O que o seguro tem a ver com o clima

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1 ISSN IRB-Brasil Resseguros S.A. [ ano 69 ] [ número 308 ] [ 2011 ] REVISTA DO IRB-Brasil Re Nº O que o seguro tem a ver com o clima Mercado discute possíveis efeitos das mudanças climáticas Entrevista: Jorge Hilário Gouvêa Vieira, da CNSeg Fundo de Catástrofe traz mais segurança para o setor Brasil tem agora uma tábua de mortalidade própria

2 EXPEDIENTE CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Rogério Caffarelli (Presidente) Leonardo André Paixão (Vice-presidente) Antonio Eduardo Marquez de Figueiredo Trindade Carlos Augusto Moreira Araújo Luiz Tavares Pereira Filho Otacílio Caldeira Júnior DIRETORIA Leonardo André Paixão (Presidente) Mario Di Croce (Vice-presidente Executivo) Francisco Aldenor Alencar Andrade José Farias de Sousa Manoel Morais de Araujo Sérgio Ramos Bezerra CONSELHO FISCAL Márcio Leão Coelho (Presidente) Haydewaldo Roberto Chamberlain da Costa Luiz Alberto de Almeida Palmeira Ronaldo Affonso Nunes Lopes Baptista Sidney Maury Sentoma SEDE Av. Marechal Câmara, Castelo CEP Rio de Janeiro - RJ - Brasil Telefone: (21) GERÊNCIA REGIONAL EM SÃO PAULO Rua Manoel da Nóbrega, andar - Jardim Paulista CEP São Paulo - SP - Brasil Telefone: (11) SUBSIDIÁRIAS EM NOVA YORK UA Holding Corporation UAIC - United Americas Insurance Company UA Service Corporation, Telephone: E 55 th Street - 12 th floor New York - Zip Code USA ESCRITÓRIO DE LONDRES London Branch 25, Lime Street - London EC3M 7HR, United Kingdom Telephone: CONSELHO EDITORIAL Leonardo André Paixão Vandro Ferraz da Cruz Francisco Aldenor Alencar Andrade Sebastião Furtado Pena Gisele de Lima Castro Campos Sergio Ricardo de Vasconcellos Dias Claudio Roberto Contador Lúcio Antônio Marques COORDENAÇÃO EDITORIAL Inah de Paula Comunicações DIREÇÃO DE ARTE Inah de Paula Comunicações REDAÇÃO Jorge Clapp REVISÃO IRB-Brasil Resseguros S.A. e Inah de Paula Comunicações GRÁFICA Grafitto Gráfica e Editora FOTOGRAFIAS Photostogo, Reinaldo Hingel, Liquid Library e Renata Rodrigues DISTRIBUIÇÃO IRB-Brasil Resseguros S.A. Os conceitos emitidos em artigos assinados exprimem apenas as opiniões de seus autores e são de sua exclusiva responsabilidade. Os textos publicados podem ser livremente reproduzidos, desde que citada a fonte. Publicação editada pelo IRB-Brasil Re. Circulação desta edição: exemplares, distribuídos gratuitamente mediante assinatura.

3 EDITORIAL O mercado de seguros encerrou 2010 com um crescimento acima de 15%, bem superior à variação do PIB brasileiro no exercício. É um momento especial para o segmento, como retrata essa edição da Revista do IRB. Não por acaso, especialistas e lideranças do setor demonstram grande otimismo quanto ao futuro da indústria do seguro e resseguro. Esse, aliás, é o tema da entrevista exclusiva concedida pelo presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira. Na conversa, ele traça um cenário extremamente positivo para o País e para a indústria do seguro, aproveitando para elogiar o IRB-Brasil Re. O IRB está se saindo bem e mantém uma participação bastante interessante no mercado, ainda que haja um natural avanço nos negócios também pelos novos players, diz Jorge Hilário, que foi presidente do ressegurador no final da década de Outra matéria importante trata da lei complementar sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cria o Fundo de Catástrofe do seguro rural, o qual dará cobertura às seguradoras e resseguradoras em caso de desastres provocados pelo clima. Um dos pontos principais desta lei é o que autoriza o governo federal a investir R$ 4 bilhões neste fundo nos próximos anos. O novo fundo substitui o antigo FESR (Fundo de Estabilidade do Seguro Rural) e, na prática, será gerido por meio de uma espécie de Parceria Público-Privada (PPP). Ao comentar a criação do fundo, o especialista Wady José Mourão Cury afirmou que esta nova ferramenta traz para as seguradoras maior proteção dos riscos e, por isso, é provável que haja interesse de mais empresas em atuar neste segmento. Já o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, disse que o fundo reforça o apoio do governo brasileiro às atividades rurais. A matéria de capa tem como tema central os possíveis efeitos das mudanças climáticas na área de seguros e resseguros. Nessa reportagem, o economista e especialista em Agronomia, Bastiaan Reydon, alerta que os problemas ambientais estão se avolumando e diz que as seguradoras precisam inserir este custo nas suas contabilidades de maneira prioritária. Contudo, ressalta que o meio ambiente pode ser lucrativo. Há ainda uma reportagem sobre a nova tábua atuarial de mortalidade brasileira, que foi desenvolvida com base no histórico de mortalidade e sobrevivência de segurados de vida e participantes de planos de previdência complementar brasileiros. A tábua substitui os padrões de referência norte-americanos até então utilizados para modelagem e precificação dos seguros e planos de previdência complementar. Segundo o diretor da Susep, Alexandre Penner, o mercado brasileiro passa a ter algo mais adequado à sua realidade. É uma ferramenta atuarial construída a partir de informações genuinamente nacionais, colhidas de brasileiros que contratam seguros, explica. O leitor encontrará também nessa edição as tradicionais seções Na Estante, Jurisprudência e Panorama do Mercado. Boa leitura! Conselho Editorial R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 1-44, março

4 IRB-Brasil Resseguros S.A. Revista do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 1-44, março 2011 ISSN Editorial Carta do Presidente Futuro promissor para o mercado brasileiro Entrevista com Jorge Hilário Gouvêa Vieira Na Estante Jurisprudência Panorama do Mercado Matéria de Capa Mudanças climáticas afetam diretamente as operações de seguros Em Foco Tábua 100% brasileira traz precificação mais justa A peça que faltava para o crescimento do seguro rural Artigo Técnico Risco de Engenharia Cobertura Adicional de Responsabilidade Civil Geral Thiago Antônio B. Milhomem Entidades de previdência complementar e compartilhamento de riscos Adacir Reis O dano moral, o STJ e o seguro de RC no Brasil Osvaldo Haruo Nakiri

5 CARTA DO PRESIDENTE Prezados leitores, é com imensa satisfação que me dirijo aos amigos leitores por ocasião do lançamento dessa nova edição da Revista do IRB. Nos últimos meses, o mercado ressegurador brasileiro tem atravessado grandes transformações, decorrentes do momento pujante que a economia brasileira vive e da quebra do monopólio do IRB-Brasil Re. Por um lado, eventos como o início da exploração de petróleo no pré-sal, a realização de eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 e os extraordinários investimentos em infraestrutura que ocorrerão no Brasil ao longo da próxima década introduzem um elemento dinamizador para toda a cadeia produtiva do seguro, inclusive o resseguro. Por outro lado, a abertura do mercado trouxe para o IRB-Brasil Re desafios jamais enfrentados ao longo de seus 72 anos de história, o que tem enchido de entusiasmo a todos os que trabalham nesta casa, tomados que estão por uma enorme vontade de mudar para melhor. Nesse contexto, estamos passando por uma ampla revisão de nossos processos de trabalho, tendo por objetivo oferecer a nossos parceiros e clientes as melhores soluções em resseguro, com rapidez e excelência, sem abrir mão da vocação para o relacionamento próximo com todos os agentes do mercado que sempre caracterizou a postura do IRB-Brasil Re. Concluo aproveitando esta oportunidade para transmitir a todos os nossos clientes, parceiros de negócios e integrantes de nosso corpo funcional uma mensagem de agradecimento pelo convívio enriquecedor, que ao longo dos anos tem sido fator determinante para fazer do IRB-Brasil Re uma empresa cada vez melhor, sólida como sempre e buscando se tornar mais ágil a cada dia, de modo a cumprir, de forma altamente eficiente, a sua função social em prol do desenvolvimento do Brasil. Leonardo André Paixão Presidente R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 1-44, março

6 ENTREVISTA Presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, vê futuro promissor para o mercado brasileiro Todos os indicadores são favoráveis ao mercado de seguros, que deve manter, nos próximos anos, a tendência de crescimento acelerado, acima do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Nessa entrevista exclusiva à Revista do IRB, o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Jorge Hilário Gouvêa Vieira, fala sobre as suas expectativas quanto ao futuro do setor e comenta ainda o papel que, na avaliação dele, está reservado para o IRB-Brasil Re. O IRB está se saindo bem e mantém uma participação bastante interessante no mercado, ainda que haja um natural avanço nos negócios também pelos novos players, afirma Jorge Hilário, que foi presidente do ressegurador no final da década de 80. Segundo ele, o IRB continua sendo preferência no mercado, tendo em vista que conhece melhor os riscos domésticos, mas precisará de contínuos ajustes para deter um market share significativo, já que os novos operadores não vão deixar barato a disputa de mercado. Em outro trecho dessa entrevista, Jorge Hilário anuncia as prioridades da confederação que preside, dizendo que o objetivo inicial é mostrar ao governo e ao consumidor que somos promotores do desenvolvimento, agentes do progresso e partícipes do futuro. O presidente da CNSeg acrescenta que o consumidor é outra prioridade, porque, se ele soubesse a função e o papel do seguro, certamente este não seria um produto vendido, mas sim comprado, como outras necessidades básicas. Exatamente por essa razão, ele aponta, como um dos maiores gargalos enfrentados pelo mercado de seguros, os ruídos na comunicação com os consumidores. Revista do IRB: Na qualidade de ex-presidente do IRB-Brasil Re, como o senhor vê a posição da empresa no cenário atual, pós-abertura? Quais são as vantagens que o IRB tem em comparação aos players internacionais que atuam no mercado brasileiro? Jorge Hilário: A julgar os números apresentados nos balanços após a abertura do mercado, a conclusão é a de que o IRB-Brasil Re está se saindo bem e mantém uma participação bastante interessante, ainda que haja um natural avanço nos negócios também pelos novos players. Inicialmente, a empresa continua a ter uma preferência do mercado, tendo em vista que conhece melhor os riscos domésticos, mas precisará de contínuos ajustes para deter um market share significativo, já que os novos operadores não vão deixar barato a disputa de mercado. Será um movimento bastante interessante para o consumidor final, que contará com preços e coberturas gradualmente melhores nos próximos anos. 6 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 6-9, março 2011

7 ENTREVISTA Revista do IRB: O crescimento da economia nacional e o aumento do poder de compra da população, com a inserção de novos consumidores no mercado, abrem janelas de oportunidade para as seguradoras. Como aproveitar este momento favorável? Jorge Hilário: Sem dúvida, o quadro é francamente favorável ao mercado. Mas o grande desafio do setor será atrair e fidelizar os milhões de novos consumidores que começam a chegar. Temos um amplo dever de casa a fazer neste sentido. Revista do IRB: Que gargalos afetam o setor de seguros no momento? Jorge Hilário: O principal é eliminar os ruídos que existem na comunicação com os consumidores. É cada vez mais consensual que tornar as pessoas mais conscientes da relevância do seguro é um passo importante para que este se transforme em um produto de primeira necessidade nas compras. Isso exigirá um esforço efetivo de reapresentação do mercado e de seus produtos, a educação financeira do consumidor e a mudança na linguagem, de forma a facilitar o entendimento do que o cliente está levando para casa. Enfim, uma mudança de atitude que signifique rever o que está falho. Revista do IRB: O senhor teve atuação destacada nas negociações com o governo referentes à possível criação de uma seguradora estatal. Como vê a criação desta empresa ou de uma agência para administrar fundos de garantia para o grande volume de riscos que estão sendo ou serão demandados por diferentes setores da sociedade brasileira nos próximos anos? Jorge Hilário: A ideia de criação de seguradora estatal é incoerente, gera conflito de interesses (o governo seria segurador e segurado, ao assumir para si riscos de seus próprios empreendimentos), é onerosa e, por fim, inconstitucional. Acho que haverá bom senso nas negociações tratadas com o governo. É cada vez mais consensual que tornar as pessoas mais conscientes da relevância do seguro é um passo importante para que este se transforme em um produto de primeira necessidade nas compras R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 6-9, março

8 ENTREVISTA Precisamos lançar mão de um processo contínuo de educação: criar consumidores conscientes é um esforço permanente de todo o mercado nós seguradores, o órgão regulador, as instituições de defesa do consumidor, os corretores e a mídia Revista do IRB: O setor privado pode assumir estes riscos sem sustos? Jorge Hilário: Não tenho dúvidas de que o mercado está apto a assumir todos os riscos solicitados. Além dos grupos seguradores, temos quase 120 resseguradores e brokers, encarregados de acolher e pulverizar os riscos que excedam a capacidade do mercado doméstico. Somos uma indústria forte. Em 2009, o retorno do mercado à sociedade (via pagamentos de indenizações, benefícios e resgates) aproximou-se de R$ 40 bilhões. Fechamos o ano com reservas técnicas de R$ 237,1 bilhões e arrecadação de R$109,2 bilhões. Pelos números acima, só quem desconhece a realidade de nosso setor pode imaginar que não daremos conta de administrar os riscos do mercado doméstico. Revista do IRB: Quais são as prioridades da sua gestão na CNSeg? Jorge Hilário: Uma delas será mostrar ao governo e ao consumidor que somos promotores do desenvolvimento, agentes do progresso e partícipes do futuro. O cliente é outra prioridade, porque, se ele soubesse a função e o papel do seguro, certamente este não seria um produto vendido, mas sim comprado, como outras necessidades básicas. Revista do IRB: Como está a imagem do setor aos olhos da população brasileira? O que é preciso ser feito para melhorar? Jorge Hilário: Uma parte da população desconhece nosso mercado. Então, precisamos lançar mão de um processo contínuo de educação: criar consumidores conscientes é um esforço permanente de todo o mercado nós seguradores, o órgão regulador, as instituições de defesa do consumidor, os corretores e a mídia. Todos devem partilhar e reforçar a transparência que estamos propondo. Só juntos conseguiremos crescer sem nos tornar campeões de reclamação. Temos de redescobrir o consumidor de seguros. As empresas precisam atender aos interesses e às necessidades dos clientes, ou seja, oferecer o melhor produto e o melhor atendimento. Estamos perseguindo este norte. 8 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 6-9, março 2011

9 ENTREVISTA Todos os players do mercado podem e devem contribuir para melhorar a imagem institucional do setor. As resseguradoras, em particular, têm um papel de relevância Revista do IRB: De que forma as resseguradoras, particularmente o IRB, podem ajudar neste processo? Jorge Hilário: Todos os players do mercado podem e devem contribuir para melhorar a imagem institucional do setor. As resseguradoras, em particular, têm um papel de relevância, levando-se em consideração que elas vão chamar para si a responsabilidade de reter cada vez maiores fatias dos riscos nos próximos anos. Sobretudo na hora dos sinistros, a participação delas será vital para que, no fim das contas, tenhamos consumidores plenamente satisfeitos ou não. Fotos: Divulgação Revista do IRB: Qual a sua projeção para o crescimento do mercado nos próximos anos? E a participação no PIB? Jorge Hilário: O mercado segurador mantém a expansão contínua desde o início da estabilidade. E a sequência de crescimento não será interrompida nos próximos anos. Devemos, em 2012, alcançar a marca de R$ 150 bilhões em receita, atingindo uma participação de 5,5% do PIB. R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 6-9, março

10 NA ESTANTE CLÁSSICOS DO RESSEGURO Autor: Vários - Editora: Escola Nacional de Seguros (Funenseg) - Págs.: 550 A obra compila 78 artigos que foram selecionados da Revista do IRB, celebrando os 70 anos do antigo instituto e a abertura do mercado de resseguro. Há textos escritos em 1940, um ano após a criação do então Instituto de Resseguros do Brasil pelo ex-presidente da República Getúlio Vargas. Entre as raridades consta a transcrição da palestra do sociólogo Gilberto Freyre sobre a importância do seguro na formação social brasileira, em maio de MANAGER S GUIDE TO COMPLIANCE Autor: Anthony Tarantino - Editora: John Wiley & Sons - Págs.: 336. A primeira edição do livro Manager s Guide to Compliance (em português, Guia do Gerente de Compliance - Melhores Práticas e Estudos de Caso) foi escrita após os escândalos globais envolvendo empresas como a Parmalat e a WorldCom. É uma leitura essencial para o executivo de grandes corporações ou de pequenos empreendimentos. A publicação ajuda, com uma linguagem simples e direta, a dar sentido a todas as questões complexas relacionadas com a fraude e conformidade. COSO - ENTERPRISE RISK MANAGEMENT Autor: Robert Moeller - Editora: Wiley - Págs.: 384. O livro mostra como identificar riscos, evitar as armadilhas e aproveitar as oportunidades para aumentar o valor das partes interessadas na sua corporação. Em linhas gerais, a publicação cobre os componentes essenciais, princípios e conceitos de gestão de riscos corporativos. É uma referência que ajuda as empresas a adotar salvaguardas. 10 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março 2011

11 NA ESTANTE A ORGANIZAÇÃO QUE DECIDE: CINCO PASSOS PARA REVOLUCIONAR O DESEMPENHO DE SUA EMPRESA Autores: Márcia W. Blenko, Michael C. Mankins e Paul Rogers - Editora: Elsevier - Págs.: 208. Leitura obrigatória a todos os interessados em tornar o gerenciamento de decisões um grande diferencial competitivo. O livro apresenta os passos necessários para aprimorar a eficiência do processo de tomada de decisões nas empresas: avaliar a eficácia de decisão, diagnosticar quais setores e elementos têm maior impacto no processo, identificar quais são as resoluções críticas, redesenhá-las, assegurar que a companhia permita e incentive a execução da decisão e manter a eficácia do processo através da volatilidade e incerteza. O GUIA AMIGO SOBRE HTML COM CSS USE A CABEÇA Autor: Elisabeth Freeman & Eric Freeman - Editora: AltaBooks - Págs.: 608. Este livro é uma experiência completa de aprendizado para a criação de páginas web padrão. Além disso, o leitor participa de jogos, resolve quebra-cabeças, soluciona mistérios e pode criar páginas web. Ensina também m como o HTML trabalha com o CSS. CUSTOS PLANEJAMENTO, IMPLANTAÇÃO E CONTROLE Autor: George Sebastião Guerra Leone - Editora: Atlas - Págs.: 518. O livro analisa a Contabilidade de Custos como um centro processador de dados e preparador de informações gerenciais para os diferentes níveis de decisão, controle e planejamento das empresas. Na publicação, há ainda um índice remissivo que facilita a localização dos tópicos focalizados. R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março

12 JURISPRUDÊNCIA SEGURO. VIDA. SUICÍDIO. Trata-se de ação de cobrança de seguro de vida ajuizada por beneficiário da apólice em decorrência da morte de sua companheira provocada por suicídio ocorrido após cinco meses da contratação do seguro. A controvérsia, no REsp, consiste em examinar se o advento do art. 798 do CC/2002 (que inovou ao fixar o prazo de dois anos de vigência inicial do contrato para excluir o pagamento do seguro) importa uma presunção absoluta de suicídio premeditado desde que ocorrido no prazo estipulado no citado artigo. No sistema anterior (CC/1916), como cediço, predominava a orientação de que a exclusão da cobertura securitária somente alcançava as hipóteses de suicídio premeditado e o ônus da prova cabia à seguradora (ex vi Sum. n. 105-STF e Sum. n. 61-STJ). Esclarece o Min. Relator ser evidente que o motivo da norma é a prevenção de fraude contra o seguro, mas daí admitir que aquele que comete suicídio dentro do prazo previsto no CC/2002 age de forma fraudulenta, contratando o seguro com a intenção de provocar o sinistro, a seu ver, seria injusto. Isso porque a boa-fé deve ser sempre presumida enquanto a má-fé, ao contrário, necessita de prova escorreita de sua existência. Dessa forma, o fato de o suicídio ter ocorrido no período de carência previsto pelo CC/2002, por si só, não acarreta a exclusão do dever de indenizar, já que o disposto no art. 798, caput, do referido código não afastou a necessidade da comprovação inequívoca da premeditação do suicídio. Por outro lado, explica que a interpretação literal do citado artigo representa exegese estanque que não considera a realidade do caso frente aos preceitos de ordem pública estabelecidos pelo CDC aplicáveis obrigatoriamente na hipótese, pois se trata de uma típica relação de consumo. Também observa o Min. Relator que há certa confusão entre a premeditação ao suicídio por ocasião da contratação com premeditação ao próprio ato. Uma coisa é a contratação causada pela premeditação ao suicídio e outra, diferente, é a preparação do ato suicida; assim, o que permite a exclusão de cobertura é a primeira hipótese, o que não se verifica no caso dos autos; visto que não há prova alguma da premeditação da segurada em matar-se, caberia então à seguradora comprová-la. Após essas considerações, entre outras, conclui o Min. Relator que, salvo comprovação da premeditação, no período de carência (dois anos), não há que se eximir o segurador do pagamento do seguro de vida. Diante do exposto, a Turma prosseguindo o julgamento, por maioria, deu provimento ao recurso. (STJ REsp, da 3ª T., julg. em 22/6/2010 REsp /MG Rel. Min. Massami Uyeda) CIVIL E CONSUMIDOR. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. CLÁU- SULA LIMITATIVA DE SEGURO QUE PREVÊ A LOCA- LIDADE DE CIRCULAÇÃO HABITUAL DO VEÍCULO. VALIDADE. FURTO DO VEÍCULO. INFORMAÇÃO FALSA E OMISSÃO RELEVANTE. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA. Hipótese em que o contrato de seguro de veículo prevê isenção de responsabilidade do segurador, quando o segurado omite ou presta informação falsa a respeito da localidade de circulação habitual do veículo. É válida cláusula contratual que isenta a responsabilidade da seguradora, quando o veículo circula, habitualmente, em região distinta da declarada no contrato de seguro, pois é com base nas informações prestadas pelo segurado, que a seguradora avalia a aceitação dos riscos e arbitra o valor da prestação a ser paga. De acordo como o princípio da boa-fé objetiva, deve-se esperar do segurado a prestação de informações que possam influenciar na aceitação do contrato e na fixação do prêmio. Na presente hipótese, o segurado, ao firmar contrato em localidade diversa da circulação habitual do veículo e ali indicar endereço residencial, certamente, omitiu informação relevante. Recurso especial conhecido e provido. (STJ REsp, da 3ª T., julg. em 17/12/ REsp /ES - Rel. Min. Nancy Andrighi) 12 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p. 12, março 2011

13 PANORAMA DO MERCADO 5ª Conseguro será realizada em Brasília A 5ª edição da Conseguro (Conferência Brasileira de Seguros, Resseguros, Previdência Privada, Saúde Suplementar e Capitalização), organizada pela CNSeg, será realizada nos dias 08 e 09 de junho, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. O tema central do encontro será a discussão em torno do Consumidor do Futuro. Segundo os organizadores, aproximadamente 600 pessoas deverão participar da 5ª Conseguro. Ao contrário das edições anteriores, não virão muitos estrangeiros. O foco será direcionado para o debate como os convidados dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Mercado cresceu 22% em janeiro Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que a receita de prêmios acumulada pelas seguradoras em janeiro somou R$ 8,5 bilhões, com crescimento de 22,3% em relação ao mesmo mês de 2010, sem computar o seguro saúde, que é supervisionado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O excelente desempenho do mercado foi favorecido pela queda da taxa média de sinistralidade, de 52% para 51%, embora os sinistros retidos pelas seguradoras tenham apresentado alta de 12,3%, para R$ 2,2 bilhões. Isso significa que, em janeiro, o mercado devolveu para a sociedade, na forma de indenizações, benefícios e resgates, algo em torno de R$ 73,3 milhões por dia, incluindo finais de semana e feriados; ou ainda, R$ 3 milhões a cada hora. Novas ferramentas para o mercado A Confederação Nacional de Seguros (CNSeg) desenvolveu o Sistema de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (Siplav), que traz duas novas ferramentas visando ao cumprimento de normas editadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), especialmente a Circular 380/08. A primeira indica se a renda média do pretenso segurado é compatível com o valor sugerido para a cobertura. A outra ferramenta aponta se a pessoa que está contratando o seguro é politicamente exposta grupo que engloba autoridades governamentais e parlamentares e seus familiares, entre outros ou se é alvo de investigação criminal. Neste caso, são listadas pessoas ou empresas que têm autoridades como sócios de qualquer parte do mundo. Segundo o superintendente da Central de Serviços, Renato Pita, o Siplav, sem síntese, disponibiliza informações sobre pessoas politicamente expostas, dados criminais ou que permitam a prevenção à lavagem de dinheiro, por meio da análise de Dados Cadastrais e Financeiros (DCF). A expectativa é a de que sejam registrados mais de 20 milhões de acessos neste primeiro ano. R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março

14 PANORAMA DO MERCADO Resseguro: estrangeiro quer arbitragem externa A falta de experiência das empresas brasileiras em litígios relacionados à cobertura do resseguro preocupa os estrangeiros. Foi o que atestou o presidente da Comissão de Direito de Seguro e Resseguro da OAB-RJ, Fábio Torres, em recente viagem a Londres. Continua muito grande o interesse em operar no Brasil, mas os resseguradores estão, de fato, bastante preocupados com esta questão da arbitragem, afirma Fábio Torres, acrescentando ainda que este gargalo ainda não causou qualquer problema porque, desde a abertura, ainda não foi registrado qualquer sinistro de grande porte. Caso ocorra e provoque desacordo quanto aos valores da indenização ou riscos cobertos, haverá dificuldade para se definir, por exemplo, a jurisdição na qual a pendência será julgada. Isso porque a legislação brasileira estabelece que, nos casos dos contratos de resseguro, a arbitragem terá sua jurisdição no Brasil. Os estrangeiros querem entender como funciona este processo judicial, observa Fábio Torres. Na viagem, ele aprofundou sua crença de que não há qualquer recuo na disposição dos grupos estrangeiros de oferecer cobertura para diferentes riscos excedentes do mercado brasileiro. Segundo o presidente da Comissão de Seguro e Resseguro da OAB-RJ, só não há cobertura disponível lá fora para risco comprovadamente ruim. Em relação à discussão em torno da capacidade de o mercado assumir no Brasil grandes riscos relacionados às obras de infraestrutura, ele destaca que, pelo menos nos megaprojetos envolvendo altos valores de investimento, é preciso uma engenharia maior para a colocação do risco em seguradoras e resseguradoras. Mas isso ocorre em qualquer parte do mundo, acrescenta. Setor investe para aprimorar atendimento A qualidade do atendimento prestado ao consumidor de seguros preocupa lideranças e órgãos reguladores do mercado. Tanto assim que os seguradores se movimentam para lançar novas ferramentas que aprimorem a relação com os segurados. Este foco tem o apoio total da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que já anunciou mudanças no sistema de atendimento ao público por telefone, com a troca dos atuais atendentes que são terceirizados por funcionários de carreira. Assim, será possível elevar o nível de atendimento telefônico, explica o superintendente da autarquia, Paulo dos Santos. Para tanto, será implementado ainda um sistema de atendimento automatizado, com a manutenção da memória das informações prestadas. No setor privado, há também um esforço em adotar boas práticas e estimular consumidores de seguros mais conscientes. O Comitê de Relações de Consumo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) definiu uma agenda de trabalho que envolve ações a curto, médio e longo prazos. Um dos pontos que o comitê entendeu como prioritário foi a eleição dos 10 itens que serão recomendados às companhias para que integrem a folheteria e as propostas de contratação do seguro. A primeira linha de negócio escolhida foi a de seguros de vida. A ideia é redigir um decálogo claro e objetivo que permita ao consumidor saber os pontos principais da apólice no momento da contratação. Depois deste projeto piloto, serão elaborados novos itens para cada uma das demais linhas de negócio do mercado. O próprio presidente da CNSeg, Jorge Hilário Gouvêa Vieira, tem dito em diversas ocasiões que o consumidor deve ser a grande prioridade para as empresas e entidades do setor. Na visão dele, é preciso aprofundar o redescobrimento do consumidor de seguros, buscar os seus interesses e necessidades, oferecendo o melhor produto e o melhor atendimento. Ele também sugere que se desenvolvam seguros de pequeno e médio porte, que interessem ao consumidor de baixa renda. 14 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março 2011

15 MATÉRIA DE CAPA MUDANÇAS CLIMÁTICAS AFETAM DIRETAMENTE AS OPERAÇÕES DE SEGUROS O cenário do meio ambiente preocupa a maioria da população mundial. Alguns acreditam que as próximas gerações serão afetadas tragicamente pelos erros cometidos nos dias de hoje. Há até quem tema a confirmação da profecia do calendário Maia, pela qual o mundo termina em Quaisquer que sejam as crenças, é consenso entre todos os setores sociais que é fundamental a preparação para suportar as mudanças climáticas que vêm ocorrendo rapidamente. Mas, no mercado de seguros, as questões da natureza ainda estão sendo colocadas em segundo plano. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) demonstram queda de 20% na contratação de cobertura de riscos ambientais. De janeiro a julho de 2010, as seguradoras acumularam receita da ordem de R$ 127,5 milhões no ramo, uma perda de R$ 31,9 milhões se comparado ao mesmo período de 2009, que teve acúmulo de R$ 159,5 milhões. Os números preocupam especialistas já que, para acompanhar a rápida mudança do clima e assegurar os bens das empresas e da população, é necessário que as seguradoras desmitifiquem o meio ambiente como um setor pouco lucrativo, difícil de ser mensurado e transformado em valores de prêmio. Para o economista e especialista em Agronomia, Bastiaan Reydon, o mecanismo ganha-ganha pode ser uma alternativa para fazer com que as empresas de seguros se interessem pelo tema ambiental. Todo o sistema de seguros é voltado para o empréstimo e não para a produção. Precisamos mudar a filosofia. Acredito que a situação já esteja se invertendo. Os problemas ambientais estão se avolumando. É preciso que as seguradoras insiram os custos nas suas contabilidades de maneira prioritária. O meio ambiente pode ser lucrativo, diz. Bastiaan Reydon Divulgação R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março

16 MATÉRIA DE CAPA Liquid Library Seguro obrigatório Novas tecnologias, energia alternativa, esgotamento do solo e erosão, poluição sonora e do ar são algumas das ações provocadas pelo homem que acarretam graves alterações climáticas, como o efeito estufa. O setor securitário foi o primeiro a perceber estes efeitos no bolso. Mas, contraditoriamente, é um dos que ainda menos se movimenta para contribuir com a resolução do tema. Consultor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - FAO e do Banco Mundial, Bastiaan Reydon acredita que a implantação de um seguro ambiental obrigatório é possível e necessária. Assim, os riscos que as mudanças climáticas poderiam causar estariam assegurados. Se todos os riscos ambientais fossem calculados e incluídos nas atividades econômicas, teríamos margem de conhecimento sobre o potencial do setor. Mas é preciso inserir estes riscos gradativamente. É um processo lento, mas tem de ser iniciado. Existe a incerteza e existe o risco. Um pedaço da incerteza é justamente este risco. Precisamos nos preparar, opina. 16 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março 2011

17 MATÉRIA DE CAPA O seguro para riscos ambientais não pode fi car circunscrito às amarras de um clássico contrato de seguro de responsabilidade civil Mas nem todo mundo é a favor do seguro obrigatório. Em artigo escrito recentemente, o consultor Walter Polido, tido como um dos maiores especialistas em coberturas voltadas para o meio ambiente no Brasil, deixou clara a sua posição contrária. Ele lembrou que o artigo 40 da Lei 12305/2010 aprovada em agosto de 2010 faz expressa menção ao seguro e, na forma como foi determinado, enseja preocupações. Esse artigo determina que o órgão licenciador do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) pode exigir a contratação de seguro de responsabilidade civil por danos causados ao meio ambiente ou à saúde pública. Caberá à Susep regulamentar esse artigo. Não será fácil a tarefa da Susep, até porque poderá ser inócua também. Conforme o 2º Plano Setorial da Indústria do Seguro, elaborado em 2004 pela então Fenaseg (atual CNSeg), com projeções para dez anos, ficou determinado que a natureza do seguro ambiental deveria ser afastada de qualquer medida impositiva, por ser totalmente incompatível com a natureza e a complexidade do risco afeto, argumenta Polido no artigo. Ele relembra que o Plano Setorial considera o seguro obrigatório um instrumento ineficaz, na medida em que não consegue a adesão integral dos seguradores quanto à aceitação dos riscos inerentes. Deve ser preservado, sempre, o direito de o segurador avaliar, mensurar e tarifar individualmente cada risco, de acordo com métodos próprios, o que se torna inviável uma vez aplicada a obrigatoriedade do seguro, via tabelamento dos riscos cobertos e do preço do seguro, acrescenta o especialista. Divulgação Polido observa ainda que na Argentina, por exemplo, o seguro ambiental não conseguiu sair dos termos da lei, apesar de sua obrigatoriedade. No Brasil, o estado de Pernambuco já havia determinado a mesma obrigatoriedade, desde 2002, mas sem sucesso. Para ele, um seguro de fato para riscos ambientais dever abranger, inquestionavelmente, riscos que vão muito além daqueles cobertos pelos seguros tradicionais de responsabilidade civil. O seguro para riscos ambientais não pode ficar circunscrito às amarras de um clássico contrato de R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março 2011 Walter Polido 17

18 MATÉRIA DE CAPA Divulgação seguro de responsabilidade civil. Não é assim que funciona em mercados mais desenvolvidos do que o nosso, principalmente nos EUA, em cujo país este tipo de seguro é comercializado desde os anos 80, assinala. Aquecimento dos bolsos Outra dado que preocupa e muito é a questão do aquecimento global, vista como uma realidade crítica, que já pode ter seus efeitos percebidos. O aumento drástico das temperaturas e a oscilação dinâmica do termômetro climático são responsáveis por problemas nas áreas agrícolas e urbanas. Na agricultura, além das secas, muitas regiões perderam seu potencial de plantação. Já nas cidades, as chuvas caem em volume maior, em tempo menor e numa superfície muito coberta, o que acaba por provocar as inundações. Segundo dados do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas IPCC, nos últimos 150 anos a temperatura subiu mais de um grau e o nível do mar aumentou 200 milímetros. Se as transformações em números não parecem tão urgentes, eventos como Tsunamis, Katrinas e secas corroboram esta ideia. Segundo Bastiaan Reydon, se o ritmo acelerado de transformação ambiental continuar, países inteiros poderão ficar submersos, como é o caso da Holanda, que tem 80% da população abaixo do nível do mar. A realidade é irreversível. Mas o tempo que levará para as grandes mudanças acontecerem é difícil de definir. O Rio de Janeiro, assim como diversas cidades costeiras, vão enfrentar mudanças drásticas. São milhares de imóveis que podem não 18 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março 2011

19 MATÉRIA DE CAPA existir daqui a alguns anos. Quem vai segurar isso? É preciso que as seguradoras percebam aonde elas têm que atuar. Estamos buscando um acordo de diminuição de emissão de CO 2. Na Europa as questões climáticas são levadas muito a sério, conta. Divulgação Resseguros ambientais As transformações climáticas são muitas, e os riscos quase imensuráveis. Mas o mercado securitário é um dos atores que pode garantir o lucro e a saúde da economia, mesmo em questões ambientais. Como já acontece hoje, as seguradoras repassam parte de seus riscos para resseguradoras e, dessa forma, as operações de grande infraestrutura estão garantidas. Um dos principais problemas enfrentados pelo setor é o alto valor dos prejuízos causados por danos ambientais, e as resseguradoras têm um papel fundamental nesse ponto, como afirma Reydon. A abertura desse mercado, em 2008, já fez com que 90 empresas do ramo aportassem no Brasil. O incentivo à vinda de novos resseguradores pode ampliar o capital disponível para assegurar a reparação dos danos causados pelos efeitos climáticos. Roberto Zegarra É difícil dizer qual é o limite do sistema econômico. Mas os resseguradores têm um papel fundamental na solidificação das operações de seguros. Os resseguros trazem maior sustentabilidade e capacidade. É claro que todas as atividades são baseadas em incertezas, mas com a atuação dos dois principais atores do mercado de seguros podemos estar mais tranquilos com nossos bens, acredita o economista. Incertezas Na era do capitalismo contemporâneo, formado por economias monetárias ou empresariais que têm como principal objetivo maximizar o retorno financeiro frente à incerteza do futuro, o mercado de seguros pode se destacar, caso haja uma mudança da filosofia econômica. A inserção do pensamento ambiental na pauta de discussões de uma empresa é fundamental para garantir a solidez da futura economia brasileira. Alguns acidentes em obras de complexa infraestrutura causaram desilusão ao mercado, dando a ideia de que os prejuízos ambientais podem ser insustentáveis para qualquer sistema monetário. O acidente em abril envolvendo a plataforma Deep Horizon da British Petroleum, no Golfo do México, acendeu o alerta do mercado de seguros. Para Bastiaan Reydon, R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março

20 MATÉRIA DE CAPA o acontecimento era previsível. A Petrobras, em suas plataformas, adota uma ferramenta que é capaz de tampar os poços remotamente. A Deep Horizon não possuía este sistema, pois a British Petroleum quis economizar. E fez isso onde não podia. É preciso que haja o controle rígido do Estado às grandes obras que podem causar grandes estragos. Além disso, com a terceirização de diversas atividades, perdemos o controle do responsável pela tragédia. Tem de estar explícito quem manda em quem e quem é responsável pelo quê. Assim poderemos saber quem, afinal, vai pagar a conta, diz. Acidente da BP foi um dos maiores da história do petróleo A explosão da plataforma Deep Horizon, da British Petroleum, no Golfo do México, em abril de 2010, fez com que as seguradoras reformulassem a percepção sobre riscos ambientais. O acidente, que teve início no dia 20 daquele mês, provocou um vazamento que lançou ao mar, entre abril e julho, o equivalente a 4,9 milhões de barris de petróleo. Uma explosão causou a queda da estrutura e a morte de 11 funcionários. A justificativa para a causa do desastre veio através de um relatório de 193 páginas, divulgado no início de setembro, no site da empresa, no qual a BP atribui a uma série complexa e interligada de falhas mecânicas, julgamentos humanos, projetos de engenharia, implementação operacional e relacionamento de equipe. No documento, a British Petroleum afirma que tanto a Halliburton, responsável pela cimentação do poço, quanto a Transocean, a qual pertencia a plataforma, interpretaram incorretamente os resultados de um teste de segurança que alertou para riscos de explosão da estrutura. Estima-se que o mercado segurador britânico Lloyd s tenha arcado com US$ 600 milhões do prejuízo total com danos diretos de US$1,4 bilhão. Já os indiretos foram estimados em até US$ 3,5 bilhões. Recentemente, a British Petroleum anunciou perdas de US$ 17 bilhões no segundo trimestre do ano, um dos maiores prejuízos de extração de petróleo no mundo. Oil & Gas Os acidentes ocorridos nos últimos anos na indústria de Oil & Gas fortalecem a tese que aponta o setor como inerentemente arriscado, por enfrentar riscos provenientes tanto da ação do homem como da natureza. Segundo Roberto Zegarra, executivo da Marsh, estes riscos afetam todas as fases da operação, desde a exploração até a distribuição final do produto. Assim, diversas áreas sofrem o impacto, incluindo comunidades e o meio ambiente. Por isso, é fundamental que essas empresas tenham um programa de gestão holística de riscos, que lhes permita lidar com esses riscos e com suas consequências de forma proativa, disse o executivo, que participou do Rio Oil & Gas 2010 Expo and Conference, evento realizado em meados de setembro, no Rio de Janeiro. 20 R. do IRB, Rio de Janeiro, a. 69, n. 308, p , março 2011

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