Sumário. Logo WTO. Estados Unidos. 37 Argentina. Holanda. 3 Alemanha. 14 México. 2 Japão. 7 Itália. Outros. Valores de 2000

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1 Economia Carlos Nemer 3ª Ed. Capítulo 17: O Setor Externo Logo WTO Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 1 de 47/ Sumário 1. Introdução; 1. Fundamentos de Comércio Internacional; 2. A Taxa de Câmbio; 3. Variáveis que afetam as Exportações/Imps.; 4. Políticas Externas; 1. Política Cambial 2. Política Comercial 5. Balanço de Pagamentos; 6. A Internacionalização da Economia; Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 2 de 47/ Fundamentos de Comércio Internacional Fundamentos de Comércio Internacional Por que a Suíça é um grande produtor de relógios e o Brasil um grande produtor de sucos? Por que a taxa cambial, isto é, o preço das moedas está mudando constantemente? O que vem a ser globalização dos mercados? Qual a relevância da formação dos mercados regionais de comércio? Por que é tão enfatizada a necessidade de ganhos de produtividade? Estados Unidos China Argentina Holanda Alemanha México Japão Itália Outros 24,1 6,5 5,8 5,7 4,4 3,8 3,3 3,0 43,5 Que motivos fazem com que os governos incentivam as exportações? Por que os países comercializam? FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (www.desenvolvimento.gov.br/) Valores de 2000 Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 3 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 4 de 47/ País US$ Milhões (2005) Economias do Mundo Mundo 0 União Européia 1 EUA 44,168,157 13,926,873 12,438,873 PIB dos EUA equivale a 17 vezes o PIB Brasileiro; 2 Japão 3 Alemanha 4 Reino Unido 5 França 4,799,061 2,906,658 2,295,039 2,216,273 Valores de 2000 O PIB brasileiro corresponde a 4,5 vezes o PIB argentino; O PIB da Arábia Saudita corresponde em sua quase totalidade à exportação de petróleo; 6 China 7 Itália 8 Espanha 9 Canadá 10 Rússia 11 Índia 12 Brasil 13 Coréia 14 México 15 Austrália 26 Arábia Saudita 37 Argentina 180 São Tomé e Príncipe 1,843,117 1,836,407 1,120,312 1,098, , , , , , , , , Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 5 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 6 de 47/ Nemer 1

2 Cada país deve se especializar na produção daquele bem em que é relativamente mais eficiente (ou que tenha um custo relativamente menor). Este será o bem a ser exportado. Por outro lado, esse mesmo país deverá importar aqueles cuja produção implicar um custo relativamente maior. Assim explica-se a especialização dos países na produção de bens diferentes e, portanto, a troca entre eles Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 7 de 47/ Condições mais favoráveis para se produzir certos bens num país em função de seus custos internos em relação outro pais. Exemplo (mil unidades/mês): Brasil EUA Automóveis 6 8 Café 3 2 Como se observa, o Brasil produz melhor café do que os EUA que por sua vez produz melhor automóveis do que o Brasil. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 8 de 47/ Se cada país dedicar a metade do ano a um único produto: Brasil EUA Total Automóveis Café Entretanto, se ambos, por conveniência, resolvessem utilizar o ano inteiro para uma única produção (Brasil - café; EUA - automóveis) teríamos agora as vantagens: Ganho Brasil EUA Total Líquido Automóveis (96-84) Café (36-30) Entretanto, o Brasil não quer somente consumir café assim como os EUA não querem só consumir automóveis. Se os dois países não comercializassem entre si: para produzir automóveis a mais o Brasil precisaria abandonar um mês de produção de café (3.000 sacas). Em outras palavras, para cada automóvel a mais, o Brasil precisaria deixar de produzir 0,5 saca de café. Então um automóvel no Brasil custaria 0,5 sacas de café e, de maneira inversa, uma saca de café custaria 2 automóveis. Os EUA, por sua vez, se, quisessem produzir sacas a mais, precisariam deixar de produzir automóveis, ou seja, se quisessem produzir uma saca a mais de café, precisariam abandonar a produção de 4 carros. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 9 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 10 de 47/ Então nos EUA a saca de café custaria 4 carros e inversamente 1 carro custaria ¼ de saca de café. Resumindo teríamos as seguintes equivalências: Brasil EUA Custo do Automóvel (sacas de café) 1/2 1/4 Custo do Café (automóveis) 2 4 Conclui-se que, como os custos de produção dos automóveis são menores nos EUA, ao passo que os custos de produção de café são menores no Brasil, ambos devem optar pelas suas vantagens comparativas, abandonando aquelas que não lhes forem favoráveis. Assim, ambos sairiam ganhando!?? Crítica desenvolvida pelos economistas da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe - os produtos manufaturados apresentam elasticidade renda maior do que um e os produtos primários menor do que um. Isto significa dizer que o crescimento da renda mundial tenderia a gerar um aumento na demanda por produtos manufaturados consequentemente condenando os países fornecedores de matéria prima a um eterno déficit no Balanço de Pagamentos e eternamente sub-desenvolvidos. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 11 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 12 de 47/ Nemer 2

3 Teoria Neoclássica do Comércio Internacional Taxa de Câmbio A Teoria Neoclássica leva em conta a dotação de fatores de produção (capital e trabalho) entre os países ao invés de considerar apenas a mão de obra. O modelo que melhor explica esta teoria é o Modelo HOS elaborado por Heckscher-Ohlin-Samuelson ((Eli F. Heckscher ( ) Bertil Ohlin, ( ) Paul A. Samuelson, (1915-)). Hipóteses centrais deste modelo: - Concorrência perfeita em todos os mercados; - Existência de dois fatores de produção: Capital e trabalho; - Dois países com dotações diferentes de capital e trabalho; - Conhecimento tecnológico disponível livremente no mundo; - Existem produtos que usam intensivamente capital e outros que usam intensivamente a mão-de-obra. É o preço da moeda (divisa) estrangeira em temos da moeda nacional ou vice-versa. Convenção do Incerto (adotado no Brasil)US$ 1,00 = R$ 2,50 Convenção do Certo RS$ 1,00 = U$ 0,32 Obs.: Aumento da taxa de câmbio desvalorização do Real Redução da taxa de câmbio valorização do Real. Ex.: US$ 1,00 = R$ 3,10 US$ 1,00 = R$ 3,50 aumento da taxa de câmbio desvalorização do Real Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 13 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 14 de 47/ Taxa de Câmbio Taxa de Câmbio A taxa de câmbio também é determinada pela oferta e demanda de divisas (associaremos divisas ao dólar). Oferta de Divisas (agentes que precisam trocar dólares por reais). Depende do volume de exportações e da entrada de capitais externos Demanda de Divisas (agentes que precisam trocar reais por dólares). Depende do volume das importações e da saída de capitais através de: 1. amortização de empréstimos; 2. remessa de lucros; 3. pagamentos de juros de dívidas externas, etc. OFERTA DE DIVISAS > DEMANDA DE DIVISAS Aumenta a disponibilidade de moeda estrangeira (Valorização Cambial) OFERTA DE DIVISAS < DEMANDA DE DIVISAS Diminui a disponibilidade de moeda estrangeira (Desvalorização Cambial) Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 15 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 16 de 47/ Taxa de Câmbio Regimes Cambiais Taxa Fixa de Câmbio Taxa de Câmbio Flutuante Observa-se que a variação do dólar no paralelo representa um termômetro das incertezas e expectativas que o país atravessa, mas não depende nem influencia diretamente a taxa oficial de câmbio. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 17 de 47/ BC fixa a taxa de câmbio - O BC é obrigado a disponibilizar as reservas. - Maior Previsibilidade aos agentes do mercado. - Evita aumentos de preços de produtos importados, sendo, portanto, útil para controle da inflação. Taxa determinada pelo mercado de divisas No Brasil: Dirty Floating Câmbio Flutuante, mas com intervenção ocasional do Banco Central, na venda e na compra, que procura mantê-la em níveis relativamente estáveis e convenientes. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 18 de 47/ Nemer 3

4 Exportações e Importações Exportações e Importações Aumento da Taxa de câmbio Desvalorização do Real Diminuição da Taxa de câmbio Valorização do Real Compradores estrangeiros, com os mesmos dólares, compram mais produtos brasileiros. Exportadores tendem a exportar mais. Compradores estrangeiros, com os mesmos dólares, compram menos produtos brasileiros Importadores pagarão mais reais por dólar e tendem a importar menos. Exportadores têm desestímulo para a venda (exportam menos). Importadores pagarão menos reais por dólar e tendem a importar mais. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 19 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 20 de 47/ a Inflação a Inflação Valorização do Real (Instrumento para Controlar a INFLAÇÃO) A Taxa de câmbio diminui (moeda nacional mais forte) A Taxa de câmbio diminui (moeda nacional mais forte) Valorização do Real Importadores pagarão menos reais por dólar e tendem a importar mais, aumentando a concorrência com os nacionais (âncora cambial). Importadores pagarão menos reais por dólar e tendem a importar mais, aumentando a concorrência com os nacionais (âncora cambial). + Política de Abertura Comercial (liberação de Importação) Pressão pela queda dos preços internos Controle da INFLAÇÃO Pressão pela queda dos preços internos + Política de Abertura Comercial (liberação de Importação) CUSTOS: Aumenta a eficiência produtiva (pelo aumento da competição) Setor Exportador (perde mercado pelo alto custo relativo de seus produtos). Setores protegidos que passarão a sofrer concorrência. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 21 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 22 de 47/ a Inflação a Inflação Desvalorização do Real ( pass through ) Pode proporcionar um aumento nas Exportações e redução das Importações. (leva um certo tempo p/ essa resposta) Efeito mais imediato: Aumento no custo das Importações, incluindo produtos essenciais (demanda inelástica) Ex: Petróleo. Pressão sobre os custos de produção Aumento da Inflação Conclusão: O Nível da Taxa de Câmbio é determinado pelos objetivos da política econômica do país (Política de Câmbio). A taxa de câmbio deve ser relativamente alta para estimular as exportações e relativamente baixa para não encarecer demasiado as importações e com isto pressionar a inflação. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 23 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 24 de 47/ Nemer 4

5 Variação Nominal e Variação Real do Câmbio Variação Nominal e Variação Real do Câmbio Dada por: = 1+ P dom R$ P dom R$ 1+ tc nom tc nom 1+ P ext US$ P ext US$ -1 Ex.: Desvalorização cambial de 10% Taxa de Inflação de 10% Preços externos => Constantes. = (1+ 0,1) (1 + 0,1) (1 + 0,0) -1 = 0 Logo, não ocorreu desvalorização em termos reais. = Variação Real do Câmbio; (utilizada para se verificar a competitividade dos produtos nacionais em fase dos estrangeiros). tc nom = Taxa de Câmbio nominal; P ext (US$) = Preços externos em reais; P dom (R$) = Preços domésticos em reais; Obs.: Se desvalorização nominal é maior que a variação da inflação ocorre uma desvalorização real de nossa moeda (aumentou a competitividade-preço dos produtos brasileiros). Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 25 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 26 de 47/ Variação Nominal e Variação Real do Câmbio Ex.: Desvalorização cambial de 30% (nominal) Taxa de Inflação de 20% Preços externos => Inflação de 5% = (1+ 0,3) (1 + 0,2) (1 + 0,5) -1 = 0,1375 ou 13,75% Obs.: Com desvalorização nominal (30%) > Variação Inflação (20%) com a Inflação externa de apenas (5%) Ocorreu uma desvalorização real de nossa moeda (13,75%) (aumentou a competitividade-preço dos produtos brasileiros) Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 27 de 47/ a Dívida Externa do País Desvalorização cambial Aumenta o estoque da Dívida em reais (não alterando-a em dólares) Médio Prazo: Estimula Exportações > Importações Pode Aumentar a Oferta de Dólares => Queda do preço do Dólar (Valorização Cambial) Levando a uma Queda na dívida externa em dólares Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 28 de 47/ a Dívida Externa do País Efeito das Variações na Taxa de Juros sobre a Taxa de Câmbio Valorização cambial Qdo a taxa real de juro Interna aumenta em relação à Externa Diminui o estoque da Dívida em reais (não alterando-a em dólares) Médio Prazo: Estimula Importações > Exportações Pode Aumentar a Demanda por Dólares => Aumento do preço do Dólar (Desvalorização Cambial) Levando a um Aumento na dívida externa em dólares Tendência de aumento do fluxo de capitais financeiros internacionais para o país Aumentando a oferta de divisas (dólar) Promovendo uma queda na taxa de Câmbio (valorização da moeda nacional) Paralelamente, os nacionais ficam atraídos a investir no mercado interno de capitais, diminuindo a saída de divisas do país e, assim, a demanda de divisas. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 29 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 30 de 47/ Nemer 5

6 Exportações Agregadas (X) Importações Agregadas (M) X = f ( P ext US$,P dom US$, t c, Y w, Sub ) (+) (-) (+) (+) (+) M = f ( P ext US$,P dom US$, t c, y, Tm ) (-) (+) (-) (+) (-) P ext US$ P dom US$ t c Y w Sub = Preços externos (de nossos produtos) US$; = Preços internos (domésticos) em reais; = Taxa de câmbio (reais por dólar); = Renda Mundial Subsídios; = Incentivos às exportações; P ext US$ P dom US$ t c y Tm = Preços externos (dos importados) em dólares; = Preços internos (domésticos) em reais; = Taxa de câmbio (reais por dólar); = Renda e produto nacional; = Tarifas e barreiras às importações; Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 31 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 32 de 47/ Variáveis que afetam as Exportações e as Importações Agregadas Políticas Externas Modelando matematicamente as funções exportação e importação, pode-se estimar a importância relativa de cada uma das variáveis sobre a Balança Comercial e orientar a política econômica. 1. Política Cambial 2. Política Comercial Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 33 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 34 de 47/ Política Cambial Política Comercial 1. Regime de taxas fixas de câmbio; 1. O BC fixa antecipadamente a taxa de câmbio com a qual o mercado deverá operar; 2. Regime de taxas flutuantes de câmbio (Dirty Floating); 3. Regime de bandas cambiais (banda inferior e superior em que o câmbio pode flutuar); Alterações das Tarifas sobre Importações Regulamentação do Comércio Exterior Subst. de Importações (Imposto sobre a Imp. maior) Abertura Comercial ou liberalização das Importações. (Imposto sobre a Imp. menor) Entraves Burocráticos Barreiras qualitativas Subsídios Fiscais e/ou Monetários Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 35 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 36 de 47/ Nemer 6

7 Política Comercial (Limites) Quaisquer alterações estão sujeitas às normas estabelecidas pela OMC Organização Mundial do Comércio ou WTO (World Trade Organization) que substituiu o GATT (General Agreement on Tarifs and Trade). Dumping Social a ação da OMC tem sido dificultada pelos países do sudeste asiático que possuem mão-de-obra barata e abundante; Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 37 de 47/ Dumping Social "Dumping Social" Termo utilizado para caracterizar a venda, no mercado internacional, de produtos a um preço inferior ao praticado no mercado doméstico, em virtude da falta ou não-observância dos padrões trabalhistas internacionalmente reconhecidos. O trabalho infantil, o trabalho escravo ou a inobservância aos padrões internacionais de trabalho serviriam como fatores diferenciais na composição do preço dos produtos. O tema é sensível e opõe os países desenvolvidos, que defendem a inclusão de cláusulas trabalhistas nas regras do comércio internacional, aos países em desenvolvimento, que preferem que o tema seja tratado no âmbito da OIT (ILO). Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 38 de 47/ Balanço de Pagamentos Registro contábil de todas as transações de um país com o resto do mundo. Envolve tanto transações com bens e serviços como transações com capitais físicos e financeiros. Registra: - o comércio de mercadorias (exportações, importações); - os serviços (pagamentos de juros, royalties, remessa de lucros, turismo, pagamentos de fretes etc.); - o movimento de capitais (investimentos diretos estrangeiros, empréstimos e financiamentos, capitais especulativos) Comércio Exterior e o Balanço de Pagamentos O Balanço de Pagamentos, é o registro contábil de todas as transações de um país com o resto do mundo. Nela são registradas todas as importações e exportações, serviços (fretes, juros, royalties, etc.) pagos ou recebidos, financiamentos pagos ou recebidos, capital das firmas estrangeiras no país e fora do país, donativos e ajudas humanitárias etc. refletindo final se o país está deficitário ou superavitário em relação ao Setor exterior. SUPERÁVIT! exportações > importações DÉFICIT! importações > exportações Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 39 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 40 de 47/ Balanço de Pagamentos A. Balança Comercial Exportações Importações B. Balança de Serviços Viagens internacionais, fretes, seguros, lucros, juros e dividendos, serviços governamentais e diversos C. Transferências Unilaterais D. Balanço de Transações Correntes (Saldo em Conta Corrente do Balanço de Pagamentos) (resultado liquido de (A+B+C)) E. Movimento de Capitais ou Balanço de Capitais Investimentos, re-investimentos, empréstimos, financiamentos, amortizações, outros F. Erros e Omissões G. Saldo do Balanço de Pagamentos (D+E+F) A. Balança Comercial Compreende o comércio de mercadorias. Se as exportações FOB (Free on Board) superarem as importações FOB haverá um superávit na balança do comércio. Do contrário haverá déficit. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 41 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 42 de 47/ Nemer 7

8 B. Balança de Serviços Globalização Produtiva e Financeira Fretes, seguros, juros, royalties e assistência técnica, viagens internacionais; C. Transferências Unilaterais Fluxos Comerciais e Financeiros Internacionais crescem à taxas maiores que o próprio crescimento da economia mundial. O Grau de Abertura aumenta em quase todos os países. Remessas de expatriados (decasseguis, brasileiros no exterior). Doações entre os Países. Grau de Abertura = (Exportações + Importações)*100 PIB Brasil = 26 Cingapura = 50 Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 43 de 47/ Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 44 de 47/ Globalização Produtiva e Financeira Globalização Produtiva e Financeira Globalização Produtiva Produção e distribuição de valores dentro de redes em escala mundial, com o acirramento da concorrência entre grandes grupos multinacionais. Contribui para a melhoria do padrão de vida em escala mundial Conseqüências Perversas: Aumento do desemprego estrutural em muitos países A tendência de desnacionalização do setor produtivo Concentração da produção e comércio em grandes empresas. Houve necessidade de maior atuação do Estado (Regulamentação). Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 45 de 47/ Crescimento do fluxo financeiro internacional, baseado mais no mercado de capitais que no sistema de crédito. Afetados por expectativas e políticas cambiais e monetárias. Quando as taxas de juros de um país forem superiores às taxas de juros de outro país, pode-se esperar um fluxo positivo de recursos. A extrema volatilidade desses capitais (capitais de curto prazo aplicados em Bolsas de Valores e no mercado financeiro local) pode originar crises cambiais como as em países como México (efeito Tequila), Rússia (efeito Stolichnaya) e Brasil. Apesar de ser um recurso para complementar a poupança interna e promover o crescimento, os países se tornam extremamente dependentes dos países desenvolvidos, e das oscilações das taxas de juros no mercado internacional. Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 46 de 47/ Exercício: Balanço de Pagamentos Dados Exportações (FOB) 100 Importações (FOB) 80 Empréstimos Externos 20 Donativos 5 Fretes 20 Amortizações 10 Pede-se: O saldo da Balança Comercial (BC); O saldo da Balança de Transações Correntes (BTC); O saldo do Balanço de Pagamentos (BP); Poli-UFRJ Copyright Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-7-Slide 47 de 47/ Nemer 8

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