DOENÇAS DA BATATA (Solanum tuberosum L.)

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DOENÇAS DA BATATA (Solanum tuberosum L.)"

Transcrição

1 DOENÇAS DA BATATA (Solanum tuberosum L.) Carlos Alberto Lopes; Mirtes Freitas Lima; Ailton Reis; Jadir Borges Pinheiro Embrapa Hortaliças, Cx. Postal 218, , Brasília, DF PINTA-PRETA Descrição: Até o início da década passada, a pinta-preta era atribuída ao fungo Alternaria solani. Atualmente, após estudos taxonômicos usando-se técnicas moleculares modernas, acredita-se que a principal espécie do patógeno seja Alternaria grandis. A doença é comum em plantios de verão sujeitos a chuvas ou irrigação frequente por aspersão, pois é favorecida por alta temperatura e alta umidade do ar. O patógeno é disseminado principalmente pelo vento. Ataque severo reduz a área foliar, resultando em produção de tubérculos pequenos e, consequentemente, diminuição no rendimento da lavoura. Sintomas: São observados, inicialmente, nas folhas mais velhas, que podem se apresentar queimadas devido ao ataque intenso da doença (Figura 1). As manchas individuais são pequenas (até 1 cm de diâmetro) e, quando desenvolvidas, apresentam círculos concêntricos (Figura 2). No caule, as lesões tomam forma elíptica e são similares às das folhas. Lesões nos tubérculos são superficiais e de rara ocorrência. Figura 1. Queima de folhas de plantas de batata devido ao ataque intenso da doença. (Foto: Ailton Reis) 1

2 Figura 2. Manchas em folhas apresentando anéis concêntricos. (Foto: Ailton Reis) Controle: Evitar o plantio em épocas quentes e chuvosas; evitar a instalação de lavouras próximas a lavouras velhas; plantar batata-semente certificada; evitar irrigações frequentes por aspersão; pulverizar preventivamente com fungicidas registrados para a cultura; destruir os restos culturais logo após a colheita e fazer rotação de culturas de preferência com gramíneas. REQUEIMA Descrição: A requeima é a principal doença da batata no mundo. É causada por Phytophthora infestans, um oomiceto que produz esporângios, zoósporos e oósporos, que são estruturas responsáveis pela disseminação e/ou sobrevivência do patógeno. É favorecida por baixas temperaturas (12 C - 18 C) e alta umidade relativa do ar (>90%). Sob estas condições, espalhase rapidamente na lavoura, podendo causar perda total em poucos dias pela destruição da folhagem. Sintomas: A doença se manifesta primeiro nas folhas mais novas, onde causa manchas grandes (Figura 3) e escurecimento do caule (Figura 4). Quando o patógeno atinge o tubérculo, causa nele lesões escuras e firmes, de bordas pouco definidas, apresentando polpa de cor marrom na parte exposta por corte superficial. 2

3 Figura 3. Sintomas de requeima em plantas no campo. (Foto: Ailton Reis) Figura 4. Escurecimento do caule caule de plantas de batata. (Foto: Ailton Reis) Controle: A principal e mais efetiva medida de controle é a aplicação de fungicidas, respeitando-se um rodízio de produtos para evitar o aparecimento de formas resistentes do patógeno. É necessário, entretanto, que medidas preventivas sejam tomadas para evitar a entrada precoce e grande pressão de inóculo na lavoura. Dentre esses, evitar o plantio na proximidade de lavouras velhas ou já infestadas, plantar batata-semente certificada e fazer rotação de culturas. Algumas cultivares são parcialmente resistentes e devem ser preferidas em áreas ou épocas favoráveis à doença. 3

4 RIZOCTONIOSE Descrição: É causada por Rhizoctonia solani, fungo habitante do solo que ataca grande número de espécies de plantas. Muito comum em todas as regiões produtoras de batata, é favorecida por solos úmidos, frios e férteis. A doença é de difícil controle e pode provocar perdas significativas por reduzir a produção e comprometer a qualidade do produto. Epidemias da doença ocorrem por conta de inóculo no solo ou associado à batata-semente, na superfície do qual podem ser formadas estruturas de resistência (escleródios). Sintomas: São bastante diversos e podem aparecer já antes da emergência, quando provocam a queima dos brotos. A seguir, na porção subterrânea do caule e nos estolões, formam-se lesões marrom-avermelhadas deprimidas que podem estrangular o tecido e provocar a formação de tubérculos aéreos (Figura 5). A planta afetada, geralmente, tem as folhas coriáceas e enroladas. Nos tubérculos, pode ocorrer deformação e sarna, embora o mais conhecido seja a presença de crosta preta ou asfalto (Figura 6). Figura 5. Sintomas de rizoctoniose na porção basal do caule de plantas de batata. (Foto: Paulo Eduardo de Melo) 4

5 Figura 6. Crosta preta ou asfalto, em tubérculo. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Controle: As principais medidas de controle são: evitar o plantio em solos frios e úmidos, plantar batata-semente certificada e com brotação vigorosa, fazer plantio mais superficial no inverno, evitar irrigações frequentes, destruir os restos culturais logo após a colheita, fazer rotação de culturas de preferência com gramíneas e realizar tratamento químico na batatasemente e no sulco e/ou amontoa. SARNA PRATEADA Descrição: Tem aparecido com muita frequência em cultivos nas diferentes regiões produtoras do País. Sua importância é cosmética, pois afeta somente a pele dos tubérculos, provocando a desvalorização comercial principalmente da batata lavada. É causada pelo fungo Helminthosporium solani, que pode estar presente no solo ou associado à batata-semente. Sintomas: Não se manifestam na parte aérea e aparecem somente na periderme (pele) dos tubérculos, nunca se aprofundando na polpa. Tubérculos doentes recém-colhidos, quando lavados, apresentam manchas superficiais irregulares, de aspecto metálico-prateado, que confere o nome à doença (Figura 7). No caso de batata semente, que é armazenada por período mais longo, a superfície afetada pelo fungo perde turgidez com facilidade e fica enrugada com o passar do tempo (Figura 8). 5

6 Figura 7. Manchas superficiais irregulares em tubérculos causados por Helminthosporium solani. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Figura 8. Perda de turgidez e enrugamento em batata-semente infectada armazenada. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Controle: Plantar batata-semente certificada, colher o mais rápido possível após amorte das ramas, fazer rotação de culturas e eliminar a soqueira, armazenar em galpão ventilado ou câmara limpa e desinfestada, separar lotes diferentes de sementes, armazenar em câmara fria para inibir o crescimento do fungo, fazer tratamento químico da batata-semente e deixá-la secar antes do plantio após a retirada da câmara fria. SARNA-PULVERULENTA Descrição: É causada pelo protozoário Spongospora subterrranea, patógeno presente no solo ou associado à batata-semente. Só ocorre em solos com excesso de umidade e é mais destrutiva em temperaturas amenas. Como a sarna comum, afeta basicamente a qualidade dos tubérculos, 6

7 principalmente da batata lavada. O patógeno sobrevive no solo por muitos anos e, além dos danos diretos provocados nos tubérculos, transmite uma virose da batata. Sintomas: São observados somente na parte subterrânea da planta. São mais visíveis nos tubérculos, onde são formadas pústulas superficiais pequenas marrons. À medida que cresce, a pústula se abre e libera esporos marrons, circundados pelas bordas rompidas da pele (Figura 9). Nas raízes, formam-se pequenas galhas (Figura 10), que podem ser confundidas com galhas de nematoides do gênero Meloidogyne. Figura 9. Pústula abertas em tubérculos de batata com liberação esporos de Spongospora subterrranea. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Figura 10. Formação de galhas nas raízes devido à infecção causada por Spongospora subterrranea. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Controle: Não plantar em solos contaminados, evitar terrenos compactados e sujeitos a encharcamento, plantar batata-semente certificada, evitar irrigações frequentes, destruir os restos culturais logo após a colheita, fazer rotação de culturas de preferência com gramíneas. 7

8 SARNA-COMUM Descrição: É causada por um complexo de várias espécies da bactéria do gênero Streptomyces (especialmente S. scabies = S. scabiei), que é habitante do solo ou associada à batata-semente. Ataca somente os tubérculos, e por isso só é notada por ocasião da colheita. Não afeta a produtividade, mas compromete seriamente a qualidade principalmente da batata lavada. É favorecida por solos alcalinos e sujeitos a défice hídrico no início da tuberização. Sintomas: Podem ser bastante variáveis em formato e profundidade, dependendo da estirpe bacteriana, da cultivar, do momento da infecção e das condições de solo. O mais comum é aparecerem lesões superficiais corticosas, marrons e em forma de estrela (Figura 11). Maior perda de qualidade ocorre em caso de lesões tornarem-se profundas (sarna profunda) (Figura 12). Figura 11. Lesões superficiais em forma de estrela em tubérculos. (Foto: Carlos Alberto Lopes). Figura 12. Lesões profundas em tubérculos. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Controle: Não plantar em terreno infestado, plantar batata-semente certificada, evitar solos alcalinos, não aplicar excesso de calcário, evitar défice hídrico principalmente no início da 8

9 tuberização, evitar solos com matéria orgânica mal decomposta e fazer rotação de culturas com gramíneas. O controle químico tem eficácia relativa e não existem cultivares com alto grau de resistência. MURCHA-BACTERIANA Descrição: Também conhecida por murchadeira, é favorecida por temperatura e umidade altas. É causada por Ralstoniasolanacearum, bactéria presente nos solos de quase todo o país e que ataca muitas espécies de plantas, embora a raça 3 biovar 2 (R3Bv2) Filotipo I, predominante no sul e sudeste do Brasil, seja mais comum em batata. Tem tolerância zero na batata-semente. Ocorre com mais frequência em lavouras conduzidas sob alta temperatura e alta umidade. Sintomas: Aparecem em qualquer fase de crescimento, embora seja mais comum cerca de duas semanas após a amontoa. Pelo fato de colonizar o sistema vascular da planta (xilema), provoca murcha da planta (Figura 13) ao dificultar o fluxo de água das raízes para a parte aérea, sintoma que se manifesta inicialmente nas horas mais quentes do dia. A exsudação de pus bacteriano nos tubérculos (Figura 14) é típico da doença. O teste-do-copo em caules de plantas murchas é uma técnica útil para se diagnosticar esta doença. Figura 13. Sintomas de murcha em plantas de batata. (Foto: Carlos Alberto Lopes) 9

10 Figura 14. Exsudação de pus bacteriano em tubérculos. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Controle: Devem ser preventivas, pois é muito difícil eliminar a bactéria de solos contaminados. As medidas mais eficazes são usar batata-semente certificada, plantar em terrenos sem histórico da doença, cuidar para não usar água contaminada e evitar o trânsito de máquinas e veículos de campos contaminados para novas áreas de plantio. O controle químico é ineficaz e não existem cultivares resistentes à murcha-bacteriana. PODRIDÃO-MOLE E CANELA-PRETA Descrição: São causadas por várias espécies de Pectobacterium e Dickeya, antigamente classificadas como Erwinia spp. Representantes dos dois gêneros acima são encontrados com abundância em todos os solos brasileiros, podendo atacar diversas hospedeiras, principalmente as hortaliças que produzem órgãos suculentos, como cenoura, mandioquinha-salsa, repolho, couveflor e tomate. Aparecem com frequência em lavouras conduzidas no verão, pois são favorecidas por temperatura e umidade altas, tornando-se mais sérias na presença de ferimentos dos tecidos. Sintomas: As duas formas de manifestação da infecção pelas bactérias podem provocar perdas consideráveis pelo apodrecimento da batata-semente (antes e após o plantio), dabase das ramas (canela-preta) (Figura 15), e podridão-mole das ramas e dos tubérculos (Figura 16), estes no campo ou armazém. 10

11 Figura 15. Apodrecimento da batata-semente e da base das ramas (canela-preta). (Foto: Carlos Alberto Lopes) Figura 16. Podridão-mole do tubérculo. (Foto: Carlos Alberto Lopes) Controle: Devem ser evitados plantios que estarão sujeitos a alta temperatura e umidade, como ocorre no verão nas principais regiões produtoras no Brasil. Outras medidas essenciais são plantar batata-semente certificada, não irrigar em excesso e evitar ferimentos às plantas. Sabe-se que as cultivares variam em relação à severidade de sintomas para ambas as doenças, embora nenhuma cultivar seja considerada resistente. Para evitar as podridões em pós-colheita, é importante colher a batata em solo seco, proceder a secagem antes de embalar os tubérculos e armazenar o produto em local fresco e ventilado. 11

12 NEMATOIDE-DAS-GALHAS Descrição: É causada por várias espécies de nematoides do gênero Meloidogyne, sendo mais comuns no Brasil M. incognita,m. javanicae M. arenaria. Estas espécies são habitantes do solo e atacam as raízes de diversas hospedeiras de diferentes famílias botânicas, o que dificulta a rotação de culturas para controle da doença. Causam maiores prejuízos em cultivos de verão, pois temperaturas altas favorecem a multiplicação do patógeno. Sintomas:A infecção de raízes e tubérculos se dá por juvenil de 2º estádio (J2). Ao se alimentar nos tecidos das raízes da planta parasitada, durante o seu desenvolvimento até a fase adulta o nematoide induz hiperplasia e hipertrofia das células, formando as galhas. As protuberâncias nos tubérculos, também conhecidas como pipocas (Figura 17A-B), reduzem a produção bem comoa qualidade do produto na colheita. A B Figura 17 (A-B). Sintomas de pipoca em tubérculos de batata devido a infestação pelo nematoide-dasgalhas (Meloidogynespp.). (Fotos: Jadir B. Pinheiro) Controle: Plantar batata-semente certificada, pois o patógeno é disseminado por meio de tubérculos infectados; evitar a disseminação por meio de máquinas e implementos que transitam em lavouras contaminadas; fazer rotação de culturas com espécies não hospedeiras e evitar o plantio em áreas contaminadas, em especial em períodos mais quentes do ano; realizar alqueive com o revolvimento do solo, periodicamente, antes do plantio;fazer plantios de plantas antagonistas e de adubos verdes como as crotalarias. O controle químico só deve ser usado em último caso e sob a estrita orientação de um engenheiro agrônomo, face à alta toxicidade dos nematicidas ao meio ambiente. 12

13 NEMATOIDE DAS-LESÕES-RADICULARES Descrição: Várias espécies de Pratylenchus causam lesões em raízes e tubérculos, mas as mais importantes no Brasil são P. brachyurus e P. penetrans. Esse gênero de nematoides ataca várias hospedeiras, inclusive gramíneas, que são muito recomendadas para a rotação de culturas para o cultivo da batata. Sintomas: Embora também cause danos ao sistema radicular, prejudicando a absorção de águas e nutrientes pela planta, os sintomas são mais visíveis quando os tubérculos são atacados. Juvenis e/ou adultos do nematoide podem penetrar tanto nas raízes como em tubérculos por meio das lenticelas, que ficam escurecidas, dando ao tubérculo um aspecto de pintado (Figura18A-B) e desvalorizando-o comercialmente. A B Figura 18(A-B). Sintomas em tubérculos de batata devido à infestação pelo nematoide-daslesões-radiculares (Pratylenchus brachyurus). (Foto: Jadir B. Pinheiro) Controle: Plantar em áreas não infestadas, a partir de amostragem de solo e exame laboratorial que constate a ausência do patógeno; fazer rotação de culturas com espécies não hospedeiras; uso do alqueive com revolvimento do solo antes do plantio; de preferência plantar espécies que não sejam gramíneas; plantar espécies antagonistas e adubos verdes como as crotalarias; evitar plantios de verão em áreas suspeitas de infestação. O controle químico tem eficácia relativa e não existem cultivares resistentes. ENROLAMENTO DAS FOLHAS Descrição: É causado pelo vírus Potatoleafrollvirus(PLRV), que é transmitido por várias espécies de pulgões, sendo Myzuspersicae a principal. A relação vírus/vetor é do tipo persistente ou circulativa, em que o pulgão, tanto para adquirir o vírus como para transmiti-lo necessita de 13

14 períodos prolongados de alimentação na planta. Uma vez virulífero, o pulgão pode transmitir o vírus por toda sua vida.atualmente, o vírus éencontrado em baixa frequência no campo, entretanto, essa virose já foi a principal doença responsável pela degenerescência da batatasemente até a década passada. Aparentemente, essa redução de importância se deve ao maior uso de batata-semente certificada e ao efetivo controle do inseto vetor. Sintomas: A doença se manifesta de duas maneiras em plantas infectadas: 1. sintomas primários, que resultam da infecção da planta no campo durante o ciclo da cultura e caracterizam-se por apresentar enrolamento dos folíolos apicais, além de amarelecimento da base dos folíolos (Figura 19), e 2.sintomas secundários, que resultam do plantio de tubérculos infectados, em que as plantas ficam subdesenvolvidas e apresentam enrolamento das folhas basais (Figura20). Figura 19. Sintomas primários em plantas de batata causados pelo vírus do enrolamento da folha. (Foto: Antônio Carlos de Ávila) Figura 20. Sintomas secundários em plantas de batata causados pelo vírus do enrolamento da folha. (Foto: Antônio Carlos de Ávila) 14

15 Controle: Plantar batata-semente certificada; controlar a população de pulgões na lavoura e nos arredores; eliminar plantas nativas e soqueira de batata que possam abrigar o vírus e os vetores; plantar cultivares resistentes; eliminar plantas doentes (roguing) em caso de produção de batatasemente. MOSAICO Descrição: É causado por estirpes de Potato virus Y (PVY). Osubgrupo necrótico, denominado PVY NTN, que causa anéis necróticos nos tubérculos, é o que tem predominado no Brasil, nos últimos tempos, após a sua introdução no País em tubérculos de batata importados. O vírus é transmitido por várias espécies de pulgões, sendo Myzuspersicaea principal. A relação vírus/vetor é do tipo não persistente ou não circulativa, em que o pulgão adquireetransmite o vírus em poucos segundos, na chamada picada de prova. O mosaico tornou-se a virose de maior importância econômica para a cultura da batata no Brasil, sendo atualmente a principal causa da degenerescência da batata-semente. Sintomas: O principal sintoma é mosaico nas folhas mais novas (Figura 21), acompanhado ou não de nanismo da planta, este mais visível em infecções precoces.osubgrupo PVY NTN, além dos sintomas na parte aérea, causa anéis necróticos nos tubérculos (Figura 22), que desvalorizam o produto para o mercado. Figura 21. Sintomas de mosaico induzidos por Potato mosaic virus (PVY) em batata. (Foto: Antônio Carlos de Ávila) 15

16 Figura 22. Sintomas de anéis necróticos em tubérculos induzidos pela estirpe PVY ntn. (Foto: Antônio Carlos de Ávila) Controle: Plantar batata-semente certificada; fazer rotação de culturas com espécies não hospedeiras; eliminar plantas nativas e soqueira de batata que possam abrigar o vírus e os vetores; plantar cultivares resistentes; eliminar plantas doentes (roguing) em caso de produção de batata-semente. O controle químico do vetor na lavoura não é medida eficaz. VIRA-CABEÇA Descrição: É causado por espécies do gênero Tospovirustais como Tomato spotted wilt virus (TSWV), Groundnut ringspot virus (GRSV) e Tomato chlorotic spot virus (TCSV). Embora muito comum em tomateiro no Brasil, a doença vira-cabeça não é frequentemente detectada em lavouras de batata no País, entretanto, tem-se notado o aumento de sua frequência na cultura nos últimos anos. Os vírus são transmitidos por espécies de tripes, especialmente dos gêneros Frankliniella e Thrips. A transmissão é do tipo circulativa propagativa, em que o vírus é adquirido pelo inseto no estádio de segundo instar do inseto durante o processo de alimentação em planta infectada; o vírus circula no corpo do vetor, onde se multiplica. Sintomas: O principal sintoma é a redução do crescimento da planta e aparecimento demanchas necrótica nas folhas apicais e nas hastes, que podem ser confundidas com infecção de fungos fitopatogênicos(figuras 23A-B). Lesões necróticas nas folhas podem apresentar-se como anéis, que são característicos da doença. Sintomas podem também surgir em tubérculos de plantas infectadas, na forma de anéis necróticos, que desvalorizam o produto no mercado. 16

17 A B Figura 23(A-B). Sintomas induzidos por tospovírus em folhas (A, B) e haste (B) de plantas de batata. (Fotos: Mirtes F. Lima) Controle: Plantar batata-semente certificada; fazer rotação de culturas com espécies não hospedeiras dos vírus e dos vetores; eliminar plantas nativas e soqueira de batata que possam abrigar o vírus e os vetores; plantar cultivares resistentes; eliminar plantas doentes (roguing) em caso de produção de batata-semente; evitar o plantio de batata próxima a lavouras de tomate, pimentão, pimenta e alface. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALLEN, C.; PRIOR, P.; HAYWARD, A.C Bacterial wilt disease and the Ralstonia solanacearum complex. APS Press. St. Paul, MN. 510 p. BIGNELL, D.R.D; HUGUET-TAPIA, J.C.; JOSHI, M.V.; PETTIS, G.S.; LORIA, R What does it take to be a plant pathogen: genomic insights from Streptomycesspecies. Antonie van Leeuwenhoek. DOI /s CASTILLO, P.; VOVLAS, N. Pratylenchus (Nematoda: Pratylenchidae): Diagnosis, Biology, Pathogenicity and Management. Nematology Monographs and Perspectives vº 6, Brill, Leiden Boston, 529p FRANK, J.A. Rhizoctoniacanker (Black Scurf). In: HOOKER, W.J. (ed.) Compendium of potato diseases. St. Paul, APS, p KADO, C.I Macerative diseases and their pathogens. p in: Kado, C.I. Plant Bacteriology. APS Press. St. Paul, MN. 336 p. 17

18 LOENBENSTEIN, G.; BERGERM P.H.; VRUNT, A.A.; LAWSON, R.H. Virus and virus-like diseases of potatoes and production of seed potatoes. Kluwer Academic Publishers, The Netherlands. LOPES, C.A Murchadeira da batata. Publicação Técnica ABBA. Associação Brasileira da Batata. Itapetininga, SP. 66 p. NAZARENO, N.R.X.; JACCOUD FILHO, D.S. Doenças fúngicas. In: PEREIRA, A.S.; DANIELS, J. O Cultivo da Batata na Região Sul do Brasil. Pelotas, Embrapa Clima Temperado, p PINHEIRO, J.B.; LOPES, C.A. Manejo Integrado de nematoides em cultivos de batata. In: Laércio Zambolim. (Eds.). Produção Integrada da Batata. 1ª ed.viçosa - MG: Departamento de Fitopatologia - UFV,v.2, p RODRIGUES NETO, J.; DESTÉFANO, S.A.L.; SHIMOYAMA, N A sarna da batata causada por Streptomyces spp. Publicação Técnica ABBA. Associação Técnica da Batata. Itapetininga, SP. 32 p. RODRIGUES, T.T.M.S.; BERBEE, M.L.; SIMMONS, E.G.; CARDOSO, C.R.; REIS, A.; MAFFIA, L.A.; MIZUBUTI, E.S.G. First report of Alternaria tomatophyla and A. grandis causing early blight on tomato and potato in Brazil. New Disease Reports, 22:28, SINGH, R. P.; VALKONEN, J. P. T.; GRAY, S. M.; BOONHAM, N.; JONES, R. A. C.; KERLAN, C.; SCHUBERT, J. Discussion paper: The naming of Potato virus Y strains infecting potato. Archives of Virology, 153:1 13, SOUZA DIAS, J.A.C. DE; IAMAUTI, M.T. Doenças da batateira. In: Kimati, H.; AMORIM, L.; REZENDE, J.A.M.; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L.E.A. Manual de Fitopatologia Vol. 2 Doenças das plantas cultivadas. São Paulo, 4ed. Ceres, p STEVENSON, W.R.; LORIA, R.; GARY D. FRANC, G.D.; WEINGARTNER, D.P. Compendium of Potato Diseases.APS Press ed. 144p. TOTH, I.K.; van der WOLF, J.M.; SADDLER, G.; LOJKOWSKA, E.; HÉLIAS, V.; PIRHONEN, M.; TSROR, L.; ELPHINSTONE, J.G Dickeya species: an emerging problem for potato production in Europe. Plant Pathology, 60: WARREN, M.; KRÜGER, K.;SCHOEMAN, A.S. Potato virus Y (PVY) and Potato leafroll virus (PLRV): A South African perspective. University of Pretoria, South Africa p. 18

Cultivo do Açaizeiro para Produção de Frutos

Cultivo do Açaizeiro para Produção de Frutos ISSN 1517-211X Cultivo do Açaizeiro para Produção de Frutos 26 Introdução O açaizeiro (Euterpe oleracea Mart.), também conhecido por açaí, açaí-do-pará, açaí-dobaixo-amazonas, açaí-de-touceira, açaí-de-planta,

Leia mais

Como a Planta de Soja se Desenvolve

Como a Planta de Soja se Desenvolve Como a Planta de Soja se Desenvolve O crescimento e o desenvolvimento da soja são medidos pela quantidade de massa seca (matéria seca) acumulada na planta. Com exceção da água, a massa seca consiste em

Leia mais

MANEJO E UTILIZAÇÃO DA PALMA FORRAGEIRA (Opuntia e Nopalea) EM PERNAMBUCO

MANEJO E UTILIZAÇÃO DA PALMA FORRAGEIRA (Opuntia e Nopalea) EM PERNAMBUCO MANEJO E UTILIZAÇÃO DA PALMA FORRAGEIRA (Opuntia e Nopalea) EM PERNAMBUCO Recife, PE 2006 IPA. Documentos, 30 Publicação da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária - IPA Av. Gen. San Martin, 1371

Leia mais

Uva sem Semente. Cesar Hideki Mashima. Uva sem Semente. Colaboradores: Roberto D. Hirai Umberto Almeida Camargo

Uva sem Semente. Cesar Hideki Mashima. Uva sem Semente. Colaboradores: Roberto D. Hirai Umberto Almeida Camargo Cesar Hideki Mashima Colaboradores: Roberto D. Hirai Umberto Almeida Camargo Uva sem Semente Recife SEBRAE/PE 2000 (Digitalizado em 2004) Pág. 2 DIGITALIZAÇÃO SEBRAE-PE Rua Tabaiares, 360 Ilha do Retiro

Leia mais

Boas Práticas de Pós-colheita de Frutas e Hortaliças

Boas Práticas de Pós-colheita de Frutas e Hortaliças 1 Boas Práticas de Pós-colheita de Frutas e Hortaliças CENCI, S. A.. Boas Práticas de Pós-colheita de Frutas e Hortaliças na Agricultura Familiar. In: Fenelon do Nascimento Neto. (Org.). Recomendações

Leia mais

INFLUÊNCIA DE ÉPOCAS DE PODA E MÉTODOS DE POLINIZAÇÃO NA CULTURA DA PINHA (Annona squamosa L.) NO NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INFLUÊNCIA DE ÉPOCAS DE PODA E MÉTODOS DE POLINIZAÇÃO NA CULTURA DA PINHA (Annona squamosa L.) NO NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INFLUÊNCIA DE ÉPOCAS DE PODA E MÉTODOS DE POLINIZAÇÃO NA CULTURA DA PINHA (Annona squamosa L.) NO NORTE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ABDON SANTOS NOGUEIRA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY

Leia mais

DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum.

DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum. DOENÇAS DO CUPUAÇUZEIRO (Theobroma grandiflorum Willd. Spend.) Schum. Maria Geralda de Souza; Olívia Cordeiro de Almeida; Aparecida das Graças Claret de Souza Embrapa Amazônia Ocidental, Rodovia AM-010,

Leia mais

O TESTE DE TETRAZÓLIO EM SEMENTES DE SOJA. José B. França Neto, Francisco Carlos Krzyzanowski, Nilton Pereira da Costa

O TESTE DE TETRAZÓLIO EM SEMENTES DE SOJA. José B. França Neto, Francisco Carlos Krzyzanowski, Nilton Pereira da Costa O TESTE DE TETRAZÓLIO EM SEMENTES DE SOJA José B. França Neto, Francisco Carlos Krzyzanowski, Nilton Pereira da Costa EMBRAPA-CNPSo. Documentos, 116. ISSN: 0101-5494 comitê de publicações CLARA BEATRIZ

Leia mais

Boas Práticas Agrícolas para Produção de Alimentos Seguros no Campo. Cuidados até a Colheita. Série Qualidade e Segurança dos Alimentos

Boas Práticas Agrícolas para Produção de Alimentos Seguros no Campo. Cuidados até a Colheita. Série Qualidade e Segurança dos Alimentos Boas Práticas Agrícolas para Produção de Alimentos Seguros no Campo Cuidados até a Colheita Série Qualidade e Segurança dos Alimentos CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI CONSELHO NACIONAL DO SENAI

Leia mais

DANIEL AUGUSTO SCHURT. POTENCIAL DO ISOTILCIANATO DE ALILO NO CONTROLE DE Sclerotium rolfsii e Sclerotinia sclerotiorum

DANIEL AUGUSTO SCHURT. POTENCIAL DO ISOTILCIANATO DE ALILO NO CONTROLE DE Sclerotium rolfsii e Sclerotinia sclerotiorum DANIEL AUGUSTO SCHURT POTENCIAL DO ISOTILCIANATO DE ALILO NO CONTROLE DE Sclerotium rolfsii e Sclerotinia sclerotiorum Tese apresentada à Universidade Federal de Viçosa, como parte das exigências do Programa

Leia mais

Nos sistemas de cultivo protegido, especialmente em se tratando de hidroponia, a disponibilidade de nutrientes na solução de maneira balanceada

Nos sistemas de cultivo protegido, especialmente em se tratando de hidroponia, a disponibilidade de nutrientes na solução de maneira balanceada 1. INTRODUÇÃO O consumo de hortaliças tem aumentado não só pelo crescente aumento da população, mas também pela tendência de mudança no hábito alimentar do consumidor, tornando-se inevitável o aumento

Leia mais

CATÁLOGO BRASILEIRO DE HORTALIÇAS

CATÁLOGO BRASILEIRO DE HORTALIÇAS CATÁLOGO BRASILEIRO DE HORTALIÇAS Saiba como plantar e aproveitar 50 das espécies mais comercializadas no País Expediente institucional Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)

Leia mais

PAULO RENATO GIESELER USO DE FERTILIZANTE CORRETIVO NA LINHA DE SEMEADURA E A LANÇO NA CULTURA DA SOJA

PAULO RENATO GIESELER USO DE FERTILIZANTE CORRETIVO NA LINHA DE SEMEADURA E A LANÇO NA CULTURA DA SOJA PAULO RENATO GIESELER USO DE FERTILIZANTE CORRETIVO NA LINHA DE SEMEADURA E A LANÇO NA CULTURA DA SOJA Ijuí - RS Junho - 2013 1 PAULO RENATO GIESELER USO DE FERTILIZANTE CORRETIVO NA LINHA DE SEMEADURA

Leia mais

Podridão radicular de fitóftora em soja

Podridão radicular de fitóftora em soja Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento IN 1518-6512 Dezembro, 2007 79 Podridão radicular de fitóftora em soja Foto: Leila Maria Costamilan Leila Maria Costamilan 1, Paulo Fernando Bertagnolli

Leia mais

Osetor florestal brasileiro, constituído principalmente

Osetor florestal brasileiro, constituído principalmente ARQUIVO DO AGRÔNOMO - Nº 12 SEJA O DOUTOR DO SEU EUCALIPTO Ronaldo Luiz Vaz de Arruda Silveira 1 Edson Namita Higashi 2 Fábio Sgarbi 3 Marta Regina Almeida Muniz 4 1. INTRODUÇÃO Osetor florestal brasileiro,

Leia mais

Plantio Preparo do terreno

Plantio Preparo do terreno O eucalipto é uma planta originária da Austrália, onde existem mais de 600 espécies. A partir do início deste século, o eucalipto teve seu plantio intensificado no Brasil, sendo usado durante algum tempo

Leia mais

SISTEMAS DE SEMEADURA E MANEJO DO SOLO NO DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DA SOJA

SISTEMAS DE SEMEADURA E MANEJO DO SOLO NO DESENVOLVIMENTO DA CULTURA DA SOJA 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola SISTEMAS DE SEMEADURA E MANEJO DO SOLO NO DESENVOLVIMENTO DA CULTURA

Leia mais

Mancha bacteriana marrom Tobacco ringspot virus Bean pod mottle virus Southern bean mosaic virus. Rafael Moreira Soares - Fitopatologista

Mancha bacteriana marrom Tobacco ringspot virus Bean pod mottle virus Southern bean mosaic virus. Rafael Moreira Soares - Fitopatologista Mancha bacteriana marrom Tobacco ringspot virus Bean pod mottle virus Southern bean mosaic virus Rafael Moreira Soares - Fitopatologista Mancha bacteriana marrom Nova doença da soja no Brasil Mancha bacteriana

Leia mais

estauração LUME I - Iniciação VO Higiene e Segurança Alimentar na R Paulo Baptista / Mário Linhares Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, S.A.

estauração LUME I - Iniciação VO Higiene e Segurança Alimentar na R Paulo Baptista / Mário Linhares Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, S.A. Higiene e Segurança Alimentar na Restauração VOLUME I - Iniciação Paulo Baptista / Mário Linhares Forvisão - Consultoria em Formação Integrada, S.A. ficha técnica Título Higiene e Segurança Alimentar na

Leia mais

Correção do Solo e Adubação no Sistema de Plantio Direto nos Cerrados

Correção do Solo e Adubação no Sistema de Plantio Direto nos Cerrados O R D E M E P R O G R E S S O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ISSN 1517-2627 Junho, 200346 Correção do Solo e Adubação no Sistema de Plantio Direto nos Cerrados International Potash

Leia mais

UNIDADE VIII DESENVOLVIMENTO (CRESCIMENTO, DIFERENCIAÇÃO E MORFOGÊNESE)

UNIDADE VIII DESENVOLVIMENTO (CRESCIMENTO, DIFERENCIAÇÃO E MORFOGÊNESE) UNIDADE VIII DESENVOLVIMENTO (CRESCIMENTO, DIFERENCIAÇÃO E MORFOGÊNESE) CRESCIMENTO, DIFERENCIAÇÃO E MORFOGÊNESE. 1. INTRODUÇÃO O desenvolvimento de uma planta requer uma seqüência de eventos que deve

Leia mais

AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE Cynodon NOS PERÍODOS SECO E CHUVOSO, NA REGIÃO NORTE DO PIAUÍ. GYNNA SILVA AZAR Engenheira Agrônoma

AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE Cynodon NOS PERÍODOS SECO E CHUVOSO, NA REGIÃO NORTE DO PIAUÍ. GYNNA SILVA AZAR Engenheira Agrônoma AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE Cynodon NOS PERÍODOS SECO E CHUVOSO, NA REGIÃO NORTE DO PIAUÍ GYNNA SILVA AZAR Engenheira Agrônoma Dissertação apresentada ao Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal

Leia mais

O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE FORRAGEM EM PASTAGENS. O uso de pastagens como principal fonte de alimento para ruminantes é

O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE FORRAGEM EM PASTAGENS. O uso de pastagens como principal fonte de alimento para ruminantes é O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE FORRAGEM EM PASTAGENS Carlos Guilherme Silveira Pedreira Alexandre Carneiro Leão de Mello Lyssa Otani 1 INTRODUÇÃO O uso de pastagens como principal fonte de alimento para ruminantes

Leia mais

Simulado COC Enem 2009 Ciências Naturais e suas Tecnologias

Simulado COC Enem 2009 Ciências Naturais e suas Tecnologias Simulado COC Enem 2009 Ciências Naturais e suas Tecnologias 01. Questão anulada 02. O italiano Bartolomeo Cristofori criou a primeira versão do piano em 1709. O piano é um instrumento musical de corda

Leia mais

Programa Conjunto da FAO/OMS sobre Normas Alimentares COMISSÃO DO CODEX ALIMENTARIUS. Codex Alimentarius. Higiene dos Alimentos.

Programa Conjunto da FAO/OMS sobre Normas Alimentares COMISSÃO DO CODEX ALIMENTARIUS. Codex Alimentarius. Higiene dos Alimentos. Programa Conjunto da FAO/OMS sobre Normas Alimentares COMISSÃO DO CODEX ALIMENTARIUS Codex Alimentarius Higiene dos Alimentos Textos Básicos Prefácio COMISSÃO DO CODEX ALIMENTARIUS E PROGRAMA CONJUNTO

Leia mais

ACOPLANDO UM MODELO DE DOENÇAS AO MODELO CROPGRO-SOYBEAN: FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA

ACOPLANDO UM MODELO DE DOENÇAS AO MODELO CROPGRO-SOYBEAN: FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA ACOPLANDO UM MODELO DE DOENÇAS AO MODELO CROPGRO-SOYBEAN: FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA JOÃO EDUARDO PEDRINI Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Agronomia da Faculdade de Agronomia e Medicina

Leia mais