RELATÓRIO TÉCNICO FINAL. Sumário. EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELO... vi. RESGATE DE ICTIOFAUNA E COMPOSIÇÃO DO RELATÓRIO... vi

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1 PROGRAMA AMBIENTAL DE RESGATE DE ICTIOFAUNA DA PCH SALTO MAUÁ - KLABIN NO RIO TIBAGI - RELATÓRIO TÉCNICO FINAL - Dezembro / 2013

2 PROGRAMA AMBIENTAL DE RESGATE DE ICTIOFAUNA DA PCH SALTO MAUÁ - KLABIN, NO RIO TIBAGI RELATÓRIO TÉCNICO FINAL RELATÓRIO TÉCNICO Sumário EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELO... vi RESGATE DE ICTIOFAUNA E COMPOSIÇÃO DO RELATÓRIO... vi GLOSSÁRIO DE SIGLAS UTILIZADAS... vii 1 - INTRODUÇÃO JUSTIFICATIVA OBJETIVOS MATERIAIS E MÉTODOS LOCAIS DE ATIVIDADE ATIVIDADES DIÁRIAS RESULTADOS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS i

3 ÍNDICE DE ANEXOS Anexo 1 - ART do Coordenador da Equipe Técnica Anexo 2 - Licença de Resgate de Ictiofauna - IAP Anexo 3 - Tabela de Abundância Absoluta e Riqueza de Espécies Registradas Anexo 4 - Exemplo de padrão fotográfico para guia de campo de identificaçãos de espécies Anexo 5 - Encaminhamento de material museológico Anexo 6 - Livro Tombo do Resgate de Ictiofauna ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 - por captura Gráfico 2 - s por local Gráfico 3 - s por semana durante o Resgate de Ictiofauna Gráfico 4 - Número de capturas por método Gráfico 5 - s por Ordem Taxonômica ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 - Equipe de resgate atuando na área a montante da PCH... 7 Figura 2 - Poças a montante da PCH... 7 Figura 3 - Área entre o desareiador e as comportas do Canal de Fuga... 8 Figura 4 - Equipe atuando na Escada de Peixes, no leito natural do rio, a jusante da PCH... 8 Figura 5 - Área no leito natural do rio, a jusante da PCH... 9 Figura 6 - Poço do Canal de Fuga... 9 Figura 7 - Poço no início do Canal de Fuga Figura 8 - Canal de Fuga Murado Figura 9 - Lagoas formadas na área aberta do Canal de Fuga Figura 10 - Encontro dos leitos do Canal de Fuga e Natural ii

4 Figura 11 - Rede de espera armada em poça do Canal de Fuga Aberto Figura 12 - Arremesso de tarrafa em poço do Canal de Fuga Aberto Figura 13 - Resgate de indivíduos dificultado pela baixa turbidez da água - rede de espera com apenas um espécime capturado Figura 14 - Alevinos visualizados em poças do Canal de Fuga Aberto Figura 15 - Nível da água na área da PCH Salto Mauá Figura 16 - Mussum (S. marmoratus) encontrado em óbito Figura 17 - Characidium sp Figura 18 - Alevinos (pequenos pontos escuros na foto) de G. brasiliensis Figura 19 - C. ehrhardti resgatado Figura 20 - Crenicichla sp. resgatado Figura 21 - Philodryas olfersii (cobra-verde) encontrada no Canal de Fuga Murado Figura 22 - s em rede de espera Figura 23 - Jundiá com lesões epidérmicas Figura 24 - Mandi (Iheringichthys labrosus) desnutrido resgatado Figura 25 - Acará (G. brasiliensis) realizando cuidado parental Figura 26 - Cachorra (O. paranensis) encontrada em óbito Figura 27 - Soltura de indivíduos aptos Figura 28 - Covo com 2 indivíduos capturados Figura 29 - Lambari ovado Figura 30 - Cascudo com parasitas Figura 31 - Equipe armando a rede de espera Figura 32 - Poço das turbinas com nível reduzido Figura 33 - Nível de água aumentado no Canal de Fuga Figura 34 - Poças reconectadas Figura 35 - Cascudo com múltiplas lesões pelo corpo Figura 36 - Casal de acarás (Geophagus brasiliensis) Figura 37 - Equipe armando rede de espera Figura 38 - Cascudo com múltiplas lesões pelo corpo iii

5 Figura 39 - Garça-moura (Ardea cocoi) em uma árvore às margens do Canal de Fuga Aberto Figura 40 - Visibilidade na barragem pela manhã Figura 41 - Identificação do material de indivíduos resgatados Figura 42 - Fixação do material de indivíduos resgatados Figura 43 - Nível do reservatório da PCH Salto Mauá Figura 44 - Redes de espera sendo armadas no Canal de Fuga Aberto Figura 45 - Redes de espera sendo armadas em poça a jusante do muro da PCH Figura 46 - Rede de espera sendo armada no início do Canal de Fuga Aberto Figura 47 - Cascudo (espécie a definir) com lesões epidérmicas Figura 48 - Transparência da água, permitindo a visualização dos peixes Figura 49 - Rede de espera sendo colocada em poça Figura 50 - Rede de espera sendo colocada em outra poça Figura 51 - Socozinho (Butorides striata) Figura 52 - Redes de espera sendo armadas Figura 53 - Socozinho (Butorides striata) às margens do Poço das Piranhas Figura 54 - Lambari sp18 (espécie a confirmar) fixado Figura 55 - Indivíduo de Enyalius sp. encontrado no Canal de Fuga Figura 56 - Redes de espera sendo armadas iv

6 PROGRAMA AMBIENTAL DE RESGATE DE ICTIOFAUNA DA PCH SALTO MAUÁ - KLABIN, NO RIO TIBAGI RELATÓRIO TÉCNICO FINAL RESGATE DE ICTIOFAUNA COORDENAÇÃO E EXECUÇÃO: INTERCOOP - Cooperativa Interdisciplinar de Serviços Técnicos GESTOR DO PROJETO: Nilson de Paula Xavier Marchioro COORDENADOR GERAL: Peter Otavio Costa Curitiba - Paraná DEZEMBRO 2013 v

7 EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELO RESGATE DE ICTIOFAUNA E COMPOSIÇÃO DO RELATÓRIO COORDENAÇÃO DO RESGATE DE ICTIOFAUNA Médico Veterinário: Pedro Chaves de Camargo RESGATADORES Biólogos: Fabrício de Andrade Frehse Pryscilla Lombardi Rodrigo Neves de Oliveira Observação: A ART do Coordenador da Equipe Técnica encontra-se no Anexo 1. vi

8 GLOSSÁRIO DE SIGLAS UTILIZADAS ART - Anotação de Responsabilidade Técnica CF - Canal de Fuga IAP - Instituto Ambiental do Paraná MHNCI - Museu de História Natural Capão da Imbuia PCH - Pequena Central Hidrelétrica PR - Paraná UHE - Usina Hidrelétrica vii

9 1 1 - INTRODUÇÃO O presente documento apresenta o resumo das atividades e dos dados obtidos na realização do Programa Resgate de Ictiofauna durante a manutenção da PCH Salto Mauá, Telêmaco Borba - PR. O rio Tibagi, tributário da margem esquerda do médio Paranapanema, pertence à bacia do Alto Paraná, a qual possui mais de 310 espécies de peixes, distribuídas em 38 famílias, sendo que 45% desta ictiofauna pode ser encontrada na bacia do rio Tibagi. Os últimos estudos registraram 151 espécies de peixes na bacia do rio Tibagi, pertencentes a 28 famílias e seis ordens. As mesmas se encontram distribuídas em espécies que ocorrem na calha principal do rio, em seus tributários e afluentes, ou em ictiocenoses que combinam duas ou três destas categorias de corpos hídricos. Nessa região Neotropical, a ictiofauna pode ser dividida basicamente em três categorias de espécies: 1) as migradoras, que usam a calha de um rio para deslocamentos reprodutivos, alimentares e/ou de crescimento; 2) as de ocorrência generalizada na bacia, normalmente de médio e grande porte; 3) as introduzidas. A ictiofauna é regida por dois comportamentos básicos, a conservação da vida e a geração, onde, no primeiro, os peixes reagem ativamente ao ambiente na procura por locais favoráveis à sua subsistência (disponibilidade de alimento, temperatura, condições físico-químico-biológicas) e, no segundo, buscam por locais favoráveis à reprodução e manutenção da prole, sendo que, anualmente, peixes de piracema, por exemplo, migram contra correntezas com esse objetivo (Godoy, 1992). Cada espécie apresenta, dentro do período reprodutivo, exigências

10 2 particulares referentes às condições do ambiente, à qualidade da água, à disponibilidade de alimento adequado e aos refúgios, que garantem o crescimento e sobrevivência da prole em fases iniciais do desenvolvimento (Vazzoler, 1996). A maioria das espécies ictíicas apresenta uma periodicidade no processo reprodutivo, iniciando o desenvolvimento gonadal anteriormente ao período de reprodução, completando a maturação gonadal no momento em que as condições ambientais se encontrarem adequadas à fecundação e desenvolvimento de sua prole (Vazzoler, idem). As variações de temperatura e o regime de chuvas influenciam diretamente o ciclo reprodutivo dos peixes (Bazzoli, 2003), e a influência do regime de cheias na reprodução de peixes tem sido estudada nas últimas décadas. Assim, o sincronismo da desova com o aumento do nível hidrométrico é amplamente discutido na literatura (Godoy, 1975; Vazzoler & Menezes, 1992; Agostinho et al., 1995; Humphries et al., 1999; Severi, 1999; Ferraz De Lima, 1999; Agostinho et al., 2000; Agostinho et al., 2003; Agostinho et al., 2004). De acordo com Godoy (1975), a cheia é o principal fator que desencadeia a desova e a dinâmica do fluxo da água é fundamental para a fertilização e flutuação dos ovos. A temperatura e o fotoperíodo também têm papel importante, constituindo gatilhos que desencadeiam o processo de maturação gonadal, sendo o início das cheias o gatilho sincronizador da desova e o pico das cheias o gatilho finalizador do período reprodutivo (Suzuki et al., 2004). Dessa forma, o verão, quente e chuvoso, coincidem com a estação reprodutiva da maioria dos peixes brasileiros da região Sudeste (Godinho, 2007), e a maior parte das espécies da ordem Characiformes se reproduzem na primavera e verão, coincidindo, justamente, com as estações quentes e chuvosas e o regime de cheias (Vazzoler & Menezes, 1992). Uma vez desencadeado o processo reprodutivo, três comportamentos são encontrados dentre as espécies de peixes: 1. Não deslocamento, 2. Migração a curtas distâncias, ou 3. Migração a longas distâncias, realizando a piracema. Este início de migração parece estar relacionado às primeiras chuvas que ocorrem no período de seca (Agostinho et al., 2003).

11 3 Na época da reprodução, as fêmeas liberam seus ovócitos maduros de uma única vez, sendo esta chamada desova total, ou em várias parcelas com a desova parcelada ao longo de um período reprodutivo (Vazzoler, 1996). Geralmente, peixes que utilizam a desova total como estratégia reprodutiva são de grande porte, migradores e desovam no leito dos rios. Peixes que utilizam a desova parcelada costumam ser menor de idade porte, desovam em águas mais calmas e estáveis (lagos, reservatórios, remansos) e realizam várias posturas ao longo do período reprodutivo com o propósito de reduzir a predação sobre a prole e a competição entre seus indivíduos por alimento e abrigo (Godinho, 2007). O Programa de Resgate de Ictiofauna na área de influência da PCH Salto Mauá tem promovido atividades preventivas e mitigadoras decorrentes de alterações e impactos inerentes à operação de manutenção das comportas desse empreendimento. Desse modo, o Resgate de Ictiofauna durante a fase de vazão reduzida visa manter a diversidade genética de espécies migradoras, ameaçadas de extinção, e de espécies de ocorrência generalizada, além de atender às normas técnicas e legais exigidas pelos órgãos licenciadores.

12 4 2 - JUSTIFICATIVA As modificações decorrentes da operação de reparo na área de influência da PCH Salto Mauá, quer seja pela vazão reduzida ou pela interrupção do fluxo hídrico, provocam a formação de poças d`água, o represamento e a ausência de água. Essas condições são adversas para indivíduos iícticos ou cardumes, podendo causar o óbito, necessitando de intervenções imediatas. Desse modo, o sucesso dos programas de salvamento depende de um planejamento metodológico eficaz, e de procedimentos técnicos de resgate e salvamento executados com rapidez e agilidade, por uma equipe experiente e qualificada, a fim de propiciar um destino final aos indivíduos capturados ou coletados.

13 5 3 - OBJETIVOS Este Programa teve por objetivo resgatar a ictiofauna presente nas regiões de impacto direto causado pela manutenção da PCH Salto Mauá, de propriedade da Klabin, assim como propiciar o destino final aos indivíduos capturados ou coletados. Foram estes os objetivos específicos: Localizar, resgatar e translocar os peixes no menor espaço de tempo possível, minimizando o estresse e encaminhando-os para local onde a vazão não tenha reduzido, evitando assim a perda do material genético representado pelos indivíduos capturados e soltos; Preparação do material biológico para posterior encaminhamento ao Museu de História Natural Capão da Imbuia - MHNCI, onde servirão de material testemunho da região e poderão ser identificadas em grau taxonômico mais preciso; Descarte das carcaças em estado de conservação que não permitisse a identificação e/ou que não poderiam ser utilizadas para o tombamento científico. Atendendo ao Processo n.º do Instituto Ambiental do Paraná - IAP, a respectiva Licença de Resgate de Ictiofauna é apresentada no Anexo 2.

14 6 4 - MATERIAIS E MÉTODOS A PCH Salto Mauá (KLABIN S.A.) está situada no trecho médio do rio Tibagi, a jusante da UHE Mauá, no centro-leste do estado do Paraná. A metodologia atual contempla duas fases: Fase que antecede às operações; Fase de operação. A equipe foi constituída por dois a quatro resgatadores graduados e dois auxiliares de campo. Houve variação no número de integrantes em campo devido a períodos de necessidades específicas. Foram utilizados todos os EPI s devidos e portou-se equipamento de rádio comunicação. A captura foi realizada manualmente, com puçás, tarrafas, redes de arrasto ou espera e armadilhas, dependendo da dimensão das poças e da estimativa do tamanho dos indivíduos e das espécies presentes. As equipes de resgate inspecionaram/percorreram todo os trechos que apresentam necessidade de resgate, seja a montante ou a jusante da PCH. Todos os animais capturados foram examinados (verificando sua condição vital, como batimento opercular, capacidade de natação e capacidade de manter o equilíbrio), os que estavam em condições vitais adequadas foram transportados em baldes com aeradores e liberados na porção do rio com fluxo contínuo (encontro do leito natural com o Canal de Fuga). Os peixes moribundos (sem estímulos de natação e equilíbrio) ou mortos, que foram selecionados a compor o material testemunho ou em que a identificação estava dificultosa, foram fixados em formol 4% por 24 horas e conservados em álcool 70%, para utilização em estudos e depósito como material testemunho da ictiofauna local.

15 7 4.1 LOCAIS DE ATIVIDADE Resgate a Montante da PCH Pedras a Montante da PCH Figura 1 - Equipe de resgate atuando na área a montante da PCH Foto: Acervo INTERCOOP. Bancos de Areia Figura 2 - Poças a montante da PCH Foto: Acervo INTERCOOP.

16 8 Desareiador e Comportas das Turbinas Figura 3 - Área entre o desareiador e as comportas do Canal de Fuga Foto: Acervo INTERCOOP Resgate a Jusante da PCH Escada de Peixes Figura 4 - Equipe atuando na Escada de Peixes, no leito natural do rio, a jusante da PCH Foto: Acervo INTERCOOP.

17 9 Leito Natural Figura 5 - Área no leito natural do rio, a jusante da PCH Foto: Acervo INTERCOOP. Poço do Canal de Fuga Figura 6 - Poço do Canal de Fuga Foto: Acervo INTERCOOP.

18 10 Figura 7 - Poço no início do Canal de Fuga Foto: Acervo INTERCOOP. Canal de Fuga Murado Figura 8 - Canal de Fuga Murado Foto: Acervo INTERCOOP.

19 11 Canal de Fuga Aberto Figura 9 - Lagoas formadas na área aberta do Canal de Fuga Foto: Acervo INTERCOOP Para Soltura dos Indivíduos Aptos Encontro do Leito Natural com o Canal de Fuga (Área de Soltura) Figura 10 - Encontro dos leitos do Canal de Fuga e Natural Foto: Acervo INTERCOOP.

20 ATIVIDADES DIÁRIAS De forma complementar aos Relatórios Técnicos 1 e 2, os quais abrangem, respectivamente, os períodos de 09/09 a 08/10/2013 e 09/10 a 08/11/2013, neste item são descritas as atividades diárias do período final do Resgate de Ictiofauna, do dia 11 ao 29/11/ /11/2013 Atividade de resgate realizada no Canal de Fuga Aberto com uso de redes de espera e tarrafas (Figuras 11 e 12). Novamente, apesar da baixa qualidade da água, esta apresentava baixa turbidez, facilitando a visualização dos resgatadores e equipamentos de captura (redes e tarrafas) pelos peixes, que se refugiavam nas sombras de pedras submersas, dificultando sua captura (Figura 13). Restaram poucos cardumes nessas poças, mas o número é ainda considerável. Os espécimes de Characidae apresentam boa adaptação ao ambiente nesse momento, sendo visualizados cardumes de alevinos dessa família no local (Figura 14). Já os Loricariidae sofrem com o impacto causado pela alteração do ambiente. Figura 11 - Rede de espera armada em poça do Canal de Fuga Aberto Foto: Acervo INTERCOOP.

21 13 Figura 12 - Arremesso de tarrafa em poço do Canal de Fuga Aberto Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 13 - Resgate de indivíduos dificultado pela baixa turbidez da água - rede de espera com apenas um espécime capturado Foto: Acervo INTERCOOP. Foram realizadas cinco capturas ao longo do dia, todas em rede de espera, sendo um espécime de Characidae e quatro espécimes de Loricariidae. Um dos espécimes de Loricariidae, apesar de bem nutrido, chegou a óbito na rede - checada de hora em hora - indicando uma baixa resistência, incomum às espécies desta família de peixes. Os demais espécimes foram soltos no leito natural do rio. Foram armadas armadilhas para passar a noite.

22 14 Figura 14 - Alevinos visualizados em poças do Canal de Fuga Aberto Foto: Acervo INTERCOOP. 12/11/2013 A chuva durante a noite no dia anterior (precipitação de 6 mm) não gerou influência na vazão na área da PCH Salto Mauá, que permanece reduzida (Figura 15). A equipe dirigiu-se ao Canal de Fuga Aberto, onde realizou a atividade de resgate de ictiofauna neste dia, utilizando redes, tarrafas e armadilhas. As últimas foram checadas na chegada à área de resgate e armadas novamente. Figura 15 - Nível da água na área da PCH Salto Mauá Foto: Acervo INTERCOOP.

23 15 Foram resgatados 35 indivíduos, com capturas através de todas as metodologias utilizadas. Um cascudo (espécie a identificar) resgatado apresentou diferentes parasitoses, mas ainda assim sadio, sendo solto no leito natural do rio com os demais espécimes sadios resgatados. Três óbitos foram registrados, um mussum (Symbranchus marmoratus - Figura 16), encontrado em óbito; um mandi (Pimelodus maculatus); e um jundiá (Rhamdia quelen), ambos capturados debilitados, chegando a óbito no manejo. Uma nova espécie foi resgatada, um exemplar de canivete (Characidium sp. - Figura 17). Figura 16 - Mussum (S. marmoratus) encontrado em óbito Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 17 - Characidium sp Foto: Acervo INTERCOOP.

24 16 Figura 18 - Alevinos (pequenos pontos escuros na foto) de G. brasiliensis Foto: Acervo INTERCOOP. Foi notado, ainda, o cuidado parental de um casal de acará (Geophagus brasiliensis) com seu cardume de alevinos (Figura 18), promovendo o afugentamento de demais espécies de peixes que tentassem predá-los, sendo um dos adultos resgatado e translocado e o outro mantido na poça a fim de promover a proteção da prole, a serem monitorados. 13/11/2013 A atividade foi novamente concentrada na área do Canal de Fuga Aberto, utilizando redes, tarrafas e armadilhas para o resgate dos indivíduos. Houveram peixes resgatados através de todas as metodologias de captura, com 3 capturas em tarrafas, 8 capturas em redes e 17 capturas em armadilhas, totalizando 29 indivíduos resgatados, distribuídos em 3 famílias de peixes (Characiformes, Perciformes e Siluriformes). Um espécime de jundiá (R. quelen) resgatado apresentou deformidades na cabeça na região proximal à boca, mas apresentou-se apto à soltura. Foram resgatados, ainda, um exemplar de Corydoras ehrhardti (cascudo - Figura 19) e um Crenicichla sp. (bocarra/serrote - Figura 20), ambos com poucas capturas até o momento, 16 e 3 indivíduos resgatados, respectivamente. Duas espécies resgatadas apresentaram indivíduos em desova: Leporinus amblyrhynchus e um lambari (espécie a identificar).

25 17 No trecho do Canal de Fuga Murado ao Canal de Fuga Aberto foi encontrada uma cobra-verde (Philodryas olfersii - Figura 21) que foi translocada à área de mata nativa adjacente. Dois óbitos foram registrados. As redes de espera foram armadas e deixadas overnight a fim de maximizar o resgate de espécimes da família Loricariidae (cascudos) uma vez que exemplares desta família têm-se apresentado debilitados nos dias anteriores. Figura 19 - C. ehrhardti resgatado Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 20 - Crenicichla sp. resgatado Foto: Acervo INTERCOOP.

26 18 Figura 21 - Philodryas olfersii (cobra-verde) encontrada no Canal de Fuga Murado Foto: Acervo INTERCOOP. 14/11/2013 Foi dada continuidade à atividade de resgate na área do Canal de Fuga Aberto. As redes de espera armadas e deixadas overnight apresentaram resultado esperado, um alto número de cascudos (Loricariidae) emalhados, totalizando 52 indivíduos capturados com esta metodologia, sendo 40 destes, cascudos (Figura 22). As demais capturas foram de indivíduos das famílias Anostomidae, Characidae, Erythrinidae e Siluriformes. Em uma das redes armadas, uma traíra (Hoplias malabaricus) tentou predar diversos peixes já emalhados, causando óbito de 15 indivíduos, mas na tentativa de predar um mandi (Iheringichthys labrosus) o predador teve o espinho da nadadeira dorsal da presa atravessado em sua boca, levando ambos a óbito. Além das redes de espera, foram resgatados peixes com tarrafas e armadilhas, totalizando 91 animais resgatados nesse dia. Dentre eles, 10 espécimes se encontravam maduros em estágio de dispersão de gametas, contemplando as famílias Characidae, Loricariidae e Pimelodidae, e apenas 4 destes se encontravam aptos à soltura. Dentre os cascudos resgatados, 6 apresentaram parasitoses externas, mas aptos à soltura. Um jundiá (R. quelen) resgatado apresentou início de lesões na epiderme (Figura 23), já registradas anteriormente em outros animais resgatados em condições de baixa qualidade da água.

27 19 Figura 22 - s em rede de espera Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 23 - Jundiá com lesões epidérmicas Foto: Acervo INTERCOOP. 18/11/2013 Semana iniciada com resgate de ictiofauna no Canal de Fuga Aberto. A precipitação durante o final de semana não causou grande interferência na vazão na área da PCH Salto Mauá, porém, reconectou algumas poças no Canal de Fuga possibilitando a subida de novos indivíduos ao trecho do Canal de Fuga Murado. Até o momento não foi constatada a presença de ictiofauna nesse trecho devido a esta possível migração, mas essa área será monitorada diariamente. As metodologias de captura aplicadas anteriormente foram as mesmas utilizadas, havendo capturas

28 20 inclusive em algumas armadilhas recém-posicionadas pela manhã, sugerindo escassez de recursos alimentares disponíveis à ictiofauna presente, situação confirmada com o resgate de indivíduos desnutridos (Figura 24). A diminuição de cardumes enclausurados em poços e poças pela atividade do resgate diminuiu a presença de fauna predatória local, sendo que, por dias, não foram registrados vestígios desses animais. Entretanto, nessa data foram encontrados rastros e fezes próximos a uma das poças do Canal de Fuga Aberto. Figura 24 - Mandi (Iheringichthys labrosus) desnutrido resgatado Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 25 - Acará (G. brasiliensis) realizando cuidado parental Foto: Acervo INTERCOOP.

29 21 O indivíduo adulto de acará (G. brasiliensis), mencionado no dia 12/11 e mantido em poça, continua presente protegendo sua prole (Figura 25). Foram capturados 54 indivíduos e, novamente, foram resgatados peixes apresentando parasitoses. Dois cascudos e uma cachorra (Oligossarcus paranensis - Figura 26) foram encontrados em óbito, todos os demais peixes apresentaram-se aptos à soltura (Figura 27). Figura 26 - Cachorra (O. paranensis) encontrada em óbito Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 27 - Soltura de indivíduos aptos Foto: Acervo INTERCOOP.

30 22 19/11/2013 Foi dada continuidade às atividades no Canal de Fuga Aberto. Pela manhã, a equipe verificou os covos (Figura 28) e as redes que ficaram durante a noite no local. Ao longo do dia, um total de 32 indivíduos foi resgatado nas redes de espera e 29 nos covos. Foram encontrados seis indivíduos de lambari, de diferentes espécies, sexualmente maduros (Figura 29). Figura 28 - Covo com 2 indivíduos capturados Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 29 - Lambari ovado Foto: Acervo INTERCOOP.

31 23 Foram registrados 20 indivíduos de cascudo (diferentes espécies) com parasitose (Figura 30), sendo que, desses, seis foram a óbito possivelmente por estarem enfraquecidos pelo elevado número de parasitos em seu corpo. No final da tarde, a equipe verificou e armou novamente os covos e redes (Figura 31), para ficarem no local no período da noite. Figura 30 - Cascudo com parasitas Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 31 - Equipe armando a rede de espera Foto: Acervo INTERCOOP.

32 24 20/11/2013 A equipe seguiu com as atividades no Canal de Fuga Aberto. Devido à chuva da noite anterior e a retirada de água dos poços da turbinas com bomba (Figura 32), o nível da água aumentou, reconectando algumas poças (Figuras 33 e 34). Em vista disso, alguns covos foram realocados. Figura 32 - Poço das turbinas com nível reduzido Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 33 - Nível de água aumentado no Canal de Fuga Figura 34 - Poças reconectadas Foto: Acervo INTERCOOP.

33 25 Ao longo do dia, um total de 49 indivíduos foi resgatado nas redes de espera e 33 nos covos. Foram registrados 11 indivíduos de cascudo (diferentes espécies) com parasitose, sendo que um deles apresentava também lesões no corpo (Figura 35). Em uma das poças reconectadas foi avistado um casal de acarás (Geophagus brasiliensis) em processo de cópula (Figura 36). Dado ao mau tempo que se apresentou durante a tarde e a possibilidade de chuva forte durante a noite, prolongando-se até a manhã seguinte, a equipe optou por não deixar, por segurança, as redes de espera armadas. Figura 35 - Cascudo com múltiplas lesões pelo corpo Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 36 - Casal de acarás (Geophagus brasiliensis) Foto: Acervo INTERCOOP.

34 26 21/11/2013 A equipe seguiu com as atividades no Canal de Fuga Aberto. Pela manhã, a equipe checou os covos e armou as redes de espera novamente (Figura 37). Ao longo do dia, um total de 36 indivíduos foi resgatado, sendo 13 nas redes de espera, 22 nos covos e um indivíduo encontrado em óbito. Apenas um cascudo (espécie a confirmar) apresentava lesões no corpo (Figura 38). Figura 37 - Equipe armando rede de espera Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 38 - Cascudo com múltiplas lesões pelo corpo Foto: Acervo INTERCOOP.

35 27 Figura 39 - Garça-moura (Ardea cocoi) em uma árvore às margens do Canal de Fuga Aberto Foto: Acervo INTERCOOP. Durante a tarde, uma garça-moura (Ardea cocoi) foi avistada próximo às poças do Canal de Fuga Aberto (Figura 39). Ao final do dia, as redes e covos foram retirados do Canal de Fuga Aberto, pois no dia seguinte a equipe irá ao leito do rio, a jusante do muro da PCH, para realizar as atividades de resgate no local, se necessário. 22/11/2013 Devido às chuvas da noite anterior e à chuva pela manhã (Figura 40) a equipe não realizou atividades de resgate no leito do rio, à jusante do muro da PCH, nem no canal de fuga. Figura 40 - Visibilidade na barragem pela manhã Foto: Acervo INTERCOOP.

36 28 Durante o dia, a equipe se dedicou às tarefas de preparação do material que será encaminhado ao museu (Figuras 41 e 42) e organização de dados internos. Figura 41 - Identificação do material de indivíduos resgatados Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 42 - Fixação do material de indivíduos resgatados Foto: Acervo INTERCOOP. 25/11/2013 A semana iniciou com o baixo nível de vazão mantido nas últimas semanas (Figura 43). Durante a manhã, a equipe realizou as atividades no Canal de Fuga Aberto, com a colocação das redes de espera (Figura 44), retiradas antes do

37 29 almoço. Durante a tarde, o foco do resgate foi no leito natural a jusante do muro da PCH, onde foram armadas as redes de espera (Figura 45), retiradas ao final da tarde. Um total de seis indivíduos foi resgatado ao longo do dia, sendo três no Canal de Fuga Aberto e três no leito natural. Figura 43 - Nível do reservatório da PCH Salto Mauá Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 44 - Redes de espera sendo armadas no Canal de Fuga Aberto Foto: Acervo INTERCOOP.

38 30 Figura 45 - Redes de espera sendo armadas em poça a jusante do muro da PCH Foto: Acervo INTERCOOP. 26/11/2013 A equipe passou o dia no Canal de Fuga, onde armou as redes de espera (Figura 46). Apenas um cascudo (espécie a identificar) foi resgatado, e o indivíduo apresentava várias lesões epidérmicas (Figura 47). O baixo número de captura nos últimos dias deve-se ao fato de não ter ocorrido mais nenhuma elevação significativa do nível da água, o que possibilitaria que novos indivíduos subissem o curso do rio, e devido à transparência da água (Figura 48), que permite que os peixes consigam ver e evitar as redes de espera e tarrafas. Figura 46 - Rede de espera sendo armada no início do Canal de Fuga Aberto Foto: Acervo INTERCOOP.

39 31 Figura 47 - Cascudo (espécie a definir) com lesões epidérmicas Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 48 - Transparência da água, permitindo a visualização dos peixes Foto: Acervo INTERCOOP. 27/11/2013 Devido às condições encontradas nos dias anteriores, de alta transparência da água e peixes evitando as redes, a equipe armou as redes de espera em poças com águas mais turvas e passou o dia no Canal de Fuga Aberto (Figuras 49 e 50). As outras poças continuaram sendo monitoradas ao longo dos dias, conforme necessidade as redes foram armadas em diferentes locais e em diferentes momentos. Um indivíduo de socozinho (Butorides striata) foi avistado às

40 32 margens do Poço das Piranhas (Figura 51), espécie de ave que se alimenta de peixes. Um total de 30 indivíduos foi resgatado ao longo do dia, sendo que três desses estavam em óbito devido à predação. As redes não foram deixadas durante a noite a fim de evitar a mortandade de peixes por predação. Figura 49 - Rede de espera sendo colocada em poça Figura 50 - Rede de espera sendo colocada em outra poça Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 51 - Socozinho (Butorides striata) Foto: Acervo INTERCOOP.

41 33 28/11/2013 A equipe concentrou esforços no Poço das Piranhas, armando as redes de espera no local (Figura 52). No local foi avistado novamente um indivíduo de socozinho (B. striata, Figura 53). Figura 52 - Redes de espera sendo armadas Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 53 - Socozinho (Butorides striata) às margens do Poço das Piranhas Foto: Acervo INTERCOOP.

42 34 Ao longo do dia, 32 indivíduos foram resgatados no Poço das Piranhas, sendo que um indivíduo de lambari sp18 (Figura 54) foi encontrado em óbito e fixado para coleção. Com as altas temperaturas registradas durante o dia, quatro serpentes (não identificadas) e dois lagartos (Enyalius sp., Figura 55) foram encontrados ao longo do Canal de Fuga Murado e translocados para um local fora do alcance do curso d água. Figura 54 - Lambari sp18 (espécie a confirmar) fixado Foto: Acervo INTERCOOP. Figura 55 - Indivíduo de Enyalius sp. encontrado no Canal de Fuga Foto: Acervo INTERCOOP.

43 35 29/11/2013 Neste último dia de resgate, a equipe armou as redes de espera no Canal de Fuga Aberto (Figura 56). Um total de seis indivíduos foi resgatado, sendo um já encontrado em óbito. O enchimento do reservatório da PCH não ocorreu nesse dia, pois um andaime ainda precisa ser desmontado para segurança do procedimento. A desmontagem do andaime não foi feita devido aos fortes ventos e chuva do fim da tarde, mas a previsão é que o enchimento ocorra no máximo até 02 de dezembro. Entretanto, o enchimento do reservatório acontecerá com o fechamento quase total das comportas que alimentam o leito natural do rio Tibagi, mantendo apenas uma vazão aproximada de 2 m 3 /s (muito inferior à vazão sanitária de 18 m 3 /s), consequentemente provocando uma grande redução do nível de água no leito natural a jusante do muro da PCH. A variação do nível da água no leito natural pode passar a ser muito frequente com essa nova dinâmica dos reservatórios UHE Mauá e PCH Salto Mauá sofrendo ações dos períodos de estiagem e chuvas, necessitando de atenção periódica de técnicos que realizem atividades como esta de resgate. Figura 56 - Redes de espera sendo armadas Foto: Acervo INTERCOOP.

44 RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram capturados indivíduos, sendo que destes foram translocados (Gráfico 1), representando aproximadamente 86% do total de capturas. Um total de 122 espécimes, que foram eutanasiados ou encontrados já em óbito, foram fixados com o objetivo de integrar coleção científica e banco testemunho. Gráfico 1 - por captura Ainda no Gráfico 1, podemos observar o número de indivíduos em relação a suas devidas destinações. Um total de 754 indivíduos, capturados já em óbito, foram descartados. Isso porque estes espécimes apresentavam avançado estado de decomposição ou haviam sido consideravelmente predados, impossibilitando a identificação e a utilização como material museológico. Os indivíduos considerados necessários para a formação do banco testemunho de espécies passaram por processo de fixação, montando, assim, um padrão para posterior identificação em nível taxonômico mais preciso.

45 37 Devido à obrigatoriedade de manutenção da vazão sanitária mínima de 18 m³/s para o leito natural do rio Tibagi, pela UHE de Mauá (Consórcio Cruzeiro do Sul) e pela PCH Salto Mauá (Klabin), para que o corpo hídrico ainda seja considerado viável, as atividades de resgate na região do leito natural foram realizadas somente em momentos considerados necessários, ou seja, quando houve aumento na vazão e posterior diminuição, ocasionando a formação de poças. Da mesma forma, foram realizadas atividades nas Pedras a montante da PCH, Bancos de Areia, Desareiador e Comportas do Canal de Fuga e Escada de Peixes. Devido às alterações constantes no fluxo d água, e consequentemente na lâmina d água nos leitos naturais e artificiais do rio, as atividades de resgate nunca se extinguem, sendo então realizadas continuamente nas diferentes áreas, conforme a necessidade. O número de indivíduos capturados em cada local consta no Gráfico 2 Os maiores números de captura se deram na região do Canal de Fuga da PCH, um pouco acima de 75% do total de capturas, isso considerando o Poço do CF, CF Murado e CF Aberto, respectivamente com 2.677, 675 e capturas. Esses dados corroboram a avaliação inicial de que esse seria o local que necessitaria de maior esforço de resgate. Gráfico 2 - s por local

46 38 O Poço do CF propiciou a maior quantidade de encontros, devido a sua forma e natureza, pode ser então considerado em futuras atividades de resgate como área prioritária, devendo ser esgotado o mais brevemente possível quando não houver aporte contínuo de água, para a renovação do material alimentar, manutenção de qualidade da água e para não permitir que a concentração de indivíduos nesse local confinado origine problemas de ordem sanitária associados a esta pontual superconcentração de espécimes. O CF Aberto, durante o período de baixa vazão pela PCH, é constituído por diversas lagoas de porte variável, para as quais a conectividade é dependente diretamente da vazão, ou seja, poderão estar conectadas ou não. No caso de não conectividade, os problemas observados serão similares aos observados no Poço CF, com o agravante da exposição solar direta, que acelera a formação de algas nos corpos d água, situação não observada no local anterior devido à proteção solar fornecida pelo dossel da vegetação lindeira e pela geografia. Sobretudo na região do Canal de Fuga foram registradas, através de visualização direta (observação) ou indireta (rastros, fezes), diversas espécies predadoras de comportamento oportunista nas mediações das áreas de influência do empreendimento. A disponibilidade de recursos alimentares para tais espécies estimulou essa presença. Tal atividade ocorre naturalmente e não observamos um número preocupante de predações. O período total em que foi realizado o Resgate de Ictiofauna foi compreendeu 12 semanas, os números de captura por semana são apresentados no Gráfico 3. A variação no número de capturas foi diretamente influenciada pela variação da vazão de água na UHE Mauá e, consequentemente, na PCH Getúlio Vargas; e pela diminuição das atividades a campo devido a interpéries climáticas. Além disso, houve um aumento nas capturas em momentos pontuais, como o primeiro período de atividades e o esgotamento dos dois poços na porção inicial do Canal de Fuga.

47 39 Gráfico 3 - s por semana durante o Resgate de Ictiofauna As metodologias de captura, já descritas no item 4 (Materiais e Métodos), foram escolhidas de acordo com cada local de atuação. A utilização de redes de arrasto, apesar de ser muito utilizada em outros empreendimentos, apresentou-se ineficaz devido à formação rochosa do ambiente (fundo de rio). São todas metodologias consagradas, seja para atividades comerciais, científicas e de subsistência. Posteriormente, será possível realizar uma relação mais específica entre metodologia, local de captura e vazão, sobretudo no Canal de Fuga. O Gráfico 4 demonstra o número de indivíduos capturados em relação a cada técnica. As metodologias que apresentaram maior número de capturas foram exatamente as mais indicadas em atividades de resgate. Tais metodologias de captura foram as mesmas propostas inicialmente no trabalho, após a vistoria da área, e estas se mostraram eficazes nas situações apresentadas. Para uma próxima atividade de resgate, o método de captura de pesca elétrica pode ser utilil, com a possibilidade de ampliar as capturas, sobretudo em pequenas poças, como as encontradas no CF murado.

48 40 Gráfico 4 - Número de capturas por método Rede de Arrasto Covo Manual Puça Rede de Espera Tarrafa No Anexo 3 apresenta-se a Tabela de Abundância e Riqueza de espécimes capturados no resgate. Pode-se observar pelos nomes populares dos indivíduos capturados, que um grande números de capturas ainda não foram identificadas em nivel taxonômico de gênero e espécie, estando especificadas como, por exemplo, sp1 (sp = espécie, seguido pelo número). Isso se deve ao fato de que, após a captura, seleção e fixação de indivíduos para formar o banco de dados (banco de material testemunho), estes foram agrupados de acordo com características morfológicas específicas, as quais posteriormente servirão para a identificação taxonômica dos animais encontrados. No Anexo 4 pode-se observar o material testemunho organizado na forma de guia, utilizado para identificação a campo dos espécimes, nesse exemplo são demonstrados indivíduos de prováveis diferentes espécies de lambarís. Com o desenvolver trabalho alguns sp s foram taxonomicamente identificados e outros removidos por se tratarem das mesmas espécies. Conforme demonstrado no Gráfico 1, foram encaminhados ao Museu de História Natural Capão da Imbuía 122 indivíduos fixados nas especificações exigidas pela instituição, para composição do material testemunho da região (Anexo 5). O Livro Tombo, constando dados importantes sobre cada indivíduo capturado, está presente integralmente no Anexo 6.

49 41 Os indivíduos resgatados estão distribuídos em seis ordens, 14 famílias e 65 diferentes espécies identificadas até o momento (Anexo 3), dentre estas, cinco são espécies migratórias de curtas distâncias (Schizodon Borelli, S. intermedius, Leporellus vittatus, Galeocharax knerii e Parodon tortuosus) e seis espécies migratórias de longas distâncias (Pimelodus maculatus, Leporinus elongatus, L. friderici, L. octofasciatus e Salminus brasiliensis). Dentre as espécies migratórias, apenas P. maculatus apresentou um alto número de capturas nas três últimas semanas, mas a ocorrência das demais espécies Leporinus elongatus, L. friderici, L. octofsciatus, Salminus brasiliensis, Schizodon Borelli, S. intermedius, Leporellus vittatus, Galeocharax knerii e Parodon tortuosus nas últimas duas semanas indica a influência do período de piracema no aporte de peixes. Considerando as seis ordens taxonômicas capturadas no período de resgate, as duas de maior representatividade foram Characiformes e Siluriformes, respectivamente com e capturas (Gráfico 5). Gráfico 5 - s por Ordem Taxonômica

50 42 Dentre as 12 espécie introduzidas registradas por Orsi e Agostinho (1999) na bacia do rio Tibagi, somente duas foram encontradas, a carpa (Cyprinus carpio) e a tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus), sendo capturado apenas um espécime de cada. Na lista das espécies ameaçadas no Paraná (Abilhoa & Duboc, 2004), as espécies Brycon nattereri, Pseudopimelodus mangurus, Rhinelepis aspera, Salminus brasiliensis e Steindachneridion scripta foram categorizadas como Ameaçadas, enquanto que Myleus tiete, Pseudoplastystoma corruscans e Salminus hilarii foram categorizadas como Quase ameaçadas. Dentre todas as capturas não foi registrado nenhum indivíduo pertencente a essas espécies. A prorrogação do período das obras de reparo gerou uma proximidade com o período de piracema, o que, associado à vazão variável devido às manobras tanto na UHE Mauá quanto na PCH Getúlio Vargas, resultou um número de capturas considerável a partir da sétima semana, decrescendo posteriormente, assim como no momento inicial do resgate, como pode-se observar no Gráfico 3. Com os dados expostos anteriormente, observou-se que a flutuação no nível de água, seja por precipitação ou aumento de vazão por abertura de comportas, influenciou diretamente no aporte de novos indivíduos à área do resgate. Nos eventos em que ocorreu aumento no nível da água, houve aumento de capturas de indivíduos, sendo que nas seis últimas semanas também foi notada influência do início do período reprodutivo das espécies da Ordem Characiformes, sendo a ordem que apresentou alto número de capturas nesse período. Conclui-se que ficou evidenciada a necessidade da atividade de resgate pelo período ampliado, assim como a permanência da equipe completada no Resgate de Ictiofauna, visando manter a diversidade genética das espécies migradoras, ameaçadas de extinção e espécies de ocorrência generalizada, além de serem medidas que atendem às normas técnicas e legais exigidas pelos órgãos licenciadores.

51 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABILHOA, V.; DUBOC, L. F. I. Peixes. In: MIKICH, S. B.; BÉRNILS, R. S. (Eds.). Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná. Curitiba: Instituto Ambiental do Paraná, p AGOSTINHO, A. A.; GOMES, L. C.; SUZUKI, H. I. & JÚLIO JR., H. F Migratory fishes of the upper Paraná River basin, Brazil. In: CAROLSFELD, J., HARVEY, B., ROSS, C. & BAER, A. (Ed.) Migratory Fishes of South America: Biology, Fisheries and Conservation Status. World Fisheries Trust, the World Bank and the International Development Research Centre, Victoria, p AGOSTINHO, A. A.; GOMES, L. C.; VERÍSSIMO, S. & OKADA, E. K Flood regime and fish: effects on spawning, recruitment and attributes of the assemblages in the upper Paraná River floodplain. Rev. Fish Biol.Fisheries, 14, AGOSTINHO, A. A.; JULIO Jr., H. F Peixes da bacia do alto rio Paraná. In: LOWE-McCONNEL, R. H. Estudos ecológicos de comunidades de peixes tropicais. São Paulo: Editora da USP, 535p. AGOSTINHO, A. A.; THOMAZ, S. M.; MINTE-VERA, C. V. & WINEMILLER, K. O Biodiversity in the high Paraná River floodplain. Vol. 1. In. GOPAL, B.; JUNK, W. J.;DAVIS, J. A. (Ed.). Biodiversity in wetlands: assessment, function and conservation. Backhuys Publishers, Leiden, The Netherland. p AGOSTINHO, A. A.; VAZZOLER, A. E. A. DE M. & THOMAZ, S. M The hight Paraná River basin: limnological and ictiological aspects. In: TUNDISI, J. G.; BICUDO, C. E. M. & MATSUMURA-TUNDISI, T. Limnology in Brazil. Rio de Janeiro, Brazilian Academy of Science/Brazilian Limnological Society. p BAZZOLI, N Parâmetros reprodutivos de peixes de interesse comercial na região de Pirapora. In: Godinho HP, Godinho AL (Org.). Águas, peixes e pescadores do São Francisco da Minas Gerais. Belo Horizonte: PUC Minas, p

52 44 BENNEMANN, S.T. & SHIBATTA, O.A Dinâmica de uma assembléia de peixes do rio Tibagi. In A bacia do rio Tibagi (M.E. Medri, E. Bianchini, O.A. Shibatta & J.A. Pimenta,eds.). M. E. Medri, Londrina, p BRITO, S. G. C Peixes do Rio Paranapanema. São Paulo. Ed. Horizonte, 121p. CASTRO, R. M. C.; MENEZES, N. A Estudo diagnostico da diversidade de peixes do Estado de São Paulo. In: CASTRO, R. M. C., JOLY, C. A.; BICUDO, C. E. M. Biodiversidade do Estado de São Paulo, Brasil: síntese do conhecimento ao final do século XX. São Paulo: WinnerGraph/FAPESP, v. 6 Vertebrados. FERRAZ DE LIMA, J. A Influência da ação antrópica na renovação dos estoques pesqueiros do rio Cuiabá. In. FERREIRA, M. S. F. D. (Ed.). O rio Cuiabá como subsídio para a educação ambiental. Cuiabá, EDUFMT, p FONTANA, C. S.; BENCKE, G. A.; REIS, R. E Livro vermelho da fauna ameaçada de extinção no Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Edipucrs. 632 p. GEALH, A. M. ; GEUS, K. V. ; SIRIGATE, P. ; SILVA, A. J. F Ocorrência e distribuição da Ictiofauna nos rios Fortaleza, Iapó e Tibagi na área que compreende o município de Tibagi. In: V Encontro Paranaense de Educação Ambiental. GODINHO, H. P Estratégias reprodutivas de peixes aplicadas à aquicultura: bases para o desenvolvimento de tecnologias de reprodução. Rev. Bras. Reprod. Anim., Belo Horizonte, v31, n.3, p GODOY, M. P Peixes do Brasil, subordem Characoidei. Bacia do rio Mogi Guaçu. Franciscana, v.1, Piracicaba. GODOY, M. P A Questão dos Peixes de Piracema e as Escadas de Peixes. Revista Aruanã, Editora Aruanã, Ano VI, no 31. HUMPHRIES, P., KING, A. J. & KOEHN, J. D Fish, flows and flood plains: links betweenfreshwater fishes and their environment in the Murray-Darling River system, Australia. Environ. Biol. Fish. 56,

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55 ANEXOS Anexo 1 - ART do Coordenador da Equipe Técnica

56 Anexo 2 - Licença de Resgate de Ictiofauna - IAP 48

57 49 Anexo 3 - Tabela de Abundância Absoluta e Riqueza de Espécies Registradas Characiformes Acestrorhynchidae Anostomidae Taxon Nome popular N Acestrorhynchus lacustris peixe-cachorro 1 Leporellus vittatus Perna-de-moça 13 Perna-de-moça sp2 6 Leporinus cf. elongatus Piau 5 Schizodon borelli Piau-bosteiro 2 Piava sp1 116 Piava sp2 196 Leporinus amblyrhynchus Piava sp3 57 Piava sp4 4 Leporinus octofasciatus Piava sp5 6 Leporinus friderici Piava-três-pintas 2 Schizodon intermedius Piava-quatro-pintas 4 Piava não id 3 Cypriniphormes* Gymnotiformes Characidae Crenuchidae Erythrinidae Parodontidae Cyprinidae Gymnotidae Oligossarcus paranensis Cachorra 1656 Galeocharax knerii Cachorra sp2 9 Cachorra sp3 3 Salminus brasiliensis Dourado 9 Astyanax scabripinnis Lambari 14 Lambari sp1 151 Lambari sp2 706 Lambari sp3 183 Lambari sp4 118 Astyanax aff. Scabripinnis Lambari sp5 68 Lambari sp6 23 Lambari sp7 5 Astyanax altiparanae Lambari sp8 729 Lambari sp9 49 Lambari sp Lambari sp11 80 Lambari sp12 65 Lambari sp13 18 Lambari sp17 8 Lambari sp18 33 Lambari não id 199 Characidium sp. Canivete sp4 1 Hoplias malabaricus Traíra 21 Apareiodon affinis Canivete sp1 9 Parodon tortuosus Canivete sp2 3 Parodon tortuosus Canivete sp3 2 Cyprinus carpio* Carpa 1 Gymnotus carapo Tuvira 4

58 50 Perciformes Siluriformes Synbranchiformes Não identificado Cichlidae Auchenipteridae Heptapteridae Loricariidae Pimelodidae Não identificado Synbranchidae Não identificado Crenicichla sp. Serrote 4 Geophagus brasiliensis Acará 29 Oreochromis niloticus* Tilápia-do-nilo 2 Tatia neivae Bagre sp5 2 Rhamdia quelen Bagre sp7 64 Corydoras ehrhardti Cascudo 18 Corydoras paleatus Cascudo 182 Cascudo sp1 66 Hypostomus albopunctatus Cascudo sp2 18 Cascudo sp3 157 Cascudo sp4 79 Cascudo sp5 107 Cascudo sp6 18 Cascudo sp7 26 Cascudo sp8 1 Cascudo sp9 3 Cascudo sp10 1 Cascudo sp11 1 Cascudo não id 37 Iheringichthys labrosus Bagre sp6 148 Pimelodella meeki Bagre 1 Pimelodus heraldoi Bagre sp3 16 Pimelodus maculatus Bagre 518 Bagre não id 5 Synbranchus marmoratus Mussum 13 alevinos 13 * Espécies exóticas introduzidas

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