolvimento Social, o IDS, medido em função dos níveis de saúde, educação, oferta de serviços básicos e renda média dos chefes de família, faz com que a colocação do município caia para 48º lugar no ranking estadual (SEI,2002). Atestando a diferença entre os indicadores sociais e econômicos, o Índice da Exclusão Social, proposto por Pochmann e Amorim (2003), medido através da análise dos indicadores de padrão de vida digno, escolaridade e risco juvenil, revela que o município de Porto Seguro está na posição 2603, entre os municípios brasileiros, conforme explicitado na tabela abaixo. Tabela 2: Índices que compõem o Índice de Exclusão Social em São Caetano do Sul (SP), que ocupa a 1ª posição no ranking, Salvador 226º lugar e Porto Seguro 2603º lugar. Índice de Pobreza Índice de Juventude Índice de Alfabetização Índice de Escolaridade Índice de Emprego Formal Índice de Violência Índice de Desigualdade São Caetano do Sul 0,886 0,969 0,949 0,878 0,74 0,908 0,786 Salvador 0,599 0,718 0,893 0,759 0,285 0,972 0,247 Porto Seguro 0,506 0,503 0,748 0,467 0,12 0,947 0,1 Índice de Exclusão Social 0,864 0,597 0,446 Fonte: Pochmann e Amorim (2003). Com relação aos índices aferidos para o município de Porto Seguro, os índices de violência e desigualdade se destacam e confirmam a pulverização de investimentos no município, resultado da fragmentação do espaço urbano: todas as obras de infra-estrutura visaram a melhoria dos acessos e condições para os empreendimentos hoteleiros e não para a cidade como um todo, o que resultou em uma clara e demarcada fragmentação do espaço e, conseqüentemente, em exclusão social. CONCLUSÃO Diante dos exemplos de ocupação apresentados, parece-nos claro que, embora o Prodetur tenha melhorado as condições do produto Porto Seguro, com vistas ao incremento da demanda e melhora da oferta, sua atuação ocorreu de forma unilateral e contribuiu para acentuar as segregações espaciais. Acreditamos que a ausência de instrumentos de política urbana em Porto Seguro fez com que o Prodetur fosse encarado como tal, o que de fato, ele não é. Daí explica-se o fato de os investimentos serem pulverizados e privilegiar o setor turístico do município; faltou, portanto, uma política de planejamento urbano anterior ou em consonância com o programa que viabilizasse a sua implementação e contemplasse a área urbana em sua íntegra.

11 Embora Porto Seguro possua um levantamento cartográfico em escala de detalhe (as ortofotos que ilustraram este artigo), o mesmo parece não ter sido utilizado como subsídio para o planejamento urbano. Fica aqui uma última reflexão: um programa da magnitude do Prodetur, além do investimento em infra-estrutura e proposição de parcerias público/privada precisa, igualmente, investir em capacitação institucional, instrumentos de fiscalização eficazes e, sobretudo, em planejamento participativo, para que não recaia nas velhas formas de apropriação do espaço urbano, em que este é reflexo de interesses imobiliários e elites dominantes, reproduzindo, por conseqüência, desigualdade e segregação. CRISTINA PEREIRA DE ARAUJO - SÉRGIO BERNARDES DA SILVA REFERÊNCIAS ALVES, Richard. Centro Empresarial do Baianão Porto Seguro, SEBRAE, ARAUJO, Cristina Pereira de. Porto (in)seguro: A perda do Paraíso: os reflexos do turismo na sua paisagem. Dissertação de Mestrado, USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo:2004. CRUZ, Rita de Cássia. Política de Turismo e Território. São Paulo: Contexto, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Volume XXI. Rio de Janeiro: IBGE, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE. Censo Demográfico Agregado de Setores Censitários dos Resultados do Universo. Documentação dos Arquivos de Dados. Centro de Documentação e Disseminação de Informações. IBGE: Rio de Janeiro, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE. Censo Demográfico Resultados do Universo. Disponível na internet <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em 15 de julho de POCHMANN, Márcio. AMORIM, Ricardo (org.). Atlas da exclusão social no Brasil. São Paulo: Cortez, ROCHA, Antonio José Dourado e RAMOS, Maria Angélica Barreto (org.). Projeto Porto Seguro Santa Cruz Cabrália. Programa Informações para Gestão Territorial. Salvador: CPRM, SUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA. Índices de Desenvolvimento Econômico e Social dos Municípios Baianos Salvador: SEI, WHITING, Sandra S. FARIA, Diomira. Avaliação dos Impactos Ambientais e Sócio-Econômicos do PRODETUR I. Preparado para Banco Interamericano de Desenvolvimento. Agosto de Disponível em Acesso em: 26, outubro,

12 120

9ª Conferência Internacional da LARES REAL ESTATE E OS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA

9ª Conferência Internacional da LARES REAL ESTATE E OS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA 1 9ª Conferência Internacional da LARES REAL ESTATE E OS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA O avanço da atividade turística sobre o município de Porto Seguro: um crescimento (in) sustentável? The rise of the

Leia mais

Um Porto Seguro para os próximos 500 anos

Um Porto Seguro para os próximos 500 anos Um Porto Seguro para os próximos 500 anos Cristina Pereira de Araujo * Resumo Este artigo pretende discorrer sobre os reflexos do turismo na produção do espaço do município de Porto Seguro, que tem na

Leia mais

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA: ALGUNS COMENTÁRIOS. Profa. Dra. Vera Lúcia Alves França

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA: ALGUNS COMENTÁRIOS. Profa. Dra. Vera Lúcia Alves França URBANIZAÇÃO BRASILEIRA: ALGUNS COMENTÁRIOS Profa. Dra. Vera Lúcia Alves França A década de 1930 do século XX traz para a população brasileira um novo momento, quanto a sua distribuição. Até então, a população

Leia mais

A decolagem do turismo

A decolagem do turismo A decolagem do turismo OBrasil sempre foi considerado detentor de um enorme potencial turístico. Em 1994, no entanto, o país recebeu menos de 2 milhões de turistas internacionais, um contingente que, na

Leia mais

19 22 de Outubro de 2014, MINASCENTRO, Belo Horizonte MG

19 22 de Outubro de 2014, MINASCENTRO, Belo Horizonte MG 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente 19 22 de Outubro de 2014, MINASCENTRO, Belo Horizonte MG Eixo 1. Desenvolvimento socioeconômico e conflitos territoriais DESENVOLVIMENTO CAPITALISTA E SEUS IMPACTOS

Leia mais

CASA VERDE/CACHOEIRINHA

CASA VERDE/CACHOEIRINHA Casa Verde / CASA VERDE/CACHOEIRINHA R e g i ã o N o r t e Assessoria de Imprensa - Subprefeitura de CENTRO REFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL MORRINHOS. 17 Casa Verde / Pirâmide Populacional Rendimento

Leia mais

Estudos e projetos para o Oceanário de Salvador. Categoria Valorização e gestão de atrativos turísticos e criação de novos produtos

Estudos e projetos para o Oceanário de Salvador. Categoria Valorização e gestão de atrativos turísticos e criação de novos produtos Componente 1 Título da Ação Estratégia de Produto Turístico Item 1.4 Objetivos Estudos e projetos para o Oceanário de Salvador Categoria Valorização e gestão de atrativos turísticos e criação de novos

Leia mais

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais Secretaria Nacional de Programas Urbanos CONCEITOS Área Urbana Central Bairro ou um conjunto de bairros consolidados com significativo acervo edificado

Leia mais

Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino Pinto Orientadora: Regina Célia de Mattos. Considerações Iniciais

Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino Pinto Orientadora: Regina Célia de Mattos. Considerações Iniciais AS TRANSFORMAÇÕES ESPACIAIS NA ZONA OESTE DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO A PARTIR DOS INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA PARA COPA DO MUNDO EM 2014 E AS OLIMPÍADAS DE 2016 Aluno: Antero Vinicius Portela Firmino

Leia mais

CAPÍTULO 4 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

CAPÍTULO 4 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO CAPÍTULO 4 UNIDADES DE CONSERVAÇÃO Na área dos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, existem as seguintes unidades de conservação (Anexo II): Parque Nacional de Monte Pascoal Parque Nacional

Leia mais

O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado

O MATOPIBA e o desenvolvimento destrutivista do Cerrado O MATOPIBA e o desenvolvimento "destrutivista" do Cerrado Paulo Rogerio Gonçalves* No dia seis de maio de 2015 o decreto n. 8447 cria o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba e seu comitê gestor.

Leia mais

Programa de Capacitação em RPP- Relação Público Privadas

Programa de Capacitação em RPP- Relação Público Privadas Programa de Capacitação em RPP- Relação Público Privadas O que é o BID Organismo multilateral de desenvolvimento que tem como propósito financiar projetos viáveis de desenvolvimento econômico, social e

Leia mais

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu

Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação de Interesse Social em Paiçandu Beatriz Fleury e Silva bfsilva@iem.br Msc. Engenharia Urbana. Docente curso de arquitetura Universidade Estadual de Maringá Reconstruindo o Conceito de Moradia: A Experiência do Plano Local de Habitação

Leia mais

Urbanização no Brasil

Urbanização no Brasil Urbanização no Brasil Urbanização é o aumento proporcional da população urbana em relação à população rural. Segundo esse conceito, só ocorre urbanização quando o crescimento da população urbana é superior

Leia mais

Aula 16 PLANIMETRIA:OS ELEMENTOS DE REPRESENTAÇÃO TERRESTRE. Antônio Carlos Campos

Aula 16 PLANIMETRIA:OS ELEMENTOS DE REPRESENTAÇÃO TERRESTRE. Antônio Carlos Campos Aula 16 PLANIMETRIA:OS ELEMENTOS DE REPRESENTAÇÃO TERRESTRE META Apresentar os principais elementos que podem figurar nas cartas topográficas. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá: identificar

Leia mais

COPA DO MUNDO FIFA 2014 BRASIL. Oportunidades e Desafios

COPA DO MUNDO FIFA 2014 BRASIL. Oportunidades e Desafios COPA DO MUNDO FIFA 2014 BRASIL Oportunidades e Desafios COPA DO MUNDO - OPORTUNIDADES Um evento esportivo do porte de uma Copa do Mundo é como uma grande vitrine do país no exterior e corresponde a um

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Região de Integração Xingu. Geovana Pires Diretora de Socioeconomia da FAPESPA

Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Região de Integração Xingu. Geovana Pires Diretora de Socioeconomia da FAPESPA Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental da Região de Integração Xingu Geovana Pires Diretora de Socioeconomia da FAPESPA RI XINGU PIB de R$ 2,7 bilhões, respondendo por 3% do total do estado. 57.149 empregos

Leia mais

Exercícios Processo de Urbanização no Brasil

Exercícios Processo de Urbanização no Brasil Exercícios Processo de Urbanização no Brasil 1. Nota intitulada Urbano ou rural? foi destaque na coluna Radar, na revista Veja. Ela apresenta o caso extremo de União da Serra (RS), município de 1900 habitantes,

Leia mais

E CONFLITOS. Painel: Habitação Popular e Mercados Informais (Regularização Fundiária) / Outros Temas de Interesse Geral

E CONFLITOS. Painel: Habitação Popular e Mercados Informais (Regularização Fundiária) / Outros Temas de Interesse Geral REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NA CIDADE DE PIRACICABA - SP: AÇÕES A E CONFLITOS Painel: Habitação Popular e Mercados Informais (Regularização Fundiária) / Outros Temas de Interesse Geral Engª Civil Silvia Maria

Leia mais

Metodologia. Resultados

Metodologia. Resultados ENCONTRO INTERNACIONAL PARTICIPAÇÃO, DEMOCRACIA E POLÍTICAS PÚBLICAS: APROXIMANDO AGENDAS E AGENTES UNESP SP 23 a 25 de abril de 2013, UNESP, Araraquara (SP) AGENTES SOCIAIS E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

UM PANORAMA DOS PROGRAMAS HABITACIONAIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA

UM PANORAMA DOS PROGRAMAS HABITACIONAIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA UM PANORAMA DOS PROGRAMAS HABITACIONAIS NO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA Autora: Cláudia V. Cesar 1 Universidade Federal de Juiz de Fora Resumo: Este artigo apresenta um breve panorama dos programas habitacionais

Leia mais

Situação Geográfica e Demográfica

Situação Geográfica e Demográfica Guarulhos História A memória é a base para a construção da identidade, da consciência do indivíduo e dos grupos sociais de um determinado local. A maioria das fontes de memória de Guarulhos traz que sua

Leia mais

Planejamento e gestão da expansão urbana

Planejamento e gestão da expansão urbana CURSO GESTÃO DA VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA: Contribuição de Melhoria, Reajuste de Terrenos e Redesenvolvimento Belo Horizonte, 24 a 26 de outubro de 2012 Planejamento e gestão da expansão urbana Daniel Todtmann

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 7º 2º TRI

EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 7º 2º TRI 1. Coloque V para verdadeiro e F para falso: EXERCÍCIOS ON LINE DE GEOGRAFIA 7º 2º TRI ( ) a população economicamente ativa compreende a parcela da população que está trabalhando ou procurando emprego.

Leia mais

INTRODUÇÃO 2.1 O MUNICÍPIO E A REGIÃO

INTRODUÇÃO 2.1 O MUNICÍPIO E A REGIÃO 2 INTRODUÇÃO 2.1 O MUNICÍPIO E A REGIÃO O Município de Manaus está localizado na Região Norte do Brasil, no centro geográfico da Amazônia. A superfície total do Município é de 11.458,5km 2 (Lei Municipal

Leia mais

Concessão Rodoviária Estadual Trecho Litoral Norte

Concessão Rodoviária Estadual Trecho Litoral Norte Concessão Rodoviária Estadual Trecho Litoral Norte Descrição Concessão à iniciativa privada dos principais eixos rodoviários de acesso ao litoral norte de Alagoas, visando a melhoria operacional, manutenção,

Leia mais

Urbanização Brasileira

Urbanização Brasileira Urbanização Brasileira O Brasil é um país com mais de 190 milhões de habitantes. A cada 100 pessoas que vivem no Brasil, 84 moram nas cidades e 16 no campo. A população urbana brasileira teve seu maior

Leia mais

9º Lugar. População: 62.204 hab. Área do Município: 1,589,52 km² Localização: Região Sul Goiano PIB (2005): R$ 505,5 milhões PIB :

9º Lugar. População: 62.204 hab. Área do Município: 1,589,52 km² Localização: Região Sul Goiano PIB (2005): R$ 505,5 milhões PIB : População: 62.204 hab. Área do Município: 1,589,52 km² Localização: Região Sul Goiano PIB (2005): R$ 505,5 milhões PIB : per capita R$ 7.701,00 9º Lugar Principais distâncias: Goiânia: 154 km Brasília:

Leia mais

Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP)

Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP) Dinamização imobiliária no entorno da unidade de conservação Mata de Santa Genebra, Campinas (SP) Mariana Ferreira Cisotto maricisotto@yahoo.com.br IG/UNICAMP Antonio Carlos Vitte IG/UNICAMP Palavras-chave:

Leia mais

Complexo regional do Nordeste

Complexo regional do Nordeste Antônio Cruz/ Abr Luiz C. Ribeiro/ Shutterstock gary yim/ Shutterstock Valter Campanato/ ABr Complexo regional do Nordeste Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, MA. Sertão de Pai Pedro, MG. O norte

Leia mais

CADASTRO DE LOCALIDADES SELECIONADAS

CADASTRO DE LOCALIDADES SELECIONADAS 1- Introdução CADASTRO DE LOCALIDADES SELECIONADAS As demandas por informações georreferenciadas são cada vez mais freqüentes nos projetos em desenvolvimento no IBGE. A Base Territorial como um projeto

Leia mais

Secretaria de Turismo da Bahia

Secretaria de Turismo da Bahia Secretaria de Turismo da Bahia Secretaria de Turismo do Estado da Bahia SETUR Sustentabilidade do Turismo na Zona Costeira UPB - 24 de março de 2009 Sustentabilidade do Turismo na Zona Costeira Para compreender

Leia mais

MUDANÇAS ESPACIAIS NO BAIRRO VILA GARCIA, MUNICIPIO DE JACAREÍ SP NO PERIODO DE 1970 A 2010

MUDANÇAS ESPACIAIS NO BAIRRO VILA GARCIA, MUNICIPIO DE JACAREÍ SP NO PERIODO DE 1970 A 2010 MUDANÇAS ESPACIAIS NO BAIRRO VILA GARCIA, MUNICIPIO DE JACAREÍ SP NO PERIODO DE 1970 A 2010 José Maria Filho ¹, Bruno Rodrigo 1, Sandra Maria Fonseca da Costa¹ 1 Universidade do Vale do Paraíba Faculdade

Leia mais

Doutoranda: Nadir Blatt

Doutoranda: Nadir Blatt Territórios de Identidade no Estado da Bahia: uma análise crítica da regionalização implantada pela estrutura governamental para definição de políticas públicas, a partir da perspectiva do desenvolvimento

Leia mais

NATAL: Transformações na Ordem Urbana

NATAL: Transformações na Ordem Urbana NATAL: Transformações na Ordem Urbana Observatório das Metrópoles Núcleo RMNatal Editores : Maria do Livramento M. Clementino Observatório das Metrópoles Núcleo Natal Universidade Federal do Rio Grande

Leia mais

A urbanização Brasileira

A urbanização Brasileira A urbanização Brasileira Brasil Evolução da população ruralurbana entre 1940 e 2006. Fonte: IBGE. Anuário estatístico do Brasil, 1986, 1990, 1993 e 1997; Censo demográfico, 2000; Síntese Fonte: IBGE. Anuário

Leia mais

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO

FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO URBANO As condições para o financiamento do desenvolvimento urbano estão diretamente ligadas às questões do federalismo brasileiro e ao desenvolvimento econômico. No atual

Leia mais

Bercy - Paris França. Intervenção urbana. Prof. Ernani Maia

Bercy - Paris França. Intervenção urbana. Prof. Ernani Maia Bercy - Paris França Intervenção urbana Prof. Ernani Maia O SETOR LESTE O setor leste de Paris historicamente exerceu função industrial, tais como: Armazéns de vinho, Docas, entrepostos e espaços residuais

Leia mais

DESIGUALDADE AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE SALINAS MG

DESIGUALDADE AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE SALINAS MG DESIGUALDADE AMBIENTAL DO MUNICÍPIO DE SALINAS MG BRENO FURTADO LIMA 1, EDUARDO OLIVEIRA JORGE 2, FÁBIO CHAVES CLEMENTE 3, GUSTAVO ANDRADE GODOY 4, RAFAEL VILELA PEREIRA 5, ALENCAR SANTOS 6 E RÚBIA GOMES

Leia mais

TEMA: POPULAÇÃO JOVEM DE 16 A 24 ANOS

TEMA: POPULAÇÃO JOVEM DE 16 A 24 ANOS Em 5 de agosto de 2013 foi sancionado o Estatuto da Juventude que dispõe sobre os direitos da população jovem (a Cidadania, a Participação Social e Política e a Representação Juvenil, a Educação, a Profissionalização,

Leia mais

Ministério do Esporte e Turismo EMBRATUR Instituto Brasileiro de Turismo. Deliberação Normativa nº 419, de 15 de março de 2001

Ministério do Esporte e Turismo EMBRATUR Instituto Brasileiro de Turismo. Deliberação Normativa nº 419, de 15 de março de 2001 Ministério do Esporte e Turismo EMBRATUR Instituto Brasileiro de Turismo Deliberação Normativa nº 419, de 15 de março de 2001 A Diretoria da EMBRATUR Instituto Brasileiro de Turismo, no uso de suas atribuições

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA

PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA INSTITUTO DE PESQUISA E PLANEJAMENTO URBANO DE CURITIBA OFICINA DE CAPACITAÇÃO PARA O PLANO DIRETOR: REGIONAL BOQUEIRÃO 18/03/2014 CURITIBA MARÇO/2014 Realizações no dia

Leia mais

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos 1 Fatores geradores dos conflitos fundiários urbanos Reintegração de posse de imóveis públicos e privados, em que o processo tenha ocorrido em desconformidade

Leia mais

OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados

OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados OPERAÇÕES URBANAS CONSORCIADAS Instrumentos de viabilização de projetos urbanos integrados DEAP/SNAPU/MCIDADES Maio/2015 Contexto brasileiro Necessidade de obras públicas para requalificação e reabilitação

Leia mais

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal

Brasil e suas Organizações políticas e administrativas. Brasil Atual 27 unidades político-administrativas 26 estados e distrito federal Brasil e suas Organizações políticas e administrativas GEOGRAFIA Em 1938 Getúlio Vargas almejando conhecer o território brasileiro e dados referentes a população deste país funda o IBGE ( Instituto Brasileiro

Leia mais

BRASIL REGIONALIZAÇÕES. Mapa II

BRASIL REGIONALIZAÇÕES. Mapa II BRASIL REGIONALIZAÇÕES QUESTÃO 01 - Baseado na regionalização brasileira, apresentados pelos dois mapas a seguir, é INCORRETO afirmar que: Mapa I Mapa II A B D C a. ( ) O mapa II apresenta a divisão do

Leia mais

MELHORAMENTOS IMOBILIÁRIOS THALASSA

MELHORAMENTOS IMOBILIÁRIOS THALASSA MELHORAMENTOS IMOBILIÁRIOS THALASSA A Melhoramentos Imobiliários Thalassa pertence a um grupo Suíço que atua no Brasil desde 1975, participando do desenvolvimento desta imensa nação. O grupo Melhoramentos

Leia mais

Tabela 2 - População residente, segundo as unidades da federação 1991/2000/2010

Tabela 2 - População residente, segundo as unidades da federação 1991/2000/2010 A distribuição populacional de Goiás frente aos dados do Censo demográfico 2010 Daniel da Silva Souza 1 Resumo: A configuração da rede demográfica goiana está em processo de forte alteração. A taxa de

Leia mais

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos POPULAÇÃO BRASILEIRA Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos Desde a colonização do Brasil o povoamento se concentrou no litoral do país. No início do século XXI, a população brasileira ainda

Leia mais

COMENTÁRIO DA PROVA DE GEOGRAFIA

COMENTÁRIO DA PROVA DE GEOGRAFIA COMENTÁRIO DA PROVA DE GEOGRAFIA A UFPR elaborou boas questões de geografia para esta edição do vestibular. Destacamos a abrangência, com questões de assuntos importantes, como orientação, migrações, urbanização

Leia mais

Projeto Cidade da Copa : influência na mobilidade da Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco

Projeto Cidade da Copa : influência na mobilidade da Zona da Mata Norte do Estado de Pernambuco Danilo Corsino de Queiróz Albuquerque¹ Ana Regina Marinho Dantas Barboza da Rocha Serafim² ¹Graduando do 5º Período no Curso de Licenciatura em Geografia pela Universidade de Pernambuco (UPE), E-mail:

Leia mais

O uso do gvsig na Identificação de locais estratégicos para instalação de uma loja de confecções

O uso do gvsig na Identificação de locais estratégicos para instalação de uma loja de confecções O uso do gvsig na Identificação de locais estratégicos para instalação de uma loja de confecções Dionísio Costa Cruz Junior dionisiojunior@iquali.com.br (orientador) Ismael Fiuza Ramos maelfiuza@gmail.com

Leia mais

Infográficos Cidades@

Infográficos Cidades@ Page 1 of 18 Instituto eiro de Geografia e Estatística Infográficos Cidades@ - RJ Page 2 of 18 Dados Básicos População Área Bioma 6.323.037 hab. 1.200,28 km 2 Mata Atlântica Localização da Sede Page 3

Leia mais

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010 Juliana Paula Ramos 1, Maria das Graças de Lima 2 RESUMO:

Leia mais

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa Capítulo Organização político- -administrativa na América portuguesa 1 O Império Português e a administração da Colônia americana Brasil: 1500-1530 O interesse português pelo território americano era pequeno

Leia mais

Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS

Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS Módulo IV Política Habitacional e as políticas urbanas Política Habitacional: o papel dos estados e municípios Regina Fátima

Leia mais

ANÁLISE DE EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP UMA VISÃO AMBIENTAL

ANÁLISE DE EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP UMA VISÃO AMBIENTAL ANÁLISE DE EMPREENDIMENTOS DE HABITAÇÃO SOCIAL EM PRESIDENTE PRUDENTE-SP UMA VISÃO AMBIENTAL Sibila Corral de Arêa Leão Honda Arquiteta e Urbanista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestre e Doutora

Leia mais

MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1

MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1 MIGRAÇÃO E RELAÇÃO CAMPO-CIDADE 1 Débora Aparecida Tombini* Marcos Aurélio Saquet** INTRODUÇÃO Desde o surgimento da vida humana na Terra até o início do século XIX, a população cresceu em ritmo lento

Leia mais

APL DE TURISMO NO LITORAL DO PIAUÍ

APL DE TURISMO NO LITORAL DO PIAUÍ APL DE TURISMO NO LITORAL DO PIAUÍ (A) Teresina; (B) Cajueiro da Praia; (C) Luis Correia; (D) Parnaíba; (E) Ilha Grande Rota das Emoções: Jericoacoara (CE) - Delta (PI) - Lençóis Maranhenses (MA) Figura

Leia mais

O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA

O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA O PROCESSO DE URBANIZAÇÃO E A MOBILIDADE DO CAMPO PARA A CIDADE EM BELO CAMPO/BA Silmara Oliveira Moreira 1 Graduanda em Geografia/UESB, Bolsista da UESB E-mail: silmara.geo@gmail.com Resumo: O objetivo

Leia mais

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS

11.1. INFORMAÇÕES GERAIS ASPECTOS 11 SOCIOECONÔMICOS 11.1. INFORMAÇÕES GERAIS O suprimento de energia elétrica tem-se tornado fator indispensável ao bem-estar social e ao crescimento econômico do Brasil. Contudo, é ainda muito

Leia mais

Ano: 7º Turma: 7.1 e 7.2

Ano: 7º Turma: 7.1 e 7.2 COLÉGIO NOSSA SENHORA DA PIEDADE Programa de Recuperação Paralela 2ª Etapa 2014 Disciplina: Geografia Professor (a): Fernando Parente Ano: 7º Turma: 7.1 e 7.2 Caro aluno, você está recebendo o conteúdo

Leia mais

O TERRITÓRIO BRASILEIRO. 6. Fronteiras Terrestres

O TERRITÓRIO BRASILEIRO. 6. Fronteiras Terrestres O TERRITÓRIO BRASILEIRO 6. Fronteiras Terrestres Até o começo do século XVII, os colonizadores se concentraram em cidades fundadas na região litorânea do Brasil, principalmente no Nordeste. A principal

Leia mais

Centro Educacional Juscelino Kubitschek

Centro Educacional Juscelino Kubitschek Centro Educacional Juscelino Kubitschek ALUNO: N.º: DATA: / /2011 ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIE: 6ª série/7 ano TURMA: TURNO: DISCIPLINA: GEOGRAFIA PROFESSOR: Equipe de Geografia Roteiro e lista de Recuperação

Leia mais

Dinâmicas urbanas. condomínios fechados, transformações espaciais e processos de mobilidade residencial

Dinâmicas urbanas. condomínios fechados, transformações espaciais e processos de mobilidade residencial Reconfigurações Espaciais e Diferenciação Social em Cidades de Angola e Moçambique Lisboa, Junho de 2014 Dinâmicas urbanas condomínios fechados, transformações espaciais e processos de mobilidade residencial

Leia mais

DIVISÃO GEOGRÁFICA DE CLASSES SOCIAIS

DIVISÃO GEOGRÁFICA DE CLASSES SOCIAIS CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE CURITIBA COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO CURSO TÉCNICO DE... Tema do Pôster DIVISÃO GEOGRÁFICA DE CLASSES SOCIAIS ALUNO: EXEMPLO TURMA: XXXXXXXXXXX CURITIBA 2013 SUMÁRIO

Leia mais

O setor hoteleiro do Brasil às portas da Copa do Mundo. Roberto Rotter 20 de setembro de 2013

O setor hoteleiro do Brasil às portas da Copa do Mundo. Roberto Rotter 20 de setembro de 2013 O setor hoteleiro do Brasil às portas da Copa do Mundo Roberto Rotter 20 de setembro de 2013 Panorama atual da hotelaria - Brasil Total de hotéis: 10 mil Total de UH s: 460 mil Fonte: Hotelaria em Números

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2005 Cria a Zona Franca de São Luís, no Estado do Maranhão. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Fica criada a Zona Franca de São Luís, no Estado do Maranhão, definida

Leia mais

Secretaria de Turismo da Bahia Bahiatursa

Secretaria de Turismo da Bahia Bahiatursa Secretaria de Turismo da Bahia Bahiatursa Secretaria de Turismo da Bahia Bahiatursa Secretaria de Turismo da Bahia Bahiatursa 3 Secretaria de Turismo da Bahia Bahiatursa Secretaria de Turismo da Bahia

Leia mais

SÍNTESE BARRA DO GARÇAS RP IV

SÍNTESE BARRA DO GARÇAS RP IV SÍNTESE BARRA DO GARÇAS RP IV Realizar projetos para destinação de resíduos sólidos * Meio Ambiente Desenvolver programas de educação ambiental Apresentar pequenos e médios projetos de recuperação (seqüestro

Leia mais

Caracterização dos Territórios de Identidade Território 15 - Bacia do Jacuípe

Caracterização dos Territórios de Identidade Território 15 - Bacia do Jacuípe Caracterização dos Territórios de Identidade Território 15 - Bacia do Jacuípe Municípios Dados Gerais Quantidade de Área Total (km 2 População Total Densidade ) municípios Demográfica 14 10.605,76 237.237

Leia mais

ANEXO 7b: Lista de Verificação Ambiental LVA

ANEXO 7b: Lista de Verificação Ambiental LVA ANEXO 7b: Lista de Verificação Ambiental LVA Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado do Acre PROACRE / FINANCIAMENTO ADICIONAL PROSER JUNHO 2012 LVA PARA INFRAESTRUTURA

Leia mais

Unidade de Gestão Estratégica. Perfil Socioeconômico. Regional Centro

Unidade de Gestão Estratégica. Perfil Socioeconômico. Regional Centro Unidade de Gestão Estratégica Perfil Socioeconômico Regional Centro Sebrae em Conselho Deliberativo Pedro Alves de Oliveira Presidente Diretoria Executiva Igor Montenegro Diretor Superintendente Wanderson

Leia mais

Código Especificação Fiscal Seg.Social Investimentos Total

Código Especificação Fiscal Seg.Social Investimentos Total 100 Fortalecimento da Atuação Legislativa 8.475.000 8.475.000 101 Fortalecimento do Controle Externo Estadual 80.649.880 80.649.880 102 Fortalecimento do Controle Externo Municipal 3.245.000 3.245.000

Leia mais

Aluno(a): Nº. Professor:Anderson José Soares Série: 1º

Aluno(a): Nº. Professor:Anderson José Soares Série: 1º Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor:Anderson José Soares Série: 1º Disciplina: Geografia Data da prova: Questão 01) O Brasil está dividido em três grandes complexos econômicos regionais: Centro-Sul,

Leia mais

2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS

2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS 2 ASPECTOS DEMOGRÁFICOS Neste capítulo se pretende avaliar os movimentos demográficos no município de Ijuí, ao longo do tempo. Os dados que fomentam a análise são dos censos demográficos, no período 1920-2000,

Leia mais

METODOLOGIA SEBRAE BAHIA PARA PÓLOS DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL

METODOLOGIA SEBRAE BAHIA PARA PÓLOS DE EMPREENDEDORISMO CULTURAL Trabalho apresentado no III ENECULT Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, realizado entre os dias 23 a 25 de maio de 2007, na Faculdade de Comunicação/UFBa, Salvador-Bahia-Brasil. METODOLOGIA

Leia mais

São Paulo. O Brasil como Pólo Internacional de Investimentos e Negócios. tsando@visitesaopaulo.com

São Paulo. O Brasil como Pólo Internacional de Investimentos e Negócios. tsando@visitesaopaulo.com São Paulo O Brasil como Pólo Internacional de Investimentos e Negócios São Paulo Convention & Visitors Bureau Fundação 25 de Janeiro Entidade estadual, mantida pela iniciativa privada. Captação e apoio

Leia mais

A urbanização contemporânea de Campinas e o processo de constituição da região do Jardim Campo Belo

A urbanização contemporânea de Campinas e o processo de constituição da região do Jardim Campo Belo A urbanização contemporânea de Campinas e o processo de constituição da região do Jardim Campo Belo Helena Rizzatti Fonseca helena.fonseca@ige.unicamp.br IG/UNICAMP Palavras-chave: urbanização, periferização,

Leia mais

POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE HABITAÇÃO PARA MOÇAMBIQUE

POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE HABITAÇÃO PARA MOÇAMBIQUE POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE HABITAÇÃO PARA MOÇAMBIQUE Apresentado por :Zefanias Chitsungo (Director Nacional de Habitação e Urbanismo) INTRODUÇÃO Moçambique tem mais de 20 milhões de habitantes; sendo que

Leia mais

Mercado Imobiliário PIRACICABA - SP

Mercado Imobiliário PIRACICABA - SP Mercado Imobiliário PIRACICABA - SP Fonte: SEADE PIRACICABA CARACTERÍSTICAS ECONÔMICAS Território e População Área: 1.378,501 km² População (estimativa IBGE 2013): 385.287 mil habitantes Densidade Demográfica

Leia mais

ESTUDO DA GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BAIRRO DA LIBERDADE EM CAMPINA GRANDE-PB

ESTUDO DA GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BAIRRO DA LIBERDADE EM CAMPINA GRANDE-PB ESTUDO DA GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BAIRRO DA LIBERDADE EM CAMPINA GRANDE-PB Autoria: Rosa do Carmo de Oliveira Lima¹ (Orientadora) - Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas

Leia mais

Geografia Professor André 2ª série / 2º trimestre

Geografia Professor André 2ª série / 2º trimestre Geografia Professor André 2ª série / 2º trimestre TEMA - URBANIZAÇÃO BRASILEIRA E MUNDIAL. 1. (Ibmec-RJ) Esta é uma clássica definição sobre as chamadas cidades globais: As cidades globais são os principais

Leia mais

CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA

CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA 2015 PROGRAMA Com base na car,lha elaborado em MG. 1. Contextualização 2. Legislação 3.

Leia mais

Condomínio Sinhá Ana. Jul - 2011

Condomínio Sinhá Ana. Jul - 2011 Condomínio Sinhá Ana Jul - 2011 NOME DO EMPREENDIMENTO Sinhá Ana CONDOMÍNIO DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO Quer ter bem-estar? More no que é seu! O Condomínio Horizontal Sinhá Ana foi conceitualmente projetado

Leia mais

. a d iza r to u a ia p ó C II

. a d iza r to u a ia p ó C II II Sugestões de avaliação Geografia 7 o ano Unidade 5 5 Unidade 5 Nome: Data: 1. Complete o quadro com as características dos tipos de clima da região Nordeste. Tipo de clima Área de ocorrência Características

Leia mais

Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo no Nordeste PRODETUR / NE I. Relatório de Finalização de Projeto Project Completion Report -PCR

Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo no Nordeste PRODETUR / NE I. Relatório de Finalização de Projeto Project Completion Report -PCR Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo no Nordeste PRODETUR / NE I Relatório de Finalização de Projeto Project Completion Report -PCR PCR PRODETUR/NE I Apresentação: PRODETUR/NE I sem linha

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE PRESERVAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MACHADO

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE PRESERVAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MACHADO EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE PRESERVAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MACHADO FÁBIO VIEIRA MARTINS Pós-graduando em Educação Ambiental e Recursos Hídricos CRHEA/USP fabio.vieirageo@hotmail.com

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ SECRETÁRIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

ESTADO DO PARANÁ SECRETÁRIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO ESTADO DO PARANÁ SECRETÁRIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Núcleo Regional de Educação de Toledo Colégio Estadual Jardim Gisele Ensino Fundamental e Médio PLANO DE TRABALHO DOCENTE - 2015 TRABALHO DOCENTE Estabelecimento

Leia mais

limites definidos por barreiras físicas significativas como linha da TRENSURB, Av. Farrapos, Av.

limites definidos por barreiras físicas significativas como linha da TRENSURB, Av. Farrapos, Av. ÁREA 3-3 Limites e potencialidades limites definidos por barreiras físicas significativas como linha da TRENSURB, Av. Farrapos, Av. dos Estados e a free-way/ RS- 290. espaço adequado para novas atividades

Leia mais

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO

CONTEÚDOS DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE GEOGRAFIA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL COM BASE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO GOVERNADOR DE PERNAMBUCO João Lyra Neto SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO E ESPORTES Ricardo Dantas SECRETÁRIA EXECUTIVA

Leia mais

Um breve passeio sobre a história socioeconômica do Sertão da Ressaca

Um breve passeio sobre a história socioeconômica do Sertão da Ressaca FONTES PARA A HISTÓRIA SOCIAL DO TRABALHO: Vitória da Conquista e região A economia regional nas fontes da Justiça do Trabalho (1963-1965) SILVA, Danilo Pinto da 1 Email: danilohist@gmail.com Orientadora:

Leia mais

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Região Norte 1. Qual a diferença entre região Norte, Amazônia Legal e Amazônia Internacional? A região Norte é um conjunto de 7 estados e estes estados

Leia mais

Cidade de São Paulo. 3ª CLÍNICA INTEGRADA ENTRE USO DO SOLO E TRANSPORTES Rio, out/2011

Cidade de São Paulo. 3ª CLÍNICA INTEGRADA ENTRE USO DO SOLO E TRANSPORTES Rio, out/2011 Cidade de São Paulo 3ª CLÍNICA INTEGRADA ENTRE USO DO SOLO E TRANSPORTES Rio, out/2011 LOCALIZAÇÃO POPULAÇÃO (Censo 2010) RMSP...19.683.975 habitantes Município de São Paulo...11.253.563 habitantes Estatuto

Leia mais

Urbanização no Brasil. Prof Claudio F Galdino - Geografia

Urbanização no Brasil. Prof Claudio F Galdino - Geografia Urbanização no Brasil Prof Claudio F Galdino - Geografia Estruturas, Aspectos Gerais e Rede Urbana Origem: Cidades espontâneas (campo Belo, Rio de Janeiro) Cidades planejadas (BH, Brasília) Urbanização

Leia mais

REGIME: Sociedade por ações de capital fechado, economia mista e com personalidade jurídica de direito privado

REGIME: Sociedade por ações de capital fechado, economia mista e com personalidade jurídica de direito privado Autorização Legislativa - Lei nº 12.439 de 18 de outubro de 2007 Assembleia de Fundação em 14/12/2007 REGIME: Sociedade por ações de capital fechado, economia mista e com personalidade jurídica de direito

Leia mais

Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife.

Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife. Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife. Data: dia 29 de abril de 2009 Local: sede da ONG Etapas no Recife PROGRAMA REABILITAÇÃO

Leia mais

ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO ESPACIAL DOS CONDOMÍNIOS FECHADOS HORIZONTAIS DE ALTO PADRÃO NO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA (SP)

ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO ESPACIAL DOS CONDOMÍNIOS FECHADOS HORIZONTAIS DE ALTO PADRÃO NO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA (SP) 105 ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO ESPACIAL DOS CONDOMÍNIOS FECHADOS HORIZONTAIS DE ALTO PADRÃO NO MUNICÍPIO DE INDAIATUBA (SP) LETÍCIA BARBOSA RIBEIRO 1 e LINDON FONSECA MATIAS 2 leticia.b.ribeiro@hotmail.com,

Leia mais