GESTÃO DE FEIRAS DE MATEMÁTICA

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1 GESTÃO DE FEIRAS DE MATEMÁTICA Margarida FILAGRANA (1) ; Fátima Peres Zago de OLIVEIRA (2) (1) Assistente Técnico Pedagógico Gerência Regional de Educação de Ibirama. Estrada Geral Ribeirão Tucano, s/nº- Bairro Ribeirão Tucano, município de Presidente Getúlio/SC. Especialista em Matemática e Modelagem Matemática. (2) Professora do Instituto Federal Catarinense Câmpus Rio do Sul. Rua Abrahm Lincoln, 810, Bairro Jardim América, CEP , Rio do Sul, SC. Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Educação Científica e Tecnológica/UFSC. RESUMO: Este artigo pretende apresentar de maneira simples e prática, a forma como se organiza e se executa uma Feira de Matemática, proporcionando uma gestão de ações que contribuirão para o sucesso do evento e concretização da aprendizagem. Alguns elementos são indispensáveis na organização de uma Feira, elementos esses focados no bem estar dos participantes e necessários ao controle e harmonia da organização, assegurando que as ações aconteçam numa sequência cronológica. Os trabalhos apresentados nas feiras são resultado do trabalho conjunto da comunidade escolar, por ser elaborado na sala de aula ou extraclasse. Porém, para que esses conhecimentos possam ser elaborados e socializados através de pesquisa, debates, empolgação, ser efetivamente socializados e valorizados, há que se providenciar todo um conjunto de ações que se pode ser chamado de Gestão das Feiras de Matemática. Palavras-chave: pesquisa; organização; operacionalização. ABSTRACT: This paper presents, in a simple and practical way, how a Math Fair is organized and executed, providing management actions that contribute to the success of the event and improvement of learning. Some elements are essential in organizing a fair, which are focused on the welfare of the participants and are necessary to the control and harmony of the organization, ensuring that actions occur in a chronological sequence. The papers presented in the fairs are the result of joint work of the school community, since are prepared in the classroom and in extracurricular activities. However, a whole range of actions is necessary for providing that the knowledge can be developed and socialized through research, discussion and excitement. These actions can be called Management of Math Fairs. Keywords: research, organization, operationalization. INTRODUÇÃO Um momento marcante para a história das Feiras de Matemática aconteceu em Blumenau, em 1985, com a realização da primeira feira. O seu objetivo foi divulgar e socializar os conhecimentos matemáticos dos alunos e pesquisas dos professores dessa área. Foi idealizada e produzida por alunos egressos de um Curso de Especialização em Matemática da FURB. De lá para cá ocorreu todos os anos, sendo que, em Santa Catarina ocorrerá a XXIX feira Catarinense acontecerá em outubro de 2013 no município de Ituporanga/SC e no nível Nacional, ocorrerá a II Feira Nacional de Matemática na cidade de Brusque/SC. A realização de uma Feira de Matemática é a materialização dos estudos, pesquisas, práticas pedagógicas, debates e outras formas de aprendizagens, próprias de cada metodologia desenvolvida e debatida em sala de aula a fim de surtir o resultado planejado e esperado por professores e alunos. Durante o início do processo de criação e efetivação de uma Feira exclusivamente de Matemática surgiram algumas questões, levantadas por professores e acadêmicos: Para que? Com que finalidade? Quais as características dos trabalhos? Como organizar uma Feira? (ZERMIANI, 2008). 1

2 Nessa perspectiva, o presente trabalho cujo enfoque é: Como Gestar uma Feira. Após pesquisas em livros e entrevistas com organizadores de Feiras Regionais e Estaduais percebe-se que as Feiras não são estanques, elas têm características próprias e não seguem regras fixas, mas há etapas que se assemelham e devem ser estudadas e adaptadas pela Comissão Central Organizadora (CCO). Entende-se que a prática é a melhor forma de efetivação da aprendizagem, com seus acertos e seus erros. A participação em eventos fornece e amplia o conhecimento, entretanto, é na prática que realmente construímos os saberes. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 2001), o ensino de Matemática contribuirá para a construção de uma sociedade mais cidadã e participativa quando forem exploradas nas escolas, metodologias que priorizem a criação de estratégias, a comprovação, a justificativa, a argumentação e o espírito crítico. As metodologias utilizadas devem ainda, oportunizar a criatividade, o trabalho em grupo, a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios. Em muitas reuniões de professores, ouvimos reclamações quanto ao interesse e motivação dos alunos nas aulas. BORUCHOVITCH e BZUNECK (2001), afirmam que, os professores de todos os níveis escolares queixam-se de alunos desmotivados (p. 14), especialmente na disciplina de Matemática, vista por alguns alunos como um verdadeiro terror, porém em outras disciplinas eles tornam-se motivados para participar e se envolver. Entendemos a motivação como algo dinâmico e torna-se difícil os alunos estarem motivados para aulas apáticas e repetitivas. (...) os alunos não estão motivados ou desmotivados abstratamente. Estão motivados ou não em função do significado do trabalho que têm a realizar, significado que percebem num contexto e em relação com alguns objetivos, e que pode mudar à medida que a atividade transcorre (ALONSO TAPIA e FITA, 2001, p. 14). A motivação torna as aulas mais produtivas e os próprios alunos se incentivam a participar das aulas correspondendo ao solicitado pelo professor. As aulas tornam-se dinâmicas e interessantes despertando o desejo de pesquisa e descoberta. Quando se considera o contexto específico de sala de aula, as atividades do aluno, para cuja execução e persistência deve estar motivado, têm características peculiares que as diferenciam de outras atividades humanas igualmente dependentes de motivação, como esporte, lazer, brinquedo, ou trabalho profissional. Em primeiro lugar, o aluno deve executar tarefas que são maximamente de natureza cognitiva, que incluem atenção e concentração, processamento, elaboração e integração da informação, raciocínio e resolução de problemas. (SALVADOR e COLABORADORES, 2000 apud BORUCHOVITCH e BZUNECK, 2001, p.10) Para motivar os alunos e despertar o interesse em participar e pesquisar falta na escola atividades significativas e contextualizadas que estimulem os alunos a aprender possibilitando a construção do conhecimento. Esse espaço de criação, exposição de conhecimentos pesquisados, transformados e construídos é em uma feira, na qual todos os envolvidos, através da prática, socializam 2

3 o que produziram e dessa forma sintam-se motivados para o aprender e o ensinar e consequentemente modificar o meio em que vivem. A Feira de Matemática é esse formato, onde estudantes, professores ou pessoas da comunidade podem expor trabalhos que envolve matemática produzidos em sala de aula ou não. É também um espaço de discussão sobre a Educação Matemática, sobre o papel do professor enquanto pesquisador para enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais tecnológica como nos diz ABREU (1996): Amplia-se desta forma o espaço para a discussão sobre Educação Matemática, sobre compromisso político do professor desta disciplina que entende que o conhecimento necessário para dominar as técnicas e os métodos exigidos pela sociedade tecnológica, que constituem a base fundamental de um nível de saber, não deve pertencer a uma minoria, ou seja, a uma elite cuidadosamente educada e preparada para os postos de comandos, mas sim, que a posse desse conhecimento por parte da maioria da população contribua efetivamente, para possíveis mudanças na sociedade (ABREU, 1996, p.19). A ORGANIZAÇÃO DE UMA FEIRA DE MATEMÁTICA 1)Antes da Feira O público alvo de uma feira é o nosso foco, a essência de pesquisa e socialização, pois utiliza o espaço da feira para expor seus trabalhos. Como público alvo de uma Feira de Matemática pode ser destacado: professores, gestores educacionais, estudantes da Educação Básica, Educação Especial, Educação Superior e Comunidade. Para atingir o público alvo, ocorre a divulgação, para posterior realização das inscrições. As inscrições dos trabalhos de uma Feira de Matemática deverão ser realizadas conforme determina o regimento em das categorias: Educação Especial, Educação Infantil, Anos Iniciais e finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior, Professor e Comunidade, nas modalidades: Materiais e ou Jogos Didáticos, Matemática Aplicada e ou Inter-relação com outras Disciplinas ou Matemática Pura. A Comissão Central Organizadora (CCO) dispõe de um documento importantíssimo, o Regimento. Segundo Zermiani (2007), o regimento tem como finalidade esclarecer e facilitar o planejamento e a execução de uma Feira e é constituído pelos capítulos: CAPÍTULO I: Da Conceituação, Finalidades e Programação; CAPÍTULO II: Da Instituição Promotora, Das Parcerias e Da Organização Administrativa; CAPÍTULO III: Das Atribuições das seguintes comissões: CCO, Secretaria Geral, Transporte, Alimentação, Recepção, Segurança, Limpeza, Finanças, Divulgação, Ornamentação e cerimonial, Saúde, Infra estrutura e Montagem; CAPÍTULO IV: Da Certificação; CAPÍTULO V: Das Inscrições; CAPÍTULO VI: Da Pré-Seleção dos trabalhos; CAPÍTULO VII: Dos Expositores; CAPÍTULO VIII: Das Unidades Escolares Expositoras; CAPÍTULO IX : Dos responsáveis e acompanhantes; CAPÍTULO X : Da Avaliação; CAPÍTULO XI: Da Premiação; CAPÍTULO XII: Das Disposições Gerais e Transitórias. 3

4 No final do regimento, constará a cidade-sede, a data de aprovação do mesmo e a assinatura dos componentes da CCO e representante da Comissão Permanente. O local que sediará a feira deve considerar se a Feira é Escolar, Municipal, Regional ou Estadual e, o número de trabalhos que serão expostos. O local deve proporcionar um ambiente em que os expositores, avaliadores e visitantes possam promover a construção e reconstrução do conhecimento científico e sua socialização. O quesito segurança deve ser considerado, o local deverá ser vistoriado pelas autoridades competentes. Diante do exposto, cabe à CCO decidir pelo melhor local para sediar o evento. Em se tratando de uma Feira de Matemática Estadual, a CCO deverá se preocupar também com o local onde os expositores e orientadores serão alojados, pois precisam ser proporcionados alojamentos e a alimentação em escolas e ou ginásios gratuitos. Detalhes como o número de chuveiros e banheiros e o funcionamento dos mesmos não podem ser esquecidos, esse é objeto de avaliação em todas as assembleias de orientadores no final das Feiras Estadual e Nacional. A organização de uma Feira de Matemática exige da Comissão responsável pela organização e administração muita determinação, persistência, dedicação, obstinação e que acredite no processo educativo desencadeado nesse evento. O gestor deve contar com a participação dos diferentes segmentos que compõe a comunidade envolvida: indústrias, comércio, associações, sindicatos, organizações não governamentais (ONGs), instituições de fomento à pesquisa, Secretarias Municipais, Regionais e Estaduais, divulgadores e apoiadores. Todos devem ser previamente convidados a fazer parte nas mais diversas tarefas que compõe as etapas da Feira. Indispensável ter abundante material para fazer a divulgação do evento, fator importantíssimo para o sucesso do mesmo. Em se tratando de recursos financeiros advindos de instituições governamentais, prestar especial atenção quanto aos prazos legais para a realização das licitações e posterior prestações de contas. Na Figura 1, pode ser observado o resumo das despesas por feira. 4

5 Figura 1- Resumo de despesa por feira. Fonte: Zermiani, 2008, p. 30. Na Figura 2, observa-se exemplo de Programação da XXVIII Feira Catarinense de Matemática Ibirama /2012 Figura 2- Programação da XXIII Feira Caratarinense de Matemática, Blumenau, Fonte: Zermiani, 2008, p Durante a Feira 5

6 Uma Feira de Matemática se desenvolve em quatro momentos: a) Montagem dos estandes e dos trabalhos; b) Abertura do evento, reunião com os avaliadores; c) Exposição, avaliação e visitação pública; d) Premiação e encerramento. Para que esses quatro momentos ocorram com tranquilidade é relevante várias ações. A recepção precisa existir e estar localizada na entrada do evento, o(s) recepcionista(s) atende e orienta os expositores, recebe os responsáveis pelas respectivas delegações, informam a respeito do número e local dos trabalhos, (croqui do local), distribuem os tickets alimentação, os crachás dos expositores e orientadores, encaminham sugestões e reclamações dos expositores e visitantes à CCO. É também função do(s) recepcionista(s) encaminhar autoridades, avaliadores e visitantes para o local de abertura e encerramento do evento e o local de exposição dos trabalhos. É apropriado contar com uma sala que sirva de recepção às autoridades, aos responsáveis pela mídia, aos avaliadores e aos visitantes. A CCO apresentará um realese sobre o evento, onde constam: objetivo da Feira número de trabalhos, de expositores, de escolas e professores participantes, etc., e, parceiros que estão promovendo e dando apoio ao evento. É aconselhável, na medida do possível, que a praça da alimentação esteja próxima ao local de exposição dos trabalhos. Os expositores e orientadores de trabalhos farão as refeições, em horários pré-estabelecidos pelos organizadores. O palco para a abertura, premiação e encerramento da Feira deve propiciar ao publico visitante a visualização das autoridades e vice-versa, ser próprio para a apresentação de atividades culturais durante a abertura e no encerramento, o equipamento de sonorização deve ser de boa qualidade. A composição da mesa deve ser feita a partir do centro da mesma. A montagem dos estandes é de competência dos expositores, à CCO cabe providenciar um espaço de 2m x 1,5m (com direito a uma saída de energia elétrica, e uma torneira com água, se solicitado na ficha de inscrição) para cada trabalho inscrito. Outros acessórios ou equipamentos também são de responsabilidade dos expositores. Na Figura 3, está representado o modelo de organização na exposição de trabalhos. 6

7 Figura 3. Modelo de organização na exposição de trabalhos. Fonte: Zermiani, 2008, p.38. Organizar uma Feira de Matemática seja escolar, municipal, regional ou estadual, requer que se tenha em mente que a avaliação dos trabalhos acontece simultaneamente com a visitação pública. Por isso é preciso que o croqui de qualquer Feira de Matemática contemple área central para exposição dos trabalhos; local para recepcionar os expositores e visitantes; local para a secretaria; sala dos avaliadores; sanitários; praça de alimentação; palco para a abertura, premiação e encerramento do evento; e auditório para a Assembleia Geral. A Assembleia Geral é um evento que acontece no 2º dia da Feira Estadual, após o desmonte dos estandes e tem três finalidades: 1- Informes sobre certificação, premiação, publicação dos trabalhos-destaque e o encerramento da Feira; 2- Avaliação da Feira como um todo; 3- Discussão e deliberação da cidade que irá sediar a próxima edição. Participam desta Assembleia os professores orientadores, avaliadores, Integrantes da Comissão Central Organizadora, Dirigentes Educacionais e expositores das categorias Educação Superior e Comunidade. Convocação da Assembleia Geral da XXII Feira Catarinense Curitibanos /

8 Figura 3. Modelo de Pauta para a Assembleia Final com todos os orientadores numa Feira de Matemática. Fonte: Zermiani, 2008, p.39. A cerimônia de encerramento do evento acontece em seguida ao desmonte dos estandes (30min) e da Assembleia Geral (01h aproximadamente). Todos os trabalhos recebem um troféu de destaque ou menção honrosa (para o grupo) e medalhas individuais de participação, para cada participante 01 professor orientador e 02 alunos expositores. Nos troféus e medalhas deverão constar: nome do evento com o número da edição, data e local de realização e instituições promotoras, juntamente com a arte da Feira. No troféu deverá constar se o trabalho foi Destaque ou Menção Honrosa e nas medalhas, a participação. A CCO deverá chamar a atenção dos professores orientadores e expositores de trabalhos, durante o processo de premiação que, por deliberação do III Seminário de Avaliação das Feiras de Matemática, nesses eventos PREDOMINE A LÓGICA DA COOPERAÇÃO EM DETRIMENTO DA LÓGICA DA COMPETIÇÃO. Para fins de leitura e posterior premiação, é muito importante que seja disponibilizada pela CCO, uma tabela digitalizada onde conste: o nº do trabalho, o titulo, o município e o tipo de premiação, separados por categoria. 8

9 CONSIDERAÇÕES FINAIS Nossa intenção, ao elaborar esse trabalho foi mostrar de forma despretensiosa um pouco do que vivenciamos na gestão da XXVIII Feira Catarinense, que aconteceu em Ibirama em E também enumerar ações e cuidados que não podem ser dispensados ou esquecidos pelos gestores de uma Feira de Matemática. Vale lembrar que o grande mérito para que hoje se possa ter um norte seguro é a literatura legada pelos precursores nessas caminhadas de Feiras. Demonstrar de forma sucinta os elementos indispensáveis na organização de uma FEIRA além de elencar as prioridades dos tópicos necessários ao controle e harmonia da organização, assegurando que as ações aconteçam numa sequencia cronológica. Para concretizar este trabalho, realizamos um pequeno questionário dirigido aos membros integrantes da Comissão Permanente das Feiras de Matemática de Santa Catarina, durante a reunião em Ituporanga/SC no dia 28/02/2013, pós-evento da Feira Catarinense sediada em Ibirama/SC. Analisando as respostas, verificamos que a divulgação das Feiras Regional e Catarinense são realizadas em parceria com os municípios, escolas, reunião de diretores e secretarias municipais, utilizando folders, imprensa falada e escrita, convites. Quanto à estrutura necessária para sediar uma Feira Estadual foram destacados: recursos financeiros garantidos antecipadamente; espaço físico para a exposição dos trabalhos; local para alojamento com banheiros e chuveiros em quantidade suficientes e em bom funcionamento, sendo este item apontado como reclamação mais veemente. Os erros cometidos nas Feiras mais citados são: falta de critérios na reunião com a coordenação da avaliação que orienta os professores orientadores que naquele momento passam a ser avaliadores e avaliados; falta de água gelada; som de má qualidade e falta de local para acomodar professores, orientadores e representantes de municípios e. Lembrar sempre que o local deve proporcionar um ambiente em que os expositores, avaliadores e visitantes possam promover a construção e reconstrução do conhecimento científico e sua socialização. Também é necessário dar especial atenção ao quesito segurança que deverá ser vistoriado pelas autoridades competentes. Queremos destacar que a Gestão de uma Feira é sempre muito gratificante. Mesmo que em determinados momentos tenhamos que lidar com a insegurança da parte financeira, do mau humor por parte de alguns, o descompromisso de outros, e, assim poderíamos enumerar vários momentos críticos que encontramos durante a realização do evento. Mas, como educadores, sabemos do momento rico que a exposição das experiências elaboradas no espaço escolar e na comunidade representa para a Educação e para a formação de Cidadãos conscientes, críticos e livres. E ainda, segundo Zermiani (2008), (...) o trabalho que vem para compor na feira não é resultado de uma atividade complementar, mas nasce e se organiza no chão da sala de aula, podendo contar com o apoio da comunidade. Isso merece destaque, pois acreditamos ser a sala de aula um espaço de desafios, de reflexão, de sistematização, de pesquisa, de descobertas, de elaboração e reelaboração de saberes. 9

10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU, Maria Auxiliadora M. de. Compromisso Político Pedagógico do Educador Matemático. Revista da SBEM/SC, Blumenau, v.1, n.1, p.19 20, ALONSO TAPIA, Jesús; FITA, Enrique Caturla. A motivação em sala de aula. São Paulo: Loyola, BORUCHOVITCH, Evely; BZUNECK, José Aloyseo. A Motivação do Aluno. Petrópolis: Vozes, BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais - Ética. 3.ed. Brasília: SALVADOR, Cesar Coll. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artes Médicas, ZERMIANI, Vilmar José. Gestão e organização de uma feira de matemática. Blumenau: Odorizzi, Seminário sobre Feiras de Matemática (4.: 2009: Blumenau,SC) Anais: IV Seminário sobre Feiras de Matemática e XXIV Feira Catarinense de Matemática/ Vilmar José Zermiani (org). Blumenau: Nova Letra,

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