CAUSAS DE MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DE INTERNAÇÃO EVITÁVEL EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CAUSAS DE MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DE INTERNAÇÃO EVITÁVEL EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS"

Transcrição

1 CAUSAS DE MORBIDADE HOSPITALAR POR DOENÇAS DE INTERNAÇÃO EVITÁVEL EM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS Scaleti Vanessa Brisch 1 Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira Toso RESUMO: Estudo sobre as causas de internações por Condições Sensíveis a Atenção Primária em Saúde (ICSAP), em crianças de 1 a 4 anos, o qual diz respeito ao atendimento efetivo da atenção primária em saúde, executando atividades de prevenção, promoção, cura e reabilitação evitando assim internações hospitalares. Objetivo: Avaliar o cuidado à saúde da criança no município de Cascavel, por meio da identificação da morbidade hospitalar em crianças de um a quatro anos no banco de dados do DATASUS, para este município. Metodologia: Análise de hospitalizações das crianças de 1 a 4 anos no período de janeiro a dezembro de Os dados foram coletados do sistema de Informação de Hospitalizações SIH/SUS e gerados pelo aplicativo Tabwin. Resultados: Acredita-se que esta produção auxilie na construção de conhecimentos e de políticas de saúde que melhorem os indicadores na atenção em saúde da criança. PALAVRAS- CHAVE: Hospitalização; Atenção primária; Criança; Causas Evitáveis. INTRODUÇÃO A unidade de saúde deve ser a porta de entrada da criança para o sistema de saúde, e possui como atributos: garantir a acessibilidade, responsabilizando-se pelos problemas de saúde das crianças do seu território e pelo monitoramento dos mesmos. As ações da equipe devem atingir a totalidade da sua área de abrangência, procurando conhecer toda a sua população infantil, com todas as suas necessidades, e identificando os problemas e fatores de risco mais frequentes naquela área. A mesma ainda deve atender as crianças em todos os seus ciclos de vida: recémnascido, primeiro ano de vida, pré-escolar e escolar, atendendo de forma integral a criança através da consulta médica, medicações, consulta de enfermagem e puericultura, identificando e acompanhando as crianças aos outros serviços encaminhados (VIANA, 2004). As hospitalizações por Condições Sensíveis à Atenção Primária (CSAP), pneumonias bacterianas, complicações da diabete e da hipertensão, entre outras, são um indicador indireto da efetividade do primeiro nível de atenção à saúde. Na falta de atenção oportuna e efetiva, podem exigir a hospitalização, como pneumonias bacterianas, complicações da diabete e da 1 Universidade Estadual do Oeste do Paraná- Cascavel. 1

2 hipertensão, asma, entre outros. Tais hospitalizações servem de instrumento para a avaliação e monitoramento da efetividade desse nível do sistema de saúde (NEDEL et al., 2010). São diversas as ações da atenção primária à saúde que podem ajudar a reduzir os índices dessas internações na área da saúde infantil: a prevenção de algumas doenças que pode ser alcançada através das vacinas; o tratamento oportuno de agravos agudos, a exemplo das gastroenterites, que pode evitar as complicações da doença e o adequado controle de doenças crônicas, como a asma, que também podem reduziras hospitalizações (CALDEIRA, et al., 2011). OBJETIVO Avaliar o cuidado à saúde da criança no município de Cascavel, por meio da identificação da morbidade hospitalar em crianças de um a quatro anos no banco de dados do DATASUS, para este município. METODOLOGIA Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos do sistema de Informação de Hospitalizações SIH/SUS, dados secundários do sistema operacional de mesmo nome junto ao Ministério da Saúde. As informações obtidas foram para a população definida de crianças de 1 a 4 anos, hospitalizadas em instituições públicas, no período de um ano, anterior a coleta de dados, compreendidos os meses de janeiro a dezembro de 2012, para busca dos documentos online. A partir da seleção no Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS dos códigos referidos na lista brasileira de condições sensíveis a atenção primária, foi gerado um arquivo de definição (DEF) para tabulação das causas sensíveis, utilizando o aplicativo Tabwin - Versão desenvolvido pelo DATASUS/MS. A análise foi realizada por meio de estatística descritiva e os resultados comparados com a literatura disponível. 2

3 RESULTADOS Principais causas de internação por Região respiratório Doenças infecciosas e parasitarias digestivo geniturinário Lesões, envenenamento, causas externas Tabela 2: Principais Morbidades Hospitalares do SUS de crianças de 1 a 4 anos por regiões do Brasil no período de 2012 Norte Nordeste Sudeste Sul C. Oeste N %T N %T N %T N %T N %T (41,8%) (38,6%) (41%) (48%) (42%) (33,7%) (32%) (15%) (14,8%) (21%) 3714 (4,5%) (6,7%) (8%) 5485 (6,7%) 2692 (5,7%) 2901 (3,5%) 8448 (4,2%) (6%) 3969 (4,8%) 2085 (4,4%) 3527 (4,3%) 7960 (4%) (6%) 5238 (6,4%) 2783 (5,9%) TOTAL FONTE: Banco de Dados Tabwin do DATASUS, As doenças do aparelho respiratório foram responsáveis pela principal causa de internações em crianças de 1 a 4 anos em todas as regiões do país no período de janeiro a dezembro de 2012, sendo a região sul a que apresentou os maiores índices dessa morbidade (48%). A segunda causa de ICSAP de acordo com as regiões do Brasil foi às doenças infecciosas e parasitarias, a região norte foi a que demonstrou os maiores índices correspondendo a (33,7%). A terceira causa apresentou-se como as doenças do aparelho digestivo, sendo a região sudeste a responsável pelos maiores percentuais (8%). Causas de Internação Tabela 6: Causas de ICSAP no município de Cascavel, Estado do Paraná, de crianças de 1 a 4 anos, referente ao período de 2012 Internações N T% Algumas doenças infecciosas e parasitárias ,9% Neoplasias (tumores) 96 9% Doenças sangue e transtornos imunitários 10 0,9% Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas 8 0,7% Transtornos mentais e comportamentais 1 0,09% Doenças do sistema nervoso 30 2,8% Doenças do olho e anexos 1 0,09% 3

4 Doenças do ouvido e da apófise mastóide 1 0,09% circulatório 5 0,4% digestivo 36 3,4% Doenças da pele e do tecido subcutâneo 13 1,2% Doenças sistema osteomuscular e tecido conjuntivo 4 0,3% respiratório % Algumas afecções originadas no período perinatal 5 0,4% geniturinário 58 5,5% Malformações congênitas deformidades e anomalias cromossômicas 10 0,9% Sintomas sinais e achados anormais exame clínico e laboratorial 66 6,2% Contatos com serviços de saúde 5 0,4% Lesões envenenamento e algumas outras consequências causas externas % TOTAL de internações do município % FONTE: Banco de Dados Tabwin do DATASUS, Quanto ao município de Cascavel observamos que as principais morbidades foram: doenças do aparelho respiratório (42%), doenças infecciosas e parasitárias (14,9%), Lesões por envenenamento e algumas outras consequências de causas externas (10%), Neoplasias (9%). DISCUSSÃO Oliveira et al., (2010), realizou a comparação da média de internações hospitalares (SUS), entre as regiões do Brasil, de acordo com o agrupamento de doenças que mais acometem crianças na faixa etária de um a quatro anos, para o período de dez anos (1998 a 2007), a saber: doenças do aparelho respiratório (40,3%), como primeira causa de hospitalizações, doenças infecciosas e parasitárias (21,6%) como segunda causa de internações hospitalares, doenças do aparelho digestivo (5,5%) figurando como terceira causa, causas externas (2,5%) como quarto lugar nos acometimento que levam a hospitalização de crianças, e as doenças do aparelho geniturinário (2,2%) sendo o quinto e último agrupamento de doenças. Para Corroborar com a presente pesquisa vale citar o estudo de Torres et al., (2011), em seu estudo realizado no distrito administrativo de Pedreira, localizado na região Sul do município de São Paulo, correspondendo ao ano de 2008, buscou-se identificar as principais Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária. Constatou-se que houve

5 internações; dessas (15,9%) foram por ICSAP. As principais causas das internações por condições sensíveis foram: pneumonias bacterianas (17,4%); infecções no rim e trato urinário (13,6%) e hipertensão arterial (11,1%). Segundo Torres et al., (2011), cabe a APS resolver 85% das necessidades em saúde da população. Quando os serviços da APS apresentam má qualidade, não são efetivos e acessíveis ou falham no desempenho de atividades próprias; uma demanda excessiva de pacientes é encaminhada para os níveis de média e alta complexidade, tanto ambulatoriais como hospitalares, constituindo-se em Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária. CONCLUSÃO Compreende-se desta forma que o indicador ICSAP, demonstra a relação entre efetividade da APS e Hospitalizações por condições sensíveis. Evidenciando que altas taxas de internações poderiam ser evitadas se o serviço de atenção primaria fosse efetivo e cumprisse com o seu devido papel. Fato que se comprovou na realidade brasileira e regional. REFERÊNCIAS NEDEL, F.B; FACCHINI, L.A; MARTÍN, M; NAVARRO, A. Características da atenção básica associadas ao risco de internar por condições sensíveis à atenção primária: revisão sistemática da literatura. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, V.19, n.1, P , jan/mar., TORRES, R.L; REHEM,T.C.M; EGRY, E.Y; CIOSAK,S.I. O panorama das internações por condições sensíveis à Atenção Primária em um distrito de São Paulo. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v.45, n.11, p , Nov., OLIVEIRA, B. R. G.; VIERA, C. S.; COLLET, N. et al. Causas de hospitalização no SUS de crianças de zero a quatro anos no Brasil. Rev. Brasileira Epidemiol, v. 13, n. 2, p , CALDEIRA, A.P; FERNANDES,V.B.L; FONSECA,W.P; FARIA,A.A. Internações pediátricas por condições sensíveis à atenção primária em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Rev. Bras. Saúde Matern. Infantil, Recife, v.11,n.1, p.63, jan./março., VIANA, M. R. A. et al. Atenção à Saúde da Criança. Minas Gerais Secretaria de Estado da Saúde. Belo Horizonte: SAS/DNAS,

2000 2003 Porto Alegre

2000 2003 Porto Alegre 2000 2003 Porto Alegre 1 Tabela 1- Série histórica do número de óbitos e Coeficientes de Mortalidade Geral (CMG) no Brasil, Rio Grande do Sul e Porto Alegre, 1980-2003 Brasil RS Porto Alegre Ano óbitos

Leia mais

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Breves

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Breves SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Breves DEMOGRAFIA População Total 92.860 População por Gênero Masculino 47.788 Participação % 51,46 Feminino 45.072 Participação

Leia mais

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Brasil Novo

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Brasil Novo SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Brasil Novo DEMOGRAFIA População Total 15.690 População por Gênero Masculino 8.314 Participação % 52,99 Feminino 7.376

Leia mais

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Palestina do Pará

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Palestina do Pará SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Palestina do Pará DEMOGRAFIA População Total 7.475 População por Gênero Masculino 3.879 Participação % 51,89 Feminino

Leia mais

EDUCAÇÃO. SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Salvaterra

EDUCAÇÃO. SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Salvaterra SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Salvaterra DEMOGRAFIA População Total 20.183 População por Gênero Masculino 10.292 Participação % 50,99 Feminino 9.891

Leia mais

Rendimento Médio Populacional (R$) Total 311,58 Urbana 347,47 Rural 168,26

Rendimento Médio Populacional (R$) Total 311,58 Urbana 347,47 Rural 168,26 SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Marabá DEMOGRAFIA População Total 233.669 População por Gênero Masculino 118.196 Participação % 50,58 Feminino 115.473

Leia mais

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Itaituba

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Itaituba SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Itaituba DEMOGRAFIA População Total 97.493 População por Gênero Masculino 49.681 Participação % 50,96 Feminino 47.812

Leia mais

PORTO ALEGRE. Mortalidade por Gerencia Distrital, 2010

PORTO ALEGRE. Mortalidade por Gerencia Distrital, 2010 Prefeitura Municipal de Porto Alegre Secretaria Municipal de Saúde/SMS Coordenadoria Geral de Vigilância da Saúde/CGVS Equipe de Vigilância de Eventos Vitais, Doenças e Agravos Não Transmissíveis PORTO

Leia mais

Introdução. Métodos Resultados

Introdução. Métodos Resultados GASTO MÉDIO PER CAPITA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE COM MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS Cristina Mariano Ruas Brandão Iola Gurgel Andrade, Mariângela Leal Cherchiglia, Grazielle Dias da Silva, Augusto Afonso Guerra

Leia mais

DIABETES MELLITUS NO BRASIL

DIABETES MELLITUS NO BRASIL DIABETES MELLITUS NO BRASIL 17º Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes PATRÍCIA SAMPAIO CHUEIRI Coordenadora d Geral de Áreas Técnicas DAB/MS Julho, 2012 DIABETES MELITTUS Diabetes é considerado

Leia mais

BH- VIVA CRIANÇA AGENDA DE COMPROMISSO COM A SAÚDE INTEGRAL DA CRIANÇA E ADOLESCENTE. Coordenação de Atenção à Criança SMSA-BH 2003

BH- VIVA CRIANÇA AGENDA DE COMPROMISSO COM A SAÚDE INTEGRAL DA CRIANÇA E ADOLESCENTE. Coordenação de Atenção à Criança SMSA-BH 2003 BH- VIVA CRIANÇA AGENDA DE COMPROMISSO COM A SAÚDE INTEGRAL DA CRIANÇA E ADOLESCENTE Coordenação de Atenção à Criança SMSA-BH 2003 Percentual de NV filhos de mães adolescentes. Belo Horizonte, 1996-2002.

Leia mais

Anuário Estatístico do Município de Belém 2010 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO-ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO

Anuário Estatístico do Município de Belém 2010 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO-ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO Anuário Estatístico do Município de Belém 2010 57 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO-ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO 58 Anuário Estatístico do Município de Belém 2010 Anuário Estatístico do

Leia mais

VII REUNIÃO. Data: 28/08/2015 COGESP/SEPOG/PMF

VII REUNIÃO. Data: 28/08/2015 COGESP/SEPOG/PMF VII REUNIÃO Data: 28/08/2015 COGESP/SEPOG/PMF Organograma SEPOG COGESP/SEPOG/PMF Organograma COGESP Ângela Márcia e Noeme Milfont Samarkandra Bandeira Lena Neiva Tania Beserra Izabel Sizina Fabricio Torres

Leia mais

Evolução da Mortalidade no Rio Grande do Sul *

Evolução da Mortalidade no Rio Grande do Sul * Evolução da Mortalidade no Rio Grande do Sul * Marilene Dias Bandeira UFRGS - Fundação de Economia e Estatística Palavras-chave: mortalidade; causas de morte; tendências da mortalidade. O objetivo deste

Leia mais

ID:1772 MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR DIABETES MELLITUS EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL

ID:1772 MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR DIABETES MELLITUS EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL Memorias Convención Internacional de Salud. Cuba Salud 15 ISBN 78-5-1-63-4 ID:177 MORBIMORTALIDADE HOSPITALAR POR DIABETES MELLITUS EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DA BAHIA, BRASIL Andrade Rios, Marcela; Rodrigues

Leia mais

Rede de Teleassistência de Minas Gerais. Antonio Ribeiro Hospital das Clínicas da UFMG

Rede de Teleassistência de Minas Gerais. Antonio Ribeiro Hospital das Clínicas da UFMG Rede de Teleassistência de Minas Gerais Antonio Ribeiro Hospital das Clínicas da UFMG Outubro de 2014 até Setembro/2014 Número de akvidades 50.000 45.000 ECGs (821 pontos) e Teleconsultorias online e

Leia mais

Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Fone: (45) 3220-3247. E-mail: brosana@unioeste.br 2

Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Fone: (45) 3220-3247. E-mail: brosana@unioeste.br 2 DIAGNÓSTICO SOBRE A MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL EM CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS NO PERÍODO DE 2002 A 2005 PARA SUBSIDIAR AÇÕES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira 1 Cláudia

Leia mais

No Brasil, principalmente até a década de 1970 investiu-se em hospitais onde, os olhos do poder público, enfatizavam somente o curativo.

No Brasil, principalmente até a década de 1970 investiu-se em hospitais onde, os olhos do poder público, enfatizavam somente o curativo. 7 DIMENSÃO SAÚDE DESENVOLVIMENTO SOCIAL 7.1 Câmara Técnica de Saúde do Codep Desde os primórdios da história da civilização, a saúde era tratada somente como cura de doença. Com o passar dos tempos foi-se

Leia mais

Bases de Dados em Saúde

Bases de Dados em Saúde Pesquisas e Fontes de Dados Administrativos para o Ciclo de políticas públicas ANIPES Dezembro - 2010 Bases de Dados em Saúde Denise Porto SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE MINISTÉRIO DA SAÚDE Transição

Leia mais

Mortalidade em idosos: desenvolvimento e aplicação de uma metodologia para a recuperação da informação sobre a causa básica* 1

Mortalidade em idosos: desenvolvimento e aplicação de uma metodologia para a recuperação da informação sobre a causa básica* 1 Mortalidade em idosos: desenvolvimento e aplicação de uma metodologia para a recuperação da informação sobre a causa básica* 1 Angela Maria Cascão (1 ) e Pauline Lorena Kale (2) RESUMO Introdução: Os idosos

Leia mais

Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico ISSN 1806-0463 Secretaria da Saúde v. 14 Suplemento 1 12 Boletim Epidemiológico Análise da Mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Rio Grande Luciana Sehn 1 1 Estatística do Centro Estadual

Leia mais

VULNERABILIDADE PARA A MORTE POR HOMICÍDIOS E PRESENÇA DE DROGAS NA OCASIÃO DA OCORRÊNCIA DO ÓBITO 2001 A 2006

VULNERABILIDADE PARA A MORTE POR HOMICÍDIOS E PRESENÇA DE DROGAS NA OCASIÃO DA OCORRÊNCIA DO ÓBITO 2001 A 2006 VULNERABILIDADE PARA A MORTE POR HOMICÍDIOS E PRESENÇA DE DROGAS NA OCASIÃO DA OCORRÊNCIA DO ÓBITO 2001 A 2006 BETIM/MG Márcia Dayrell Secretaria Municipal de Saúde de Betim (MG) Serviço de Vigilância

Leia mais

Anuário Estatístico do Município de Belém -2012 DEMOGRAFIA 1 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO

Anuário Estatístico do Município de Belém -2012 DEMOGRAFIA 1 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO Anuário Estatístico do Município de Belém -2012 DEMOGRAFIA 1 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO 2 DEMOGRAFIA Anuário Estatístico do Município de Belém- 2012

Leia mais

Anuário Estatístico do Município de Belém 2011 DEMOGRAFIA 1 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO

Anuário Estatístico do Município de Belém 2011 DEMOGRAFIA 1 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO Anuário Estatístico do Município de Belém 2011 DEMOGRAFIA 1 C A P Í T U L O 02 CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS E SÓCIO ECONÔMICAS DA POPULAÇÃO 2 DEMOGRAFIA Anuário Estatístico do Município de Belém 2011 Anuário

Leia mais

Mortalidade e morbidade por câncer de mama feminino na região Sudeste do Brasil (segundo UF s): uma análise para 1998 e 2003 *

Mortalidade e morbidade por câncer de mama feminino na região Sudeste do Brasil (segundo UF s): uma análise para 1998 e 2003 * Mortalidade e morbidade por câncer de mama feminino na região Sudeste do Brasil (segundo UF s): uma análise para 1998 e 2003 * Maria Elizete Gonçalves Alexandar de Brito Barbosa Palavras-chave: mortalidade;

Leia mais

Rendimento Médio Populacional (R$) Total 288,39 Urbana 309,57 Rural 167,10

Rendimento Médio Populacional (R$) Total 288,39 Urbana 309,57 Rural 167,10 SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Jacundá DEMOGRAFIA População Total 51.360 População por Gênero Masculino 25.769 Participação % 50,17 Feminino 25.591

Leia mais

EDUCAÇÃO Total de Escolas no Município Ensino Fundamental Ensino Médio Número de Matrículas Educação Infantil Creche 237

EDUCAÇÃO Total de Escolas no Município Ensino Fundamental Ensino Médio Número de Matrículas Educação Infantil Creche 237 SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Água Azul do Norte DEMOGRAFIA População Total 25.057 População por Gênero Masculino 13.618 Participação % 54,35 Feminino

Leia mais

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Ananindeua DEMOGRAFIA População Total 471.

SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Ananindeua DEMOGRAFIA População Total 471. SIIS - Sistema de Informações de Indicadores Sociais do Estado do Pará Abrangência: Ananindeua DEMOGRAFIA População Total 471.980 População por Gênero Masculino 226.635 Participação % 48,02 Feminino 245.345

Leia mais

Óbitos de menores de um ano 2000 2003 Porto Alegre

Óbitos de menores de um ano 2000 2003 Porto Alegre Óbitos de menores de um ano 2000 2003 Porto Alegre Tabela 1 - Distribuição dos óbitos infantis, segundo a classificação de evitabilidade, Porto Alegre, 1996/1999 ANOS ÓBITOS EVITÁVEIS 1996 1997 1998 1999

Leia mais

Indicadores hospitalares

Indicadores hospitalares Indicadores hospitalares Núcleo de Informação em Saúde de- NIS Hospital das Clínicas - FMUSP Departamento de Medicina Preventiva Faculdade de Medicina USP Hospital das Clinicas - FMUSP Complexo hospitalar

Leia mais

Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias

Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias Poluição do Ar e a Saúde Respiratória no Município de Duque de Caxias Felipe Sodré felipe.b4rros@gmail.com ( PUC-Rio) Felipe Fraifeld felipefrai@gmail.com (PUC-Rio) Leonardo Novaes - Objetivo geral: O

Leia mais

Mortalidade por transtornos mentais e comportamentais e a reforma psiquiátrica no Brasil contemporâneo

Mortalidade por transtornos mentais e comportamentais e a reforma psiquiátrica no Brasil contemporâneo R E V I S T A LATINOAMERICANA DE PSICOPATOLOGIA F U N D A M E N T A L Mortalidade por transtornos mentais e comportamentais e a reforma psiquiátrica no Brasil contemporâneo Fernando Portela Câmara 278

Leia mais

2º CONGRESSO PERNAMBUCANO DE MUNICÍPIOS O PACTO DE GESTÃO DO SUS E OS MUNICÍPIOS

2º CONGRESSO PERNAMBUCANO DE MUNICÍPIOS O PACTO DE GESTÃO DO SUS E OS MUNICÍPIOS 2º CONGRESSO PERNAMBUCANO DE MUNICÍPIOS O PACTO DE GESTÃO DO SUS E OS MUNICÍPIOS José Iran Costa Júnior Secretário Estadual de Saúde 24/03/2015 Faixa Etária (anos) CARACTERIZAÇÃO SÓCIODEMOGRÁFICA DE PERNAMBUCO

Leia mais

SIM - Sistema de Informação sobre Mortalidade. PORTO ALEGRE - Relatório 2007

SIM - Sistema de Informação sobre Mortalidade. PORTO ALEGRE - Relatório 2007 Prefeitura Municipal de Porto Alegre Secretaria Municipal de Saúde/SMS Coordenadoria Geral de Vigilância da Saúde/CGVS Equipe de Vigilância de Eventos Vitais, Doenças e Agravos Não Transmissíveis SIM -

Leia mais

MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL

MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL Roberto Passos Nogueira 1 Introdução Os estudos sobre mortalidade comumente têm por base a Classificação Internacional das Doenças (CID), que é elaborada

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS SENADO FEDERAL BRASÍLIA, 16 DE MAIO DE 2013 Criação de um novo departamento dentro da SAS: DAET- Departamento de Atenção

Leia mais

SIM Sistema de Informação sobre Mortalidade

SIM Sistema de Informação sobre Mortalidade SIM Sistema de Informação sobre Mortalidade Porto Alegre RELATÓRIO 2006 1 Prefeitura Municipal de Porto Alegre Prefeito José Fogaça Secretaria Municipal da Saúde Secretário Eliseu Santos Coordenadoria

Leia mais

Causas de morte 2013

Causas de morte 2013 Causas de morte 2013 26 de maio de 2015 Causas de morte 2013 Os tumores malignos e as doenças do aparelho circulatório estiveram na origem de mais de metade dos óbitos ocorridos no país em 2013, representando

Leia mais

Autor(es) MARIANA APARECIDA RODRIGUES. Co-Autor(es) MARCIA ALVES DE MATOS MARIANA RODRIGUES UBICES. Orientador(es) ANGELA MARCIA FOSSA. 1.

Autor(es) MARIANA APARECIDA RODRIGUES. Co-Autor(es) MARCIA ALVES DE MATOS MARIANA RODRIGUES UBICES. Orientador(es) ANGELA MARCIA FOSSA. 1. 7º Simpósio de Ensino de Graduação AVALIAÇÃO DO RISCO PARA MORTALIDADE PÓS-NEONATAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE PIRACICABA, INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO Autor(es) MARIANA APARECIDA RODRIGUES Co-Autor(es)

Leia mais

c Taxas por milhão, ajustadas pela população padrão mundial, 1966 146 Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil

c Taxas por milhão, ajustadas pela população padrão mundial, 1966 146 Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil As taxas médias de incidência de câncer por 1.000.000 de crianças e adolescentes (0 a 18 anos), segundo sexo, faixa etária e período disponível das informações para os 20 RCBP brasileiros, são apresentadas

Leia mais

Momento II. ASF Região Sul. Assistência integral à saúde do recém-nascido e da criança. Prof. Dra. Ana Cecília Lins Sucupira

Momento II. ASF Região Sul. Assistência integral à saúde do recém-nascido e da criança. Prof. Dra. Ana Cecília Lins Sucupira Momento II ASF Região Sul Assistência integral à saúde do recém-nascido e da criança Prof. Dra. Ana Cecília Lins Sucupira CICLO DE VIDA DA CRIANÇA O ciclo de vida da criança compreende um ser que vivencia

Leia mais

ACES Vale Sousa Sul. Perfil Local de Saúde 2009. Aspectos a destacar

ACES Vale Sousa Sul. Perfil Local de Saúde 2009. Aspectos a destacar Perfil Local de Saúde 2009 Índice Aspectos a destacar Ligações Este Perfil Local de Saúde proporciona-lhe um olhar rápido mas integrador, sobre a saúde da população da área geográfica de influência do

Leia mais

Vigilância Epidemiológica de Pneumonias no Brasil

Vigilância Epidemiológica de Pneumonias no Brasil Vigilância Epidemiológica de Pneumonias no Brasil COVER/CGDT/ DEVEP/SVS/MS São Paulo,, setembro de 2007 Classificações das Pneumonias Local de aquisição Tempo de evolução Tipo do comprometimento Comunitária

Leia mais

CONDIÇÕES SENSÍVEIS A ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA BRASILEIRA

CONDIÇÕES SENSÍVEIS A ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA BRASILEIRA CONDIÇÕES SENSÍVEIS A ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA BRASILEIRA Rolf Henrique Moreira Albrecht 1 ; Augusto Braun Dias 2 ; Willian Augusto de Melo 3 RESUMO: Esse estudo teve como objetivo

Leia mais

Tratamento do câncer no SUS

Tratamento do câncer no SUS 94 Tratamento do câncer no SUS A abordagem integrada das modalidades terapêuticas aumenta a possibilidade de cura e a de preservação dos órgãos. O passo fundamental para o tratamento adequado do câncer

Leia mais

4º SEMINÁRIO AUTOGESTÃO COMO MODELO IDEAL PARA A SAÚDE CORPORATIVA A SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE NAS -

4º SEMINÁRIO AUTOGESTÃO COMO MODELO IDEAL PARA A SAÚDE CORPORATIVA A SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE NAS - 4º SEMINÁRIO AUTOGESTÃO COMO MODELO IDEAL PARA A SAÚDE CORPORATIVA A SUSTENTABILIDADE DA SAÚDE NAS - EMPRESAS - OS DESAFIOS PARA O SEGMENTO DE AUTOGESTÃO Vilma Dias GERENTE DA UNIDADE CASSI SP AGENDA 1.

Leia mais

A notificação da violência doméstica e sexual na Bahia

A notificação da violência doméstica e sexual na Bahia Secretaria da Saúde do Estado da Bahia- SESAB Diretoria de Vigilância Epidemiológica- DIVEP Coordenação de Doenças e Agravos Não Transmissíveis- DANT A notificação da violência doméstica e sexual na Bahia

Leia mais

c Taxas por milhão, ajustadas pela população padrão mundial, 1966 146 Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil

c Taxas por milhão, ajustadas pela população padrão mundial, 1966 146 Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil As taxas médias de incidência de câncer por 1.000.000 de crianças e adolescentes (0 a 18 anos), segundo sexo, faixa etária e período disponível das informações para os 20 RCBP brasileiros, são apresentadas

Leia mais

Seminário de Políticas para o trânsito Seguro de Motos Saúde, Processo de Habilitação e Questões Socioeducativas

Seminário de Políticas para o trânsito Seguro de Motos Saúde, Processo de Habilitação e Questões Socioeducativas Seminário de Políticas para o trânsito Seguro de Motos Saúde, Processo de Habilitação e Questões Socioeducativas Marta Maria Alves da Silva CGDANT/DASIS/SVS/MS Brasília/DF, 13 de setembro de 2012 2009:

Leia mais

A SAÚDE DOS PORTUGUESES

A SAÚDE DOS PORTUGUESES A SAÚDE DOS PORTUGUESES A Saúde dos Portugueses A propósito do DIA DO DOENTE, a Direção-Geral da Saúde publica dados sumários sobre a SAÚDE DOS PORTUGUESES. Em termos de evolução 2008-2014 1, o quadro

Leia mais

PLANOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE PLANO COLETIVO POR ADESÃO

PLANOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE PLANO COLETIVO POR ADESÃO PLANOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE PLANO COLETIVO POR ADESÃO UM ESTUDO DE CASO Sandra Maria Lima de Oliveira Psicóloga, diretora da Géia Consultoria e Corretora de Seguros. LEGISLAÇÃO A Constituição

Leia mais

Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012.

Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012. Internações por Hipertensão Essencial em homens idosos no Brasil: estudo comparativo entre as regiões nordeste e sudeste no período de 2008 a 2012. Layz Dantas de Alencar 1 - layzalencar@gmail.com Rosimery

Leia mais

Artigos originaisoriginal articles

Artigos originaisoriginal articles Morbidade em escolares (996) Centro de saúde escola Prof. Samuel B. Pessoa Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Morbidity in Schoolchildren (996) Health Center

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DF SECRETÁRIO DR. RAFAEL DE AGUIAR BARBOSA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE Visão Ter um sistema que a população conheça, preze e confie, sendo

Leia mais

4 Indicadores Sociais

4 Indicadores Sociais 4 Indicadores Sociais 4.1 Indicadores de Saúde 4.1.1 Taxa mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) e mortalidade por ano (por mil habitantes) - 1997 a 2013 Ano Mortalidade infantil Mortalidade por

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

Políticas de saúde: o Programa de Saúde da Família na Baixada Fluminense *

Políticas de saúde: o Programa de Saúde da Família na Baixada Fluminense * Políticas de saúde: o Programa de Saúde da Família na Baixada Fluminense * ALINE DE MOURA SOUZA 1 SUZANA MARTA CAVENAGHI 2 Introdução Este trabalho tem por objetivo apresentar informações referentes à

Leia mais

Journal of Public Health

Journal of Public Health Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública VOLUME 34 NÚMERO 1 FEVEREIRO 2000 p. 21-28 Revista de Saúde Pública Journal of Public Health Equivalência entre revisões da Classificação Internacional

Leia mais

Redução da mortalidade na infância no Brasil. Setembro de 2013

Redução da mortalidade na infância no Brasil. Setembro de 2013 Redução da mortalidade na infância no Brasil Setembro de 2013 Taxa de mortalidade na infância 62 Redução de 77% em 22 anos (em menores de 5 anos) 1990 33 14 2000 *Parâmetro comparado internacionalmente

Leia mais

FACULDADE IBGEN INSTITUTO BRASILEIRO DE GESTÃO DE NEGÓCIOS MBA EM GESTÃO PÚBLICA

FACULDADE IBGEN INSTITUTO BRASILEIRO DE GESTÃO DE NEGÓCIOS MBA EM GESTÃO PÚBLICA FACULDADE IBGEN INSTITUTO BRASILEIRO DE GESTÃO DE NEGÓCIOS MBA EM GESTÃO PÚBLICA Absenteísmo em um Hospital Público de Emergência de Porto Alegre Doenças determinantes e sugestões de Gestão ALMIR VERGARA

Leia mais

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso

ANEXO. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso ANEXO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Para candidatos que desejam entrar na 4ª etapa do curso Células e Tecidos do Sistema Imune Anatomia do sistema linfático Inflamação aguda e crônica Mecanismos de agressão por

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES CNHD Supervisão

Leia mais

Envelhecimento populacional e gasto com saúde pública: uma análise para o estado de São Paulo

Envelhecimento populacional e gasto com saúde pública: uma análise para o estado de São Paulo 0 Envelhecimento populacional e gasto com saúde pública: uma análise para o estado de São Paulo Autora: Giuliana Baraldo 1 Orientador: Fernando Henrique Taques 2 Resumo: Justificativa: O aumento da expectativa

Leia mais

Equipe de Vigilância de Eventos Vitais, Doenças e Agravos Não Transmissíveis Perfil epidemiológico de mortalidade por

Equipe de Vigilância de Eventos Vitais, Doenças e Agravos Não Transmissíveis Perfil epidemiológico de mortalidade por Perfil epidemiológico de mortalidade por NEOPLASIAS Porto Alegre 1996-2006 1 Prefeitura Municipal de Porto Alegre Prefeito José Fogaça Secretaria Municipal da Saúde Secretário Eliseu Santos Coordenadoria

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS MORBIDADE AUTO REFERIDA

Leia mais

1ª Oficina Nacional do QUALIDIA

1ª Oficina Nacional do QUALIDIA 1ª Oficina Nacional do QUALIDIA LINHAS DE CUIDADO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES EXPERIÊNCIA DE DIADEMA SP Dra Lidia Tobias Silveira Assistente Gbi Gabinete SMS Diadema Linhas de cuidado de HA e DM

Leia mais

CONDIÇÕES CRÔNICAS DE SAÚDE EM IDOSOS SERVIDORES DE UMA UNIVERSIDADE DE NATAL/RN

CONDIÇÕES CRÔNICAS DE SAÚDE EM IDOSOS SERVIDORES DE UMA UNIVERSIDADE DE NATAL/RN CONDIÇÕES CRÔNICAS DE SAÚDE EM IDOSOS SERVIDORES DE UMA UNIVERSIDADE DE NATAL/RN Maria Cléia de Oliveira Viana; Universidade Federal do Rio Grande do Norte; mcleiaviana@ufrnet.br/ Luciana Eduardo Fernandes

Leia mais

Resumo. Olga M. P. Silva. Maria Lúcia Lebrão

Resumo. Olga M. P. Silva. Maria Lúcia Lebrão Comparando a Classificação Internacional de Doenças em Odontologia e Estomatologia (CID- OE) com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) Comparing

Leia mais

DIABETES MELLITUS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EVIDENCIADAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE-PB

DIABETES MELLITUS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EVIDENCIADAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE-PB DIABETES MELLITUS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EVIDENCIADAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE-PB Esmeraldina Ana Sousa e Silva-Faculdade de Enfermagem Nova Esperança

Leia mais

PERFIL LOCAL DE SAÚDE DO ACES VILA FRANCA DE XIRA

PERFIL LOCAL DE SAÚDE DO ACES VILA FRANCA DE XIRA PERFIL LOCAL DE SAÚDE DO VILA FRANCA DE XIRA 2010 2010 2 Ficha Técnica 3 Índice 1. INDICADORES DEMOGRÁFICOS Indicadores Gerais da População Estimativas da População Residente Índices Demográficos Evolução

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIA DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ

ORGANIZAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIA DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ ORGANIZAÇÃO DA REDE DE SERVIÇOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIA DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ APRESENTAÇÃO: LÚCIA STELA P. LOPES DE SOUZA CO-AUTORAS: ELISANGELA FARIAS ELIZABETE SILVANA WEIDILENE MORAES GRADUANDAS DO CURSO

Leia mais

Impacto do envelhecimento da população brasileira frente à saúde pública

Impacto do envelhecimento da população brasileira frente à saúde pública Impacto do envelhecimento da população brasileira frente à saúde pública Ricardo de Lima Santos Aluno do Curso de Graduação em Enfermagem. Hogla Cardozo Murai Docente do Curso de Graduação em Enfermagem.

Leia mais

CANCER INCIDENCE IN THE MINAS GERAIS STATE WITH EMPHASIS IN THE REGION OF POÇOS DE CALDAS PLATEAU

CANCER INCIDENCE IN THE MINAS GERAIS STATE WITH EMPHASIS IN THE REGION OF POÇOS DE CALDAS PLATEAU Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais CANCER INCIDENCE IN THE MINAS GERAIS STATE WITH EMPHASIS IN THE REGION OF POÇOS DE CALDAS PLATEAU Berenice Navarro Antoniazzi Epidemiologista Coordenadora

Leia mais

OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE

OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE pg44-45.qxd 9/9/04 15:40 Page 44 44 OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO BRASIL OBJETIVO REDUZIR A MORTALIDADE NA INFÂNCIA pg44-45.qxd 9/9/04 15:40 Page 45 45 4 " META 5 REDUZIR EM DOIS TERÇOS, ENTRE

Leia mais

Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Influenza: Monitoramento até a Semana Epidemiológica 29 de 2014

Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Influenza: Monitoramento até a Semana Epidemiológica 29 de 2014 Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Influenza: Monitoramento até a Semana Epidemiológica 29 de 2014 A vigilância da influenza no Brasil é composta pela vigilância

Leia mais

Metodologia Atividades Desenvolvidas em Saúde da criança

Metodologia Atividades Desenvolvidas em Saúde da criança A ATUAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA ATENÇÃO BÁSICA PRESTADA À SAÚDE DA CRIANÇA Maisa de Oliveira Sanday Sônia Regina Leite de Almeida Prado 1 Introdução Apesar dos avanços na

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DE DISCIPLINA. Enfermagem em Saúde Coletiva da Criança e do Adolescente (1º Semestre / 2013)

PROGRAMAÇÃO DE DISCIPLINA. Enfermagem em Saúde Coletiva da Criança e do Adolescente (1º Semestre / 2013) PROGRAMAÇÃO DE DISCIPLINA Enfermagem em Saúde Coletiva da Criança e do Adolescente (1º Semestre / 2013) Coordenador: Prof ª Aurea Tamami Minagawa Toriyama Carga horária total: 60 horas 30 horas práticas

Leia mais

PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DE SAÚDE PARA IDOSOS: O AVANÇO DAS POLITICAS PÚBLICAS

PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DE SAÚDE PARA IDOSOS: O AVANÇO DAS POLITICAS PÚBLICAS PLANEJAMENTO E AVALIAÇAO DE SAÚDE PARA IDOSOS: O AVANÇO DAS POLITICAS PÚBLICAS Renata Lívia Silva F. M. de Medeiros (UFPB) Zirleide Carlos Felix (UFPB) Mariana de Medeiros Nóbrega (UFPB) E-mail: renaliviamoreira@hotmail.com

Leia mais

UNIVERSIDADE TIRADENTES CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM PERFIL DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES DOS IDOSOS SERGIPANOS

UNIVERSIDADE TIRADENTES CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM PERFIL DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES DOS IDOSOS SERGIPANOS 1 UNIVERSIDADE TIRADENTES CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE COORDENAÇÃO DE ENFERMAGEM PERFIL DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES DOS IDOSOS SERGIPANOS Aracaju Junho, 2015 2 CATIA DE SOUZA SANTOS IGOR VIEIRA DOS SANTOS

Leia mais

RELATÓRIO DE PESQUISA

RELATÓRIO DE PESQUISA 2011 14 RELATÓRIO DE PESQUISA Relatório da Pesquisa de Satisfação dos Usuários do SUS quanto aos aspectos de acesso e qualidade percebida na atenção à saúde, mediante inquérito amostral. Ministério da

Leia mais

EFETIVIDADE DE AÇÕES DE APOIO DE UMA ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL (ONG) AO TRATAMENTO DE CRIANÇAS EM RISCO SOCIAL

EFETIVIDADE DE AÇÕES DE APOIO DE UMA ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL (ONG) AO TRATAMENTO DE CRIANÇAS EM RISCO SOCIAL Ministério da Saúde Fundação Oswaldo Cruz Instituto Fernandes Figueira EFETIVIDADE DE AÇÕES DE APOIO DE UMA ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL (ONG) AO TRATAMENTO DE CRIANÇAS EM RISCO SOCIAL Ana Maria Aranha

Leia mais

XXVII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS RUE

XXVII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS RUE XXVII Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo REDE DE ATENÇÃO ÀS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS RUE Marcos Calvo Secretário de Saúde de Santos A organização da Rede de Atenção às Urgências

Leia mais

Saúde Brasil 2007. Uma Análise da Situação de Saúde. Perfil de Mortalidade do Brasileiro

Saúde Brasil 2007. Uma Análise da Situação de Saúde. Perfil de Mortalidade do Brasileiro Saúde Brasil 2007 Uma Análise da Situação de Saúde Perfil de Mortalidade do Brasileiro Brasília, 6 de novembro de 2008 Editor-Geral Gerson Oliveira Penna Secretário de Vigilância em Saúde/MS Editor-Executivo

Leia mais

Relatório Metodológico da Tipologia dos Colegiados de Gestão Regional CGR. O presente relatório tem por objetivo apresentar uma tipologia dos CGR

Relatório Metodológico da Tipologia dos Colegiados de Gestão Regional CGR. O presente relatório tem por objetivo apresentar uma tipologia dos CGR Relatório Metodológico da Tipologia dos Colegiados de Gestão Regional CGR Apresentação O presente relatório tem por objetivo apresentar uma tipologia dos CGR Colegiados de Gestão Regional do Brasil segundo

Leia mais

Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Influenza: Monitoramento até a Semana Epidemiológica 37 de 2015

Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Influenza: Monitoramento até a Semana Epidemiológica 37 de 2015 Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde Influenza: Monitoramento até a Semana Epidemiológica 37 de 2015 A vigilância da influenza no Brasil é composta pela vigilância

Leia mais

ANO VII NÚMERO 20 Dezembro 2014 Monitoramento do Câncer no Grupo Hospitalar Conceição

ANO VII NÚMERO 20 Dezembro 2014 Monitoramento do Câncer no Grupo Hospitalar Conceição Boletim Epidemiológico Núcleo Hospitalar de Epidemiologia HNSC ANO VII NÚMERO 2 Dezembro 214 Monitoramento do Câncer no Grupo Hospitalar Conceição Ivana R. Santos Varella, Pediatra, Doutora em Epidemiologia

Leia mais

Causas de hospitalização no SUS de crianças de zero a quatro anos no Brasil

Causas de hospitalização no SUS de crianças de zero a quatro anos no Brasil Causas de hospitalização no SUS de crianças de zero a quatro anos no Brasil Causes of hospitalization in the National Healthcare System of children aged zero to four in Brazil Beatriz Rosana Gonçalves

Leia mais