Plano de Mobilidade e desafios da Lei da Mobilidade Urbana para os Municípios

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1 78ª Reunião do Fórum nacional de Secretários(as) e Dirigentes Públicos de Transporte Urbanos e Trânsito Manaus 28 de junho de 2012 Plano de Mobilidade e desafios da Lei da Mobilidade Urbana para os Municípios Urbansita Nazareno Stanislau Affonso, Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade- MDT; Conselho das Cidades; Instituto RUAVIVA; ANTP Brasília

2 Estatuto das cidades e a Lei da Mobilidade

3 autonomia política, Administrativa, financeira e legislativa para O MUNICÍPIO promover maior articulação entre Os vários segmentos da sociedade local

4 gerenciar o adequado ordenamento territorial visando a sustentabilidade cultural social política econômica ambiental institucional

5 garantia do direito a cidades sustentáveis

6 proteção, preservação e recuperação do patrimônio natural e construído

7 o planejamento deve ser entendido como processo permanente

8 A Carta Mundial pelo Direito à Cidade: plataforma comum para exigirmos nossos direitos e defender os bens comuns Alianza Internacional de los Habitantes-AIH ; Forum Nacional de Reforma Urbana- FNRU, Brasil ;Habitat International Coalition- HIC DIREITO À CIDADE

9 A Carta Mundial pelo Direito à Cidade: plataforma comum para exigirmos nossos direitos e defender os bens comuns- Alianza Internacional de los Habitantes-AIH ; Forum Nacional de Reforma Urbana- FNRU, Brasil ;Habitat International Coalition- HIC 6. O usufruto democrático e equitativo da cidade. Que reconhece o direito ao acesso à igualdade e às oportunidades, favorecendo uma convivência social, promovendo a equidade de gênero, respeitando todas as pessoas, independentemente de sua etnia, idade, capacidades, orientação sexual e religião. Uma cidade que facilita a mobilidade de todos os seus habitantes, com tecnologia sustentável não poluidora e incentivos ao transporte público e a meios alternativos como a bicicleta para todas e todos.

10 INTEGRAÇÃO CIDADE gestão democracia nova cultura política

11 Lei das Diretrizes da Política Nacional da Mobilidade Urbana ( Lei nº ) ESTATUTO DA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

12 Lei da Mobilidade Urbana ( Lei nº ) Institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana Aprovada no Congresso em 2011, sancionada com vetos pela presidente Dilma Rousseff em 3 /1/ 2012, e entrou em vigor no dia 13 de abril. Está fundamentada nos seguintes PRINCÍPIOS: VII - justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços; VIII - equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros

13 Objetivos Lei da Mobilidade I - reduzir as desigualdades e promover a inclusão social; II - promover o acesso aos serviços básicos e equipamentos sociais; III - proporcionar melhoria nas condições urbanas da população no que se refere à acessibilidade e à mobilidade; IV - promover o desenvolvimento sustentável com a mitigação dos custos ambientais e socioeconômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas nas cidades; e V - consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

14 Diretrizes- LEI DA MOBILIDADE URBANA A Política Nacional de Mobilidade Urbana é orientada pelas seguintes DIRETRIZES: II - prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado; III - integração entre os modos e serviços de transporte urbano; Gratuidades Os Municípios terão que divulgar os impactos das gratuidades no valor das tarifas do transporte público.

15 co-participação de todos os agentes e atores responsáveis pelo desenvolvimento continuidade nas ações

16 participação da população elaboração acompanhamento revisão

17 LEI DA MOBILIDADE URBANA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS I - receber o serviço adequado, III - ser informado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, de forma gratuita e acessível, sobre itinerários, horários, tarifas dos serviços e modos de interação com outros modais; IV - ter ambiente seguro e acessível para a utilização do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana, conforme as Leis /2000 e /2000.

18 LEI DA MOBILIDADE URBANA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS Os usuários dos serviços terão o direito de ser informados, em linguagem acessível e de fácil compreensão, sobre: I - seus direitos e responsabilidades; II - os direitos e obrigações dos operadores dos serviços; e III- os padrões preestabelecidos de qualidade e quantidade dos serviços ofertados, bem como os meios para reclamações e respectivos prazos de resposta.

19 planos e projetos de lei de iniciativa popular plebiscitos referendos

20 LEI DA MOBILIDADE URBANA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS Participação da sociedade civil no planejamento, fiscalização e avaliação, destacando: I - órgãos colegiados com a participação de representantes do Poder Executivo, da sociedade civil e dos operadores dos serviços; III - audiências e consultas públicas; IV - comunicação, de avaliação da satisfação dos cidadãos e dos usuários e de prestação de contas públicas.

21 LEI DA MOBILIDADE URBANA Os entes federativos poderão utilizar os seguintes instrumentos de gestão : I - restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados; III - aplicação de tributos sobre modos e serviços de transporte urbano pela utilização da infra-instrutora urbana, vinculando-se a receita à aplicação exclusiva em infra-instrutora urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público

22 LEI DA MOBILIDADE URBANA Os entes federativos poderão utilizar os seguintes instrumentos de gestão : IV - dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados; V - estabelecimento da política de estacionamentos de uso público e privado, com e sem pagamento pela sua utilização, como parte integrante da Política Nacional de Mobilidade Urbana;

23 Política de Estacionamento dos automóveis no país

24 IV - dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para os serviços de transporte público coletivo e modos de transporte não motorizados; V - estabelecimento da política de estacionamentos de uso público e privado, com e sem pagamento pela sua utilização, como parte integrante da Política Nacional de Mobilidade Urbana;

25 POLÍTICA DE ESTACIONAMENTO PROVOCAÇÕES E PREMISSAS Taxar os estacionamentos através de licitação para um fundo de transporte público, ciclovias e calçadas; Proibição de estacionamentos em vias de circulação de transporte público regular com alteração do Código Brasileiro de Transito; Inclusão dos automóveis na política de mobilidade sustentável: Compor estacionamentos e locais de desembarque dos automóveis nos projetos de sistemas estruturais de transporte (metrô, ferrovias;vlt;brt;brs,corredores de ônibus;monotrilho );

26 POLÍTICA DE ESTACIONAMENTO PROVOCAÇÕES E PREMISSAS PDU- Francês principal instrumento da política de mobilidade sustentável é a política de estacionamento; Barcelona só estacionamento de moradores; Estados Unidos taxa de estacionamento nas vias de toda cidade e valor de aluguel de carro igual a estacionamento em hotel (33 dollares); Itália estacionamento fora da cidade e proibição em toda cidade e política de estacionamento só para moradores.

27 ação do poder público controle social Brasil municípios municípios plano diretor Obrigatório cidades com mais de 20 mil habitantes

28 cidades com mais de 20 mil habitantes elaboração de plano de mobilidade urbana integrado compatível com o plano diretor municípios

29 LEI DA MOBILIDADE URBANA O Plano de Mobilidade Urbana deve contemplar os princípios os objetivos e as diretrizes desta Lei e principalmente garantir: IV - acessibilidade para pessoas com deficiência e restrição de mobilidade; V - integração dos modos de transporte público e destes com os privados e os não motorizados; VII disciplinamento dos pólos geradores de viagens; VIII - as áreas de estacionamentos públicos e privados, gratuitos ou onerosos; IX - as áreas e horários de acesso e circulação restrita ou controlada;

30 plano diretor e plano de mobilidade revisão decenal obrigatória propriedade urbana definição de usos adequados

31 LEI DA MOBILIDADE URBANA Plano de Mobilidade Urbana 1o Em Municípios acima de (vinte mil) habitantes deverá ser elaborado o Plano de Mobilidade Urbana; 2o Nos Municípios sem sistema de transporte público coletivo ou individual, deverá ter o foco no transporte não motorizado; Municípios terão o prazo máximo de 3 (três) anos de sua vigência para elaborá-lo. Findo o prazo, ficam impedidos de receber recursos orçamentários federais

32 cooperação entre governo iniciativa privada sociedade civil no processo de urbanização, em atendimento ao interesse social

33 transferência do direito de construir operações urbanas consorciadas estudo de impacto de vizinhança

34 ESTATUTO DAS CIDADES e Mobilidade Seção XI- Da transferência do direito de construir Art. 35. Lei Municipal, baseada no Plano Diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o direito de construir previsto no Plano Diretor ou em legislação urbanística dele decorrente,quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de: I implantação de equipamentos urbanos e comunitários; II preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, paisagístico, social ou Cultural; III servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda e habilitação de interesse social.

35 ESTATUTO DAS CIDADES e Mobilidade Seção X- Das operações urbanas consorciadas Art. 32. Lei Municipal específica, baseada no Plano Diretor, Poderá delimitar área para aplicação de operações Consorciadas. 1º Considera-se operação urbana consorciada o Conjunto de intervenções e medidas coordenadas pelo Poder Público municipal, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e Investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma àrea transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental.

36 ESTATUTO DAS CIDADES e Mobilidade Seção XII -Do estudo de impacto de vizinhança Art. 36. Lei Municipal, definirá os empreendimento e atividades privados ou públicos em área urbana que dependerão de elaboração de estudo prévio de impacto de vizinhança (EIV) para obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder municipal.

37 Art. 37. O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, incluindo a análise, no mínimo, das seguintes questões: I adensamento populacional; II equipamentos urbanos e comunitários; III uso e ocupação do solo; IV valorização imobiliária; V geração de tráfego e demanda por transporte público; VI ventilação e iluminação; VII paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.

38 As cidades são, por definição, o espaço para a construção da cidadania, para o convívio harmonioso e fértil das diferenças, assim como para a celebração da liberdade e das fantasias. livro Pindorama revisitada Nicolau Sevcenko editora fundação Peirópolis.

39 Carro sustentável ou cidadão: não ameaça seres humanos, não polui, não tem lei seca,e ainda faz uma criança feliz. SP 1953

40 Agradecido pela atenção Urbanista Nazareno Stanislau Affonso - Coordenador Nacional do MDT Coordenador do Escritório da ANTP em Brasília Presidente do Instituto RUAVIVA SCS Quadra.04, Bloco.A, Sala 506 Ed. Mineiro Brasília DF (61)