Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras"

Transcrição

1 Publicações DG Empresa Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras Guia de boas práticas e princípios de reestruturação, falência e recomeço COMISSÃO EUROPEIA

2

3 COMISSÃO EUROPEIA Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras Guia de boas práticas e princípios de reestruturação, falência e recomeço Direcção-Geral da Empresa

4 Encontram-se disponíveis numerosas outras informações sobre a União Europeia na rede Internet, via servidor Europa (http://europa.eu.int) Uma ficha bibliográfica figura no fim desta publicação Luxemburgo: Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Europeias, 2002 ISBN Comunidades Europeias, 2002 Reprodução autorizada mediante indicação da fonte Printed in Belgium IMPRESSO EM PAPEL BRANQUEADO SEM CLORO

5 Introdução de Erkki Liikanen, Membro da Comissão Europeia responsável pela Empresa e pela Sociedade da Informação Estigmatizamos o insucesso ou, pelo contrário, consideramo- -lo uma valiosa experiência de aprendizagem? Uma atitude positiva perante a assunção de riscos e perante o insucesso é essencial para incentivar as pessoas a tornaram-se os empresários de que a Europa necessita. Dentro da União Europeia, as atitudes perante a assunção de riscos e as características da legislação em matéria de falências são diversas. Esta publicação pretende explorar essa diversidade em benefício do número crescente de empresas que são a força motriz da moderna economia europeia: apresentando exemplos de boas práticas em toda a Europa, todos temos a oportunidade de aprender e, consequentemente, fazer melhor. O Plano de Acção para o Capital de Risco ( 1 ) afirma que a supressão do estigma do insucesso é uma reforma crucial para promover o espírito empresarial. A Carta Europeia das Pequenas Empresas ( 2 ) considera que um certo insucesso é concomitante com a iniciativa responsável e que a assunção de riscos deve ser vista, principalmente, como uma oportunidade de aprendizagem, e apela à avaliação da legislação em matéria de falências tendo em conta as boas práticas. ( 1 ) Commission Communication «Risk Capital: A key to job creation in the European Union», SEC(1998) 522, Abril de 1998, Action Plan, Junho de Communicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu «Capital de risco: propostas para prosseguir a execução do plano de acção», COM(1999) 493. Communicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu «Relatório intercalar sobre o plano de acção em matéria de capital de risco», COM(2000) 658. Communicação da Comissão ao Conselho e ao Parlamento Europeu relativa à implementação do Plano de Acção em Matéria de Capital de Risco (PACR), COM(2001) 605. ( 2 ) Adoptada pelo Conselho dos Assuntos Gerais, em 13 de Junho de 2000, e recebida com agrado pelo Conselho da Feira.

6 A Comissão pretende promover um espírito empresarial e melhorar o enquadramento regulamentar das empresas, com base no Programa Plurianual para a Empresa e o Espírito Empresarial ( 3 ). Neste contexto, a Comissão leva a cabo acções para promover a sobrevivência das empresas viáveis e apoiar os empresários com potencial para recomeçar uma actividade depois de um insucesso. Penso que a abordagem certa consiste em permitir que os empresários tentem salvar a sua empresa, se tal for possível. Quando uma empresa é viável, os seus activos são, muitas vezes, mais valiosos, se ela for mantida em actividade do que se for liquidada. Uma empresa salva conserva postos de trabalho, potencialmente dá aos credores um maior retorno do seu investimento e dá aos empresários a oportunidade de gerar novos lucros, sendo todos estes efeitos vantajosos para a sociedade em geral. Quando uma empresa não tem hipóteses de sobrevivência, devemos dar-lhe a possibilidade de uma saída fácil, permitindo, deste modo, uma reafectação mais eficaz dos recursos. Os empresários que tenham passado por um insucesso enfrentam atitudes negativas, por exemplo, da parte dos bancos ou das outras empresas. Ademais, a legislação gera um estigma, impondo restrições aos empresários falidos. O estigma do insucesso deve ser reduzido e os empresários que o tenham sofrido devem ter uma oportunidade de começar de novo (excepto nos casos em que sejam culpados de desonestidade, desvios deliberados, fraude ou comportamento criminoso). Para poder partilhar as boas práticas neste domínio e para encetar um diálogo entre peritos e decisores políticos, a Comissão organizou, em conjunto com o Ministério neerlandês dos Assuntos Económicos, um Seminário sobre o Insucesso Empresarial, que se realizou na Primavera de 2001, em Noordwijk, nos Países Baixos. Ficou claro que os empresários nem sempre se apercebem da necessidade de resolver, oportunamente, problemas financeiros graves ou nem sempre têm conhecimento das possibilidades de salvamento. É importante a sensibilização para o alerta precoce, tal como é importante orientar os empresários para o apoio existente. Recomendo esta brochura como um contributo positivo que chama a atenção para esta necessidade de actuação oportuna e adequada, em caso de dificuldades financeiras. ( 3 ) JO L 333 de , p

7 1 Ajudar as empresas a ultrapassarem as dificuldades financeiras Conclusões do Seminário sobre o Insucesso Empresarial realizado em Noordwijk, nos Países Baixos, em 10 e 11 de Maio de 2001

8 O Seminário sobre o Insucesso Empresarial examinou as regras aplicáveis às empresas falidas, as medidas de apoio actualmente existentes e os obstáculos para recomeçar uma actividade depois do insucesso. O intuito era melhorar a forma como as empresas em dificuldades e os empresários falidos são tratados pelas instituições públicas e privadas. Deste modo, a União Europeia e os Estados- -Membros poderiam ser ajudados a comparar e a orientar melhor as suas políticas, fazendo intercâmbio de boas práticas comprovadas e aprendendo com elas. As conclusões do seminário abarcaram, entre outros, os seguintes aspectos: É necessário um quadro jurídico previsível Transparência, responsabilidade e previsibilidade são fundamentais para a existência de relações de crédito sólidas. Um quadro jurídico previsível permite a um devedor falido e aos seus credores negociarem numa base informal, tendo por pano de fundo um sistema jurídico que estabelece as consequências em caso de não se conseguir chegar a acordo quanto a uma solução. Mais vale prevenir que remediar Para possibilitar a maximização do valor dos activos de uma empresa, muitas vezes, é preferível um salvamento, sob a forma de um acordo da administração, dos proprietários, dos credores, dos empregados e de outras partes com interesse comercial, a uma liquidação. A reestruturação informal deve ter preferência relativamente a um procedimento formal, poupando, assim, despesas, tempo e publicidade. Os sistemas jurídicos devem prever uma opção de reestruturação. É necessário um bom sistema judiciário para determinar quais as empresas que têm hipóteses de sobrevivência, devendo prever-se o tempo e os meios suficientes para conseguir uma reestruturação bem sucedida. Se a reestruturação não for possível, a venda da empresa com continuidade normalmente dá os melhores resultados 6

9 para os credores. Se a empresa não tiver futuro, os activos devem ser liquidados, o que deve fazer-se rápida e eficientemente. Habitualmente, as PME recorrem muito pouco ao aconselhamento externo, o que leva a um reconhecimento tardio das dificuldades e, por conseguinte, a atrasos excessivos na adopção de medidas. As medidas de apoio devem concentrar-se no alerta precoce, na intervenção oportuna, no aconselhamento por peritos e na obtenção de dinheiro fresco. É necessário envidar esforços para sensibilizar as empresas para as oportunidades dos processos de salvamento, como forma de evitar a falência. Deve dar-se atenção à acessibilidade do apoio, dado que uma empresa com dificuldades financeiras não dispõe dos meios para pagar o aconselhamento (dispendioso). Os empresários falidos devem ser incentivados a recomeçar uma actividade De acordo com o Dr. Mei-Pochtler, que apresentou uma análise efectuada pelo Boston Consulting Group, durante o Seminário sobre o Insucesso Empresarial, os empresários falidos aprendem com os seus erros e são mais bem sucedidos no futuro. A análise também fornecia provas económicas de que a renovação empresarial cria crescimento em termos de PIB, emprego e produtividade. Por isso, o encorajamento dos empresários falidos para que tentem de novo contribuirá positivamente para o desenvolvimento económico. O estigma continua a ser um problema, pelo que se devem abolir os obstáculos jurídicos, de capital e sociais (por exemplo, ensino, comunicação social) a um recomeço. Em termos jurídicos, é necessária uma rápida libertação de funções e não devem ser impostas restrições desnecessárias. Por outro lado, as relações com os credores são muito importantes e um comportamento responsável para com eles é fundamental para assegurar a disponibilidade de capital. Aos devedores irresponsáveis não se deve, por isso, dar a possibilidade de abandonar facilmente as suas responsabilidades. Até agora, poucos programas de apoio se centraram nos empresários sem sucesso. Perante a importância, para a 7

10 economia, de quem reinicia uma actividade, a disponibilidade de financiamento deve ser melhorada e deve dar-se um apoio adaptado às necessidades específicas dessas pessoas. 8

11 2 Ajudar as empresas a ultrapassarem as dificuldades financeiras Princípios e Directrizes para Sistemas de Insolvência e de Direitos dos Credores Eficazes (1)

12 Os sistemas fiáveis de insolvência e de direitos dos credores foram identificados como um dos elementos-chave para o bom funcionamento dos mercados internos e para a redução dos riscos e dos custos da instabilidade sistémica. Neste sentido, o Banco Mundial resolveu desenvolver um fórum mundial de insolvência e uma base de dados para promover melhores práticas no desenvolvimento de sistemas internos de insolvência. O documento Principles and Guidelines for Effective Insolvency and Creditor Rights Systems (Princípios e Directrizes para Sistemas Eficazes de Insolvência e de Direitos dos Credores) contribui para o esforço de aumento da estabilidade financeira mundial, criando um quadro uniforme para avaliar a eficácia dos sistemas de insolvência e de direitos dos credores, através de uma orientação dos decisores políticos quanto às escolhas políticas necessárias para os reforçar. Os princípios contidos neste documento são o produto de uma vasta colaboração internacional e assentam em temas e escolhas políticas comuns a essas iniciativas e em pontos de vista do pessoal, de peritos em insolvência e de participantes em workshops regionais patrocinados pelo Banco Mundial e pelas organizações que lhe estão associadas. O processo consultivo sobre os Principles and Guidelines teve a participação de mais de 70 peritos internacionais, na qualidade de membros da Task Force do Banco Mundial e dos grupos de trabalho, e uma participação regional de mais de 700 especialistas dos sectores público e privado de, aproximadamente, 75 países, principalmente em vias de desenvolvimento. O texto integral do relatório pode ser consultado no sítio do Banco Mundial (www.worldbank.org/gild) ou pode contactar-se o Sr. Johnson, Senior Counsel, Legal Department of the World Bank O documento Principles and Guidelines parte de uma premissa simples de que o desenvolvimento sustentado do mercado assenta no acesso ao crédito barato e ao investimento em capital. Os princípios propriamente ditos ( 1 ) Texto com base numa apresentação feita pelo Sr. Johnson, do Banco Mundial, no Seminário sobre o Insucesso Empresarial, em Maio de

13 partem desta premissa, articulando elementos e características essenciais dos sistemas que alicerçam o acesso ao crédito e permitem às partes exercer os seus direitos e gerir o factor negativo do risco do crédito e das relações de investimento. Os elementos-chave dos princípios incluem: O papel dos sistemas de aplicação. Uma economia moderna e com base no crédito exige uma aplicação previsível, transparente e acessível dos pedidos de crédito com garantia e sem garantia por mecanismos eficientes além da insolvência, assim como um bom sistema de insolvência. Esses sistemas devem ser concebidos por forma a funcionarem harmoniosamente. O comércio é um sistema de relações, declaradas em acordos contratuais expressos ou implícitos, entre uma empresa e um vasto conjunto de credores e bases de apoio. Embora as transacções comerciais se tenham tornado cada vez mais complexas, à medida que são desenvolvidas técnicas mais sofisticadas de elaboração de preços e gestão de riscos, os direitos de base que regem estas relações e os procedimentos para aplicação desses direitos não mudaram muito. Estes direitos permitem que as partes se rejam por acordos contratuais, fomentando a confiança que alimenta o investimento, o empréstimo e o comércio. Por outro lado, a incerteza quanto à aplicabilidade dos direitos contratuais aumenta o custo do crédito para compensar o risco acrescido da falta de desempenho ou, em casos muito graves, conduz a uma limitação do crédito. O quadro jurídico dos direitos dos credores. Um sistema regularizado de crédito deve ser suportado por mecanismos que contenham métodos eficazes, transparentes e fiáveis de recuperação da dívida, incluindo a penhora e venda de bens imóveis e móveis e a venda ou apropriação de activos incorpóreos, como seja o crédito do devedor junto de terceiros. Um sistema eficaz para aplicar os títulos de crédito é fundamental para um sistema de crédito operante, especialmente para o crédito sem garantia. A capacidade de um credor se apropriar dos bens do devedor e vendê-los de forma a satisfazer a dívida é o meio mais simples e eficaz de garantir o pagamento imediato. É muito mais eficaz que a ameaça de um processo de insolvência, que, frequentemente, exige um nível de prova e uma perspectiva de demora processual que, apenas em casos extremos, o tornam credível para os devedores como capacidade de pagamento. 11

14 Embora grande parte do crédito não tenha garantia e exija um sistema de aplicação efectivo, um sistema eficaz de direitos garantidos é especialmente importante nos países em vias de desenvolvimento. O crédito com garantia tem um papel importante nos países industrializados, independentemente da variedade de fontes e tipos de financiamento disponíveis através dos mercados de crédito e de acções. Nalguns casos, os mercados de acções podem fornecer um financiamento mais barato e mais atraente. Os países em vias de desenvolvimento, porém, apresentam menos opções e os mercados de acções estão, normalmente, menos amadurecidos que os mercados de crédito. O resultado é que a maior parte do financiamento se faz sob a forma de dívida. Nos mercados com menos opções e riscos mais elevados, os mutuantes exigem habitualmente segurança, para reduzir o risco de falta de desempenho e de insolvência. O quadro jurídico dos empréstimos com garantia. O quadro jurídico prevê a criação, o reconhecimento e a aplicação dos interesses da segurança em todos os tipos de bens móveis e imóveis, corpóreos ou incorpóreos, incluindo inventários, títulos a receber, receitas e propriedade futura numa base global, quer se trate ou não de direitos possessórios. A lei deve incluir algumas ou todas as obrigações de um devedor para com um credor, presentes ou futuras, e entre todos os tipos de pessoas. Além disso, deve prever a adaptação, a todos os tipos de bens, de regras eficazes de alerta e registo, assim como regras de prioridade claras relativas a exigências ou interesses concorrentes quanto aos mesmos bens. O quadro jurídico da insolvência de empresas. Embora as atitudes variem, os sistemas de insolvência das empresas devem ter como objectivos: a integração nos sistemas jurídico e comercial mais amplos de um país; a maximização do valor dos activos de uma empresa, com uma opção de reorganização; um equilíbrio cuidadoso entre liquidação e reorganização; um tratamento equitativo dos credores em situação semelhante, incluindo os credores estrangeiros e nacionais em igual situação; 12

15 a resolução oportuna, eficiente e imparcial das insolvências; a prevenção do desmembramento prematuro dos bens do devedor pelos diferentes credores; um processo transparente que contenha incentivos à recolha e ao fornecimento de informações; o reconhecimento dos direitos dos credores existentes e o respeito da prioridade dos pedidos com um processo previsível e instituído; a criação de um quadro para as insolvências internacionais, com reconhecimento dos trâmites estrangeiros. Se uma empresa não for viável, a lei deve actuar, principalmente, no sentido de uma liquidação rápida e eficiente, para maximizar a recuperação, em benefício dos credores. A liquidação pode incluir a preservação e venda da empresa, como entidade distinta da entidade jurídica. Por outro lado, se uma empresa for viável, no sentido em que possa ser reabilitada, os seus activos podem ser mais valiosos se forem mantidos numa empresa reabilitada do que se forem vendidos num processo de liquidação. O salvamento ( 1 ) de uma empresa pode preservar postos de trabalho, dar aos credores um maior retorno, produzir um retorno para os proprietários e permitir que a empresa continue a desempenhar o seu papel na economia. O salvamento de uma empresa deve ser promovido por processos formais e informais. A reabilitação deve permitir o acesso rápido e fácil ao processo, dar um nível de protecção adequado a todas as pessoas implicadas, permitir a negociação de um plano comercial, permitir que uma maioria de credores a favor de um plano ou de outro tipo de actuação vincule todos os outros credores (mediante protecção adequada) e prever uma supervisão para assegurar que o processo não está sujeito a qualquer tipo de abuso. Os processos de salvamento modernos normalmente abarcam um vasto conjunto de expectativas comerciais em mercados dinâmicos. Embora essas leis ( 1 ) Neste contexto, salvamento de uma empresa refere-se a resoluções consensuais entre um devedor, os seus credores e outros privados com interesses, em contraste com os auxílios estatais. 13

16 possam não ser susceptíveis de precisar fórmulas, os sistemas modernos, normalmente, assentam em características de concepção para alcançar os objectivos já mencionados. O quadro da resolução informal de empresas. A resolução de empresas deve ser apoiada por um enquadramento que incentive os participantes a recuperar uma empresa em termos de viabilidade financeira. A resolução informal é negociada «à sombra da lei». Assim, o enquadramento de apoio deve dispor de leis e procedimentos claros que exijam o fornecimento ou o acesso a informações financeiras oportunas e precisas sobre a empresa em dificuldades; deve incentivar o empréstimo, o investimento ou a recapitalização das empresas em dificuldades que sejam viáveis; deve apoiar um vasto conjunto de actividades de reestruturação, como a remissão de dívidas, o reescalonamento, a reestruturação e as conversões da dívida em participações no capital; e deve dar um tratamento fiscal favorável ou neutro à reestruturação. O sector financeiro de um país (eventualmente, com a ajuda do banco central ou do Ministério das Finanças) deve promover um processo informal e extrajudicial para tratar dos casos de dificuldades financeiras das empresas, em que os bancos e outras instituições financeiras tenham uma exposição significativa especialmente nos mercados em que a insolvência das empresas é sistémica. É muito mais provável que um processo informal possa ser sustentado, se existirem soluções adequadas para os credores e leis em matéria de insolvência. A implementação do sistema de insolvência. A existência de instituições e regulamentos fortes é crucial para um sistema de insolvência eficaz. O quadro da insolvência tem três elementos principais: as instituições responsáveis pelos processos de insolvência, o sistema operacional através do qual os processos e as decisões são tratados e os requisitos necessários para preservar a integridade dessas instituições o reconhecimento de que a integridade do sistema de insolvência é o elemento fulcral do seu sucesso. Vários princípios fundamentais influenciam a concepção e a manutenção das instituições e dos participantes com autoridade nos processos de insolvência. 14

17 3 Ajudar as empresas a ultrapassarem as dificuldades financeiras Exemplos de boas práticas Reestruturação, falência e recomeço

18 No Seminário sobre o Insucesso Empresarial, realizado em Noordwijk, em Maio de 2001, foram apresentados vários exemplos de boas práticas. Durante o evento, os peritos debateram os seus métodos de trabalho. Em seguida, apresentamos uma selecção das exposições feitas, como bons exemplos de apoio às empresas com dificuldades financeiras. Estes exemplos destinam-se a ajudar os decisores políticos e os executores a aprenderem com as experiências de outras regiões da Europa. Cada um foi escolhido para ilustrar um aspecto diferente, importante para apoiar as empresas com dificuldades financeiras. Durante o seminário, foram apresentados outros exemplos de boas práticas relacionadas com estes aspectos. No final desta publicação, encontra-se o endereço junto do qual se podem obter mais informações sobre eles. Os casos a seguir apresentados dizem respeito a: legislação para promover a reestruturação, a falência e o recomeço; equilíbrio dos interesses dos credores, da empresa e dos seus empregados, em caso de insolvência; como facultar um aconselhamento especializado sobre a forma de salvar uma empresa da falência; conseguir que os credores apoiem o salvamento de uma empresa, em vez da sua liquidação; conceber planos de reestruturação eficazes, com base em princípios comuns; apoio às empresas em crise: salvamento ou recomeço; reunião de forças dos empresários para melhorar a posição dos empresários mal-sucedidos; obtenção de financiamento para uma nova empresa depois de uma falência. É claro que existem muitos outros exemplos de boas ou ainda melhores práticas. Efectivamente, parte do intuito desta publicação consiste, exactamente, em incentivar reacções sobre outros exemplos e um debate dos seus méritos respectivos. Se o leitor, como profissional com experiência prática de reestruturação, falência e recomeço, desejar reagir, não hesite em escrever para o endereço que fornecemos no final da publicação. 16

19 Legislação para promover a reestruturação, a falência e o recomeço

20 Legislação para promover a reestruturação, a falência e o recomeço Domínio Reforma legislativa Caso Para satisfazer melhor as necessidades da vida económica actual, a Bélgica alterou a sua legislação em matéria de insolvência, em 1997, com o objectivo de fomentar a reestruturação de empresas temporariamente em crise e promover o recomeço após uma falência. Para contacto e mais informações: Patrick Leclercq Conseiller adjoint Ministry of Justice of Belgium Boulevard de Waterloo 115 B-1000 Bélgica Tel. (+32) (0) Fax (+32) (0) fgov.be 18

21 Descrição A lei da concordata preventiva, de 17 de Julho de 1997, cobre a situação das empresas saudáveis e rentáveis, mas que enfrentam dificuldades financeiras temporárias que fazem perigar a sua existência. A lei destina-se a conseguir um acordo entre o devedor e os seus credores quanto a um plano de reembolso. Também criou serviços de investigação comercial com a função de identificar as empresas em dificuldades financeiras, a fim de as levar a tomar as medidas necessárias ou para solicitarem um processo de concordata preventiva. A lei das falências, de 8 de Agosto de 1997, visa a liquidação, o mais rápida possível, de empresas não viáveis, o que deverá satisfazer os pedidos dos credores na medida do possível e repor a concorrência no mercado. A lei também permite que o tribunal isente as empresas falidas de responsabilidade civil, permitindo, deste modo, um recomeço de actividade. Ambas as leis conferem importância à transparência e estipulam que deve ser dada aos credores informação completa sobre a evolução do processo de insolvência. Três anos após a introdução da nova legislação, uma avaliação da mesma mostrou que certos elementos ainda necessitavam de maior atenção. A atitude face ao insucesso tinha de ser melhorada. Os tribunais hesitavam em determinar que uma falência era «perdoável». Por isso, o Governo introduziu nova legislação que dá um direito de perdão em casos de falência, desde que os gestores não sejam culpados de má gestão grave. Os empresários não conhecem as novas possibilidades legais. O Governo tem divulgado informações junto do público e actuado no sentido de aumentar a sensibilização entre os intermediários. O actual processo de concordata é dispendioso e, actualmente, apenas as empresas com uma certa dimensão podem recorrer a este processo. Estão a ser tomadas medidas para reduzir os custos dos processos introduzindo um processo simplificado. Os casos de concordata preventiva costumam receber publicidade negativa, o que pode pôr em risco as possibilidades de salvar a empresa. O processo simplificado atrás mencionado passará a ser confidencial. 19

22 Equilibrar os interesses dos credores, da empresa e dos seus empregados, em caso de insolvência Domínio Reforma legislativa Caso A nova legislação alemã tem um papel fundamental para permitir que as empresas viáveis continuem a existir. Esta legislação pretende, não só ajudar os credores a reaverem o seu dinheiro, mas também ter em conta as necessidades da empresa e de todos os que têm interesse na sua sobrevivência, como os detentores de crédito sem garantia, os empregados e os proprietários. Para contacto e mais informações: Horst Piepenburg Rechtsanwalt Arbeitsgemeinschaft für Insolvenzrecht und Sanierung im Deutschen Anwaltverein Heinrich-Heine-Allee 20 D Düsseldorf Alemanha Tel. (+49) Fax. (+49)

23 Descrição Em Janeiro de 1999, entraram em vigor na Alemanha novas regras em matéria de insolvência, que reformaram e combinaram as anteriores leis de conciliação e falência num processo uniforme em matéria de insolvência. Os principais objectivos da nova lei são a manutenção em funcionamento de unidades empresariais e o apoio à reestruturação, através de um plano de insolvência. O novo sistema permite manter a opção de liquidar ou reestruturar, após um pedido de declaração de insolvência. Depois de avaliar a possibilidade de reestruturação, um mandatário pode elaborar um plano de insolvência em qualquer fase do processo. Ao abrigo da nova lei, o mandatário é obrigado a dar continuidade à empresa em situação de insolvência, o que aumenta as suas probabilidades de sobrevivência, depois de ter sido apresentado um pedido de declaração de insolvência. Neste sentido, são conferidos ao mandatário certos direitos, por exemplo, o direito de rescindir ou continuar contratos com base em perspectivas económicas. A lei permite desvios, em determinadas circunstâncias, das disposições normais em matéria de insolvência quanto à reestruturação, mediante a apresentação de um plano de insolvência, por exemplo, relativo ao uso dos activos. A nova lei já não prevê privilégios, excepto em caso de indemnizações por despedimento aos empregados. No que diz respeito à votação de um plano de insolvência, formam-se grupos de credores, de acordo com o seu estatuto jurídico (por exemplo, credores com direitos sobre a propriedade, outro activo imobilizado ou activo circulante) ou a sua posição (por exemplo, fornecedores, mutuantes, empregados ou prestadores de serviços). Em cada grupo, o voto baseia-se no montante da dívida de cada um e no número de partes envolvidas, sendo necessária uma maioria simples para aprovar o plano. Estas disposições garantem que um credor não pode bloquear um plano de reestruturação que, em tudo o mais, tem vantagens gerais para os interessados. 21

24 Como facultar aconselhamento especializado para salvar uma empresa em risco de falência Domínio Apoio às empresas com dificuldades financeiras Caso Empresários, gestores e peritos reformados, por exemplo, juristas e contabilistas, facultam voluntariamente às PME análise financeira e aconselhamento estratégico. Para contacto e mais informações: Drs Arend Vrind, RA Director Stichting Ondernemersklankbord Postbus Den Haag Países Baixos Tel. (+31) Fax (+31)

25 Descrição O Ondernemersklankbord faculta aconselhamento às pequenas e médias empresas. Trata-se de um organismo de empresários, directores-gerais com experiência empresarial e peritos reformados que prestam assistência voluntária. Foi criado em 1979, financiado pela comunidade empresarial neerlandesa e apoiado pelo Ministério dos Assuntos Económicos. 90% das empresas que procuram os conselhos do Ondernemersklankbord têm menos de 10 empregados. Todos os anos empresários procuram conselho junto da fundação. O insucesso empresarial é uma parte importante das actividades de aconselhamento do Ondernemersklankbord. O Ondernemersklankbord descobriu que o insucesso está muitas vezes ligado a uma falta de experiência e ao reconhecimento tardio dos problemas, dado que os empresários estão frequentemente ocupados com a gestão quotidiana. Muitas empresas poderiam ter sido salvas (pelo menos 20%) se tivessem procurado aconselhamento a tempo. É necessário dar especial atenção às novas empresas; nos Países Baixos, 22% não sobrevivem além do primeiro ano e, ao fim de cinco anos, apenas 40% continuam em actividade. Em 1997, o Ondernemersklankbord celebrou um acordo formal com o tribunal da comarca de Utrecht, a fim de facilitar o salvamento de empresas viáveis. Quando um juiz considera que uma empresa pode ser salva, pode suspender o processo de falência e remeter o caso para a análise do Ondernemersklankbord. Uma equipa de voluntários do Ondernemersklankbord com experiência de gestão, contabilidade e direito conduz a análise e comunica os resultados ao tribunal. A equipa é composta por três membros: um especialista em gestão geral, um contabilista e um jurista. As suas conclusões necessitam do acordo de todos os interessados, por exemplo, das autoridades sociais e fiscais, dos fornecedores de capital e dos outros credores e, é claro, do próprio proprietário da empresa. A experiência mostrou que oito em cada dez casos resolvidos todos os anos pelo Ondernemersklankbord têm como resultado um salvamento com êxito. O projecto será alargado a outros tribunais neerlandeses. 23

Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras

Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras Publicações DG Empresa Ref. Ares(2014)78007-15/01/2014 Ajudar as Empresas a Ultrapassarem as Dificuldades Financeiras Guia de boas práticas e princípios de reestruturação, falência e recomeço COMISSÃO

Leia mais

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS

CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS CARTA EUROPEIA DAS PEQUENAS EMPRESAS As pequenas empresas são a espinha dorsal da economia europeia, constituindo uma fonte significativa de emprego e um terreno fértil para o surgimento de ideias empreendedoras.

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Índice. rota 3. Enquadramento e benefícios 6. Comunicação Ética 8. Ética nos Negócios 11. Promoção para o Desenvolvimento Sustentável 13. Percurso 1.

Índice. rota 3. Enquadramento e benefícios 6. Comunicação Ética 8. Ética nos Negócios 11. Promoção para o Desenvolvimento Sustentável 13. Percurso 1. rota 3 CLIENTES Rota 3 Índice Enquadramento e benefícios 6 Percurso 1. Comunicação Ética 8 Percurso 2. Ética nos Negócios 11 Percurso 3. Promoção para o Desenvolvimento Sustentável 13 responsabilidade

Leia mais

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS

A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS COMISSÃO DO MERCADO DE VALORES MOBILIÁRIOS A QUEM PODE DAR ORDENS PARA INVESTIMENTO COMO E ONDE SÃO EXECUTADAS NOVEMBRO DE 2007 CMVM A 1 de Novembro de 2007 o

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 8.10.2007 SEC(2007)907 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO documento de acompanhamento da Comunicação da Comissão sobre um programa para ajudar as

Leia mais

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO

COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIOS DE SUCESSO 1 Sumário: Conceito e Objectivos Estrutura do PN o Apresentação da Empresa o Análise do Produto / Serviço o Análise de Mercado o Estratégia de Marketing o

Leia mais

Serviços Financeiros. Créditos Incobráveis. Recuperação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) Outubro de 2009

Serviços Financeiros. Créditos Incobráveis. Recuperação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) Outubro de 2009 Serviços Financeiros Créditos Incobráveis Recuperação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) Outubro de 2009 Sabia que 25% das falências são resultado de créditos incobráveis? Intrum Justitia Os créditos

Leia mais

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO::

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO:: ::ENQUADRAMENTO:: :: ENQUADRAMENTO :: O actual ambiente de negócios caracteriza-se por rápidas mudanças que envolvem a esfera politica, económica, social e cultural das sociedades. A capacidade de se adaptar

Leia mais

AUTO-REGULAÇÃO - UMA DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS COMUNS E NORMAS DE BOAS PRATICAS DE ACTUAÇÃO

AUTO-REGULAÇÃO - UMA DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS COMUNS E NORMAS DE BOAS PRATICAS DE ACTUAÇÃO AUTO-REGULAÇÃO - UMA DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS COMUNS E NORMAS DE BOAS PRATICAS DE ACTUAÇÃO 1. A auto-regulação da publicidade é a resposta da indústria publicitária ao desafio de lidar com as questões

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

Estratégia Europeia para o Emprego Promover a melhoria do emprego na Europa

Estratégia Europeia para o Emprego Promover a melhoria do emprego na Europa Estratégia Europeia para o Emprego Promover a melhoria do emprego na Europa Comissão Europeia O que é a Estratégia Europeia para o Emprego? Toda a gente precisa de um emprego. Todos temos necessidade de

Leia mais

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO

REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO REGULAMENTO DE CONCESSÃO DE INCENTIVOS AO INVESTIMENTO Considerando que os Municípios dispõem de atribuições no domínio da promoção do desenvolvimento, de acordo com o disposto na alínea n) do n.º 1 do

Leia mais

Índice Descrição Valor

Índice Descrição Valor 504448064 Índice Descrição Valor 1 Missão, Objectivos e Princípios Gerais de Actuação 11 Cumprir a missão e os objectivos que lhes tenham sido determinados de forma económica, financeira, social e ambientalmente

Leia mais

INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO PROGRAMA AFERIÇÃO

INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO PROGRAMA AFERIÇÃO INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO PROGRAMA AFERIÇÃO EFECTIVIDADE DA AUTO-AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS PROJECTO ESSE Indicadores de qualidade I Introdução Baseado em investigação anterior e na recolha de informação

Leia mais

O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:213931-2013:text:pt:html

O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:213931-2013:text:pt:html 1/6 O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:213931-2013:text:pt:html B-Bruxelas: Serviços de apoio à promoção de talento Web na Europa através do incentivo à utilização

Leia mais

EDP Renováveis, S.A. Regulamento do Código de Ética

EDP Renováveis, S.A. Regulamento do Código de Ética EDP Renováveis, S.A. Regulamento do Código de Ética 1. Objecto e Âmbito do Regulamento O presente regulamento foi adoptado pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS) e pelo Conselho de Administração Executivo

Leia mais

directamente o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno; Considerando que é pois necessário criar um certificado complementar de

directamente o estabelecimento e o funcionamento do mercado interno; Considerando que é pois necessário criar um certificado complementar de Regulamento (CEE) nº 1768/92 do Conselho, de 18 de Junho de 1992, relativo à criação de um certificado complementar de protecção para os medicamentos Jornal Oficial nº L 182 de 02/07/1992 p. 0001-0005

Leia mais

DIRECTIVA 2009/14/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

DIRECTIVA 2009/14/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO 13.3.2009 Jornal Oficial da União Europeia L 68/3 DIRECTIVAS DIRECTIVA 2009/14/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 11 de Março de 2009 que altera a Directiva 94/19/CE relativa aos sistemas de garantia

Leia mais

em nada nem constitui um aviso de qualquer posição da Comissão sobre as questões em causa.

em nada nem constitui um aviso de qualquer posição da Comissão sobre as questões em causa. DOCUMENTO DE CONSULTA: COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA (2011-2014) 1 Direitos da Criança Em conformidade com o artigo 3.º do Tratado da União Europeia, a União promoverá os

Leia mais

ECB-PUBLIC PARECER DO BANCO CENTRAL EUROPEU. de 24 de março de 2015. sobre o regime do mediador de crédito (CON/2015/12)

ECB-PUBLIC PARECER DO BANCO CENTRAL EUROPEU. de 24 de março de 2015. sobre o regime do mediador de crédito (CON/2015/12) PT ECB-PUBLIC PARECER DO BANCO CENTRAL EUROPEU de 24 de março de 2015 sobre o regime do mediador de crédito (CON/2015/12) Introdução e base jurídica Em 14 de janeiro de 2015 o Banco Central Europeu (BCE)

Leia mais

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005.

Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. Cooperação empresarial, uma estratégia para o sucesso Nota: texto da autoria do IAPMEI - UR PME, publicado na revista Ideias & Mercados, da NERSANT edição Setembro/Outubro 2005. É reconhecida a fraca predisposição

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 09.03.2001 COM(2001) 128 final 2001/0067 (ACC) VOLUME IV Proposta de DECISÃO DO CONSELHO Relativa à posição da Comunidade no Conselho de Associação sobre a

Leia mais

(85/577/CEE) Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o seu artigo 100º,

(85/577/CEE) Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia e, nomeadamente, o seu artigo 100º, DIRECTIVA DO CONSELHO de 20 de Dezembro de 1985 relativa à protecção dos consumidores no caso de contratos negociados fora dos estabelecimentos comerciais (85/577/CEE) O CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS,

Leia mais

REU IÃO I FORMAL DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVER O DE 7 DE OVEMBRO VERSÃO APROVADA

REU IÃO I FORMAL DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVER O DE 7 DE OVEMBRO VERSÃO APROVADA Bruxelas, 7 de ovembro de 2008 REU IÃO I FORMAL DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVER O DE 7 DE OVEMBRO VERSÃO APROVADA 1. A unidade dos Chefes de Estado e de Governo da União Europeia para coordenar as respostas

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Mercado Interno e da Protecção dos Consumidores DOCUMENTO DE TRABALHO

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Mercado Interno e da Protecção dos Consumidores DOCUMENTO DE TRABALHO PARLAMENTO EUROPEU 2004 2009 Comissão do Mercado Interno e da Protecção dos Consumidores 11.2.2008 DOCUMENTO DE TRABALHO sobre a melhoria da educação financeira dos consumidores e da sua sensibilização

Leia mais

O que pode a União Europeia fazer pelas pessoas? O Fundo Social Europeu é uma resposta a esta questão

O que pode a União Europeia fazer pelas pessoas? O Fundo Social Europeu é uma resposta a esta questão 1 2 O que pode a União Europeia fazer pelas pessoas? O Fundo Social Europeu é uma resposta a esta questão 3 A origem do Fundo Social Europeu O Fundo Social Europeu foi criado em 1957 pelo Tratado de Roma,

Leia mais

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE)

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) 1. INTRODUÇÃO As actividades da União Europeia no domínio da

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

Regulamento do Concurso para Pontos de Contacto Nacionais do 7º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia

Regulamento do Concurso para Pontos de Contacto Nacionais do 7º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia Regulamento do Concurso para Pontos de Contacto Nacionais do 7º Programa-Quadro de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico da União Europeia O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES)

Leia mais

Lei n.º 133/99 de 28 de Agosto

Lei n.º 133/99 de 28 de Agosto Mediação Familiar Lei n.º 133/99 de 28 de Agosto Altera a Organização Tutelar de Menores, nomeadamente através da introdução de novos artigos de que destacamos aquele que se refere à mediação Artigo 147.º

Leia mais

Parte I: As modalidades de aplicação e de acompanhamento do Código voluntário;

Parte I: As modalidades de aplicação e de acompanhamento do Código voluntário; ACORDO EUROPEU SOBRE UM CÓDIGO DE CONDUTA VOLUNTÁRIO SOBRE AS INFORMAÇÕES A PRESTAR ANTES DA CELEBRAÇÃO DE CONTRATOS DE EMPRÉSTIMO À HABITAÇÃO ( ACORDO ) O presente Acordo foi negociado e adoptado pelas

Leia mais

aplicação dos instrumentos financeiros dos FEEI O Fundo Social Europeu Instrumentos financeiros

aplicação dos instrumentos financeiros dos FEEI O Fundo Social Europeu Instrumentos financeiros aplicação dos instrumentos financeiros dos FEEI O Fundo Social Europeu Os instrumentos financeiros cofinanciados pelo Fundo Social Europeu são uma forma eficiente e sustentável de investir no crescimento

Leia mais

POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO. Política Anti-corrupção Versão 02 1/9

POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO. Política Anti-corrupção Versão 02 1/9 POLÍTICA ANTI-CORRUPÇÃO Política Anti-corrupção Versão 02 1/9 RESUMO Resumo dos princípios fundamentais A Securitas acredita num mercado livre para a prestação dos seus serviços, e num ambiente competitivo

Leia mais

Política da Nestlé sobre Saúde e Segurança no Trabalho

Política da Nestlé sobre Saúde e Segurança no Trabalho Política da Nestlé sobre Saúde e Segurança no Trabalho A Segurança não é negociável Na Nestlé, acreditamos que o sucesso sustentável apenas poderá ser alcançado através dos seus Colaboradores. Nenhum

Leia mais

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira

1. Objectivos do Observatório da Inclusão Financeira Inclusão Financeira Inclusão Financeira Ao longo da última década, Angola tem dado importantes passos na construção dos pilares que hoje sustentam o caminho do desenvolvimento económico, melhoria das

Leia mais

E-Alicante: Serviços de peritos financeiros relacionados com a gestão da tesouraria 2012/S 153-254863. Anúncio de concurso.

E-Alicante: Serviços de peritos financeiros relacionados com a gestão da tesouraria 2012/S 153-254863. Anúncio de concurso. 1/6 O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:254863-2012:text:pt:html E-Alicante: Serviços de peritos financeiros relacionados com a gestão da tesouraria 2012/S 153-254863

Leia mais

- PERFIL DO GRUPO - O Portfólio de negócios, obedece a um critério de maturidade e geração de valor, no qual o Grupo, concilia:

- PERFIL DO GRUPO - O Portfólio de negócios, obedece a um critério de maturidade e geração de valor, no qual o Grupo, concilia: GRUPO FERREIRA A GFH, é um Grupo sólido e inovador, detendo um curriculum de projectos de qualidade reconhecida, com um portfólio de negócios diversificado, e que aposta no processo de internacionalização,

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 3.8.2005 COM(2005) 361 final 2005/0147 (COD) Proposta de DIRECTIVA DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO que revoga a Directiva 90/544/CEE do Conselho relativa

Leia mais

Bruxelas, 3 de Dezembro de 1980. Sr. Vice-Primeiro-Ministro:

Bruxelas, 3 de Dezembro de 1980. Sr. Vice-Primeiro-Ministro: Decreto n.º 143-A/80 Acordo, por troca de cartas, entre a República Portuguesa e a Comunidade Económica Europeia Relativo à Implementação de Uma Ajuda Pré-Adesão a Favor de Portugal O Governo decreta,

Leia mais

Diagnóstico de Competências para a Exportação

Diagnóstico de Competências para a Exportação Diagnóstico de Competências para a Exportação em Pequenas e Médias Empresas (PME) Guia de Utilização DIRECÇÃO DE ASSISTÊNCIA EMPRESARIAL Departamento de Promoção de Competências Empresariais Índice ENQUADRAMENTO...

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

Princípios Gerais de Negócio da Shell

Princípios Gerais de Negócio da Shell Princípios Gerais de Negócio da Shell Royal Dutch Shell plc Introdução Os Princípios Gerais de Negócio da Shell regem a forma como cada uma das empresas que constituem o Grupo Shell* deve conduzir as suas

Leia mais

NEWSLETTER I SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS

NEWSLETTER I SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS NEWSLETTER I SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS NEWSLETTER SISTEMA FINANCEIRO E MERCADO DE CAPITAIS 2.º Trimestre I SISTEMAS DE GARANTIA DE DEPÓSITOS 2 II Legislação A. Direito Bancário Institucional

Leia mais

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS

MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS MARKT/2094/01 PT Orig. EN COMÉRCIO ELECTRÓNICO E SERVIÇOS FINANCEIROS Objectivo do presente documento O presente documento descreve a actual situação no que se refere ao comércio electrónico e serviços

Leia mais

Exemplos de Boas Práticas de RSE

Exemplos de Boas Práticas de RSE Exemplos de Boas Práticas de RSE 7.4. Pritchard Englefield Filme sobre a RSE na comunidade Resumo A empresa Pritchard Englefield foi fundada em 1848. Está sediada na City de Londres (Grã-Bretanha). A Pritchard

Leia mais

ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003. Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008

ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003. Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008 ORIENTAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS DE AUDITORIA NP EN ISO 19011:2003 Celeste Bento João Carlos Dória Novembro de 2008 1 SISTEMÁTICA DE AUDITORIA - 1 1 - Início da 4 - Execução da 2 - Condução da revisão dos documentos

Leia mais

Apresentação 8 de Fevereiro de 2012

Apresentação 8 de Fevereiro de 2012 Apresentação 8 de Fevereiro de 2012 Programa REVITALIZAR Apresentação Pública Lisboa, Ministério da Economia e do Emprego 8 Fevereiro 2012 O Programa REVITALIZAR é uma iniciativa do Governo que tem por

Leia mais

Missão Empresarial Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD) Sector: Energia

Missão Empresarial Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD) Sector: Energia Missão Empresarial Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD) Sector: Energia Manila, 18 a 22 de Março de 2013 1 Enquadramento: No âmbito do Acordo de Parceiros celebrado entre a AICEP e o GPEARI (Ministério

Leia mais

Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha.

Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha. Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha. Questionário «Para uma avaliação intercalar da Estratégia Europa 2020 do ponto de vista dos municípios e regiões da UE» Contexto A revisão

Leia mais

COMISSÃO EUROPEIA. Bruxelas, 20-08-2003 C (2003) 3103

COMISSÃO EUROPEIA. Bruxelas, 20-08-2003 C (2003) 3103 COMISSÃO EUROPEIA Bruxelas, 20-08-2003 C (2003) 3103 Objecto: Auxílio estatal n.º NN 173/01 - Portugal - Prorrogação do dispositivo de cobertura dos riscos inerentes ao transporte aéreo com a garantia

Leia mais

A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1

A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1 A Dívida Paga-se Sempre Teodora Cardoso A DÍVIDA PAGA-SE SEMPRE 1 Teodora Cardoso As Duas Faces da Dívida Usada com moderação e sentido do risco, a dívida é um factor de desenvolvimento e promove o bem-estar.

Leia mais

Banco Local de Voluntariado de Gondomar

Banco Local de Voluntariado de Gondomar Regulamento Interno do Banco Local de Voluntariado de Gondomar (Aprovado em reunião de Câmara de 12 de Fevereiro e Assembleia Municipal de 18 de Fevereiro de 2009) Preâmbulo Entende-se por voluntariado

Leia mais

A COMUNIDADE EUROPEIA (a seguir designada por "a Comunidade"), O REINO DA BÉLGICA, A REPÚBLICA CHECA, O REINO DA DINAMARCA,

A COMUNIDADE EUROPEIA (a seguir designada por a Comunidade), O REINO DA BÉLGICA, A REPÚBLICA CHECA, O REINO DA DINAMARCA, ACORDO DE COOPERAÇÃO RELATIVO A UM SISTEMA MUNDIAL DE NAVEGAÇÃO POR SATÉLITE (GNSS) PARA UTILIZAÇÃO CIVIL ENTRE A COMUNIDADE EUROPEIA E OS SEUS ESTADOS-MEMBROS, POR UM LADO, E O REINO DE MARROCOS, POR

Leia mais

Acesso à informação, participação do público e acesso à justiça em matéria de ambiente a nível comunitário um Guia Prático

Acesso à informação, participação do público e acesso à justiça em matéria de ambiente a nível comunitário um Guia Prático Acesso à informação, participação do público e acesso à justiça em matéria de ambiente a nível comunitário um Guia Prático O acesso à informação, a participação do público no processo de tomada de decisão

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 30 FORTALECIMENTO DO PAPEL DO COMÉRCIO E DA INDÚSTRIA INTRODUÇÃO 30.1. O comércio e a indústria, inclusive as empresas transnacionais,

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais

Guia prático. Rede Judiciária Europeia em matéria civil e comercial

Guia prático. Rede Judiciária Europeia em matéria civil e comercial Utilização da videoconferência para obtenção de provas em matéria civil e comercial, ao abrigo do Regulamento (CE) n.º 1206/2001 do Conselho, de 28 de Maio de 2001 Guia prático Rede Judiciária Europeia

Leia mais

Rede INFO: abordagens eficazes aos princípios fundamentais

Rede INFO: abordagens eficazes aos princípios fundamentais Rede INFO: abordagens eficazes aos princípios fundamentais Setembro de 2014 A International Network of Financial Services Ombudsman Schemes (Rede INFO) é a associação mundial de mediadores de serviços

Leia mais

COMISSÃO. 1. Introdução

COMISSÃO. 1. Introdução COMISSÃO Convite à apresentação de candidaturas para a constituição de uma lista de peritos encarregados de avaliar as propostas recebidas no âmbito do programa eten, projectos de interesse comum no domínio

Leia mais

Serviço de Intervenção e Cobranças Condições do Serviço de Intervenção e Cobranças

Serviço de Intervenção e Cobranças Condições do Serviço de Intervenção e Cobranças Serviço de Intervenção e Cobranças Condições do Serviço de Intervenção e Cobranças A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, através do seu Departamento Jurídico e Fiscal, presta auxílio a empresas

Leia mais

POLÍTICA DE AMBIENTE, QUALIDADE E SEGURANÇA

POLÍTICA DE AMBIENTE, QUALIDADE E SEGURANÇA HOMOLOGAÇÃO: José Eduardo Carvalho 14-03- Pág. 2 de 5 A Tagusgás subscreve a Política AQS da Galp Energia. A Política AQS da Tagusgás foi definida tendo em consideração os Objectivos Estratégicos do Grupo

Leia mais

Introdução à Responsabilidade Social das Pequenas e Médias Empresas

Introdução à Responsabilidade Social das Pequenas e Médias Empresas Introdução à Responsabilidade Social das Pequenas e Médias Empresas Este guia foi produzido como parte da Campanha de Consciencialização Pan-Europeia sobre RSE, uma iniciativa da Comissão Europeia, Directoria

Leia mais

Código de Conduta Empresarial da Nestlé. 2008, Nestec Ltd. Conceito e Design: Nestec Ltd., Identidade Corporativa e Design, Vevey (Suiza)

Código de Conduta Empresarial da Nestlé. 2008, Nestec Ltd. Conceito e Design: Nestec Ltd., Identidade Corporativa e Design, Vevey (Suiza) Código de Conduta Empresarial da Nestlé 2008, Nestec Ltd. Conceito e Design: Nestec Ltd., Identidade Corporativa e Design, Vevey (Suiza) Introdução Desde a sua fundação, as práticas comerciais da Nestlé

Leia mais

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05

Introdução 02. CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor 04. Passos para criação do CRER Centro de Recursos e Experimentação 05 criação de empresas em espaço rural guia metodológico para criação e apropriação 0 Introdução 02 O que é o CRER 03 CRER Centro de Recursos e Experimentação 03 CRER Metodologia Integrada de Apoio ao Empreendedor

Leia mais

Bélgica-Bruxelas: Estudo sobre a legislação aplicável aos contratos de seguro 2014/S 149-267125. Anúncio de concurso. Serviços

Bélgica-Bruxelas: Estudo sobre a legislação aplicável aos contratos de seguro 2014/S 149-267125. Anúncio de concurso. Serviços 1/5 O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:267125-2014:text:pt:html Bélgica-Bruxelas: Estudo sobre a legislação aplicável aos contratos de seguro 2014/S 149-267125

Leia mais

O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO

O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO O BANCO EUROPEU DE INVESTIMENTO O Banco Europeu de Investimento (BEI) promove os objetivos da União Europeia ao prestar financiamento a longo prazo, garantias e aconselhamento a projetos. Apoia projetos,

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE?

O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE? 1 O QUE É A CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE? A globalização dos mercados torna cada vez mais evidente as questões da qualidade. De facto a maioria dos nossos parceiros económicos não admite a não qualidade.

Leia mais

Código de Conduta Voluntário

Código de Conduta Voluntário O Banif, SA, ao formalizar a sua adesão ao Código de Conduta Voluntário do crédito à habitação, no âmbito da Federação Hipotecária Europeia, e de acordo com as recomendações da Comissão Europeia e do Banco

Leia mais

Alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas

Alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas Alterações ao Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas O Governo divulgou recentemente um conjunto de medidas de revisão e aperfeiçoamento do atual Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas,

Leia mais

REGULAMENTO. Preâmbulo

REGULAMENTO. Preâmbulo REGULAMENTO Preâmbulo O espírito de iniciativa, a criatividade, a capacidade de detectar e aproveitar oportunidades, de assumir o risco e formar decisões, constituem premissas essenciais para o sucesso

Leia mais

Partilha de informação com as comunidades

Partilha de informação com as comunidades Briefing da CAFOD sobre : Nível 1 (Básico) com as comunidades Este Briefing apresenta um guia básico passo-a-passo para os parceiros da CAFOD sobre a partilha de informação com as comunidades que apoiam

Leia mais

I. Em primeiro lugar apresente a queixa à instituição seguradora autorizada

I. Em primeiro lugar apresente a queixa à instituição seguradora autorizada DECLARAÇÃO DE POLÍTICA A PROSSEGUIR NO TRATAMENTO DE QUEIXAS CONTRA SEGURADORAS, MEDIADORES DE SEGUROS E SOCIEDADES GESTORAS DE FUNDOS DE PENSÕES DE DIREITO PRIVADO Introdução 1. Ao abrigo do Estatuto

Leia mais

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES Decreto Regulamentar Regional n.º 26/2007/A de 19 de Novembro de 2007 Regulamenta o Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento da Qualidade e Inovação O Decreto Legislativo Regional

Leia mais

C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009

C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009 C 188/6 Jornal Oficial da União Europeia 11.8.2009 Comunicação da Comissão Critérios para a análise da compatibilidade dos auxílios estatais a favor de trabalhadores desfavorecidos e com deficiência sujeitos

Leia mais

World Disaster Reduction Campaign 2010-2011 Making Cities Resilient: Amadora is Getting Ready!

World Disaster Reduction Campaign 2010-2011 Making Cities Resilient: Amadora is Getting Ready! Parceiros: Câmara Municipal da Amadora Serviço Municipal de Protecção Civil Tel. +351 21 434 90 15 Tel. +351 21 494 86 38 Telm. +351 96 834 04 68 Fax. +351 21 494 64 51 www.cm-amadora.pt www.facebook.com/amadora.resiliente

Leia mais

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008

Factores Determinantes para o Empreendedorismo. Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 Factores Determinantes para o Empreendedorismo Encontro Empreender Almada 26 de Junho de 2008 IAPMEI Instituto de Apoio às PME e à Inovação Principal instrumento das políticas económicas para Micro e Pequenas

Leia mais

CÓDIGO DE DEONTOLOGIA EUROPEU DO FRANCHISING

CÓDIGO DE DEONTOLOGIA EUROPEU DO FRANCHISING CÓDIGO DE DEONTOLOGIA EUROPEU DO FRANCHISING O presente Código de Deontologia Europeu do Franchising corresponde à versão actualizada do Código inicialmente elaborado em 1972 pela Federação Europeia da

Leia mais

Referencial Elaboração do Contrato de Consórcio

Referencial Elaboração do Contrato de Consórcio Referencial Elaboração do Contrato de Consórcio Sistema de Incentivos à I&DT e Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME CONTRATO CONSÓRCIO EXTERNO Aplicável a projectos de I&DT

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 05.REV1/POFC/2009

ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 05.REV1/POFC/2009 ORIENTAÇÃO DE GESTÃO N.º 05.REV1/POFC/2009 PROCEDIMENTOS DE ENCERRAMENTO DE PROJECTOS 1. ENQUADRAMENTO No âmbito do acompanhamento dos projectos apoiados pelo POFC, importa estabelecer o conjunto de procedimentos

Leia mais

REGULAMENTO DO PASSAPORTE PARA O EMPREENDEDORISMO

REGULAMENTO DO PASSAPORTE PARA O EMPREENDEDORISMO REGULAMENTO DO PASSAPORTE PARA O EMPREENDEDORISMO Artigo 1º Âmbito Ao abrigo do n.º 1 do artigo 8.º da Portaria n.º 370-A/2012, de 15 de novembro de 2012, o presente regulamento estabelece os procedimentos

Leia mais

Princípios de Bom Governo

Princípios de Bom Governo Princípios de Bom Governo Regulamentos internos e externos a que a empresa está sujeita O CHC, E.P.E. rege-se pelo regime jurídico aplicável às entidades públicas empresariais, com as especificidades previstas

Leia mais

Conselho Geral e de Supervisão REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS DA EDP

Conselho Geral e de Supervisão REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS DA EDP Conselho Geral e de Supervisão REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS DA EDP 29.07.2010 REGULAMENTO SOBRE CONFLITOS DE INTERESSES E NEGÓCIOS ENTRE PARTES RELACIONADAS

Leia mais

de 9 de Março de 2005

de 9 de Março de 2005 24.3.2005 PT Jornal Oficial da União Europeia L 79/1 I (Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade) DECISÃO N. O 456/2005/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 9 de Março de 2005 que

Leia mais

O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações

O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações O Quadro Nacional de Qualificações e a sua articulação com o Quadro Europeu de Qualificações CENFIC 13 de Novembro de 2009 Elsa Caramujo Agência Nacional para a Qualificação 1 Quadro Europeu de Qualificações

Leia mais

A Comissão promove os Mercados Europeus de Capital de Risco

A Comissão promove os Mercados Europeus de Capital de Risco IP/98/305 Bruxelas, 31 de Março de 1998 A Comissão promove os Mercados Europeus de Capital de Risco A Comissão Europeia lançou uma vasta iniciativa para promover o desenvolvimento de um importante mercado

Leia mais

Auxílio estatal n SA.32012 (2010/N) Portugal Alteração do regime de auxílios para a modernização empresarial (SIRME)

Auxílio estatal n SA.32012 (2010/N) Portugal Alteração do regime de auxílios para a modernização empresarial (SIRME) COMISSÃO EUROPEIA Bruselas, 16.11.2011 C(2011)8317 final Assunto: Auxílio estatal n SA.32012 (2010/N) Portugal Alteração do regime de auxílios para a modernização empresarial (SIRME) Excelência, Procedimento

Leia mais

CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO

CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO CONVÉNIO CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO ÍNDICE FINALIDADE... 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS... 3 CONSTITUIÇÃO E GOVERNÂNCIA... 4 FINANCIAMENTO... 5 RELATÓRIOS... 5 Ficha de Adesão ao CLUSTER

Leia mais

Financiamento e Apoio às Micro e Pequenas Empresas

Financiamento e Apoio às Micro e Pequenas Empresas Financiamento e Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Concelho da Nazaré no âmbito do Programa FINICIA Anexo I ao protocolo financeiro e de cooperação Normas e Condições de Acesso Artigo 1º. (Objectivo)

Leia mais

B-Bruxelas: Estudo sobre a situação do mercado de encomendas da UE, com especial ênfase no comércio electrónico 2012/S 99-163950. Anúncio de concurso

B-Bruxelas: Estudo sobre a situação do mercado de encomendas da UE, com especial ênfase no comércio electrónico 2012/S 99-163950. Anúncio de concurso 1/5 O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:163950-2012:text:pt:html B-Bruxelas: Estudo sobre a situação do mercado de encomendas da UE, com especial ênfase no comércio

Leia mais

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o terceiro parágrafo do artigo 159º,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, nomeadamente o terceiro parágrafo do artigo 159º, REGULAMENTO (CE) Nº 1082/2006 DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 5 de Julho de 2006 relativo aos agrupamentos europeus de cooperação territorial (AECT) O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,

Leia mais

apresentação corporativa

apresentação corporativa apresentação corporativa 2 Índice 1. Apresentação da BBS a) A empresa b) Evolução c) Valores d) Missão e Visão 2. Áreas de Negócio a) Estrutura de Serviços b) Accounting/Tax/Reporting c) Management & Consulting

Leia mais

Jornal oficial no. L 024 de 30/01/1998 P. 0001-0008

Jornal oficial no. L 024 de 30/01/1998 P. 0001-0008 Jornal oficial no. L 024 de 30/01/1998 P. 0001-0008 DIRECTIVA 97/66/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 15 de Dezembro de 1997 relativa ao tratamento de dados pessoais e à protecção da privacidade

Leia mais

O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, I. INTRODUÇÃO

O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA E OS REPRESENTANTES DOS GOVERNOS DOS ESTADOS-MEMBROS, I. INTRODUÇÃO 14.6.2014 PT Jornal Oficial da União Europeia C 183/5 Resolução do Conselho e dos Representantes dos Governos dos Estados Membros, reunidos no Conselho, de 20 de maio de 2014, sobre um Plano de Trabalho

Leia mais

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão

DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão DOCUMENTOS DE GESTÃO FINANCEIRA Realizado por GESTLUZ - Consultores de Gestão A Análise das Demonstrações Financeiras Este artigo pretende apoiar o jovem empreendedor, informando-o de como utilizar os

Leia mais

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin A Presidência Portuguesa na área dos Assuntos Económicos e Financeiros irá centrar-se na prossecução de três grandes objectivos, definidos

Leia mais

B-Bruxelas: Estudo comparativo relativo a contratos de computação em nuvem 2013/S 084-140907. Anúncio de concurso. Serviços

B-Bruxelas: Estudo comparativo relativo a contratos de computação em nuvem 2013/S 084-140907. Anúncio de concurso. Serviços 1/5 O presente anúncio no sítio web do TED: http://ted.europa.eu/udl?uri=ted:notice:140907-2013:text:pt:html B-Bruxelas: Estudo comparativo relativo a contratos de computação em nuvem 2013/S 084-140907

Leia mais

ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL

ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL ESTRUTURA ORGÂNICA E FUNCIONAL Diretor Geral O Diretor Geral supervisiona e coordena o funcionamento das unidades orgânicas do Comité Olímpico de Portugal, assegurando o regular desenvolvimento das suas

Leia mais