RESUMOS DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS - ANAIS

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1 RESUMOS DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS - ANAIS Empresa PARTICIPANTE CORREALIZAÇÃO REALIZAÇÃO 1

2 APRESENTAÇÃO O I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente do ISMP Brasil é resultado de um esforço conjunto para a formulação de propostas e estratégias que contribuam para a melhoria da segurança do paciente em todos os níveis. Com certeza, um evento internacional de grande valor para profissionais e gestores da área da saúde, na medida em que possibilita o alinhamento de temas fundamentais para a qualidade no atendimento ao paciente, entre os quais se destacam os protocolos para a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente do Ministério da Saúde nos estabelecimentos de saúde do país. Em paralelo ao Congresso, o V Fórum sobre Segurança do Paciente: Erros de Medicação dá continuidade às iniciativas do ISMP Brasil na prevenção dos erros de medicação, permitindo a livre manifestação de ideias, a interação e a troca de experiência entre profissionais do Brasil e do exterior. 2

3 COMISSÕES I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente ISMP Brasil V Fórum Internacional sobre Segurança do Paciente: Erros de Medicação 10,11 e 12 de abril de Ouro Preto - MG COMISSÕES Coordenação: Mário Borges Rosa Tânia Azevedo Anacleto Hessem Miranda Neiva Edson Perini Adriano Max Moreira Reis 6. Hessem Miranda Neiva 7. Maria Auxiliadora Parreiras Martins 8. Maria das Dores Graciano Silva 9. Mariana Martins Gonzaga do Nascimento 10. Mário Borges Rosa 11. Rodrigo Ribeiro dos Santos 12. Sonia Lucena Cipriano 13. Tânia Azevedo Anacleto COMISSÃO DE DIVULGAÇÃO E PATROCÍNIO Coordenação: Hessem Miranda Neiva COMISSÃO ORGANIZADORA Coordenação: Mário Borges Rosa 1. Ana Elisa Bauer de Camargo Silva 2. Deborah Marta dos Santos Oliveira 3. Elaine Andrade Azevedo 4. Eugenie Desireè Rabelo Néri 5. Helena Márcia de Oliveira Morais Bernardino 1. Claudia Regina Laselva 2. Débora Cecília Mantovani Faustino de Carvalho 3. Fábio Teixeira Ferracini 4. Helena Márcia de Oliveira Morais Bernardino 5. Mário Borges Rosa 6. Sonia Lucena Cipriano 7. Vanusa Barbosa Pinto 3

4 COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS Coordenação: Adriano Max Moreira Reis 1. Adriana Inocenti Miasso 2. Ana Emília Ahouagi 3. Deborah Marta dos Santos Oliveira 4. Eugenie Desirèe Rabelo Néri 5. Fabiane Cardia Salman 6. Fernanda Raphael Escobar Gimenes 7. Flávia Sampaio Latini Gomes 8. Helaine Carneiro Capucho 9. Maria Auxiliadora Parreiras Martins 10. Mariana Martins Gonzaga do Nascimento 11. Rhanna Emanuela Fontenele Lima de Carvalho 12. Rodrigo Ribeiro dos Santos COMISSÃO CIENTÍFICA Coordenação: Tânia Azevedo Anacleto 1. Adriano Max Moreira Reis 2. Alfredo Guarischi 3. Claudia Regina Laselva 4. Débora Cecília Mantovani Faustino de Carvalho 5. Denise Bueno 6. Dirceu Carrara 7. Edson Perini 8. Elena Bohomol 9. Fabiane Cardia Salman 10. Fábio Teixeira Ferracini 11. José Miguel do Nascimento Júnior 12. Josélia Cinthya Quintão Pena Frade 13. Kátia Grillo Padilha 14. Lindemberg Assunção Costa 15. Lisiane da Silveira Ev 16. Lúcia de Araújo Costa Beisl Noblat 17. Maria de Jesus Castro Sousa Harada 18. Mavilde da Luz Gonçalves Pedreira 19. Renata Mahfuz Daud Gallotti 20. Silvia Regina Secoli 21. Simone Dalla Pozza Mahmud 22. Vera Lúcia Borrasca Domingues da Silva COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DE PREMIAÇÃO Coordenação: Edson Perini 1. Adriano Max Moreira Reis 2. Ana Elisa Bauer de Camargo Silva 3. Eugenie Desireè Rabelo Néri 4. Kátia Grillo Padilha 5. Mariana M. Gonzaga do Nascimento 6. Rodrigo Ribeiro dos Santos COMISSÃO SOCIAL Coordenação: Hessem Miranda Neiva 1. Ana Emília Ahouagi 2. Elaine Andrade Azevedo 3. Maria das Dores Graciano Silva 4

5 Categoria:Resumo ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CAROLINE DE CASTRO MOURA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS / MG MIRELLE INÁCIO SOARES - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS / MG ZÉLIA MARILDA RODRIGUES RESCK - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS / MG ELIZA MARIA REZENDE DÁZIO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS / MG INTRODUÇÃO: As Úlceras por pressão (UPP) são consideradas como um grave problema em pacientes hospitalizados. Ao se considerar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os pacientes apresentam um grande risco para o desenvolvimento de UPP, devido às graves condições clínicas associados às terapias de maior complexidade. O aumento da prevalência da UPP nos hospitais representa maior tempo de internação, o que compromete a qualidade de vida e aumenta a morbimortalidade dos pacientes. Há alguns anos a UPP tem sido adotada como um dos indicadores de qualidade da assistência de enfermagem. A partir de então, vários esforços são direcionados às medidas preventivas a fim de aumentar a segurança do paciente. Esse estudo tem por objetivo analisar as produções bibliográficas sobre as medidas preventivas das UPP adotadas pelos enfermeiros na UTI. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada na questão norteadora Qual o papel do enfermeiro na prevenção da UPP em uma UTI?.A busca dos artigos realizou-se na PUBMED, LILACS, MEDLINE e IBECS. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos (de 2008 a 2013), nos idiomas inglês e português, com acesso gratuito nas bases mencionadas. Utilizou-se os seguintes descritores padronizados pelo DECS/MESH: Úlcera por pressão/pressure Ulcer AND Enfermagem/Nursing AND Unidade de Terapia Intensiva/Intensive Care Units. A coleta de dados ocorreu em setembro de RESULTADOS: Encontrou-se um total de 143 artigos, sendo 133 na PUBMED, 9 na LILACS, 1 na IBECS e 0 na MEDLINE. Desses, 65 artigos foram publicados nos últimos 5 anos, e apenas 10 artigos possuía o texto na íntegra disponível na base de dados. Apenas 5 artigos apresentaram temática relacionada especificamente às medidas de prevenção da UPP adotadas por enfermeiros na UTI, sendo 3 na PUBMED e 2 na LILACS. A partir da análise dos artigos, estabeleceram-se como categorias de discussão: Principais estratégias de prevenção para UPP adotadas em UTI e A importância da educação em saúde e medidas inovadoras para prevenção da UPP. As medidas preventivas mais citadas foram mudança de decúbito e uso de colchões especiais. Destaca-se a importância da criação de um registro diário das condições clínicas e fatores de risco dos pacientes que auxiliam o enfermeiro a adotar medidas preventivas para as UPP. Percebe-se também a necessidade de intervenções educativas para promover a melhoria da qualidade do cuidado ao paciente. Os investimentos em uma equipe capacitada para avaliar as condições do paciente e da sua ferida além de educar os profissionais sobre as medidas de prevenção poderia trazer benefícios para o paciente e instituição. CONCLUSÃO: As intervenções de enfermagem são essenciais na prevenção de UPP em pacientes que estão em cuidados intensivos. Portanto, é imprensindível a adoção de práticas preventivas e de programas de melhoria de qualidade para a segurança do paciente, para reduzir os índices de UPP. Úlcera por pressão,enfermagem,unidade de Terapia Intensiva Categoria:Resumo EVENTOS ADVERSOS COM HEPARINA SÓDICA: AMENTANDO A SEGURANÇA DO CUIDADO DE ENFERMAGEM FLAVIA GIRON CAMERINI - UERJ / RJ LOLITA DOPICO DA SILVA - UERJ / RJ RAQUEL NEPOMUCENO - UERJ / RJ DANIELLE MENDONÇA HENRIQUE - UERJ / RJ CARINA TEIXEIRA PAIXÃO - UERJ / RJ CAROLINE DE DEUS LISBOA - UERJ / RJ Introdução: A heparina sódica tem ampla utilização nos pacientes hospitalizados, havendo evidências científicas consolidadas do seu benefício. Apesar da ampla utilização, a infusão contínua de heparina sódica encontra-se associada a uma elevada taxa de eventos adversos, tais como hemorragias, trombocitopenia induzida por heparina, elevação das enzimas hepáticas e osteoporose, sendo o controle de sua administração pela enfermagem, um dos fatores recomendados para a prevenção de eventos adversos. Levando em consideração a ocorrência de eventos adversos com heparina sódica e da responsabilidade do enfermeiro no manejo deste medicamento, este estudo teve como objetivo identificar as produções científicas que abordam as complicações em pacientes que fazem uso de heparina sódica por infusão contínua intravenosa. Método: Realizou-se uma revisão integrativa, foram consultados os seguintes bancos de dados: SciELO, MedLine, Scopus, CINAHL e PubMed. Foram utilizados os descritores: venous heparin com adverse event e evento adverso com heparina. Foram selecionados os artigos que tratavam de complicações com heparina sódica; publicados em português, inglês e espanhol; artigos que se referissem a pacientes adultos hospitalizados; publicados entre os anos de 2001 e 2012; texto completo disponível on line na integra e acesso gratuito Resultado: Foram identificados 23 artigos, que submetidos aos critérios de seleção deram origem a uma amostra de oito publicações apontaram que as principais complicações do uso da heparina sódica intravenosa foram as hemorragias, a trombocitopenia tipo I e o TTPa aumentado. A incidência de hemorragias relacionada ao uso da heparina sódica, nos estudos analisados, variou de 3 a 5,7%. Estudos revelam que o sítio de sangramento é variável. Os principais cuidados do enfermeiro na prevenção da ocorrência de hemorragia dependerão da sua localização, mas de maneira geral, consistem em garantir o equilíbrio hemodinâmico. Com a relação a ocorrência de trombocitopenia é um evento que pode acometer de 2 a 25% dos pacientes com heparina. Uma das medidas preventivas para a ocorrência de trombocitopenia induzida por heparina é não manter a infusão por mais de cinco dias, e sempre que possível optar pelo uso da heparina de baixo peso molecular. Já a ocorrência do TTPa elevado, a literatura refere que o nível de anticoagulacão ideal corresponde a um TTPa 1,5 a 2,0 vezes o valor normal. Estima-se que o controle da infusão quando realizado por enfermeiros, guiados por um protocolo baseado no peso, garanta uma administração, mais segura para o paciente e aumente a segurança do cuidado de enfermagem. Conclusão: a utilização da heparina sódica, pode estar associada a complicações que podem ser é difíceis de anular completamente, mas que deve ser prevenida com as medidas de segurança. Para que as complicações sejam previstas e impedidas depende de intervenções ativas, onde a chave é o cuidado. Eventos adversos,heparina,enfermagem 5

6 Categoria:Resumo A RECONCILIAÇÃO DE MEDICAMENTOS COMO FERRAMENTA NA SEGURANÇA DO PACIENTE HOSPITALIZADO LUANA DE REZENDE SPALLA - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) NITERÓI (RJ) / RJ SELMA RODRIGUES DE CASTILHO - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) NITERÓI (RJ) / RJ Introdução - A segurança no uso de medicamentos tornou-se um dos desafios mais significativos a ser enfrentado pelas sociedades científicas, organizações sanitárias e hospitais de todo o mundo (FRANCO-DONAT et al., 2010). Este conceito é dinâmico e vem sendo modificado conforme o surgimento de novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas na assistência à saúde as quais proporcionam melhorias na qualidade e expectativa de vida de milhares de pessoas e vêm tornando o processo de assistência à saúde cada vez mais caro e complexo (ROSA e PERINI, 2003). Para a Organização Mundial da Saúde, a farmacovigilância envolve a ciência e as atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou qualquer problema relacionado com medicamentos (OMS, 2005). Encontra-se neste contexto o erro de medicação, evento prevenível que pode causar dano ao paciente ou dar lugar a uma utilização inapropriada dos medicamentos quando estes estão sob o controle dos profissionais de saúde ou do próprio usuário (NCCMERP, 1998). É observada a diversidade de atuação do farmacêutico nos variados momentos de cuidado com paciente. Por exemplo, no momento da coleta dos dados sobre os medicamentos usados pelo paciente anteriormente à admissão, este profissional, consegue de maneira acurada e completa, as informações necessárias para realização de uma reconciliação de medicamentos, diminuindo danos aos pacientes (BAYLEY, et al., 2007). Objetivos - Identificar os erros de medicação durante o processo de reconciliação de medicamentos na admissão hospitalar. Método - Durante dois meses o farmacêutico esteve presente no setor de Clínica Médica de um hospital universitário de grande porte para acompanhar/ observar os pacientes que ali se internavam. Por meio de entrevistas aos pacientes, consultas aos prontuários e prescrições, o profissional realizou a reconciliação de medicamentos aos pacientes internados neste período. O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa segundo resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde Ministério da Saúde. Resultados No período de coleta de dados foram internados 34 pacientes. Dentre as discrepâncias observadas, a maior ocorrência erros foi causada pela omissão de medicamentos anteriormente utilizados pelos pacientes (44,4%) (tabela 1). Tabela 1: Tipos de erros de medicação observados em dois meses Classificação do erros Erro de omissão de medicamento Erro de dose Erro de administração Erro de dispensação Número de erros ,4% 22,2% 11,1% 11,1% Conclusões - Os programas de reconciliação de medicamentos na internação das unidades hospitalares estão associados à prevenção de erros de medicação, reduzindo riscos potenciais ao paciente, e custos no atendimento. Portanto, deve-se incentivar a atuação do farmacêutico neste processo o que favorece a segurança do paciente. Reconciliação de Medicamentos,Segurança do paciente,erro de Medicação Categoria:Resumo A INTERVENÇÃO FARMACÊUTICA CONTRIBUINDO PARA O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS LUANA DE REZENDE SPALLA - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) NITERÓI (RJ) / RJ SELMA RODRIGUES DE CASTILHO - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF) NITERÓI (RJ) / RJ Introdução - Introdução: O Uso Racional de Medicamentos (URM), proposto pela Política Nacional de Medicamentos e pela Organização Mundial de Saúde, tem como foco a segurança do paciente quando em uso de medicamentos. (AQUINO, 2008). O farmacêutico pode favorecer a melhoria da qualidade e segurança durante o cuidado com o paciente hospitalizado, principalmente no momento da admissão, nas visitas clínicas e avaliando prescrições. Porém, essas atividades podem não ser suficientes para detectar erros de omissão na prescrição de admissão. (COBAUGH et al., 2008). Segundo BAYLEY, et al., 2007, as intervenções farmacêuticas realizadas no momento da internação possuem impacto em curto prazo, na farmacoterapia, ou em longo prazo, nas doenças crônicas e/ou práticas de prevenção, gerando uma aceitação pela equipe médica em 96% dos casos, uma vez que previne sérias morbidades. O farmacêutico representa uma das últimas oportunidades de identificar, corrigir ou reduzir possíveis riscos associados à terapêutica (NUNES,et al, 2008). Objetivos: Diagnosticar e quantificar as principais intervenções relacionadas à medicamentos em pacientes internados em um hospital universitário, bem como os principais momentos de atuação do farmacêutico para favorecer o uso racional de medicamentos. Método: Durante o período de 60 dias o farmacêutico esteve presente no setor de Clínica Médica de um hospital universitário de grande porte para acompanhar/observar os pacientes que ali se internavam. Por meio de entrevistas aos pacientes, consultas aos prontuários e prescrições, foram identificadas e registradas as intervenções realizadas. O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa segundo resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde Ministério da Saúde. 6

7 Resultados: Durante o período do estudo foram internados 34 pacientes e realizadas 9 intervenções farmacêuticas, com 88% de aceitação pela equipe clínica. A relação número de intervenções/número de pacientes internados no período foi de 0,26. Quatro falhas foram relacionadas com omissão do medicamento, 2 a erros de dose, 1 referente a erro de administração e 1 falha na dispensação do medicamento. Conclusão: A ocorrência de eventos adversos em hospitais é um problema de saúde pública. A análise dos resultados nos permite concluir que as falhas relacionadas a medicamentos acontecem e que estas precisam ser identificadas e barreiras para impedir novas ocorrências e/ou aumento das mesmas precisam ser criadas pela equipe multiprofissional de saúde. (NUNES, et al; 2008). De fato, um momento fundamental em que o farmacêutico pode atuar para contribuir na segurança do paciente hospitalizado e assegurar o Uso Racional de Medicamentos é durante a internação. O contato direto com a equipe clínica (médicos, enfermeiros) e com os pacientes contribui para qualidade da assistência prestada. Intervenção farmacêutica,uso Racional,Segurança do paciente Categoria:Resumo INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS POTENCIAIS EM PACIENTES PORTADORES DE DIABETE MELITO TIPO 2 DANILO DONIZETTI TREVISAN - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP CARLA PRISCILA ALBINO ARAUJO - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP JULIANA BASTONI DA SILVA - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP HENRIQUE CERETTA OLIVEIRA - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP SILVIA REGINA SECOLI - ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP / SP MARIA HELENA DE MELO LIMA - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP Introdução: O Diabete Melito tipo 2 (DM2) responsável por 90-95% dos casos de diabete em todo o mundo, geralmente, ocorre em indivíduos obesos com mais de 40 anos de idade. Devido à progressão da doença e outras comorbidades, a maioria dos pacientes evolui para o uso da polifarmácia, que pode acarretar aumento do risco de interações medicamentosas (IM) e prejuízos ao paciente. Objetivo: O objetivo desse estudo foi investigar a ocorrência de Interações Medicamentosas potenciais (IMp) e fatores associados em pacientes adultos e idosos com diabete melito tipo 2, bem como classificá-las quanto ao nível de gravidade, implicações clínicas potenciais, evidências científicas e tempo de início dos efeitos. Método: Trata-se de um estudo transversal com 140 prescrições de medicamentos de pacientes com DM2 acompanhados em ambulatório com diagnóstico realizado há pelo menos 12 meses, adultos e idosos. A Anatomical-Therapeutic-Chemical Classification (ATC) foi utilizada para categorizar os medicamentos e as IMp foram identificadas no Micromedex 2.0. Para estudar as associações entre as variáveis sexo, faixa etária, medicamentos, índice de massa corpórea e número de comorbidades com as variáveis presença/ausência de IMp foram aplicados modelos de regressão logística simples e, posteriormente, construídos modelos múltiplos com o critério Stepwise de seleção de variáveis. Os resultados foram apresentados por meio dos cálculos das razões de chances brutas e ajustadas. Para todas as análises foi considerado um nível de significância igual a 5%. Resultados: A média de idade foi de 60,48 anos (DP 9,4); 53,6% (75) eram do sexo feminino e a média de medicamentos utilizados foi de 6,31 (DP 2,6). A prevalência de indivíduos com pelo menos uma IMp foi de 75,7%. O número de IMp total encontrado foi de 325 (98 pares de medicamentos); 261 (80,3%) eram pertencentes ao grupo de IMp de gravidade moderada e 39 (12%) ao grupo de IMp de gravidade maior. As principais interações ocorreram com betabloqueadores não seletivos (14; 14,3%), derivados de diidropiridínicos (13; 13,2 %), inibidores da ECA (11; 11,2%) e biguanidas (10; 10,2 %). Houve aumento do risco para o paciente que recebeu cinco ou mais medicamentos (OR=12,03; IC 95%: 4,70-30,79) e uma tendência de que quanto maior o número de comorbidades, maior a chance de ocorrer IMp (OR=2,10; IC 95%:1,35-3,28). Conclusão: Embora, nem todas as interações medicamentosas sejam preveníveis, é importante que os profissionais de saúde tenham conhecimento de suas implicações clínicas para que estas sejam monitoradas. O enfermeiro deve ser responsável por orientar pacientes e familiares quanto à observação de sinais e sintomas que possam ser decorrentes do uso concomitante de múltiplos medicamentos e, consequentemente, de interações medicamentosas e, deste modo, promover a segurança do paciente. Interações de Medicamentos,Enfermagem,Diabetes Mellitus Categoria:Resumo OCORRÊNCIA DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS NO PÓS-TRANSPLANTE DE CÉLULAS - TRONCO HEMATOPOIÉTICAS DANILO DONIZETTI TREVISAN - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP JULIANA BASTONI DA SILVA - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP HENRIQUE CERETTA OLIVEIRA - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP SILVIA REGINA SECOLI - ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP / SP MARIA HELENA DE MELO LIMA - FACULDADE DE ENFERMAGEM DA UNICAMP / SP Introdução: O transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) representa uma das principais modalidades terapêuticas para os pacientes com diagnósticos de doenças oncológicas, hematológicas e congênitas. Porém, devido à progressão das fases do TCTH e ao aparecimento de complicações, a maioria dos pacientes evolui para o uso da polifarmácia, que pode acarretar aumento do risco de interações medicamentosas (IM) e causar impacto clínico relevante ao paciente. Objetivo: Investigar as Interações Medicamentosas Potenciais (IMp) em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) na fase de pós-transplante. Método: Estudo transversal, prospectivo, realizado no setor de TCTH de um hospital de grande porte do estado de São Paulo, Brasil. Amostra composta por 33 prescrições de medicamentos de pacientes adultos hospitalizados de janeiro a outubro de 2013 e que se encontravam na fase pós-transplante, sete dias após a infusão da medula óssea (Dia +7). A Anatomical-Therapeutic-Chemical Classification (ATC) foi utilizada para categorizar os medicamentos. As IMp foram identificadas no Micromedex 2.0 e classificadas quanto à gravidade, evidência científica, tempo de início e implicação clínica potencial. Modelos de regressão logística simples e múltipla foram utilizados para verificar as associações entre as variáveis. Resultados: A média de idade foi de 51,24 anos (DP 11,81); 51,52% (17) eram do sexo masculino e 57,58% (19) dos pacientes foram submetidos ao TCTH alogênico. Uma 7

8 média de 11,73 (DP 2,21) medicamentos foi utilizada, todos os pacientes foram expostos a pelo menos uma IMp e a prevalência de indivíduos expostos a pelo menos uma IMp de gravidade maior foi de 78,81% (26). Quase um terço (29,1%) dos medicamentos prescritos envolveu o grupo A e 25,42% o grupo J do ATC Classification. O número de IMp total encontrado foi de 219; 65,31% pertenciam ao grupo de IMp de gravidade moderada e 20,54% ao grupo de IMp maior. A média de IMp maiores foi de 1,36 (DP 1,37) e de IMp moderadas foi de 4,42 (DP 3,25); 46,11% das IMp foram respaldadas por evidências de boa qualidade e 55,25% classificadas quanto ao tempo de início como tardias (mais que 24 horas). Os pares de IMp mais frequentes foram decorrentes de associações entre fluconazol/ondasentron, fluconazol/ciclosporina e fluconazol/levofloxacina. Foram identificadas implicações clínicas relevantes como cardiotoxicidade, nefrotoxicidade e outros efeitos adversos indesejáveis. Houve aumento do risco de IMp maior para pacientes que receberam TCTH alogênico (odds ratio [OR] 18.00). Conclusão: A totalidade da amostra apresentou IMp durante o período estudado e a prevalência de IMp maior foi elevada em consequência da complexidade da terapêutica. Embora, nem todas as IMp sejam preveníveis, é importante que profissionais de saúde conheçam essas implicações clínicas e as monitorize. O papel do enfermeiro é essencial para assegurar um TCTH bem sucedido e promover a segurança do paciente. Interações de Medicamentos,Nursing,Transplante de Medula Óssea Categoria:Resumo AVALIAÇÃO DA CULTURA DE SEGURANÇA NO PÓS-OPERATÓRIO DE CIRURGIA CARDÍACA PATRICIA DE GASPERI - UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL / RS VERA RADÜNZ - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA / SC O paciente que vivencia o pós-operatório de cirurgia cardíaca precisa de um cuidado livre de eventos adversos. Acredita-se que a identificação da cultura de segurança de uma unidade com profissionais de Enfermagem que cuidam de pessoas que vivenciaram cirurgia cardíaca é um dos primeiros passos para se alcançar um cuidado seguro e de qualidade. Diante do exposto traçou-se o objetivo de identificar a cultura de segurança dos profissionais de enfermagem envolvidos no cuidado pós-operatório ao paciente que vivenciou cirurgia cardíaca. Trata-se de um recorte da tese de doutorado intitulada O Cuidar de Si como uma dimensão da Cultura de Segurança do Paciente a qual foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Círculo - FSG, sob o número 0221.Os dados foram coletados na unidade de terapia intensiva de um hospital de médio porte na serra gaúcha. Fizeram parte deste estudo os profissionais que compunham a equipe de enfermagem, totalizando quatro enfermeiros e 19 técnicos de enfermagem. Todos os profissionais foram convidados a participar e aceitaram o convite, procedendo a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, conforme preconiza a lei 196/96. Os dados foram coletados por intermédio do Safety Attitudes Questionnaire (SAQ).Os dados foram processados pelo Statistical Package for Social Science (SPSS), versão A análise do SAQ parte da média de escores realizada através das dimensões de cultura de segurança. Para que exista uma cultura adequada de segurança o escore deve ser maior ou igual a 75 pontos. Percebe-se que somente a dimensão Satisfação no Trabalho alcançou a média proposta para uma cultura de segurança adequada, a qual está diretamente relacionada à afirmativa Gosto do meu trabalho, com escore 95,4. A dimensão Percepções da Gestão apresentou o menor escore, totalizando 40 pontos. A afirmativa com menor pontuação foi relacionada ao tamanho da equipe de enfermagem em relação às necessidades da unidade. A dimensão Condições de Trabalho apresentou 48 pontos, com destaque para a falta de treinamento de pessoal. A dimensão Reconhecimento do Estresse obteve escore 50, demonstrando que o profissional não compreende e reconhece que o estresse e o cansaço podem influenciar no desempenho de suas funções; com escore de apenas 29 pontos, a afirmativa A fadiga prejudica meu desempenho durante o cuidado de rotina, evidencia que o profissional não reconhece seu cansaço físico e mental como um fator predisponente a falta de atenção e ao risco. A avaliação da cultura de segurança nesta unidade mostrou-se deficitária em cinco das seis dimensões que compõem o SAQ. Sabe-se que o primeiro passo para a segurança do paciente está no desenvolvimento de uma cultura de segurança, portanto, avaliar esta cultura configura-se em questão fundamental para que alcancemos o cuidado seguro e de qualidade. Enfermagem,Segurança do paciente,unidade de terapia intensiva Categoria:Resumo CUIDAR DE SI PARA CUIDAR DO OUTRO: UMA QUESTÃO DE SEGURNÇA PATRICIA DE GASPERI - UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL / RS VERA RADÜNZ - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA / SC Ao refletirmos sobre a história da Medicina, da Enfermagem, da humanidade, parece-nos difícil acreditar que erros, muitas vezes considerados banais, ainda ocorram em nossos hospitais. Quedas, erros na administração de medicações, erros na realização de procedimentos, erros na tomada de decisões, no atendimento a uma emergência, são mais comuns do que poderíamos imaginar. O tema segurança do paciente parece estar presente nas entrelinhas do cotidiano, mas muitas vezes esquecido no preparo acadêmico dos futuros profissionais, no aperfeiçoamento profissional, e consequentemente na execução das tarefas e na implementação do cuidado de enfermagem. Os estudos realizados até o momento nos fazem crer que um fator determinante para que se desenvolva uma cultura de segurança ao cuidar de pacientes são as atitudes que o profissional tem ou deixa de ter em relação ao cuidar de si. Com base nestas reflexões, objetivamos compreender o cuidar de si como uma dimensão da cultura de segurança do paciente. É um estudo Survey, com análise reflexiva, que contempla a apresentação de percentuais com o intuito de melhor caracterizar os resultados significativos para a busca de um cuidado mais seguro e o desenvolvimento de uma cultura de segurança adequada. Fizeram parte desta pesquisa a equipe de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva Adulto de um hospital de médio porte da serra gaúcha, totalizando 23 participantes. Percebe-se que 52% dos participantes cuidaram adequadamente de si, já os cuidados realizados de forma adequada e segura somaram um total de 39%. Ao realizar a análise dos dados referentes ao cuidar de si e o cuidado adequado e seguro realizado para e com o paciente fica evidenciado que 78% dos profissionais que realizaram um cuidado seguro também cuidaram bem de si mesmos, e que 64% dos profissionais que não desempenham um cuidado efetivo e seguro também não realizaram um cuidar de si adequado, demonstrando que a falta de cuidado consigo mesmo pode gerar um cuidado inadequado, afetando a segurança do paciente. Diante dos dados apresentados fica claro que é difícil realizar um cuidado eficaz e seguro sem antes cuidarmos bem de nós mesmos. É preciso que o profissional de saúde desenvolva também a cultura do cuidar de si. Acredita-se que não somos integralmente capazes de administrar uma medicação corretamente, ou prevenir quedas e erros ao realizar um procedimento quando estamos sem dormir há 15 horas, ou sem alimentação adequada ou sem nossas necessidades fisiológicas de eliminação supridas. 8

9 Muitas vezes nos anulamos pelo outro, pois fomos formados para cuidar do outro, dar atenção, carinho, conforto e prestar uma assistência de qualidade, pautada em conhecimentos científicos, e esta concepção à que somos submetidos cria, muitas vezes, uma cultura de des-cuidado consigo mesmo. Diante da realidade apresentada é possível compreender o Cuidar de Si como uma dimensão para a Cultura de Segurança do Paciente e para um cuidado seguro. cuidado,segurança do paciente,enfermagem Categoria:Resumo PRINCIPAIS CLASSES FARMACOLÓGICAS SUJEITAS A FALSIFICAÇÃO E SEUS POTENCIAIS RISCOS GLEYCIVANI NUNES DA SILVA - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL / MS MARIA TEREZA FERREIRA DUENHAS MONREAL - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL / MS PATRIK OENING RODRIGUES - FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL / MS HIDELVANI NUNES SILVA - FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS DE SINOP / MT A falsificação de medicamentos é caracterizada pela venda de componentes com finalidade terapêutica que não atendem aos padrões normatizados quanto aos parâmetros de qualidade, segurança e eficácia e na maioria dos casos as embalagens estão adulteradas. Hoje a Organização Mundial de Saúde, compreende que os medicamentos falsificados consistem em um problema global de saúde pública, matando, incapacitando e ferindo adultos e crianças indistintamente. De acordo com a literatura, este tipo de atividade ocasiona sérios prejuízos, por não possuir o principio ativo correto, dose muito elevada ou muito baixa; data de validade alterada; não conter o ingrediente ativo; conter um ingrediente ativo diferente daquele declarado ou por ser vendido com embalagens, blisters e/ou panfletos com informações falsas. O objetivo do estudo foi identificar os medicamentos mais suscetíveis à falsificação e suas funções terapêuticas relacionando com os potenciais riscos a população. Foi realizado estudo retrospectivo, observacional no período de , utilizando-se como base de dados as listas disponibilizadas pela ANVISA, cujo fator de inclusão foi o marcador falsificação, nome do medicamento e a concentração. Foram notificados 85 casos de falsificação neste período. Os medicamentos mais susceptíveis às falsificações foram: Cialis, com ação terapêutica na disfunção erétil com sete ocorrências, Sildenafil com a mesma ação terapêutica com quatro ocorrências, Hemogenin esteroide anabolizante sintético com quatro ocorrências e os medicamentos Hormotrop que atua como um hormônio do crescimento e a Deca-Durabolin que consiste em um anabolizante com três ocorrências. Estes dados são preocupantes, pois os medicamentos mais susceptíveis às falsificações são os medicamentos para a disfunção erétil e esta patologia pode ter origem psicogênica, orgânica ou mista (psicogênica e orgânica) e com o uso de um medicamento sem as características ideais este pode não apresentar efeito, induzindo o paciente a crer que o problema é particular e não do medicamento, agravando o quadro principalmente se o problema for de origem psicogênica. Percebe-se que os outros medicamentos citados possuem a mesma advertência quanto a não indicação para finalidade de melhorar o desempenho atlético. Assim podemos observar que os perigos não se restringem aqueles que procuram um tratamento farmacológico, mas ainda aqueles que fazem o uso indevido de substâncias para melhorar a performance física, potencializado com as condições irregulares destes produtos. A farmacovigilância, desta forma, assume papel fundamental nos casos de falsificação de medicamentos, necessitando ser implementada com maior efetividade para que ocorra a promoção do uso seguro e racional de medicamentos, contribuindo, assim, com a melhoria da qualidade de vida do usuário. Falsificação de medicamentos,registros ANVISA,Disfunção erétil Categoria:Resumo INCOMPLETUDE E ABREVIATURAS EM PRESCRIÇÕES MÉDICAS DE ANTIMICROBIANOS DISPENSADAS NUMA DROGARIA CARLOS DANIEL SILVA ALVES - UESB / BA LUCAS BRASILEIRO LEMOS - UESB / BA GISELE DA SILVEIRA LEMOS - UESB / BA A prescrição médica é uma ordem legal disponibilizada por profissionais habilitados e dirigida ao profissional farmacêutico o qual a dispensa, gerando responsabilidade mútua pelos resultados obtidos. Nela deverá constar o melhor fármaco para o paciente, com informações claras, sem erros ou ambiguidades e com as informações necessárias para que possa ser dispensada pelo farmacêutico e ser utilizada de forma prática pelo paciente. A eficiência da prática de dispensação e a qualidade do tratamento farmacológico dependem, dentre outros fatores, da clareza e da completude dos dados contidos na prescrição. Os erros de medicação ocorrem devido à falta de conhecimento sobre a droga utilizada ou sobre o doente, quando a prescrição se encontra ilegível, incompleta ou ambígua, assim erros na prescrição contribuem para mais de metade de todos os efeitos adversos significativos, mas possíveis de serem evitáveis. Este estudo, transversal, descritivo e retrospectivo teve como objetivo verificar a completude de dados de prescrições médicas de antimicrobianos e a presença de abreviaturas. O trabalho foi realizado numa Farmácia Comunitária do Sudoeste da Bahia, onde foram realizadas avaliações documentais do estabelecimento, pela análise da 2ª via de 600 prescrições de antimicrobianos retidas no estabelecimento, no período de janeiro a março de A análise quantitativa dos dados foi realizada com o auxílio do programa Microsoft Excel Pode-se perceber que com relação aos dados do medicamento 100% das prescrições continha o nome dos antimicrobianos, 44% não apresentaram a concentração do medicamento, 22,7% a forma farmacêutica, 23,5% a via de administração, 6% a dose, 4,5% a frequência de administração e 34,3% a duração do tratamento. Já com relação aos dados do prescritor, o nome do médico não esteve presente em 0,4% das prescrições, o número do respectivo conselho profissional em 0,5%, a utilização do carimbo ou assinatura em 2%, e o endereço da clínica ou do hospital juntamente com o telefone em 13% das prescrições. Além disso foram encontradas diversas abreviaturas nas prescrições com a substância sulfametoxazol associada com trimetoprima, entre elas: SMT + TRIMP, SMT + TMP, SULFAMETOXAZOL c/ TMP, SULFA + TMT, SULFA + TRIMETOPRIMA. Outras apresentaram abreviaturas na forma farmacêutica, COMP. e CAP. em vez de comprimido e cápsula. Na via de administração percebeu-se o uso da abreviatura V.O e I.M em vez de via oral e intramuscular. Na posologia verificou-se o uso do CX em vez de caixa, além de nos intervalos entre doses a expressão 12/12 h ou 8/8 h em vez de a cada 12 horas ou a cada 8 horas. Esse trabalho mostrou a falta de completude de dados nas prescrições de antimicrobianos, apresentando erros no que concerne à informação do medicamento e do prescritor, além da presença de diferentes abreviaturas o que pode gerar erros no insucesso da terapia e contribuir com a resistência microbiana. 9

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