Considerações Iniciais

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1 1. Introdução Este documento tem por objetivo explicar o Portal Nacional do Setor Calçadista para a Otimização Logística. Do portal passamos para o detalhamento do funcionamento do aplicativo cliente disponibilizado para ser instalado nas empresas participantes. Será explicado como irá ocorrer a integração logística entre as empresas compradoras e as fornecedoras do setor. Esclarecemos aos leitores deste documento, em vista da complexidade do projeto, de que os conceitos e especificações contidas aqui podem sofrer ajustes que venham a ser demandados a partir do aprofundamento das discussões e experiências durante a fase de implantação.

2 Considerações Iniciais O portal da integração logística do setor calçadista, desde a compra do insumo até a entrega do produto final ao varejo, está sendo desenvolvido pelos departamentos comercial, suprimentos, produção, qualidade, logística e tecnologia da informação das indústrias, fornecedores e prestadores de serviços do setor. O desenvolvimento deste projeto surgiu da necessidade de se popularizar o acesso às especificações logísticas compiladas pelo GOL* em conjunto com a GS1**. Em reunião realizada na ACI-NH, na data de 18/06/2009, foi reativado o Comitê de Tecnologia com a finalidade de executar a desenvolvimento e implementação de um portal e de um programa cliente para que qualquer empresa do setor calçadista consiga utilizar as especificações logísticas definidas pelo grupo. Ocorreram reuniões com as entidades representativas do setor que resultaram na aprovação para a implantação do projeto a nível nacional. Salientamos que junto com as especificações de software estão sendo aqui alinhados os processos que devem ser utilizados pelo setor para o pleno sucesso na implantação deste projeto. O projeto prevê, assim como todo o trabalho do GOL até aqui realizado, o acesso gratuito à solução proposta. 1.1 Objetivos do Projeto O Projeto de integração logística do setor calçadista tem como objetivo a implantação de um modelo nacional para o setor, com a adoção de um programa de computador e um portal de comunicação visando a aceleração da cadeia produtiva, organização interna das empresas e a conseqüente redução de custos. A integração logística passa pelos três pilares fomentados pelo GOL: -identificação padronizada dos produtos e das unidades logísticas (código de barras); -processos certificados para a montagem, despacho, transporte, recebimento, armazenamento, movimentação e consumo das unidades logísticas e dos produtos nela contidos; -troca eletrônica de documentos entre as empresas (EDI). O sucesso passa obrigatoriamente pela implantação conjunta destes três pilares, tendo como conseqüência natural a organização interna das empresas e a possibilidade de uma plena integração na cadeia coureiro-calçadista. * GOL: Grupo de Otimização Logística - ** GS1: Entidade internacional coordenadora de padrões para identificação de produtos e troca eletrônica de informações (EDI) -

3 1.2 Conceito O portal funcionará como elo entre o servidor nacional do setor e o aplicativo cliente (programa) instalado nas empresas. O portal não será acessado de forma direta pelas empresas. O único acesso necessário ao portal será para baixar o aplicativo cliente. As empresas irão instalar o programa em seus computadores/servidores e configurar o acesso ao servidor nacional. A empresa compradora irá habilitar a comunicação com a empresa fornecedora. Toda a troca de informações será validada pelo programa cliente antes de ser submetida ao portal. O portal armazenará o protocolo das comunicações realizadas entre as partes e o catálogo de produtos das empresas. O programa cliente contém suporte à digitação de dados, geração e troca de mensagens e impressão das etiquetas logísticas para aquelas empresas que não possuem sistema informatizado. As empresas que possuem sistema informatizado e que não dominam a geração do EDI no padrão proposto pelo GOL utilizarão o programa cliente para o MAPEAMENTO das informações e a geração e troca de mensagens. As empresas que já têm desenvolvido o EDI no padrão fomentado pelo GOL utilizarão o programa para administrar a troca de mensagens com o servidor nacional. Importante: a partir do portal nacional disponibilizamos um único aplicativo cliente, e o uso deste programa dependerá do grau de informatização das empresas participantes. Cada empresa participante configura o uso de acordo com a sua necessidade. A empresa pode começar com uma configuração menos integrada, com cadastramento local na própria ferramenta, e à medida que for evoluindo passar para uma solução mais integrada com os seus sistemas de informação. 1.3 Modelo Operacional De maneira simplificada podemos descrever o processo de integração logística do setor calçadista através do portal nacional da seguinte forma: - a empresa fornecedora monta um catálogo/lista de preços dos seus produtos e o transmite para a empresa compradora; - a empresa compradora gera a ordem de compra baseado nos códigos do catálogo recebido, e a transmite para a empresa fornecedora; - a empresa fornecedora recebe e valida a ordem de compra; - aceita, a empresa fornecedora produz a ordem de compra identificando seus produtos e suas unidades logísticas com o sistema de numeração GS1; - a empresa fornecedora monta o despacho da mercadoria obedecendo ao cruzamento das informações da leitura das unidades logísticas versus a ordem de compra; - atingida a quantidade exigida ou aceita entre as partes é gerado a ordem de despacho pelo fornecedor, que servirá de base para a emissão da nota fiscal; - emitido o documento fiscal, o fornecedor envia as mensagens da nota fiscal e da ordem de despacho ao comprador; -o comprador recebe e processa as mensagens do fornecedor, preparando-se para o recebimento físico das mercadorias; -o comprador, ao receber a mercadoria, faz a leitura das unidades logísticas e cruza esta informação com os documentos eletrônicos recebidos anteriormente; -validadas as informações entre o virtual (EDI) e o mundo físico (mercadoria recebida) fecha-se o ciclo, caso contrário é gerado o relatório de não conformidade e este encaminhado ao departamento comercial que tomará as devidas providências.

4 1.4 Cenários para a implantação do programa disponibilizado pelo portal nacional de acordo com o grau de informatização de cada empresa: Empresas que já tenham o EDI desenvolvido no padrão GOL: Baixar o programa do portal; Instalar o programa no computador ou servidor; Cadastrar a empresa; Configurar a conexão; Ativar a empresa através da primeira comunicação com o portal; Configurar o sistema da empresa para escrever e ler nos discos e pastas que o programa instalado utiliza para transmissão e recepção das mensagens; Enviar mensagens de teste utilizando como destinatário a empresa modelo; Havendo sucesso nos testes o portal habilitará a empresa para comunicação; Habilitada, se indústria, cadastrar os fornecedores com os quais vai comunicar; Habilitada, se fornecedor, cadastrar os clientes com os quais vai comunicar; Habilitada, colocar em produção Empresas que tenham sistema informatizado e que não possuem o EDI desenvolvido no padrão do GOL Baixar o programa do portal; Instalar o programa no computador ou servidor; Cadastrar a empresa; Configurar a conexão; Ativar a empresa através da primeira comunicação com o portal; Realizar o MAPEAMENTO indicando a origem e o DEPARA das informações entre os sistemas existentes na empresa e o programa disponibilizado pelo portal; Enviar mensagens de teste utilizando como destinatário a empresa modelo; Havendo sucesso nos testes o portal habilitará a empresa para comunicação; Habilitada, se indústria, cadastrar os fornecedores com os quais vai comunicar; Habilitada, se fornecedor, cadastrar os clientes com os quais vai comunicar; Habilitada, colocar em produção Empresas que não tenham sistema informatizado Baixar o programa do portal; Instalar o programa no computador ou servidor; Cadastrar a empresa; Configurar a conexão; Ativar a empresa através da primeira comunicação com o portal; Cadastrar os produtos da empresa; Enviar mensagens de teste utilizando como destinatário a empresa modelo; Havendo sucesso nos testes o portal habilitará a empresa para comunicação; Habilitada, se indústria, cadastrar os fornecedores com os quais vai comunicar; Habilitada, se fornecedor, cadastrar os clientes com os quais vai comunicar; Habilitada, colocar em produção; Utilizar o programa na impressão, separação da mercadoria para a expedição e na troca de mensagens.

5 As empresas poderão realizar qualquer combinação destes cenários, lembrando que todas as etapas e troca de mensagens são validadas pelo portal. Qualquer tentativa de comunicação com o portal por outro meio que não seja o programa cliente será rejeitada. 1.5 Pré-Requisitos mínimos para a implantação da solução: - PC Compatível; - Impressora para a impressão das etiquetas de códigos de barras; - Leitor de código de barras para montar o despacho da mercadoria na expedição; - Conexão de banda larga à internet; - Ser associado GS1 Brasil; - Ser associado de qualquer uma das entidades oficiais do setor calçadista, seja da indústria, dos fornecedores ou dos prestadores de serviço; Este é o requisito mínimo considerando uma pequena empresa. A quantidade de equipamentos é diretamente proporcional ao tamanho da empresa e da sua logística. Reforçamos que o programa e os processos aqui documentados são gratuitos. A qualidade da impressão da etiqueta deve ser submetida ao laboratório da GS1 e só colocada em produção com o seu respectivo laudo de aprovação. 1.6 Mensagens cobertas pelo projeto: CONTRL Controle sobre o fluxo das mensagens; PARTIN Cadastro das empresas; PRICAT Catálogo/Lista de preços dos produtos; ORDERS Pedido de compra; ORDCHG Alteração de pedido de compra; ORDRSP Resposta ao pedido de compra ou a solicitação de alteração; DESADV Aviso de despacho com a informação logística sobre o carregamento; INVOIC Nota fiscal. Prevê integração com a NF-e para as empresas emissoras; IFCSUM Consolidação da carga; IFTSTA Ocorrências de entrega; REMADV Consolidação de faturas; COMDIS Contestação comercial. As mensagens seguem a norma EDIFACT/EANCOM baseada na ISO Como se trata de intercâmbio de informações entre computadores com a utilização de um programa cliente instalado nas empresas não se entra no mérito da utilização de outras formas de troca de informação, como o XML, por exemplo, que é mais fácil para a leitura humana, mas que trafega uma quantidade maior de bytes pela rede. O programa cliente e o portal é que farão a comunicação entre si, abstraindo do usuário a complexidade das mensagens. Dependendo da configuração utilizada pela empresa no item 2.4 o programa instalado irá gerenciar as mensagens a partir da digitação feita diretamente no programa, ou executará o mapeamento e a troca de mensagens ou ainda irá somente gerenciar a troca das mensagens entre a empresa e o portal nacional.

6 1.7 Identificação dos produtos e das unidades logísticas dentro do projeto. Item chave para a ligação entre o mundo físico e o mundo virtual (mensagens descritas no item 2.6). A identificação dos produtos e das unidades logísticas contém, além da informação humana legível, a representação das informações chaves em códigos de barras. O padrão adotado pelo setor calçadista segue o sistema de numeração GS1. As empresas devem ser associadas GS1. As empresas fabricantes são responsáveis pela correta atribuição dos códigos GTIN (Global Trade Item Number) aos seus produtos, e pela correta serialização das suas unidades logísticas (SSCC:Serial Shipping Container Code). A utilização do programa cliente disponibilizado pelo portal garante a correta administração destes números, tanto dos produtos quanto das unidades logísticas, evitando duplicidades ou uso incorreto das licenças fornecidas pela GS1. O sistema de numeração adotado para o setor calçadista dá pleno suporte à adoção de etiquetas de RFID no futuro, garantindo a atualização tecnológica da solução proposta. A adoção desta identificação padronizada dá garantia de que não tenhamos a necessidade de reetiquetar produtos e unidades logísticas em nenhum elo da cadeia, resultando na maximização da eficiência nos processos internos das empresas. Houve cuidado e trabalho efetivo para que a identificação desenvolvida para o setor calçadista respeitasse plenamente as características do setor, em especial as questões da grade de tamanhos e cores. Lembramos dos supermercados e da agilidade alcançada pelo simples fato de que os produtos vendidos ao consumidor são identificados com código de barras pelos fabricantes, e não dentro dos estabelecimentos comerciais. O processo adotado no varejo, encarado como algo para GRANDES empresas aqui no Brasil em 1981, está popularizado e hoje beneficia pequenas e grandes. 1.8 Processos logísticos contemplados pelo projeto. Através das boas práticas envolvendo a produção, separação, despacho, recebimento e movimentação das mercadorias garantimos a correta amarração entre as unidades logísticas lidas pelo leitor de código de barras e as mensagens eletrônicas trocadas entre as empresas. O programa cliente disponibilizado pelo portal auxiliará as empresas na leitura das unidades logísticas e na montagem ou conferencia das mensagens eletrônicas. Tanto do lado do despacho quanto do lado do recebimento das mercadorias os processos fomentados neste projeto levam a um incremento na velocidade da movimentação física e na sua precisão. Rastreabilidade e controle efetivo sobre obsolescências (validade dos químicos, por exemplo) também fazem parte dos pontos positivos conquistados na adoção de processos logísticos padronizados e integrados. 2.0 Conclusão O portal nacional e o programa cliente para uso nas empresas foi projetado para garantir a integridade e a uniformidade nas questões logísticas do setor, economizando dinheiro pelo fato de contemplar as melhores práticas conhecidas nas transações entre compradores e fornecedores, evitando padrões proprietários, onde cada empresa cria seu padrão de identificação e de troca eletrônica de informações (EDI). Procurou-se neste projeto contemplar todos os tamanhos de empresas, desde a pequena, sem nenhum grau de informatização, muito comum no meio calçadista, passando pela média, com algum grau de tecnologia da informação, até a grande, que possui sistemas complexos de informação para a sua gestão. O conceito é simples: padronizar e disponibilizar um ponto de acesso comum para que haja plena integração no setor

7 calçadista. Com a inclusão digital e as tecnologias de computação atualmente disponíveis temos plena consciência da viabilidade deste projeto. Atualmente são 13 indústrias âncoras (Azaléia, Bibi, Bottero, Daiby, Dilly, Grendene, Klin, Paquetá,Piccadilly, Via Marte, Via Uno, West Coast e Wirth) e 55 fornecedores participantes. As especificações sobre a integração, padronização e logística foram construídas ao longo de 8 anos de trabalho coordenados pela GS1 Brasil com o apoio da ABICALÇADOS, ACI-NH e ASSINTECAL. O desafio agora, para popularizar e organizar o cluster inteiro, é a construção de um software que possa ser acessado por todos, e que contemple as especificações do Grupo de Otimização Logística. Que possa conversar com qualquer ERP do mercado. O setor calçadista têm a característica de trabalhar com uma variedade enorme de tipos e tamanhos de empresas, e a disponibilização de uma ferramenta visa buscar a integração e a qualificação do setor. Formato resumido para o desenvolvimento: PORTAL DO CLUSTER CALÇADISTA BRASIL Portal: Popularizar o EDI entre fornecedores e compradores da indústria calçadista; Manter dados sobre GLNs, GTINs e o DEPARA, evitando falhas cadastrais entre as partes. Importante: Não manteremos dados armazenados sobre preços negociados entre as partes, somente dados sobre classificação e composição dos produtos negociados; Manter cabeçalho das mensagens trocadas e garantir a integridade e o atendimento às regras do padrão GOL antes de efetuar a troca entre as empresas participantes;

8 Manter LOG sobre as mensagens trocadas entre as partes; Alertar as partes sobre mensagens não lidas dentro de um intervalo de tempo préacordado; Permitir o download e atualização, quando ocorrer, do aplicativo cliente = Interface única para todos os envolvidos (fornecedores e indústrias); Prover a aceleração e a exatidão logística entre as empresas participantes; Prover integração com todos os ERP existentes. Aplicativo cliente: 1)Simples troca de mensagens para quem já possui EDI Mercantil desenvolvido; 2)Mapeamento/Tradução e controle sobre a troca de mensagens para quem possui sistema informatizado mas não contempla o layout do Grupo de Otimização Logística; 3)Cadastros, impressão de etiquetas, leitura dos códigos de barra. Geração e troca de mensagens para aquelas empresas que não possuírem sistemas informatizado. Importante: Trata-se de um único aplicativo cliente, utilizado de acordo com o grau de informatização da empresa participante. Arquitetura de comunicação Toda a comunicação se dá pela aplicação instalada nas pontas (cliente). Não há necessidade de acesso direto à pagina do Portal Nacional. O portal nacional manterá estatísticas gerais sobre a troca de arquivos e também permitirá aos participantes do sistema que façam pesquisas sobre as mensagens postadas, mas só isso, uma vez que cadastros e demais processos só existem dentro das empresas participantes. As mensagens carregam segurança e validação em si. Mensagens que não tenham passado pelo aplicativo cliente serão automaticamente rejeitadas pelo portal. A comunicação será assíncrona: A troca de informações não é concluída na mesma conexão. A aplicação cliente e o servidor nacional trocam arquivos de controle que funcionam como recibos eletrônicos e que colocam as solicitações na fila em ambos os lados. O aplicativo cliente deverá realizar uma nova conexão para consultar o resultado da solicitação postada no servidor nacional. Desenvolvimento: 1)Cloud Computing; 2)Java; 3)Web Services. Aplicativo cliente multi-plataforma; Definições, análises e regras de negócio já realizadas. Documentos e fluxos definidos pelo Grupo de Otimização Logística (GOL); A encomenda é para programação/codificação do trabalho existente; O prazo requisitado é de 6 meses para este trabalho de codificação; Há um comitê técnico dentro do GOL que trabalhará em conjunto com a equipe de programação contratada; Os testes serão de responsabilidade das empresas piloto participantes (tanto indústrias, quanto fornecedores) do GOL. Teremos variedade de ambientes operacionais, softwares de gestão, infra-estrutura e tamanho de empresas envolvidas. Teste em ambiente real; Os fontes ficarão sob guarda da entidade ABICALÇADOS;

9 Os envolvidos no desenvolvimento assinam termo de confidencialidade; O aplicativo cliente DESENVOLVIDO não será comercializado; O download será gratuito, já a ativação dependerá de um participante associado. Modelo operacional: itens 1.3 e 1.4 deste DOC. A aplicação irá contemplar os 3 pilares do Grupo de Otimização Logística: 1)Identificação = cadastramento das empresas, produtos e etiquetas; 2)Processos = certificação da separação e expedição correta dos produtos; 3)EDI = troca eletrônica de mensagens e integração com os sistemas internos. Se a sua empresa ou instituição trabalha na modalidade de fábrica de software, dominar as tecnologias descritas acima e estiver interessada em participar da tomada de preços para a codificação: 1)Faça a inscrição pelo site do GOL; 2)Aguarde confirmação/convocação para a reunião do detalhamento técnico. GOL: GS1 Brasil: Aceleradores:

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