EFEITO INDIVIDUAL DE FERTILIDADE DE TOUROS DA RAÇA HOLANDESA

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1 EFEITO INDIVIDUAL DE FERTILIDADE DE TOUROS DA RAÇA HOLANDESA ZANATTA, Guilherme Machado 1 ; SCHEEREN, Verônica Flores da Cunha 2 ; ARAUJO, Laurence Boligon de 3; PESSOA, Gilson Antônio 4 ; RUBIN, Mara I.B 5. Palavras-Chave: Inseminação artificial. Fertilidade. Touros. Introdução O desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias aplicadas à reprodução animal contribuem expressivamente para o melhoramento animal. Dentre estas tecnologias, a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) tornou-se uma das principais biotecnologias, devido à utilização de touros provados em larga escala. Para isto, faz-se necessário a utilização de sêmen congelado, de diversos reprodutores e diversas partidas, podendo haver diferenças em termo de fertilidade (RIGO et al., 2013). Os fatores que afetam a produção de sêmen são bastante considerados na indústria de inseminação artificial. Além dos fatores genéticos, nutrição, estresse, temperatura ambiental e tempo de luz do dia, têm influência sobre a qualidade do sêmen (SNOJ et al., 2013). Também deve ser considerada a forma como é armazenado o sêmen em botijões nas fazendas (PESSOA et al., 2014). A fertilidade de um touro geralmente é mais importante do que de uma vaca, pois um touro pode servir a centenas de milhares de fêmeas através da inseminação artificial, e também, no caso de subfertilidade, atrasar a concepção e aumentar o intervalo entre partos (KASTELIC, 2013). Algumas estratégias para evitar baixos resultados nos programas de inseminação artificial decorrentes da variação individual entre touros podem ser adotadas: dar preferência para sêmens oriundos de centrais especializadas; realizar análise laboratorial do sêmen por partida; utilizar touros com histórico de alta fertilidade (RIGO et al., 2013). O objetivo deste estudo retrospectivo foi verificar a taxa de concepção de diferentes touros da raça holandesa utilizados num mesmo rebanho. 1 Acadêmico em Medicina Veterinária, Centro de Ciências Rurais (CCR) Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 2 Acadêmica em Medicina Veterinária, CCR, UFSM. 3 Acadêmico em Medicina Veterinária, CCR, UFSM. 4 MV,MS. Professor Substituto, Departamento de Clinica de Grandes Animais/CCR, UFSM. 5 MV,MSc,Dr. Professora Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária, DCGA/CCR/UFSM. e em Ciência Animal:Equinos/UFRGS.

2 Metodologia Foram avaliadas 1155 inseminações artificiais (IA) (n = 47 touros) e 161 montas natural (MN) (n = 7 touros), em um rebanho leiteiro com 100 vacas em lactação durante nove anos ( ) localizada no município de Júlio de Castilhos, RS. A aquisição de sêmen era de três empresas do ramo e as inseminações sempre foram conduzidas pelo mesmo inseminador. Os dados foram submetidos a análise de variância através de PROCGLIMIX, observando-se interação do tempo, estação, primíparas e multíparas. Foram excluídas da análise as inseminações realizadas em vacas com mais de quatro retornos. Resultados e Discussões A média de IA por touro foi de 24,57 ± 4,85. Já a média de MN por touro de repasse foi 23,0 ± 12,7. As taxas de concepção para IA e MN foram similares, 39,1 % e 36 % (P = 0.08), respectivamente. Também não foi observada diferença significativa na taxa de concepção entre os touros utilizados para repasse (P = 0.06). No entanto, observamos diferença nos touros utilizados para inseminação artificial, onde somente 17 dos 47 touros tiveram taxa de concepção acima de 40%. Para melhor visualizar este efeito, analisamos somente 22 touros que possuíam mais de 15 inseminações no período, totalizando 910 IA. A média foi de 45,5 ± 8,3 inseminações por touro. Nesta análise observou-se percentual médio de concepção de 29,3 % e uma taxa de retorno de 70,7 %. Sendo que somente quatro touros tiveram taxa de superior a 40% (P = ). Os demais variaram de 0% a 40% (Tabela 1). Neste estudo verificamos que a taxa de concepção em rebanhos leiteiros pode ser influenciada também pela fertilidade dos touros. Sendo assim somente 18% (n = 4) dos touros utilizados para inseminação artificial obtiveram taxa de concepção superior a 40%. Já 50% dos touros (n = 11) apresentaram este índice inferior à taxa mundial de concepção para rebanhos leiteiros que é de 30%. O ambiente em que o reprodutor está durante o período de coleta e congelamento de sêmen é bastante relevante na qualidade do mesmo (SNOJ et al., 2013). Os mesmos autores, analisando dados de cerca de 30 anos, verificaram que a estação do ano afeta no volume e concentração do sêmen. Em geral, as raças incluídas no estudo apresentaram seus volumes de ejaculação mais baixos durante o inverno (SNOJ et al., 2013). A concentração e o volume de

3 ejaculado foram maiores em durante o verão e menores durante o inverno, confirmando os estudos de STALHAMMAR et al. (1989) e VAN OS et al. (1997), que também relataram maior produção de sêmen durante o verão. Apesar de apresentar baixa contaminação durante sua produção, o nitrogênio líquido pode tornar-se eficaz a criopreservação de microorganismos durante seu armazenamento e distribuição. (GROUT & MORRIS, 2009). No processo de armazenamento do sêmen em botijões de nitrogênio liquido podem ocorrer transmissão de infecções devido a fatores ambientais, quebras e esvaziamento de palhetas contaminadas. Portanto, botijões de armazenamento de sêmen contaminados representam um grande risco para a produção de embriões (PESSOA et al., 2014). Conforme SOZÁNSKA et al. (2005) uma das características mais importantes associadas ao potencial de fertilização de um amostra seminal é a movimentação desempenhada pelos espermatozóides, já que apenas os espermatozóides viáveis são capazes de interagir com o oócito (WALTERS et al., 2004). CRESPILHO (2007) afirma que as principais pesquisas desenvolvidas nos últimos 20 anos utilizam técnicas computadorizadas, as quais avaliam a movimentação espermática, análise da integridade dos diferentes compartimentos do gameta, além de testes de incubação e separação espermática. Contudo, PAPA et al. (2008) afirmam que se dá preferência por técnicas de separação baseadas na própria capacidade de migração espermática, avaliando-se assim a qualidade das amostras seminais. Conclusão O efeito individual de touros tem grande influencia na fertilização de vacas leiteiras. Com isso, a genética do touro, suas características anatômicas e fisiológicas, a época do ano em que é coletado, a nutrição, o ambiente, entre outros fatores, são fundamentais para que a dose de sêmen congelada possua adequada fertilidade na hora da inseminação. A busca por protocolos que resultem satisfatórias taxas de prenhez, de nada adianta se não for utilizado sêmen de boa fertilidade.

4 Tabela 1: Número de inseminações artificiais, percentual de retorno e taxa de concepção de 22 touros da raça holandesa durante o período de 2006 a Reprodutor Número de IA (n) Retorno (%) Concepção (%) A 15 46,7 53,3 B 28 53,6 46,4 C 29 55,2 44,8 D 27 59,3 40,7 E 15 60,0 40,0 F 18 61,6 38,4 G 50 62,0 38,0 H 51 62,7 37,3 I ,4 34,6 J ,7 33,3 K ,9 33,1 L 31 71,0 29,0 M 15 71,4 28,6 N 45 73,3 26,7 O 20 75,0 25,0 P 48 77,1 22,9 Q 91 78,0 22,0 R 17 82,4 17,6 S 25 84,0 16,0 T 45 86,7 13,3 U 30 96,7 3,3 V Média ± SE 45,5 ± ,7 ± ,3 ± 2.89 Referências CRESPILHO, A.M. Efeito do meio diluidor e da dose inseminante sobre a congelabilidade e fertilidade do sêmen bovino utilizado em programas de inseminação artificial em tempo-fixo (IATF) f. Dissertação (Mestrado, Área de Concentração: Reprodução Animal) Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Botucatu. GROUT & MORRIS, Contaminated liquid nitrogen vapour as a risk factor in pathogen transfer. Theriogenology, v. 71, p , 2009 KASTELIC, J.P. Male involvement in fertility and factors affecting sêmen quality in bulls. Animal Frontiers, v.3, n. 3, PAPA, F.O. et al. Viabilidade espermática pós-descongelação de sêmen bovino criopreservados com meio diluente glicina-gema em quatro diferentes tempos de estabilização. Revista Brasileira de Reprodução Animal, v. 24, n.1, p.39-44, 2000.

5 PESSOA, G.A. et al., Decontamination of natturally contaminated liquid nitrogen storage tanks. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 43, p , RIGO, A.G. et al., Effect of Bull in vitro embryo production of Holstein cows with sexed or convencional semen, XXVII Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões, v. 10, p. 496, SNOJ, T. et al. Effects of season, age, and breed on sêmen characteristics in different Bos taurus breeds in a 31-year retrospective study. Theriogenology, v.79, p , SOZÁNSKA, A. et al. Simple optical method of qualitative assessment of sperm motility: preliminary results. AAEP Proceedings, v.59, p , STALHAMMAR, E.M. et al. Genetics studies on fertility in A.I. bulls. I. Age season and genetic effects on sêmen characteristics in young bulls. Animal Reproduction Science, v. 19, p. 1-17, VAN OS, J.L. et al. Long-term trends in sperm counts of dairy bull. Journal of Andrology, v. 18, p , WALTERS, A.H. et al. Sperm morphology and preparation method affect bovine embryonic development. Jounal of Andrology, v.25, n.4, p , 2004.

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