Energia incentivada e migração de consumidores especiais para o mercado livre

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1 Energia incentivada e migração de consumidores especiais para o mercado livre J. C. REBOUÇAS 1 C. R. DORNELLAS D. TORTELLY L. S. Y. SÁ CCEE 2 CCEE CCEE CCEE Brasil Brasil Brasil Brasil RESUMO A escolha restrita a fornecedor de energia oriunda de fontes alternativas, por consumidores especiais, é um dos mecanismos de estímulo à produção de energia renovável. Além disso, são concedidos descontos não inferiores a 50% aplicados às Tarifas de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão e de Distribuição TUST/TUSD, incidindo na produção e no consumo da energia de fontes alternativas, (i) comercializada ou (ii) destinada à autoprodução (empreendimentos que entrarem em operação comercial a partir de 1º de janeiro de 2.016). A onda de migrações de consumidores especiais para o Ambiente de Contratação Livre ACL ocorrida ao longo de 2.016, cujo volume e quantidades foram os maiores verificados no histórico, tornou necessário o acompanhamento desse movimento sob diversos aspectos tais como: (i) número de novas unidades consumidoras e suas principais características de consumo, (ii) montantes de energia transacionados, (iii) disponibilidade de lastro dos fornecedores para garantia dos contratos e (iv) expansão da oferta de energia incentivada. Nesse informe técnico serão apresentadas diversas análises buscando mostrar as características de consumo dos agentes envolvidos na contratação de energia incentivada, a disponibilidade de lastro existente, bem como as perspectivas de expansão dessas fontes. O objetivo é ampliar as informações sobre a oferta e demanda no processo decisório de contratação. KEYWORDS Consumidor,, Incentivada, Lastro, Comercialização. 1 2 O conteúdo deste trabalho é de responsabilidade dos autores e não representa posicionamento oficial da CCEE.

2 1. Introdução As empresas estão sempre buscando oportunidades de redução de seus custos de produção. Nesse sentido, os custos de energia sempre são reavaliados sob a ótica da eficiência energética e dos custos de aquisição de energia. A recente conjuntura econômica tem levado empresas a exercerem a opção de compra de energia no mercado livre, indicando a perspectiva, por parte desses agentes, de menores custos de energia nesse ambiente, visto que a análise da viabilidade da migração para o mercado livre sempre envolve uma confrontação entre os custos totais em cada modalidade de fornecimento (cativa e livre) [1], [2], [3]. A avaliação desse movimento é fundamental para suportar tanto as decisões das empresas que já efetuaram a migração para o ambiente livre, quanto para as empresas que estão avaliando essa opção de fornecimento de energia. Nesse estudo, será apresentada uma análise sob a ótica da demanda, ao avaliar o perfil de consumidores especiais e da oferta, ao avaliar a disponibilidade de lastro de fontes incentivadas. Também serão apresentados aspectos regulatórios inerentes ao processo, buscando mensurar a perspectiva de expansão desse segmento do mercado livre e dar maior transparência e simetria de informações às partes envolvidas. 2. Consumidores Especiais 2.1. Elegibilidade à contratação no ACL A Lei no 9.074/1.995 estabeleceu diretrizes para a opção de compra de energia elétrica por parte dos consumidores. A Resolução Normativa ANEEL nº 376, de 25/08/2.009, estabeleceu as condições para contratação de energia elétrica por consumidores livres, ficando caracterizados dois grupos de consumidores aptos a escolher seu fornecedor de energia elétrica. O primeiro, de consumidores livres, é composto pelas unidades consumidoras com carga maior ou igual a 3 MW atendidas em tensão maior ou igual a 69 kv, que abrangem as unidades consumidoras dos subgrupos A3, A2 e A1. Para este grupo a compra de energia pode ser feita de agentes concessionários e autorizados de geração, comercializadores e importadores de energia elétrica. Também é previsto nas Regras de Comercialização a aquisição de energia a partir da cessão de contratos de outros consumidores. Pode-se observar na Tabela 1 um resumo das condições para contratação no ACL quanto ao limite de tensão e demanda, bem como de acordo com as datas de conexão. TABELA 1 - Requisitos para contratação no ACL Data de Conexão Tensão Demanda Fonte Contratada D Antes de 08/07/95 < 69 kv D 0,5 MW Incentivada 69 kv 0,5 D < 3 MW Incentivada D 3 MW Todas A partir 08/07/95 Qualquer 0,5 D < 3 MW Incentivada D 3 MW Todas Além das condições apresentadas na tabela acima, a Lei nº , de determina que a partir de 01/01/2019, os consumidores que, em 01/07/95, consumirem carga igual ou superior a 3 MW e forem atendidos em tensão inferior a 69 kv poderão optar pela compra de energia elétrica a qualquer concessionário, permissionário ou autorizatário de energia elétrica do sistema. 2

3 O outro grupo, de consumidores especiais, é composto pelas unidades consumidoras com demanda maior ou igual a 0,5 MW, atendidos em qualquer tensão. Abrangem em geral unidades consumidoras do subgrupo A4. Porém, seu atendimento está restrito à energia oriunda das chamadas fontes incentivadas 3, que serão apresentadas no item Migração de consumidores especiais Tendo em vista o grande número de adesões de clientes potencialmente especiais, e as tarifas vigentes praticadas pelas distribuidoras, conclui-se que há, em determinadas condições, viabilidade econômica para a migração [3]. O gráfico da Figura 1 mostra a quantidade de cargas e o consumo em O total de unidades consumidoras atingiu Para fins de comparação, em dez/17 havia unidades de consumidores livres (convencionais) e usinas, e havia ainda 212 ativos de autoprodutores, distribuidores e comercializadores, portanto, a quantidade de consumidores especiais já é, em número, muito superior aos demais agentes da CCEE. O montante consumido pelos consumidores especiais em 2017 foi de MW médios representando 6,7% do consumo do Sistema Interligado Nacional - SIN. O aumento médio no número de unidades foi de 240 cargas por mês Quantidade MW médios N de Unidades Consumo jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/ FIGURA 1 Quantidade e montante por faixa de consumo A análise do perfil médio dos consumidores especiais que estão migrando para o Mercado Livre, Figura 2, apresenta as características de consumo das unidades que migraram para o ACL identificando e agrupando cargas por faixa de consumo em cada mês. As faixas com menor consumo médio, foram as que apresentaram maior número de migrações. Verifica-se que a partir de junho de houve grande redução do número de novas unidades consumidoras na faixa de consumo médio por unidade de até 0,4 MW médios. Os consumidores dessa faixa tiveram consumo médio variando entre 0,13 e 0,16 MW médios e registrou-se em média 190 novas unidades em cada mês nessa faixa, nos últimos seis meses do período avaliado. Isso demonstra um menor volume de migrações, quando comparado aos números verificados em 2016, quando se registrou novas unidades. 3 Fontes renováveis de baixo impacto ambiental, especificadas no Artigo 26 da Lei nº 9.427, de

4 Quantidade Faixas de consumo MW médios , , ,1 320 Total jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 - MW médios Faixas de consumo MW médios 5,2 0-0,4 4,4 0,4-1 4,3 4, ,1 3,1 Consumo Médio 1,7 1,6 1,6 1,6 1,6 1,5 1,5 1,5 1,4 1,3 1,3 1,0 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,5 0,6 0,36 0,37 0,34 0,32 0,29 0,25 0,25 0,26 0,23 0,22 0,24 0,23 0,16 0,17 0,16 0,16 0,15 0,15 0,14 0,14 0,15 0,13 0,14 0,14 jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17 FIGURA 2 Quantidade e montante por faixa de consumo 3. Oferta de Energia Incentivada As fontes alternativas vêm aumentado sua participação na matriz energética brasileira, devido a maior competitividade nos leilões de energia do Ambiente de Contratação Regulada ACR e leilões de energia de reserva, promovidos pelo governo. Nesses casos, os descontos são aplicados apenas às TUST/TUSD no segmento de geração. Por outro lado, no ACL, a comercialização de energia proveniente de fontes incentivadas, concede descontos nas TUST/TUSD, tanto na produção quanto no consumo, conforme estabelecido em [4]. Os custos referentes aos descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e de distribuição aos agentes envolvidos na comercialização dessas fontes, são repassados aos demais agentes, portanto, corresponde a subsídio cruzado. As mudanças regulatórias recentes têm sido no sentido de ampliar os montantes envolvidos no ambiente incentivado, porém, dada a natureza do subsídio [5], essa questão regulatória já foi objeto de análise no Senado Federal e deve ser acompanhada pelos agentes beneficiados. As usinas incentivadas são, de forma resumida, de fontes solar, eólica, biomassa e cogeração qualificada, que resultem de leilão de compra de energia realizado a partir de 01/01/2016 ou que venham a ser autorizadas a partir desta data, desde que a potência injetada por estas usinas nas redes de transmissão ou de distribuição não ultrapassem 300 MW, e para as usinas de fonte solar, eólica e cogeração qualificada, que foram autorizadas anteriormente a 01/01/2016, desde que a potência injetada por estas usinas nas redes de transmissão ou de distribuição não ultrapassem 30 MW, o desconto mensal a ser efetivamente aplicado à TUSD/TUST deverá ser o valor estabelecido em ato autorizativo específico. Além disso, o desconto mensal a ser efetivamente aplicado à TUSD/TUST às usinas de fonte hidráulicas, independentemente da data de autorização, ou de fonte à biomassa, que foram autorizadas anteriormente a 01/01/2016, desde que a potência injetada por estas usinas nas redes de transmissão ou de distribuição não ultrapassem 50 MW, deverá ser o valor estabelecido em ato autorizativo específico atenuado por um fator calculado com base na Montante de Uso do Sistema de Distribuição ou Transmissão. O lastro proveniente dessas usinas poderá lastrear de fato a compra de consumidores especiais de acordo com os requisitos indicados na Figura 3. 4

5 MUSD/MUST/Potência injetada (MW) Fonte Solar/Eólica Biomassa Hidráulica Cogeração Qualificada Data de autorização/ Participação no leilão Anterior a Após Anterior a Após Anterior a Após Anterior a Após Incentivada Incentivada Incentivada Incentivada Incentivada Não Convencional Incentivada Incentivada (parcial) Incentivada Incentivada (parcial) Incentivada (parcial) Incentivada Não Convencional Não Incentivada Não Convencional Não Incentivada Não Convencional Não Convencional Não Convencional Não Convencional Não Convencional Não Convencional Não FIGURA 3 Energia incentivada/ Obs. Na figura, o termo se refere energia que é considerada como lastro para consumidores especiais e Incentivado se refere a desconto na tarifa Oferta de energia incentivada no período de a A disponibilidade de lastro de energia incentivada, no período de jan/17 a dez/19, foi determinada a partir dos montantes de lastro das usinas descontando-se os respectivos montantes comprometidos de usinas existentes no ACL, no ACR e nos leilões de energia de reserva. Também foram considerados os montantes de garantia física de novas usinas, bem como os respectivos comprometimentos obtidos a partir de informações de leilões disponibilizados pela CCEE Premissas Os montantes de oferta/lastro de energia incentivada disponível foram obtidos a partir da garantia física das usinas em operação ou previstas no horizonte do estudo, abatendo-se os montantes comprometidos com leilões de reserva, no ACR e com consumidores finais. a. Lastro disponível para comercialização Para usina com Garantia Física definida em ato regulatório, GF, considerou-se 98% desse valor. Para usinas sem GF e com no mínimo 12 meses em operação considerou-se a média da garantia física apurada até dezembro de Para usinas sem GF e com período de operação inferior a 12 meses, considerou-se a média da garantia física apurada nos meses em operação até dezembro de ou 30% da capacidade instalada, de acordo com a performance da usina nos meses verificados. Para usinas com operação em teste ou em construção, considerou-se 98% da garantia física, se disponível, ou 30% da capacidade, na data prevista de entrada definida na Reunião Ordinária do Grupo de Monitoramento da Expansão da Geração, coordenada pelo DMSE, ocorrida em jan/18. Não foram considerados eventuais montantes de complemento da venda com contratos de energia de outras fontes (Resolução ANEEL 247/2006), dado que esses montantes em até 49% da garantia física ocasionam perda proporcional de desconto, ou a partir de 49% da garantia física ocasionam perda total do desconto, e não são considerados como lastro, podendo ocasionar penalidades por insuficiência de lastro. 5

6 b. Comprometimento da Energia Incentivada O comprometimento de energia incentivada de usinas existentes com contratos por disponibilidade do ACR ou contratos de energia de reserva foi considerado com base na garantia física destinada a esses produtos no horizonte do estudo. O comprometimento de energia incentivada de usinas existentes com contratos por quantidade do ACR foi considerado com base nos montantes contratados desses produtos. Foram considerados apenas os contratos bilaterais do ambiente livre, CCEAL, de energia incentivada especial e convencional especial: provenientes de perfis com desconto nominal de 50%, 80% e 100% e também de perfis que comercializam energia especial sem repasse de desconto (0%), com consumidores finais (livres, especiais, autoprodutores e distribuidoras), desconsiderando-se eventuais contratos de cessão desses agentes. O comprometimento de Consumidores Especiais para 2018/2019 foi baseado na média dos 6 últimos meses e a contratação das demais classes foi considerada FLAT com base no valor de dez/17. Não foram consideradas projeções de comprometimento das novas cargas a partir de jan/18. c. Usinas desconsideradas Eólicas incentivadas comprometidas em leilões de energia de reserva, usinas Incentivadas, mas sem geração nos últimos 12 meses, inativas, em falência, suspensas Balanço de Energia Incentivada A Figura 4 a seguir ilustra a metodologia utilizada para obtenção da disponibilidade de lastro para contratação por consumidores especiais. A partir do lastro existente (dez/17) incorporou-se a expansão prevista no período do estudo. Em seguida, foram levantados os montantes comprometidos no ACL, ACR e Reserva. A disponibilidade foi determinada por diferença entre esses montantes. Lastro Expansão Verificado Previsto Disponibilidade Comprometimento ACL ACR Reserva FIGURA 4 Balanço de energia incentivada A Figura 5 apresenta, para usinas em operação, os montantes de lastro de energia incentivada e os montantes comprometidos no ACL, ACR e em leilões de energia de reserva, em dezembro de

7 dez/ CCEAL - APE CCEAL - CL CCEAL - CE CBR CCEAR-Q CCEAR-D RESERVA Lastro FIGURA 5 Balanço de energia incentivada em dezembro de Em dez/17 observou-se que o lastro existente e os montantes comprometidos resultam em sobra de disponibilidade de garantia física de MW médios. Verifica-se também que há um total de 890 MW médios comprometidos no ACR por meio de CCEAR-D. Esse montante considera as reduções de contratos com distribuidoras por meio de MCSDs e negociações bilaterais, que totalizaram MW médios. Poderá haver redução desse comprometimento por meio de MCSD liberando lastro de energia incentivada. Em relação ao total de 583 MW médios comprometidos no ACL, também poderá haver substituição dos contratos de consumidores livres e autoprodutores por contratos de energia convencional, e recontratação pelos consumidores especiais. Considerando o impacto da Lei /2016, poderá haver liberação de 945 MW médios, ref. Dez/17, de consumidores especiais, ou seja, contrataram energia de fonte incentivada, e que poderão contratar energia convencional a partir de jan/2019. Na Figura 6 é apresentada a disponibilidade de energia incentivada (lastro menos comprometimento). O levantamento efetuado não considera compromissos bilaterais que não estejam registrados. FIGURA 6 Disponibilidade de lastro de energia incentivada para o ACL em MW médios 4. Impacto da migração de consumidores especiais para o Ambiente de Contratação Livre ACL para as distribuidoras Tendo em vista que a migração de consumidores especiais para o ACL tem sido lastreada em parte pela liberação de lastro incentivado comprometido com as distribuidoras, avaliamos neste item o nível 7

8 de contratação das Distribuidoras, visando identificar eventuais possibilidades de reduções por meio dos MCSDs 4. A Figura 7 apresenta a projeção de consumo e dos montantes contratados pelas distribuidoras. MW médios Folga 2.017: + 5,8% Folga (ACR 70%): + 2,8% Folga (ACR 71%): 1,1% jan/17 fev/17 mar/17 abr/17 mai/17 jun/17 jul/17 ago/17 set/17 out/17 nov/17 dez/17 jan/18 fev/18 mar/18 abr/18 mai/18 jun/18 jul/18 ago/18 set/18 out/18 nov/18 dez/18 Contrato - ACR Consumo - PMO/Anual - 71% ACR Consumo verificado - ACR Consumo - PMO/Anual - 70% ACR FIGURA 7 Balanço de energia - Distribuidoras Constata-se que a folga de contratação verificada em 2017, afetadas pelo momento recessivo da economia, e consequentemente, pela retração de seus mercados contribuíram para montantes significativos de declarações de sobras nos MCSDs, liberando energia convencional e incentivada para o ACL. Porém, em 2018, nos cenários analisados, a folga foi reduzida para valores entre 1,1% e 2,8%, o que tende a minimizar as liberações. 5. CONCLUSÃO Observando-se a expansão prevista para o período de a 2.019, e a evolução do consumo das unidades consumidoras especiais verificou-se que o montante de consumo médio vem diminuindo, ou seja, as cargas com maior porte já efetuaram a migração, e que as novas migrações são representadas por um contingente cada vez maior de cargas de menor porte. O movimento dos consumidores especiais que migraram para o mercado livre desde jan/17 registrou migrações com consumo de cerca de 840 MW médios. A análise de disponibilidade de lastro de energia incentivada para contratação por consumidores especiais em 2.018, apresentou sobra, decorrentes de liberações, de montantes contratados com distribuidoras. O retorno desse comprometimento em ocasiona pequena insuficiência de lastro. Considerando a possibilidade de liberação dos montantes de energia incentivada dos contratos atualmente comprometidos com consumidores livres, que podem adquirir energia de outras fontes, poderiam ser adicionados 583 MW médios a partir de jan/18. Há ainda 156 MW médios comprometidos com autoprodutores e que também poderiam ser negociados com consumidores especiais. A partir de 2.019, com o fim da restrição de nível de tensão 5 para cargas com 3 MW médios, contratarem energia de fonte convencional, os montantes atualmente contratados, que totalizam 945 MWmédios poderão ser liberados. 4 As negociações bilaterais previstas na REN. 711/2016 foram suspensas por meio da Audiência Pública 070/ Lei nº , de

9 Outro ponto de monitoramento é a possibilidade de liberação de energia incentivada de CCEAR decorrentes de MCSDs entre as partes e de contratos firmados com consumidores livres, o que ampliaria o lastro de contratação para os consumidores especiais. Diante deste cenário e da perspectiva de manutenção da onda de migrações de consumidores especiais para o mercado livre, é recomendável o acompanhamento do processo visando a compatibilização entre a oferta de energia incentivada e a demanda dos consumidores especiais. A tendência de esgotamento do lastro disponível deve ser considerada de forma a avaliar a atratividade do mercado livre não só do ponto de vista de preços de energia, mas de lastro físico disponível para os consumidores especiais. Seria oportuno avaliar todos os recursos para a liberação de lastro incentivado, de forma a manter a liquidez do mercado incentivado, visando favorecer a concorrência de mercado. 6. BIBLIOGRAFIA [1] Almeida, A. A., Política Tarifária e Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente de Contratação Livre. Simpósio Brasileiro de Sistemas Elétricos, SBSE 2006, julho de [2] Ribeiro, E. B. Desafio para a Expansão do Mercado de Fontes Incentivadas: Um Análise da Atratividade do Ponto de Vista do Consumidor. São Paulo, junho/ Disponível em: Acesso em 31/03/2017. [3] Cunha, E. L. B. Projeção de mercado de energia elétrica da classe industrial considerando consumidores especiais, Porto Alegre, Disponível em: Acesso em 31/03/ [4] ANEEL. Agência Nacional de Energia Elétrica. Lei nº 9.427, de 1996 Art. 26. [5] Montalvão, E; Silva, R. M. Descontos na TUST e na TUSD para Fontes Incentivadas: uma avaliação. Brasília: Núcleo de Estudos e Pesquisas/ CONLEG/Senado, Fevereiro/2015 (Texto para Discussão nº 165). Disponível em: Acesso em 2 de fevereiro de DADOS BIOGRÁFICOS José Claudio Rebouças da Silva é Engenheiro Eletricista e Mestre em Sistemas de Potência pela POLI/USP. Atualmente é especialista da área de Monitoramento, Gestão de Penalidades & Informações na CCEE. Carlos R. R. Dornellas é Doutor em Engenharia Elétrica pela UNIFEI e hoje ocupa a posição de Gerente Executivo de Monitoramento, Gestão de Penalidades e Informações na CCEE. Também desempenha o papel de Secretário do Comitê de Estudos C5, Mercados e Regulação, pelo Cigré Brasil. Débora Tortelly tem mais de 35 anos de experiência no setor elétrico em empresas como CCEE, CPFL, AES/Eletropaulo e Light com atuação nas principais frentes da indústria de energia elétrica: geração, produção, transmissão e consumo. É Master of Business Administration (MBA) em Gestão de Energia e Economia pela COPPE/UFRJ, Pós-Graduação em Otimização de Sistemas pela UNICAMP/SP, Pós-Graduação em Engenharia Econômica pela Gama Filho/RJ. Graduada em Engenharia Elétrica. 9

10 Laís Sue Yamada de Sá é Engenheira de Energia pela UFABC, atualmente é Analista de Mercado Jr. da área de Monitoramento, Gestão de Penalidades & Informações na CCEE. 10

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