CAPÍTULO 01 - CARTOGRAFIA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CAPÍTULO 01 - CARTOGRAFIA"

Transcrição

1 CAPÍTULO 01 - CARTOGRAFIA 1- ORIENTAÇÃO Orientar-se no espaço terrestre, do ponto de vista geográfico e astronômico, sempre foi uma das preocupações básicas do ser humano. Nos primórdios da humanidade, justificava-se pela necessidade de localização de alimento e abrigo. Com o passar do tempo, veio à necessidade de traçar rotas comerciais, rotas de navegação, evoluções no campo de batalha, localização de recursos no subsolo, etc. E, cada vez mais, as necessidades iam se multiplicando. É por isso que, desde o homem paleolítico, passando, pelos egípcios, babilônicos, chineses, gregos, árabes, pelos navegadores europeus, até a época atual, marcada pela existência de grandes grupos econômicos e poderosos Estados, a localização dos fenômenos geográficos sempre foi, muito mais que uma curiosidade, uma verdadeira necessidade. Os povos antigos se orientavam pelos astros, sol, lua, estrelas, rios, lagos, montanhas, etc. e sabiam que os astros nascem no leste e se põe no oeste. Depois de vários anos, passou-se a utilizar a bússola (baseia no magnetismo terrestre) como um instrumento de orientação e recentemente ao GPS (Sistema de Posicionamento Global). ROSA DOS VENTOS Pontos Cardeais: Pontos colaterais: Pontos subcolaterais: 2- MOVIMENTOS DA TERRA Não se sabe exatamente quando o homem descobriu que a Terra é redonda. Filósofos gregos chegaram a essa conclusão a partir de observações astronômicas. O desaparecimento progressivo das embarcações no mar, em um horizonte uniformemente circular, também fornecia argumentos aos defensores da idéia. Esse fato, tão familiar nos dias de hoje, é o responsável pela existência das diferentes zonas climáticas em nosso planeta (polares, temperadas e tropicais), segundo uma lógica fácil de ser compreendida: quanto mais nos afastamos do Equador, maior a inclinação com que os raios solares incidem na superfície terrestre e maior, portanto, a área aquecida pela mesma quantidade de energia, o que torna as temperaturas mais baixas. A Terra possui muitos movimentos. Os mais importantes são a rotação e a translação. Rotação é o movimento que a Terra faz girando em torno de si mesma, tendo no centro um eixo imaginário que atravessa de um pólo a outro. Este movimento no sentido oeste-leste tem duração dos dias e das noites, exceto nas regiões polares. Movimento de translação é o movimento que a Terra executa em torno do Sol em, aproximadamente, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 48 segundos. A trajetória que a Terra descreve em torno do Sol chama-se órbita.

2 O eixo da Terra é inclinado em em relação ao plano de órbita (obliqüidade da eclíptica), o que faz com que o pólo norte, numa fase do ano, mantenha-se inclinado para o Sol e na outra, em direção contrária a ele, provocando as estações do ano. O fenômeno do sol da meia-noite ocorre apenas nas regiões polares à sucessão dos dias e das noites depende das estações do ano e da translação e não da rotação (nula ou quase nula). SOLSTÍCIOS EQUINÓCIOS DADOS SOBRE AS ESTAÇÕES DO ANO A luz solar é perpendicular a um dos trópicos (dias e noites com durações diferentes). 21/12- verão no hemisfério sul e inverno no hemisfério norte. 21/06- inverno no hemisfério sul e verão no hemisfério norte. A luz solar é perpendicular ao equador (dias e noites com duração iguais). 21/03- outono no hemisfério sul e primavera no hemisfério norte. 23/09- primavera no hemisfério sul e outono no hemisfério norte. Site interessante:

3 3- CURVAS DE NÍVEL As curvas de nível ou isoípsas são linhas que no mapa unem pontos de mesma altitude. A distância entre as curvas de nível, no traçado geral, indica-nos o grau de declividade que será: suave (quando as curvas de nível das cotas usadas estiverem distantes entre si) ou acentuada (quando as curvas de nível estiverem muito próximas umas das outras). Através das curvas de níveis, também podemos traçar o perfil de relevo. Obs: Isotermas Mesma temperatura Isóbaras Mesma pressão Isoalinas Mesma salinidade Isoípsas Mesma altura isóbatas Mesma profundidade isoietas Mesma precipitação isóclinas Mesma declividade magnética 4- PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS A necessidade de se orientar na superfície do planeta levou os homens, ao longo da história, a elaborar vários tipos de mapas, desde as rústicas, representações babilônicas até as mais modernas, feitas a partir de coleta de informações obtidas por sensoriamento remoto e processadas pela informática. Nele são usados signos convencionais, próprios da cartografia. Mas, por mais perfeito e detalhado que seja um mapa, ele sempre será uma representação da realidade, nunca a própria. Diante da complexidade da realidade, algumas informações sempre são priorizadas em detrimento de outras. Seria impossível representar todos os fenômenos físicos, econômicos, humanos e políticos em um único mapa. Por isso, além dos mapas topográficos, há os mapas temáticos, nos quais se selecionam temas que interessam ao usuário, entre as infinitas possibilidades de representação. É importante lembrar que uma projeção cartográfica nada mais é do que o resultado de um conjunto de operações que permite colocar no plano, fenômenos inscritos numa esfera ou, no caso da Terra, num geóide, que é a forma específica do nosso planeta. As projeções cartográficas, podem ser classificadas em três categorias principais, dependendo da figura geométrica empregada em sua construção: cilíndrica, cônica ou plana (azimutal). As propriedades das projeções são: Conformes (mantém as formas originais), Equivalentes (mantém as áreas originais), Eqüidistantes (mantém as distâncias originais) e Afiláticas.

4 Projeção Cilíndrica de Mercator Esta representação é obtida com a projeção da superfície terrestre, com os paralelos e os meridianos, sobre um cilindro em que o mapa será desenhado. Ao ser desenrolado, apresentará sobre uma superfície plana todas as informações que para ele foram transferidas. Nem todas as projeções cilíndricas são iguais. A projeção cilíndrica conforme conserva a forma dos continentes, direções e ângulos, mas altera a proporção das superfícies, como é o caso da primeira projeção elaborada por Mercator. Gerard Mercator ( ) desenvolveu seu trabalho, durante as grandes navegações do século XIV. Do continente europeu partiram navios para a África, América e Ásia. A projeção é a mais apropriada à navegação marítima e mostra uma visão eurocêntrica do mundo. Projeção Cilíndrica de Peters A projeção equivalente preserva o tamanho real da superfície representada, mas não mantém as formas, direções e ângulos, como é o caso da projeção de Peters. O mapa-múndi de Peters valoriza os países subdesenvolvidos, colocando-os em destaque ao representá-los com os seus tamanhos proporcionais. Ele projeta em linguagem cartográfica a idéia de igualdade entre as nações. O cartógrafo alemão Arno Peters ( ) considerava que os mapas eram uma das manifestações simbólicas da submissão dos países do Terceiro Mundo. Peters combateu a imagem de superioridade dos países do Norte representada nos planisférios derivados da projeção de Mercator. Seu pressuposto de que todos os países deveriam ser retratados no mapa-múndi de forma fiel a sua área, dá destaque os países subdesenvolvidos. Projeção Cilíndrica de Robinson Com o objetivo de aperfeiçoar as características da projeção de Mercator nas superfícies das regiões de alta latitude, Arthur H. Robinson criou a sua projeção, em Com Robinson, os meridianos são colocados em linhas curvas, em forma de elipses que se aproximam quanto mais se afastam da linha do Equador. É a projeção mais usada nos atlas atuais.

5 Projeção Cilíndrica de Mollweide É um tipo de representação cartográfica elaborada em 1805 pelo cartógrafo alemão Karl Mollweide, e foi criada para corrigir as diversas distorções da projeção de Mercator. Nesta projeção os paralelos são linhas retas e os meridianos, linhas curvas. A área é proporcional à da esfera terrestre, tendo forma elíptica e achatamento dos pólos norte e sul. As zonas centrais apresentam grande exatidão, tanto em área como em configuração, mas as extremidades ainda apresentam algumas distorções. Na maioria dos Atlas atuais os mapas-múndi seguem a projeção de Mollweide. Projeção Cônica Um cone imaginário em contato com a esfera é a base para a elaboração do mapa. Os meridianos formam uma rede de linhas retas convergentes nos pólos e os paralelos formam círculos concêntricos. Essa projeção é utilizada para representar partes da superfície terrestre, como o trecho de um continente. Na projeção cônica, as distorções próximas ao paralelo de contato com o cone são pequenas e aumentam à medida que as superfícies representadas se distanciam desse paralelo.

6 Projeção plana ou azimutal O mapa numa projeção azimutal é construído sobre um plano tangente a um ponto qualquer da esfera terrestre. Este ponto ocupa sempre o centro do mapa. A projeção azimutal é usada, em geral, para representar as regiões polares e suas proximidades e para localizar um país na posição central, tornando possível o cálculo de sua distância em relação a qualquer ponto da superfície terrestre. O emblema da ONU é uma projeção azimutal. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO: 01)(SIMULAÇÃO ENEM/2009) O desenho do artista uruguaio Joaquín Torres-García trabalha com uma representação diferente da usual da América Latina. Em artigo publicado em 1941, em que apresenta a imagem e trata do assunto, Joaquín afirma: Quem e com que interesse dita o que é o norte e o sul? Defendo a chamada Escola do Sul por que na realidade, nosso norte é o Sul. Não deve haver norte, senão em oposição ao nosso sul. Por isso colocamos o mapa ao revés, desde já, e então teremos a justa ideia de nossa posição, e não como querem no resto do mundo. A ponta da América assinala insistentemente o sul, nosso norte. TORRES-GARCÍA, J. Universalismo constructivo. Buenos Aires: Poseidón, (com adaptações). O referido autor, no texto e imagem acima, (A) privilegiou a visão dos colonizadores da América. (B) questionou as noções eurocêntricas sobre o mundo.

7 (C) resgatou a imagem da América como centro do mundo. (D) defendeu a Doutrina Monroe expressa no lema América para os americanos. (E) propôs que o sul fosse chamado de norte e vice-versa. 02)(ENEM/2010) Pensando nas correntes e prestes entrar no braço que deriva da Corrente do Golfo para o norte, lembrei-me de um vidro de café solúvel vazio. Coloquei no vidro uma nota cheia de zeros, uma bola cor rosa-choque. Anotei a posição e data: Latitude N, Longitude W. Tampei e joguei na água. Nunca imaginei que receberia uma carta com a foto de um menino norueguês, segurando a bolinha e a estranha nota. KLINK, A. Parati: entre dois polos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado). No texto, o autor anota sua coordenada geográfica, que é A) a relação que se estabelece entre as distâncias representadas no mapa e as distâncias reais da superfície cartografada. B) o registro de que os paralelos são verticais e convergem para os polos, e os meridianos são círculos imaginários, horizontais e esquidistantes. C) a informação de um conjunto de linhas imaginárias que permitem localizar um ponto ou acidente geográfico na superfície terrestre. D) a latitude como distância em graus entre um ponto e o Meridiano de Greenwich, e a longitude como a distância em graus entre um ponto e o Equador. E) a forma de projeção cartográfica, usado para navegação, onde os meridianos e paralelos distorcem a superfície do planeta. 03)(ENEM/2006) No Brasil, verifica-se que a Lua, quando esta na fase cheia, nasce por volta das 18 horas e se põe por volta das 6 horas. Na fase nova, ocorre o inverso: a Lua nasce às 6 horas e se põe às 18 horas, aproximadamente. Nas fases crescente e minguante, ela nasce e se põe em horários intermediários. Sendo assim, a Lua na fase ilustrada na figura acima poderá ser observada no ponto mais alto de sua trajetória no céu por volta de: a) meia-noite. b) três horas da madrugada. c) nove horas da manha. d) meio-dia. e) seis horas da tarde. 04)(ENEM/2004) Entre outubro e fevereiro, a cada ano, em alguns estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, os relógios permanecem adiantados em uma hora, passando a vigorar o chamado horário de verão. Essa medida, que se repete todos os anos, visa: a) promover a economia de energia, permitindo um melhor aproveitamento do período de iluminação natural do dia, que é maior nessa época do ano. b) diminuir o consumo de energia em todas as horas do dia, propiciando uma melhor distribuição da demanda entre o período da manhã e da tarde. c) adequar o sistema de abastecimento das barragens hidrelétricas ao regime de chuvas, abundantes nessa época do ano nas regiões que adotam esse horário. d) incentivar o turismo, permitindo um melhor aproveitamento do período da tarde, horário em que os bares e restaurantes são mais freqüentados. e) responder a uma exigência das indústrias, possibilitando que elas realizem um melhor escalonamento das férias de seus funcionários.

8 05)(UFLA/2008) Assinale a alternativa que apresenta a interpretação CORRETA do mapa abaixo. a) A região de maior altitude do mapa localiza-se no quadrante C1. b) Os quadrantes A1 e B4 possuem terrenos de elevada declividade. c) O quadrante D2 possui maior altitude, ao ser comparado com o quadrante B3. d) O quadrante C3 pode ser caracterizado como um vale. e) todas as alternativas estão corretas. 06)(FUVEST) A figura abaixo é uma representação de um campo de futebol. Considerando os pontos cardeais e colaterais representados na figura acima, marque a alternativa que apresenta as direções em que uma bola deve ser lançada, em seqüência, pelos jogadores A, C, E, J, L, I para que chegue ao jogador 1. a) Oeste nordeste sudeste oeste sul sudoeste b) Leste nordeste sudeste leste norte sudeste c) Leste noroeste sudoeste oeste sul sudeste d) Oeste nordeste sudeste leste norte sudoeste 07)(UFG/2001) O sistema de coordenadas geográficas, adotado atualmente como uma convenção mundial, foi concebido na Grécia Antiga e visava a facilitar a localização de qualquer ponto na esfera terrestre, a partir do cruzamento entre um paralelo e um meridiano. Considerando-se as características desse sistema, uma cidade fictícia, com coordenadas iguais a 7º 00 de longitude Leste e 6o 50 de latitude Sul, estaria localizada a a) 5º 20 ao norte da latitude 12º 10 Sul. b) 15º 30 a leste da longitude 7º 30 Leste.

9 c) 6º 10 ao sul da latitude 13º 00 Sul. d) 8º 30 a oeste da longitude 15º 30 Leste. 08) (UFMG/2000) Observe os planisférios, construídos a partir de projeções diferentes. A partir da análise e da interpretação dos planisférios, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: a) A representação correspondente ao Planisfério 1 expressa as reais proporções entre os diferentes continentes que compõem a superfície terrestre. b) A representação correspondente ao Planisfério 2 mostra deformações de áreas que são tanto maiores quanto mais elevadas altitudes. c) A representação correspondente ao Planisfério 1 possibilita a percepção correta da configuração das massas continentais, principalmente nas regiões intertropicais. d) A representação correspondente ao Planisfério 2 é utilizada intensamente na navegação aérea e marítima, pela viabilidade de se traçarem nela, com precisão, os rumos de uma rota. e) A cartografia das áreas situadas nas latitudes superiores a 80º N e S é inviável, nas duas representações, devido ao excesso de deformação decorrente do processo de projeção. 09)(UFSJ/2009) Observe o mapa abaixo.

10 10)(PASES I/2009) No processo de construção e divulgação de ideologias, o mapa é um dos veículos que tem forte poder em propagar algumas idéias e concepções de mundo. Compreendendo tal papel, assinale a alternativa que traduz CORRETAMENTE as idéias e concepções projetadas no mapa que ilustra a bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU): a) A projeção azimutal polar, ao aumentar o tamanho dos países do hemisfério sul, reforça a idéia de superioridade dos países emergentes próximos ao Equador. b) A projeção azimutal polar, ao favorecer a visualização do pólo norte, tenta transmitir uma idéia de neutralidade em relação a todos os países membros. c) A projeção azimutal polar não contempla o continente africano em razão de sua pouca importância no cenário mundial. d) A projeção azimutal polar não dá visibilidade aos países do continente americano, revelando sua omissão junto às questões políticas e ambientais no cenário mundial. e) Nenhuma das Anteriores. GABARITO: 01-B/C 02-E 03-A 04-D 05-B 06-D 07-C 08-B 09-B 10-A CAPÍTULO 2: GEOLOGIA 1- INTRODUÇÃO e ESCALAS GEOLÓGICAS DE TEMPO GEOLOGIA Estuda as origens e as sucessivas transformações do globo terrestre; ocupa, portanto, da evolução da Terra. Eras Cenozóica Mesozóica Paleozóica Pré-Cambriano Períodos - Características Quaternária Delineamento dos atuais continentes. Glaciações do Hemisfério Norte, cobrindo até a latitude de 40º norte. Formação das bacias sedimentares recentes. Aparecimento do homem. Terciária Formação de bacias sedimentares. Formação dos dobramentos modernos ou cordilheiras recentes: Andes, Alpes, Himalaia, Rochosas, etc. Rochas sedimentares e vulcânicas. Intensa atividade vulcânica no Sul do Brasil formando os terrenos vulcânicos ou basálticos. Rochas sedimentares e metamórficas. Existência de cinco continentes: Indo, Afro, Brasileiro (Gondwana), Terra Canadense e Terra Siberiana. Existência de grandes florestas cujo soterramento originou posteriormente os depósitos carboníferos. Ocorrência de glaciações no Hemisfério Sul. Proterozóico e Arqueozóico Metamorfismo das rochas magmáticas. Formação no Brasil das principais jazidas minerais: ferro e manganês do Quadrilátero Ferrífero (MG) e do

11 Azóico maciço de Urucum (MS), manganês do Amapá e formação da Chapada Diamantina e Serra do Espinhaço. Formação das rochas magmáticas e os primeiros escudos. Formação no Brasil dos escudos cristalinos e das serras do Mar e Mantiqueira. Existência de dois continentes (Arqueo-Ártico e Indo-Afro-Brasileiro). Formação dos oceanos. Ausência de vida. Período de maior duração da história da Terra. Período de resfriamento da Terra, solidificação dos minerais e formação das primeiras rochas, as magmáticas. 2- ESTRUTURA DA TERRA Todos os estudos a respeito do interior da Terra apresentam, basicamente, uma estrutura concêntrica constituída por três camadas principais: - a camada externa (crosta terrestre) - o manto (camada intermediária) - o núcleo (nife) 3- DERIVA DOS CONTINENTES Teoria da Deriva Continental milhões de anos: nessa fase inicial da evolução da superfície do globo terrestre, a Pangea ou Pangéia era, praticamente, uma única e extensa massa continental milhões de anos: nessa outra fase da Deriva dos Continentes, o supercontinente da Pangéia já estava nitidamente separado em dois grandes continentes: o da Laurásia e o de Gondwana milhões de anos: o deslocamento dos blocos continentais continuou ao longo de muitos milhões de anos, dividindo Gonswana, nessa fase, nas terras da América do Sul, da África, da Austrália e da Antártida milhões de anos: nessa última fase da Deriva dos Continentes, a Laurásia já se havia dividido em América do Norte e Eurásia (Europa e Ásia), e assim ficou moldada a atual conformação dos continentes. Formulada por Pratt em 1869, e aperfeiçoada por Hayford, em 1909, segundo a qual a Terra tende a tomar permanentemente uma forma de equilíbrio isostático, isto é, de compensação de pressões. Quando se faz uma sobrecarga numa região a massa de sial é obrigada a penetrar no sima. Como

12 compensação, outras regiões próximas sofrem, necessariamente, uma elevação (...). Isostasia é, portanto, uma condição de equilíbrio que se realiza entre as diversas partes da crosta terrestre. É o equilíbrio fundamental entre as massas continentais e oceânicas. Além disso, ele relacionou a movimentação dos continentes com a existência de correntes convectivas ou forças subjacentes no sima ou manto. 4- TECTÔNICA (DINÂMICA) DE PLACAS A teoria das placas tectônicas (1967), sugere que a crosta terrestre flutua, isto é, movimenta-se sobre um substrato pastoso, magmático ou fluído. Essa teoria considera que a massa continental está dividida em seis grandes placas, sendo que os limites dos continentes não coincidem com os das placas. As placas realizam 3 tipos de movimentos: convergente, divergente e tangencial ou transformante. Limites de placas e feições características Tipo de limite Tipos de placas envolvidas Eventos geológicos Divergente Oceano-Oceano Expansão do assoalho oceânico, ascensão de magma básico, vulcões, terremotos rasos. Continente-Continente Fragmentação do continente, ascensão de magma, vulcões, terremotos. Convergente Oceano-Oceano Subducção, ascensão de magma, vulcões, terremotos, Oceano-Continente deformação crustal. Subducção, ascensão do magma, vulcões, deformação crustal, terremotos profundos. Continente-Continente Deformação crustal, metamorfismo, terremotos profundos. Transformante Oceano-Oceano Terremotos Continente-Continente Deformação de rochas, terremotos. Fonte: GUERRA, p AGENTES INTERNOS OU ENDÓGENOS (RELEVO TERRESTRE) Os fatores internos do relevo têm sua origem nas pressões que o magma exerce sobre a crosta terrestre. Essas pressões podem provocar vulcanismo e outros fenômenos chamados tectônicos, como a formação de dobras e fraturas e a criação de montanhas. A diferença entre a temperatura do magma, uma substância quentíssima e por isso fluída, e a temperatura da crosta, que é mais baixa, pode resultar em dois fenômenos: em algumas regiões, o magma extravasa para a superfície, pelos vulcões, sob a forma de lavas; em outras, é a crosta que se transforma novamente em magma, sugada para o interior do manto. Essa troca de calor, é denominada movimento de convecção.

13 VULCANISMO O magma é uma massa pastosa com uma temperatura de mais de 2.000ºC, desprendendo gases que pressionam a crosta terrestre. Ao pressionar a crosta, o magma pode subir até perto da superfície, originando fraturas na crosta. Por essas fraturas, ele pode atingir a superfície, ocorrendo o vulcanismo. Existe uma longa faixa da superfície terrestre onde os fenômenos vulcânicos são muito comum, chamado de Círculo de Fogo do Pacífico. TECTONISMO O surgimento (assenso) e o afundamento da superfície resultam da ação do tectonismo, ou seja, da movimentação das placas tectônicas. O tectonismo pode ser classificado em epirogenético e orogenético Quando há uma grande pressão interna vinda do manto, muito comum no limite entre as placas, o magma extravasa para a superfície e se solidifica, o que provoca um afastamento entre duas placas. Mas, se de um lado ocorre afastamento, de outro, diferentes placas podem colidir. Quando essa colisão ocorre, e as rochas vizinhas são moles, dá-se à formação de montanhas. Essa é a origem dos dobramentos da crosta. Devido à pressão do magma, pode-se formar uma faixa ou zona de tensão e atrito junto ao limite entre duas placas. Se as rochas vizinhas forem pouco resistentes e não maleáveis, possivelmente ocorreram fraturas. Quando os blocos de rochas fraturados deslizam, deslocando-se um em relação ao outro, dizemos que houve falha ou falhamento. ABALOS SÍSMICOS Os abalos sísmicos são tremores que ocorrem no relevo continental ou insular (terremotos ou tremores de Terra) e no relevo submarino (maremotos). Os abalos sísmicos têm origem num local chamado hipocentro e se propagam, através de ondas sísmicas, até um local da superfície, chamado de epicentro, onde se manifestam mais desastradamente.

14 6- AGENTES EXTERNOS OU EXÓGENOS (RELEVO TERRESTRE) O relevo terrestre encontra-se em permanente evolução. Suas formas, criadas pelos agentes internos, estão constantemente sofrendo a ação de agentes externos, que realizam um trabalho escultural ou de modelagem da paisagem terrestre. Esse trabalho de modelagem é contínuo e incessante, e nele atua um conjunto de agentes como o intemperismo, as águas correntes, o vento, as geleiras e a ação dos mares e dos seres vivos. 7- MINERAIS E ROCHAS Minerais são substâncias químicas, geralmente sólidas, encontradas na superfície da Terra. Apesar de sua variedade, todos os minerais apresentam diversas características comuns: cada um deles é um sólido químico determinado; cada um tem uma estrutura cristalina única; e na sua maioria nunca fizeram parte de um organismo vivo. Diversos tipos de rochas existentes na Terra possuem na sua composição substâncias minerais de grande aplicação econômica. Quando essas substâncias são utilizadas economicamente, recebem o nome de minérios. Rocha é um agregado natural formado por um ou mais minerais. De acordo com sua origem, as rochas são classificadas em três tipos fundamentais: magmáticas ou ígneas, sedimentares e metamórficas.

15 As rochas magmáticas ou Ígneas são formadas pela solidificação do magma e são antigas e resistentes. Podem ser intrusivas/plutônicas/abissais ou extrusivas/vulcânicas/efusivas. As rochas intrusivas formam-se no interior da Terra pela lenta solidificação do magma. Em função desta lenta formação a rocha apresentará cristais de minerais. Já as rochas extrusivas resultam de uma solidificação rápida do magma quando este entra em contato com a atmosfera durante o vulcanismo. Em função desta rápida formação os minerais não formam cristais. As rochas sedimentares são formadas a partir da destruição de outra rocha pré-existente. Este material é então transportado, depositado e posteriormente sofrerá processos que irão determinar a sua consolidação. O intemperismo, ação de agentes como a água, vento, temperatura, etc, que irão promover a desagregação e decomposição da rocha. Físico: divisão de blocos maiores em menores. Químico: mudança da composição da rocha em função de reações químicas entre a rocha e soluções aquosas. Biológico: ação de plantas que penetram nas fraturas das rochas, decomposição vegetal. Estes desgaste transformam as rochas em partículas ou pequenos detritos, chamados de sedimentos, irão ser transportados e depositados em locais mais baixos formando as bacias sedimentares. As rochas metamórficas são aquelas que sofrem mudanças na sua forma geral. Estas mudanças decorrem de novas condições ou de alterações de temperatura e pressão no interior da Terra.

16 8- AS PRINCIPAIS FORMAS DO RELEVO TERRESTRE Costuma-se definir as formas do relevo terrestre por seu aspecto, origem e composição, ou seja, pela natureza das rochas que as compõem. Podemos diferenciar formas no relevo da terra: montanhas, serras, planaltos, planícies e depressões. Montanhas: são as maiores elevações encontradas na superfície terrestre. Dá-se o nome de cordilheira a um conjunto de montanhas. Exemplo: Montanhas Rochosas (América do Norte), Cordilheira dos Andes (América do Sul), Alpes (Europa), Himalaia (Ásia) e montes Atlas (África). Serras: são relevos alongados com topos irregulares, por vezes isoladas. Em geral são alinhamentos de montanhas antigas que foram erodidas e mais tarde falhada. As irregularidades que apresentam se devem a movimentos de acesso e descendo de blocos das rochas fraturadas. A denominação serras também pode se referir às áreas de bordas de planalto (escarpas). Planaltos: são relevos aplainados que, por sua altitude (em geral superior a 300 metros), destacamse em relação às áreas circundantes. Suas bordas são irregulares e apresentam saliências e

17 reentrâncias resultantes da ação de um ou mais agentes erosivos (chuva, rio, vento). Dependendo da natureza das rochas, os planaltos podem assumir diferentes formas. No Brasil, por exemplo, nossos planaltos apresentam: chapadas elevação com escarpas verticais e topo plano; escarpas representam a passagem de áreas baixas para um planalto. Planície: superfície plana, formadas pelo acúmulo recente de sedimentos trazidos pela ação do mar, dos rios, das chuvas ou mesmo de lagos. Depressões: são áreas rebaixadas em relação aos relevos circundantes. Sua origem pode estar ligada a processos de erosão ou a afundamentos provocados por falhamentos. Pode ser: absoluta (abaixo do nível do mar) e relativa (acima do nível do mar). 9- PRINCIPAL ESTRUTURA GEOLÓGICA DA TERRA Os escudos cristalinos ocupam cerca de 35% da superfície brasileira, enquanto as bacias sedimentares se estendem por cerca de 58%; o derrame de material vulcânico recobriu os restantes 7% do território. No Brasil, as rochas cristalinas agrupam-se em estruturas ou províncias geológicas chamadas escudos. De forma genérica, identificam-se dois grandes escudos no Brasil: o da Guiana e o Brasileiro, este último dividido em uma série de núcleos menores. Quando depressões dos escudos são preenchidas por detritos ou sedimentos, forma-se as bacias sedimentares. Sua importância econômica relaciona-se com a possibilidade de ocorrência de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão mineral. No Brasil, identificam-se 8 bacias sedimentares, que ocupam a maior parte do seu território. As rochas vulcânicas, por vezes, sofrem intemperismo (desagregação físico-química), dando origem a um dos solos mais férteis do país, a chamada terra roxa. 10- CLASSIFICAÇÃO DO RELEVO BRASILEIRO Aroldo de Azevedo (década de 40) Divisão do relevo Planaltos: Guianas; Brasileiro (Central, Atlântico, Meridional).

18 Planícies: Amazônica, Pantanal, Costeira, Pampas. Critério: Nível Altimétrico Planalto: superfície levemente ondulada com mais de 200 m de altitude. Planície: superfície aplainada com menos de 200 m de altitude. Aziz Ab Saber (década de 50) Divisão do relevo: Planaltos: Guianas; Brasileiro (Maranhão Piauí, Nordestino, Central, Serras e Planaltos do Leste e Sudeste, Meridional, Uruguaio Sul rio grandense). Planície e terras baixas associadas: Amazônia e Costeira. Planície típica: Pantanal. Critérios: Processos de erosão e sedimentações Planaltos: superfície e aplainada (ou suavemente ondulada), onde atualmente se verifica o domínio do processo erosivo sobre o sedimentar. Planície: superfície onde o processo de sedimentação é mais atualmente e independe do nível altimétrico. Jurandyr L. S. Ross (década de 70 a 85)

19 Divisão do relevo: 11 planaltos, 11 depressões e 6 planícies. As depressões ocupam a maior parcela do território; em segundo lugar estão as áreas planálticas e, com uma participação mínima, em terceiro lugar, estão as planícies. Critérios Associar informações sobre o processo de erosão e de sedimentação dominantes na atualidade com informações sobre a base geológica-estrutural do terreno, bem como do nível altimétrico. Segundo esse critério, define-se planalto como uma superfície irregular, com altitudes superiores a 300 metros e originado a partir da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares. Depressão é uma superfície geralmente mais plana que os planaltos, com inclinação suave e com altitudes que variam entre 100 e 500 metros, resultante de prolongados processos erosivos, também sobre superfícies cristalinas ou sedimentares. Planície é uma superfície extremamente plana originada pelo acúmulo recente de sedimentos fluviais, marinhos ou lacustres. Além dessas formas de primeira grandeza, a classificação de Jurandyr Ross destaca à semelhança das classificações anteriores formas de menor grandeza (como escarpas, serras e tabuleiros) embutidas nas primeiras. SITE INTERESSANTE: EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO: 01)(ENEM/2010)

20 TEIXEIRA, W. et. al. (Orgs.) Decifrando a Terra. São Paulo. Companhias Editora Nacional, 2009 (adaptado). O esquema mostra depósitos em que aparecem fósseis de animais do Período Jurássico. As rochas em que se encontram esses fósseis são A) magmáticas, pois a ação de vulcões causou as maiores extinções desses animais já conhecidas ao longo da história terrestre. B) sedimentares, pois os restos podem ter sido soterrados e litificados com o restante dos sedimentos. C) magmáticas, pois são as rochas mais facilmente erodidas, possibilitando a formação de tocas que foram posteriormente lacradas. D) sedimentares, já que cada uma das camadas encontradas na figura simboliza um evento de erosão dessa área representada. E) metamórficas, pois os animais representados precisavam estar perto de locais quentes. 02)(UFLA/2009) 03)(UFMG/2009) Leia estes trechos: O interior do Ceará voltou a ser atingido por tremores de terra na madrugada de ontem, com abalos sísmicos que alcançaram até 3,9 graus na escala Richter. Folha de S. Paulo, 10 mar p. C1. (Adaptado) A terra voltou a tremer na região de Caraíbas, no Norte de Minas Gerais. O abalo sísmico de 4,0 graus na escala Richter ocorreu anteontem à noite, onde, em dezembro de 2007, terremoto causou a morte da primeira vítima de um tremor de terra no País. Estado de Minas, 21 de mar p. 22. (Adaptado) Por volta das 21h de anteontem, um tremor de terra de 5,2 graus na escala Richter assustou moradores de São Paulo, Rio, Paraná e Santa Catarina. Com epicentro na costa brasileira, a cerca de 270 km da capital paulista, o terremoto foi considerado moderado por cientistas e geólogos do País. Folha de S. Paulo, 24 abr p. C4. (Adaptado)

21 Considerando-se essas informações e outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que: A) a ausência de vítimas no terremoto que afetou parte de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina é explicada pelo fato de, no Centro-Sul do País, a construção civil empregar técnicas antiterremotos eficazes em países como o Japão. B) a escala Richter é utilizada para quantificar a magnitude sísmica de um terremoto ocorrido em continente ou em oceano, desde aqueles registrados somente pelos sismógrafos, até aqueles outros sentidos pelo homem e causadores de grande destruição. C) a mídia, ao fazer uso das expressões tremor de terra, abalo sísmico e terremoto, está-se referindo a um fenômeno geológico, que tem sua origem associada à mobilidade e ao deslocamento das placas litosféricas. D) as áreas continentais distantes das bordas de placas tectônicas como é o caso de grande parte do território brasileiro, se revelam, também, sismicamente instáveis, embora, nelas, os terremotos apresentem magnitude e freqüência reduzidas. 04)(UFMG/2000) Analise o mapa. 05)(PUC-MG/2000) Responda a esta questão com base no desenho abaixo:

22 06)(CTU/2008.2) Sobre o relevo brasileiro, marque a alternativa correta. A) É muito antigo, por isso apresenta grandes cadeias de montanhas no planalto das Guianas. B) Sua formação, em mares de morro, favorece um clima mais ameno e com vegetação predominante de araucárias. C) A chapada da Borborema, no Nordeste, facilita a passagem da massa tropical atlântica, ocasionando chuva na região. D) A ausência de vulcões no território brasileiro se deve ao baixo grau geotérmico da América do Sul. E) É formado, em sua maioria, por bacias sedimentares, sendo muito antigo e baixo em função do processo erosivo ao longo dos anos. 07)(UFOP/2005-2) A figura a seguir apresenta a área de ocorrência do tsunami, provocado por terremotos, no fim de dezembro último (2004), o que vitimou milhares de pessoas. Com base no mapa e em seus conhecimentos, é incorreto afirmar:

23 A) Considerando a área afetada, pode-se dizer que o tsunami ocorreu em região tropical e atingiu somente países do continente asiático. B) Considerando a localização geológica, foi um fenômeno originado pelo choque das placas tectônicas localizadas sob o Oceano Índico e seu epicentro ocorreu no norte da ilha de Sumatra. C) Considerando as características econômicas dos países atingidos, pode-se afirmar que o fenômeno atingiu países subdesenvolvidos. D) Considerando as coordenadas geográficas, pode-se afirmar que o fenômeno atingiu países localizados no sul e sudeste da Ásia e no leste da África. 08)(CTU/2007.2) Analisando a distribuição geográfica das placas tectônicas, vulcões e zonas sujeitas a terremotos, pode-se concluir que: A) a grande maioria está nos países do Sul. B) esses fenômenos ocorrem nas chamadas planícies sedimentares. C) todas as regiões de atividade sísmica intensa estão sobre os limites de placas tectônicas. D) nas zonas de contato das placas tectônicas, a crosta se torna mais rígida, favorecendo o escape de magma. E) o deslocamento das placas tectônicas sempre causa um choque, seguido de um terremoto e/ou vulcanismo. 09)(PASES I/2009) Observe as figuras ao lado, que representam, respectivamente, os recursos naturais e as características geológicas do território brasileiro.

24 Com base na leitura das figuras e em conhecimentos de Geomorfologia, é CORRETO afirmar: a) Nas bacias sedimentares situadas ao longo do litoral brasileiro, observa-se a formação de reservas minerais de bauxita, calcário e fosfato. b) A exploração do carvão se concentra na região Sul, em função de sua estrutura geológica formada de embasamentos cristalinos no período do quaternário. c) A estrutura geológica da região Nordeste possibilitou a concentração de reservas minerais de grande valor comercial, como amianto, chumbo, calcário, ferro e carvão. d) A estrutura geológica do Sudeste propiciou a concentração de importantes jazidas minerais, como o ferro em Minas Gerais e o petróleo no Rio de Janeiro. e) Nenhuma das Anteriores. 10)(CTU/2007.2) Trata-se de uma área relativamente plana, com profundidade média de 200 metros e é bastante favorável à exploração de petróleo e gás natural. Essa é a definição do compartimento do relevo submarino denominado: A) crosta oceânica B) região pelágica ou abissal C) fossa submarina D) talude marinho E) plataforma continental GABARITO:

25 01-B 02-D 03-A 04-D 05-C 06-E 07-A 08-C 09-D 10-E CAPÍTULO 3: SOLOS 1- FORMAÇÃO DOS SOLOS Uma rocha qualquer, ao sofrer intemperismo, transforma-se em solo, adquire maior porosidade e, como decorrência, há penetração de ar e água, o que cria condições propicias para o desenvolvimento de formas vegetais e animais. Estas, por sua vez, passam a fornecer matéria orgânica à superfície do solo, aumentando cada vez mais sua fertilidade. Assim, o solo é constituído por rocha intemperizada, ar, água e matéria orgânica, formando um manto de intemperismo que recobre superficialmente as rochas da crosta terrestre. A matéria orgânica, fornecida pela fauna e pela flora decompostas, encontra-se concentrada apenas na camada superior do solo. Essa camada é chamada de horizonte A, o mais importante para a agricultura, dada a sua fertilidade. Logo abaixo, com espessura variável de acordo com o clima, responsável pela intensidade e velocidade da decomposição da rocha, encontramos rocha intemperizada, ar e água, que formam o horizonte B. Em seguida, encontramos rocha em processo de decomposição (horizonte C) e, finalmente, a rocha matriz (horizonte D), que originou o manto de intemperismo ou o solo que a recobre. Sob as mesmas condições climáticas, cada tipo de rocha origina um tipo de solo diferente, ligado à sua constituição mineralógica: do basalto, por exemplo, originou-se a terra roxa; do gnaisse, o solo de massapé, e assim por diante. É importante destacar que solos de origem sedimentar, encontrados em bacias sedimentares e aluvionais, não apresentam horizontes, por se formarem a partir do acúmulo de sedimentos em uma depressão, e não por ação do intemperismo, mas são extremamente férteis, por possuírem muita matéria orgânica. O principal problema ambiental relacionado ao solo é a erosão superficial ou desgaste, que ocorre em três fases: intemperismo, transporte e sedimentação. Os fragmentos intemperizados da rocha estão livres para serem transportados pela água que escorre pela superfície (erosão hídrica) ou pelo vento (erosão eólica). No Brasil, o escoamento superficial da água é o principal a ser desgastado, a erosão acaba com a fertilidade natural do solo. A intensidade da erosão hídrica está diretamente ligada à velocidade de escoamento superficial da água: quanto maior a velocidade de escoamento, maior a capacidade da água de transportar material em suspensão; quanto menor a velocidade, mais intensa a sedimentação. A velocidade de escoamento depende da declividade do terreno e da densidade da cobertura vegetal. Em uma floresta a velocidade é baixa, pois a água encontra muitos obstáculos (raízes, troncos, folhas) à sua frente e, portanto, muita água se infiltra no solo. Em uma área desmatada, a velocidade de escoamento superficial é alta e a água transporta muito material em suspensão, o que intensifica a erosão e diminui a quantidade de água que se infiltra no solo. Assim, para combater a erosão superficial, há dois caminhos: manter o solo recoberto por vegetação ou quebrar a velocidade de escoamento utilizando a técnica de cultivo em curvas de nível, seja seguindo as cotas altimétricas na hora da semeadura, seja plantando em terraços. Para a conservação dos solos, deve-se evitar a prática das queimadas, que acabam com a matéria orgânica do horizonte A. Somente em casos especiais, na agricultura, deve-se utilizar essa prática para combater pragas ou doenças. Um problema natural relacionado aos solos de clima tropical, sujeitos a grandes índices pluviométricos, é a erosão vertical, representada pela lixiviação e pela laterização. A água que se infiltra no solo escoa através dos poros, como em uma esponja, e vai, literalmente, lavando os sais minerais hidrossolúveis (sódio, potássio, cálcio, etc.), o que retira a fertilidade do solo. Essa lavagem chama-se lixiviação. Paralelamente a esse processo, ocorre a laterização ou surgimento de uma crosta ferruginosa, a

26 laterita popularmente chamada de canga no interior do Brasil que em certos casos chega a impedir a penetração das raízes no solo. 2- CONCEITUAÇÃO BÁSICA Pedologia o termo pedon, deriva do grego, significa solo ou terra, portanto, a Pedologia é a ciência que estuda a origem, a evolução e a classificação dos solos. Edafologia o termo edafos, derivado do grego, significa terreno ou chão, sendo que a Edafologia é a ciência que estuda a parte superficial do solo onde o ser humano cultiva os diversos tipos de plantas. Solo do ponto de vista pedológico, ele pode ser definido como a camada superficial da litosfera resultante do intemperismo (físico-químico), sendo composto por quatro elementos básicos: matéria orgânica, minerais, água e ar. Regolito também denominado de manto de intemperismo, que corresponde a uma camada de material decomposto situada sobre a rocha da qual é originado o solo (rocha-matriz). É na porção mais superficial do regolito que se tem a formação efetiva do solo. Horizontes camadas com características diferenciadas que compõem o solo. Perfil do solo conjunto dos horizontes que vão da superfície até o regolito e que pode ser observado, na prática, nos cortes topográficos de rodovias. Quando se tem um solo bastante desenvolvido e completo, ele é constituído principalmente por 3 horizontes: A, B e C. A subdivisão dos horizontes pode ser feita incluindo os algarismos arábicos 1, 2 e 3 ao horizonte principal. Tempo Geológico a evolução geológica da rocha geradora do solo também é um fator importante na pedogênese, principalmente na espessura do seu perfil. Logicamente, o tempo associado ao clima e ao tipo de material será determinante para os estágios de formação de um solo. Daí, o fato de termos os solos jovens ou pouco desenvolvidos e os solos maduros ou bem desenvolvidos. 3- SANEAMENTO BÁSICO: ÁGUA E ESGOTO Muitas cidades têm redes de encanamentos para coleta de esgoto. Esses canos saem das pias e dos vasos sanitários, por exemplo. O esgoto percorre os canos e é despejado em rios ou córregos. No entanto, não basta coletar o esgoto. Ele precisa ser tratado para não poluir os córregos, os rios, os lagos e o oceano. Em boa parte do Brasil o esgoto não é tratado. Por isso, a poluição das águas reduz cada vez mais as fontes de abastecimento de água potável. O único modo de resolver o problema é investir em redes de coleta de esgoto e em estações de tratamento.

27 Os serviços públicos de fornecimento de água encanada e tratada e o de coleta e tratamento do esgoto domiciliar (saneamento básico) estão diretamente ligados a saúde das pessoas porque evitam varias doenças. Também está ligada a preservação ambiental porque evitam a poluição das águas. Na maioria das cidades, o saneamento básico é realizado por empresas estatais, controladas pelo governo estadual ou municipal. Mas em alguns lugares é realizado por empresas privadas, fiscalizadas pelo poder público. Muitas famílias, no entanto, principalmente no meio rural, onde não há serviços públicos de saneamento básico, precisam conseguir água por conta própria. Também são elas que decidem o que fazer com o esgoto. A água costuma ser retirada de poços, fontes ou rios. Para o esgoto, deve-se construir uma fossa séptica, evitando seu lançamento em córregos ou rios. Em todos esses casos, é importante tomar vários cuidados. Observe as ilustrações. 4- Classificação do Solo quanto à granulometria Solos arenosos São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração areia, de tamanho entre 2mm e 0,05mm, formado principalmente por cristais de quartzo e minerais primários. Os solos arenosos têm boa aeração e capacidade de infiltração de água. Certas plantas e microorganismos podem viver com mais dificuldades, no entanto, devido à pouca capacidade de retenção de água.

28 Solos siltosos São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração silte, de tamanho entre 0,05 e 0,002mm, geralmente são muito erosíveis. O silte não se agrega como as argilas e ao mesmo tempo suas partículas são muito pequenas e leves. Solos argilosos São aqueles que tem grande parte de suas partículas classificadas na fração argila, de tamanho menor que 0,002mm (tamanho máximo de um colóide). Não são tão arejados, mas armazenam mais água quando bem estruturados. São geralmente menos permeáveis, embora alguns solos brasileiros muito argilosos apresentam grande permeabilidade - graças aos poros de origem biológica. Sua composição é de boa quantidade de óxidos de alumínio (gibbsita) e de ferro (goethita e hematita). Formam pequenos grãos que lembram a sensação táctil de pó-de-café e isso lhes dá certas caraterísticas similares ao arenoso. Latossolo Possui a capacidade de troca de cations baixa, menor que 17 cmolc, presença de argilas de baixa atividade (Tb), geralmente são solos muito profundos (maior que 2 m), bem desenvolvidos, localizados em terrenos planos ou pouco ondulados, tem textura granular e coloração amarela a vermelha escura. Solo lixiviado São aqueles que a grande quantidade de chuva carrega seus nutrientes, tornando o solo pobre ( pobre de potássio, e nitrogênio). Solos negros das Planícies e das Pradarias São aqueles que são ricos em matéria orgânica. Solo Árido São aqueles que pela ausência de chuva não desenvolvem seu solo. Solos de Montanhas São aqueles que o solo é jovem. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO: 01)(ENEM/2011) Como os combustíveis energéticos, as tecnologias da informação são, hoje em dia, indispensáveis em todos os setores econômicos. Através delas, um maior número de produtores é capaz de inovar e a obsolescência de bens e serviços se acelera. Longe de estender a vida útil dos equipamentos e a sua capacidade de reparação, o ciclo de vida desses produtos diminui, resultando em maior necessidade de matéria-prima para a fabricação de novos. GROSSARD, C. Le Monde Diplomatique Brasil. Ano 3, nº 36, 2010 (adaptado). A postura consumista de nossa sociedade indica a crescente produção de lixo, principalmente nas áreas urbanas, o que, associado a modos incorretos de deposição, A) provoca a contaminação do solo e do lençol freático, ocasionando assim graves problemas socioambientais, que se adensarão com a continuidade da cultura do consumo desenfreado. B) produz efeitos perversos nos ecossistemas, que são sanados por cadeias de organismos decompositores que assumem o papel de eliminadores dos resíduos depositados em lixões. C) multiplica o número de lixões a céu aberto, considerados atualmente a ferramenta capaz de resolver de forma simplificada e barata o problema de deposição de resíduos nas grandes cidades. D) estimula o empreendedorismo social, visto que um grande número de pessoas, os catadores, têm livre acesso aos lixões, sendo assim incluídos na cadeia produtiva dos resíduos tecnológicos. E) possibilita a ampliação da quantidade de rejeitos que podem ser destinados a associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, financiados por instituições da sociedade civil ou pelo poder público. 02)(ENEM/2011) Um dos principais objetivos de se dar continuidade às pesquisas em erosão dos solos é o de procurar resolver os problemas oriundos desse processo, que, em última análise, geram uma série de impactos ambientais. Além disso, para a adoção de técnicas de conservação dos solos, é preciso conhecer como a água executa seu trabalho de remoção, transporte e deposição de sedimentos. A erosão causa, quase sempre, uma série de problemas ambientais, em nível local ou até mesmo em grandes áreas. GUERRA, A. J. T. Processos erosivos nas encostas. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007 (adaptado).

29 A preservação do solo, principalmente em áreas de encostas, pode ser uma solução para evitar catástrofes em função da intensidade de fluxo hídrico. A prática humana que segue no caminho contrário a essa solução é A) a aração. B) o terraceamento. C) o pousio. D) a drenagem. E) o desmatamento. 03)(ENEM/2010) Muitos processos erosivos se concentram nas encostas, principalmente aqueles motivados pela água e pelo vento. No entanto, os reflexos também são sentidos nas áreas de baixada, onde geralmente há ocupação urbana. Um exemplo desses reflexos na vida cotidiana de muitas cidades brasileiras é A) a maior ocorrência de enchentes, já que os rios assoreados comportam menos água em seus leitos. B) a contaminação da população pelos sedimentos trazidos pelo rio e carregados de matéria orgânica. C) o desgaste do solo em áreas urbanas, causado pela redução do escoamento superficial pluvial na encosta. D) a maior facilidade de captação de água potável para o abastecimento público, já que é maior o efeito do escoamento sobre a infiltração. E) o aumento da incidência de doenças como a amebíase na população urbana, em decorrência do escoamento de água poluída do topo das encostas. 04)(ENEM/2009) As queimadas, cenas corriqueiras no Brasil, consistem em prática cultural relacionada com um método tradicional de limpeza da terra para introdução e/ou manutenção de pastagem e campos agrícolas. Esse método consiste em: (a) derrubar a floresta e esperar que a massa vegetal seque; (b) atear fogo, para que os resíduos grosseiros, como troncos e galhos, sejam eliminados e as cinzas resultantes enriqueçam temporariamente o solo. Todos os anos, milhares de incêndios ocorrem no Brasil, em biomas como Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, em taxas tão elevadas, que se torna difícil estimar a área total atingida pelo fogo. Um modelo sustentável de desenvolvimento consiste em aliar necessidades econômicas e sociais à conservação da biodiversidade e da qualidade ambiental. Nesse sentido, o desmatamento de uma floresta nativa, seguido da utilização de queimadas, representa a) método eficaz para a manutenção da fertilidade do solo. b) atividade justificável, tendo em vista a oferta de mão de obra. c) ameaça à biodiversidade e impacto danoso à qualidade do ar e ao clima global. d) destinação adequada para os resíduos sólidos resultantes da exploração da madeira. e) valorização de práticas tradicionais dos povos que dependem da floresta para sua sobrevivência. 05)(UFG/2005)

30 06)(UFJF/2009) Observe o mapa e as figuras a seguir.

31 Correlacionando-se os elementos que atuam na formação dos solos, assinale a alternativa que CORRETAMENTE associa o perfil de solo à sua respectiva localização no mapa. a) X1; Y2; Z3. b) X2; Y1; Z3. c) X3; Y1; Z2. d) X2; Y3; Z1. e) X1; Y3; Z2. 07)(UFJF/2008.2) Observe a gravura.

32 Ela representa o processo de formação do solo. De acordo com a gravura e a pedogênese é CORRETO afirmar que: a) a baixa capacidade de drenagem de um solo é identificada pela cor avermelhada, porque os óxidos de ferro são levados para o lençol freático. b) a natureza e o número de horizontes permanecem os mesmos em todos os tipos de solos, variando apenas a espessura dos horizontes. c) o horizonte C é o horizonte onde ocorre grande atividade biológica, por isso tem coloração clara pela presença da rocha consolidada. d) o solo é substrato onde evoluem outros sistemas, tais como os componentes da paisagem: relevo, vegetação, comportamento hídrico. e) o tipo de solo representado nesse perfil é o litossolo, porque o horizonte A está assentado diretamente sobre a rocha. 08)(Centro Universitário Serra dos Órgãos/2000) 09)(UFMG) Analise os perfis de solo característicos de alguns domínios morfoclimáticos brasileiros.

33 A partir da análise dos perfis, A, B e C, é possível afirmar-se que esses representam, respectivamente, configurações dos solos desenvolvidos nos domínios morfoclimáticos. a) Amazônico, da Caatinga e do cerrado. b) Amazônico, do Cerrado e da Caatinga. c) Caatinga, do Cerrado e Amazônico. d) Cerrado, da Caatinga e Amazônico. e) Nenhuma das Anteriores. 10)(PUC-MG) Os deslizamentos de encostas podem ser definidos como: a) Movimento lento e imperceptível dos vários horizontes do solo. b) Ação erosiva da água em forma de sulcos. c) Deslocamentos de uma massa do regolito sobre um embasamento ordinariamente saturado de água. d) Movimento que começa com a queda livre de uma massa rochosa que é pulverizada no impacto produzido. e) Deslocamento rápido de um bloco de terra, quando o solapamento criou um vazio na parte inferior da encosta. GABARITO: 01-A 02-E 03-A 04-C 05-A 06-A 07-D 08-B 09-D 10-E CAPÍTULO: CLIMA 1- CONCEITO DE CLIMA O clima de um lugar é determinado pelos elementos e fatores climáticos. Os elementos agem diretamente sobre o clima. São eles: a temperatura, a chuva (e outros tipos de precipitação), a umidade do ar, os ventos e a pressão atmosférica. Esses elementos sofrem alterações devido à ação dos fatores climáticos, dentre os quais podemos destacar a latitude, a altitude, as correntes marítimas, a continentalidade, vegetação e o relevo. Da atuação dos fatores sobre os elementos climáticos resulta o tempo, que é a combinação momentânea dos elementos do clima. Para se determinar o clima de um lugar qualquer, deve-se analisar as variações do tempo nesse local e qual a sua sucessão habitual, resultante da atuação dos fatores sobre os elementos do clima. Sendo assim, pode-se aceitar como conceito de clima a definição de Max Sorre. Clima é a sucessão habitual dos tipos de tempo num determinado lugar da superfície terrestre. 2- TIPOS DE NUVEM

34 Influenciado pela sistemática de Lineu, para classificar plantas e animais, L. Howard, em 1803, produziu o primeiro sistema de classificação das nuvens realmente utilizável. Contribuiu muito, para sua aceitação geral, não só o uso de uma terminologia latina, muito em moda na época, como a constatação científica de que as mesmas formas de nuvens aparecem sobre toda a Terra. Na classificação internacional das nuvens incluem-se dez gêneros, cujos nomes, aportuguesados na sua grafia (embora seja de uso quase universal a grafia latina), são: 1) Cirros Ci (vem de cirrus, cacho de cabelo, franja como a penugem de aves ) são as nuvens mais altas, são delicadas, brancas, fibrosas, geralmente esbranquiçadas, com aspecto de penas ou flocos de lã. Para alguns, lembra um rabo de galo. Pairam à altura média de 9 km. 2) Cirrocúmulos Cc aparecem sob forma de bolinhas muito pequenas e brancas, ordenadas em bancos ou campos de nuvens. São também constituídas por cristais de gelo, mas aparecem raramente. 3) Cirrostratos Cs mostram-se como véu esbranquiçado, fibroso ou liso, mais espesso que os cirros, constituído predominantemente por cristais de gelo. 4) Altocúmulus Ac são as nuvens denominadas vulgarmente de carneirinhos, como que novelos, habitualmente formadas por gotas de água líquida, com os bordos claros e zonas sombreadas no interior, reunidas em faixas alongadas. 5) Altostratos As são, na maior parte das ocorrências, nuvens em forma de véu uniforme, cinzentoazulado, raramente fibroso, através das quais o Sol e a Lua surgem enfraquecidos na sua luminosidade, como se os víssemos por um vidro fumaçado. Os altostratos contêm gotículas de água e cristais de gelo, além de flocos de neve e gotas de chuva. 6) Nimbostratos Ns : espessas camadas de nuvens cinzentas-escuras, que tapam por completo a Lua ou o Sol e cuja base inferior é reforçada por nuvens esfarrapadas, que dão chuva ou neve contínuas. A precipitação pode não atingir o solo, por se evaporar antes. Os nimbostratos compõem-se, como regra geral, de gotas de água em temperaturas mais baixas que aquela em que ocorre a solidificação (chamado

35 fenômeno de sobrefusão), gotas de chuva, flocos e cristais de neve, ou de uma mistura de formas sólidas e líquidas. 7) Estratocúmulos Sc : nuvens brancas ou cinzentas, de formas arredondadas, dispersas ou reunidas em bancos, mas sempre distribuídas por uma camada horizontal pouco espessa. No inverno podem cobrir o céu, a que dão um aspecto ondulado. Elas contêm partículas de gelo misturadas com as gotas líquidas. 8) Estratos St (vem de stratus, isto é, espalhado como um lençol) são nuvens típicas dos crepúsculos. São baixas, alongadas e horizontais. Aparecem em camadas uniformes, sem estrutura visível (aparentando nevoeiro bem alto). São constituídas por gotas de água ou, se a temperatura for muito baixa, por partículas de gelo; sua precipitação característica é o chuvisco (precipitação muito uniforme em que as gotas de água, numerosas e pequenas, parecem flutuar no ar, cujos movimentos acompanham). 9) Cúmulos Cu (vem de cumulus, que quer dizer, montão de nuvens) são nuvens arredondadas no topo, majestosas, com o aspecto de montanhas de algodão, de base plana e quase horizontal. Indicam bom tempo e distam 1 a 2 km da superfície do solo. Quando na parte superior dos cúmulos muito desenvolvidos se forma a bigorna, constituída por granizo, neve ou gelo, obtém-se um novo tipo de nuvem, o Cumulonimbo Cb. 10) Nimbos Ni (vem de nimbus, nuvem) são nuvens espessas e escuras; geralmente desfazem-se em chuva. Situam-se a menos de 2 km de altura. 3- ATMOSFERA É formada pelos gases que envolvem a Terra, podendo ser dividida em diversas camadas que variam quanto à composição, espessura e temperatura.

36 Troposfera Camada inferior da atmosfera, em contato com a superfície da Terra. Concentra cerca de 75% do volume dos gases atmosféricos e é onde ocorrem fenômenos como ventos, chuvas, nuvens, etc. Estratosfera Possui ar bastante rarefeito e com baixa umidade, o que explica a quase ausência de nuvens. Nela, o ar se movimenta. Mesosfera Também chamada de camada intermediária, é famosa pela presença do gás ozônio que filtra os raios ultravioletas, nocivos aos seres vivos. Ionosfera Camada superior da atmosfera, muito rarefeita. É rica em partículas de íons e responsável pela reflexão das ondas longas )de rádio), enviando à Terra certas ondas eletromagnéticas. Exosfera espaço sideral. 4- FATORES DO CLIMA Latitudes- A temperatura varia na razão inversa da latitude. Assim, quanto mais baixa for a latitude, mais elevada será a temperatura. Altitude- A temperatura também varia na razão inversa da altitude. Assim, quanto maior a altitude, menor a temperatura do ar atmosférico. Massas de Ar - As variações do tempo atmosférico, que podem ser normalmente muito bruscas num único dia ou em períodos mais longos, são causadas pelo deslocamento das massas de ar. Apesar de as massas de ar se localizar numa imensa região oceânica ou continental, elas se movimentam, entra em choque e empurram umas às outras. Quando uma massa de ar se afasta de sua área de origem, ela leva consigo, suas características originais (umidade, temperatura). É por isso que massas de ar úmidas tendem a provocar chuvas nas áreas que atingem em seu deslocamento. E massas de ar frias costumam provocar queda de temperatura nas áreas para onde se deslocam.

37 Continentalidade/Maritimidade- As áreas próximas ao mar apresentam, em geral, amplitude térmica pequena, ou seja, sofrem pequenas variações de temperatura. Já as áreas localizadas no interior do continente, onde a influência marítima é menor, apresentam oscilações de temperatura bem mais acentuadas. Cidades com latitudes iguais ou muito próximas, situadas no litoral e no interior dos continentes, apresentam amplitudes térmicas bastante diferenciadas. Correntes Marítimas - São grandes massas de água que se deslocam pelo oceano com condições próprias de temperatura, salinidade e pressão. Possuem grande influência no clima, além de favorecerem a atividade pesqueira em áreas de encontro de correntes quentes e frias, nas quais há a ressurgência de plâncton. Vegetação As plantas retiram umidade do solo pela raiz e a enviam à atmosfera pelas folhas (evapotranspiração). Além disso, a vegetação impede que os raios solares incidam diretamente sobre a superfície. Assim, com o desmatamento, há uma grande diminuição da umidade e, portanto, das chuvas, além de um aumento significativo das temperaturas médias. Relevo Além de estar associado à altitude, que é um fator climático, o relevo também influi na temperatura e na umidade, ao facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar. Por exemplo, no Brasil, a disposição longitudinal das serras no Centro-Sul do país formam um corredor que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a circulação da massa tropical atlântica.

38 5- ELEMENTOS DO CLIMA Temperatura As temperaturas não são iguais em toda a superfície terrestre. Em geral, variam em função da latitude, da altitude e da maritimidade e continentalidade. Precipitação A precipitação varia principalmente em função da latitude e da maritimidade e continentalidade. Pressão Atmosférica A pressão atmosférica não é igual em todo o planeta. As diferenças de pressão atmosférica ocorrem porque a Terra recebe quantidades desiguais de radiação solar. 6- PRECIPITAÇÕES ATMOSFÉRICAS A chuva, a neve e o granizo são formas de precipitação atmosférica. A geada e o orvalho são também hidrometeoros, mas não são formas de precipitação. Todas essas formas resultam inicialmente da condensação ou da sublimação do vapor d água. Orvalho condensação do vapor de água atmosférica sobre a superfície. Geada é a solidificação do vapor d água sobre a superfície pelo processo de sublimação. O orvalho congelado é, também chamado de geada, mas trata-se de outra formação física. Neve precipitação de cristais de gelo que tiveram sua origem na cristalização da umidade atmosférica a 0 C ou a temperaturas inferiores a esta e em condições calmas (sem ventos). A neve se forma pela sublimação do valor d água. Granizo são as pedras de gelo que caem durante chuvas fortes e rápidas, normalmente originárias de nuvens do gênero cumulonimbos. Neblina originada da condensação de vapor d água junto à superfície terrestre, devido ao resfriamento noturno. Chuva precipitação de gotas d água, oriundas da junção de milhões de gotículas que formam as nuvens. A três tipos fundamentais de chuva. Chuva frontal: quando causada pelo encontro de uma massa fria com outra quente (e úmida). Chuva de convectiva: provocada pela ascensão do ar que se aquece em contato com a superfície do solo. Chuva orográfica: quando os ventos úmidos se elevam resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa, como é normal nas encostas voltadas para o mar.

39 7- VENTOS A pressão atmosférica exerce grande influência nos tipos de clima. A diferença de pressão dá origem aos ventos e, em última análise, à circulação geral da atmosfera. O vento é o ar em movimento. São as diferenças de pressão atmosférica, como mencionando, que explicam esse movimento, que ocorre principalmente na horizontal, isto é, de uma área para outra. Mas esse movimento também pode ser vertical, ou seja, da superfície, onde o ar é mais aquecido, para altitudes mais elevadas. TIPOS DE VENTOS Constantes: Também denominados regulares, sopram durante o ano todo numa determinada direção. Os grandes centros de alta pressão, chamados anticiclones, localizam-se nas zonas polares e nas zonas temperadas (entre os círculos polares e os trópicos), onde a pressão atmosférica é maior e, conseqüentemente, o ar é mais denso. É nas zonas polares que se originam os principais ventos da atmosfera. Nas áreas próximas do Equador, onde as temperaturas são mais elevadas, formam-se os centros de baixa pressão, também conhecidos como ciclones, pois ai o ar é mais leve. Essas áreas equatoriais recebem praticamente o ano todo, ventos vindos das áreas temperadas: são os ventos alísios. Esse ar acaba retornando, por meio de ventos de maiores altitudes, para as áreas temperadas e polares; são os ventos contra-alísios. Devido ao movimento de rotação da Terra, os alísios e contra-alísios sofrem desvio em sua direção para o Oeste (força de Coriolis), sendo por isso chamados alísios de sudeste (hemisfério Sul) e alísios de nordeste (hemisfério Norte). Periódicos: São ventos que sopram durante um determinado período num sentido e depois têm sua direção invertida. Monções - São ventos periódicos típicos do sul e sudeste do continente asiático. Ocorrem principalmente na estação chuvosa, na Índia. São causados pelas diferenças de pressão e de temperatura entre as áreas continentais e o oceano Índico.

40 Brisas - São ventos diários causados pelas diferenças de temperaturas e de pressão entre as águas oceânicas e as terras que ficam próximas. Durante o amanhecer, sopram do mar para a terra (brisa marítima) e ao anoitecer, sopram da terra para o mar (brisa terrestre). Existem também os chamados ciclones, tufões e furacões, sendo todos tempestades giratórias violentas que, coletivamente, ganham o nome de ciclones tropicais. Eles se formam sobre águas tropicais quentes e a velocidade do vento no olho do ciclone pode chegar a 120 km por hora. As tempestades são nomeadas de acordo com listas sazonais mantidas pelas agências de meteorologia responsáveis por monitorar a bacia onde os ciclones se formam. Os furacões começam no Atlântico, Caribe e noroeste do Pacífico, enquanto tufões formam-se no oeste do Pacífico e no sudeste do Oceano Índico. Se um desses "monstros" se desenvolve em certas partes do Oceano Índico ou em parte do sudoeste do Oceano Pacífico, ele se encaixa em uma das três variações do termo genérico ciclone. Tufões, furacões e ciclones giram todos na mesma direção, anti-horária, se forem formados no hemisfério norte. As tempestades que giram no sentido horário formam-se no hemisfério sul, apesar de serem extremamente raras na bacia do Atlântico e mais comuns no Oceano Índico e na costa da Austrália. 8- CLIMAS DO BRASIL Equatorial Chuvas abundantes, acima de mm anuais, temperatura média anual em torno de 25 C; possui pequena amplitude térmica anual. Tropical úmido Grande concentração de chuvas, principalmente no verão, apresentando pequena amplitude térmica com temperaturas elevadas.

41 Semiárido Índice pluviométrico relativamente baixo, entre 300 e 600 mm anuais, a temperatura média anual é superior a 25 C. Subtropical Temperatura média entre 15 e 20 C nos meses de verão e, no inverno entre 0 e 10 C; as chuvas concentram-se mais no verão sem apresentar grandes diferenças. Tropical Clima apresenta índice pluviométrico entre e mm anuais, concentrando as chuvas no verão e com maior índice nas áreas litorâneas; temperatura média anual é superior a 20 C, sendo nos meses de inverno inferior a 18 C. Tropical de Altitude Apresenta temperatura amena, com médias térmicas entre 17 e 22 C, sendo as menores temperaturas nas áreas litorâneas de posição barlavento, com índice pluviométrico médio de mm. 9- CLIMA DO MUNDO Equatorial Chuvas abundantes, acima de mm anuais, temperatura média anual em torno de 25 C ; possui pequena amplitude térmica anual. Polar Regiões com gelo e neve permanente e média de temperatura inferior a 0 C; a precipitação ocorre em forma de neve variando entre 100 e 200 mm ao ano, apresenta inverno durante 7 a 8 meses. Temperado Dividido em dois tipos: Continental onde a influência dos mares e oceanos não é grande, apresenta elevada amplitude térmica com verões quentes e invernos frios. A temperatura média anual varia de 8 a 13 C com índice pluviométrico entre 800 e mm nas áreas litorâneas e é inferior a 600 mm nas áreas interioranas. Marítimo sofre grande influência dos mares e oceanos, com temperatura regular, sendo o inverno relativamente quente e verão ameno.

42 Desértico Apresenta baixo índice pluviométrico, inferior a 250 mm ano concentradas no verão, a temperatura média anual varia de 20 a 30 C com acentuada queda durante a noite. Mediterrâneo Clima de latitude média do hemisfério norte, nas áreas banhadas pelo Mar Mediterrâneo, apresenta verões secos e invernos chuvosos. 10- FENÔMENOS CLIMÁTICOS PARTE I EL NIÑO E LA NIÑA El Niño e La Niña são alterações significativas de curta duração (12 a 18 meses) na distribuição da temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico, com profundos efeitos no clima. Estes eventos modificam um sistema de flutuação das temperaturas daquele oceano chamado Oscilação Sul e, por essa razão, são referidos muitas vezes como OSEN (Oscilação Sul-El Niño ver abaixo). Seu papel no aquecimento e resfriamento global é uma área de intensa pesquisa, ainda sem um consenso. O El Niño foi originalmente reconhecido por pescadores da costa oeste da América do Sul, observando baixas capturas, associadas à ocorrência de temperaturas mais altas que o normal no mar, normalmente no fim do ano daí a designação, que significa O Menino, referindo-se ao Menino Jesus, relacionado com o Natal. Durante um ano normal, ou seja, sem a existência do fenômeno El Niño, os ventos alíseos sopram na direção oeste através do Oceano Pacífico tropical, originando um excesso de água no Pacífico ocidental, de tal modo que a superfície do mar é cerca de meio metro mais alta nas costas da Indonésia que no Equador. Isto provoca a ressurgência de águas profundas, mais frias e carregadas de nutrientes na costa ocidental da América do Sul, que alimentam o ecossistema marinho, promovendo imensas populações de peixes a pescaria de anchoveta no Chile e Peru já foi a maior do mundo, com uma captura superior a 12 milhões de toneladas por ano. Estes peixes, por sua vez, também servem de sustento aos pássaros marinhos abundantes, cujas fezes depositadas em terra, o guano, servem de matéria prima para a indústria de fertilizantes. Quando acontece um El Niño, que ocorre irregularmente em intervalos de 2 a 7 anos, com uma média de 3 a 4 anos, os ventos sopram com menos força em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando

43 numa diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente que o normal na costa oeste da América do Sul e, conseqüentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe. Outra conseqüência de um El Niño é a alteração do clima em todo o Pacífico equatorial: as massas de ar quentes e úmidas acompanham a água mais quente, provocando chuvas excepcionais na costa oeste da América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Pensa-se que este fenômeno é acompanhado pela deslocação de massas de ar a nível global, provocando alterações do clima em todo o mundo. Por exemplo, durante um ano com El Niño, o inverno é mais quente que a média nos estados centrais dos Estados Unidos, enquanto que nos do sul há mais chuva; por outro lado, os estados do noroeste do Pacífico (Oregon, Washington, Colúmbia Britânica) têm um inverno mais seco. Os verões excepcionalmente quentes na Europa e as secas em África parecem estar igualmente relacionadas com o aparecimento do El Niño. La Niña é o fenômeno inverso, caracterizado por temperaturas anormalmente frias, também no fim do ano, na região equatorial do Oceano Pacifico, muitas vezes (mas não sempre) seguindo-se a um El Niño. Também já foi denominado como El Viejo ( O Velho, ou seja, a antítese do menino ) ou ainda o Anti-El Niño. O inicio e fim do El Niño e determinado pela dinâmica do sistema oceano-atmosfera, e uma explicação física do processo é complicada para que o leitor possa entender um pouco sobre isso, propõese um "modelinho simples", extraído do livro El Niño e Você, de Gilvan Sampaio de Oliveira. 1) Imagine uma piscina (obviamente com água dentro), num dia ensolarado; 2) Coloque numa das bordas da piscina um grande ventilador, de modo que este seja da largura da piscina; 3) Ligue o ventilador; 4) O vento irá gerar turbulência na água da piscina; 5) Com o passar do tempo, você observará um represamento da água no lado da piscina oposto ao ventilador e até um desnível, ou seja, o nível da água próximo ao ventilador será menor que do lado oposto a ele, e isto ocorre pois o vento está "empurrando" as águas quentes superficiais para o outro lado, expondo águas mais frias das partes mais profundas da piscina. É exatamente isso que ocorre no Oceano Pacífico sem a presença do El Niño, ou seja, é esse o padrão de circulação que é observado. O ventilador faz o papel dos ventos alísios e a piscina, é claro, do Oceano Pacífico Equatorial. Águas mais quentes são observadas no Oceano Pacífico Equatorial Oeste. Junto à costa oeste da América do Sul as águas do Pacífico são um pouco mais frias. CONSEQUÊNCIAS DO EL NINO: Região Norte: diminuição da precipitação e secas; aumento do risco a incêndios florestais. Região Nordeste: secas severas. Região Sudeste: moderado aumento das temperaturas médias; aumento das temperaturas no inverno; não há mudança no padrão das chuvas. Região Centro-Oeste: não há mudança no padrão das chuvas; temperaturas acima da média. Região Sul: precipitações abundantes; aumento da temperatura média. CONSEQUÊNCIAS DO LA NINA: Região Norte: aumento de precipitação e vazões de rios. Região Nordeste: aumento de precipitação e vazões de rios. Região Sudeste: área com baixa previsibilidade. Região Centro-Oeste: área com baixa previsibilidade. Região Sul: secas severas. INVERSÃO TÉRMICA Trata-se de um fenômeno natural que pode ocorrer em qualquer parte do planeta. Costuma acontecer no final da madrugada e no início da manhã, particularmente nos meses de inverno. No fim da madrugada, dá-se o pico de perda de calor do solo por irradiação. É quando, portanto, registram-se as

44 temperaturas mais baixas, tanto do solo quanto do ar. Assim próximo ao solo, o ar é mais frio e mais denso, ficando retido junto ao solo. Camadas mais elevadas da atmosfera são ocupadas com ar relativamente mais quente; que não consegue descer. Ocorre, assim, uma estabilização momentânea da circulação atmosférica em escala local, caracterizada por uma inversão das camadas: o ar frio fica embaixo e o ar quente acima, fenômeno definido como inversão térmica. Logo após, o nascer do sol, à medida que vai havendo o aquecimento do solo e do ar próximo a ele, o fenômeno vai gradativamente desfazendo-se. O ar aquecido sobe e a inversão térmica se desfaz. EFEITO ESTUFA O efeito estufa, que consiste na retenção de calor irradiado pela superfície terrestre, pelas partículas de gases e de água em suspensão na atmosfera, garante a manutenção do equilíbrio térmico do planeta e, portanto, a sobrevivência das várias espécies vegetais e animais. Sem isso, certamente, seria impossível a vida na Terra ou, pelo menos, a vida como a conhecemos hoje. Assim, feita essa importante ressalva, a intensificação do efeito estufa, de que tanto se fala ultimamente, resulta, a rigor, de um desequilíbrio na composição atmosférica, provocada pela crescente elevação da concentração de certos gases que têm capacidade de absorver calor, como é o caso do metano, dos clorofluorcarbonos (CFCs), mas principalmente do dióxido de carbono (CO 2 ). Essa elevação dos níveis de dióxido de carbono na atmosfera se deve à crescente queima de combustíveis fósseis e das florestas, desde a Revolução Industrial. 11- FENÔMENOS CLIMÁTICOS - PARTE II ILHA DE CALOR Outro fenômeno climático típico das grandes cidades, que também colabora para aumentar os índices de poluição nas regiões centrais da mancha urbana é a ilha de calor. A ilha de calor é um fenômeno típico de grandes aglomerações urbanas. Resulta da elevação das temperaturas médias nas zonas centrais da mancha urbana, em comparação com as zonas periféricas ou com as rurais. As variações térmicas podem chegar até 7 C e ocorrem basicamente devido às diferenças de irradiação de calor entre as regiões edificadas e as florestas e também à concentração de poluentes, maior nas zonas centrais da cidade. A substituição da vegetação por grande quantidade de casas e prédios, ruas e avenidas, pontes e viadutos e uma série de outras construções, que é tanto maior quanto mais aproxima do centro das grandes cidades, faz aumentar significativamente a irradiação de calor para a atmosfera em comparação com as zonas periféricas ou rurais, onde, em geral, é maior a cobertura vegetal. Além disso, nas zonas centrais da cidade, é muito maior a concentração atmosférica de gases e materiais particulados, lançados pelos automóveis e fábricas, responsáveis por um efeito estufa localizado, que colabora para aumentar a retenção de calor. Sem contar os milhares ou, dependendo da cidade, milhões de automóveis, que são uma grande fonte de produção de calor, o qual se soma ao calor irradiado pelos edifícios, acentuando o fenômeno da ilha de calor.

45 AS CHUVAS ÁCIDAS Antes de qualquer coisa, é importante ressaltar que as chuvas, mesmo em ambiente não-poluído, são sempre ácidas. A combinação de gás carbônico (CO 2 ) e água (H 2 O) presentes na atmosfera produz ácido carbônico (H 2 CO 3 ), que, embora fraco, já torna as chuvas normalmente ácidas. Assim, as chuvas ácidas, das quais tanto se fala e que causam graves problemas, são resultantes da elevação exagerada dos níveis de acidez da atmosfera, em conseqüência do lançamento de poluentes produzidos pelas atividades humanas. As chuvas ácidas são outro fenômeno atmosférico causado, em escala local e regional, pela emissão de poluentes das indústrias, dos transportes e de outras fontes de combustão. Os principais responsáveis por esse fenômeno são o trióxido de enxofre (SO 3 ), que é a combinação do dióxido de enxofre (SO 2 ), emitido a partir da queima de combustíveis fósseis, e do oxigênio (O 2 ), já presente na atmosfera e o dióxido de nitrogênio (NO 2 ). A concentração de trióxido de enxofre aumentou na atmosfera como resultado da ampliação do uso de combustíveis fósseis nos transportes, nas termelétricas e nas indústrias. Cerca de 90% desse gás é eliminado pela queima do carvão e do petróleo. Já pelo menos 70%, aproximadamente, do dióxido de nitrogênio é emitido pelos veículos automotores. Enquanto a concentração do primeiro está gradativamente diminuindo na atmosfera, a do segundo está aumentando, em função da maior utilização do transporte rodoviário. Os países que mais colaboram para a emissão desses gases são os industrializados do hemisfério norte. Por isso, as chuvas ácidas ocorrem com mais intensidade nesses países, principalmente no nordeste da América do Norte e na Europa Ocidental. PROBLEMAS DO LIXO Tradicionalmente, onde há serviço de coleta, o lixo é depositado em terrenos usados exclusivamente para esse fim, os chamados lixões, que são depósitos a céu aberto, ou então enterrado e compactado em aterros sanitários. Ambos se localizam, em geral, na periferia dos grandes centros. Esses locais sofrem graves impactos ambientais. É comum também o lixo ser depositado em terrenos baldios. Essa prática é muito comum nas grandes cidades do mundo subdesenvolvido, nos bairros onde não há o serviço de coleta ou ele é ineficiente. Vejamos os principais: Proliferação de insetos (baratas, moscas) e ratos, que podem transmitir várias doenças, tais como a peste bubônica, a dengue etc. Decomposição bacteriana da matéria orgânica (fração biodegradável do lixo, predominante nos países subdesenvolvidos), que além de gerar um mau cheiro típico, produz um caldo escuro e ácido denominado chorume, o qual, nos grandes lixões infiltra-se no subsolo, contaminando o lençol freático. Contaminação do solo e das pessoas que manipulam o lixo com produtos tóxicos. Acúmulo de materiais não-biodegradáveis. Além disso, como conseqüência de problemas sociais, os lixões tornaram-se palco de cenas que mostram até que ponto pode chegar a degradação humana: todos os dias, milhares de pessoas, os catadores de lixo afluem para os lixões em várias cidades do mundo subdesenvolvido, em busca de restos de alimentos e de alguns objetos úteis para seu miserável dia a dia. Acrescente-se, ainda, um problema de ordem estética, pois o lixo torna a paisagem urbana feia e suja, causando poluição visual. Para o lixo orgânico, predominante nos países subdesenvolvidos, o ideal seria o retorno do lixo ao solo, para servir como adubo orgânico ou também para a produção de gás metano, resultante da fermentação anaeróbica, que pode ser usado como combustível. Em muitos países, foram construídas usinas de compostagem para o processamento do lixo orgânico destinado à produção de metano e de adubo. No Brasil, como aproximadamente 70% do total do lixo domiciliar é orgânico, essa é uma boa saída para o país. Já para o lixo inorgânico, o ideal seria a coleta seletiva, que possibilitaria a reciclagem de grande parte dos materiais contidos no lixo domiciliar e industrial. Materiais como vidros, plásticos, latas de alumínio e latão, papeis e vários tipos de metais podem ser reciclados. Isso é feito de forma significativa em países europeus e no Japão. Na França, 25% do vidro é reciclado, chegando a 50% na Alemanha, na Dinamarca e na Suécia. Ainda na França, recicla-se 3% do papel (excluindo o lixo domiciliar, esse índice chega a 35%) e de 25 a 35% do ferro, porém apenas 1% das garrafas plásticas. Veja que ainda são índices muito baixos (o que dizer então dos países subdesenvolvidos, como o Brasil?) 12 - FENÔMENOS CLIMÁTICOS - PARTE III POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA Provocada pela emissão de poluentes pela indústria, pelos veículos ou queimadas, compromete a qualidade do ar que respiramos. Em algumas áreas, como na cidade do México, recentemente o governo condicionou a circulação de veículos para amenizar os efeitos da poluição. Em Roraima, as queimadas foi há

46 alguns anos tão intensas que causaram dificuldades à navegação aérea. Nos grandes centros urbanos a grande responsável pelas chuvas ácidas é a emissão de gases de enxofre e nitrogênio. CAMADA DE OZÔNIO A camada de ozônio corresponde a uma faixa constituída por O 3, localizada na estratosfera, que filtra a maior parte dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol. Sabe-se que esses raios podem causar no homem, entre outros problemas, câncer de pele e perturbações da visão. Além disso, provocam a diminuição da velocidade da fotossíntese dos vegetais e são perigosos para os animais e para o plâncton marinho, à medida que interferem em seus mecanismos de reprodução. A destruição dessa camada é provocada pela emissão de CFC, gás encontrado em aparelhos de ar condicionado e em aerossol. A abrangência da destruição da camada de ozônio é motivo de discussão entre os cientistas, mas o fato é que, se o controle rigoroso do CFC não for feito a curto prazo, problemas sérios poderão comprometer a vida do planeta. IMPACTOS AMBIENTAIS EM ECOSSISTEMAS NATURAIS Um dos principais impactos ambientais que ocorrem em um ecossistema natural é a devastação das florestas, notadamente das tropicais, as mais ricas em biodiversidade. E por que ocorre com tanta avidez o desmatamento de milhares de quilômetros quadrados de florestas tropicais? Essa devastação, ocorre basicamente por fatores econômicos, tanto na Amazônia quanto nas florestas africanas e nas do Sul e Sudeste Asiático. O desmatamento ocorre principalmente como conseqüência da: extração de madeira para fins comerciais; instalação e projetos agropecuários; implantação de projetos de mineração; construção de usinas hidrelétricas; propagação do fogo resultante de incêndios. As principais conseqüências do desmatamento são: destruição da biodiversidade; genocídio e etnocídio das nações indígenas; erosão e empobrecimento dos solos; enchentes e assoreamento dos rios; diminuição dos índices pluviométricos; elevação das temperaturas; desertificação; proliferação de pragas e doenças. A POLUIÇÃO DOS RIOS, OCEANOS E MARES A rede hidrográfica é de fundamental importância para o homem. Os rios, além de fonte de água para subsistência da população, podem ser aproveitados para a pesca, produção de energia, transportes, irrigação e lazer. No entanto, esses dutos naturais de água vem sendo vitimados pela poluição. A poluição fluvial decorre do fato de os rios serem usados como depositários de resíduos da indústria, esgotos, assim como da contaminação por mercúrio em áreas de garimpo ou por agrotóxicos na drenagem de áreas agrícolas. Dentre as causas da poluição dos oceanos, ou melhor, da degradação das massas oceânicas, podemos destacar: Os constantes vazamentos de petróleo. Depósito de substâncias radioativas em algumas áreas de maior profundidade. Testes com artefatos nucleares. Afluência de rios contaminados. A poluição deliberada, como no caso do Iraque que, para evitar um desembarque anfíbio durante a guerra do golfo Pérsico, despejou uma maciça quantidade de petróleo na região. ECO 92 A conferencia das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento a ECO/92, realizada entre 3 e 14 de junho de 1992, foi a maior reunião de chefes-de-estados e seus representantes já realizada, encontrando algo semelhante, mas de bem menor magnitude, na reunião de Estocolmo em 1972.

47 OS COMPROMISSOS DA ECO /92 Na ECO /92, três grandes documentos foram assinados, pela maioria dos países. A Agenda 21 Que define ações mundiais para o sucesso do desenvolvimento sustentável. A Convenção das Mudanças Climáticas Tem por objetivo estabelecer programas de proteção a atmosfera. A Convenção sobre a Biodiversidade Visava a preservação das espécies, mas com especial trato para aquelas em extinção. (?). RESULTADOS INSATISFÁTORIO Confira os principais tópicos da Declaração de Joanesburgo: Água e Meta de redução pela metade do número de pessoas sem acesso a água potável ou saneamento a serviço de saneamento básico, até Energia Compromisso em favor do uso de energias renováveis, mas sem fixação de metas ou prazos, o que, na prática, pode torna-lo sem efeito. Pesca Acordo que prevê a recuperação, até 2015, de reservas de pesca comercial deterioradas. Produtos Compromisso de que, até 2020, tais produtos deverão ser fabricados e utilizados de químicos forma a minimizar os impactos sobre o meio ambiente, não foi estabelecida meta de redução. Biodiversidade nenhuma meta ou prazo a respeito da preservação de animais. Vago compromisso de redução significativa da extinção das espécies, não foi fixada Saúde Acordo firmado no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) garante aos Ajuda aos países pobres PESQUISE NA WEB FILME RECOMENDADO: O DIA, DEPOIS DE AMANHÂ. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO: países pobres acesso a medicamentos. Confirmação do propósito de as nações desenvolvidas destinarem 0,7% do PIB para assistência ao mundo em desenvolvimento. Cinco países já cumpriam: Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Noruega e Suécia. 01)(ENEM/2011) O fenômeno de ilha de calor é o exemplo mais marcante da modificação das condições iniciais do clima pelo processo de urbanização, caracterizado pela modificação do solo e pelo calor antropogênico, o qual inclui todas as atividades humanas inerentes à sua vida na cidade. BARBOSA, R. V. R. Áreas verdes e qualidade térmica em ambientes urbanos: estudo em microclimas em Maceió. São Paulo: EdUSP, O texto exemplifica uma importante alteração socioambiental, comum aos centros urbanos. A maximização desse fenômeno ocorre A) pela reconstrução dos leitos originais dos cursos d água antes canalizados. B) pela recomposição de áreas verdes nas áreas centrais dos centros urbanos. C) pelo uso de materiais com alta capacidade de reflexão no topo dos edifícios. D) pelo processo de impermeabilização do solo nas áreas centrais das cidades. E) pela construção de vias expressas e gerenciamento de tráfego terrestre. 02)(ENEM/2010) Os lixões são o pior tipo de disposição final dos resíduos sólidos de uma cidade, representando um grave problema ambiental e de saúde pública. Nesses locais, o lixo é jogado diretamente no solo e a céu aberto, sem nenhuma norma de controle, o que causa, entre outros problemas, a contaminação do solo e das águas pelo chorume (líquido escuro com alta carga poluidora, proveniente da decomposição da matéria orgânica presente no lixo). RICARDO, B.; CANPANILLI, M. Almanaque Brasil Socioambiental São Paulo, Instituto Sociambiental, Considere um município que deposita os resíduos sólidos produzidos por sua população em um lixão. Esse

48 procedimento é considerado um problema de saúde pública porque os lixões A) causam problemas respiratórios, devido ao mau cheiro que provém da decomposição. B) são locais propícios a proliferação de vetores de doenças, além de contaminarem o solo e as águas. C) provocam o fenômeno da chuva ácida, devido aos gases oriundos da decomposição da matéria orgânica. D) são instalados próximos ao centro das cidades, afetando toda a população que circula diariamente na área. E) são responsáveis pelo desaparecimento das nascentes na região onde são instalados, o que leva à escassez de água. 03)(ENEM/2005) Em uma área observa-se o seguinte regime pluviométrico: Os anfíbios são seres que podem ocupar tanto ambientes aquáticos quanto terrestres. Entretanto, há espécies de anfíbios que passam todo o tempo na terra ou então na água. Apesar disso, a maioria das espécies terrestres depende de água para se reproduzir e o faz quando essa existe em abundância. Os meses do ano em que, nessa área, esses anfíbios terrestres poderiam se reproduzir mais eficientemente são de: (A) setembro a dezembro. (B) novembro a fevereiro. (C) janeiro a abril. (D) março a julho. (E) maio a agosto. 04)(ENEM/2007) Um poeta habitante da cidade de Poços de Caldas MG assim externou o que estava acontecendo em sua cidade: Hoje, o planalto de Poços de Caldas não serve mais. Minério acabou. Só mancha, nunclemais. Mas estão tapando os buracos, trazendo para cá Torta II 1, aquele lixo do vizinho que você não gostaria de ver jogado no quintal da sua casa. Sentimentos mil: do povo, do poeta e do Brasil. Hugo Pontes. In: M.E.M. Helene. A radioatividade e o lixo nuclear. São Paulo: Scipione, 2002, p. 4. 1Torta II lixo radioativo de aspecto pastoso. A indignação que o poeta expressa no verso Sentimentos mil: do povo, do poeta e do Brasil está relacionada com: a) a extinção do minério decorrente das medidas adotadas pela metrópole portuguesa para explorar as riquezas minerais, especialmente em Minas Gerais. b) a decisão tomada pelo governo brasileiro de receber o lixo tóxico oriundo de países do Cone Sul, o que caracteriza o chamado comércio internacional do lixo. c) a atitude de moradores que residem em casas próximas umas das outras, quando um deles joga lixo no quintal do vizinho. d) as chamadas operações tapa-buracos, desencadeadas com o objetivo de resolver problemas de manutenção das estradas que ligam as cidades mineiras. e) os problemas ambientais que podem ser causados quando se escolhe um local para enterrar ou depositar lixo tóxico.

49 05)(UFMG/2010) Leia este trecho: E as mariposas e os cupins-de-asas vinham voar ao redor da lamparina... Círculo rodeando a lua cheia, sem se encostar... E começaram os cantos. Primeiro, os sapos: Sapo na seca coaxando, chuva beirando, mãe Quitéria!... Apareceu uma jia na horta, e pererecas dentro de casa, pelas paredes... E os escorpiões e as minhocas pulavam no terreiro, perseguidos pela correição das lava-pés, em préstitos atarefados e compridos... No céu sul, houve nuvens maiores, mais escuras. Aí, o peixe-frito pegou a cantar de noite. A casca da lua, de bico para baixo, despejando... Um vento frio, no fim do calor do dia... Na orilha do atoleiro, a saracura fêmea gritou, pedindo três potes, três potes, três potes para apanhar água... Choveu. ROSA, João Guimarães. Sagarana. 27. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, p A partir da leitura e interpretação desse trecho, é INCORRETO afirmar que A) a chegada de ventos frios, em contraste com o calor do dia, é uma criação do autor, pois é impossível de ocorrer. B) o autor reuniu, de forma criativa, um grande número de crenças populares sobre a previsão de ocorrências meteorológicas. C) o comportamento dos animais, para os homens do campo, se altera com a aproximação da chuva. D) o sertanejo busca, na aparência do céu e dos astros, sinais de mudanças do tempo atmosférico. 06)(IFET JF/2010) Sobre a importância dos oceanos no equilíbrio climático do Planeta, analise e marque a alternativa correta. I- O Sol é responsável por aproximadamente 99% de toda energia térmica que chega à superfície do planeta, provocando evaporação diária das águas oceânicas que é transferida para as regiões do globo sob forma de neve ou chuva. II- O rápido aquecimento dos continentes durante o dia faz com que o ar também se aqueça, tornando-o mais leve, razão pela qual ele se eleva na atmosfera. Nesse momento, o ar marinho, mais frio e denso, flui em direção ao continente, levando a brisa marinha. III- A corrente do Golfo transfere calor gerado nas baixas latitudes para as regiões mais frias da Costa Oeste europeia, influenciando no equilíbrio térmico dessa região. Marque a alternativa correta. A) Todas são verdadeiras. B) Apenas I e II são verdadeiras. C) Apenas I e III são verdadeiras. D) Apenas I é verdadeira. E) Apenas II é verdadeira. 07)(UFJF/2010) Leia abaixo a descrição de uma das regiões brasileiras, abordada por nossa literatura regionalista. Região pobre de grandes rios. Sua umidade é assegurada pelas chuvas e, em certos pontos, pela água armazenada nas sangas (valas de escoamento de águas pluviais e dos banhados e brejos). Como a precipitação distribui-se ao longo de todo o ano, com máximas pronunciadas no inverno, tem-se que a água é abundante por toda a parte. A estas características do quadro natural associou-se a pecuária extensiva, que gerou um tipo de ocupação característica, marcada pela baixa densidade de população rural e o predomínio de cidades de porte médio. Este cenário tradicional se transformou a partir da década de 1920 com a introdução de importante lavoura e intensificou-se a partir da década de IBGE. Coordenação de Geografia. Atlas das representações literárias de regiões brasileiras. Rio de Janeiro: IBGE, Adaptado. Leia o mapa a seguir:

50 A região descrita é: a) Campanha Gaúcha. b) Sertão do Cariri. c) Sertão dos Confins. d) Sertão de Goiás. e) Zona do Cacau. Disponível em: <http://www2.fct.unesp.br/joaoosvaldo/atlasibge/atlasimpresso/pag161.pdf>. Acesso em: 20 jun Adaptado. 08)(PASES I/2009) A região amazônica apresenta uma grande diversidade de fauna e flora e se caracteriza pelo clima tropical úmido. No entanto, durante o inverno, pode ocorrer uma brusca alteração nas condições de tempo, causando a diminuição da temperatura do ar, o que modifica suas características ambientais. Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE o fenômeno vinculado a esta mudança temporária nas condições de tempo da Amazônia: a) El Niño. b) La Niña. c) Friagem. d) Tempestade.

51 09)(UFMG/2000) Observe o gráfico. 10)(CTU/2008.2) Sobre o clima, seu comportamento e os respectivos impactos ambientais, leia as seguintes afirmativas. I- O clima corresponde a um momento atmosférico, então, se dizemos que o dia está quente e úmido, estamos nos referindo ao clima. II- A latitude influencia diretamente na temperatura dos biomas terrestres. III- Quanto maior a altitude, maior a pressão atmosférica.

52 IV- O efeito estufa constitui um fenômeno natural, sua ausência causaria resfriamento, prejudicando a vida no planeta. Marque a alternativa correta. A) Todas as afirmativas estão corretas. B) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. C) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas. D) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas. E) Apenas as afirmativas I e III estão corretas. GABARITO: 01-D 02-B 03-B 04-E 05-A 06-A 07-A 08-C 09-D 10-C CAPÍTULO: HIDROGRAFIA 1- INTRODUÇÃO Muitas das principais cidades do Brasil e do mundo estão situadas às margens de rios ou cortadas por eles, como, por exemplo, Manaus. Além de fornecer água para o abastecimento das cidades e das indústrias, os rios são usados como vias de transporte e para gerar energia elétrica. Muitos deles servem de limite entre países, como o Rio Grande, que separa os EUA do México e o Rio Paraná, que faz fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Entretanto, os rios não são as únicas águas que existem nos continentes. Entre as águas superficiais, ou seja, que escoam sobre a superfície terrestre existem ainda os lagos e as geleiras. Além disso, as águas podem se alojar em compartimentos subterrâneos ou aqüíferos. São as águas subterrâneas, que compreendem grande parte dos recursos hídricos para o uso do homem, os chamados mananciais. 2- AS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS São as águas que infiltram no solo após as precipitações. Entre as rochas que formam o solo existem espaços vazios, denominados poros, que são ligados entre si. Absorvida pelo solo, que funciona como uma esponja, a água, graças à força de gravidade, passa por esses poros e atinge camadas mais profundas, armazenando-se em um reservatório, onde circula lentamente. Toda formação geológica capaz de armazenar água em seus espaços vazios é denominada aqüífero. Existem dois tipos de aqüífero. O primeiro, denominado livre ou freático, está mais próximo da superfície e pode ser facilmente aproveitado. No segundo tipo, a água fica armazenada em profundidade e presa entre duas camadas de rochas impermeáveis. São os aqüíferos confinados, explorados através de poços artesianos, que usam bombas e compressores para extrair a água. Na América do Sul, existe um enorme reservatório de água subterrânea o aqüífero Guarani que ocorre em terras do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e ocupa uma área de km 2. No Brasil, compreende os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O aqüífero Guarani contém cerca de 80% da água acumulada na bacia sedimentar do Paraná. Seus terrenos sedimentares, principalmente o arenito Botucatu, têm alta porosidade e alta permeabilidade e fazem dele um excelente reservatório de água. 3- O CICLO DA ÁGUA A água está em movimento constante. Por causa da força de atração gravitacional da Terra e da energia solar, que fornece calor ao nosso planeta, a água muda constantemente de lugar e de Estado físico: Evapora quando o calor é intenso. Condensa-se e congela quando a temperatura cai. E no estado líquido, corre das áreas mais altas para as mais baixas.

53 4- ÁGUAS CONTINENTAIS As águas continentais compreendem os lençóis subterrâneos, fontes, gêiseres, geleiras, rios e lagos. Os rios são cursos de água natural, intermitente ou permanente, que se deslocam através da superfície terrestre graças à força de gravidade. Dá-se o nome de bacia hidrográfica ao conjunto de um rio principal, seus afluentes e subafluentes. As bacias hidrografias são separadas entre si pelos divisores de água ou interflúvios, e a parte que se estende entre dois interflúvios, incluindo o leito do rio, as margens, as várzeas, vertentes e encostas, chama-se vale do rio. O trajeto que percorre um rio de sua nascente até a sua foz constitui o seu curso ou caminho. O canal por onde as águas escoam denomina-se leito, cujo ponto mais profundo recebe o nome de talvegue. Quando seguimos o curso de um rio em direção à sua nascente, estamos nos dirigindo a montante; quando tomamos o sentido contrário, ou seja, no sentido da sua foz, estamos a jusante do rio. Ao longo do seu curso, os rios apresentam curvas em seu traçado; são os meandros. O local em que um rio se une, ou seja, a junção entre dois ou mais rios constitui uma confluência. Todos os rios são classificados de acordo com seu tipo, que podem ser: perene ou intermitente. O escoamento das águas que caem sobre a superfície terrestre e que podem dar origem aos rios, apresenta uma organização ou traçado, formando uma drenagem. Existem quatro tipos de drenagem fluvial: exorréica (quando as águas escoam para o oceano), endorréica (quando os rios desembocam em lagos ou mares internos), arréica (quando as bacias hidrográficas não apresentam nenhuma estrutura definida, típica das regiões áridas) e criptorréica (drenagens subterrâneas que se formam em solos de formação calcária)

54 5- HIDROGRAFIA BRASILEIRA Importância dos rios O importante uso da água dos rios está na produção de energia elétrica, por meio da construção de barragens, que formam grandes lagos artificiais. Abastecimento de residências, escolas, hospitais, lojas, restaurantes, etc. As águas de um rio podem, também, ser utilizadas como matéria-prima na fabricação de diversos produtos, como bebidas e remédios. Nas usinas hidrelétricas, a água represada é aproveitada para movimentar turbinas, que fazem funcionar os geradores de eletricidade. Nas áreas agrícolas, a água é utilizada para irrigação e na higiene e tratamento dos animais. Quando o rio apresenta diferença de nível (rios de planaltos), os seres humanos construíram eclusas, que funcionam como elevadores de navios, permitindo a navegação. Características Gerais: Riqueza em rios e pobreza em formações lacustres. Todos os rios brasileiros são, diretamente ou indiretamente, tributários do Atlântico. A desembocadura dos nossos rios é, em geral, em forma de estuário, fazendo exceção aos rios Parnaíba, Acaraú, Piranhas (foz em Deltas) e o rio Amazonas, que possui foz mista. A maior parte dos rios brasileiros são de planaltos. A maior parte dos rios brasileiros apresentam regime Tropical Austral, com cheias de verão e estiagem no inverno. Três são os divisores de água: Cordilheira dos Andes, Planaltos das Guianas e Planalto Brasileiro. Predomínio de rios exorréicos e perenes. Bacias Hidrográficas: Bacia hidrográfica é a área abrangida por um rio principal e sua rede de afluentes e subafluentes. Destacam-se quatro grandes bacias hidrográficas no Brasil: Amazonas, Platina (Paraná, Paraguai e Uruguai), Tocantins-Araguaia e São Francisco. Os rios que não pertencem a nenhuma bacia dessas quatro mencionadas são agrupadas em bacias secundárias: Nordeste, Leste e Sul-sudeste. O Brasil por apresentar rio predominantemente de planalto, possui um grande potencial hidrelétrico, que explica que 93,68% da geração de eletricidade provém da fonte hidráulica. BACIA RIO VAZÃO (M 3 /S) Amazônica Amazonas Solimões Madeira Negro Japurá Tapajos Purus Xingu Iça Juruá Tocantins-Araguaia Tocantins Araguaia Platina Paraná Uruguai Paraguai São Francisco São Francisco 2.850

55 5.1- Bacia do Rio Amazonas É a maior do mundo, com Km 2, dos quais estão em terras brasileiras. Seu rio principal nasce no Peru, com o nome de Vilcanota, e recebe depois as denominações de Ucaiali, Urubamba e Marañoín. Quando entra no Brasil, passa a se chamar Solimões, até o encontro com o Rio Negro, próximo de Manaus. Desse ponto até a foz, recebe o nome de Amazonas. Sua largura média é de 5 Km. Conta com grande número de cursos de água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante. Localizada em uma região de planície, a Bacia Amazônica tem cerca de Km de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é importante nos grandes afluentes do Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapajós, o Negro, o Trombetas e o Jarí, entre outros. Em 1997 foi inaugurada a hidrovia do Rio Madeira, que opera de Porto Velho a Itaquatiara. Em maio de 2001 foi criado o primeiro corredor ecológico binacional, na fronteira do Brasil com a Bolívia, com uma área de 23 milhões de hectares, quase equivalente ao território do estado de São Paulo. O corredor vai proteger bacias hidrográficas do Guaporé Madeira, no lado brasileiro, e Iténez, no boliviano, numa região que reúne a maior diversidade de peixes do mundo Bacia do Rio São Francisco Possui uma área de Km 2 de extensão e seu principal rio é o São Francisco. O velho Chico, como é conhecido, nasce em Minas Gerais e percorre os Estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe até a foz, na divisa destes dois últimos Estados, totalizando Km. É o maior rio totalmente brasileiro. Ele é fundamental na economia da região, pois permite a atividade agrícola em suas margens e oferece condições para a irrigação artificial de áreas mais distantes. Tem afluentes permanentes, como os rios Cariranha, Pardo, Grande e Velhas, e temporários, como os rios das Rãs, Paramirim e Jacaré. Seu maior trecho navegável se encontra entre as cidades de Pirapora (MG) e Juazeiro (BA), com extensão de Km. O potencial hidrelétrico do São Francisco é aproveitado, principalmente, pelas usinas de Xingo e Paulo Afonso. Transposição das águas Em 2000 começou a ser discutido pelo governo federal o projeto de transposição do Rio São Francisco, para levar suas águas por canais de irrigação até as regiões mais secas do sertão nordestino, que envolve um custo previsto de 3 bilhões de reais. A proposta prevê a retirada de água do rio nos estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Pernambuco para o semi-árido do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. O volume a ser utilizado poderia chegar a 1,5 bilhão de metros cúbicos anuais, o que corresponde a 75% da capacidade da baía de Guanabara. O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), sobre a transposição entregue ao governo, porém, indica que a obra causaria uma série de problemas, entre eles a perda de áreas de vegetação, a redução de hábitats da fauna terrestre, a proliferação de piranhas e o aumento da tensão social na região, provocado pela desapropriação de terras. O projeto sofre forte oposição tanto do governo de Alagoas, de Sergipe e da Bahia quanto de entidades ambientais. O ministério da Integração Nacional iniciou, nos primeiros meses de 2001, uma série de discussões nos estados com o objetivo de

56 viabilizar a transposição, mas o processo foi interrompido por uma liminar impetrada por ambientalistas. O orçamento da União para 2003 previa quase 1 bilhão de reais para a área de meio ambiente. Destes, os programas de recursos hídricos respondiam por 630 milhões de reais, e entre os projetos contemplados está o da revitalização da Bacia do São Francisco. Falta de Chuva O desmatamento, a falta de chuva e a exploração das reservas subterrâneas que abastecem o São Francisco e seus afluentes fizeram sua vazão diminuir cerca de 35%, o que dificultou a navegação e prejudicou o funcionamento das hidrelétricas Bacia Platina Os rios Paraná, Uruguai e Paraguai, na fronteira entre a Argentina e o Uruguai, são os formadores do Rio da Prata (Bacia Platina), o principal desaguadouro do Atlântico Sul. As bacias desses rios são as principais formadoras da bacia do Prata, que possui Km 2 a segunda maior do país e se estende por Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina. O Paraná, com Km, nasce na junção dos Rios Paranaíba e Grande, na divisa entre Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. Apresenta o maior aproveitamento hidrelétrico do Brasil, abrigando, por exemplo, a Usina de Itaipu. Em 1999 foi inaugurada no Rio Paraná a hidrelétrica de Porto Primavera, a segunda maior usina de Estado de São Paulo. Os afluentes do Paraná, como o Tietê e o Paranapanema, também têm grande potencial para a geração de energia. Imagem da Usina de Itaipu, retirada da Folha de São Paulo, 16/08/2008. Eclusa é um canal que, construído em águas de um rio com grande desnível, possibilitando a navegabilidade, subida ou descida de embarcações. No esquema abaixo, está representada a descida de uma embarcação, pela eclusa do Porto Primavera, do nível mais alto do Rio Paraná até o nível da Jusante.

57 Com relação às hidrovias, a do Tietê-Paraná é a mais antiga do país. Utilizado em larga escala para a navegação, o rio Paraguai tem origem na serra do Araporé, a 100 Km de Cuiabá (MT). Sua extensão é de Km. O Rio Uruguai possui cerca de 1,5 mil Km de extensão, dos quais 625 correspondem ao trecho navegável, entre São Borja e Uruguaiana (RS). Também temos outros trechos com potencial hidrelétrico. Problemas no Pantanal Entidades ambientalistas criticam o uso de trechos da bacia para transporte fluvial. Um relatório divulgado em fevereiro de 2001 pela WWF, denuncia que, na região onde o Rio Paraguai corta o Pantanal, o choque das embarcações contra as margens causou a destruição de mais de 100 Km de matas ciliares, além de assoreamento das águas. Também sofre de assoreamento o Rio Taquari, que nasce no cerrado e atravessa o Pantanal, carregando grande quantidade de terra de regiões de plantio de soja onde a mata ciliar foi destruída. O crescimento e a modernidade da agricultura na região fizeram aumentar o uso de agrotóxicos nas áreas que cercam as planícies inundáveis do Pantanal-Mato-Grossense, contaminando solos e água dessa região da Bacia do Prata Bacia do Rio Tocantins É a maior bacia localizada inteiramente em território brasileiro, com Km 2. O Rio Tocantins nasce em Goiás e percorre Km até desembocar na foz do Amazonas. Seu trecho navegável, de 1,9 mil Km, se encontra entre Belém (PA) e Peixe (GO), e a parte de seu potencial hidrelétrico é aproveitada pela Usina de Tucuruí. O Rio Araguaia nasce em Mato Grosso, na fronteira com Goiás, e une-se ao Tocantins no extremo norte do estado de mesmo nome. Hidrovia Araguaia Tocantins De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a hidrovia Araguais-Tocantins já poderia ser navegada em três trechos da bacia: em 580 Km do Rio das Mortes, em Km do Rio Araguaia e em 440 Km do Tocantins. A hidrovia, porém, tem sido questionada pelas entidades ambientalistas, que criticam os impactos que ela poderá provocar. No projeto, ela corta dez áreas de conservação ambiental e 35 áreas indígenas, afetando uma população de cerca de índios. 6- HIDROVIAS E OS IMPACTOS AMBIENTAIS Mesmo quando um rio é naturalmente navegável, a própria ocupação humana de suas margens e várzeas e seu aproveitamento como meio de transporte produzem alterações ambientais nada desprezíveis (destruição de matas de galerias e matas ciliares, desmoronamento das margens, assoreamento das margens, assoreamento do leito fluvial, poluição das águas por dejetos humanos, pelo óleo combustível das embarcações, das máquinas de garimpo e pelo mercúrio etc.). Quando, entretanto, há necessidade da intervenção humana para que o rio ou a bacia hidrográfica se torne navegável, com a construção de barragens, eclusas, canais e outros recursos da engenharia hidráulica, as alterações são de muito maior magnitude. Os impactos ambientais previstos envolvem um conjunto de alterações inter-relacionadas de grande monta, podendo-se citar: perda da biodiversidade local, regional, global; diminuição da pesca; alteração no regime hídrico; prejuízos para a qualidade da água, que será contaminada pelo óleo diesel das embarcações; alterações nos padrões das cadeias alimentares. Impactos indiretos: maior povoamento ao longo do traçado da hidrovia; maior utilização dos recursos naturais regionais; erosão dos solos, assoreamento dos rios, contaminação do solo e das águas por agrotóxicos. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO: 01)(ENEM/2011) SOBRADINHO O homem chega, já desfaz a natureza Tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar O São Francisco lá pra cima da Bahia Diz que dia menos dia vai subir bem devagar E passo a passo vai cumprindo a profecia do beato que dizia que o Sertão ia alagar. SÁ E GUARABYRA. Disco Pirão de peixe com pimenta. Som Livre, 1977 (adaptado). O trecho da música faz referência a uma importante obra na região do rio São Francisco. Uma consequência socioespacial dessa construção foi A) a migração forçada da população ribeirinha. B) o rebaixamento do nível do lençol freático local. C) a preservação da memória histórica da região.

58 D) a ampliação das áreas de clima árido. E) a redução das áreas de agricultura irrigada. 02)(ENEM/2010) A usina hidrelétrica de Belo Monte será construída no rio Xingu, no município de Vitória de Xingu, no Pará. A usina será a terceira maior do mundo e a maior totalmente brasileira, com capacidade de 11,2 mil megawatts. Os índios do Xingu tomam a paisagem com seus cocares, arcos e flechas. Em Altamira, no Pará, agricultores fecharam estradas de uma região que será inundada pelas águas da usina. BACOCCINA, D.; QUEIROZ. G.; BORGES, R. Fim do leilão, começo da confusão. Istoé Dinheiro. Ano 13, no 655,28 abr (adaptado). Os impasses, resistências e desafios associados à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte estão relacionados A) ao potencial hidrelétrico dos rios no norte e nordeste quando comparados às bacias hidrográficas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. B) à necessidade de equilibrar e compatibilizar o investimento no crescimento do país com os esforços para a conservação ambiental. C) à grande quantidade de recursos disponíveis para as obras e à escassez dos recursos direcionados para o pagamento pela desapropriação das terras. D) ao direito histórico dos indígenas à posse dessas terras e à ausência de reconhecimento desse direito por parte das empreiteiras. E) ao aproveitamento da mão de obra especializada disponível na região Norte e o interesse das construtoras na vinda de profissionais do Sudeste do país. 03)(ENEM/2009) Uma parcela importante da água utilizada no Brasil destina-se ao consumo humano. Hábitos comuns referentes ao uso da água para o consumo humano incluem: tomar banhos demorados, deixar as torneiras abertas ao escovar os dentes ou ao lavar a casa e o carro. A repetição desses hábitos diários pode contribuir para: a) o aumento da disponibilidade de água para a região onde você mora e do custo da água. b) a manutenção da disponibilidade de água para a região onde você mora e do custo da água. c) a diminuição da disponibilidade de água para a região onde você mora e do custo da água. d) o aumento da disponibilidade de água para a região onde você mora e a diminuição do custo da água. e) a diminuição da disponibilidade de água para a região onde você mora e o aumento do custo da água. 04)(UFV/2009) O planeta Terra é uno e total, mas didaticamente pode-se dividi-lo, do ponto de vista das ciências da natureza, em quatro partes interdependentes e com características específicas, a saber: hidrosfera, atmosfera, litosfera e biosfera. O homem, que é também integrante de uma dessas partes, tornou-se ao longo da história apropriador e transformador dos elementos que compõem essas partes. Com base nos conhecimentos sobre as características do planeta Terra e da relação sociedade-natureza, assinale a afirmativa CORRETA: a) A atmosfera é a única camada que sofre com a transformação da natureza pela sociedade, sobretudo devido ao lançamento de dejetos através das atividades produtivas, cotidianas e depredatórias. b) A relação do homem com a litosfera é pouco expressiva, pois essa é formada por seres inanimados, como rochas e minerais, que se encontra em grandes profundidades, dificultando a sua extração e utilização. c) A sociedade se relaciona de forma harmoniosa com a biosfera, respeitando os animais e a vegetação, com a utilização desses recursos de forma sustentável. d) A hidrosfera formada pelos corpos d água na superfície é muito importante para a sociedade, uma vez que seus elementos são utilizados na produção de alimentos, bens e energia, bem como para o lazer. 05)(PASES I/2009) Leia as afirmativas abaixo, que se referem a contribuições para os problemas das enchentes nas áreas metropolitanas: I. Os rios canalizados nas áreas urbanas apresentam menos velocidade, o que contribui para o melhor escoamento das águas pluviais. II. As águas das chuvas nas cidades apresentam grande dificuldade de se infiltrar devido à impermeabilização do solo. III. A redução da mata ciliar nas cidades favorece o assoreamento dos canais fluviais, diminuindo o a vazão dos rios.

59 IV. A poluição do ar, associada às elevadas temperaturas, na área central da cidade, favorece a formação de chuvas orográficas. Está CORRETO o que se afirma apenas em: a) I e IV. b) II e III. c) II e IV. d) I e III. e) Nenhuma das Anteriores. 06)(ENEM/2008) Um jornal de circulação nacional publicou a seguinte notícia: Choveu torrencialmente na madrugada de ontem em Roraima, horas depois de os pajés caiapós Mantii e Kucrit, levados de Mato Grosso pela Funai, terem participado do ritual da dança da chuva, em Boa Vista. A chuva durou três horas em todo o estado e as previsões indicam que continuará pelo menos até amanhã. Com isso, será possível acabar de vez com o incêndio que ontem completou 63 dias e devastou parte das florestas do estado. Jornal do Brasil, abr./1998 (com adaptações). Considerando a situação descrita, avalie as afirmativas seguintes. I No ritual indígena, a dança da chuva, mais que constituir uma manifestação artística, tem a função de intervir no ciclo da água. II A existência da dança da chuva em algumas culturas está relacionada à importância do ciclo da água para a vida. III Uma das informações do texto pode ser expressa em linguagem científica da seguinte forma: a dança da chuva seria efetiva se provocasse a precipitação das gotículas de água das nuvens. É correto o que se afirma em: a) I, apenas. b) III, apenas. c) I e II, apenas. e) II e III, apenas. e) I, II e III. 07)(UFJF/2008) Observe a área de uma carta topográfica.

60 Carta topográfica é a representação, em escala, sobre um plano, dos acidentes naturais e artificiais. Com base nessa carta topográfica, é CORRETO afirmar que: a) a área de 1 mm² na carta corresponde a uma área de 50 m² na realidade. da superfície terrestre de forma mensurável, mostrando suas posições planimétricas e altimétricas. b) a área representada está localizada em um estado da Região Nordeste. c) o padrão de drenagem da bacia hidrográfica representada é o dendrítico. d) o relevo é a fronteira natural que separa as áreas urbanas das áreas rurais. e) o terreno é plano porque as curvas de nível estão mais espaçadas entre si. 08)(ENEM/2007) O artigo 1.º da Lei Federal n.º 9.433/1997 (Lei das Águas) estabelece, entre outros, os seguintes fundamentos: I- a água é um bem de domínio público; II- a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; III- em situações de escassez, os usos prioritários dos recursos hídricos são o consumo humano e a dessedentação de animais; IV- a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas. Considere que um rio nasça em uma fazenda cuja única atividade produtiva seja a lavoura irrigada de milho e que a companhia de águas do município em que se encontra a fazenda colete água desse rio para abastecer a cidade. Considere, ainda, que, durante uma estiagem, o volume de água do rio tenha chegado ao nível crítico, tornando-se insuficiente para garantir o consumo humano e a atividade agrícola mencionada. Nessa situação, qual das medidas abaixo estaria de acordo com o artigo 1.º da Lei das Águas?

61 a) Manter a irrigação da lavoura, pois a água do rio pertence ao dono da fazenda. b) Interromper a irrigação da lavoura, para se garantir o abastecimento de água para consumo humano. c) Manter o fornecimento de água apenas para aqueles que pagam mais, já que a água é bem dotado de valor econômico. d) Manter o fornecimento de água tanto para a lavoura quanto para o consumo humano, até o esgotamento do rio. e) Interromper o fornecimento de água para a lavoura e para o consumo humano, a fim de que a água seja transferida para outros rios. 09)(UFV/1996) O Brasil é um país rico em rios, o que confere um grande potencial hidrelétrico. Este potencial esta relacionado respectivamente aos seguintes fatores geográficos: a) Ás condições climáticas e ao relevo acidentado. b) A predominância no país do clima equatorial e a existência de poucas áreas planas. c) A continentalidade do território e a disposição longitudinal do seu relevo. d) A latitude e a monotonia do relevo. e) A tropicalidade e a existência de planícies de tamanho considerável. GABARITO: A (UFMG/97) As respostas do homem frente às enchentes apresentam-se em dois grandes grupos de medidas. As medidas ditas estruturais, que visam a atuar sobre a própria enchente tentando controla-la, e as ditas não-estruturais, que procuram atuar na conduta do homem, fazendo-o adaptar-se e conviver com o fenômeno, catastrófico, ou pelo menos, minimizar as possibilidades de danos materiais e, principalmente humanos. Fonte: Enchentes na primavera de 1993 na bacia hidrográfica do Alto Iguaçu. A água em revista, Considerando-se as informações desse texto e outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que: a) A construção de obras de engenharia hidráulica diques e barragens reguladoras, canalização e retificação dos cursos de água constitui uma das medidas estruturais empregadas no controle das enchentes. b) A educação ambiental e a adoção de praticas corretas de manejo, uso e ocupação do solo nos meios rural e urbano são medidas não estruturais indispensáveis para diminuir o impacto das cheias excepcionais. c) A limpeza e a dragagem freqüentes dos canais e leitos dos cursos de água e dos reservatórios são medidas estruturais de grande valia para minorar as enchentes em áreas urbanizadas. d) A recomposição da cobertura vegetal nas cabeceiras e margens dos rios e nas encostas é uma medida estrutural que produz efeitos imediatos e se tem mostrado eficiente no controle das enchentes. e) NDA. GABARITO: D GABARITO: 01-A 02-B 03-E 04-D CAPÍTULO: VEGETAÇÃO 1 FATORES QUE INFLUEM NA VEGETAÇÃO A vegetação é reflexo das condições naturais de solo e de clima do lugar em que ocorre. Os elementos climáticos, principalmente a temperatura e a umidade, são determinantes para o tipo de vegetação de uma área. Há climas secos, úmidos, alternadamente úmidos e secos, quentes, frios, alternadamente quentes e frios ao longo do ano, e seus reflexos na cobertura vegetal definem a forma das folhas, a espessura do tronco, a altura das plantas, a fisionomia da vegetação, segundo a classificação:

62 Quanto a Umidade Higrófitos Xerófitos Tropófitos Hidrófitos (Alagadas) Quanto às folhas Latifoliada Aciculifoliada Quanto ao Comportamento Sazonal das folhas Perenifólia Caducifólia ou decídua Quanto ao porte Formações arbóreas Formações herbáceas Formações arbustivas 2- VEGETAÇÃO ORIGINAL BRASILEIRA O Brasil, por contar com grande diversidade climática, apresenta várias formações vegetais. Tem desde densas florestas latifoliadas tropicas, que ocupam mais da metade de seu território, até formações xerófilas, como a caatinga. Há também formações típicas de clima temperado, como a Mata de Araucárias. Possuiu grandes extensões, no centro do país, de uma formação complexa tipo savana, conhecida como cerrado, sem contar o complexo do Pantanal, as matas galerias, as formações de mangue. Floresta Amazônica (Floresta Latifoliada Equatorial) Possuindo o maior banco genético ou biodiversidade do planeta, a Floresta Amazônica apresenta três estratos. o Caaigapó ou Mata de Igapó é uma área permanentemente alagada, ao longo dos rios, onde encontramos vegetação de pequeno porte, como por exemplo, a vitória-régia. o Várzea área sujeita a inundações periódicas, com vegetação de médio porte, que raramente ultrapassa 20 metros de altura, como a seringueira. o Caaetê ou Terra Firma área que nunca inunda, na qual encontramos vegetação de grande porte, com árvores que chegam a atingir 60 metros de altura, como a castanheira. Floresta Latifoliada Tropical Esta formação foi altamente devastada ao longo da história do Brasil. Originalmente, estendia-se do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, alargando-se significativamente em Minas Gerais e São Paulo. Possuiu um estrato exposto à ação intensa das massas de ar úmido provenientes do Oceano Atlântico. Nessa área, ela é muito densa, quase impenetrável, sendo conhecida como Mata Atlântica (Floresta Latifoliada Tropical Úmida da encosta).

63 Mata de Araucárias ou dos Pinhais (Floresta Aciculifoliada) É uma floresta na qual predomina a Araucária angustifólia, espécie adaptada ao clima subtropical ou temperado. Assemelha-se, na densidade vegetal, a um bosque. Originariamente, dominava vastas extensões da área planáltica da região Sul e mesmo pontos altos do território de São Paulo (Campos do Jordão), Rio de Janeiro (Petrópolis) e Minas Gerais (Pico da Bandeira). Em seu interior, há a ocorrência de erva-mate, ipês, canela, cedros, etc.

64 Mata dos Cocais Esta formação vegetal está encravada entre a Floresta Amazônica, o cerrado e a caatinga. É, portanto, uma mata de transição entre formações bastante distintas, constituída por palmeiras ou palmáceas, com grande predominância do babaçu e ocorrência esporádica de carnaúba. Caatinga Vegetação xerófila, adaptada ao clima semi-árido, na qual predomina um estrato arbustivo caducifoliado e espinhoso; ocorrem também cactáceas. O nome caatinga significa, em tupi-guarani, mata branca, cor predominante da vegetação durante a estação seca. No verão, devido à ocorrência de chuva, brotam folhas verdes e flores. Cerrado Muito parecido com a savana africana, é constituído por uma vegetação caducifólia. Predominantemente arbustiva, de raízes profundas, galhos retorcidos e casca grossa (que retém mais água), é uma formação plenamente adaptada ao clima tropical típico, com chuvas abundantes no verão e inverno bastante seco.

65 Mata Galeria ou Ciliar É uma mata que acompanha o curso de rios que cortam o cerrado, onde são muito freqüentes, e a caatinga. Nas áreas próximas as margens dos rios perenes, o solo é permanentemente úmido, criando condições para o desenvolvimento da mata. Complexo do Pantanal Dentro do Pantanal Mato-Grossense há campos inundáveis, floresta tropical e mesmo cerrado nas áreas mais altas. O Pantanal, portanto, não é uma formação vegetal, mas um complexo que agrupa várias formações em seu interior. Campos Naturais Formações herbáceas, constituídas por gramíneas que atingem até 60 cm de altura. Sua origem pode estar associada a solos rasos ou temperaturas baixas em regiões de altitudes elevadas, áreas sujeitas à inundação periódica ou ainda solos arenosos. Os campos mais famosos do Brasil localizam-se no extremo sul, na Campanha Gaúcha. Em Mato Grosso do Sul, destacam-se os campos de Vacaria e, no restante do país, aparecem manchas isoladas na Amazônia, no Pantanal e nas regiões serranas do Sudeste e do planalto das Guianas. Vegetação Litorânea Nas praias e dunas, é muito importante a ocorrência de vegetação rasteira, responsável pela fixação da areia, impedindo que seja transportada pelo vento. A restinga é uma formação vegetal que se desenvolve na areia, com predominância de arbustos e ocorrência de algumas árvores, como o chapéu-de-sol, o coqueiro e a goiabeira. Os mangues são nichos ecológicos responsáveis pela reprodução de milhares de espécies de peixes, moluscos e crustáceos. Em áreas planas do litoral, na foz e ao longo do curso dos rios, o terreno é invadido pela água do mar nos períodos de maré cheia e a vegetação arbustiva que ai se desenvolve é halófita (adaptada à presença de sal) e pneumatófila (durante a maré baixa, as raízes ficam expostas).

66 MAPA DE VEGETAÇÃO DO BRASIL De acordo com o que acabou de aprender, preencha este quadro: FORMAÇÕES VEGETAIS NO MUNDO Há diversas formações vegetais no planeta, tantas quanto a enorme diversidade climática permite. Há formações florestais muito densas, como as florestas tropicais, extremamente ricas em biodiversidade as mais devastadas atualmente, o que causa grande preocupação, e florestas temperadas, como a taiga, mais esparsas e com menor diversidade de espécies. Há formações herbáceas, como as pradarias e os campos, e formações mistas, como as savanas de climas tropicais. Há vegetações adaptadas a climas rigorosos, como a tundra, de clima subpolar, e as xerófilas, adaptadas à excessiva aridez. Todas elas têm grande importância para a preservação dos variados ecossistemas planetários. Vejamos as mais importantes: Floresta de Coníferas Trata-se de uma formação florestal típica da zona temperada. Ocorre em altas latitudes, em climas temperados continentais. Abrange principalmente parte do território do Canadá, Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. Neste último país, cobre mais da metade do território e é conhecida como taiga. Formação bastante homogênea, na qual predominam pinheiros, é importante

67 para a economia desses países como fonte de matéria-prima para a industria madeireira e de papel e celulose. Floresta Temperada Formação típica da zona climática temperada, surge, diferentemente das coníferas, em latitudes mais baixas e sob maior influencia da maritimidade. Dominava extensas porções da Europa Centro-Ocidental, mais ainda ocorre na Ásia, na América do Norte e em pequenas extensões da América do Sul e da Austrália. Na Europa, restam apenas pequenos bosques, como a Floresta Negra (Alemanha) e a Floresta de Sherwood (Inglaterra). O que restou dessa floresta caducifólia é a formação secundária conhecida como landes, na qual aparecem espécies como abetos, fais, carvalhos, etc. Floresta Tropical Formação vegetal higrófila e latifoliada, extremamente heterogênea, típica de climas quentes e úmidos. Surge, portanto, em baixas latitudes na América, na África e na Ásia, onde predominam climas tropicais e equatoriais. É a formação mais rica em espécies do planeta, possuindo um enorme e ainda em grande parte desconhecido banco genético ou biodiversidade. Nela ocorrem árvores de grande e médio porte, como o mogno, o jacarandá, a castanheira, o cedro, a imbuia, a peroba, entre outras, além de palmáceas, arbustos, briófitas, bromélias, etc. Formações Desérticas Estão adaptadas à escassez de água, situação típica dos climas áridos e semi-áridos, tanto em regiões frias quanto quentes. Por isso, as espécies são xerófilas, destacando-se entre elas as cactáceas. Aparecem nos desertos da América, África, Ásia e Oceania. Vê-se, assim, que ocorrem em todos os continentes, com exceção da Europa. Tundra Vegetação rasteira, de ciclo vegetativo extremamente curto. Por encontrar-se nas regiões polares, desenvolve-se apenas durante aproximadamente três meses, quando ocorre o degelo de verão. As espécies típicas são os musgos, nas baixadas úmidas, e os liquens, nas porções mais altas do terreno, onde o solo é mais seco. Vegetação Mediterrânea Desenvolve-se em regiões de clima mediterrâneo, que apresenta verões muito quentes e secos e invernos amenos e chuvosos. Surge no sudoeste dos EUA, na região central do Chile, no sudoeste da África do Sul e no sudoeste da Austrália. Mas as maiores ocorrências estão no sul da Europa e no norte da África. Trata-se de uma vegetação esparsa, que possuiu três estratos: um arbóreo, um arbustivo e um herbáceo. Apresenta características xerófilas e as duas formações dominantes são os garrigues e os maquis. Pradaria Formação herbácea, composta basicamente de capim, que aparece em regiões de clima temperado continental. Surge na Europa central e no oeste da Rússia, nas Grandes Planícies americanas, nos Pampas argentinos e na Grande Bacia Australiana. Embora tenha sido muito usada como paisagem, essa vegetação é muito importante pelo solo rico em matéria orgânica que acondiciona. Um dos solos mais férteis do mundo, denominado tchernozion, surge sob as pradarias da Rússia e da Ucrânia. Estepe É uma vegetação herbácea, como as pradarias, porém mais esparsa e ressecada. Surge em climas semi-áridos, portanto na faixa de transição de climas úmidos (temperados ou tropicais) para os desertos. Savana Vegetação complexa que surge sob influência do clima tropical, alternadamente úmido e seco. Apresenta estrato arbóreo, arbustivo e herbáceo. Ocorre na áfrica Centro-Oriental, no Brasil central e, em menores extensões, na Índia. Na África, essa vegetação tem grande importância, por abrigar animais de grande porte, como leões, elefantes, girafas, zebras, etc. EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO: 01)(ENEM/2011)

68 Disponível em: Acesso em: 28 jul A imagem retrata a araucária, árvore que faz parte de um importante bioma brasileiro que, no entanto, já foi bastante degradado pela ocupação humana. Uma das formas de intervenção humana relacionada à degradação desse bioma foi A) o avanço do extrativismo de minerais metálicos voltados para a exportação na região Sudeste. B) a contínua ocupação agrícola intensiva de grãos na região Centro-Oeste do Brasil. C) o processo de desmatamento motivado pela expansão da atividade canavieira no Nordeste brasileiro. D) o avanço da indústria de papel e celulose a partir da exploração da madeira, extraída principalmente no Sul do Brasil. E) o adensamento do processo de favelização sobre áreas da Serra do Mar na região Sudeste. 02)(ENEM/2011) A Floresta Amazônica, com toda a sua imensidão, não vai estar aí para sempre. Foi preciso alcançar toda essa taxa de desmatamento de quase 20 mil quilômetros quadrados ao ano, na última década do século XX, para que uma pequena parcela de brasileiros se desse conta de que o maior patrimônio natural do país está sendo torrado. AB SABER, A. Amazônia: do discurso à práxis. São Paulo: EdUSP, Um processo econômico que tem contribuído na atualidade para acelerar o problema ambiental descrito é: A) Expansão do Projeto Grande Carajás, com incentivos à chegada de novas empresas mineradoras. B) Difusão do cultivo da soja com a implantação de monoculturas mecanizadas. C) Construção da rodovia Transamazônica, com o objetivo de interligar a região Norte ao restante do país. D) Criação de áreas extrativistas do látex das seringueiras para os chamados povos da floresta. E) Ampliação do polo industrial da Zona Franca de Manaus, visando atrair empresas nacionais e estrangeiras. 03)(ENEM/2008) Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária cerca de 35% do rebanho nacional está na região e que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaristas sabem que problemas ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta. Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações). A partir da situação-problema descrita, conclui-se que A o desmatamento na Amazônia decorre principalmente da exploração ilegal de árvores de valor comercial. B um dos problemas que os pecuaristas vêm enfrentando na Amazônia é a proibição do plantio de soja. C a mobilização de máquinas e de força humana torna o desmatamento mais caro que o aumento da produtividade de pastagens. D o superavit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia compensa a possível degradação ambiental.

69 E a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia. 04)(UFJF/2010) Leia abaixo os dados divulgados referentes a um estudo sobre a Mata Atlântica. Estudo divulgado no dia 26 de maio de 2009 mostra que, entre 2005 e 2008, em dez estados brasileiros avaliados, foi desmatada uma área de Mata Atlântica equivalente a cerca de dois terços do tamanho da cidade de São Paulo. Segundo o estudo, 1 029,38 km² de mata foram desmatados no período considerado. As informações foram levantadas pela Fundação SOS Mata Atlântica em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O município de Jequitinhonha (MG) é o primeiro da lista dos que mais perderam Mata Atlântica no período. Foram 24,59 km² de desmatamento. Disponível em: <http://g1.globo.com/noticias/brasil>. Acesso em: 10 jun Adaptado. Com base nos estudos de Geografia do Brasil, marque a alternativa CORRETA. a) A Mata Atlântica é uma zona de transição vegetativa e climática entre o Complexo do Pantanal e a vegetação litorânea; seu potencial para exploração econômica é muito amplo e variado: vegetais (guaraná, babaçu) e minerais (bauxita, cobre). b) As áreas de ocorrência de Mata Atlântica, em Minas Gerais, são dizimadas em função do acelerado processo de urbanização, que provoca modificações climáticas, promovendo, assim, a conversão de áreas originais de floresta em áreas de cerrado. c) As florestas tropicais úmidas estão nas áreas mais pobres do mundo, e a população, que vive nessas florestas e no seu entorno, beneficia-se da coleta, da caça e da pesca e, assim, degrada e destrói os recursos florestais naturais. d) No município de Jequitinhonha, a destruição da Mata Atlântica é explicada pela extração de carvão para a siderurgia, já que, no início do século XXI, a maior demanda da indústria mineira de energia por fonte é a lenha e derivados. e) Os estados do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão participaram do estudo supracitado porque a madeira que extraem das áreas de ocorrência de Mata Atlântica, em seus limites territoriais, é o seu principal produto de exportação. 05)(UFJF/2009) Leia o fragmento de texto a seguir. Planaltos, depressões e chapadas sedimentares; clima tropical com duas estações bem diferenciadas (verão chuvoso e inverno seco); predomínio da vegetação arbustiva e herbácea e solos ácidos. Sua economia baseiase na agricultura e pecuária. Fonte: COELHO, Marcos de Amorim e TERRA, Lygia. Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Moderna, Essas características são do domínio morfoclimático a) da araucária. b) da caatinga. c) das pradarias. d) do cerrado. e) do deserto. 06)(CTU/2008) Associe os dados apresentados a seguir com seu respectivo bioma. 1- Elevado índice pluviométrico, baixa amplitude térmica e expansão agrícola recente. 2- Vista exuberante para os colonizadores, tropófila e latifoliada, alargando-se para o interior de São Paulo e Minas gerais. 3- Situada entre a floresta amazônica e a caatinga, tem grande importância para a população local, devido ao extrativismo e ao artesanato. 4- Vegetação caducifólia, galhos retorcidos, média estatura, estende-se pelo planalto central. A seqüência correta, na ordem crescente é: a) Floresta Amazônica, Mata dos Cocais, Cerrado e Mata Atlântica. b) Mata Atlântica, Floresta Amazônica, Mata dos Cocais e Cerrado.

70 c) Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Mata dos Cocais e Cerrado. d) Mata dos Cocais, Mata Atlântica, Floresta Amazônica e Cerrado. e) Floresta Amazônica, Cerrado, Mata dos Cocais e Mata Atlântica. 07)(UFMG/2009) Leia este trecho: O debate sobre o aumento das taxas de desmatamento na Amazônia, no final de 2007, foi ocasião propícia para um ataque inédito de alguns interesses do setor agroindustrial atuando no Brasil central e na Amazônia ao Inpe, uma das instituições-chave do sistema brasileiro de ciência e tecnologia [...] Não é inocente, nesse contexto, um doloso desconhecimento: ignorar que a ciência (aqui e em toda parte) avança por meio de acertos e erros. Pretender fazer de diferenças metodológicas sobre como detectar desmatamento e degradação a partir do espaço o argumento para deslegitimar nossa ciência pode ser um ato mais que destrutivo ao futuro do Brasil. O nó da questão é o falso dilema entre conservação e desenvolvimento. Falso, porque trata a conservação como sinônimo de preservação intocável e identifica o desenvolvimento com produção destrutiva, respaldado num histórico de agropecuária causadora de gigantesco passivo ambiental na Amazônia. Falso, pois não admite a existência de diversos modos de modernidade e caminhos alternativos de desenvolvimento e pretende fazer da verdade complexa dessa questão pouco mais que uma caricatura simplista. BECKER, Bertha; NOBRE, Carlos A.; BARTHOLO, Roberto. Uma via para a Amazônia. Folha de S. Paulo. 27 abr p. A3. (Adaptado) A partir da leitura e interpretação desse trecho, é INCORRETO afirmar que: A) a caricatura simplista mencionada se refere à postura comum de reduzir-se o assunto Amazônia a uma só via, o conservadorismo ou o desenvolvimentismo. B) a notícia do aumento da taxa de desmatamento na Amazônia, que incomodou diferentes setores da sociedade, motivou várias críticas a um importante órgão de pesquisa brasileiro. C) os autores consideram inaceitável criticar-se a possibilidade de a ciência brasileira cometer erros relativos à detecção e ao monitoramento do desmatamento. D) uma postura radical do lado conservacionista e a tradição brasileira de uso irracional dos recursos ambientais dificultam o debate sobre a Amazônia. E) Só existe uma alternativa a ser marcada acima. 08)(ENEM/2008) As florestas tropicais estão entre os maiores, mais diversos e complexos biomas do planeta. Novos estudos sugerem que elas sejam potentes reguladores do clima, ao provocarem um fluxo de umidade para o interior dos continentes, fazendo com que essas áreas de floresta não sofram variações extremas de temperatura e tenham umidade suficiente para promover a vida. Um fluxo puramente físico de umidade do oceano para o continente, em locais onde não há florestas, alcança poucas centenas de quilômetros. Verificase, porém, que as chuvas sobre florestas nativas não dependem da proximidade do oceano. Esta evidência aponta para a existência de uma poderosa bomba biótica de umidade em lugares como, por exemplo, a bacia amazônica. Devido à grande e densa área de folhas, as quais são evaporadores otimizados, essa bomba consegue devolver rapidamente a água para o ar, mantendo ciclos de evaporação e condensação que fazem a umidade chegar a milhares de quilômetros no interior do continente. A. D. Nobre. Almanaque Brasil Socioambiental. Instituto Socioambiental, 2008, p (com adaptações). As florestas crescem onde chove, ou chove onde crescem as florestas? De acordo com o texto, a) onde chove, há floresta. b) onde a floresta cresce, chove. c) onde há oceano, há floresta. d) apesar da chuva, a floresta cresce. e) no interior do continente, só chove onde há floresta. 09)(ENEM/2008)

71 Analisando-se os dados do gráfico acima, que remetem a critérios e objetivos no estabelecimento de unidades de conservação no Brasil, constata-se que: a) o equilíbrio entre unidades de conservação de proteção integral e de uso sustentável já atingido garante a preservação presente e futura da Amazônia. b) as condições de aridez e a pequena diversidade biológica observadas na Caatinga explicam por que a área destinada à proteção integral desse bioma é menor que a dos demais biomas brasileiros. c) o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa, biomas mais intensamente modificados pela ação humana, apresentam proporção maior de unidades de proteção integral que de unidades de uso sustentável. d) o estabelecimento de unidades de conservação deve ser incentivado para a preservação dos recursos hídricos e a manutenção da biodiversidade. e) a sustentabilidade do Pantanal é inatingível, razão pela qual não foram criadas unidades de uso sustentável nesse bioma. 10)(ENEM/2008) Os ingredientes que compõem uma gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de condensação de nuvens (NCN). Em torno desse núcleo, que consiste em uma minúscula partícula em suspensão no ar, o vapor de água se condensa, formando uma gotícula microscópica, que, devido a uma série de processos físicos, cresce até precipitar-se como chuva. Na floresta Amazônica, a principal fonte natural de NCN é a própria vegetação. As chuvas de nuvens baixas, na estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à superfície, praticamente no mesmo lugar em que foram gerados pela floresta. As nuvens altas são carregadas por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas de quilômetros de seu local de origem, exportando as partículas contidas no interior das gotas de chuva. Na Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma das mais altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação natural é altamente eficiente. Com a chegada, em larga escala, dos seres humanos à Amazônia, ao longo dos últimos 30 anos, parte dos ciclos naturais está sendo alterada. As emissões de poluentes atmosféricos pelas queimadas, na época da seca, modificam as características físicas e químicas da atmosfera amazônica, provocando o seu aquecimento, com modificação do perfil natural da variação da temperatura com a altura, o que torna mais difícil a formação de nuvens. Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano 1, n.º 11, abr./2003, p (com adaptações). Na Amazônia, o ciclo hidrológico depende fundamentalmente: a) da produção de CO2 oriundo da respiração das árvores. b) da evaporação, da transpiração e da liberação de aerossóis que atuam como NCNs. c) das queimadas, que produzem gotículas microscópicas de água, as quais crescem até se precipitarem como chuva. d) das nuvens de maior altitude, que trazem para a floresta NCNs produzidos a centenas de quilômetros de seu local de origem. e) da intervenção humana, mediante ações que modificam as características físicas e químicas da atmosfera da região. GABARITO: 01-D 02-B 03-E 04-D 05-D 06-C 07-C 08-B 09-D 10-B

Teoria da Deriva Continental - Alfred Wegener (1915)

Teoria da Deriva Continental - Alfred Wegener (1915) ESTRUTURA GEOLÓGICA Teoria da Deriva Continental - Alfred Wegener (1915) - Harry Hess (1960) Teoria da Tectônica de Placas Sismos A conseqüência do choque entre placas tectônicas são chamadas de abalos

Leia mais

Modulo I Mudanças Climáticas

Modulo I Mudanças Climáticas Nome: Nº: Turma: Geografia 1º ano Exercícios Extras Silvia Set/09 Modulo I Mudanças Climáticas 1. (UFRJ) A maior parte do aquecimento da atmosfera é proveniente da radiação terrestre: a atmosfera deixa

Leia mais

REVISÃO PARA AV1 Unidade 1 Cap. 1

REVISÃO PARA AV1 Unidade 1 Cap. 1 REVISÃO PARA AV1 Unidade 1 Cap. 1 Continente Americano Prof. Ivanei Rodrigues Teoria sobre a formação dos continentes Transformação da crosta terrestre desde a Pangeia até os dias atuais. A Teoria da

Leia mais

Formação das Rochas. 2.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas,

Formação das Rochas. 2.Rochas sedimentares: formadas pela deposição de detritos de outras rochas, Relevo Brasileiro 1.Rochas magmáticas ou ígneas, formadas pela solidificação do magma.podem ser intrusivas formadas dentro da crosta terrestre ou extrusivas na superfície. Formação das Rochas 2.Rochas

Leia mais

Professor: Anderson Carlos Fone: 81 8786 6899

Professor: Anderson Carlos Fone: 81 8786 6899 Professor: Anderson Carlos Fone: 81 8786 6899 Estrutura geológica é a base do território. Corresponde à sua composição rochosa. Já o relevo é a forma apresentada pelo território ao nossos olhos: montanhas

Leia mais

Estrutura e Composição da Terra. Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. [Friedrich Nietzsche]

Estrutura e Composição da Terra. Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. [Friedrich Nietzsche] Estrutura e Composição da Terra Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. [Friedrich Nietzsche] Contornos do Mundo O interior terrestre é formado por várias camadas e as investigações sobre

Leia mais

HIDROGRAFIA GERAL E DO BRASIL

HIDROGRAFIA GERAL E DO BRASIL HIDROGRAFIA GERAL E DO BRASIL QUESTÃO 01 - A Terra é, dentro do sistema solar, o único astro que tem uma temperatura de superfície que permite à água existir em seus três estados: líquido, sólido e gasoso.

Leia mais

Relevo GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Relevo GEOGRAFIA DAVI PAULINO Relevo GEOGRAFIA DAVI PAULINO Relevo É a forma da superfície terrestre, que apresenta variação de nível de um local para outro. Tem uma influência pesada em outros fenômenos, como a urbanização e as atividade

Leia mais

ESTRUTURA GEOLÓGICA E RELEVO AULA 4

ESTRUTURA GEOLÓGICA E RELEVO AULA 4 ESTRUTURA GEOLÓGICA E RELEVO AULA 4 ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO Organiza os principais eventos ocorridos na história do planeta ERA PRÉ -CAMBRIANA DESAFIO (UEPG) ex. 1 p. 181 - A história e a evolução da

Leia mais

Objetivo da aula: conhecer a estrutura interna da Terra, e os fenômenos associados a essa estrutura como os terremotos e vulcões.

Objetivo da aula: conhecer a estrutura interna da Terra, e os fenômenos associados a essa estrutura como os terremotos e vulcões. Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 1ª Ano Tema da aula: Estrutura Interna da Terra (pag. 59 a 69 Objetivo da aula: conhecer a estrutura interna da Terra, e os fenômenos associados a essa

Leia mais

Evolução da Terra. Geografia Prof. Cristiano Amorim

Evolução da Terra. Geografia Prof. Cristiano Amorim Evolução da Terra Geografia Prof. Cristiano Amorim Estrutura interna da Terra A estrutura interna da Terra é composta de: Litosfera (50 a 60 km de espessura). Manto (4.600 km de espessura). Núcleo (1.700

Leia mais

Quanto à sua origem, podemos considerar três tipos básicos de rochas:

Quanto à sua origem, podemos considerar três tipos básicos de rochas: O que são rochas? Usamos rochas para tantos fins em nosso dia-a-dia sem nos preocupar com sua origem que esses materiais parecem ter sempre existido na natureza para atender as necessidades da humanidade.

Leia mais

GEOGRAFIA. Professora Bianca

GEOGRAFIA. Professora Bianca GEOGRAFIA Professora Bianca TERRA E LUA MOVIMENTO DA LUA MOVIMENTOS DA TERRA TEMPO E CLIMA Tempo é o estado da atmosfera de um lugar num determinado momento. Ele muda constantemente. Clima é o conjunto

Leia mais

Deriva Continental LITOSFERA

Deriva Continental LITOSFERA LITOSFERA Deriva Continental De acordo com determinadas teorias científicas, a crosta terrestre não é uma camada rochosa inteiriça, e sim, fragmentada. A primeira teoria a defender essa tese ficou conhecida

Leia mais

O grau interior da Terra é medido através do grau geotérmico com média de 1ºc a cada 30-35m.

O grau interior da Terra é medido através do grau geotérmico com média de 1ºc a cada 30-35m. A FORMAÇÃO DA TERRA E SUA ESTRUTURA O planeta Terra se formou a cerca de 4,5 bilhões de anos, formado por vários materiais incandescentes que foram se resfriando ao longo do tempo, o material mais pesado

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 1º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor: Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 1º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor: Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 1º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor: Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES Estudante: Turma: Data: / / QUESTÃO 1 Fonte: .

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES

CADERNO DE ATIVIDADES COLÉGIO ARNALDO 2014 CADERNO DE ATIVIDADES GEOGRAFIA Aluno (a): 4º ano Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação Sistema Solar. Mapa político do Brasil: Estados e capitais. Regiões

Leia mais

Aula 1. Atividades. V. A cartografia é a arte que tem o interesse de explicar a origem do planeta Terra. Estão corretas: e) II, IV e V.

Aula 1. Atividades. V. A cartografia é a arte que tem o interesse de explicar a origem do planeta Terra. Estão corretas: e) II, IV e V. Aula 1 1. Atividades A palavra cartografia é relativamente nova, sendo utilizada pela primeira vez em 8 de dezembro de 1839. Seu uso aconteceu na carta escrita em Paris, enviada pelo português Visconde

Leia mais

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS 1 RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES ( ) I Unidade ( ) II Unidade ( x ) III Unidade FÍSICA E GEOGRAFIA Curso: Ensino Fundamental Ano: 1.º Turma: ABCDEFG Data: / / 11 009 Física Profs. 1. Resolução I

Leia mais

Pedologia. Professor: Cláudio Custódio. www.espacogeografia.com.br

Pedologia. Professor: Cláudio Custódio. www.espacogeografia.com.br Pedologia Professor: Cláudio Custódio Conceitos: Mineração: solo é um detrito que deve ser separado dos minerais explorados. Ecologia: é um sistema vivo composto por partículas minerais e orgânicas que

Leia mais

Estrutura interna da Terra

Estrutura interna da Terra Estrutura interna da Terra Crosta - camada superficial sólida que circunda a Terra; Manto - logo abaixo da crosta. Núcleo - parte central do planeta. Profº. Claudio Lima Crosta (Litosfera) - composição

Leia mais

LISTA DE RECUPERAÇÃO 1ª SÉRIE EM

LISTA DE RECUPERAÇÃO 1ª SÉRIE EM COLÉGIO FRANCO-BRASILEIRO NOME: N : TURMA: PROFESSOR(A): ANO: 9º DATA: / / 2014 LISTA DE RECUPERAÇÃO 1ª SÉRIE EM 1. Analise a figura e o texto apresentados a seguir. Atualmente existem três categorias

Leia mais

A) Ação global. B) Ação Antrópica. C) Ação ambiental. D) Ação tectônic

A) Ação global. B) Ação Antrópica. C) Ação ambiental. D) Ação tectônic Disciplina: Geografia Roteiro de Recuperação Ano / Série: 6º Professor (a): Gabriel Data: / / 2013 Matéria da recuperação. Superficie da Terra. Litosfera, solo e relevo 1- Analise a imagem. www.trabanca.com-acesso:

Leia mais

GEOGRAFIA FÍSICA RELEVO E SOLO

GEOGRAFIA FÍSICA RELEVO E SOLO RELEVO E SOLO 1. AGENTES INTERNOS DO RELEVO GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA Dobras (pressões horizontais) Tectonismo/Diastrofismo São movimentos provocados por forças do interior da Terra que atuam de forma

Leia mais

RESPOSTA D LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir.

RESPOSTA D LISTA DE EXERCÍCIOS. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir. 1) Analise o diagrama e as afirmativas a seguir. LISTA DE EXERCÍCIOS I) A partir de critérios geomorfológicos, os planaltos corrrespondem às regiões do relevo onde predomina o processo erosivo; neste compartimento

Leia mais

Florianópolis. b) a data em que cada imagem foi produzida:, e

Florianópolis. b) a data em que cada imagem foi produzida:, e PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= A PAISAGEM E AS

Leia mais

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor : Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES

COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor : Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES COLÉGIO MARISTA - PATOS DE MINAS 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2013 Professor : Bruno Matias Telles 1ª RECUPERAÇÃO AUTÔNOMA ROTEIRO DE ESTUDO - QUESTÕES Estudante: Turma: Data: / / QUESTÃO 1 Analise o mapa

Leia mais

Assinale a alternativa que apresenta o horário da chegada do avião a São João del-rei.

Assinale a alternativa que apresenta o horário da chegada do avião a São João del-rei. Roteiro para as férias Conteúdo do semestre Caderno 1: Conceitos de Escala Cartográfica, Projeções Cartográficas, Fusos Horários e Latitude e Longitude. Preferencialmente, estudar pelo caderno a teoria

Leia mais

Exercícios de Cartografia II

Exercícios de Cartografia II Exercícios de Cartografia II 1. (UFRN) Um estudante australiano, ao realizar pesquisas sobre o Brasil, considerou importante saber a localização exata de sua capital, a cidade de Brasília. Para isso, consultou

Leia mais

PROVA BIMESTRAL Ciências

PROVA BIMESTRAL Ciências 7 o ano 1 o bimestre PROVA BIMESTRAL Ciências Escola: Nome: Turma: n o : 1. Preencha as lacunas do esquema com as seguintes legendas: Planalto ocidental, Depressão periférica, Serra do Mar e Planície litorânea.

Leia mais

COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO

COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO PROFESSOR JULIO BESSA DISCIPLINA GEOGRAFIA SIMULADO: P4 Estrada da Água Branca, 2551 Realengo RJ Tel: (21) 3462-7520 www.colegiomr.com.br ALUNO TURMA 601 Questão 1

Leia mais

Geomorfologia. Professor: Cláudio custódio. www.espacogeografia.com.br

Geomorfologia. Professor: Cláudio custódio. www.espacogeografia.com.br Geomorfologia Professor: Cláudio custódio A um quilometro dali havia um morro com um grande desbarrancado a barreira, como se dizia lá no sítio. O Visconde levo-os para lá. Diante da barreira, parou e

Leia mais

REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH

REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH REVISÃO UDESC GAIA GEOGRAFIA GEOGRAFIA FÍSICA PROF. GROTH 01. (UDESC_2011_2) Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), existem no Brasil oito Bacias Hidrográficas. Assinale a alternativa

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 2ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 6º Turma: Data: 02/06/2012 Nota: Professor(a): Élida Valor da Prova: 40 pontos Orientações gerais: 1) Número de questões desta prova: 12 2) Valor das questões:

Leia mais

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 24. Profº André Tomasini

TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 24. Profº André Tomasini TERCEIRÃO GEOGRAFIA FRNTE 8 A - aula 24 Profº André Tomasini Brasil: estrutura Geológica e Relevo BRASIL - ESTRUTURA GEOLÓGICA Teoria da Deriva Continental (Alfred Wegener) Pangea. Teoria da Tectônica

Leia mais

D) As planícies brasileiras terminam, na sua grande maioria, em frentes de cuestas nome que se dá às áreas planas das praias.

D) As planícies brasileiras terminam, na sua grande maioria, em frentes de cuestas nome que se dá às áreas planas das praias. 01 - (UDESC 2008) Para classificar o relevo, deve-se considerar a atuação conjunta de todos fatores analisados a influência interna, representada pelo tectonismo, e a atuação do clima, nos diferentes tipos

Leia mais

A alternativa que contêm a afirmação que pode ser comprovada pelo texto é:

A alternativa que contêm a afirmação que pode ser comprovada pelo texto é: Disciplina: Geografia Atividade: Exercícios de revisão 1ª Série do Ensino Médio Professor: Roberto B. Reusing Data: / / 2011 Aluno (a): Nº: Turma: 1) Observe. Sobre as dobras pode-se afirmar que: A) São

Leia mais

Geografia - Clima e formações vegetais

Geografia - Clima e formações vegetais Geografia - Clima e formações vegetais O MEIO NATURAL Clima e formações vegetais 1. Estado do tempo e clima O que é a atmosfera? A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e permite a manutenção

Leia mais

Capítulo 10 ELEMENTOS SOBRE SOLOS

Capítulo 10 ELEMENTOS SOBRE SOLOS 1 - Conceitos: Capítulo 10 ELEMENTOS SOBRE SOLOS O solo deve ser considerado sob o aspecto de ente natural e, como tal é tratado pelas ciências que estudam a natureza, como a geologia, a pedologia e a

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

Reconhecer as diferenças

Reconhecer as diferenças A U A UL LA Reconhecer as diferenças Nesta aula, vamos aprender que os solos são o resultado mais imediato da integração dos processos físicos e biológicos na superfície da Terra. A formação e o desenvolvimento

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

Exercícios de Alteração na Paisagem e Morfologia Litorânea

Exercícios de Alteração na Paisagem e Morfologia Litorânea Exercícios de Alteração na Paisagem e Morfologia Litorânea Material de apoio do Extensivo 1. (UNIOESTE) O relevo apresenta grande diversidade de formas que se manifestam, ao longo do tempo e do espaço,

Leia mais

GEOGRAFIA Profª. Raquel Matos

GEOGRAFIA Profª. Raquel Matos GEOGRAFIA Profª. Raquel Matos 01. Os jogos da última Copa do Mundo, realizados na Coréia do Sul e no Japão, foram transmitidos no Brasil com uma diferença de 12 horas, devido ao fuso horário. "Trabalhando

Leia mais

3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA

3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA 3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA 3.1. Localização O aproveitamento Hidrelétrico de Itumbiara, com potência instalada de 2080 MW, situa-se no rio Paranaíba, na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás,

Leia mais

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C E E A A E C B C C

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 C E E A A E C B C C GABARITO 2ª CHAMADA DISCIPLINA: FÍS./GEO. COLÉGIO MONS. JOVINIANO BARRETO 53 ANOS DE HISTÓRIA ENSINO E DISCIPLINA QUEM NÃO É O MAIOR TEM QUE SER O MELHOR Rua Frei Vidal, 1621 São João do Tauape/Fone/Fax:

Leia mais

www.google.com.br/search?q=gabarito

www.google.com.br/search?q=gabarito COLEGIO MÓDULO ALUNO (A) série 6 ano PROFESSOR GABARITO DA REVISÃO DE GEOGRAFIA www.google.com.br/search?q=gabarito QUESTÃO 01. a) Espaço Geográfico RESPOSTA: representa aquele espaço construído ou produzido

Leia mais

Material de apoio para o exame final

Material de apoio para o exame final Professor Rui Piassini Geografia 1ºEM Material de apoio para o exame final Questão 01) Um transatlântico, navegando pelo Oceano Índico, cruza o Trópico de Capricórnio e segue do Sul para o Norte. Observando

Leia mais

Atividade 11 - Exercícios sobre Relevo Brasileiro Cap. 03 7º ano. Atenção: Pesquise PREFERENCIALMENTE em seu Livro e complemente a pesquisa em sites.

Atividade 11 - Exercícios sobre Relevo Brasileiro Cap. 03 7º ano. Atenção: Pesquise PREFERENCIALMENTE em seu Livro e complemente a pesquisa em sites. Atividade 11 - Exercícios sobre Relevo Brasileiro Cap. 03 7º ano Atenção: Pesquise PREFERENCIALMENTE em seu Livro e complemente a pesquisa em sites. 1. Comparação entre as Classificações do Relevo Brasileiro

Leia mais

Geografia Fascículo 12 Fernanda Zuquim Guilherme De Benedictis

Geografia Fascículo 12 Fernanda Zuquim Guilherme De Benedictis Geografia Fascículo 12 Fernanda Zuquim Guilherme De Benedictis Índice Noções de Cartografia e Astronomia Resumo Teórico...1 Exercícios...6 Gabarito...9 Noções de Cartografia e Astronomia Resumo Teórico

Leia mais

GEOLOGIA GERAL GEOGRAFIA

GEOLOGIA GERAL GEOGRAFIA GEOLOGIA GERAL GEOGRAFIA Segunda 7 às 9h Quarta 9 às 12h museu IC II Aula 2 Deriva continental e Tectônica de placas Turma: 2015/2 Profª. Larissa Bertoldi larabertoldi@gmail.com Dinâmica da Terra Deriva

Leia mais

https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y

https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y https://www.youtube.com/watch?v=ejyyhuxkn8y Definição é a camada superficial da crosta terrestre formada por quatro elementos principais: a, o, a e os. Possui importância fundamental para variadas atividades

Leia mais

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011

COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 COLÉGIO SÃO JOSÉ PROF. JOÃO PAULO PACHECO GEOGRAFIA 1 EM 2011 O Sol e a dinâmica da natureza. O Sol e a dinâmica da natureza. Cap. II - Os climas do planeta Tempo e Clima são a mesma coisa ou não? O que

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 21 GEOLOGIA GERAL

GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 21 GEOLOGIA GERAL GEOGRAFIA - 3 o ANO MÓDULO 21 GEOLOGIA GERAL Como pode cair no enem O Japão é um país de geologia recente. Essa afirmativa confere ao país em questão uma série de características que estão apresentadas

Leia mais

COLÉGIO JOÃO PAULO I GEOGRAFIA - EXERCÍCIOS PARA TRIMESTRAL 1

COLÉGIO JOÃO PAULO I GEOGRAFIA - EXERCÍCIOS PARA TRIMESTRAL 1 COLÉGIO JOÃO PAULO I GEOGRAFIA - EXERCÍCIOS PARA TRIMESTRAL 1 Professor(a): Richard 1) Sobre as coordenadas geográficas, assinale a alternativa correta. a) A longitude é determinada pelo ângulo formado

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

A dinâmica do relevo terrestre e A hidrografia terrestre

A dinâmica do relevo terrestre e A hidrografia terrestre 1 O relevo terrestre é formado e modelado pela ação de diversos agentes internos (movimentos tectônicos, vulcanismo, terremoto) e externos (ação das águas, do vento e do próprio homem). Explique de que

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos Habilidades Avaliação

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2014 Conteúdos Habilidades Avaliação COLÉGIO LA SALLE Associação Brasileira de Educadores Lassalistas ABEL SGAS Q. 906 Conj. E C.P. 320 Fone: (061) 3443-7878 CEP: 70390-060 - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL Disciplina: Geografia Trimestre: 1º

Leia mais

PROVA DE GEOGRAFIA 3 o BIMESTRE DE 2012

PROVA DE GEOGRAFIA 3 o BIMESTRE DE 2012 PROVA DE GEOGRAFIA 3 o BIMESTRE DE 2012 PROF. FERNANDO NOME N o 1 a SÉRIE A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

Escola E.B. 2,3 de António Feijó. Ano letivo 2014 2015. Planificação anual. 7º ano de escolaridade

Escola E.B. 2,3 de António Feijó. Ano letivo 2014 2015. Planificação anual. 7º ano de escolaridade Escola E.B.,3 de António Feijó Ano letivo 04 05 Planificação anual 7º ano de escolaridade A Terra. Estudos e representações A representação da superfície terrestre A Geografia e o território Compreender

Leia mais

Classificação de Aroldo de Azevedo

Classificação de Aroldo de Azevedo GEOGRAFIA DO BRASIL Relevo O relevo brasileiro apresenta grande variedade morfológica (de formas), como serras, planaltos, chapadas, depressões, planícies e outras, - resultado da ação, principalmente,

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

Definição. Cartografia é a ciência que têm como principal. objetivo a representação do espaço geográfico, de

Definição. Cartografia é a ciência que têm como principal. objetivo a representação do espaço geográfico, de Definição Cartografia é a ciência que têm como principal objetivo a representação do espaço geográfico, de seus elementos e de suas diversas atividades por meio da confecção de mapas, assim como sua utilização.

Leia mais

Figura 1 Fragmentação e evolução dos continentes desde a Pangeia até à atualidade: A Pangeia à 225 milhões de anos, B Continentes na atualidade.

Figura 1 Fragmentação e evolução dos continentes desde a Pangeia até à atualidade: A Pangeia à 225 milhões de anos, B Continentes na atualidade. 1. Dinâmica interna da Terra 1.1. Deriva dos Continentes e Tectónica de Placas 1.1.1. Teoria da Deriva Continental Esta teoria foi apresentada por Wegener em 1912, e defendia que os continentes, agora

Leia mais

MAS O QUE É A NATUREZA DO PLANETA TERRA?

MAS O QUE É A NATUREZA DO PLANETA TERRA? MAS O QUE É A NATUREZA DO PLANETA TERRA? A UNIÃO DOS ELEMENTOS NATURAIS https://www.youtube.com/watch?v=hhrd22fwezs&list=plc294ebed8a38c9f4&index=5 Os seres humanos chamam de natureza: O Solo que é o conjunto

Leia mais

ABILIO SOARES GOMES ORIGEM DOS OCEANOS

ABILIO SOARES GOMES ORIGEM DOS OCEANOS ABILIO SOARES GOMES ORIGEM DOS OCEANOS Uma das perguntas mais persistentes da humanidade é sobre as origens do homem e do universo, tendo originado tantas cosmogonias quantas civilizações existentes. Para

Leia mais

Equipe de Geografia. Geografia

Equipe de Geografia. Geografia Aluno (a): Série: 3ª Turma: TUTORIAL 3B Ensino Médio Equipe de Geografia Data: Geografia Geologia Quando se formou, a terra era constituída por um material pastoso devido às altas temperaturas. Atualmente

Leia mais

Jonathan Kreutzfeld RELEVO BRASILEIRO E FORMAS

Jonathan Kreutzfeld RELEVO BRASILEIRO E FORMAS Jonathan Kreutzfeld RELEVO BRASILEIRO E FORMAS RELEVO BRASILEIRO FORMAS DO RELEVO BRASILEIRO Escudos cristalinos: 36% Bacias sedimentares: 64% Escudos Cristalinos - Armazenamento de jazidas minerais -

Leia mais

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2012 Conteúdos Habilidades Avaliação

PLANEJAMENTO ANUAL / TRIMESTRAL 2012 Conteúdos Habilidades Avaliação COLÉGIO LA SALLE Associação Brasileira de Educadores Lassalistas ABEL SGAS Q. 906 Conj. E C.P. 320 Fone: (061) 3443-7878 CEP: 70390-060 - BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL Disciplina: Geografia Trimestre: 1º

Leia mais

ROCHAS E MINERAIS. Disciplina: Ciências Série: 5ª EF - 1º BIMESTRE Professor: Ivone de Azevedo Fonseca Assunto: Rochas & Minerais

ROCHAS E MINERAIS. Disciplina: Ciências Série: 5ª EF - 1º BIMESTRE Professor: Ivone de Azevedo Fonseca Assunto: Rochas & Minerais ROCHAS E MINERAIS Disciplina: Ciências Série: 5ª EF - 1º BIMESTRE Professor: Ivone de Azevedo Fonseca Assunto: Rochas & Minerais A crosta terrestre é basicamente constituída de rochas. A rocha é produto

Leia mais

Plano Curricular de Geografia- 3º Ciclo -7ºAno 2014/2015

Plano Curricular de Geografia- 3º Ciclo -7ºAno 2014/2015 Terra: Estudos e Representações Plano Curricular de Geografia- 3º Ciclo -7ºAno 2014/2015 Domínio Subdomínios /Objetivos Gerais Descritores Nº de Aulas Previstas 1- A Geografia e o Território 1.1-Compreender

Leia mais

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL 1.0. Clima no Mundo A grande diversidade verificada na conjugação dos fatores climáticos pela superfície do planeta dá origem a vários tipos de clima. Os principais

Leia mais

COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO

COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO COLÉGIO MARQUES RODRIGUES - SIMULADO Estrada da Água Branca, 2551 Realengo RJ Tel: (21) 3462-7520 www.colegiomr.com.br PROFESSOR ALUNO ANA CAROLINA DISCIPLINA GEOGRAFIA A TURMA SIMULADO: P3 501 Questão

Leia mais

GEOGRAFIA. Professores: Marcus, Ronaldo

GEOGRAFIA. Professores: Marcus, Ronaldo GEOGRAFIA Professores: Marcus, Ronaldo Questão que trabalha conceitos de cálculo de escala, um tema comum nas provas da UFPR. O tema foi trabalhado no Módulo 05 da apostila II de Geografia I. Para melhor

Leia mais

CLIMA E DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL

CLIMA E DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL CLIMA E DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL Essa aula vai permitir que você conheça elementos e fatores do clima, as relações entre eles, os tipos de climas do Brasil e as características dos domínios morfoclimáticos

Leia mais

Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST USP) FUVEST 2013

Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST USP) FUVEST 2013 Fundação Universitária para o Vestibular (FUVEST USP) FUVEST 2013 01 (FUVEST 2013) - Entre as características que distinguem a água do mar das águas dos rios continentais, destaca-se a alta concentração

Leia mais

LATITUDE, LONGITUDE E GPS

LATITUDE, LONGITUDE E GPS LATITUDE, LONGITUDE E GPS Anselmo Lazaro Branco* ENTENDA O QUE É LATITUDE, LONGITUDE, E COMO FUNCIONA UM APARELHO DE GPS. GPS O GPS é um aparelho digital de localização, que determinada a posição exata

Leia mais

2012 1ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA

2012 1ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 2012 1ª PROVA PARCIAL DE GEOGRAFIA Aluno(a): Nº Ano: 7º Turma: Data: 24/03/2012 Nota: Professor(a): Valor da Prova: 40 pontos Orientações gerais: 1) Número de

Leia mais

Coordenadas Geográficas

Coordenadas Geográficas Orientação A rosa-dos-ventos possibilita encontrar a direção de qualquer ponto da linha do horizonte. Por convenção internacional, a língua inglesa é utilizada como padrão, portanto o Leste muitas vezes

Leia mais

INTEMPERISMO, FORMAÇÃO DOS SOLOS E ÁGUA SUBTERRÂNEA. Profa. Andrea Sell Dyminski UFPR

INTEMPERISMO, FORMAÇÃO DOS SOLOS E ÁGUA SUBTERRÂNEA. Profa. Andrea Sell Dyminski UFPR INTEMPERISMO, FORMAÇÃO DOS SOLOS E ÁGUA SUBTERRÂNEA Profa. Andrea Sell Dyminski UFPR INTEMPERISMO Def: É o conjunto de modificações de ordem física (desagregação) e química (decomposição) que as rochas

Leia mais

COLÉGIO JOÃO PAULO I GEOGRAFIA - EXERCÍCIOS 1ª PARCIAL V2 1ª SÉRIE

COLÉGIO JOÃO PAULO I GEOGRAFIA - EXERCÍCIOS 1ª PARCIAL V2 1ª SÉRIE COLÉGIO JOÃO PAULO I GEOGRAFIA - EXERCÍCIOS 1ª PARCIAL V2 1ª SÉRIE Professor(a): Richard QUESTÃO 1 Considere a reprodução da obra intitulada La Escuela del Sur de autoria de Joaquin Torres García, artista

Leia mais

A TERRA É UM SISTEMA ABERTO QUE TROCA ENERGIA E MASSA COM O SEU ENTORNO

A TERRA É UM SISTEMA ABERTO QUE TROCA ENERGIA E MASSA COM O SEU ENTORNO PLANETA TERRA A Terra é um sistema vivo que abriga milhões de organismos, incluindo os humanos, e apresenta delicado equilíbrio para manter a vida. A Geologia é a ciência que estuda a Terra: sua origem,

Leia mais

Parte 1 Formação geológica

Parte 1 Formação geológica AULA 1 CONTINENTES Parte 1 Formação geológica O Planeta Terra é formado por seis continentes: África, América, Antártica, Ásia, Europa e Oceania. A Terra apresenta 149.440.850 quilômetros quadrados de

Leia mais

EVOLUÇÃO GEOLÓGICA DO TERRITÓRIO NACIONAL

EVOLUÇÃO GEOLÓGICA DO TERRITÓRIO NACIONAL EVOLUÇÃO GEOLÓGICA DO TERRITÓRIO NACIONAL O Brasil apresenta, em seu território, um dos mais completos registros da evolução geológica do planeta Terra, com expressivos testemunhos geológicos das primeiras

Leia mais

UFU 2014 Geografia 2ª Fase

UFU 2014 Geografia 2ª Fase QUESTÃO 1 (Geopolítica) A região representada no mapa conta com quase dois terços das reservas mundiais de petróleo. Nas últimas décadas, o controle sobre essas fontes de petróleo foi a principal causa

Leia mais

PROVA DE GEOGRAFIA 4 o BIMESTRE DE 2012

PROVA DE GEOGRAFIA 4 o BIMESTRE DE 2012 PROVA DE GEOGRAFIA 4 o BIMESTRE DE 2012 PROF. FERNANDO NOME N o 1 a SÉRIE A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

AGENTES INTERNOS DO RELEVO. Tectonismo Sismos Vulcanismo

AGENTES INTERNOS DO RELEVO. Tectonismo Sismos Vulcanismo ESTRUTURA GEOLÓGICA ESTRUTURA GEOLÓGICA AGENTES INTERNOS DO RELEVO Tectonismo Sismos Vulcanismo Tectonismo Teoria da Tectônica de Placas As placas que compõem a litosfera deslocam-se horizontal e verticalmente

Leia mais

Aspectos Territoriais: Relevo

Aspectos Territoriais: Relevo América Latina: Aspectos Geográficos Aspectos Territoriais: Relevo América do Sul: diversidade do relevo: O relevo sul americano está distribuído em três grandes porções: Porção leste: formado por um relevo

Leia mais

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8

Climas e Formações Vegetais no Mundo. Capítulo 8 Climas e Formações Vegetais no Mundo Capítulo 8 Formações Vegetais Desenvolvem-se de acordo com o tipo de clima, relevo, e solo do local onde se situam.de todos estes, o clima é o que mais se destaca.

Leia mais

Recuperação Final Geografia 6º ano

Recuperação Final Geografia 6º ano COLÉGIO MILITAR DOM PEDRO II SEÇÃO TÉCNICA DE ENSINO Recuperação Final Geografia 6º ano Aluno: Série: 6º ano Turma: Data: 07 de dezembro de 2015. 1. Esta prova é um documento oficial do CMDPII. LEIA COM

Leia mais

01. Frederico Ratzel enunciou o princípio, segundo o qual o geógrafo, ao estudar um dos fatores geográficos ou uma área, deveria, inicialmente, procurar localizá-la e estabelecer os seus limites, usando

Leia mais

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013

CLIMATOLOGIA. Profª Margarida Barros. Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA Profª Margarida Barros Geografia - 2013 CLIMATOLOGIA RAMO DA GEOGRAFIA QUE ESTUDA O CLIMA Sucessão habitual de TEMPOS Ação momentânea da troposfera em um determinado lugar e período. ELEMENTOS

Leia mais

ENSINO MÉDIO. Data :23/05/2012 Etapa: 1ª Professor: MARCIA C. Nome do (a) aluno (a): Ano:1 º Turma: FG Nº

ENSINO MÉDIO. Data :23/05/2012 Etapa: 1ª Professor: MARCIA C. Nome do (a) aluno (a): Ano:1 º Turma: FG Nº Rede de Educação Missionárias Servas do Espírito Santo Colégio Nossa Senhora da Piedade Av. Amaro Cavalcanti, 2591 Encantado Rio de Janeiro / RJ CEP: 20735042 Tel: 2594-5043 Fax: 2269-3409 E-mail: cnsp@terra.com.br

Leia mais

Observe o mapa múndi e responda.

Observe o mapa múndi e responda. EXERCÍCIOS DE REVISÃO COM RESPOSTAS PARA O EXAME FINAL GEOGRAFIA 5ª SÉRIE 1) Escreva V para verdadeiro e F para falso: ( V ) No globo terrestre, no planisfério e em outros mapas são traçadas linhas que

Leia mais

Lista de exercícios de Cartografia Coordenadas Geográficas, Fusos Horários

Lista de exercícios de Cartografia Coordenadas Geográficas, Fusos Horários Lista de exercícios de Cartografia Coordenadas Geográficas, Fusos Horários 1) (UFPE) Assinale, de acordo com o mapa, a alternativa correta. a) Londres é uma cidade localizada em baixa latitudes. b) Guayaquil

Leia mais

GEOGRAFIA. c) quanto menores os valores de temperatura e pluviosidade, maior é a

GEOGRAFIA. c) quanto menores os valores de temperatura e pluviosidade, maior é a GEOGRAFIA QUESTÃO 17 A imagem abaixo retrata um dos agentes modeladores da supefície terrestre. Sobre a ação destes agentes externos sobre as rochas todas as afirmações são verdadeiras, EXCETO: a) a profundidade

Leia mais

O MEIO TERRESTRE. Profa. Sueli Bettine

O MEIO TERRESTRE. Profa. Sueli Bettine O MEIO TERRESTRE COMPOSIÇÃO E FORMAÇÃO Profa. Sueli Bettine O SOLO E SUA ORIGEM SUPERFÍCIE SÓLIDA S DA TERRA E ELEMENTO DE FIXAÇÃO DE PLANTAS ORIGEM DESAGREGAÇÃO DE ROCHAS E DECOMPOSIÇÃO DE ANIMAIS E VEGETAIS

Leia mais

A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35

A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35 A BIOSFERA DO BRASIL (I) AULAS 34 E 35 OS BIOMAS DO BRASIL: (Aziz Ab Saber) O que se leva em consideração nesses domínios morfoclimáticos? Clima. Relevo. Solo. Vegetação. Vida. História da Terra e da ocupação

Leia mais

Brasil: Natureza e Sociedade

Brasil: Natureza e Sociedade Brasil: Natureza e Sociedade O Ambiente Natural Devido ao seu tamanho, o Brasil pode ser considerado um continente ou ainda um país com dimensões continentais. É o quinto maior país do mundo em extensão,

Leia mais