MANUAL DE CONDUTAS VEDADAS AOS SERVIDORES PÚBLICOS EM ELEIÇÕES

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1 MANUAL DE CONDUTAS VEDADAS AOS SERVIDORES PÚBLICOS EM ELEIÇÕES

2 2 3 I Apresentação II Conceitos Fundamentais II.1. Direitos Políticos Perda e Suspensão dos Direitos Políticos II.2. Elegibilidade e Inelegibilidade II.3. Agentes Públicos para Fins Eleitorais II.4. Condutas Vedadas III Aspectos Gerais das Eleições e o Servidor Público III.1. Licenças para Atividades Políticas III.2. Requisições de Servidores pela Justiça Eleitoral III.3. Desincompatibilização III.4. A Lei da Ficha Limpa e os Servidores do Distrito Federal IV Condutas Vedadas aos Agentes Públicos em Ano Eleitoral IV.1. Considerações Iniciais IV.2. Publicidade IV.3. Bens, Materiais ou Serviços Públicos IV.4. Recursos Humanos IV.5. Recursos Orçamentários e Financeiros V Calendário Eleitoral 2014

3 4 5 I APRESENTAÇÃO O trabalho ora apresentado ao conjunto dos Agentes Públicos do Complexo Administrativo do Distrito Federal é resultado do esforço conjunto da Alta Administração Pública do Distrito Federal, levando de forma sistemática e concisa informações e orientações básicas acerca das condutas vedadas aos agentes públicos distritais no decorrer deste ano em que se realizam as eleições majoritárias e proporcionais de 2014, em consonância com a Constituição Federal, a Lei Orgânica do Distrito Federal, o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/65), a Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar nº 64/90 e alterações), a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), Lei das Eleições (Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997), mais as Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, e mesmo a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/00). O compartilhamento dessas informações objetiva precipuamente disseminar conhecimentos e conclamar responsabilidades voltadas à inibição de práticas administrativas e mesmo decisões governamentais, por qualquer agente público distrital, que vulnerem a ordem legalmente estabelecida, com potencial influência que desequilibre as democráticas disputas, ferindo a lisura do pleito eleitoral. De imediato, importa destacar que, na essência, todo esse regramento decorre da minuciosa aplicação dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, e assim os legisladores, constituinte e infraconstitucional, e mesmo o Tribunal Superior Eleitoral, por suas Resoluções, em momento algum veda a participação de agentes públicos nos pleitos eleitorais, vindo sim a legislar impondo efetivas restrições na gestão da máquina pública no ano das eleições com o intuito de garantir que a disputa seja igualitária entre todos os cidadãos, agentes públicos ou não, daí advindo a tipificação de condutas que, acaso praticadas, são penalizadas nos termos da lei. De outro modo, o Manual contém informações que podem auxiliar servidores públicos que pretendam afastamento legal para disputa a qualquer cargo eletivo neste pleito, mas visa especialmente orientar a todos os servidores, efetivos ou não, estando todos, indistintamente, obrigar dos à observância e cumprimento de todos os limites legalmente fixados e seus prazos, sob pena até mesmo do cometimento de conduta criminal e administrativamente sancionáveis. Com vistas à fácil consulta, a metodologia adotada elencou os temas da seguinte forma: Apresentação II. Conceitos Fundamentais II.1 Direitos Políticos Perda e Suspensão dos Direitos Políticos II.2 Elegibilidade e Inelegibilidade II.3 Agentes Públicos para Fins Eleitorais II.4 Condutas Vedadas III. Aspectos Gerais das Eleições e o Servidor Público III.1 Licenças para Atividades Políticas III.2 Requisições de servidores Públicos pela Justiça Eleitoral III.3 Desincompatibilização III 4 Lei da Ficha Limpa e os Servidores do Distrito Federal IV. Condutas Vedadas aos Agentes Públicos em Ano Eleitoral IV.1 Considerações Iniciais IV.2 Publicidade IV.3 Bens Materiais e Serviços Públicos IV.4 Recursos Humanos IV.5 Recursos Orçamentários e Financeiros V. Calendário Eleitoral 2014 Ao disponibilizarmos este documento estamos refirmando elevados compromissos que devem imperar no Estado Democrático de Direito, que se revigora notadamente com o sufrágio universal periódico, impedindo que seu aparelhamento administrativo possa ser indevidamente apropriado em desfavor da isonomia garantidora da plena legitimidade do processo eleitoral em todas as suas etapas. Brasília, 08 de janeiro de 2014 GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

4 6 7 II CONCEITOS FUNDAMENTAIS II. 3. Agente Público II. 1. Direitos Políticos Conceito: Conjunto de direitos atribuídos ao cidadão, que lhe permite, através do voto, do exercício de cargos públicos ou da utilização de outros instrumentos constitucionais e legais, a ter efetiva participação e influência nas atividades de governo. Estar em pleno gozo dos direitos políticos significa (...) estar habilitado a alistar-se eleitoralmente, habilitar-se para candidatura de cargos eletivos ou nomeações para certos cargos públicos não eletivos (Constituição Federal, art. 87; 89, VII; 101;131, 1º), participar de sufrágios, votar em eleições, plebiscitos e referendos, apresentar projetos de lei pela via de iniciativa popular (Constituição, arts. 61, 2º e 29, XI) e propor ação popular (Constituição Federal, art. 5º, inciso LXXI), Teori Zavaski. A perda e a suspensão dos direitos políticos estão relacionadas à impossibilidade de assumir cargo público político eletivo, ou não. Em grande parte, as sanções relacionadas a direitos políticos são de suspensão ou perda temporária dos direitos políticos. São apenas duas hipóteses de perda definitiva dos direitos políticos: cancelamento de naturalização e perda da nacionalidade. II. 2. Elegibilidade e Inelegibilidade Elegibilidade é a capacidade jurídica do cidadão poder concorrer e disputar cargo ou função pública de natureza eletiva. É a possibilidade de alguém ser escolhido para assumir um cargo ou função disputada através de votos. Quem está elegível pode se candidatar para disputar cargos políticos nas eleições. Inelegibilidade A inelegibilidade importa no impedimento temporário da capacidade eleitoral passiva do cidadão, que consiste na restrição de ser votado, não atingindo, portanto, os demais direitos políticos, como, por exemplo, votar e participar de partidos políticos. [...] (Ac. de no AgRgAg nº TSE). Inelegibilidade é a impossibilidade temporária de ser votado para disputar cargo público político eletivo. Quem está inelegível não pode disputar eleições e, por determinação do Decreto /2012, também não poderá assumir cargo público no GDF. Conceito: Quem exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargos, emprego ou função nos órgãos ou entidades da Administração Pública direta, indireta ou fundacional. Basicamente, se você presta serviço para o Estado, você é um agente público para fins eleitorais. II. 4. Condutas vedadas Conceito: são atos proibidos de serem praticados por qualquer agente público durante o período das eleições, com o objetivo de preservar a igualdade de oportunidade entre os candidatos. III ASPECTOS GERAIS DAS ELEIÇÕES E O SERVIDOR PÚBLICO III.1. Licenças para atividades políticas O servidor terá direito à licença política nos períodos compreendidos entre: a data de sua escolha em convenção partidária como candidato a cargo eletivo e a véspera do registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral; o registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral e até dez dias após a data da eleição para a qual concorre. A licença política será sem remuneração ou subsídio, durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral (primeira parte do 1, do art. 137, da Lei Complementar Distrital n 840/2011). A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição, o servidor fará jus à licença, assegurados os vencimentos do cargo efetivo, somente pelo período de três meses, devendo ser observado o prazo de desincompatibilização de três meses anteriores ao pleito previsto na alínea l, do inciso II, do art. 1, da Lei Complementar n 64, de 18

5 8 9 de maio de 1990 (segunda parte do 1, do art. 137, da Lei Complementar Distrital n 840/2011). Negado o registro ou havendo desistência da candidatura, o servidor terá que reassumir o cargo imediatamente ( 2, do art. 137, da Lei Complementar Distrital n 840/2011). O art. 138 da Lei Complementar Distrital n 840/2011 determina que o servidor efetivo que pretenda ser candidato deve ficar afastado de suas atribuições habituais, quando assim o exigir a legislação eleitoral, sendo que a este servidor afastado, sem prejuízo da remuneração ou subsídio, devem ser cometidas atribuições compatíveis com seu cargo e a legislação eleitoral, e o aludido afastamento encerrar-se-á na data da convenção partidária, aplicando-se a partir daí o disposto no art. 137, I e II da referida lei. Aos titulares de cargo em comissão de livre exoneração é inaplicável o direito ao afastamento remunerado de seu exercício, nos termos da alínea I, inciso II, do art. 1º, Lei Complementar n 64, de 18 de maio de 1990, qualquer que seja o cargo eletivo que venha a concorrer, visto que é uma prerrogativa dos ocupantes de cargo efetivo. O servidor candidato a cargo eletivo que exerça cargo em comissão ou função de confiança dele deve ser exonerado ou dispensado, observados os prazos da legislação eleitoral ( 3, do art. 137, da Lei Complementar Distrital n 840/2011). Havendo impugnação pela Justiça Eleitoral à candidatura de servidor público já licenciado para concorrer a mandato eletivo, caberá à Justiça Eleitoral julgar o mérito da questão devendo o interessado aguardar a decisão em licença. ATENÇÃO SERVIDOR PÚBLICO: O servidor público que pretenda se candidatar às eleições gerais deve pedir licença do seu cargo ou emprego público até o dia 4 de julho três meses antes das eleições. É garantido ao servidor o direito à percepção dos vencimentos integrais durante o período desta licença. III.2. Requisições de Servidores pela Justiça Eleitoral A requisição de servidores públicos pela Justiça Eleitoral está Regulamentada pela Resolução do TSE n , de 07/12/2000, da qual se destacam os seguintes pontos fundamentais: O serviço eleitoral prefere a qualquer outro, logo é obrigatório e não interrompe o interstício de promoção dos funcionários para ele requisitados (art. 365 do Código Eleitoral). Os servidores públicos da administração direta do Distrito Federal e de suas autarquias poderão ser requisitados para prestar serviço à Justiça Eleitoral, com ônus para o órgão de origem do servidor requisitado (art. 9 da Lei Federal n 6.999, de 7 de junho de 1982). O tempo da licença para atividade política, no caso do art. 86, 2, contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade (Parágrafo único do art. 165, c/c o inciso IV, do art. 166, ambos da Lei Complementar Distrital n 840/2011). O candidato que durante o curso de formação for convocado para trabalhar nas eleições não é alcançado pela legislação que garante dispensa do serviço pelo dobro do número de dias da convocação (art. 98, Lei n 9.504, de 1997), uma vez que o curso de formação é apenas mais uma fase do concurso público a que deve se submeter o candidato que, no caso não aprovado nessa fase, não poderá ser investido no cargo. Portanto, o benefício só se aplica ao servidor detentor de cargo ou emprego público. Quando em virtude de suas funções na Justiça Eleitoral, os servidores requisitados não puderem usufruir as férias a que têm direito, poderão gozá-las no ano seguinte, acumuladas ou não (art. 374 do Código Eleitoral). Compete ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal autorizar ao seu presidente, quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço, a requisição de quaisquer servidores públicos lotados na área de sua jurisdição para auxiliarem os cartórios das zonas eleitorais situadas no Distrito Federal (inciso XIII, do art. 30, do Código Eleitoral). Compete igualmente ao Tribunal Superior Eleitoral, por ato de seu

6 10 11 os Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica; os Magistrados; os Presidentes, Diretores e Superintendentes de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas e as mantidas pelo poder público; os Governadores de Estado e do Distrito Federal; os Interventores Federais; os Secretários de Estado; os Prefeitos Municipais; os membros do Tribunal de Contas da União, dos Estados e do Distrito Federal; o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal; os Secretários-Gerais, Secretários-Executivos, os Secretários Nacionais, os Secretários Federais dos Ministérios e as pessoas que ocupem cargos equivalentes; os que tenham exercido, nos seis meses anteriores à eleição (até o dia 4 de abril de 2014), nos Estados, no Distrito Federal, Territórios e em qualquer dos poderes da União, cargo ou função, de nomeação pelo Presidente da República, sujeito à aprovação prévia pelo Senado Federal; os que, até seis meses antes da eleição (até o dia 4 de abril de 2014), tiverem competência ou interesse, direta, indireta ou eventual, no lançamento, arrecadação ou fiscalização de impostos, taxas e contribuições de caráter obrigatório, inclusive parafiscais, ou para aplicar multas relacionadas com essas atividades; os que tenham, dentro dos quatro meses anteriores ao pleito (até o dia 4 de abril de 2014), ocupado cargo ou função de direção, administração ou representação em entidades representativas de classe, mantidas, total ou parcialmente, por contribuições impostas pelo Poder Público ou com recursos arrecadados e repassados pela Previdência Social; os que, até seis meses (até o dia 4 de abril de 2014) depois de afastados das funções, tenham exercido cargo de Presidente, Diretor ou Superintendente de Sociedades com objetivos exclusivos de operações financeiras e façam publicamente apelo à poupança e ao crédito, inclusive por intermédio de cooperativas e de empresas ou estabelecimentos que gozem, sob qualquer forma, de vantagens asseguradas pelo Poder Público, salvo se decorrentes de contratos que obedeçam as cláusulas uniformes; os que, dentro de seis meses anteriores ao pleito (até o dia 4 de abril de 2014), hajam exercido cargo ou função de direção, administração ou representação em pessoa jurídica ou em empresa que mantenha contrapresidente, requisitar servidores do Distrito Federal, quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço de sua secretaria (inciso XVI, do art. 23, do Código Eleitoral, e art. 2, da Lei Federal n 6.999/82). Os servidores públicos ocupantes de cargos em comissão e função de confiança do Poder Executivo, que forem convocados pela Justiça Eleitoral, embora legalmente dispensados das funções de mesários, escrutinadores e auxiliares por força do disposto nos artigos 36 e 120 da Lei n 4.737, de 15 de julho de 1965, devem comparecer aos respectivos juízos eleitorais, munidos de declaração expedida pelo seu órgão de origem. III.3. Desincompatibilização ATENÇÃO SERVIDOR PÚBLICO: Na página eletrônica do Tribunal Superior Eleitoral encontra-se uma ferramenta útil para pesquisa referente aos prazos para desincompatibilização utilizando como mecanismo de filtro o cargo pretendido e o cargo atualmente ocupado. Confira essa ferramenta por intermédio do link: De acordo com o 6, do art. 14, da Constituição Federal de 1988, e com o 1, do art. 1 da Lei Complementar n 64, de 18 de maio de 1990, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito, ou seja, até o dia 4 de abril de 2014, caso pretendam concorrerem a outros cargos. Além disso, o art. 1, incisos II a VII, da Lei Complementar n 64, de 18 de maio de 1990, estabelece outros prazos de desincompatibilização. São eles: a) não podem concorrer aos cargos de Presidente e Vice-Presidente da República: até seis meses depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções (até o dia 4 de abril de 2014): os Ministros de Estado; os chefes dos Órgãos de assessoramento direto da Presidência da República; o Advogado-Geral da União e o Consultor-Geral da União;

7 12 13 to de execução de obras, de prestação de serviços ou de fornecimento de bens com órgão do Poder Público ou sob seu controle, salvo no caso de contrato que obedeça cláusulas uniformes; os que, membros do Ministério Público, não tenham afastado das suas funções até seis meses anteriores ao pleito (até o dia 4 de abril de 2014); os que, servidores públicos, estatutários ou não, dos órgãos e entidades da administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos Territórios, inclusive fundações mantidas pelo Poder Público, não se afastarem até seis meses anteriores ao pleito (até o dia 4 de abril de 2014), garantido o direito à percepção dos seus vencimentos integrais. b) não podem concorrer aos cargos de Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal: os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República especificados na alínea a do item I anterior e, no tocante às demais alíneas do referido item, quando se tratar de repartição pública, associação ou empresas que operem no território do Estado ou do Distrito Federal, observados os mesmos prazos; até seis meses (até o dia 4 de abril de 2014) depois de afastados definitivamente de seus cargos ou funções: os chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador do Estado ou do Distrito Federal; os comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea; os diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios; os Secretários da administração municipal ou membros de órgãos congêneres. d) não podem concorrer aos cargos da Câmara dos Deputados, Assembléia Legislativa e Câmara Legislativa, no que lhes for aplicável, por identidade de situações, os inelegíveis para o Senado Federal, nas mesmas condições estabelecidas, observados os mesmos prazos. e) não podem concorrer para Prefeito e Vice-Prefeito: no que lhes for aplicável, por identidade de situações, os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal, observado o prazo de 4 (quatro) meses para a desincompatibilização; os membros do Ministério Público e Defensoria Pública em exercício na comarca, nos 4 (quatro) meses anteriores ao pleito, sem prejuízo dos vencimentos integrais; as autoridades policiais, civis ou militares, com exercício no Município, nos 4 (quatro) meses anteriores ao pleito. f) não podem concorrer para a Câmara Municipal: no que lhes for aplicável, por identidade de situações, os inelegíveis para o Senado Federal e para a Câmara dos Deputados, observado o prazo de 6 (seis) meses para a desincompatibilização; em cada Município, os inelegíveis para os cargos de Prefeito e Vice- -Prefeito, observado o prazo de 6 (seis) meses para a desincompatibilização. OBSERVAÇÃO: O Vice-Presidente, o Vice-Governador e o Vice-Prefeito poderão candidatar-se a outros cargos, preservando os seus mandatos respectivos, desde que, nos últimos seis meses anteriores ao pleito (de 4 de abril de 2014 até as eleições), não tenham sucedido ou substituído o titular ( 2 do art. 1 da Lei Complementar n 64, de 18 de maio de 1990). c) não podem concorrer ao cargo de Senador: os inelegíveis para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República especificados na alínea a do item I anterior e, no tocante às demais alíneas do referido item, quando se tratar de repartição pública, associação ou empresas que operem no território do Estado ou do Distrito Federal, observados os mesmos prazos; em cada Estado e no Distrito Federal, os inelegíveis para os cargos de Governador e Vice-Governador, nas condições estabelecidas, observados os mesmos prazos. III.4. A Lei da Ficha Limpa e os servidores do Distrito Federal O Distrito Federal foi pioneiro na adoção, no âmbito do Poder Executivo, de critérios de probidade e moralidade administrativa para ingresso no serviço público, na esteira do modelo fixado pela Lei Complementar 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa. Em 23 de dezembro de 2011, entrou em vigor a Lei Complementar (distrital) nº 840, que estatuiu o regime jurídico dos servidores públicos do DF e previu, em seu art. 5º, 3º que seria proibida a designação para função de confiança ou a nomeação para cargo em comissão, incluídos os de natureza especial, de pessoa

8 14 15 que tenha praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral, observado o mesmo prazo de incompatibilidade dessa legislação. Em 9 de março de 2012, foi editado o Decreto nº /2012, que regulamenta as hipóteses de impedimento para posse e exercício na Administração Pública direta e indireta do Poder Executivo do Distrito Federal em função de prática de ato tipificado como causa de inelegibilidade; e em 14 de junho de 2012, foi editado o Decreto nº , que institui o Comitê Ficha Limpa, com a competência para analisar e oferecer embasamento técnico nos casos de possíveis impedimentos para a posse e exercício, no âmbito da administração pública direta e indireta do Poder Executivo do Distrito Federal, em função de prática de ato tipificado como causa de inelegibilidade. Art. 73. São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: (...) 4º O descumprimento do disposto neste artigo acarretará a suspensão imediata da conduta vedada, quando for o caso, e sujeitará os responsáveis a multa no valor de cinco a cem mil UFIR. (...) 8º Aplicam se as sanções do 4º aos agentes públicos responsáveis pelas condutas vedadas e aos partidos, coligações e candidatos que delas se beneficiarem. Assim, por meio dessa remissão feita pela legislação local às regras eleitorais, os critérios de inelegibilidade, que, no âmbito eleitoral, impedem o deferimento judicial dos pedidos de registro de candidatura a cargos políticos, passaram a também impedir, no âmbito do direito administrativo distrital, o acesso de pessoas a cargos e empregos públicos comissionados. Portanto, o servidor público do Distrito Federal que eventualmente for responsabilizado pela Justiça Eleitoral por ter cometido uma das condutas vedadas, previstas na Lei Eleitoral, ou mesmo que pratique qualquer outra conduta que a Lei tenha definido como causa de inelegibilidade estará impedido de ocupar cargos de direção, chefia e assessoramento no âmbito da Administração Pública do DF, pelo prazo de oito anos a contar da data da eleição em que o ilícito foi cometido. Lei Complementar 64/90, alterada pela Lei Complementar nº 135/2010 (Lei da Ficha Limpa): Art. 1º São inelegíveis: I para qualquer cargo: (...) j) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleição; (Alínea acrescida pela Lei Complementar nº 135, de 4/6/2010). Lei 9.504/97: IV. CONDUTAS VEDADAS AOS AGENTES PÚBLICOS EM ANO ELEITORAL IV. CONSIDERAÇÕES INICIAIS A legislação eleitoral, com o objetivo de garantir a igualdade entre os candidatos, veda a adoção de certas condutas por parte dos agentes públicos, buscando, assim, evitar que o aparato estatal seja usado, no âmbito de campanhas eleitorais, em prol de qualquer cidadão que esteja concorrendo a um cargo eletivo. As condutas vedadas, em síntese, podem ser genericamente classificadas, para fins didáticos, em quatro modalidades diversas: uso indevido dos instrumentos de publicidade e de comunicação; uso, para finalidades eleitorais, de bens e serviços do Estado; restrições à prática de atos de gestão de pessoal do serviço público; e, finalmente, vedações ligadas à aplicação de recursos públicos. Seguem, abaixo, individualizadas, as condutas das quais os agentes públicos devem se abster, com os respectivos períodos abrangidos pelas proibições e sanções cominadas pela legislação eleitoral. Importante observar que, a despeito de estarem discriminadas, em regra, apenas as penalidades previstas pelas leis que disciplinam as eleições, várias das condutas abaixo descritas podem vir a ser adicionalmente punidas também nos âmbitos administrativo disciplinar, cível (improbidade administrativa) e penal, a serem alvo de apuração nas instâncias apropriadas. IV.2. PUBLICIDADE

9 16 17 IV.2.1. Usar publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos para a promoção pessoal de autoridades ou servidores Conduta: infringência ao disposto no 1 do art. 37 da Constituição Federal, o qual determina que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos (cf. art. 74 da Lei nº 9.504, de 1997). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Penalidades: inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos 8 (oito) anos subsequentes à eleição em que se verificou a conduta vedada (cf. inciso XIV do art. 22 da Lei Complementar nº 64, de 1990), seja o infrator candidato ou não; cancelamento do registro de candidatura ou, se eleito, a perda do diploma (cf. art. 74 da Lei nº 9.504, de 1997). IV.2.2. Promover publicidade institucional em período vedado Conduta: é proibido, nos três meses que antecedem o pleito, com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral (cf. art. 73, inciso VI, alínea b, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: nos três meses que antecedem o pleito, ou seja, a partir de 5 de julho de 2014 até a realização das eleições. Observação: segundo o TSE, basta a veiculação de propaganda institucional nos três meses anteriores ao pleito para que se configure a conduta vedada no art. 73, VI, b, da Lei nº 9.504/97, independentemente de a autorização ter sido concedida ou não nesse período (AG nº 5.304, de , rel. Min. Luiz Carlos Lopes Madeira; vide, também, entre outros: AgR Respe nº , de , rel. Min. Arnaldo Versiani, e AgR Respe nº , de , rel. Min. Marcelo Ribeiro). Observação: para o TSE, os agentes públicos devem zelar pelo conteúdo a ser divulgado em sítio institucional, ainda que tenham proibido a veiculação de publicidade por meio de ofícios a outros responsáveis, e tomar todas as providências para que não haja descumprimento da proibição legal (AgR Respe nº , de rel. Min. Arnaldo Versiani). IV.2.3. Aumento indevido dos gastos com publicidade em ano de eleição Conduta: realizar, em ano de eleição, antes dos três meses que antecedem o pleito, despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que excedam a média dos gastos nos três últimos anos (2011, 2012 e 2013) que antecedem o pleito ou do último ano imediatamente anterior à eleição (2013) (cf. art. 73, inciso VII, da Lei nº 9.504, de 1997), prevalecendo o que for menor (art. 50, inciso VII, da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Arnaldo Versiani). Período: em ano de eleição, antes dos três meses que antecedem o pleito, ou seja, antes de 5 de julho de 2014 (cf. inciso VII c.c. o inciso VI, ambos do art. 50 da Resolução TSE nº , de , rel. Min. Arnaldo Versiani). IV.2.4. Comparecimento indevido de candidato em inauguração de obra pública Conduta: comparecimento de candidato em inaugurações de obras

10 18 19 públicas (cf. art. 77 da Lei nº 9.504, de 1997, c/c art. 53 da Resolução TSE nº /2014). Período: nos três meses anteriores à eleição, ou seja, a partir de 05 de julho de Penalidades: cassação do registro de candidatura ou do diploma do eleito (cf. parágrafo único do art. 77 da Lei nº 9.504, de 1997). Observação: com a Lei nº , de 29 de setembro de 2009, a vedação passou a alcançar o simples comparecimento a inaugurações de obras públicas, não mais demandando a participação no evento; além disso, passou a ser aplicável aos candidatos a qualquer cargo, não só aos cargos do Poder Executivo. Observação: participação de candidato como espectador o TSE, mesmo antes da alteração dada pela Lei nº , de 2009, já entendia que É irrelevante, para a caracterização da conduta, se o candidato compareceu como mero espectador ou se teve posição de destaque na solenidade, desde que sua presença seja notada e associada à inauguração em questão (RESPE nº , de , rel. Min. Fernando Neves; vide, também, entre outros: RESPE n , de , rel. Min. Humberto Gomes de Barros). IV.2.5. Contratação de shows para inaugurações de obras ou serviços públicos Conduta: contratar, com recursos públicos, shows artísticos para inauguração de obras ou serviços públicos (cf. art. 75 da Lei nº 9.504, de 1997). Período: nos três meses anteriores à eleição, ou seja, a partir de 5 de julho de Penalidades: suspensão imediata da conduta e cassação do registro de candidatura ou do diploma de eleito do candidato beneficiado, seja agente público ou não (cf. parágrafo único do art. 75 da Lei nº 9.504, de 1997). IV.2.6. Pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral gratuito Conduta: é vedado, nos três meses que antecedem o pleito, fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo. (cf. art. 73, inciso VI, alínea c, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: nos três meses que antecedem o pleito, ou seja, a partir de 5 de julho de IV.2.7. Uso indevido de páginas oficiais na internet para a divulgação de propagada eleitoral Conduta: veicular, ainda que gratuitamente, propaganda eleitoral na internet, em sítios oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (cf. art. 57 C, 1º, inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. caso; multa no valor de R$ 5.000,00 a R$ ,00 aos agentes responsáveis e ao beneficiário, quando comprovado o prévio conhecimento deste (cf. art. 57 C, 2o, da Lei nº 9.504, de 1997), sem prejuízo de outras sanções de caráter constitucional, administrativo ou disciplinar fixadas pelas demais leis vigentes. Exemplo: 1. A utilização de página mantida por órgão da administração pública do município, como meio de acesso, por intermédio de link, a sítio que promove candidato, configura violação ao art. 57 C, 1º, II, da Lei nº 9.504/ O fato de constar da página oficial somente o link do sítio pessoal do candidato, e não a propaganda em si, não afasta o caráter ilícito de sua conduta, uma vez que a página oficial foi utilizada como meio facilitador de divulgação de propaganda eleitoral em favor do representado. (Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral nº , Acórdão de 21/06/2011, Relator(a) Min. ARNALDO VERSIANI LEITE SOARES, Publicação: DJE Diário da Justiça Eletrônico, Data 23/08/2011, Página

11 /9 ) IV.3. BENS, MATERIAIS OU SERVIÇOS PÚBLICOS IV.3.1. Cessão ou uso indevido de bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública Conduta: ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária (cf. art. 73, inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral ( Para a incidência dos incisos I e II do art. 73 da Lei n 9.504/97, não se faz necessário que a conduta tenha ocorrido durante os três meses que antecedem o pleito. Precedente. [Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral nº 26838, Acórdão de 19/03/2013, Relator(a) Min. JOSÉ ANTÔNIO DIAS TOFFOLI, Publicação: DJE Diário de Justiça Eletrônico, Tomo 92, Data 17/5/2013, Página 58]) art. 73 da Lei n 9.504, de 1997); e cassação do registro do candidato ou do 5 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997) A interdição está relacionada ao uso e à cessão de todos os bens patrimoniais indisponíveis ou disponíveis bens do patrimônio administrativo os quais, pelo estabelecimento da dominialidade pública, estão submetidos à relação de administração direta e indireta, da União, estados, Distrito Federal, territórios e municípios. (RECURSO ESPECIAL ELEI- TORAL nº 21120, Acórdão nº de 17/06/2003, Relator(a) Min. LUIZ CARLOS LOPES MADEIRA, Publicação: DJ Diário de Justiça, Volume 1, Data 17/10/2003, Página 132 RJTSE Revista de Jurisprudência do TSE, Volume 14, Tomo 4, Página 192 ) Exemplo: realização de reunião, com finalidade eleitoral, em bem imóvel do Distrito Federal; utilização de veículo oficial para transportar material de campanha eleitoral; cessão de repartição pública para atividade de campanha eleitoral; utilização de bens da repartição, tais como celulares e computadores, para fazer propaganda eleitoral de candidato. Exceção: a vedação de cessão e utilização de bens públicos é excepcionada quando se tratar da realização de convenção partidária (cf. art. 73, parte final do inciso I, da Lei nº 9.504, de 1997) Exceção: a vedação de cessão e utilização de bens públicos não se aplica ao uso, em campanha, pelos candidatos a reeleição de Governador e Vice Governador, de suas residências oficiais, com os serviços inerentes à sua utilização normal, para realização de contatos, encontros e reuniões pertinentes à própria campanha, desde que não tenham caráter de ato público (cf. 2, art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997). IV.3.2. Uso indevido de materiais e serviços Observação: A vedação do uso e cessão de bem público em benefício de candidato, prevista no art. 73, inciso I, da Lei nº 9.504/97, não abrange bem público de uso comum do povo. Precedentes. (Agravo Regimental em Agravo de Instrumento nº 12229, Acórdão de 26/08/2010, Relator(a) Min. ALDIR GUIMARÃES PASSARINHO JÚNIOR, Publicação: DJE Diário da Justiça Eletrônico, Data 07/10/2010, Páginas 18 19). Observação: A vedação a que se refere o inciso I do art. 73 da Lei nº 9.504/97 não diz, apenas, com as coisas móveis ou imóveis, como veículos, casas e repartições públicas. Conduta: usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram (cf. art. 73, inciso II, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral ( Para a incidência dos incisos I e II do art. 73 da Lei n 9.504/97, não se faz necessário que a conduta tenha ocorrido durante os três meses que antecedem o pleito. Precedente. [Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral nº 26838, Acórdão de 19/03/2013, Relator(a) Min. JOSÉ ANTÔNIO DIAS TOFFOLI, Publicação: DJE Diário de Justiça Eletrônico, Tomo 92, Data 17/5/2013, Página 58]).

12 22 23 Exemplos: uso de transporte oficial para locomoção a evento eleitoral, uso de gráfica oficial e remessa de correspondência com conotação de propaganda eleitoral. IV.3.3. Fazer uso promocional da distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social Conduta: fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público (cf. art. 73, inciso IV, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Observação: Para a configuração da conduta vedada prevista no citado inciso IV do art. 73 distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público, é necessário demonstrar o caráter eleitoreiro ou o uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação. (Agravo Regimental em Recurso Especial Eleitoral nº , Acórdão de 18/09/2012, Relator(a) Min. ARNALDO VERSIANI LEITE SOARES, Publicação: DJE Diário de Justiça Eletrônico, Tomo 196, Data 09/10/2012, Página 17). Exemplo: uso de programa habitacional do poder público, por agente público, em período eleitoral, com distribuição gratuita de lotes com claro intuito de beneficiar candidato que está apoiando (RESPE no , de , rel. Min. José Delgado). IV.4. RECURSOS HUMANOS IV.4.1. Cessão de servidor ou empregado público a comitês de campanha Conduta: ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado (cf. art. 73, inciso III, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: em todos os anos, sobretudo no ano eleitoral. Exceção: Servidores devidamente licenciados, fora do horário de trabalho ou em gozo de férias (em relação a esta última exceção, vide a Resolução TSE no , de , rel. Min. Luiz Carlos Madeira). IV.4.2. Proibições ligadas à administração de pessoal Conduta: nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito (cf. art. 73, inciso V, da Lei n 9.504, de 1997). Período: nos três meses que antecedem o pleito, ou seja, a partir de 5 de julho de 2014, e até a posse dos eleitos (cf. art. 73, inciso V, da Lei nº 9.504, de 1997). aos partidos políticos, às coligações e aos candidatos beneficia-

13 24 25 dos, Observação: possibilidade de posse O TSE entende que o disposto pelo inciso V, art. 73, da Lei nº 9.504, de 1997, não proíbe a realização de concursos públicos, mas somente a nomeação de servidor, ou qualquer ato de investidura pública, não se levando em conta a posse, ato subsequente à nomeação e que diz respeito à aceitação expressa pelo nomeado das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes ao cargo, que fica autorizada no período de vedação. Observação: contratação e demissão de temporários O TSE firmou ainda o entendimento de que as contratações e demissões de servidores temporários também são vedadas pela lei no prazo de restrição. (Acórdão n , de , rel. Min. Fernando Neves). c.c. o art. 7, ambos da Lei nº 9.504, de 1997, e Resolução TSE nº , de 2013, rel. Min. Dias Toffoli). Observação: segundo o TSE, a aprovação do projeto de lei que tiver sido encaminhado antes do período vedado pela lei eleitoral não se encontra obstada, desde que se restrinja à mera recomposição do poder aquisitivo no ano eleitoral. (Consulta no 782. Resolução TSE no , de , rel. Min. Fernando Neves). IV.5. RECURSOS ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS Exceções: (a) a nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança; (b) a nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República; (c) a nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o dia 4 de julho de 2014; (d) a nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder Executivo; (e) a transferência ou remoção de ofício de militares, policiais civis e de agentes penitenciários (cf. alíneas do inciso V do art.73 da Lei nº 9.504, de 1997). IV.4.3. Fazer revisão geral da remuneração dos servidores, que exceda a recomposição do poder aquisitivo Conduta: fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição (cf. art. 73, inciso VIII, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: a partir de cento e oitenta dias antes da eleição, ou seja, a partir de 08 de abril de 2014 até a posse dos eleitos (cf. art. 73, inciso VIII, IV.5.1. Realização indevida de transferência voluntária Conduta: realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios ( ), sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública (cf. art. 73, inciso VI, alínea a, da Lei nº 9.504, de 1997). Período: nos três meses anteriores à eleição, ou seja, a partir de 5 de julho de Observação: ELEIÇÕES CONDUTA VEDADA ARTIGO 73, INCISO VI,

14 26 27 ALÍNEA A, DA LEI Nº 9.504/1997 ALCANCE. O disposto na citada alínea versa o repasse de recursos, sendo irrelevante o fato de o convênio ter sido assinado em data anterior ao período crítico previsto. (Recurso Especial Eleitoral nº , Acórdão de 04/12/2012, Relator(a) Min. MARCO AURÉLIO MENDES DE FARIAS MELLO, Publicação: DJE Diário de justiça eletrônico, Tomo 101, Data 31/5/2013, Página 46). Exemplo: concessão de repasses de recursos mediante convênio (cf. parte final da alínea a do inciso VI do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997), quando não incidente ressalva legal. Exceções: (a) recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução de obra ou serviço já fisicamente iniciados e com cronograma prefixado (Acórdão no , de , rel. Min. Gilmar Mendes); (b) para atender situações de emergência ou estado de calamidade pública durante a ocorrência do evento (Resolução no , de , rel. Min. Peçanha Martins); ou (c) repasses para entidades privadas (Acórdão no 266, de , rel. Min. Carlos Velloso, e Acórdão no , de , rel. Min. Costa Porto). IV.5.2. Distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios em ano eleitoral Conduta: No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa. (cf. 10 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997). Período: durante todo o ano da eleição. Exemplos: doações de cestas básicas, de materiais de construção ou de lotes. Exceções: nos casos de calamidade pública e estado de emergência ou programas sociais autorizados em lei e já em execução no exercício anterior (cf. parte final do 10 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997). Observação: programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a candidato estão vedados, no ano eleitoral, os programas sociais executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida, ainda que autorizados em lei ou em execução orçamentária no exercício anterior (cf. 11 do art. 73 da Lei nº 9.504, de 1997). Observação: doação de valores autorizada o TSE já autorizou, em consulta feita pelo Banco do Brasil, doação feita à Unesco para o Projeto Criança Esperança, entendendo que: a) trata se de iniciativa compatível com o caráter de absoluta prioridade constitucional à criança, a ser concretizado mediante atuação do Estado, dentre outros atores sociais, de sorte a revelar até mesmo o cumprimento de uma obrigação tão permanente quanto grave e urgente; b) a inexistência de qualquer viés eleitoral no ato em apreço. (Resolução no , de , rel. Min. Carlos Ayres). Contudo, em casos análogos, aconselha se consulta ou autorização prévia do TSE. IV.5.3. Assunção indevida de despesas em ano eleitoral Conduta: É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. 20 da Lei Complementar nº 101/00 (Lei de Responsabilidade Fiscal), nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. (cf. art. 42 da Lei Complementar nº 101, de 2000). Período: últimos dois quadrimestres do respectivo mandato, ou seja, a partir de maio de 2014 até o final do ano. Penalidade: conforme o art. 73 da Lei Complementar no 101, de 2000, as infrações dos dispositivos nela prevista serão punidos segundo: (a) o Decreto Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); (b) a Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950 (Lei dos Crimes de Responsabilidade); (c) o Decreto Lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967 (Lei de Responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores); (d) a Lei nº 8.429, de 1992 (Lei de Improbida-

15 de Administrativa); e (e) demais normas da legislação pertinente. Observação: os órgãos a que se refere o dispositivo (art. 20 da Lei Complementar nº 101, de 2000) são: (I) o Ministério Público; (II) no âmbito do Poder Legislativo: (a) Federal, as respectivas Casas Legislativas e o Tribunal de Contas da União; (b) Estadual, a Assembleia Legislativa e os Tribunais de Contas; (c) do Distrito Federal, a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal; (d) Municipal, a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do Município, quando houver; (III) no Poder Judiciário: (a) Federal, os tribunais referidos no art. 92 da CF; e (b) Estadual, o Tribunal de Justiça e outros, quando houver. IV.5.4. Proibição de aumento das despesas com pessoal Conduta: É... nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento de despesas com pessoal expedido nos 180 (cento e oitenta) dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. 20 (cf. art. 21, parágrafo único, da Lei Complementar nº 101, de 2000). Período: últimos 180 dias do mandato, ou seja, a partir de 05 de julho de Penalidade: conforme o art. 73 da Lei Complementar no 101, de 2000, as infrações dos dispositivos nela prevista serão punidos segundo: (a) o Decreto Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); (b) a Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950 (Lei dos Crimes de Responsabilidade); (c) o Decreto Lei nº 201, de 27 de fevereiro de 1967 (Lei de Responsabilidade dos Prefeitos e Vereadores); (d) a Lei nº 8.429, de 1992 (Lei de Improbidade Administrativa); e (e) demais normas da legislação pertinente. Observação: os órgãos a que se refere o dispositivo (art. 20 da Lei Complementar nº 101, de 2000) são: (I) o Ministério Público; (II) no âmbito do Poder Legislativo: (a) Federal, as respectivas Casas Legislativas e o Tribunal de Contas da União; (b) Estadual, a Assembleia Legislativa e os Tribunais de Contas; (c) do Distrito Federal, a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal; (d) Municipal, a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do Município, quando houver; (III) no Poder Judiciário: (a) Federal, os tribunais referidos no art. 92 da CF; e (b) Estadual, o Tribunal de Justiça e outros, quando houver. Observação:...pouco importa se o resultado do ato somente virá na próxima gestão e, por isso mesmo, não procede o argumento de que o novo subsídio só foi implantado no mandato subsequente, não no período vedado pela lei. Em verdade, entender o contrário resultaria em deixar à míngua de eficácia o art. 21, parágrafo único, da Lei de Responsabilidade Fiscal, pois se deixaria de evitar os riscos e de corrigir os desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas na próxima gestão. (Resp /MS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUN- DA TURMA, julgado em 02/12/2010, DJE 14/12/2010) V - CALENDÁRIO ELEITORAL de Janeiro 05 de Março 08 de Abril Data a partir da qual fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público Eleitoral poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa (Lei nº 9.504/97, art.73, 10). Nos anos eleitorais, os programas sociais não poderão ser executados por entidade nominalmente vinculada a candidato ou por esse mantida. (Lei nº 9.504/97, art. 73, 11). Último dia para o Tribunal Superior Eleitoral expedir as instruções relativas às eleições de 2014, ressalvadas eventuais alterações que sejam necessárias para regulamentação do pleito (Lei nº 9.504/97, art. 105, caput). Data a partir da qual, até a posse dos eleitos, é vedado aos agentes públicos fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição (Lei nº 9.504/97, art. 73, VIII e Resolução nº /2006)

16 05 de Julho Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Tribunal Superior Eleitoral, até às dezenove horas, o requerimento de registro de candidatos a presidente e vice Presidente da República, Governador e Vice-Governador, Senador e respectivos suplentes, deputado federal, deputado estadual ou distrital. (Lei n 9.504/97, art. 11, caput). Data a partir da qual são vedadas aos agentes públicos as seguintes condutas: Nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os caos de: Nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de confiança; Nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da presidência da República; Nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até 05 de julho de 2014; Nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do chefe do Poder Executivo; Transferência ou remoção ex officio de militares, de policiais civis, e de agentes penitenciários; Realizar transferência voluntaria de recursos da união aos Estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito. Ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para a execução de obra ou de serviço em andamento e com programa prefixado, e os destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública. Data a partir da qual é vedada, na realização de inaugurações, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos (Lei nº 9.504/97, art. 75). Data a partir da qual é vedado a qualquer candidato comparecer a inaugurações de obras públicas (Lei nº 9.504/97, art. 77). Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/97, art. 36, caput). 06 de Julho Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral na internet, vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga (Lei nº 9.504/97, art. 57 A e art. 57 C, caput). Início do período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. (Lei 19 de Agosto n 9.504/97, art 47, caput) Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão (Lei nº 9.504/97, art. 47, caput). Último dia para propaganda política mediante reuniões públicas ou promoção de comícios e utilização de aparelhagem de sonorização fixa, entre as 8 e as 02 de Outubro 24 horas (Código Eleitoral, art. 240, parágrafo único e Lei nº 9.504/97, art. 39, 4º e 5º, I). Último dia para a realização de debate no rádio e na televisão, admitida a extensão do debate cuja transmissão se inicie nesta data e se estenda até as 7 horas do dia 3 de outubro de Último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na 03 de Outubro internet do jornal impresso, de propaganda eleitoral (Lei nº 9.504/97, art. 43). 05 de Outubro DIA DAS ELEIÇÕES (1º Turno) Data a partir da qual, decorrido o prazo de 24 horas do encerramento da votação 06 de Outubro (17 horas no horário local), é possível fazer propaganda eleitoral para o segundo turno (Código Eleitoral, art. 240, parágrafo único). Último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita do segundo turno 24 de Outubro no rádio e na televisão (Lei nº 9.504/97, art. 49, caput). Último dia para a divulgação paga, na imprensa escrita, de propaganda eleitoral do segundo turno (Lei nº 9.504/97, art. 43, caput). 26 de Outubro DIA DAS ELEIÇÕES (2º Turno) 30 31

17 Governadoria do Distrito Federal Casa Civil do Distrito Federal Consultoria Jurídica do Distrito Federal Procuradoria-Geral do Distrito Federal Secretaria de Estado de Administração Pública do Distrito Federal Secretaria de Estado de Transparência e Controle do Distrito Federal Secretaria de Estado de Publicidade Institucional do Distrito Federal

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