Programa de Fiscalização a Partir de Sorteio Público

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1 Presidência da República Controladoria-Geral da União Programa de Fiscalização a Partir de Sorteio Público 1º Sorteio Público Relato de Fiscalização Município Balneário Arroio do Silva/SC

2 BALNEÁRIO ARROIO DO SILVA SC ÁREA VALOR FISCALIZADO (R$) Bolsa Escola ,00 Merenda Escolar ,60 Transporte Escolar ,00 Saúde Piso de Atenção Básica ,75 Saúde da Família ,28 SUS Aparelhamento ,00 Saúde Aquisição de Unidade Móvel ,00 Saúde Medicamentos ,89 FGTS ,05 Seguro-Desemprego 6.087,00 PROGER Urbano ,00 TOTAL GERAL FISCALIZADO ,57 Elaborado por Núcleo de Desenvolvimento/DGPLA/SFC/CGU Data:

3 RELATO DE FISCALIZAÇÃO Trata o presente de um relato das principais constatações evidenciadas pela equipe de campo, objeto das fiscalizações realizadas em decorrência do primeiro sorteio do Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos. As constatações relatadas não substituem os relatórios de fiscalização e relatórios consolidados a serem emitidos posteriormente. 1. ÁREA SOCIAL: 1.1 Ministério da Saúde Piso de atenção básica- Prevenção e controle de doenças transmissíveis Ausência de combate ao vetor da dengue. Não ocorrência de ações de combate ao vetor da dengue no município, embora se verifique a ocorrência de valas a céu aberto, que são potenciais focos de infestação, no período de chuvas Piso de atenção Básica Combate a Carências Nutricionais Não fornecimento de óleo de soja, previsto no programa. No Programa Carências Nutricionais: falta de distribuição de óleo de soja; a entrega de leite é feita mediante vales que são fornecidos a cada dois dias no mercado local. Os repasses federais para o programa de carências nutricionais encerraram-se em setembro/2002 e a Prefeitura assumiu a continuidade por conta própria. Falta de critérios definidos para habilitação no programa. Inexistência de processo de habilitação para o Programa de Carências Nutricionais no âmbito da Secretaria Estadual de Saúde Piso de Atenção Básica Critério para aplicação dos recursos Aplicação do Fundo Municipal de Saúde em despesas não afetas à Saúde. Aplicação de recursos do Fundo Municipal de Saúde em despesas impróprias, tais como aquisição de CD player para automóvel, cabo veicular para celular.

4 Constatamos baixo controle na utilização dos recursos financeiros repassados pelo Governo Federal, referentes à saúde, tendo em vista que, por exemplo, foram utilizados recursos do TFECD para o pagamento de aquisição de 1200 litros de leite, 6 latas de óleo e 1000 sacolas a serem distribuídas gratuitamente no Programa SISVAN, assim como pagamento de inserções de rádio referentes ao programa de combate à dengue com recursos da Farmácia Básica Prevenção a Tuberculose e Hanseníase Falta de atuação própria, repassando os casos ao Município de Araranguá Não executa os programas de tuberculose e hanseníase, embora tenham sido registrados casos, os quais são encaminhados aos municípios vizinhos Farmácia Básica Ausência de controle de medicamentos, verificada em Inexistência de controle de entrada e saída de medicamentos Farmácia Básica, na UBS Paulo Luppin. Corrigido para 2002 em diante 1.2 Ministério da Previdência e Assistência Social Atendimento à Pessoa Portadora de Deficiência PPD Não repasse de recursos federais ao destinatário APAE. Não encaminhamento, pelo município, dos recursos federais destinados à APAE. Constatamos que o Gestor recebeu o recurso no valor de R$ 1.702,80, parcelado em 6 vezes, não repassou em espécie a APAE e também não informou aquela entidade beneficiária Atendimento à Criança em Creche Conselho municipal sem efetividade. Baixa participação dos membros do Conselho de Assistência Social. Somente um representante, do governo municipal, tem presença ativa constante Jornada Ampliada Falta de cursos profissionalizantes. Não são realizadas atividades profissionalizantes na jornada ampliada. Ao contrário, são desenvolvidas atividades artísticas, de apoio a aprendizagem escolar e práticas desportivas, conforme inspeção in loco.

5 A jornada não abrange todos os dias da semana, ocorrendo de segunda a quinta, conforme informou a coordenadora do Local de Jornada e confirmado junto as famílias beneficiadas. 1.3 Ministério do Trabalho e Emprego Intermediação do SINE na captação de vagas e colocação do trabalhador no mercado de trabalho Baixo índice de recolocação profissional pelo SINE. Captação de vagas e colocação do trabalhador no mercado de trabalho nacional. Não há retorno do Sistema Nacional de Emprego - SINE para os pleitos. Pouca efetividade. Apenas três recolocações profissionais dentre os 21 entrevistados. Os demais permanecendo desempregados, o que indica um dificuldade enorme de emprego na região. Agência localizada no município próximo Programa de Geração de Emprego e Renda-PROGER Falta de divulgação do programa. Quanto a divulgação do PROGER, não houve ação efetiva por parte das instituições financeiras. A única instituição que afirmou ter distribuído folders e realizado reuniões com a comunidade foi a CEF-Araranguá, porém sem comprovação. Pouca efetividade na geração de empregos. Baixa geração de empregos, o financiamento destinava-se em sua quase totalidade a trabalhadores autônomos. Exigência de aquisição de serviços, pelo Banco do Brasil, para liberação do financiamento. Negócio casado. No caso dos beneficiários que adquiriram motocicletas, foi exigido por parte do Banco do Brasil de Araranguá a aquisição de seguro de vida como condicionante ao fechamento do empréstimo. O beneficiário Cedenir Duarte Gonçalves reclamou inclusive que já possuía seguro de vida em outro banco e mesmo assim teve que contratar o seguro com o BB (está pagando juntamente com as prestações do financiamento) Funcionamento da Comissão Municipal de Emprego Inexistência da Comissão Municipal de Emprego.

6 A Lei Municipal nº 020 de março de 1997 (instituidora do Conselho Municipal de Trabalho e Emprego) não foi regulamentada até os dias atuais, consequentemente, não foram nomeados os membros do CMTE e, consequentemente, não houve atuação Programa de Erradicação do Trabalho Infantil Não há capacitação profissional para as famílias beneficiárias. Falta de oferta de cursos de capacitação para famílias beneficiárias do PETI, conforme previsto no regulamento do programa. Concessão inadequada de benefícios. Concessão de bolsas do PETI para famílias que não preenchem a totalidade dos requisitos para tal, pois não havia ocorrência de trabalho infantil. Duplicidade de concessão de benefícios, vedada. Concessão de benefícios do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, PETI, cumulativo ao bolsa-escola, o que é vedado. Atraso do pagamento do benefício. Atraso no pagamento do PETI e bolsa escola, de dois a três meses, na atual gestão, constatado em 2002 e 2003, com recursos disponíveis em caixa. Inexistência da CMETI Falta de constituição da comissão do PETI Comissão Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil CMETI. 1.4 Ministério da Educação Aquisição de Transporte Escolar Falta de controle da utilização dos veículos de transporte escolar. Falta controle de utilização do transporte escolar, por meio de planilhas de deslocamento. Falta de aplicação de contrapartida na aquisição de transporte escolar. Faltou aplicação de parte da contrapartida na aquisição do transporte escolar, no valor de R$1.106,19.

7 Desvio de finalidade do transporte escolar. Utilização de microônibus escolar para fins diversos do transporte escolar, em especial transporte de autoridades municipais Programa Bolsa Escola Registros cadastrais desatualizados. Econômica. Inconsistência nos registros cadastrais do programa, mantidos pela Caixa Baixa efetividade do conselho municipal. Baixa efetividade do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, que assumiu, mediante portaria municipal, as competências previstas para o Conselho de Controle Social, do Programa Bolsa-Escola Alimentação Escolar Baixa efetividade da atuação do Conselho de Alimentação Escolar. O Conselho de Alimentação Escolar (CAE) não visita as escolas.o CAE não exerce ações junto à escola, sendo que as orientações referentes à qualidade dos alimentos adquiridos, recepção e armazenagem dos alimentos, elaboração da merenda e oferta de cursos de aperfeiçoamento estão sendo dadas por funcionária da prefeitura. Quando a escola solicita orientações, ela recorre à prefeitura, não ao CAE. O Conselho de Alimentação Escolar não se envolve com a execução do programa. 2. ÁREA DE INFRA-ESTRUTURA 2.1 Ministério de Minas e Energia Fiscalização da exploração e Produção Mineral Sonegação de CEFEM. Não há arrecadação de quota parte da CEFEM no município, nem registros de recolhimento por parte da empresa ADILSON MACIEL ao DNPM, muito embora esteja mantendo atividades de extração de areia. Há indícios de sonegação por parte de outras três empresas localizadas no município, dentre as 5 mineradoras cadastradas. Não há evidências da atuação do DNPM na fiscalização da Compensação Financeira pela Exploração Mineral, embora hajam visitas esporádicas de fiscais daquele Órgão.

8 2.2 Ministério das Comunicações Outorga dos serviços de Radiodifusão Sonora e Sons e Imagem - Nacional Decumprimento das normas de qualidade de atendimento. Não tem posto de atendimento da concessionária de telecomunicações. Outras verificações. Foram recebidas duas denuncias verbais: a primeira da vereadora municipal, Sra Marly, do PPB, as quais foram apuradas ainda no decorrer deste trabalho, constatandose a ocorrência do pagamento em duplicidade dos programas de Bolsa-Escola e PETI, bem como utilização irregular do veículo de transporte escolar, como veículo de representação de autoridades da prefeitura. A segunda, de uma senhora que preferiu não se identificar, questionando a vida pessoal do Secretário de Educação e seu desempenho na respectiva Secretaria, quanto a aspectos Gerenciais, não envolvia, a princípio, o desvio de recursos públicos, sendo que nos prontificamos a receber quaisquer denúncias que fizessem parte da nossa atuação ou encaminhar aos órgãos de educação competentes quando se tratasse de aspectos didáticos pedagógicos da atuação do Secretário.

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