A importância de preservar os remanescentes da vegetação de campos cerrados na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira

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1 A importância de preservar os remanescentes da vegetação de campos cerrados na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira A Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, sede da Universidade de São Paulo (USP) conserva ainda uma relíquia histórica e ambiental na cidade de São Paulo. No seu ponto mais alto, em volta da caixa de água, situada entre o Instituto de Biociências e o Instituto de Ciências Biomédicas, sobrevivem significativos remanescentes da vegetação de campos cerrados, uma fitofisionomia nativa praticamente desaparecida da metrópole. A literatura e iconografia registram desde o século XVI a importância dos campos cerrados na paisagem paulistana:...em Piratininga, que fica no interior das terras, a 30 milhas do mar, e é ornada de campos espaçosos e abertos... Pe. Joseph de Anchieta Piratininga... é terra de grandes campos... e campinas... que é formosura de ver. Pe. Fernão Cardim Essas formações foram tão comuns na incipiente São Paulo a ponto de nomeá-la Campos de Piratininga. E as plantas nativas dessa vegetação batizaram também localidades, como o atual cemitério do Araçá (antigo caminho do Araçá no século XVIII e XIX), referente a antiga abundância de araçá-do-campo (Psidium guineense) e o juqueri (Mimosa sp.) que nomeou uma região próxima. Anchieta, fundador da cidade, fazia alpargatas a partir de vegetais dos campos como a língua-de-tucano (Eryngium horridum): As alpargatas eram feitas de certos cardos ou caragoatás bravos que os jesuítas traziam dos campos e lançavam na água por 15 ou 20 dias até que apodreciam. Tiravam depois estirgas grandes como linho... e delas faziam as ditas alpargatas. (1554). Bairros como o Ipiranga, Santana, Aeroporto, Campo Belo, Vila Mariana, Jardins e Butantã eram algumas das áreas onde essa vegetação ocorria. Botânicos como Alfred Usteri (1911) e Aylthon Joly (1950) estudaram esses campos. Este último fez sua pesquisa de doutorado no terreno da futura Cidade Universitária da USP, intitulado Estudo fitogeográfico dos campos do Butantã. Com a urbanização intensa do último século os campos cerrados foram os primeiros a serem ocupados e destruídos, tanto pela facilidade

2 de remoção quanto pela aparente pouca beleza em comparação a pujante Floresta Atlântica. De uma vegetação que já dominou a região de São Paulo, quase nada sobrou no século XXI. Restaram na cidade somente duas pequenas áreas próximas a Reserva Alfred Usteri (preservada no começo deste ano), no Jaguaré, e o terreno de entorno da caixa de água da Cidade Universitária da USP no Butantã, ainda desprotegido pela legislação e vulnerável. Ambas as áreas estão distante por apenas alguns quilômetros em linha reta, e podem no futuro formar corredor ecológico fortalecendo as reservas. Língua-de-tucano, araçá-do-campo, murici, juqueri, pau-santo, ipê amarelo do cerrado e guabiroba são exemplos das espécies que ainda existem na área da Universidade. Formam populações detentoras de genética resultante da interação milenar com as condições de clima, solo e fauna paulistana, e representam os poucos sobreviventes de uma comunidade que já cobriu o terreno original da metrópole. Com o avanço da área urbanizada, os fatores que contribuíam para a perpetuação dos campos cerrados desapareceram, o que intensificou as ameaças para a sustentabilidade natural da vegetação. Vários são os problemas atuais: invasão de espécies vegetais de outras formações, substituição da vegetação nativa, sombreamento excessivo, pequena extensão protegida, desconectividade entre fragmentos e perda de biodiversidade e genética. Se os campos cerrados remanescentes no entorno da caixa de água na USP desaparecerem, perderemos para sempre a genética nativa desses exemplares, e não menos importante, parte da história e biodiversidade paulistana. Também eliminará a possibilidade de reproduzirmos essas plantas e propagá-las em outras áreas verdes na cidade de São Paulo. Entretanto, com a criação de uma reserva no local, a USP ganhará um museu vivo de grande visibilidade e importância, uma área para educação ambiental, pesquisa e referência em São Paulo, que agregará valor a Universidade e será exemplo de sustentabilidade. Um patrimônio de valor inestimável para essa e as futuras gerações. São Paulo, 21 de outubro de Ricardo Henrique Cardim Mestrando Lab. Anatomia Vegetal IB-USP

3 Ilustrações Campos cerrados na região do Ipiranga e Cambuci em 1814, por Miguel Dutra. Campos cerrados na região de Santana, por Usteri em Campos cerrados no terreno original da Cidade Universitária da USP nos anos 1940, por Joly.

4 Vistas dos campos cerrados remanescentes no entorno da caixa de água Distância entre os dois únicos fragmentos de campos cerrados na cidade de São Paulo Google Earth.

5 Algumas espécies presentes no remanescente na Cidade Universitária - USP Língua-de-tucano (Eryngium horridum) em três tempos na cidade de São Paulo da esquerda para a direita região de Santana 1911, futura Cidade Universitária USP em 1948 e Cidade Universitária USP Araçá-do-campo Psidium guineens. Ipê-amarelo-docerrado Handroanthus ochraceus Murici-docampo Byrsonima intermedia Orelha-de-onçado-cerrado Miconia sp. juqueri Mimosa sp. guabiroba Campomanesia sp. orquídea terrestre Oeceoclades maculata capim barba-debode Aristida sp. caroba-do-campo Jacaranda caroba

6 Ameaças a sustentabilidade do fragmento USP lixo e entulho espalhados entre a vegetação. invasão agressiva de espécies exóticas como Agave sp. língua-de-tucano cortada por facão. planta exótica competindo com a língua-de-tucano. língua-de-tucano definhando por excesso de sombra causada por invasoras. murici cortado por facão para abertura de trilhas capim barba-de-bode desaparecendo devido a sombra de invasoras. araçá-do-campo desaparecendo devido a sombra de invasoras murici desaparecendo devido a sombra de invasoras

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