PORTARIA 82/2000 NORMA TÉCNICA SLU/PBH Nº 001/2000

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1 PORTARIA 82/2000 NORMA TÉCNICA SLU/PBH Nº 001/2000 Aprova Norma Técnica que fixa a padronização de contenedor para o acondicionamento e procedimentos para o armazenamento de resíduo sólido de serviço de saúde - infectante e comum - e de resíduo comum. O Superintendente de Limpeza Urbana de Belo Horizonte, no uso de suas atribuições legais e regulamentares, e considerando: I - as disposições da Lei Municipal nº 2.968, de 03 de agosto de 1978; II - a necessidade de se fixar requisitos mínimos para padronização de contenedores para o acondicionamento e procedimentos para o armazenamento de resíduo sólido de serviços de saúde - infectante e comum - e de resíduo comum orgânico. RESOLVE: Art. 1º - Aprovar a Norma Técnica SLU/PBH nº 001/2000, integrante do ANEXO I, desta Portaria, complementar à Lei Municipal nº 2.968, de 03 de agosto de Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Belo Horizonte, 24 de julho de 2000 Luiz Henrique Dantas Hargreaves Superintendente de Limpeza Urbana ANEXO I NORMA TÉCNICA SLU/PBH - Nº 001/ OBJETIVOS Esta norma técnica fixa a padronização de contenedores para o acondicionamento e procedimentos para o armazenamento de resíduo sólido comum orgânico e resíduo sólido de serviços de saúde - infectante e comum -, no município de Belo Horizonte. 2 - DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Na aplicação desta norma técnica é recomendável consultar: - ABNT - NBR , de janeiro de Coleta de resíduo de serviço de saúde - Procedimento. - Portaria SMSA/SUS-BH nº 017/99, de 03/03/99 - Aprova Norma Técnica Especial nº 001/99 - Fiscalização de Laboratórios Clínicos. - Portaria SMSA/SUS-BH nº 024, de 24/03/99 - Aprova Norma Técnica Especial nº 002/99 - Fiscalização e Vigilância Sanitária dos Estabelecimentos de Assistência à Saúde.

2 - Portaria SMSA/SUS-BH nº 038/99, de 06/07/99 - Aprova Norma Técnica Especial nº 005/99, visando a fiscalização dos laboratórios de Citopatologia, Histopatologia, Anatomia Patológica e congêneres. - Portaria SMSA/SUS-BH nº 054/99 - Dispõe sobre a inspeção fiscal sanitária em transportadoras de medicamentos, correlatos e insumos farmacêuticos. - Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde de Belo Horizonte - Publicação COPAGRESS, Legislação Municipal de Limpeza Urbana - Lei nº 2.968, de 03/08/78 ou a que vier a substituí-la e sua regulamentação. - Decreto nº , de 16/11/99 - Altera normas de procedimentos gerais e de rotina para aprovação de projetos de edificações. 3 - DEFINIÇÕES E TERMINOLOGIAS As definições e terminologias tiveram como referência a NBR , de janeiro de 1993, da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. - ABRIGO DE ARMAZENAMENTO FINAL - é o local apropriado, construído de acordo com as Normas Técnicas da SLU, para armazenar os contenedores até a realização da coleta externa. - ACONDICIONAMENTO - é o ato de embalar adequadamente, como estabelecido em regulamento, na legislação específica e em observância às normas técnicas aplicáveis, os resíduos sólidos para fins de coleta e transporte. - LOCAL DE HIGIENIZAÇÃO - é a área destinada à limpeza dos contenedores. - COLETA EXTERNA - é a remoção e o transporte dos resíduos sólidos, devidamente acondicionados, através de veículo apropriado, para fins de destinação, tratamento e/ou disposição final. - CONTENEDOR OU CONTÊINER - é o equipamento fechado, de características definidas em norma específica, empregado no armazenamento de resíduos sólidos devidamente acondicionados. - DESINFECÇÃO - é a destruição de agentes infectantes na forma vegetativa, situados fora do organismo, mediante a aplicação de produtos químicos. - ESTABELECIMENTO GERADOR - é o local onde são gerados os resíduos sólidos. - GARI - é o trabalhador que executa o serviço de coleta externa. - RECIPIENTE RÍGIDO - é o invólucro resistente e estanque, empregado no acondicionamento de resíduos perfurocortantes. - RESÍDUO COMUM - é o de origem domiciliar, comercial, de prestação de serviços e pública, incluídos aqueles materiais considerados recicláveis, que não apresentam risco adicional à saúde pública. - RESÍDUO INFECTANTE - é o resíduo de serviço de saúde, classificado tipo A pela resolução CONAMA nº 5, de 1993,

3 que, por suas características de maior virulência, infectividade, concentração de patógenos, apresenta risco potencial adicional à saúde pública. - RESÍDUO COMUM ORGÂNICO - é o de origem comercial com característica estritamente orgânica e natureza vegetal, considerado reciclável, que não apresenta risco adicional à saúde pública, destinado à compostagem. - RESÍDUO DE SERVIÇO DE SAÚDE - é o resultante de atividades exercidas por estabelecimento de saúde gerador, de acordo com a classificação da resolução CONAMA nº 5, de 05/08/ CONDIÇÕES GERAIS Especificações do contenedor: a) ser basculável por sistema hidráulico acoplado no veículo coletor; b) ser construído em polietileno de alta densidade, aditivado contra ação destrutiva dos raios solares ultravioleta, ser lavável e impermeável de forma a não permitir vazamento de líquido, e com cantos internos arredondados; c) possuir tampa articulada ao próprio corpo do equipamento, permitindo fechamento adequado sem prejuízo para seu esvaziamento; d) ter capacidade mínima de 120 (cento e vinte) litros e máxima de (mil) litros, adaptáveis ao sistema de basculamento dos veículos apropriados, observando-se os limites de carga máxima estabelecidos pelo fabricante; e) ter 2 (duas) rodas revestidas em borracha, que permita o fácil deslocamento, nos contenedores com capacidade inferior a 500 (quinhentos) litros ou ter 4 (quatro) rodízios revestidos em borracha ou sistema similar, com ângulo de giro 360º (trezentos e sessenta graus), sendo 2 (dois) com freio de estacionamento e ser provido de dispositivo para drenagem com sistema de fechamento nos contenedores com capacidade igual ou superior a 500 (quinhentos) litros; f) deve ser de cor verde para o resíduo sólido infectante ou biológico de serviços de saúde, ostentando em lugar visível o símbolo de resíduo infectante na cor preta, conforme NBR ; g) deve ser de cor alaranjada para resíduo sólido comum de serviço de saúde; h) deve ser de cor azul escuro para resíduo comum orgânico Os tipos e modelos de contenedor devem ser produzidos atendendo as especificações das Normas DIN-EN 840, de 1992 e DIN , de 1987, (Deutsches Institut fur Normung) do Instituto de Normas Alemãs ou ANSI Z-245 (American National Standard), no que se referem a dimensões, construções e testes Outros tipos e modelos de contenedores que forem necessários em função dos sistemas de coleta, de transporte e de tratamento ou disposição final de resíduos de serviços de saúde ficam sujeitos à inspeção e aprovação da SLU.

4 4.4 - São procedimentos de uso do contenedor para resíduo de serviços de saúde e resíduo comum orgânico: a) usar o contenedor para o armazenamento de resíduos infectantes ou biológicos, devidamente acondicionados em saco plástico, impermeável e resistente, de cor branca leitosa ou em recipiente rígido, conforme estabelecido na lei 2.968, de 03/08/78, ou na lei e regulamentação que vierem a substituí-la; b) usar o contenedor para o armazenamento de resíduo comum orgânico, conforme lei 2.968, ou lei e regulamentação que vierem a substituí-la; c) manter a tampa do contenedor permanentemente fechada, sem empilhamento de recipientes sobre esta, não sendo permitido o armazenamento de resíduos no abrigo fora do contenedor; d) o contenedor para resíduo infectante deve permanecer no abrigo externo de armazenamento final aguardando a coleta externa; e) o contenedor de resíduo comum orgânico deve ser apresentado à coleta no local, dia e horário indicados pela SLU; f) o uso do contenedor, salvo no caso previsto no item 5.1, não dispensa a construção e o uso do abrigo de armazenamento, que deve obedecer às normas técnicas da SLU e legislação pertinente; g) o estabelecimento gerador de resíduo comum orgânico deve efetuar, em local apropriado, a higienização dos contenedores; h) o estabelecimento gerador de RSS deve dispor de local para higienização dos contenedores para resíduos comuns e limpeza e desinfecção simultâneas dos contenedores para resíduos infectantes; i) o efluente da lavação do contenedor de RSS deve ser direcionado para a rede coletora e tratamento público de esgoto, atendidos os padrões de lançamento estabelecidos pelo órgão competente. Na inexistência do sistema público, direcionar os líquidos para o tratamento no próprio estabelecimento, obedecida a legislação vigente; j) o abrigo de armazenamento deve dispor de local apropriado para a guarda de material necessário à higienização do próprio abrigo, não se permitindo seu uso para outros fins ou para armazenamento de resíduos de tipologia diferente. 5 - CONDIÇÕES ESPECÍFICAS Os estabelecimentos de serviços de saúde e congêneres, cuja geração diária de resíduos for inferior ou igual a 100 (cem) litros, a critério da SLU, podem: I - ser desobrigados do uso de abrigo externo de armazenamento final, desde que os resíduos estejam devidamente acondicionados, estocados em contenedor padronizado e armazenados em locais com características de localização semelhantes a do abrigo externo de armazenamento final, conforme legislação pertinente e normas técnicas da SLU; ou

5 II - ser desobrigados do uso de contenedor padronizado para os resíduos acondicionados, desde que sejam estocados em abrigos externos de armazenamento final, sendo um de uso exclusivo para resíduo infectante ou biológico e outro para resíduo comum, conforme legislação pertinente e norma técnica da SLU Os estabelecimentos geradores de resíduos de serviços de saúde e de resíduos comuns orgânicos estarão sujeitos a inspeções periódicas da SLU para verificação do cumprimento das disposições desta norma e legislação específica de limpeza urbana. 6 - DISPOSIÇÕES FINAIS Constatado o não cumprimento desta norma, os estabelecimentos geradores dos resíduos sólidos estarão sujeitos às penalidades previstas na lei 2.968, de 03/08/78, ou na lei e regulamentação que vierem a substituí-la Os fatos que vierem a surgir, não contemplados nesta Norma Técnica, deverão ser apresentados a esta Superintendência de Limpeza Urbana - SLU, para avaliação e definição.

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