Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras. Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem

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1 Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras Diretrizes para o desenvolvimento do uso das tecnologias no ensino-aprendizagem Maio,

2 Índice 1. Introdução 3 2. Cenário do acesso à Internet no Brasil Uso da Internet no Brasil 6 3. Acesso, uso e apropriação das TIC nas escolas brasileiras Infraestrutura de acesso à Internet nas escolas públicas Formação dos professores para uso das TIC Produça o de conteu do por professores e alunos A autoria Erro! Indicador não definido. 2

3 1. Introdução Atores do sistema de educação e gestores públicos têm grande expectativa no uso das tecnologias digitais de informação e comunicação, em particular computador e Internet, como ferramentas pedagógicas integradas ao currículo, vislumbrando impactos significativos na melhoria da qualidade do ensino. A Internet tem o potencial de democratizar o acesso à informação, facilitar a geração e a publicação de conteúdo, fomentar a construção coletiva do conhecimento e vem, cada vez mais, possibilitando a criação de redes sociais virtuais. Para que as crianças e os jovens da comunidade escolar usufruam de tais potencialidades, conhecer os desafios de acesso, uso e apropriação dessas ferramentas é fundamental no processo de repensar a educação. Para que a comunidade escolar usufrua dessas potencialidades, não é suficiente o investimento na infraestrutura, ou seja, na promoção do acesso a tais tecnologias. A integração das tecnologias ao currículo e às práticas pedagógicas depende de diferentes fatores, e, em uma dimensão mais aprofundada, a apropriação dessas ferramentas e inserção na cultura configura-se como uma das condições básicas para tornar efetiva esta integração. Medir e acompanhar a expansão da Internet nas escolas brasileiras em áreas urbanas e seu uso pelos atores do sistema escolar por meio de pesquisas especializadas é uma das iniciativas do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O presente documento Cenário sobre a integração das tecnologias às escolas brasileiras traz um recorte dos dados da pesquisa TIC Educação 2012 a partir dos principais desafios sobre o uso das tecnologias integradas ao processo de ao ensino e aprendizagem. A fim de compreender os desafios acerca da integração das tecnologias nas escolas, tornase imprescindível compreender as questões pertinentes à inclusão digital da população brasileira e sua inserção à cultura digital. O presente documento tem por objetivo expor os aspectos mais relevantes sobre o cenário de acesso e uso das tecnologias da 3

4 informação e comunicação sobretudo ao computador e Internet, bem como apresentar os principais pontos sobre a integração destas ferramentas ao âmbito educacional. 2. Cenário do acesso à Internet no Brasil Nos últimos oito anos, há um crescimento constante na proporção de domicílios brasileiros com computador. O aumento foi de 21 pontos percentuais entre 2008 e 2012 (Gráfico 1) período em que a pesquisa TIC Domicílios passou a investigar também os domicílios localizados em áreas rurais. A proporção de domicílios com computador alcançou 46% em 2012, o que em números absolutos totaliza 28,1 milhões de domicílios GRÁFICO 1. PROPORÇÃO DE DOMICÍLIOS COM COMPUTADOR ( ) Percentual sobre o total de domicílios 4

5 O crescimento do número de domicílios com acesso a computador, contudo, não ocorre de maneira homogênea entre as diferentes camadas da população. A renda familiar é uma das variáveis que melhor explica os motivos para a inexistência de computador nos domicílios, conforme mostra a Tabela 1. Quase 10 milhões de domicílios com renda familiar até 1 salário mínimo não têm computador, e outros 13,6 milhões de domicílios com renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos também estão desprovidos dessa tecnologia. Tabela 1 - Domicílios com computador, por renda familiar - proporção e estimativa (milhões) Proporção (%) Estimativa (milhões) 1 Sim Não Sim Não Até 1 SM ,1 9,9 Mais de 1 SM até 2 SM ,5 13,6 Mais de 2 SM até 3 SM ,3 4,8 Mais de 3 SM até 5 SM ,3 2,1 Mais de 5 SM até 10 SM ,5 0,5 Mais de 10 SM ,6 0,1 Também é possível identificar a mesma questão por outro indicador: quando se pergunta aos domicílios os motivos para a inexistência de computador, o custo é o motivo mais citado (63% dos domicílios que não têm computador). Os dados coletados pelo Cetic.br em 2012 apontam que 40% dos domicílios brasileiros possuíam acesso à Internet, crescimento de quatro pontos percentuais em relação a Considerando a série histórica, o aumento foi de 22 pontos percentuais desde 2008, quando o percentual de domicílios com acesso à Internet era de 18% (gráfico 2). Em números absolutos, essa proporção representa um total de 24,3 milhões de domicílios com acesso à Internet em O avanço da Internet, entretanto, foi sensivelmente menor nas áreas rurais. Nota-se que a diferença entre a proporção de domicílios com acesso à Internet nas áreas urbanas e rurais está aumentando desde o início da série histórica da pesquisa TIC Domicílios. As 1 Não considera os domicílios em que a renda familiar não foi declarada (6,3 milhões). 5

6 áreas urbanas apresentaram uma proporção de 44% de domicílios com Internet crescimento de 24 pontos percentuais entre 2008 e Já as áreas rurais têm 10% de domicílios com Internet um incremento de apenas seis pontos percentuais no mesmo período. A tabela 2 demonstra a diferença nos índices de acesso à Internet domiciliar entre as duas áreas: Tabela 2 - Domicílios com acesso à Internet, por Proporção (%) Estimativa (milhões) área - proporção e estimativa (milhões) Sim Não Sim Não Total ,3 36,9 Urbana ,4 29,3 Rural ,9 7,6 As razões para essa diferença também podem estar relacionadas ao provimento de serviços de Internet nas áreas rurais. Entre a população rural a falta de disponibilidade do serviço é o motivo mais citado para não dispor do acesso à Internet (54%). Esse percentual é de 20% entre os domicílios nas áreas urbanas. Nas áreas urbanas, o motivo mais citado para a ausência de Internet é o custo (45%). Esse dado indica que, apesar das recentes políticas de oferta de banda larga a preços populares, o desafio de ofertar acesso à Internet a preços acessíveis persiste. Com relação às diferenças regionais, há grandes desigualdades no acesso à Internet quando comparada à proporção de domicílios com acesso à Internet nas regiões Norte (21%) e Nordeste (27%) às demais regiões do país: Sudeste, 48%; Sul, 47%; Centro-Oeste, 39%. A grande disparidade vem se mantendo pouco alterada ao longo da série histórica, chegando a 27 pontos percentuais em 2012 (a maior distância verificada entre 2008 e 2012) o que reforça a necessidade de consideração da variável na formulação e implementação de políticas públicas de inclusão digital. 2.1 Uso da Internet no Brasil 6

7 Nos últimos anos, foi registrado um crescimento do número de usuários e da frequência de uso de Internet no Brasil. Em 2012, de acordo com dados do Cetic.br, 49% da população brasileira com 10 anos é usuária de Internet, ou seja, afirmou utilizar a rede menos de três meses antes da pesquisa. O indicador mostra um crescimento de 15 pontos percentuais desde 2008 (gráfico 3). Pela primeira vez na série histórica, a proporção de usuários superou a de pessoas que nunca usaram a Internet: 49% contra 45%. Em números absolutos, a pesquisa TIC Há menos de 3 meses (usuário) Nunca usou a Internet Há mais de 3 meses GRÁFICO 3. PROPORÇÃO DE INDIVÍDUOS QUE ACESSARAM A INTERNET - ÚLTIMO ACESSO ( ) Nota-se que a faixa etária é variável importante para explicar o uso de Internet. Enquanto 70% das crianças e adolescentes de 10 a 15 anos são usuários da rede, apenas 8% dos indivíduos de 60 anos ou mais utilizaram a Internet nos três meses que antecederam a pesquisa. Além da faixa etária, outras variáveis indicam grandes diferenças no uso da Internet. De maneira similar ao que ocorre com os indicadores de acesso à Internet, a área e a renda familiar são bastante determinantes para o uso. Enquanto 54% dos indivíduos da área 7

8 urbana são usuários de Internet, apenas 18% dos de área rural utilizaram a Internet nos três meses anteriores à pesquisa. Entre os indivíduos de renda familiar a partir de 5 salários mínimos mais de 80% são usuários de Internet, enquanto as faixas mais baixas de renda familiar estão em patamares muito inferiores (tabela 6). Tabela 6 - Usuários de Internet, por renda familiar - Proporção (%) Estimativa (milhões) proporção e estimativa (milhões) Sim Não Sim Não Até 1 SM ,2 19,0 Mais de 1 SM até 2 SM ,3 33,2 Mais de 2 SM até 3 SM ,6 16,0 Mais de 3 SM até 5 SM ,5 7,9 Mais de 5 SM até 10 SM ,3 2,3 Mais de 10 SM ,8 0,5 Para além do uso domiciliar, é crucial qualificar o papel de centros públicos (tais como escolas, telecentros e lanhouses), que podem desempenhar papel relevante na oferta de acesso e de capacitação para o uso da Internet. É possível verificar, nos últimos anos, uma diminuição do uso da Internet em centros públicos pagos (lanhouse ou cybercafé), acompanhado do aumento do uso domiciliar (Gráfico 4). Em 2012, a pesquisa TIC Domicílios registrou 74% de usuários domiciliares de Internet, crescimento de seis pontos percentuais sobre 2011 e 32 pontos sobre Os centros públicos de acesso pago apresentam decréscimo de oito pontos percentuais sobre 2011 e 29 pontos sobre o início da série histórica, sendo citados por 19% dos usuários em Os centros públicos de acesso gratuito (telecentro, biblioteca, centros comunitários) são citados por apenas 4% dos usuários de Internet. A pesquisa identifica, ainda, outros locais de acesso à Internet, como trabalho (30%), casa de outra pessoa (26%), escola (26%) e em qualquer lugar via celular (21%). 8

9 Em casa Centro público de acesso pago Centro público de acesso gratuito GRÁFICO 4. PROPORÇÃO DE USUÁRIOS DE INTERNET, POR LOCAL DE ACESSO INDIVIDUAL ( ) Analisando os locais de acesso segundo a classe social, percebe-se que o acesso domiciliar passa a ser o mais citado entre os usuários de classe C em 2010 movimento que vem se intensificando (Gráfico 5). Esse processo também pode ser observado entre os usuários de Internet de classe DE, ainda que nestas classes a proporção de usuários de lanhouses permaneça maior do que a de usuários domiciliares. Outro local de acesso relevante é a escola, citada por 26% dos usuários de Internet de 10 anos ou mais. A pesquisa TIC Educação 2012 mostrou que 91% do total de alunos das escolas públicas era usuário de Internet, ainda que apenas 54% desses alunos tivessem acesso à Internet no domicílio o que reforça o papel da escola como espaço privilegiado para o acesso às tecnologias digitais de informação e comunicação da população mais jovem. 2 2 Percentual sobre o total de alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do 2º ano do Ensino Médio. 9

10 3. Acesso, uso e apropriação das TIC nas escolas brasileiras 3.1 Infraestrutura de acesso à Internet nas escolas públicas Quase a totalidade das escolas públicas possui computador (99%), sendo que todas as escolas que possuíam computador declararam ter ao menos um computador de mesa (100%) conforme dados da pesquisa TIC Educação, conduzida pelo Cetic.br desde Além disso, foi observado um crescimento significativo na proporção de escolas públicas que possuem computador portátil: enquanto em 2010 cerca de metade delas possuíam esse tipo de equipamento (49%), em 2012 a proporção cresceu para 74%. Pela primeira vez, foi medida também a posse de tablets, que estão presentes em apenas 2% das escolas públicas. A pesquisa TIC Educação salienta como importante tópico sobre infraestrutura, o debate acerca do local de instalação dos computadores aspecto importante das políticas de tecnologia nas escolas. Grande parte das instituições públicas de ensino, 84%, tem seus computadores instalados no laboratório de informática. Já nas salas de aula, onde se concentra a rotina de ensino-aprendizagem entre aluno e professor, a presença de computadores ainda é escassa: apenas 7% das escolas possuem esse recurso instalado em suas salas de aula. Apesar do avanço na posse de computador portátil e da presença expressiva de computadores de mesa nas escolas públicas, os desafios no plano da infraestrutura ficam mais evidentes quando se avalia o número de equipamentos efetivamente disponíveis para uso em relação ao número de alunos por turma. A pesquisa TIC Educação 2012 aponta que o número médio de computadores em funcionamento está abaixo da quantidade média de alunos por turma. Em média, as escolas públicas brasileiras possuem 22 computadores de mesa, dos quais 19 estão em funcionamento. Ao constatar que no 3 Em 2012 foram visitadas presencialmente mais de 850 escolas brasileiras em áreas urbanas, sendo entrevistados alunos, professores, coordenadores pedagógicos e diretores. As informações analisadas nesse documento são referentes às escolas públicas urbanas. 10

11 Ensino Médio, por exemplo, há em média 35 alunos por turma, o número de computadores se mostra insuficiente para atender às necessidades dos diferentes níveis de ensino. A razão é de 23 alunos para cada computador nas escolas públicas. O acesso à Internet está presente em 89% das escolas públicas brasileiras com computador, independente do local de instalação. A maior parte dos computadores instalados em diversos locais da escola tem acesso à Internet, representados por 94% dos computadores instalados no laboratório e em 93% dos computadores localizados na sala do coordenador ou do diretor. Já na sala dos professores, 10% dos computadores instalados não têm acesso à rede, enquanto na sala de aula essa proporção é de apenas 11%. A maioria das escolas tem sua velocidade de conexão à Internet concentrada em até dois Megabits, representando 68% das instituições, enquanto 32% das escolas apresentaram conexão de até 1 Megabit. Esta conexão é dividida e compartilhada simultaneamente com mais de um computador, limitando o uso das TIC em atividades como assistir vídeos e outros aplicativos. Até 256 Kbps Mais de 256 Kbps até 512 Kbps Mais de 512 Kbps a 1 Megabite Mais de 1 Megabite a 2 Megabites Mais de 2 Megabites a 4 Megabites Mais de 4 Megabites a 8 Megabites Acima de 8 Megabites NS / NR GRÁFICO 5. PROPORÇÃO DE ESCOLAS POR VELOCIDADE DE CONEXÃO À INTERNET

12 Ainda que haja acesso na maioria das escolas públicas brasileiras de áreas urbanas, existem desafios a serem superados em relação à infraestrutura. Além do número insuficiente de computadores por aluno e da velocidade de conexão à Internet, o aspecto da manutenção dos equipamentos também emerge como um ponto importante da infraestrutura de TIC nas escolas. Para 85% dos diretores a ausência de suporte técnico dificulta a integração das tecnologias à prática docente. 3.2 Formação dos professores para uso das TIC O professor está a frente dos cidadãos brasileiros no que se refere ao acesso domiciliar à Internet, 92% dos docentes de áreas urbanas do país possuem acesso è rede no seu domicílio. Este indicador se mostra crescente em comparação com 2010, uma vez que esta proporção era de 81% em Além disso, o docente se apresenta como um usuário assíduo, 84% dos professores de escolas públicas declarou acessar a rede diariamente. Entretanto, há desafios no que se refere ao desenvolvimento de habilidades e competências dos docentes brasileiros para uso do computador e Internet. Considerando a perspectiva dos coordenadores pedagógicos das escolas públicas, 85% destes educadores declaram melhorar as habilidades e competências técnicas dos docentes no uso das tecnologias como objetivo pedagógico mais mencionado em relação às prioridades da escola. Há debates nacionais e internacionais acerca de que forma introduzir ações para o desenvolvimento das competências e habilidades no uso tecnologias entre os professores. Sobre este aspecto surge a importância da formação inicial docente e a integração de TIC ao currículo do professor. No Brasil, o tema TIC na formação inicial é algo anda incipiente, de acordo com os docentes, uma vez que menos da metade dos professores da rede pública, 55%, cursaram alguma disciplina específica sobre computador e Internet durante a sua graduação. Este indicador apresenta ainda uma variação considerável em relação à faixa etária, reforçando o quão recente é a inserção do tema tecnologias da informação e 12

13 comunicação à grade curricular docente. Entre os professores de 46 anos ou mais, por exemplo, 66% não cursaram uma disciplina específica relacionada à TIC na sua graduação. Em relação à forma de aprendizagem para o uso do computador e Internet, pouco mais da metade dos professores de escolas públicas 52% relatam ter aprendido a usar tais tecnologias por meio de um curso específico; parcela semelhante à proporção de professores que declararam ter aprendido sozinhos a usar o computador e Internet. É importante mencionar que dentre os professores que declararam ter realizado algum curso de capacitação específica, 73% pagou o curso com recursos próprios Eu mesmo(a) paguei, em um curso especializado Oferecido pelo Governo / Secretaria da Educação Oferecido pela Escola, em treinamentos Oferecido por uma empresa, ONG, associação, telecentro, ou alguma outra entidade GRÁFICO 6. PROPORÇÃO DE PROFESSORES POR MODO DE ACESSO AO CURSO DE CAPACITAÇÃO A respeito da percepção dos professores sobre as habilidades no uso de computador, a maioria dos professores de escolas públicas declara realizar com facilidade atividades elementares no computador e Internet: 93% dizem não ter nenhuma dificuldade para fazer pesquisa de informações na rede; 83% para escrever em editores de texto e 71% para arquivar um arquivo em uma pasta no sistema de diretório. Atividades como a preparação de apresentações e uso de programas multimídia, consideradas mais complexas, são realizadas sem dificuldade por 49% e 46% dos professores, respectivamente. Ademais, vale ressaltar que para o professor, o principal tipo de apoio no 13

14 desenvolvimento de suas habilidades são contatos informais, mencionado por 79% dos docentes de escolas públicas. 3.3 Produção de conteúdo por professores e alunos A grande maioria dos professores navega na Internet de forma mais frequente em sua casa, 86%, e ainda que o segundo local mais mencionado para uso da rede seja a escola, a proporção é relativamente mais baixa: 12% citaram a escola como local mais frequente de uso da Internet. O professor se caracteriza como internauta frequente e apresenta considerando o perfil de uso da Internet, as atividades realizadas pelos professores na rede com menor dificuldade são: enviar s (87%), enviar mensagens instantâneas (75%) ou participar de sites de relacionamento (72%), essa utilização se caracteriza pelo isso comunicacional da rede mundial. Entretanto, as ações relacionadas à produção de conteúdo se apresentam como mais desafiadoras para os professores. Para sua atividade profissional, os docentes basicamente utilizam a Internet para busca de informações, 92% dos docentes de escolas públicas utilizaram o computador e/ ou Internet nos três meses anteriores à pesquisa para buscar conteúdos que seriam trabalhados em sala de aula; 70% pesquisaram ou baixaram conteúdos audiovisuais voltados para a prática pedagógica e 67% buscaram exemplos de planos de aula. Essa utilização de caracteriza pela busca por conteúdos para preparação de aulas. Quando observado o uso das tecnologias em aula, a integração das tecnologias ao processo de ensino e aprendizagem, bem como a produção de conteúdo por professores e alunos na Internet se mostra ainda mais incipiente. O uso do computador e Internet nas aulas ainda se caracteriza como instrumental, para ensino das funções básicas das tecnologias sem haver uma integração efetiva às disciplinas pertinentes ao currículo da educação básica. Isto porque a principal atividade realizada entre professores e alunos nas escolas brasileiras é ensinar a usar o computador e Internet, segundo a declaração de 62% docentes de instituições públicas de ensino. 14

15 A produção de materiais por alunos, por exemplo, é uma atividade realizada uma vez por semana de acordo com a maioria dos professores. Ao levar em conta o emprego de computador e Internet, 38% dos professores se utilizam dessas ferramentas para realizar essa atividade. A pesquisa TIC Educação investiga o uso de várias atividades na Internet e o grau de dificuldade que este uso apresenta para os alunos de escolas brasileiras. Com isso, é possível discutir a familiaridade dos jovens com a tecnologia e identificar diferentes tipos de uso. Entre as atividades realizadas na Internet, a busca de informações on-line é aquela com a qual os jovens estão mais familiarizados: 92% dos alunos declararam não possuir nenhuma dificuldade para realizá-la. Embora muitos alunos não encontrem dificuldades em buscar informações na Internet, o desenvolvimento de habilidades e competências (Alfabetização Midiática e Informacional AMI) necessárias para o uso crítico das tecnologias ainda é um desafio a ser enfrentado no Brasil: segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2012, menos da metade das crianças e adolescentes usuárias de Internet (41%) sabe comparar diferentes sites para saber se as informações são verdadeiras. Ainda considerando competências de AMI, é possível identificar que os alunos estão menos familiarizados com atividades que se referem à geração de conteúdo por usuários. Por exemplo, 23% das crianças e jovens declararam alguma dificuldade para postar vídeos e filmes na Internet, enquanto 29% nunca realizaram esta prática. Para criar ou atualizar blogs e páginas na Internet, a familiaridade com a atividade parece ser ainda menor: 30% dos alunos apresentaram alguma dificuldade, e 33% nunca realizaram esta atividade. É importante mencionar que esta prática mostra-se mais presente entre alunos de escola particular, já que quase metade (49%) declarou enfrentar nenhuma dificuldade para realizá-la. A participação em sites de relacionamento ou redes sociais, atividade recorrente no cotidiano de alunos e que se constitui em um novo fenômeno social, é bastante familiar entre os alunos. A maioria dos alunos brasileiros de Ensino Fundamental e Médio (89%) 15

16 declarou não ter nenhuma dificuldade para participar de redes sociais, possivelmente por ser uma atividade já integrada ao seu dia a dia. Vale ressaltar que esta proporção é ainda superior entre alunos de escola particular: 97%. Atividades de comunicação, como uso do , mensagens instantâneas e as próprias redes sociais, são realizadas sem dificuldades pelos alunos brasileiros. Isso revela que, para tanto, os alunos já adquiriram habilidades técnicas no uso das TIC, o que não implica necessariamente a existência de competências e habilidades para o uso crítico das TIC, em um âmbito mais amplo, pertinentes à alfabetização midiática e informacional. Tratando mais especificamente das atividades escolares, a maioria dos alunos usa o computador e a Internet para pesquisas para a escola (84%); em seguida, vêm projetos ou trabalhos temáticos, com menção por 73% dos alunos. Considerando o potencial das tecnologias para fomentar a dinâmica colaborativa em meio educacional, a realização de trabalhos em grupo é uma atividade em que o emprego de tecnologias é relativamente alto: 70% dos alunos usam o computador e a Internet para isso. GRÁFICO 7: PROPORÇÃO DE ALUNOS POR USO DO COMPUTADOR E DA INTERNET NAS ATIVIDADES ESCOLARES Fazer pesquisa para a escola Fazer projetos ou trabalhos sobre um tema Trabalho em grupo Fazer lição / Exercícios que o professor passa Jogar jogos educativos Fazer apresentações para seus colegas de classe Aprender com o professor a usar o computador e a internet Falar com o professor pela internet Participar de cursos à distância 16

17 A atividade escolar menos realizada por alunos que usam o computador e a Internet é participar de cursos à distância: apenas 5% das crianças e adolescentes. Vale ressaltar que 7% dos alunos declararam não utilizar o computador ou a Internet para nenhuma atividade. Ainda que apenas 25% dos alunos declarem utilizar o computador e a Internet para aprender a usar esses recursos com o professor, esta é a principal atividade realizada dentro da escola, de acordo com 72% dos alunos. Esses dados permitem inferir que, apesar de os alunos utilizarem computador e Internet inclusive em atividades escolares, há um caminho a ser percorrido para que essas ferramentas sejam utilizadas para a aprendizagem dos alunos. A pesquisa TIC Educação busca fomentar o debate acerca da integração das TIC à prática pedagógica, expondo os principais desafios do cenário brasileiro. O presente texto foi baseado nos resultados da terceira edição da pesquisa, realizada em

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