QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITO AUTORAL E USO DE SOFTWARE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITO AUTORAL E USO DE SOFTWARE"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E MATEMÁTICA APLICADA CURSO DE CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITO AUTORAL E USO DE SOFTWARE VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO NATAL, AGOSTO DE 2004

2 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 2 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITO AUTORAL E USO DE SOFTWARE Monografia apresentada no Departamento de Informática e Matemática Aplicada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências da Computação. Orientador: Prof. Pedro Fernandes Maia Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. NATAL, AGOSTO DE 2004

3 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 3 Agradecimentos O autor gratifica a Deus pela sua existência. Agradece a sua família, em especial aos seus pais Chagas e Graça, e ao irmão Virgíllio. Retribui ainda todo o carinho a adorada Keyla. Ao orientador, Pedro Fernandes Maia, pelo reconhecimento a sua contribuição e atenção prestada a esta obra. Ao advogado e escritor Alexandre Ferrari, por se mostrar bastante cortês. A todos da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional do Trabalho 21ª Região, por serem tão companheiros e aplicados. Ainda, a todos os professores que instruíram ao autor ser um vetor de conhecimento, assim como eles foram. Sobretudo, a todos os amigos e amigas que não caberiam ser citados aqui.

4 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 4 Sumário Objetivo Apresentação Introdução CONCEITUAÇÃO E NATUREZA JURÍDICA DO SOFTWARE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE E DIREITO AUTORAL Desenvolvimento por iniciativa própria Desenvolvimento por encomenda Registro de Software Patenteabilidade COMERCIALIZAÇÃO DE SOFTWARE Distribuição Licenciamento Licitação Exportação Transferência de Tecnologia Tributação USO DE SOFTWARE Freeware Shareware Software Livre Software Comercial Software Comercial Exclusivo Software Comercial Não Exclusivo Software Meramente Comercial Software Proprietário Demo IMPLEMENTAÇÕES FUTURAS Spyware Vírus Spam Cookies Comércio Eletrônico Pirataria Cartórios Digitais Governo Eletrônico CONCLUSÃO Referências Bibliográficas ANEXO... 42

5 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 5 Objetivo Elaborar um texto que visa expor e esclarecer, em linguagem acessível, para alunos, professores e profissionais de Tecnologia da Informação, os fatos relevantes a respeito de questões legais sobre desenvolvimento, comercialização, direitos autorais e uso de software, como forma de contribuição ao trabalho de gerenciamento de processos e equipes de desenvolvimento de software, e ainda estimular a divulgação de alguns desses conceitos entre esses profissionais. Será dada ênfase na legislação brasileira a respeito do tema e abordagem eventual de convenções internacionais sobre o assunto. Questões a respeito de comércio eletrônico, pirataria e tributação, serão abordadas apenas no que for necessário para a finalidade do trabalho.

6 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 6 Apresentação Esta obra visa mostrar aos profissionais de TI os principais aspectos legais envolvendo o ramo de software, com base na Lei de software nº 9.609/98 e na Lei de proteção ao direito autoral nº 9.610/98. Será exibida a importância da informática no mundo atual e alguns desafios que esses profissionais devem enfrentar ao lado dos juristas deste país. Durante a primeira seção, o software será conceituado e sua natureza jurídica será exposta, assim como as implicações dessa natureza jurídica tanto para o desenvolvedor quanto para o usuário de software. exibidas. Na seção 2 as formas de desenvolvimento, proteção e divulgação de software são A comercialização de software é o tema abordado na seção 3, apresentando algumas formas de distribuição, licenciamento, licitação, exportação, transferência de tecnologia e tributação de programas de computador. Em toda a quarta seção serão exibidas algumas das principais licenças de uso de software e maneiras de proteção para o usuário, tornando possível ao desenvolvedor escolher a melhor forma de elaborar contratos de licença, como retirando eventuais conceitos errados dessas licenças. Adiante, os que pretenderem dar continuidade a esta obra podem se referenciar na seção 5, com alguns dos temas não abordados de forma tão desenvolvida neste documento, por fugirem do escopo principal ou por serem questões ainda sem consenso no meio acadêmico ou no âmbito legal. Na sexta seção o autor apresenta algumas conclusões desta obra.

7 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 7 Introdução É inegável a presença marcante da informática em nosso cotidiano. Qualquer país que queira se desenvolver faz uso dessa tecnologia. Produtores e empregadores agregam valor aos seus objetos finais de negociação com o uso da informática. A utilização da informática nas diferentes situações da vida deve ocorrer de acordo com regras bem definidas. Numa sociedade democrática essas regras são ditadas pelas Leis. Em todos os ramos da atividade humana as situações que demandam a existência de uma norma reguladora antecedem à sua elaboração. Na área de informática, dada a sua grande evolução, esse fenômeno é ainda mais marcante. Por essa razão o legislador deve estar atento as situações existentes e apreciá-las de forma coerente com a realidade vivida e imaginada para o futuro a fim de criar leis adequadas para normatizar a realidade social. A idéia para a realização deste trabalho surgiu da percepção de que a maioria dos profissionais de informática, alunos e professores da área desconhecem as regras sobre sua área de trabalho vigentes no Brasil. Essa percepção foi adquirida quando o autor e seus colegas de turma tomaram conhecimento da existência de uma Lei de software no país e constataram o baixo nível de informação sobre o assunto entre alunos de computação. Esta situação faz com que os profissionais de Tecnologia da Informação (TI) desconheçam normas essenciais para o seu trabalho, podendo acarretar em grandes prejuízos para carreira desses profissionais ou para as empresas que eles comandam e participam. Aqui se pretende mostrar como a Lei de software (Lei nº 9.609/98), a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98) e correlatas poderão ser utilizadas para auxiliar o desenvolvimento de projetos de software. Alguns modelos e casos reais ilustrarão situações nas quais o profissional de TI possa utilizá-los ao seu favor, tanto para garantir os seus direitos como para cumprir com as suas obrigações, e ainda para que os usuários e contratantes de softwares se sintam protegidos. No decorrer do texto, palavras como software, programa de computador e sistemas de informação serão utilizadas geralmente tendo o mesmo significado, assim como desenvolvedor, programador e empresa desenvolvedora de software.

8 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 8 Graças à subjetividade que cerca a interpretação e aplicação da legislação, o autor isenta-se de quaisquer ônus, prejuízos, perdas e danos decorrentes direta ou indiretamente da utilização ou aplicação dos entendimentos, conceitos e opiniões expostas nesta obra. Os temas e as opiniões aqui transmitidos não substituem a apreciação e senso crítico do leitor, em última instância e sob seu livre arbítrio, caberá ou não acolher as propostas contidas neste documento.

9 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 9 1. CONCEITUAÇÃO E NATUREZA JURÍDICA DO SOFTWARE O software além de ser uma entidade de natureza mecânica, é uma entidade descritiva, complexamente hierarquizada, cognitivo-linguística e histórica, concebida através de esforços geralmente coletivos durante um considerável período de tempo. 1 É mais do que um código fonte escrito em uma linguagem de programação de alto nível, ou um código objeto em linguagem de baixo nível após a análise e síntese de um compilador. O software pode ser considerado de três formas: a) Conjunto de instruções ou código fonte, que o desenvolvedor ou programador produz em alguma linguagem; b) Aplicativo ou executável, consistente no programa que o usuário tem interesse de operar. Aquilo que ao ser incorporado num meio legível por máquina, faça com que uma máquina que dispõe de capacidade de processamento, indique, realize ou execute uma determinada função, tarefa ou resultado; c) Material de apoio, que vem a ser tudo aquilo que possa facilitar o entendimento da obra que é um programa, como manuais de instrução ou diagramas de funcionamento e comportamento de programas. A Lei nº 9.609/98, conhecida como a Lei de software, foi elaborada seguindo uma tendência mundial firmada em acordos internacionais, de comparar o software às obras intelectuais. O art. 1º da Lei de software define programa de computador como sendo a expressão de um conjunto organizado de instruções em linguagem natural ou codificada, contida em suporte físico de qualquer natureza, de emprego necessário em máquinas automáticas de tratamento da informação, dispositivos, instrumentos ou equipamentos periféricos, baseados em técnica digital ou análoga, para fazê-los funcionar de modo e para fins determinados. Ao definir o programa de computador como a expressão de um conjunto organizado de instruções, o legislador brasileiro não observou a diferenciação técnica entre o programa e 1 FERNANDES, Jorge Henrique Cabral. Qual a Prática do Desenvolvimento de Software? Revista Ciência e Cultura da SBPC. v. 55. n. 2

10 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 10 a sua descrição. O legislador definiu a descrição do programa, e não o programa em si, objeto da tutela legal. Esta mesma lei dispôs expressamente sobre a proteção de programas de computador como direito autoral, e exclui expressamente as disposições relativas aos direitos morais, ressalvando o direito do autor de reivindicar, a qualquer momento, a paternidade do programa de computador e o direito do autor opor-se a alterações não autorizadas, quando estas impliquem deformação, mutilação ou outra modificação do programa de computador, que prejudiquem a sua honra ou a sua reputação. Assim, a natureza jurídica do software é de direito autoral e seu desenvolvedor é titular dos direitos de autor e a sua propriedade não se transfere integralmente, pois existe vinculação permanente entre o produto e o criador. Deve-se frisar neste ponto que não existe operação de compra e venda de software, pois este não é uma mercadoria. A sua forma intrínseca não modifica a sua natureza jurídica, que é de direito autoral. O uso de programa de computador no País será objeto de contrato de licença. Em não existindo tal contrato, o documento fiscal relativo à aquisição ou licenciamento de cópia servirá para comprovação e regularidade do seu uso. O software tem peculiaridades próprias que requerem um tratamento especial quanto a sua comercialização, de forma a não restar dúvidas quanto às regras que deverão nortear o relacionamento do titular com terceiros, algo que será exposto com mais detalhes durante toda a seção nº 3 desta obra. No Art. 7º da Lei de Direitos Autorais pode-se observar que são obras intelectuais protegidas: as criações de espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como os programas de computador. A Lei de software ampliou o prazo de proteção dos direitos intelectuais de 25 anos - como regia a antiga Lei de software nº 7.646/87 - para 50 anos, conforme o Art 2º, 2º, dando tal proteção independentemente de registro, conforme se revela no 3 o do mesmo artigo. Ou seja, caso não se faça o registro, o autor ainda terá a propriedade do bem imaterial (software) por 50 anos. É por este motivo que a comercialização de software é feita através de contrato

11 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 11 de licença de uso do produto, por prazo consignado em tal licença. Na seção 2.3 será discorrido sobre o tema de registro de software.

12 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE E DIREITO AUTORAL O desenvolvimento de software pode ser definido como a realização de um ou vários projetos, geralmente baseados em engenharia de software, para a implementação de código fonte. Este último será compilado ou interpretado, gerando assim o programa executável para o usuário final. É uma obra de criação humana realizada por encomenda de terceiros, para comercialização ou ainda para uso da própria empresa. Observa-se que as três formas de se contratar o desenvolvimento de sistemas de informação são: contrato de trabalho, contrato de prestação de serviços e vínculo estatutário. O autor de software será aquele que idealiza, cria, desenvolve a obra do início ao fim. Caso haja interferência, ocorrerá uma relação de co-autoria, a obra possuirá mais de um autor, sendo cada um deles um co-autor e não somente autor. O autor ou co-autor podem explorar economicamente o software, mas se transferir(em) a titularidade à um terceiro, será esse terceiro quem poderá usar o software para exploração, seja para qual finalidade for. O titular é quem detém os direitos de "exploração" do software, nada tendo ajudado na criação. São direitos do titular: o direito de uso (licença), direito de imagem, direito de publicidade, entre outros. Com relação ao direito de autor, é relevante esclarecer que a própria Lei de proteção ao Direito Autoral nº 9.610/98 cuida de separar os direitos morais dos patrimoniais. Os direitos morais são aqueles que decorrem dos direitos da personalidade, sendo emanações da pessoa e, portanto, merecem a mais completa proteção. Se a pessoa tem direito à honra, intimidade, ao nome, ao sigilo e à integridade física, o autor tem direito de reivindicar a qualquer tempo a autoria da obra, assegurar a integridade de sua obra e opor-se às modificações que possam prejudicá-la, dentre outros. Os direitos da personalidade, dentre ele os morais de autor, não sofrem o fenômeno da prescrição, que seria o intervalo de tempo máximo para se reivindicar os direitos. A proteção a tais direitos decorre da proteção da pessoa humana que a qualquer momento pode defender tais direitos e, mesmo que não o faça em determinado lapso de tempo, tal inércia não significará a perda da pretensão.

13 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 13 O fato de determinado autor ter sua obra plagiada por terceiros e não reclamar de tal fato por certo período de tempo não significa que ele perdeu o direito de fazê-lo, pois a prescrição somente atingirá a pretensão no tocante aos prejuízos materiais, ou seja, o direito de indenização. O direito moral permanece íntegro e poderá ser defendido pelo próprio autor ou seus sucessores, de acordo com a Lei nº 9.610/98, Art 24, 1º. Porém, como citado na seção anterior, no tocante ao software, as disposições relativas aos direitos morais não se aplicam. Já no tocante aos direitos patrimoniais, tem-se disciplina distinta. Se a obra for utilizada sem a devida autorização de seu autor, que pela utilização nada recebeu, a pretensão de ressarcimento estará sujeita à prescrição. O mesmo ocorre se o direito moral é atingido e surge a pretensão de reparação material, como visto. Em ambos os casos: violado o direito de autor - moral ou patrimonial - surge o dever de reparar, e neste momento, inicia-se a prescrição, juntamente com a pretensão reparatória. No sistema de reparação civil, não há indenização sem que haja dano. Isso porque o valor da indenização se mede pela extensão do dano, como pode ser visto no Código Civil de 2002, Art Não há como se reparar um prejuízo, ou dano, se este não existiu. Aliás, exatamente o que difere a responsabilidade civil da penal é a existência do dano. O direito penal pune os crimes de perigo, pune os crimes tentados, mesmo que não haja qualquer resultado decorrente da ação do criminoso. Para o direito civil, sem dano não há que se falar em reparação. Existem instituições que ajudam autores a distribuir, garantir direitos e licenciar suas obras, mantendo alguns princípios, tais como a Creative Commons, Open Source Initiative, Free Software Foundation, entre outras Desenvolvimento por iniciativa própria Nesta hipótese, a empresa ou programador autônomo desenvolve o software para posterior comercialização ou ainda para uso próprio. Observa-se na legislação que no caso de

14 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 14 empresas, a autoria do produto não pertencerá ao empregado que desenvolveu o software. Tal disposição apenas ocorrerá se for prevista no contrato de trabalho ou no contrato de desenvolvimento. Neste ponto, destaca-se a importância sobre o esclarecimento das questões legais que envolvem a profissão de desenvolvedor de software. Pois, mesmo que não haja nenhuma colocação a respeito deste fato no contrato, a autoria do produto pertencerá ao empregador ou contratante do serviço. A fim de proteger esses direitos, a empresa desenvolvedora poderá exigir de seus funcionários e/ou de terceiros que venham a participar das etapas de desenvolvimento do software recebendo informações estratégicas da contratante, um termo de confidência e sigilo sobre os conhecimentos obtidos da empresa, bem como o compromisso de que não irá desenvolver e/ou distribuir, direta ou indiretamente, software similar ao que está tendo acesso, estabelecendo assim, um período de interesse entre as partes em que tal obrigação deva prevalecer. Excetuando-se ajuste em contrário, a compensação pelo trabalho ou serviço prestado será limitada à remuneração ou ao salário firmado entre as partes. O desenvolvedor servidor público fica então praticamente vedado de obter vantagens financeiras, como gratificação extra, ou ainda percentagem no caso de desenvolver software para comercialização. Os direitos concernentes a programa de computador, que forem gerados sem relação com o contrato de trabalho, prestação de serviço ou vínculo estatutário, pertencerão com exclusividade ao empregado, contratado de serviço ou servidor; desde que não haja a utilização de recursos, informações tecnológicas, segredos industriais e de negócios, materiais, instalações ou equipamentos do empregador, da empresa ou entidade com a qual o empregador mantenha contrato de prestação de serviços ou assemelhados, do contratante de serviços ou órgão público com o qual o empregado tenha vínculo. Ou seja, o programador poderá desenvolver software em várias empresas com o período de desenvolvimento coincidindo parcialmente ou não nestas empresas. Caso tenha estipulado em contrato, ele poderá sim reivindicar os direitos relativos aos softwares em questão. As situações expostas neste item 2.1 também serão aplicadas nos casos de desenvolvimento de software por bolsistas, estagiários e assemelhados.

15 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN Desenvolvimento por encomenda Nesta situação, o desenvolvimento deve ocorrer por força de assinatura do contrato de prestação de serviços específicos entre a empresa desenvolvedora e a tomadora dos serviços. É neste ponto em que geralmente ocorre a maior parte das dúvidas, tanto para o desenvolvedor como para o contratante de serviço. É de primacial importância o entendimento eficaz entre as partes, pois a experiência técnica do desenvolvedor não é o pressuposto único para se atingir o software desejado pelo contratante. A engenharia de software é bastante importante neste aspecto, definindo os parâmetros aceitos pelo contratante e tornando possível para a contratada a modelagem do projeto de desenvolvimento. Outro ponto de destaque é que caso o tomador do serviço desista da contratação, por qualquer motivo que seja, este não poderá utilizar a parte do serviço já concluída sem autorização do desenvolvedor, já que à luz da legislação vigente, o direito autoral nesta hipótese permanece com o desenvolvedor, até que os serviços estejam concluídos e pagos. Com a prestação de serviços para desenvolvimento de software, o programador ou a empresa contratada não tem, como regra, o direito de reivindicar para si a titularidade do software, a não ser que tal princípio esteja presente no instrumento contratual. De acordo com o Art. 5º da Lei de software, os direitos sobre as derivações autorizadas pelo titular dos direitos de programa de computador que seriam as alterações, com a implementação de nova versão, criação de um novo programa baseado no anterior - inclusive sua exploração econômica, pertencerão à pessoa autorizada a tal finalidade, salvo estipulação contratual em contrário Registro de Software De acordo com o Art. 3º da Lei de software, os programas de computador poderão, a critério do titular, ser registrados em órgão ou entidade a ser designado por ato do Poder Executivo, por iniciativa do Ministério responsável pela política de ciência e tecnologia.

16 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 16 A legislação em vigor faz do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o órgão competente para tal tarefa. O INPI regula a função social, econômica, jurídica e técnica acerca de tratados, convenções e acordos sobre propriedade industrial no país. Com a evolução da tecnologia, ele agregou funções como a de concessão de marcas e patentes, a responsabilidade pela averbação dos contratos de transferência de tecnologia, contratos de franquia empresarial, desenho industrial e ainda registro e transferência dos direitos de software. O registro de software no INPI é algo bastante dispendioso e requer bastante atenção, onde se sugere o acompanhamento de um mediador jurídico, pois dados importantes do titular do programa constarão em tal registro. Dados como o código fonte são de sigilo absoluto, não podendo ter acesso a ele nem mesmo seu próprio criador, caso não seja o titular dos direitos do software. Devem estar presentes no pedido de registro as seguintes informações: a) Os dados referentes ao autor do programa de computador e ao titular, se distinto do autor, sejam pessoas físicas ou jurídicas; b) A identificação e descrição funcional do programa de computador; e c) Os trechos do programa e outros dados que se considerarem suficientes para identificá-lo e caracterizar sua originalidade, ressalvando-se os direitos de terceiros e a responsabilidade do Governo. Pode-se encarar o registro como uma proteção ao criador, para que os direitos autorais sejam respeitados. Caso apareça no mercado algum programa idêntico ao registrado, o titular dos direitos poderá reivindicar os direitos sobre o outro software, ou até retirá-lo do mercado. Se assim desejar, o titular deverá requerer a ordem judicialmente a fim de impedir a concorrência desleal. Para tanto, o titular terá que apresentar o registro do programa, provando o fato constitutivo do seu direito. O registro é a prova da propriedade do programa, que também é um bem, mas qualificado como bem imaterial. Sendo o software registrado, o INPI não permitirá o registro de outro idêntico, garantindo ao criador e ao seu titular, caso sejam pessoas distintas, o direito único de gozar dos benefícios do programa.

17 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 17 Efetuar o pedido de registro, como anteriormente citado, não é uma empreitada singela. Esta obra não pretende ser um guia de como proceder ao pedido, contudo é possível obter um modelo do formulário emitido pelo INPI no endereço A documentação técnica a ser apresentada junto ao pedido de registro deve figurar em papel no formato A4, em duas vias, sem capa ou outra proteção, pois tais folhas serão armazenadas em envelopes próprios, não se podendo exceder o número de sete folhas por envelope. Por este último, é cobrado um valor nada insignificante, fato que incrementa a dificuldade de se registrar um software junto ao INPI. A Lei de proteção ao direito autoral nº 9.610/98 anuncia no Art 7º, inciso XII, que o software está protegido independentemente de qualquer registro, inclusive junto ao INPI, como se pode observar no Art. 3º da Lei de software. Caso o programador não possua o registro no INPI, ele deverá provar a sua criação judicialmente, com perícias, testemunhas, entre outros. Fato que pode se alongar bastante e não ser fruitivo. Uma alternativa jurídica para que o direito do desenvolvedor em relação ao software possa ser reconhecido, mas não tão segura quanto o registro no INPI, é o ato da Escritura de Declaração, na qual o desenvolvedor de software declara ao servidor de um Cartório de Registro de Títulos e Documentos, ou ainda num Cartório Notatorial, as propriedades que identificam o software. O servidor transcreve tais adjetivos para o documento público que ficará armazenado no arquivo do cartório. Trata-se de uma opção economicamente viável ao menos para se provar o direito autoral. Como visto acima e com base no Art. nº 364 do Código de Processo Civil, em sua seção V, subseção I, que afirma que o documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos fatos que o escrivão, tabelião ou funcionário declarar que ocorreram em sua presença, a Escritura de Declaração é uma opção legal ao registro no INPI. Esta alternativa não tira a finalidade do registro junto ao INPI, pois este último é a maneira com menor número implicações legais caso haja uma disputa judicial, pois é a única forma totalmente eficaz para se obter a paternidade de software, já que este registro é a prova mais substancial exigida pela lei. Em uma simples comparação com a venda de um imóvel, não basta apenas possuir a escritura de compra e venda do imóvel, é necessário também o

18 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE 18 registro da transação no cartório imobiliário. Como citado anteriormente, o software estará protegido independentemente de registro, mas em caso de uma questão judicial, caberá ao detentor dos direitos de autor provar a sua autoria Patenteabilidade Discorrido um pouco a respeito de registro e escrituras, naturalmente o leitor deve se questionar a cerca das patentes de software e de algoritmos. Até recentemente, muitos juristas encaravam os programas de computador como objeto que teria proteção mediante patente de invenção, já que, à priori, os requisitos de patenteabilidade, como novidade e originalidade, enquadravam-se no caso. Enquanto viam-se países como os EUA aceitando essa posição, por volta de 1970, a França já excluía os softwares da proteção de patentes 2. A patente é um privilégio concedido pelo Estado aos inventores ou quaisquer outras pessoas físicas e jurídicas, detentoras do direito de invenção de um produto, de um processo de fabricação ou aperfeiçoamento de produtos e processos já existentes. Ela deve ser resultado de um esforço criativo no campo da técnica. Um método de cálculo, resolução matemática ou algoritmos não são patenteáveis. Para os propósitos do direito de patentes tradicional, um programa de computador, por si só, não é um produto tangível. A mídia que contém o programa, seja ela uma fita magnética, cd, disquete, disco rígido, cartão de memória, entre vários, não é um novo produto, já que a novidade registrada nessas mídias é de caráter intelectual e abstrato. Caso o autor de um software deseje patentear a sua invenção, ele deverá implementar a solução em hardware que execute as funções da sua obra, pois apenas este será passível de patente. Todavia, considerando a evolução normativa global que classificou o software como obra intelectual, comparando-o às obras literárias, software é passível de proteção pelo direito 2 BRANCHER, Paulo Marcos Rodrigues. Contratos de software. Florianópolis: Momento Atual, 2003, p.23

19 VICENTE CASSIANO DA SILVA NETTO UFRN 19 de autor e qualquer discussão a respeito da forma de proteção aplicável foi perdendo forças, e nas últimas décadas vem sendo adotada desta forma em vários países.

20 QUESTÕES LEGAIS SOBRE DESENVOLVIMENTO, COMERCIALIZAÇÃO, DIREITOS AUTORAIS E USO DE SOFTWARE COMERCIALIZAÇÃO DE SOFTWARE Inicialmente, convém lembrar que a comercialização no caso do software não é feita com o corpus mechanicum propriamente dito, mas sim com o direito relacionado ao uso ou à nova distribuição do programa de computador, instalado em um determinado suporte físico. A Lei de software é bastante clara no que se refere o parágrafo acima. Esta mesma Lei também propicia uma ampla liberdade na relação comercial entre desenvolvedor de software e contratante. Desde o preço para o desenvolvimento até a sua forma de distribuição podem ser largamente discutidos entre as partes. Certamente, isto não será tão palpável nos casos do poder econômico do contratante ser superior ao da empresa desenvolvedora. Conforme pode ser observado no Art. 10º da Lei de software nº 9.609/98, as cláusulas dos contratos que limitem a produção, a distribuição ou a comercialização, em violação a disposições normativas em vigor, que eximam qualquer dos contratantes das responsabilidades por eventuais ações de terceiros, decorrentes de vícios, defeitos ou violação de direitos de autor, serão consideradas como cláusulas nulas. A distribuição de software e a responsabilidade pelo fornecimento de serviços técnicos complementares para o seu adequado funcionamento serão do titular dos direitos ou de seu distribuidor contratado para tal fim. A validade técnica será estipulada pelo titular dos direitos na licença de uso. Isto pode ser constatado no artigo 8º da Lei de software e em seu parágrafo único, afirmando que aquele que comercializar programa de computador, quer seja titular dos direitos de programa, quer seja titular dos direitos de comercialização, fica obrigado, no território nacional, durante o prazo de validade técnica da respectiva versão, a assegurar aos respectivos usuários a prestação de serviços técnicos complementares relativos ao adequado funcionamento do programa, consideradas as suas especificações. A obrigação persistirá no caso de retirada de circulação comercial do programa de computador durante o prazo de validade, salvo justa indenização de eventuais prejuízos causados a terceiros. Uma discussão mais aprofundada a respeito do Código de Defesa do Consumidor e comercialização de software, envolvendo a questão de o usuário ser ou não consumidor final e

LEI DE PROGRAMA DE COMPUTADOR

LEI DE PROGRAMA DE COMPUTADOR LEI DE PROGRAMA DE COMPUTADOR LEI Nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998 Dispõe sobre a proteção de propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências.

Leia mais

Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998.

Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998. Lei de Software Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador, sua comercialização no País, e dá outras providências. O PRESIDENTE

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL PROTEÇÃO JURÍDICA DO SOFTWARE

PROPRIEDADE INTELECTUAL PROTEÇÃO JURÍDICA DO SOFTWARE PROPRIEDADE INTELECTUAL PROTEÇÃO JURÍDICA DO SOFTWARE UNISINOS Unidade 07 Professora Liz Beatriz Sass 2010/II O direito brasileiro e a informática Lei nº 7.232/84 Política Nacional de Informática Criou

Leia mais

RESOLVE: Número. De 8. Folha 1 Entrada em vigor

RESOLVE: Número. De 8. Folha 1 Entrada em vigor 1 O Presidente da Fundação Oswaldo Cruz, no Uso de suas atribuições e da competência que lhe foi delegada pela Portaria do MS/nº 93, de 22.07.99, RESOLVE: 1.0 PROPÓSITO Estabelecer as Diretrizes Institucionais

Leia mais

A PROTEÇÃO DOS PROGRAMAS DE COMPUTADOR

A PROTEÇÃO DOS PROGRAMAS DE COMPUTADOR A PROTEÇÃO DOS PROGRAMAS DE COMPUTADOR Divisão de Registro de Programa de Computador Victor Pimenta M. Mendes Fortaleza - CE Setembro- 2010 Propriedade Intelectual Propriedade Intelectual Propriedade Industrial

Leia mais

Como é o desenvolvimento de Software?

Como é o desenvolvimento de Software? Como é o desenvolvimento de Software? Fases do Desenvolvimento Modelo Cascata Define atividades seqüenciais Outras abordagens são baseadas nesta idéia Especificação de Requisitos Projeto Implementação

Leia mais

MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB

MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB Anexo(5), da Port nº 26/2011, da SecCTM MARINHA DO BRASIL SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIAE INOVAÇÃO DA MARINHA NORMAS PARA PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NA MB 1 PROPÓSITO Estabelecer orientações

Leia mais

Lei de Proteção da Propriedade Intelectual de Programa de Computador. Lei Federal n o 9.609 de 19/02/1998

Lei de Proteção da Propriedade Intelectual de Programa de Computador. Lei Federal n o 9.609 de 19/02/1998 Lei de Proteção da Propriedade Intelectual de Programa de Computador Lei Federal n o 9.609 de 19/02/1998 Lei Federal n o 9.609 de 19/02/1998 Promulgada em conjunto com a Lei n o 9.610/98 de DIREITOS AUTORAIS,

Leia mais

Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Noções de Direito e Legislação da Informática FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO FACULDADE DE TECNOLOGIA SENAC GOIÁS GESTÃO EM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LUIZ GUILHERME JULIANO PIROZZELLI TULIO TSURUDA WISLIY LOPES Noções de Direito e Legislação da Informática GOIÂNIA JUNHO DE 2014 RELACIONAR

Leia mais

Dreaming in Digital, Living in Real Time, Thinking in Binary, Talking in IP? Welcome to your wolrd!

Dreaming in Digital, Living in Real Time, Thinking in Binary, Talking in IP? Welcome to your wolrd! Dreaming in Digital, Living in Real Time, Thinking in Binary, Talking in IP? Welcome to your wolrd! Leis de Software U M A V I S Ã O D O S A S P E C T O S R E G U L A T Ó R I O S D A T E C N O L O G I

Leia mais

Proteção do Conhecimento: Operacionalizando Registros de Programas de Computador

Proteção do Conhecimento: Operacionalizando Registros de Programas de Computador Proteção do Conhecimento: Operacionalizando Registros de Programas de Computador Elvira Andrade Divisão de Registro de Programas de Computador - INPI Fortaleza 2007 PROPRIEDADE INTELECTUAL 1. Propriedade

Leia mais

3º A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.

3º A proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro. Lei Nº 9.609 CAPÍTULO II DA PROTEÇÃO AOS DIREITOS DE AUTOR E DO REGISTRO Art. 2º O regime de proteção à propriedade intelectual de programa de computador é o conferido às obras literárias pela legislação

Leia mais

3 PROGRAMA DE COMPUTADOR...2

3 PROGRAMA DE COMPUTADOR...2 Sumário 3 PROGRAMA DE COMPUTADOR...2 3.1 Conceito de Software...2 3.2 Aplicação do Direito Autoral...2 3.3 Direitos...2 3.4 Titularidade e Autoria...3 3.5 Prazo de Proteção...3 3.6 Registro...3 3.7 Relação

Leia mais

DIREITOS AUTORAIS, SOFTWARE, SOFTWARE LIVRE, Augusto Tavares Rosa Marcacini

DIREITOS AUTORAIS, SOFTWARE, SOFTWARE LIVRE, Augusto Tavares Rosa Marcacini DIREITOS AUTORAIS, SOFTWARE, SOFTWARE LIVRE, Augusto Tavares Rosa Marcacini IME USP Outubro/2007 Direitos Autorais Lei nº 9.610/98 Propriedade imaterial Direitos autorais Propriedade industrial Direitos

Leia mais

O que é software livre

O que é software livre O que é software livre Publicado por brain em Sáb, 2006-03-25 17:12. :: Documentação [http://brlinux.org/linux/taxonomy/term/13] por Augusto Campos Este artigo responde a diversas dúvidas comuns de novos

Leia mais

A COMPLETA INSTALAÇÃO DESTE SOFTWARE IMPLICA NA IMEDIATA ACEITAÇÃO DE TODOS OS SEUS TERMOS E CONDIÇÕES.

A COMPLETA INSTALAÇÃO DESTE SOFTWARE IMPLICA NA IMEDIATA ACEITAÇÃO DE TODOS OS SEUS TERMOS E CONDIÇÕES. SIGMA SISTEMA GERENCIAL DE MANUTENÇÃO CONTRATO DE LICENÇA DE USO E GARANTIA A COMPLETA INSTALAÇÃO DESTE SOFTWARE IMPLICA NA IMEDIATA ACEITAÇÃO DE TODOS OS SEUS TERMOS E CONDIÇÕES. 1.0. INDENTIFICAÇÃO DO

Leia mais

Resolução nº 02-07 CONSUNI

Resolução nº 02-07 CONSUNI Resolução nº 02-07 CONSUNI O Conselho Universitário da Universidade de Caxias do Sul UCS, no uso das suas atribuições estatutárias e regimentais, e considerando a Portaria n. º 170, de 15 de maio de 1998,

Leia mais

Proteção do Conhecimento da Embrapa Milho e Sorgo por meio da Propriedade Intelectual

Proteção do Conhecimento da Embrapa Milho e Sorgo por meio da Propriedade Intelectual O que é a Propriedade Intelectual A Propriedade Intelectual é o mecanismo que visa proteger a propriedade sobre o conhecimento, fruto da inteligência e do talento humano. Divide-se tradicionalmente em

Leia mais

SOFTWARE LIVRE DISCIPLINA:

SOFTWARE LIVRE DISCIPLINA: SOFTWARE LIVRE DISCIPLINA: Introdução a Ciência da Computação DOCENTE: Ricardo Sant ana DISCENTE: Matheus Vieira e Silva 1º ANO ARQUIVOLOGIA Junho de 2006 Entendendo o que é Software Livre: Liberdade dos

Leia mais

Com Software Livre você pode! Agradeço a oportunidade!

Com Software Livre você pode! Agradeço a oportunidade! Com Software Livre você pode! Agradeço a oportunidade! Agradeço a presença Fátima Conti ( Fa ) - fconti@gmail.com @faconti ( identi.ca, twitter ), Fa Conti ( diaspora, facebook ) Site: http://www.ufpa.br/dicas

Leia mais

Conteúdo SOFTWARE LIVRE. Terminologia. Histórico de Software Livre. Terminologia: Software livre. Terminologia: Software livre

Conteúdo SOFTWARE LIVRE. Terminologia. Histórico de Software Livre. Terminologia: Software livre. Terminologia: Software livre Conteúdo SOFTWARE LIVRE SCE 186 - Engenharia de Software Profs. José Carlos Maldonado e Elisa Yumi Nakagawa 2 o semestre de 2002 Histórico de Software Livre Terminologia Fases do Licença de Software Livre

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO RAFAEL D. RIBEIRO, M.SC,PMP. RAFAELDIASRIBEIRO@GMAIL.COM HTTP://WWW.RAFAELDIASRIBEIRO.COM.BR @ribeirord CRIMES DE PIRATARIA DE SOFTWARE Prática ilícita caracterizada

Leia mais

TERMOS DE LICENÇA PARA SOFTWARES HSC

TERMOS DE LICENÇA PARA SOFTWARES HSC TERMOS DE LICENÇA PARA SOFTWARES HSC LEIA COM ATENÇÃO ANTES DE USAR ESSE PRODUTO DE SOFTWARE: Este Termo de Aceite é um Contrato de Licença do Usuário Final ("EULA" - End-User License Agreement) é um contrato

Leia mais

RESOLUÇÃO CONSU 018/2014

RESOLUÇÃO CONSU 018/2014 RESOLUÇÃO CONSU 018/2014 Estabelece as diretrizes da Política Institucional de Propriedade Intelectual, Transferência de Tecnologia e Inovação da UEFS e dá outras providências. O Reitor da Universidade

Leia mais

PROTEÇÃO AO PROGRAMA DE COMPUTADOR. Divisão de Registro de Programas de Computador e Topografia de Circuitos DICIG / CGIR / DIPTO

PROTEÇÃO AO PROGRAMA DE COMPUTADOR. Divisão de Registro de Programas de Computador e Topografia de Circuitos DICIG / CGIR / DIPTO PROTEÇÃO AO PROGRAMA DE COMPUTADOR Divisão de Registro de Programas de Computador e Topografia de Circuitos DICIG / CGIR / DIPTO PROPRIEDADE INDUSTRAL PROPRIEDADE INTELECTUAL DIREITO AUTORAL PROTEÇÃO SUI

Leia mais

ÍNDICE. www.leitejunior.com.br 06/10/2009 10:21 Leite Júnior

ÍNDICE. www.leitejunior.com.br 06/10/2009 10:21 Leite Júnior ÍNDICE SOFTWARE LIVRE / OPEN SOURCE...2 PROPRIEDADE INTELECTUAL...2 GRAUS DE RESTRIÇÃO EM LICENÇAS DE SOFTWARE...2 LICENÇAS DE SOFTWARE...2 OPEN SOURCE...2 SOFTWARE LIVRE...2 GNU GPL...4 GNU LGPL...4 SOFTWARE

Leia mais

Faculdade INED 26/08/2008. Professor: Fernando Zaidan Disciplina: Projeto Integrador III. Banco de Dados e Sistemas para Internet.

Faculdade INED 26/08/2008. Professor: Fernando Zaidan Disciplina: Projeto Integrador III. Banco de Dados e Sistemas para Internet. Faculdade INED Professor: Fernando Zaidan Disciplina: Projeto Integrador III Legislação Propriedade Intelectual do Software Banco de Dados e Sistemas para Internet Agosto-2008 1 2 Referências Agenda PRESIDÊNCIA

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL LDA

PROPRIEDADE INTELECTUAL LDA PROPRIEDADE INTELECTUAL LDA Grupo de Discussão UFMT/ESUD Cuiabá (MT), 05/11/2010 Geraldo da Cunha Macedo E-mail e MSN: gmacedo@terra.com.br PROPRIEDADE INTELECTUAL Propriedade Industrial (LPI) Direito

Leia mais

Propriedade Intelectual e Lei de Inovação questão jurídica ou gerencial? Rodolfo Politano Núcleo de Inovação Tecnológica IPEN

Propriedade Intelectual e Lei de Inovação questão jurídica ou gerencial? Rodolfo Politano Núcleo de Inovação Tecnológica IPEN Propriedade Intelectual e Lei de Inovação questão jurídica ou gerencial? Rodolfo Politano Núcleo de Inovação Tecnológica IPEN AGENDA Lei de Inovação e demais legislação. Propriedade Intelectual na Lei

Leia mais

considerando a necessidade de regulamentar a propriedade intelectual da Unoesc;

considerando a necessidade de regulamentar a propriedade intelectual da Unoesc; RESOLUÇÃO Nº 213/CONSUN/2009. Define política e diretrizes para a gestão da Propriedade Intelectual no âmbito da Unoesc. O Conselho Universitário da Universidade do Oeste de Santa Catarina, no uso de suas

Leia mais

Contrato de Licença de Software da Novell para o Software Development Kit ("SDK") do SUSE Linux Enterprise 11 SP2

Contrato de Licença de Software da Novell para o Software Development Kit (SDK) do SUSE Linux Enterprise 11 SP2 Contrato de Licença de Software da Novell para o Software Development Kit ("SDK") do SUSE Linux Enterprise 11 SP2 LEIA ESTE CONTRATO COM ATENÇÃO. AO INSTALAR OU DE QUALQUER OUTRA FORMA UTILIZAR O SOFTWARE

Leia mais

Legislação em Informática. Prof. Ms. Victor Bartholomeu. Contato: victor@bartholomeu.adv.br victor.bartholomeu.adv.br

Legislação em Informática. Prof. Ms. Victor Bartholomeu. Contato: victor@bartholomeu.adv.br victor.bartholomeu.adv.br Legislação em Informática Prof. Ms. Victor Bartholomeu Contato: victor@bartholomeu.adv.br victor.bartholomeu.adv.br Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque

Leia mais

Informática I. Aula 26. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Baseada no Capítulo 2 do Livro Introdução a Informática Capron e Johnson

Informática I. Aula 26. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Baseada no Capítulo 2 do Livro Introdução a Informática Capron e Johnson Informática I Aula 26 Baseada no Capítulo 2 do Livro Introdução a Informática Capron e Johnson http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 26-17/07/06 1 Ementa Histórico dos Computadores Noções de

Leia mais

Software de sistema Software aplicativo

Software de sistema Software aplicativo SOFTWARE O que é Software? Software, logicial ou programa de computador é uma sequência de instruções a serem seguidas e/ou executadas, na manipulação, redireccionamento ou modificação de um dado/informação

Leia mais

São programas de computador com a função de interagir a maquina com o usuário. Licenciados Livres - Gratuitos ou uso limitados 18/10/2010 1

São programas de computador com a função de interagir a maquina com o usuário. Licenciados Livres - Gratuitos ou uso limitados 18/10/2010 1 Softwares São programas de computador com a função de interagir a maquina com o usuário Tipos : Licenciados Livres - Gratuitos ou uso limitados 18/10/2010 1 Licenciados São software autorizados, cedidos

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Incidência Tributária sobre operações comerciais envolvendo software Fabiano Pereira dos Santos I Introdução; II Conceito de software; III A questão tributária; IV - Jurisprudência;

Leia mais

DIREITO AUTORAL DIREITO AUTORAL

DIREITO AUTORAL DIREITO AUTORAL Na composição dos direitos autorais, existe uma divisão: direitos morais e direitos patrimoniais. Esses direitos protegem e orientam o autor, no que diz respeito à obra criada por ele. Como autor, há coisas

Leia mais

Módulo 2: Introdução à Propriedade Intelectual

Módulo 2: Introdução à Propriedade Intelectual Nota: O estudo deste módulo requer cerca de 02 horas. Módulo 2: Introdução à Propriedade Intelectual O que é Propriedade Intelectual? Você provavelmente sabe a resposta desta questão. Sabemos que o inventor

Leia mais

Designer 3.5 for Identity Manager Contrato de Licença de Software da Novell(r)

Designer 3.5 for Identity Manager Contrato de Licença de Software da Novell(r) Designer 3.5 for Identity Manager Contrato de Licença de Software da Novell(r) LEIA ESTE CONTRATO COM ATENÇÃO. AO INSTALAR, FAZER DOWNLOAD OU DE QUALQUER OUTRA FORMA UTILIZAR O SOFTWARE, VOCÊ ESTÁ CONCORDANDO

Leia mais

RESOLUÇÃO N 49, DE 27 DE SETEMBRO DE 2012

RESOLUÇÃO N 49, DE 27 DE SETEMBRO DE 2012 RESOLUÇÃO N 49, DE 27 DE SETEMBRO DE 2012 O CONSELHO UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal do Pampa, em sua 33ª Reunião Ordinária, realizada no dia vinte e sete de setembro de 2012, no uso das atribuições

Leia mais

SUSE LINUX Enterprise Server (SLES) 10 Contrato de Licença de Software da Novell

SUSE LINUX Enterprise Server (SLES) 10 Contrato de Licença de Software da Novell SUSE LINUX Enterprise Server (SLES) 10 Contrato de Licença de Software da Novell LEIA ESTE CONTRATO COM ATENÇÃO. AO INSTALAR OU DE QUALQUER OUTRA FORMA UTILIZAR O SOFTWARE (INCLUINDO SEUS COMPONENTES),

Leia mais

PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU POLÍTICA INSTITUCIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DO INTA

PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU POLÍTICA INSTITUCIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DO INTA PRÓ-DIRETORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU POLÍTICA INSTITUCIONAL DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DO INTA A propriedade intelectual abrange duas grandes áreas: Propriedade Industrial (patentes,

Leia mais

TERMOS E CONDIÇÕES DE USO E POLÍTICA DE PRIVACIDADE

TERMOS E CONDIÇÕES DE USO E POLÍTICA DE PRIVACIDADE TERMOS E CONDIÇÕES DE USO E POLÍTICA DE PRIVACIDADE O presente Termo apresenta as regras e condições, bem como a política de privacidade, aplicáveis a todos os visitantes, usuários, afiliados e cadastrados,

Leia mais

Trademarks: protege logotipos e outros símbolos que identificam um produto, empresa ou negócio.

Trademarks: protege logotipos e outros símbolos que identificam um produto, empresa ou negócio. DIREITOS AUTORAIS As informações a seguir foram elaboradas para ajudar a esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre ilustração, contratos e direitos autorais. Para maiores informações jurídicas aconselhamos

Leia mais

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PRESIDÊNCIA ATO Nº 520/CDOC.SEJUD.GP, DE 4 DE NOVEMBRO DE 2010.

TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PRESIDÊNCIA ATO Nº 520/CDOC.SEJUD.GP, DE 4 DE NOVEMBRO DE 2010. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO PRESIDÊNCIA ATO Nº 520/CDOC.SEJUD.GP, DE 4 DE NOVEMBRO DE 2010. Dispõe sobre os procedimentos para publicação de documentos na Biblioteca Digital do Tribunal Superior do Trabalho

Leia mais

Terceiro Resumo de Projeto de Engenharia de Software

Terceiro Resumo de Projeto de Engenharia de Software Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Terceiro Resumo de Projeto de Engenharia de Software Grupo Open Source: Eduardo Telles Giovani Tadei Marco Aurélio Renata Monique Primeira Aula O aspecto

Leia mais

COIFFEUR BRASIL. Termo e Condições de Uso v.1. Publicação dia 03 de Junho de 2015.

COIFFEUR BRASIL. Termo e Condições de Uso v.1. Publicação dia 03 de Junho de 2015. COIFFEUR BRASIL Termo e Condições de Uso v.1 Publicação dia 03 de Junho de 2015. Qualquer pessoa que se utilize dos serviços denominados Coiffeur Brasil (registrada sob CNPJ 20.402.266/0001 78 e localizada

Leia mais

CONHECENDO O SOFTWARE LIVRE

CONHECENDO O SOFTWARE LIVRE CONHECENDO O SOFTWARE LIVRE Reinaldo Candido da Costa 1 * Rosaria Ferreira Otoni dos Santos* Resumo O presente artigo busca instigar a reflexão dos usuários dos meios de comunicação e disseminação da informação

Leia mais

CONCURSO SEMANA DO MEIO AMBIENTE UFSC COMO POSSO CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE NA UFSC?

CONCURSO SEMANA DO MEIO AMBIENTE UFSC COMO POSSO CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE NA UFSC? CONCURSO SEMANA DO MEIO AMBIENTE UFSC COMO POSSO CONTRIBUIR PARA A SUSTENTABILIDADE NA UFSC? TÍTULO I - Da Caracterização Art. 1º. O Concurso SEMANA DO MEIO AMBIENTE UFSC é uma promoção da Coordenadoria

Leia mais

Resolução 158/Reitoria/Univates Lajeado, 23 de novembro de 2011

Resolução 158/Reitoria/Univates Lajeado, 23 de novembro de 2011 Resolução 158/Reitoria/Univates Lajeado, 23 de novembro de 2011 Estabelece a Política Institucional de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia do Centro Universitário UNIVATES O Reitor do

Leia mais

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3

ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3 ÉTICA E LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL MÓDULO 3 Índice 1. Direito Civil - Continuação...3 1.1. Fatos e Atos Jurídicos... 3 1.2. Direito de Propriedade... 3 1.2.1. Propriedade intelectual... 4 1.2.2. Propriedade

Leia mais

Universidade Tuiuti do Paraná Faculdade de Ciências Exatas Introdução a Computação - CSTA. Classificação / Licenciamento de Software

Universidade Tuiuti do Paraná Faculdade de Ciências Exatas Introdução a Computação - CSTA. Classificação / Licenciamento de Software Universidade Tuiuti do Paraná Faculdade de Ciências Exatas Introdução a Computação - CSTA Classificação / Licenciamento de Software MATERIAL PARA ESTUDO PRIMEIRO BIMESTRE Componentes de um Sistema Computacional

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS O presente contrato estabelece condições para os relacionamentos comerciais derivados da contratação do uso da Loja virtual sistema denominado LOJA EFICAZ, constituída

Leia mais

CONTRATO DE PARCERIA

CONTRATO DE PARCERIA CONTRATO DE PARCERIA (1) Travel Young Turismo Ltda., sociedade limitada empresária com sede na [INSERIR], inscrita no CNPJ/MF sob o n [INSERIR], neste ato, representada, na forma estatutária por seus representantes

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL

PROPRIEDADE INTELECTUAL PROPRIEDADE INTELECTUAL RN-034/2014 Regulamenta os direitos sobre criações intelectuais resultantes de pesquisas apoiadas por instrumentos de fomento - auxílios e bolsas - disponibilizados pelo CNPq, a

Leia mais

www.e-law.net.com.br copyright 1 de 7

www.e-law.net.com.br copyright 1 de 7 www.e-law.net.com.br copyright 1 de 7 Introdução Proteção dos direitos dos autores sobre suas obras literárias e artísticas: Os temas "obras literárias e artísticas", abrangem todas as produções do domínio

Leia mais

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário

Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário 196 Propriedade Industrial e o Papel do Poder Judiciário Luiz Alberto Carvalho Alves 1 O direito de propriedade consiste nos atributos concedidos a qualquer sujeito de direito, de usar, gozar, fruir e

Leia mais

Lei 9609, Lei 9610, Lei 12.737 e Marco Cívil da Internet

Lei 9609, Lei 9610, Lei 12.737 e Marco Cívil da Internet Faculdade de Tecnologia Lei 9609, Lei 9610, Lei 12.737 e Marco Cívil da Internet Alunos: Anderson Mota, André Luiz da Silva, Misael Bezerra, Rodrigo Damasceno Kaji. GTI 5 Noturno Noções de Direito Prof.

Leia mais

TERMO DE USO DO PORTAL SEU PET COM SOBRENOME

TERMO DE USO DO PORTAL SEU PET COM SOBRENOME TERMO DE USO DO PORTAL SEU PET COM SOBRENOME O respectivo Termo de Uso tem como objetivo regrar a utilização pelos usuários do Portal SEU PET COM SOBRENOME, localizado pelo endereço eletrônico http://www.seupetcomsobrenome.com.br,

Leia mais

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CONTRATANTE: Pessoa Física e/ou Jurídica com os respectivos dados fornecidos neste instrumento de cadastro. CONTRATADA: TeksFlash Computer Networks Ltda., inscrita no

Leia mais

Resolução CC-52, de 23-6-2004

Resolução CC-52, de 23-6-2004 Resolução CC-52, de 23-6-2004 ANEXO I Institui a Política e o Plano Estratégico de Uso de Software na Administração Pública Estadual O Secretário-Chefe da Casa Civil, na qualidade de Presidente do Comitê

Leia mais

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial:

PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV. 1. História e conceito do Direito Industrial: PROPRIEDADE INDUSTRIAL - IV 1. História e conceito do Direito Industrial: - Como referência ao direito industrial encontramos o uso da expressão marca e patente. Este ramo do direito teve início na Inglaterra

Leia mais

CONTRATO DE SERVIÇO GESTOR MPE

CONTRATO DE SERVIÇO GESTOR MPE CONTRATO DE SERVIÇO GESTOR MPE Este documento tem por finalidade tornar público e dar ciência a todos os CONTRATANTES do GESTOR MPE, ofertado pela empresa META TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO LTDA (CNPJ/MF nº05.703.562/0001-15)

Leia mais

Aplicativo de sorteio Facíleme

Aplicativo de sorteio Facíleme Aplicativo de sorteio Facíleme Instalando o aplicativo. Acessando o seu painel administrativo, clique em Aplicativos Disponíveis. Instalando o aplicativo. Você será direcionado a tela acima, após isso,

Leia mais

CONTRATO DE LICENÇA DE USO

CONTRATO DE LICENÇA DE USO CONTRATO DE LICENÇA DE USO Leia o contrato de licença antes de utilizar este programa. Ao aceitar o contrato, você concorda em tornar-se o Licenciado e expressa sua total aceitação de todos os termos e

Leia mais

1. Patente de Invenção (PI) Produtos ou processos que atendam aos requisitos de atividade inventiva, novidade e aplicação industrial.

1. Patente de Invenção (PI) Produtos ou processos que atendam aos requisitos de atividade inventiva, novidade e aplicação industrial. 1 O que é patente? Patente é um título de propriedade temporária sobre uma invenção ou modelo de utilidade, outorgado pelo Estado aos inventores ou autores ou outras pessoas físicas ou jurídicas detentoras

Leia mais

TERMOS DE USO. Segue abaixo os termos que deverão ser aceitos para criação e ativação de sua Loja Virtual, Hospedagem ou Revenda.

TERMOS DE USO. Segue abaixo os termos que deverão ser aceitos para criação e ativação de sua Loja Virtual, Hospedagem ou Revenda. TERMOS DE USO Segue abaixo os termos que deverão ser aceitos para criação e ativação de sua Loja Virtual, Hospedagem ou Revenda. TERMOS E USOS: Estes Termos e Usos (doravante denominados Termos e Usos

Leia mais

Propriedade Industrial. (Lei 9.279/96) Direitos Autorais (Lei 9.610/98)

Propriedade Industrial. (Lei 9.279/96) Direitos Autorais (Lei 9.610/98) Propriedade Industrial Patentes (Lei 9.279/96) Invenção Modelo de Utilidade Desenho Industrial Marcas Direitos Autorais (Lei 9.610/98) Software (Lei n 9.609/98) Patentes Invenção/Modelo de Utilidade Proteção

Leia mais

O Reitor em exercício da Universidade de Santa Cruz do Sul, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista a decisão do Conselho Universitário,

O Reitor em exercício da Universidade de Santa Cruz do Sul, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista a decisão do Conselho Universitário, REITORIA RESOLUÇÃO Nº. 20, de 26 de maio de 2011. Dá nova redação à Resolução nº. 81, de 14 de dezembro de 2006, que estabelece as diretrizes da Política Institucional de Propriedade Intelectual e Transferência

Leia mais

COMO PROTEGER SUA INVENÇÃO NO BRASIL UTILIZANDO AS PATENTES

COMO PROTEGER SUA INVENÇÃO NO BRASIL UTILIZANDO AS PATENTES COMO PROTEGER SUA INVENÇÃO NO BRASIL UTILIZANDO AS PATENTES Dr Rockfeller Maciel Peçanha Conselheiro e Diretor do CREA-RJ Esta apresentação é de responsabilidade do autor não refletindo necessariamente

Leia mais

Regulamento de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia Planejamento do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais CNPEM

Regulamento de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia Planejamento do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais CNPEM Regulamento de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia Planejamento do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais CNPEM Aprovado na 66ª Reunião do Conselho de Administração, em 29/08/2013.

Leia mais

Gestão em Sistemas de Informação. Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br

Gestão em Sistemas de Informação. Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br Gestão em Sistemas de Informação Profa.: Me. Christiane Zim Zapelini E-mail: christianezapelini@nwk.edu.br Gestão em Sistemas de Informação Aula 34 Software livre e código aberto Aula 34 2 Gestão em Sistemas

Leia mais

CONVÊNIO PROGRAMA CIDADE LIMPA DIGITAL

CONVÊNIO PROGRAMA CIDADE LIMPA DIGITAL CONVÊNIO PROGRAMA CIDADE LIMPA DIGITAL QUE ENTRE SI FAZEM ABES - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE SOFTWARE, SUCESU-SP SOCIEDADE DE USUÁRIOS DE INFORMÁTICA E TELECOMUNICAÇÕES- SÃO PAULO E EMPRESA DE

Leia mais

Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra)

Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra) Anexo VI Termos e Condições Gerais (Ordem de Compra) 1. ACEITAÇÃO DA ORDEM DE COMPRA Esta Ordem de Compra somente será aceita pelo PNUD mediante a assinatura por ambas as partes e fornecimento de acordo

Leia mais

Software Livre. para concursos. Questões comentadas

Software Livre. para concursos. Questões comentadas Software Livre para concursos Questões comentadas Prefácio Hoje, qualquer instituição, seja ela pública ou privada, necessita utilizar programas de computadores para auxiliar os seus processos, gerando

Leia mais

ICE INSTITUTO CUIABADO DE EDUCAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 4º SEMESTRE RECURSOS HUMANOS CARLOS EDUARDO JULIANI

ICE INSTITUTO CUIABADO DE EDUCAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 4º SEMESTRE RECURSOS HUMANOS CARLOS EDUARDO JULIANI ICE INSTITUTO CUIABADO DE EDUCAÇÃO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO 4º SEMESTRE RECURSOS HUMANOS CARLOS EDUARDO JULIANI SOFTWARE LIVRE E SOFTWARE PROPRIETARIO Software Livre. O software livre foi desenvolvido,

Leia mais

DIREITOS AUTORAIS EM ESPAÇOS DIGITAIS. Guilherme Carboni

DIREITOS AUTORAIS EM ESPAÇOS DIGITAIS. Guilherme Carboni DIREITOS AUTORAIS EM ESPAÇOS DIGITAIS Guilherme Carboni I. CRIAÇÕES INTELECTUAIS PROTEGIDAS PELA PROPRIEDADE INTELECTUAL Campo da Técnica Campo da Técnica Campo Estético Campo Estético Propriedade Industrial

Leia mais

REGULAMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES DO NÚCLEO DE INOVAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA

REGULAMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES DO NÚCLEO DE INOVAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA RESOLUÇÃO CS nº xx/2009 REGULAMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES DO NÚCLEO DE INOVAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA DO INSTITUTO FEDERAL FARROUPILHA RESOLVE: O Conselho Superior do Instituto Federal Farroupilha,

Leia mais

TERMOS E CONDIÇÕES. Introdução

TERMOS E CONDIÇÕES. Introdução TERMOS E CONDIÇÕES Introdução O presente documento de termos e condições rege o uso do website Frente de Guerra; ao utilizar este site, você aceita estes termos e condições na íntegra. Se você não concordar

Leia mais

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

PESQUISA E DESENVOLVIMENTO MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO ICA 80-10 PROPRIEDADE INTELECTUAL E INOVAÇÃO 2013 MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Leia mais

TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO

TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO TERMO DE ADESÃO PARA CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO São partes deste Instrumento, VAIVOLTA.COM SERVIÇOS DE INTERNET SA, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 15.529.518/0001-94, com sede na Rua Frei Caneca,

Leia mais

Licenças Livres. Terry Laundos Aguiar

Licenças Livres. Terry Laundos Aguiar Licenças Livres Terry Laundos Aguiar "Quando nos referimos a software livre, estamos nos referindo a liberdade e não a preço." Licença GPL Licenças de Softwares Comprar um software, geralmente, é como

Leia mais

C E R T I F I C A Ç Ã O REGULAMENTO NACIONAL DE CERTIFICAÇÕES

C E R T I F I C A Ç Ã O REGULAMENTO NACIONAL DE CERTIFICAÇÕES C E R T I F I C A Ç Ã O REGULAMENTO NACIONAL DE CERTIFICAÇÕES Com o objetivo de melhorar o nível de confiabilidade e segurança das certificações emitidas pelas ASSESPRO REGIONAIS a favor de seus associados,

Leia mais

CONTRATO DE LICENÇA DO USUÁRIO FINAL

CONTRATO DE LICENÇA DO USUÁRIO FINAL CONTRATO DE LICENÇA DO USUÁRIO FINAL Leia o Contrato de Licença antes de utilizar este programa. Ao aceitar o Contrato, você concorda em tornar-se o usuário ou licenciado e expressa sua total aceitação

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO

DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO DECRETO-LEI Nº 122/2000, DE 4 DE JULHO O presente diploma transpõe para a ordem jurídica interna a directiva do Parlamento Europeu e do Conselho nº 96/9/CE, de 11 de Março, relativa à protecção jurídica

Leia mais

Introdução a Computação

Introdução a Computação Introdução a Computação 08 - Licenças, Tipos de Softwares, Tradutores. Linguagens de Máquina, de Baixo Nível e de Alto Nível Márcio Daniel Puntel marcio.puntel@ulbra.edu.br Software Livre GPL BSD Software

Leia mais

PROPRIEDADE INTELECTUAL O Que é? Para Que Serve? Eduardo Winter Coordenador de Programas de Pós- Graduação e Pesquisa INPI

PROPRIEDADE INTELECTUAL O Que é? Para Que Serve? Eduardo Winter Coordenador de Programas de Pós- Graduação e Pesquisa INPI PROPRIEDADE INTELECTUAL O Que é? Para Que Serve? Eduardo Winter Coordenador de Programas de Pós- Graduação e Pesquisa INPI Abril / 2011 Propriedade Intelectual É o conjunto de direitos que incidem sobre

Leia mais

Contrato de Franquia

Contrato de Franquia Contrato de Franquia 2013 R u a C a l d a s J u n i o r, 2 0 c o n j. 7 6. C e n t r o - P o r t o A l e g r e - RS CONTRATO DE FRANQUIA IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES FRANQUEADORA: (Nome da Empresa

Leia mais

TERMOS E CONDIÇÕES DE USO

TERMOS E CONDIÇÕES DE USO 1 TERMOS E CONDIÇÕES DE USO 1. A plataforma on-line 2study, disponibilizada a você, doravante usuário, por meio do endereço: http://2study.com.br/, é desenvolvida e provida pela LCA Consulting LTDA, pessoa

Leia mais

SERVIÇOS DE INSCRIÇÃO.

SERVIÇOS DE INSCRIÇÃO. SUSE Linux Enterprise Software Development Kit 11 SP3 Contrato de Licença de Software do SUSE LEIA ESTE CONTRATO COM ATENÇÃO. AO COMPRAR, INSTALAR E/OU USAR O SOFTWARE (INCLUINDO SEUS COMPONENTES), VOCÊ

Leia mais

Introdução 12/06/2012. Software Livre

Introdução 12/06/2012. Software Livre Software Livre Introdução Software Livre, software de código aberto ou software aberto é qualquer programa de computador cujo código-fonte deve ser disponibilizado para permitir o uso, a cópia, o estudo

Leia mais

CONTRATO DE LICENÇA DE USO DE SOFTWARE

CONTRATO DE LICENÇA DE USO DE SOFTWARE CONTRATO DE LICENÇA DE USO DE SOFTWARE Ao aceitar eletronicamente este contrato, depois de aceito todas as condições do contrato, o cliente estará automaticamente aderindo e concordando com todos os termos

Leia mais

Termo de Uso do FazGame

Termo de Uso do FazGame Termo de Uso do FazGame Este Termo de Uso detalha nossos termos de serviço que regem nosso relacionamento com os usuários e outras pessoas que interagem com o FazGame. Ao usar ou acessar o FazGame, você

Leia mais

Perguntas e respostas sobre patentes da Fiocruz

Perguntas e respostas sobre patentes da Fiocruz Perguntas e respostas sobre patentes da Fiocruz Em que momento procurar a área de Patentes da Gestec? O pesquisador pode procurar a área de Patentes da Gestec através do Núcleo de Inovação Tecnológica

Leia mais

Termos de uso e Serviços do Software: Father Gerador Automático de Sistemas Última modificação: 13 de Novembro de 2014

Termos de uso e Serviços do Software: Father Gerador Automático de Sistemas Última modificação: 13 de Novembro de 2014 Termos de uso e Serviços do Software: Father Gerador Automático de Sistemas Última modificação: 13 de Novembro de 2014 Provedor dos serviços Os Serviços são fornecidos pela empresa SSI Serviços e Soluções

Leia mais

AS LICENÇAS CREATIVE COMMONS SÉRGIO BRANCO

AS LICENÇAS CREATIVE COMMONS SÉRGIO BRANCO AS LICENÇAS CREATIVE COMMONS SÉRGIO BRANCO I O PROBLEMA Direitos Patrimoniais: Art. 29: depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais

Leia mais

RESOLUÇÃO UNIV N o 31 DE 27 DE JULHO DE 2011.

RESOLUÇÃO UNIV N o 31 DE 27 DE JULHO DE 2011. RESOLUÇÃO UNIV N o 31 DE 27 DE JULHO DE 2011. Aprova o novo Regulamento da Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da Universidade Estadual de Ponta Grossa, e revoga a Resolução UNIV n o 27, de 20

Leia mais

O que é software livre

O que é software livre CAMPOS, Augusto. O que é software livre. BR-Linux. Florianópolis, março de 2006. Disponível em . Consultado em 16 de Dezembro de 2008. O que é software livre

Leia mais