Certificação NBR para a indústria aeroespacial: um estudo de caso em uma empresa do setor químico

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1 Certificação NBR para a indústria aeroespacial: um estudo de caso em uma empresa do setor químico SILVIA BOARIN Universidade de São Paulo LEILA KEIKO C. JANSEN Universidade de São Paulo GABRIEL GEBRAEL ESEG PAULO ROGER GUSMÃO SILVA ESEG THAMIRES GOUVEIA DE SALLES ESEG

2 Título: Certificação NBR para a indústria aeroespacial: um estudo de caso em uma empresa do setor químico Resumo O objetivo neste trabalho é verificar como se deu a implantação e manutenção de programas de melhoria da qualidade em uma organização do setor aeroespacial, no intuito de investigar quais os fatores facilitadores e dificultadores nesse processo. O estudo justifica-se em razão de uma demanda mercadológica que exige cada vez mais produtos de qualidade das empresas do ramo e acirra a competitividade entre elas. A metodologia utilizada foi o estudo de caso, e os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado, organizado para possibilitar uma análise detalhada. A pesquisa revela que a organização em foco possui as certificações ISO 9001, ISO e NBR e que a principal facilidade na fase de implantação dos programas de melhoria da qualidade foi o envolvimento da alta direção. A principal dificuldade, por sua vez, foi o baixo grau de formação dos funcionários. Após a implantação do programa de melhoria da qualidade NBR 15100, observou-se que os resultados foram satisfatórios, na opinião dos clientes internos e externos. Entre as diversas ferramentas da qualidade utilizadas, as de mais destaque são o PDCA, o Diagrama de Causa- Efeito, o 5S e o Teste de Hipótese. Palavras-chave: programas de qualidade, setor aeroespacial, ISO 9001 e NBR Title: NBR certification for aerospace: a case study in a chemical company. Abstract The aim of this work is to check how was the implementation and maintenance of quality improvement programs within an organization in the aerospace industry, in order to investigate which factors that facilitate or hinder this process. The study is justified on grounds of market demand that increasingly demands more quality products from companies in the industry and intensifies competition between them. The methodology used was the case study, and data were collected through a structured questionnaire, organized to allow a detailed analysis. The research reveals that the organization in focus has the ISO 9001, ISO and NBR certifications and the main facility in the implementation phase of quality improvement programs was the involvement of senior management. The main difficulty, in turn, was the low level of training of employees. After the implementation of the quality improvement program NBR 15100, it was observed that the results were satisfactory in the opinion of internal and external customers. Among the various quality tools used, the most prominent are the PDCA, the Cause-Effect Diagram of the 5S and Hypothesis Testing. Key Words: quality programs, aerospace sector, ISO 9001 and NBR

3 1. Introdução A década de 1980 representa o início de uma crescente busca por padrões de qualidade pelas organizações contemporâneas, em razão, principalmente, do acirramento da concorrência em um mundo cada vez mais globalizado. Nesse contexto, os clientes tornam-se mais exigentes e as empresas precisam apresentar diferenciais para aumentar seus lucros. As certificações de qualidade focadas nas normas internacionais ISO 9001, na norma de gestão ambiental ISO 14001, na norma para a saúde e segurança no trabalho OHSAS 18001, entre outras, podem representar ganhos financeiros significativos, melhorar a produtividade e a qualidade e reduzir custos, gerando economia de água, luz e diminuição na quantidade de sucatas (MELLO et al., 2009; ROBLES Jr.; BONELLI, 2010). Alinhada a essa demanda, a indústria aeroespacial brasileira considera a qualidade um fator estratégico na produção e confecção de aviões comerciais e militares, helicópteros, satélites, equipamentos e sistemas de defesa, mísseis, radares e inúmeros outros equipamentos. Assim, as empresas do ramo, além de investirem no domínio tecnológico, investem cada vez mais em programas de qualidade para garantirem a posição de liderança no Hemisfério Sul (ASSOCIAÇÃO DAS INDÚSTRIAS AEROESPACIAIS DO BRASIL, 2014). De acordo com Souza, Alves e Silva (2011), existe uma grande carência de trabalhos científicos nacionais e internacionais sobre a implantação e manutenção de programas de qualidade no setor aeroespacial. Tornam-se, então, relevantes as pesquisas sobre o tema, pois os resultados obtidos podem ser referenciais para as organizações que pretendem atuar como sucesso no mercado mundial. Nessa perspectiva, pretende-se, no presente trabalho, verificar os fatores facilitadores e dificultadores na implantação e manutenção de programas de melhoria da qualidade em uma organização do setor aeroespacial. O artigo está estruturado em cinco seções, sendo que a primeira consiste nesta introdução. Na seção 2, apresenta-se a revisão da literatura sobre Sistemas de Gestão, destacando-se os Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) (ISO 9001) e o Sistema de Gestão da Qualidade para a indústria aeroespacial (NBR 15100). Na seção 3, explicitam-se a metodologia e os procedimentos de análise empregados. Na seção 4, apresentam-se a análise realizada e os resultados obtidos. Na seção 5, revelam-se as conclusões da pesquisa, suas limitações e as recomendações para trabalhos futuros. 2. Revisão Bibliográfica De acordo com Mello et al. (2009), Sistemas de Gestão referem-se às ações que as empresas realizam para gerenciar seus processos e suas atividades. Eles contribuem para assegurar que qualquer pessoa, dentro do ambiente corporativo, esteja realizando suas tarefas de modo adequado e, ainda, para garantir que exista um mínimo de ordem na maneira como a organização conduz seus negócios, de forma que tempo, dinheiro e outros recursos sejam utilizados eficientemente. Entre os sistemas implantados por diversas instituições, destacam-se os Sistemas de Gestão da Qualidade (ISO 9001), Sistema de Gestão da Qualidade específico para o setor aeroespacial (NBR 15100), Gestão Ambiental (ISO 14001), Gestão de Saúde Ocupacional e Segurança (OHSAS 18001), sendo que apenas os dois primeiros serão explicitados neste trabalho, uma vez que se aplicam diretamente ao setor objeto desta pesquisa.

4 2.1. Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001 Santos, Mendes e Barbosa (2011) assinalam que a busca pelas certificações da qualidade indica uma estratégia para o desenvolvimento contínuo das empresas que visam melhorar a sua capacidade e também ganhar novos mercados nacionais e internacionais. Entre as normas da família ISO 9000, destaca-se a ISO 9001, que representa uma reunião de procedimentos, padrões e requisitos para o funcionamento de um SGQ, com enfoque, principalmente, na realização de processos eficazes e na satisfação de clientes (CARVALHO; PALADINI, 2005). Trata-se de um referencial aceito no comércio internacional e também na implementação e manutenção de sistemas da qualidade nas organizações em todo o mundo, independentemente de tamanho ou setor de atuação. Sua estrutura apresenta-se em dez capítulos, que consistem em introdução, escopo, referências normativas, termos e definições, sistema de gestão da qualidade, responsabilidade da administração, gestão de recursos, realização do produto, medição, análise e melhoria. A última versão da norma é de 2008, utilizando a denominação de ISO 9001: 2008, a qual se baseia no ciclo Plan-Do-Check-Act (PDCA), conforme demonstrado na Figura 1, a seguir. Figura 1 Ciclo PDCA Fonte: Zumbach e Moretti (2013, p. 1). A metodologia PDCA, inicialmente desenvolvida por Shewhart em 1920 (Plan, Do, Check and Act, que em português representa planejamento, execução, verificação e ação de uma determinada atividade ou tarefa, podendo ser aplicada para produtos ou serviços), foi inserida nas normas ISO 9001 e ISO como meio facilitador do entendimento da norma, possibilitando assim uma melhor disseminação da mesma. O ciclo PDCA é extremamente dinâmico e pode ser desdobrado em todos os processos da organização, acarretando inúmeras melhorias contínuas da capacidade dos processos (CARVALHO e PALADINI, 2005). O ciclo PDCA representa: o Planejamento, em que são estabelecidos os objetivos e os processos necessários para alcançar os resultados, conforme os requisitos dos clientes e de acordo com as políticas internas da organização;

5 a Execução, em que são implementados os processos; a Verificação, em que são monitorados e medidos os processos e produtos, com base nas políticas, objetivos e requisitos para o produto ou serviço e também em que são registrados os resultados alcançados; e Ação, em que são implantadas as ações para as melhorias contínuas do desempenho dos processos. Ampla pesquisa realizada por Boiral e Amara (2009) e Chow-Chua, Goh e Wan (2003) indica quatro modalidades de configuração de certificações ISO 9001: a certificação efetiva, que incorpora os benefícios de qualidade que a norma pode propiciar para a empresa; a certificação cerimonial, que tem como principal objetivo aumentar o desempenho comercial e como objetivo secundário melhorar a qualidade, propiciando, porém, aumento de resistências internas à certificação e gerando problemas em sua manutenção; a certificação gerencial, centrada apenas na gestão, não contribuindo para a melhoria do desempenho; a certificação ineficaz, que sinaliza fraco desempenho e problemas significativos de implementação da norma. O estudo, realizado em organizações, também indica, de acordo com a configuração proposta, apenas a configuração efetiva correspondente ao alto desempenho organizacional, e 25% das instituições estão nessa categoria. Apesar de a implantação da norma ISO 9001 necessitar de investimentos consideráveis, além do empenho de todos os envolvidos na empresa, os benefícios que a organização certificada pode obter são vários, entre eles abertura de novos negócios (nacional e internacional); aumento da lucratividade; maior integração entre os setores da empresa; diminuição dos custos de manufatura; melhoria do desempenho de serviços e produtos, da produtividade e da eficiência; satisfação dos clientes (PINTO; CARVALHO; LINDA, 2006). A quantidade de certificados da ISO 9001: 2008 emitidos em todo o mundo é de aproximadamente em 176 nações. O acrescimento do número de certificados entre o ano de 2007 e 2008 foi de 3% e os países com mais empresas certificadas são, em ordem decrescente: China, Itália, Espanha, Japão, Alemanha, Reino Unido, Índia, Estados Unidos, França e Coréia. Para a implementação dessa norma, deve-se elaborar um roteiro que pode ser simplificado e dividido da seguinte maneira (INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION, 2008): a) definir uma estratégia para a certificação com a direção da empresa e seus principais líderes; b) montar uma equipe com representantes em todas as áreas envolvidas no processo; c) definir e mapear os processos; d) realizar o plano geral de treinamentos e realizar os mesmos para todos os envolvidos; e) escolher uma certificadora; f) desenvolver um Manual da Qualidade; g) desenvolver uma documentação de suporte; h) implementar seu Sistema de Gestão da Qualidade; i) realizar as auditorias internas com pessoal devidamente treinado; j) corrigir as Não Conformidades verificadas nas auditorias internas; k) considerar uma pré-auditoria (externa);

6 l) corrigir as Não Conformidades verificadas na pré-auditoria (externa); m) realizar a auditoria de certificação; n) emitir certificado; o) realizar auditorias internas e externas contínuas para a manutenção do certificado. No setor aeroespacial, a norma ISO 9001: 2008 serve de base para a implementação da norma NBR 15100, específica para as organizações do ramo, a qual é explicitada a seguir Sistema de Gestão da Qualidade NBR A norma NBR objetiva a padronização dos requisitos para um sistema de gestão da qualidade especificamente voltado para a indústria aeroespacial e baseia-se na norma americana AS Para que uma empresa seja certificada na NBR 15100, ela deve cumprir todos os requisitos da ISO 9001, além dos requisitos específicos do setor aeroespacial, necessários para garantir a segurança, a conformidade e a qualidade dos produtos e serviços aeroespaciais. Entre esses, destacam-se os requisitos adicionais de metrologia, definidos no item 7.6 do Controle de Dispositivos de Medição e Monitoramento. Nesses termos, uma organização que obtenha a certificação NBR obtém automaticamente a certificação ISO A primeira versão da NBR consiste no Modelo para Garantia da Qualidade em Projeto, Desenvolvimento, Produção e Instalação e Serviços Associados e foi publicada em 2004, sendo a última versão atualizada em A Figura 2, a seguir, indica o modelo do sistema de gestão adotado pela norma. Figura 2: Modelo de Sistema de Gestão da Qualidade Fonte: Associação Brasileiras de Normas Técnicas (2010 p.7)

7 Como se pode observar, o modelo refere-se, em primeiro plano, à identificação da necessidade do cliente e também à avaliação da capacidade de cumprimento dessas necessidades, levando-se em conta as referências de conformação de produto e serviço. A seguir, apresenta os fatores que podem transformar essas necessidades em requisitos técnicos que garantam a eficácia do produto. Um ponto importante é que as restrições regulamentares devem ser respeitadas e, posteriormente, a configuração estabelecida deve ser devidamente registrada em documentos específicos, além de todos os recursos utilizados para o processo produtivo, a operação e manutenção dos produtos, sempre seguindo os padrões indicados na NBR O processo produtivo é monitorado com o objetivo de analisar os níveis de conformidade com os requisitos. Também é necessário apontar as ações corretivas e preventivas empregadas. As principais características da NBR são: busca pela melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade, por meio da utilização da Política da Qualidade, dos Objetivos da Qualidade, dos Resultados das Auditorias Internas e Externas, da Análise de Dados, das Ações Corretivas e Preventivas e da Análise Crítica do Sistema de Gestão. Nesse processo, a direção da empresa deve fornecer evidências objetivas de seu comprometimento com o desenvolvimento e com a plena implantação do SGQ e a melhoria contínua. Para tanto, deve atender plenamente os requisitos dos clientes e os requisitos regulamentares e estatutários, além de assegurar a disponibilidade dos recursos necessários para a implantação e manutenção do sistema (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2010). Entre os principais benefícios da adoção da norma NBR 15100, destacam-se a crença do cliente de que a organização está reduzindo o risco comercial e abrange as boas práticas de fabricação aeroespaciais; a certeza do mercado de que a norma internacional AS 9100 (no Brasil, NBR 15100) é aceita como base para os Sistemas de Gerenciamento, acarretando a possível e almejada redução de custos, a melhoria na eficiência e a ampliação da rentabilidade. O Brasil possui atualmente 76 empresas com o certificado NBR (QUALIDADE AEROESPACIAL, 2014) e nelas observa-se que a maior dificuldade na implantação norma não são os requisitos da ISO 9001, mas sim os requisitos específicos para a indústria Aeroespacial: o controle, a rastreabilidade e a conformidade. Com relação ao controle na norma, suposições não são aceitas. Uma gestão restrita é exigida sobre o desenvolvimento e projeto de produto; sobre os processos produtivos e sobre toda a documentação requerida para aquisição de produtos e serviços, para os diversos tipos de testes e para a inspeção. Documentos relativos aos Procedimentos Operacionais minuciosos e Instruções de Trabalho (IT s) exatas são habituais ao SGQ do setor aeroespacial. As palavras qualidade e segurança são termos essenciais da norma e devem ser seguidas com bastante afinco. Quanto à rastreabilidade, a NBR exige que as empresas possam rastrear tanto produtos quanto processos, abrangendo também o projeto e o desenvolvimento de produto. Em outras palavras, as instituições devem ser capazes de rastrear de forma clara e objetiva todas as alterações realizadas, visualizando as mudanças em produtos ou processos e o modo como essas modificações podem influenciar a segurança e a qualidade dos produtos e serviços. No que se refere à conformidade, a norma é bastante rígida quanto ao cumprimento da legislação e ao atendimento aos órgãos reguladores. Nesse aspecto, a ênfase deve ser no processo em si e não nos produtos. Portanto, as alterações nos processos ou nos seus componentes, por exemplo, devem ter a ciência e a aprovação dos órgãos responsáveis,

8 envolvendo toda a documentação relativa às inspeções (iniciais, parciais e finais), aos testes e também a outras documentações pertinentes. 3. Metodologia A metodologia empregada neste trabalho consiste em um estudo de caso, considerada mais adequada às proposições da investigação: a observação de um fenômeno em seu contexto real (YIN, 2006). O objeto da pesquisa consiste em uma empresa de pequeno porte, situada no interior do estado de São Paulo, que atua no setor químico. A companhia tem capital nacional e possui aproximadamente 50 colaboradores. A revisão da literatura possibilitou a elaboração de um questionário estruturado, composto de 11 perguntas específicas sobre os programas de qualidade, o qual foi aplicado na instituição pesquisada, por meio de entrevista com o gerente geral do setor de Qualidade e Meio Ambiente no segundo semestre do ano de O método de coleta foi escolhido em razão da facilidade de obtenção dos dados, uma vez que não exige a presença física dos entrevistados, e também em razão do fato de ser um método preciso e estruturado, que possibilitará, futuramente, a comparação de respostas entre empresas diferentes (CERVO; BERVIAN, 2006). A seleção do caso foi realizada em pesquisas na Internet, a qual propiciou o levantamento de potenciais organizações para a análise. Posteriormente, a empresa selecionada foi contatada para a verificação de dois pontos principais: se possuía a certificação NBR e se essa já estava implantada há mais de um ano. Na análise dos dados, enfocaram-se, principalmente, os motivos que levaram a organização a implantar a NBR 15100, as principais dificuldades e facilidades enfrentadas no processo e os resultados obtidos, verificando-se as convergências ou divergências existentes na adoção de práticas empresariais à luz da literatura sobre o tema. 4. Apresentação e Análise de Resultados Na pesquisa, constatou-se que a instituição possui certificações da qualidade e também o envolvimento da alta direção no processo, fator de fundamental importância para o sucesso da implantação da NBR Na Tabela 1, a seguir, são exibidas as certificações da qualidade que a empresa implantou, as datas das certificações e o número de colaboradores treinados em cada programa de qualidade. Tabela 1 Normas, data da implantação e colaboradores treinados Número de Programa de Data da certificação colaboradores Qualidade treinados ISO % ISO % NBR % Fonte: os autores Os dados demonstram que todos os colaboradores da organização foram treinados nas normas adotadas. O treinamento foi uma opção da alta gerência e acarretou benefícios diversos, tais

9 como melhor entendimento dos itens normativos e menor resistência dos colaboradores à implantação da norma, estando compatível com a literatura sobre o assunto (SOUZA, ALVES e SILVA,2011). A Tabela 2 demonstra as dificuldades verificadas durante o processo de implantação da NBR Tabela 2 Dificuldades para a implantação dos programas Dificuldades verificadas na implantação dos Programas Grau de escolaridade dos colaboradores e motivação Grau de dificuldade Média Alta X Apuração dos ganhos e dos gastos com o programa Manuseio das ferramentas e técnicas estatísticas da qualidade Seleção e priorização de projetos Gerenciamento de projetos Fonte: os autores X X X X Examinado-se a Tabela 2, verifica-se que a maior dificuldade é o gerenciamento dos projetos. A organização alegou que o gestor que iniciou a implantação dos programas não tinha grandes conhecimentos teóricos sobre as normas, o que causou atraso nas implantações. As dificuldades consideradas de médio grau foram: o baixo grau de formação escolar dos funcionários (muitos apenas com o ensino fundamental e médio), dificultando o entendimento de alguns itens normativos; a baixa motivação desses colaboradores para as atividades relacionadas com a certificação, o que vem ao encontro do que diz a literatura científica sobre o tema (SOUZA; ALVES; SILVA, 2011); a apuração dos ganhos e gastos gerados pelos programas; o manuseio das ferramentas da qualidade, compatível com o baixo grau de escolaridade dos colaboradores; a seleção e priorização dos projetos. Os fatores considerados como maiores facilitadores da implantação da NBR foram: o envolvimento e o comprometimento da direção da empresa; as auditorias internas (que apontaram as não conformidades antes da auditoria externa); a realização de treinamentos específicos sobre a norma; a disponibilidade de recursos financeiros; o foco no cliente; o alinhamento do programa às estratégias institucionais. Os motivos que levaram à implantação da norma NBR foram: a melhoria da qualidade na organização; a necessidade de expandir o mercado de atuação para um setor muito específico (aeroespacial) e com muitas exigências de adoção de normas para a garantia da qualidade. Para a implantação do programa, foram utilizadas as seguintes ferramentas da qualidade: Análise do Modo e Efeito da Falha (FMEA); Desdobramento da Função Qualidade (QFD); Diagrama de Causa-Efeito (Espinha de Peixe); Diagrama de Dispersão; Teste de Hipóteses; Programas de Sugestão; Planejamento, Execução, Controle e Análise (PDCA); 5S (do idioma japonês Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsike, sendo a tradução para o português como: Descarte, Arrumação, Limpeza, Saúde e Disciplina); Delineamento de Experimentos (DOE). A organização informou que as ferramentas QFD e DOE são utilizadas somente na parte de projetos. Analisando-se as ferramentas da qualidade adotadas, pode-se concluir que, apesar de ser uma empresa pequena, ela utiliza ferramentas da qualidade complexas.

10 5. Conclusão A pesquisa realizada forneceu dados referentes ao processo de implantação da ferramenta de qualidade para o setor aeroespacial em uma companhia de pequeno porte, que já possuía programas de melhoria da qualidade, como NBR ISO 9001 e ISO 14001, e que, para fazer parte do mercado aeroespacial, teve de adquirir uma nova norma NBR 15100, por se tratar de uma exigência do segmento. Na fase de implantação do programa de melhoria da qualidade, o envolvimento da alta direção foi bastante significativo e foi identificado como um dos principais fatores facilitadores do processo de implantação do programa adotado. O baixo grau de formação dos colaboradores, por sua vez, foi um fator responsável pela maioria das dificuldades, chamando a atenção para a necessidade da realização de educação e treinamento constante dos funcionários para o sucesso da implantação. Quanto às ferramentas da qualidade utilizadas, o ciclo PDCA foi o mais utilizado, seguido pelo Diagrama de causa-efeito, estando de acordo com a literatura científica sobre o tema (SOUZA; ALVES; SILVA, 2011). Após a implementação da norma, os resultados estavam de acordo com o planejado quanto à qualidade dos produtos e serviços e quanto à satisfação dos clientes externos, motivando a empresa a continuar investindo em programas com esse objetivo. Cabe ressaltar que a adoção da NBR pode trazer redução de custos para as entidades que a adotam. Um exemplo é a diminuição de despesas com as auditorias externas e internas do sistema de gestão da qualidade. A empresa pesquisada indicou que a estabilização e manutenção dos programas de qualidade implantados estão asseguradas, no intuito de garantir a melhoria contínua dos processos e produtos. O presente estudo apresenta as limitações inerentes ao método de pesquisa adotado, isto é, os resultados obtidos não devem ser generalizados, porém acredita-se que elem possam contribuir para um melhor entendimento dos fatores que exercem influências nas certificações de qualidade. No trabalho, apenas uma empresa foi considerada, mas pesquisas futuras podem replicar a análise em outras organizações, para comparar resultados. Outro futuro projeto pode ser a aplicação da atual metodologia em empresas de outros países, como Argentina e Chile, objetivando-se a comparação entre organizações sul-americanas, ou, ainda, entre empresas portuguesas e brasileiras. Referências ASSOCIAÇÃO DAS INDÚSTRIAS AEROESPACIAIS DO BRASIL. A indústria aeroespacial do Brasil. Disponível em Acesso em 25/08/2014. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS ABNT. NBR 15100: Sistema da qualidade aeroespacial. Modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços associados. Rio de janeiro: BOIRAL, O.; AMARA, N. Paradoxes of ISO 9000 performance: a configurational approach. The Quality Management Journal, v. 16, n. 3, p , CARVALHO, M. M., PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e casos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

11 CERVO, A. L., BERVIAN, P. A. Metodologia científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, CHOW-CHUA, C.; GOH, M., WAN, T. B. Does ISO 9000 certification improve business performance? International Journal of Quality & Reliability Management, v. 20, n. 8, p , INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION - ISO. The ISO survey Disponível em Acesso em 12/08/2014. MELLO, C. H. P.; SILVA, C. E. S.; TURRIONI, J. B.; SOUZA, L. G. M. ISO 9001: 2008: Sistema de gestão da qualidade para operações de produção e serviços. São Paulo: Atlas, PINTO, S. H. B., CARVALHO, M. M., LINDA, L. H. Implementação de programas de qualidade: um survey em empresas de grande porte no Brasil. Gestão & Produção, v. 13, n. 2, p , QUALIDADE AEROESPACIAL. Quantidade de certificados NBR no Brasil. Disponível em Acesso em 25/08/2014. ROBLES JR., A.; BONELLI, V. V. Gestão da qualidade e do meio ambiente: enfoque econômico, financeiro e patrimonial. São Paulo: Atlas, SANTOS, G.; MENDES, F.; BARBOSA, J. Certification and integration of management systems: the experience of portuguese small and medium enterprises. Journal of Cleaner Production, v. 19, p , SOUZA, J. P. E.; ALVES, J. M.; SILVA, M. B. Qualidade no setor aeroespacial: uma investigação sobre suas principais características. XXXI ENEGEP - Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Belo Horizonte, ZUMBACH, L.; MORETTI, G. ISO comentada. Disponível em Acesso em 25/08/2014. YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2006.

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