SUCESSÃO: ASPECTOS POLÊMICOS DA SUCESSÃO DO CÔNJUGE E DO COMPANHEIRO

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1 SUCESSÃO: ASPECTOS POLÊMICOS DA SUCESSÃO DO CÔNJUGE E DO COMPANHEIRO GODOY, Nilza Tiemi Nagaoka RESUMO O Direito das Sucessões apresenta muitos aspectos polêmicos diante de lacunas deixadas pelo legislador. Para tanto, fez-se uma abordagem sobre o significado de família no âmbito do direito, passando para a definição de casamento, suas características e regimes, com foco na união em si, através do casamento civil ou da união estável. Com base em tais aspectos, realizou-se o estudo do direito das sucessões, enfatizando os pontos divergentes e convergentes da sucessão do cônjuge e do companheiro. Palavras-chave: Casamento. União estável. Sucessão. ABSTRACT The right of succession is surrounded by controversial aspects, due to gaps left by legislator. Therefore, this study has approached the meaning of Family in law range, it achieved the definition of marriage, its characteristics and regime, focusing on the union itself, through civil marriage or stable union. Based on such attributes, a study has been carried out on the right of succession, emphasizing the divergent and convergent aspects of spouse and partner succession. Keywords: Marriage. Stable Union. Succession.

2 INTRODUÇÃO A presente pesquisa tem como escopo uma análise sobre os novos rumos do direito sucessório, partindo da premissa de que com as evoluções familiares, tem-se também que repensar nos direitos individuais de cada membro que constitui esse núcleo familiar. Desta forma, fez-se uma análise acerca do direito de família, seguindo pelo conceito de casamento e os tipos de regimes e seus reflexos dentro do ordenamento que trata principalmente dos pontos contraditórios e coincidentes no direito sucessório entre cônjuges e companheiros, uma vez, que a união estável independentemente da formalização, tem igualmente o condão de formação familiar. REFERÊNCIAS TEÓRICO-METODOLÓGICOS Com os vários tipos de entidades familiares a sociedade percebeu a necessidade de criar leis para uma melhor organização, como forma de resolver os conflitos, originando, com isso, o Direito de Família. O direito é a mais eficaz técnica de organização da sociedade. Cabe ao Estado organizar a vida em sociedade e proteger os indivíduos, devendo intervir para coibir excessos e impedir colisão de interesses 1. Entretanto, ainda que o Estado tenha o dever de regular as relações das pessoas, não pode deixar de respeitar o direito à liberdade e garantir o direito à vida, não só como mero substantivo, mas vida de forma adjetivada: vida digna, vida feliz 2. A forma mais comum de constituição familiar é a partir da união entre um homem e uma mulher, originando dessa união filhos naturais ou adotivos. Esta união pode se dar através do casamento civil ou da união estável. O Código Civil disciplina quatro modelos de regime de bens: a comunhão parcial, a comunhão universal, a participação final nos aquestos e a separação de bens 3. Independentemente de formalização, a família pode ser constituída de forma livre, através da união estável. Em que pese a relutância do legislador em 1 AZEVEDO, Alvaro Villaça apud DIAS, Maria Berenice, Manual de Direito das Famílias, 8. ed. rev. e. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011, p DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 8. ed. rev. e. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011a, p VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: direito de família, 7. ed. São Paulo: Atlas, 2007, p. 302

3 equiparar a união estável e o casamento, constitucionalmente inexiste hierarquia entre os dois institutos, sendo ambos princípios geradores de família de igual valor jurídico, sem qualquer fator discriminatório 4. Contudo, quando se trata de sucessão, há algumas diferenças pontuais entre cônjuges e companheiros. A distinção se principia com o fato de que o cônjuge é herdeiro necessário, figurando em terceiro lugar na ordem vocacional, ao passo que, o companheiro mero herdeiro legítimo, está em último lugar, depois até dos parentes colaterais de quarto grau. Nestas condições, o cônjuge, não pode ser afastado da sucessão, mas o companheiro através de testamento é passível de exclusão 5. Para que o cônjuge possa concorrer com descendente pela herança do falecido, fica na dependência do regime de bens firmado entre os cônjuges no ato do matrimônio, sendo vedados os casos em que o cônjuge era casado com o falecido sob o regime de comunhão universal de bens, regime de separação obrigatória e quando casado no regime de comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares 6. Na concorrência do cônjuge sobrevivente com o ascendente, não há nenhuma restrição com relação ao regime matrimonial de bens e nunca receberá quota menor que metade da herança 7. O cônjuge sobrevivente terá direito a quinhão igual aos dos que sucederem por cabeça, mas, se o cônjuge sobrevivente é ascendente dos herdeiros com quem irá concorrer terá assegurado que sua parte não poderá ser menor que a quarta parte da herança (artigo do Código Civil 8 ) 9. Quando o companheiro concorre com descendente comum, terá direito à mesma quota que 4 DIAS, 2011a, p DIAS, Maria Berenice. Manual das sucessões, 2. ed. revista, atualizada e ampliada. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011b, p VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito civil: direito das sucessões, 11ª. ed. São Paulo: Atlas, p RODRIGUES, Silvio. Direito civil: direito das sucessões, volume 7, 26. ed. rev. e atual. por Zeno Veloso; de acordo com o novo Código Civil (Lei n , de ). São Paulo: Saraiva, 2007, p Art Em concorrência com os descendentes (art , inciso I) caberá ao cônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça, não podendo a sua quota ser inferior à quarta parte da herança, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer. 9 GOZZO, Débora; VENOSA, Silvio de Salvo. Comentários ao Código Civil Brasileiro Do direito das Sucessões (Arts a 1.911), vol. XVI. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2004, p. 204.

4 for destinada ao filho. Se o descendente for só do falecido, caber-lhe-á a metade do que couber a cada herdeiro daquele 10. Quando o companheiro sobrevivente concorre com os descendentes e ascendentes, essa concorrência se limita aos bens adquiridos onerosamente na constância do relacionamento. Ainda, na concorrência com os ascendentes e colaterais de até quarto grau, ao companheiro se faz jus a somente um terço calculado sobre o montante integral da herança 11. Diante do exposto, apesar das congruências entre as duas linhas sucessórias há ainda, muitas desigualdades a serem revistas, pois, há casos em que a união estável é bem mais harmônica e sólida do que os casamentos civis. CONCLUSÃO A família é uma instituição que sofreu e vem sofrendo mudanças significativas ao longo dos tempos, sendo inegável a sua importância na formação da personalidade do indivíduo. Contudo, eventualmente podem surgir conflitos e como forma de dirimi-los, nasceu o Direito de Família. O casamento oficializado perdeu seu status de imprescindibilidade, enquanto as uniões estáveis continuam galgando as condições de igualdade na seara do direito. Não se deve confundir meação com sucessão. A meação se efetiva quando da separação entre as partes, independentemente de descendentes, ao passo que na sucessão é de suma importância verificar se há herdeiros a suceder, bem como a ordem vocacional. Ainda, a transmissão através do evento morte, pode se dar através de duas espécies: a testamentária e a legítima. O autor da herança, havendo capacidade para testar, mas não o fazendo, a lei designará a quem será destinado seu patrimônio, respeitando-se a ordem de vocação hereditária, bem como, a lei define os herdeiros que não podem ser afastados, os chamados herdeiros necessários. 10 MARX NETO, Edgar Audomar, Sucessão do Companheiro. In. SILVA, Regina Beatriz Tavares da; CAMARGO NETTO, Theoduretto de Almeida. Grandes temas de direito de família e das sucessões. São Paulo: Saraiva, 2011, p DIAS, 2011a, p

5 O cônjuge, como herdeiro necessário, poderá em algumas situações concorrer com os descendentes e ascendentes do autor da herança, enquanto que o companheiro, mero herdeiro legítimo, pode ser excluído através de testamento. Nota-se evidentes desigualdades entre cônjuges e companheiros no que toca à concorrência entre descendentes e ascendentes do de cujus, com real vantagem ao cônjuge. Por fim, não levando em consideração as conexidades e disparidades entre as relações, haverá um tempo em que o legislador não mais poderá se manter à margem dos reclames da sociedade hierarquizando os tipos de entidades familiares, abrigando e tutelando algumas e deixando de dar sustento a outros, procrastinando e omitindo direitos de acordo com o tipo e formato da família, se vendo então obrigado a rever conceitos e doutrinar sobre a igualdade dos entes familiares. REFERÊNCIAS DIAS, Maria Berenice. Manual de Direito das Famílias. 8. ed. rev. e. atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, Manual das sucessões, 2. ed. revista, atualizada e ampliada. São Paulo: Revista dos Tribunais, GOZZO, Débora; VENOSA, Silvio de Salvo. Comentários ao Código Civil Brasileiro Do direito das Sucessões (Arts a 1.911), vol. XVI. Rio de Janeiro: Editora Forense, MARX NETO, Edgar Audomar, Sucessão do Companheiro. In. SILVA, Regina Beatriz Tavares da; CAMARGO NETTO, Theoduretto de Almeida. Grandes temas de direito de família e das sucessões. São Paulo: Saraiva, RODRIGUES, Silvio. Direito civil: direito das sucessões, volume 7, 26. ed. rev. e atual. por Zeno Veloso; de acordo com o novo Código Civil (Lei n , de ). São Paulo: Saraiva, VENOSA, Sílvio de Salvo. Direito Civil: direito de família, 7. ed. São Paulo: Atlas, Direito civil: direito das sucessões, 11ª. ed. São Paulo: Atlas, 2011.

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