Curso Técnico Segurança do Trabalho. Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 6 Programa de ConservaÇÉo Auditiva

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1 Curso Técnico Segurança do Trabalho Higiene, Análise de Riscos e Condições de Trabalho MÄdulo 6 Programa de ConservaÇÉo Auditiva

2 Propósito (Objetivo) do Programa O propósito (objetivo) do programa de Conservação Auditiva é prevenir que os funcionários desenvolvam perda auditiva induzida pela exposição ocupacional. O programa deve garantir a identificação e controle de todos os ambientes de risco existentes no processo produtivo e de apoio. Também estabelecer mecanismos de identificação e proteção dos funcionários com predisposição ou potencial de desenvolver perda auditiva. Escopo do Programa O escopo do programa de Conservação Auditiva deve ser cobrir todas as áreas, funções (próprias e tercerizadas) e atividades com exposição ao risco de ruído. Bem como estabeler critérios de proteção ao risco de ruído para ampliações dos prédios, novos projetos de máquinas, equipamentos e processo.

3 Responsabilidades A equipe deve ser multidisciplinar. Cada um dos integrantes do programa terá suas atribuições e deveres dependendo de suas formações profissionais, experiências e habilidades. a) Administrador do Programa b) Diretoria, Gerência e Supervisão c) Chefias e Encarregados de produção d) Engenharia e Manutenção e) Compras, Suprimento e Almoxarifado f) SESMT g) Medico e Fonoaudiólogo h) Usuários

4 AvaliaÄÅo e ExposiÄÅo Todas as áreas de trabalho onde haja presença de ruído e trabalhadores expostos devem ser avaliadas com métodos apropriados de análise quantitativa. AvaliaÄÅo e ExposiÄÅo Posto de Trabalho Dentro das áreas de interesse, alguns pontos distintos devem ser medidos. Tipicamente estes pontos incluem: Local de trabalho normal do funcionário; Próximo aos fontes geradoras de ruído; Na entrada da área de trabalho; Em outros pontos onde o funcionário normalmente trabalha; AvaliaÄÅo e ExposiÄÅo MÉquina / Equipamento Esta medição é realizada a fim de determinar as fontes atuais geradoras de ruído e os níves associados de ruído no ambiente.

5 AvaliaÄÅo e ExposiÄÅo Monitoramento Individual As medições devem ser feitas com o microfone posicionado dentro da zona auditiva do funcionário, de forma a fornecer dados representativos da exposição ocupacional diária ao ruído a que esta submetido o funcionário durante sua jornada de trabalho. Antes de iniciar a medição, o funcionário deve ser informado: 1. Do objetivo do trabalho; 2. Que a medição não deve interferir em suas atividades habituais, devendo manter sua rotina normal; 3. Que as medições não efetuam gravação de conversas; 4. Que o equipamento ou microfone afixados somente podem ser removidos pelo avaliador; e 5. Que o microfone não deve ser tocado ou obstruído; 6. Sobre outros aspectos pertinentes;

6 Avaliação e Exposição O quadro a seguir apresenta a proposta contida na NHO-01 com as considerações técnicas e a atuação recomendada em função da dose diária ou do Nível de Exposição Normalizado encontrados na condição de exposição avaliada.

7 Programa de Controle Auditivo Medidas de Controle Redução do ruído na Fonte (exemplo): Modificações ou substituições de máquinas e equipamentos; Modificação do processo de produção; Redução do ruído na Trajetória (exemplo): Alteração das características acústicas do ambiente de trabalho; Assentamento com material anti-vibrante; Redução do Ruído no Indivíduo: Revezamento entre ambientes, postos, funções ou atividades; Uso de equipamento de proteção individual;

8 Viabilidade de Controle de Ruído As opções de controle de ruído devem ser avaliadas com base em sua eficácia na atenuação de ruído, custo, viabilidade técnica e as implicações para o uso de equipamentos, serviços e manutenção. Viabilidade Técnica O controle está disponível comercialmente, ele pode ser aplicado para o problema específico, ele tem sido usado com sucesso em aplicações iguais ou semelhantes, e o impacto da introdução do controle nas operações presente é razoavelmente conhecido. Viabilidade Econômica Os custos iniciais e recorrentes dos controles são definidos e considerados razoáveis para o benefício alcançado.

9 Seleção de Protetores Auditivos Deve contemplar a escolha do melhor protetor auditivo, a dose de exposição ao agente e determinação da atenuação mínima desejável, tipo de ambiente onde será utilizado o protetor, outros contaminantes presentes, necessidade de compatibilidade com uso de outros EPIs, conforto proporcionado ao usuário, vedação no canal auditivo, tipo de trabalho executado, entre outros. Distribuição dos Protetores Auriculares É necessário o estabelecimento de normas ou procedimentos por escrito para promover a distribuição e reposição do protetor auditivo, visando garantir as condições de proteção originalmente estabelecidas. Limpeza, Higienização, Armazenamento e manutenção Os procedimentos para manutenção, limpeza e higienização de protetores auditivos podem ser documentados à parte. Este documento deve mencionar como e por quem será realizada a manutenção dos equipamentos.

10 Treinamento Todos os trabalhadores de áreas ou atividades que requerem o uso de protetores auditivos deverão ser instruídos sobre suas responsabilidades no PCA. Eles devem ser treinados sobre a necessidade, uso, limitações e cuidados com os protetores. Monitoramento do Uso É muito importante que fique claro como serão feitas as checagens sobre o uso correto dos protetores auditivos e que providências são tomadas em caso de se encontrar alguma irregularidade no uso deste EPI. Audiometrias Todos os trabalhadores que forem incluídos no programa de conservação auditiva deverão passar por uma avaliação médica, que contemplará também as audiometrias.

11 Avaliação Eficácia do Programa Este programa deverá ser revisto e avaliado a cada 12 meses, no mínimo, pelos auditores definidos pelo Administrador do programa. Todos os requerimentos mínimos do programa deverão ser contemplados em todas as auditorias. Registro de Dados Devem ser criados, para cada etapa, planilhas de controle e relatórios, que devem ser claros e objetivos, preparados com as informações sobre os resultados das avaliações realizadas.

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