ALBERTO LUIZ DA SILVA. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Sistema de vendas de música na internet por meio de cartão MP3 CARD

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1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UTFPR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS CORNÉLIO PROCÓPIO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM INFORMÁTICA ALBERTO LUIZ DA SILVA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Sistema de vendas de música na internet por meio de cartão MP3 CARD CORNÉLIO PROCÓPIO MARÇO 2006

2 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UTFPR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS CORNÉLIO PROCÓPIO CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM INFORMÁTICA ALBERTO LUIZ DA SILVA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Sistema de vendas de música na internet por meio de cartão MP3 CARD Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito para a obtenção do grau de Tecnólogo em Informática pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Cornélio Procópio. Orientador: Professor Ms. Fabrício Martins Lopes CORNÉLIO PROCÓPIO MARÇO 2006 ii

3 COMISSÃO EXAMINADORA Professor Ms. Fabrício Martins Lopes Orientador Professor Antônio Carlos Fernandes da Silva Membro da banca examinadora Professor Guilherme Luiz Frufrek Membro da banca examinadora Cornélio Procópio, 31 de Março de 2006 iii

4 AGRADECIMENTOS A Deus pela saúde e oportunidade. A minha Família pelo amor, apoio e imensurável esforço realizado para com os meus estudos. A minha namorada Talita pelo seu amor, carinho, paciência e pela compreensão nos momentos em que estive ausente. EU TE AMO MEU NENÊ!!! Ao meu orientador, conselheiro e amigo Professor Mestre Fabrício Martins Lopes pela confiança e paciência depositada em mim deste a época do estágio curricular, além da incomparável amizade. Aos meus amigos e colegas que de alguma maneira me apoiaram e me deram força durante o desenvolvimento deste trabalho. Ao Pixote pelos momentos de descontração. iv

5 EPÍGRAFE A imaginação é mais importante que o conhecimento. Albert Einstein A alegria que se tem em pensar e aprender faz nos pensar e aprender ainda mais. Aristóteles. v

6 RESUMO A violação dos direitos autorais de arquivos musicais na internet é um crime que é praticado todos os dias por milhares de pessoas no mundo todo e acarreta muitos prejuízos aos detentores desses direitos. Buscando uma solução viável para essa questão, o objetivo do sistema desenvolvido neste trabalho é proporcionar a compra de forma legal de arquivos musicais por meio de um cartão com uma senha e um determinado número de créditos. Assim proporcionando ao consumidor uma economia em relação à compra de um disco musical e ao detentor dos direitos autorais sobre tal música o ressarcimento devido. Este sistema foi desenvolvido utilizando o Processo Unificado de desenvolvimento de software e na modelagem de diagramas foi utilizada a notação Unified Modeling Language (UML) com extensão para web. Na implementação do sistema foram aplicados quatro padrões de projeto e o mesmo foi implementado utilizando a linguagem de programação Java. vi

7 ABSTRACT The breaking of the copyrights of musical archives in the Internet is a crime that is practiced every day by thousand of people all over the world and causes many damages to the retainers of these rights. Searching a viable solution for this question, the objective of the system developed in this work is to provide the purchase of legal form of musical archives through a card with a password and one determined number of credits. Thus providing to the consumer an economy in relation the purchase of a musical record and to the retainer of the copyrights on such music the compensation due. The system was developed using the Unified Process software development and all the diagrams models are under UML language and also with web extension. Four project patterns had been applied for the implementation of system and the language used was Java. vii

8 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Exemplo de um Mp3 Card...20 Figura 2 Estrutura do Processo Unificado Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002)...27 Figura 3 Marcos, Fases e Iterações do Processo Unificado Adaptada da Figura 2.6 (ARLOW; NEUSTAD, 2002)...28 Figura 4 Estrutura do Processo Unificado Fluxo de trabalho requisitos Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002)...31 Figura 5 Estrutura do Processo Unificado Fluxo de trabalho análise Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002)...33 Figura 6 Estrutura do Processo Unificado Fluxo de trabalho projeto Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002)...34 Figura 7 Estrutura do Processo Unificado Fluxo de trabalho implementação Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002) Figura 8 Atores do sistema...53 Figura 9 Modelo de caso de uso...56 Figura 10 Diagrama de caso de uso Logar Administrador no Sistema...57 Figura 11 Diagrama de caso de uso Administrador Efetuar Logout...57 Figura 12 Diagrama de caso de uso Alterar senha de Administrador...57 Figura 13 Diagrama de caso de uso Gerenciar Discos...58 Figura 14 Diagrama de caso de uso Gerenciar Músicas...58 Figura 15 Diagrama de caso de uso Gerenciar Senhas...59 Figura 16 Diagrama de caso de uso Gerenciar Usuários...59 Figura 17 Diagrama de caso de uso Gerenciar Aquisições...59 viii

9 Figura 18 Diagrama de caso de uso Alterar Cadastro...60 Figura 19 Diagrama de caso de uso Debitar crédito em Senha...60 Figura 20 Diagrama de Seqüência Logar Administrador no Sistema...83 Figura 21 Diagrama de Seqüência Administrador Efetuar Logout...84 Figura 22 Diagrama de Seqüência Alterar senha de Administrador...85 Figura 23 Diagrama de Seqüência Cadastrar Disco...86 Figura 24 Diagrama de Seqüência Alterar Disco...87 Figura 25 Diagrama de Seqüência Excluir Disco...88 Figura 26 Diagrama de Seqüência Listar Discos...89 Figura 27 Diagrama de Seqüência Cadastrar Música...90 Figura 28 Diagrama de Seqüência Alterar Música...91 Figura 29 Diagrama de Seqüência Excluir Música...92 Figura 30 Diagrama de Seqüência Listar Músicas...93 Figura 31 Diagrama de Seqüência Visualizar Música...94 Figura 32 Diagrama de Seqüência Gerar Senha(s)...95 Figura 33 Diagrama de Seqüência Cadastrar Senha(s)...96 Figura 34 Diagrama de Seqüência Excluir Senha...97 Figura 35 Diagrama de Seqüência Buscar Senha...98 Figura 36 Diagrama de Seqüência Listar Usuários...99 Figura 37 Diagrama de Seqüência Visualizar Usuário Figura 38 Diagrama de Seqüência Excluir Usuário Figura 39 Diagrama de Seqüência Listar Aquisições Figura 40 Diagrama de Seqüência Visualizar Aquisição Figura 41 Diagrama de Seqüência Excluir Aquisição Figura 42 Diagrama de Seqüência Logar no Sistema ix

10 Figura 43 Diagrama de Seqüência Efetuar logout no Sistema Figura 44 Diagrama de Seqüência Cadastrar Usuário Figura 45 Diagrama de Seqüência Alterar Cadastro Figura 46 Diagrama de Seqüência Listar Discos cadastrados Figura 47 Diagrama de Seqüência Listar Músicas cadastradas Figura 48 Diagrama de Seqüência Exibir Download de Música Figura 49 Diagrama de Seqüência Download de Música Figura 50 Diagrama de Atividade Logar Administrador no Sistema Referente ao caso de uso UC Figura 51 Diagrama de Atividade Alterar senha de Administrador Referente ao caso de uso UC Figura 52 Diagrama de Atividade Cadastrar Disco Referente ao caso de uso UC Figura 53 Diagrama de Atividade Alterar Disco Referente ao caso de uso UC Figura 54 Diagrama de Atividade Excluir Disco Referente ao caso de uso UC Figura 55 Diagrama de Atividade Cadastrar Música Referente ao caso de uso UC Figura 56 Diagrama de Atividade Alterar Música Referente ao caso de uso UC Figura 57 Diagrama de Atividade Excluir Música Referente ao caso de uso UC Figura 58 Diagrama de Atividade Listar Músicas Referente ao caso de uso UC x

11 Figura 59 Diagrama de Atividade Visualizar Música Referente ao caso de uso UC Figura 60 Diagrama de Atividade Gerar Senha(s) Referente ao caso de uso UC Figura 61 Diagrama de Atividade Cadastrar Senha(s) Referente ao caso de uso UC Figura 62 Diagrama de Atividade Excluir Senha Referente ao caso de uso UC Figura 63 Diagrama de Atividade Buscar Senha Referente ao caso de uso UC Figura 64 Diagrama de Atividade Visualizar Usuário Referente ao caso de uso UC Figura 65 Diagrama de Atividade Excluir Usuário Referente ao caso de uso UC Figura 66 Diagrama de Atividade Listar Aquisições Referente ao caso de uso UC Figura 67 Diagrama de Atividade Visualizar Aquisição Referente ao caso de uso UC Figura 68 Diagrama de Atividade Excluir Aquisição Referente ao caso de uso UC Figura 69 Diagrama de Atividade Logar no Sistema Referente ao caso de uso UC Figura 70 Diagrama de Atividade Cadastrar Usuário Referente ao caso de uso UC xi

12 Figura 71 Diagrama de Atividade Alterar cadastro Referente ao caso de uso UC Figura 72 Diagrama de Atividade Listar Discos cadastrados Referente ao caso de uso UC Figura 73 Diagrama de Atividade Listar Músicas cadastradas Referente ao caso de uso UC Figura 74 Diagrama de Atividade Exibir Download de Música Referente ao caso de uso UC Figura 75 Diagrama de Atividade Download de Música Referente ao caso de uso UC Figura 76 Diagrama de Classes Figura 77 Diagrama de Componentes Figura 78 Modelo Entidade Relacionamento xii

13 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Requisitos funcionais...50 Tabela 2 Requisitos não funcionais...53 Tabela 3 Casos de uso identificados...54 Tabela 4 Especificação do caso de uso Logar Administrador no Sistema...61 Tabela 5 Especificação do caso de uso Administrador Efetuar Logout...61 Tabela 6 Especificação do caso de uso Alterar senha de Administrador...62 Tabela 7 Especificação do caso de uso Gerenciar Discos...63 Tabela 8 Especificação do caso de uso Gerenciar Musicas...66 Tabela 9 Especificação do caso de uso Gerenciar Senhas...70 Tabela 10 Especificação do caso de uso Gerenciar Usuários...73 Tabela 11 Especificação do caso de uso Gerenciar Aquisições...75 Tabela 12 Especificação do caso de uso Logar no Sistema...77 Tabela 13 Especificação do caso de uso Efetuar logout no Sistema...78 Tabela 14 Especificação do caso de uso Cadastrar Usuário...78 Tabela 15 Especificação do caso de uso Alterar Cadastro...79 Tabela 16 Especificação do caso de uso Processar download de Música...80 Tabela 17 Caso de Teste Logar Administrador no Sistema Tabela 18 Caso de Teste Administrador Efetuar Logout Tabela 19 Caso de Teste Alterar senha de Administrador Tabela 20 Caso de Teste Cadastrar Disco Tabela 21 Caso de Teste Alterar Disco Tabela 22 Caso de Teste Excluir Disco Tabela 23 Caso de Teste Listar Discos xiii

14 Tabela 24 Caso de Teste Cadastrar Música Tabela 25 Caso de Teste Alterar Música Tabela 26 Caso de Teste Excluir Música Tabela 27 Caso de Teste Listar Músicas Tabela 28 Caso de Teste Visualizar Música Tabela 29 Caso de Teste Gerar Senha(s) Tabela 30 Caso de Teste Cadastrar Senha(s) Tabela 31 Caso de Teste Excluir Senha Tabela 32 Caso de Teste Buscar Senha Tabela 33 Caso de Teste Listar Usuários Tabela 34 Caso de Teste Visualizar Usuário Tabela 35 Caso de Teste Excluir Usuário Tabela 36 Caso de Teste Listar Aquisições Tabela 37 Caso de Teste Visualizar Aquisição Tabela 38 Caso de Teste Excluir Aquisição Tabela 39 Caso de Teste Logar no Sistema Tabela 40 Caso de Teste Efetuar Logout no Sistema Tabela 41 Caso de Teste Cadastrar Usuário Tabela 42 Caso de Teste Alterar Cadastro Tabela 43 Caso de Teste Listar Discos cadastrados Tabela 44 Caso de Teste Listar Músicas cadastradas Tabela 45 Caso de Teste Exibir Download de Música Tabela 46 Caso de Teste Download de Música Tabela 47 Cronograma de Execução Tabela 48 Cronograma de Atividades xiv

15 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ARPA CD DAO DVD EUA J2EE JSP MER MP3 MPEG RIAA SP TCP/IP UML UP VO WAE Advanced Research Projects Agency Compact Disc Data Acess Object Digital Video Disc Estados Unidos da América Java 2 Enterprise Edition Java Server Page Modelo Entidade Relacionamento MPEG Audio Layer 3 Moving Picture Experts Group Recording Industry Association of América São Paulo Transmission Control Protocol/Internet Protocol Unified Modeling Language Processo Unificado Value Object Web Application Extension xv

16 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS JUSTIFICATIVAS REVISÃO BIBLIOGRÁFICA INTERNET A Internet e os Direitos Autorais PROCESSO UNIFICADO (UP) Fases Concepção Elaboração Construção Transição Fluxos de Trabalho Requisitos Análise Projeto Implementação Teste LINGUAGEM DE MODELAGEM UNIFICADA (UML) Extensão para a Web Diagrama de Caso de Uso Caso de Uso Ator...40 xvi

17 Relacionamento Diagrama de Seqüência Diagrama de Atividades Diagrama de Classes Diagrama de Componentes PADRÕES DE PROJETO Front Controller Estratégia de implementação Singleton Value Object (VO) Data Acess Object (DAO) DESENVOLVIMENTO CONCEPÇÃO Requisitos Funcionais Requisitos não funcionais Identificação de atores Identificação de casos de uso Modelo de caso de uso ELABORAÇÃO Diagramas de caso de uso Especificação de Caso de Uso Realizações dos Casos de Uso Identificados Diagramas de Seqüência Diagramas de Atividades Diagrama de Classes xvii

18 5.3. CONSTRUÇÃO Diagrama de Componentes Modelo Entidade Relacionamento Testes Teste de Caixa Preta TRANSIÇÃO CRONOGRAMA RECURSOS ALOCADOS CONCLUSÃO TRABALHOS FUTUROS REFERÊNCIAS APÊNDICE A PROPOSTA DO TRABALHO DE DIPLOMAÇÃO xviii

19 19 1 INTRODUÇÃO A popularização tanto da internet discada quanto à de banda larga reflete naturalmente o aumento do número de usuários que acessam a rede e também quantitativamente e qualitativamente os serviços oferecidos na internet que permitem aos usuários terem acesso a suas contas bancárias, participar de leilões, ver notícias em tempo real, trocar arquivos, escutar músicas, ver filmes, e especialmente comprar eletro eletrônicos, livros e Compact Disc s (CD s). A popularização da internet trouxe também a necessidade de uma maior prudência e responsabilidade quanto ao uso da rede, já que a facilidade de acessar dados confidenciais de pessoas e violação de direitos aumentou proporcionalmente com o aumento da rede. Uma grande preocupação atualmente é a facilidade com que os usuários podem adquirir músicas sem terem que pagar pelos direitos autorais das mesmas. O propósito desse trabalho de diplomação é desenvolver um sistema de aquisição de músicas pela internet de forma legal, por meio da compra de um cartão raspinha comprado em lojas ou ganhado em shows musicais.

20 20 2 OBJETIVOS Este trabalho teve como objetivo desenvolver um sistema de aquisição de arquivos musicais no formato MPEG Audio Layer 3 (mp3) via internet por meio de uma senha que está impressa em um cartão raspinha que pode ser comprado em lojas de venda de CD s musicais ou ganhados em shows musicais. Nesse cartão MP3 CARD está impressa uma senha, que dá direito ao usuário ter acesso por meio de um serviço web a uma ou mais músicas do website, dependendo de quantos créditos possui o cartão, e independente de álbum musical. Essa senha é única e é gerada aleatoriamente pelo sistema e depois passada a gráfica para a impressão dos cartões raspinhas. Figura 1 Exemplo de um Mp3 Card

21 21 3 JUSTIFICATIVAS Tendo em vista a viabilidade deste projeto, foi detectado o interesse de um grupo de músicos em contribuir com o trabalho, profissionais da banda Gigahertz (São Paulo SP), que colaboraram ativamente no desenvolvimento do trabalho. Esta colaboração ocorreu na forma de sugestões sobre a forma com que a banda deseja utilizar esse sistema. Com a banda Gigahertz utilizando esse sistema, o custo de aquisição de músicas para o consumidor se torna mais acessível. Pois o CD não precisaria ser gravado e colocado em uma capa protetora com um encarte, além do fato de que o consumidor não precisaria pagar por um CD com quinze músicas e que interessam a ele apenas cinco músicas.

22 22 4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4.1. INTERNET No auge da guerra fria, em meados da década de 1960, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) decidiu desenvolver uma rede de comunicação que suportasse uma possível guerra nuclear, já que as tradicionais redes de comunicação utilizadas naquela época eram consideradas vulneráveis, pois caso ocorresse à perda de uma linha de comunicação todas as conversações que estivessem utilizando esta linha seriam perdidas e a rede seria dividida (TANENBAUM, 1997). Para solucionar esse problema foi convocada pelo Pentágono a Advanced Research Projects Agency (ARPA). A ARPA foi responsável pela criação da ARPANET, que foi concebida a partir de estudos e pesquisas realizadas nas universidades nos EUA e também por empresas. No final do ano de 1969 entrou no ar uma rede de cunho experimental com quatro nós em diferentes localidades dos EUA. O que levou a ARPA a escolher esses nós foi devido ao grande número de contratos que esses locais possuíam com a ARPA e também devido ao fato dos locais terem computadores com diferentes configurações e completamente incompatíveis, o que proporcionava a essa rede um grande destaque. Essa rede de cunho experimental cresceu rapidamente e em Setembro de 1972 já possuía trinta e quatro nós espalhados por todo território norteamericano.

23 23 Em meados da década de 1980, a ARPANET já era uma rede estável e bem sucedida. A rede passou a ser denominada como uma inter rede e depois como Internet (TANENBAUM, 1997). O protocolo Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP) tornou se o primeiro protocolo oficial da Internet (TANENBAUM, 1997), e com isso a rede acabou tendo um grande crescimento ano após ano até os dias atuais. Com o crescimento da rede, a Internet ganhou novos protocolos e passou a oferecer uma grande variedade de serviços como, por exemplo, correio eletrônico, notícias em tempo real, entretenimento, televisão, música, compartilhamento de arquivos e especialmente compras on line de CD s musicais, Digital Vídeo Disc s (DVD s) e muitos outros A Internet e os Direitos Autorais O grande crescimento da Internet nos últimos anos provocou uma revolução tecnológica e social muito grande em toda sociedade mundial. Essa rede de computadores que no seu início era utilizada apenas por pesquisadores, passou a ultrapassar fronteiras de países e hoje é acessada por milhões e milhões de pessoas em todo o planeta. Antes o que era utilizado com o objetivo de trocar informações sobre pesquisas realizadas em universidades norte americanas (TANENBAUM, 1997), hoje pode ser utilizado para vários fins. Essa evolução permite aos usuários que utilizam a rede mundial de computadores acessarem com uma velocidade cada vez maior um grande número de serviços que são oferecidos pela rede, desde fazer compras em lojas virtuais a até assistir um canal de televisão ou ouvir uma rádio virtual.

24 24 Com esse crescimento e popularização da Internet, surgiram também os problemas relacionados a essa mesma rede. Um desses problemas é a violação dos direitos autorais de obras intelectuais, como por exemplo, livros, composições, músicas e filmes. O surgimento e a popularização da Internet não é o responsável pelo aparecimento desse crime, pois os equipamentos listados a seguir não foram inventados graças a Internet e não dependem da tecnologia da mesma. Máquina foto copiadora: permite copiar de forma não autorizada um livro, revista, artigo. Radio gravador: permite copiar as músicas de um CD para uma fita cassete de áudio sem prévia autorização. Vídeo cassete, DVD: Permite reproduzir cópias não autorizadas de filmes. A internet não foi a responsável pelo surgimento do crime por violação de direitos autorais, mas com a constante evolução dos computadores e da Internet esse crime passou a ser praticado por milhões de pessoas que utilizam à rede mundial de computadores. Há alguns anos atrás uma música que era copiada de um CD musical para uma fita cassete de áudio tinha sua qualidade comprometida, e esta nova cópia gerada só poderia gerar novas cópias com qualidades ainda piores. Hoje com a evolução dos computadores é possível em alguns minutos que as músicas contidas em um CD sejam copiadas para o computador com a mesma qualidade de áudio encontrada no CD. Dessa forma, basta o computador estar conectado a Internet e possuir um software de compartilhamento de arquivos para que essas músicas possam ser compartilhadas com pessoas de todo o planeta sem terem que pagar nada por isso.

25 25 Para conter os avanços da pirataria virtual as gravadoras estão movendo processos judiciais contras pessoas e empresas que estariam baixando arquivos de música da Internet sem pagar os direitos autorais aos produtores das músicas, ou seja, as próprias gravadoras. No dia 22 de junho de 2005 a Recording Industry Association of America (RIAA), entidade que representa as gravadoras norte americanas comemorou o processo judicial de número contra pessoas e empresas por violarem os direitos autorais de arquivos musicais por meio da Internet (GUEIROS, 2005). Além dessa tentativa rigorosa de conter a troca de arquivos de música pela Internet, há outras tentativas de se resolver esse problema crescente. Várias gravadoras no mundo já disponibilizam serviços de vendas de músicas na Internet, permitindo ao usuário comprar as músicas separadamente, sem terem que adquirir todas as músicas de um álbum específico. Essas soluções para tentar impedir a troca de arquivos de música pela internet e a violação dos direitos autorais podem até surtir efeito, mas o efeito esperado só será obtido quando houver uma conscientização por parte dos usuários da rede mundial de computadores para que sejam respeitados os direitos autorais nas obras musicais e que os arquivos musicais sejam adquiridos de maneira legal PROCESSO UNIFICADO (UP) O Processo Unificado de Desenvolvimento de Software (UP) forma uma estrutura geral e adaptável para o desenvolvimento de software. Segundo (ARLOW; NEUSTADT, 2002) o processo unificado descreve um conjunto de passos que define quem está fazendo o que, quando e como para alcançar um determinado

26 26 objetivo. Na visão da engenharia de software, para atingir este objetivo é necessário que um produto seja entregue de maneira eficiente e previsível, além de atender às necessidades de seu negócio. Esse processo de desenvolvimento de software pode ser considerado uma compilação das melhores e principais características de outros processos de desenvolvimento de software. Mas isso não impediu que o UP deixasse de possuir suas próprias características, as quais proporcionam a este um diferencial importante em relação aos outros processos de desenvolvimento de software. Veja a seguir as três principais características que agregam grandes valores a esse processo: Orientado por casos de uso: Um caso de uso pode ser considerado uma seqüência de ações de um sistema que resultam em um valor e o retorna ao usuário, e um conjunto de casos de uso forma o diagrama de casos de uso que descreve a funcionalidade do sistema sob um contexto. Dessa forma, um processo de desenvolvimento de software orientado por casos de uso faz com que um sistema seja desenvolvido especificadamente com a finalidade de atender as necessidades de cada usuário que interage com o mesmo, evitando o desenvolvimento e posterior apresentação de funcionalidades desnecessárias no sistema. Centrado na arquitetura: Este processo de desenvolvimento de software, o conceito de arquitetura de software encapsula os aspectos estáticos e dinâmicos mais importantes do sistema. Dessa forma, a arquitetura é responsável por fornecer um ambiente para a realização de todos os requisitos dos casos de uso do sistema em desenvolvimento, já que os casos de uso estão ligados a funcionalidade do mesmo. Assim o processo unificado permite o(s) arquiteto(s) do sistema concentrar se nas metas corretas e requisitos principais do sistema, obtendo durante e ao final do

27 27 desenvolvimento um produto de qualidade que possa evoluir, se adaptar a mudanças e conter componentes reutilizáveis. Iterativo incremental: Um processo iterativo incremental permite que todo o desenvolvimento do projeto seja dividido em mini projetos. Assim cada mini projeto é uma iteração que ao seu final resulta em um avanço no desenvolvimento do produto como um todo (incremento). Com essa divisão do projeto e o controle dessas iterações é possível obter alguns benefícios significativos no desenvolvimento do projeto, como por exemplo, redução do risco de custo para despesas em um único incremento; redução do risco de violação de prazos; facilidade maior na adaptação do sistema a mudanças dos requisitos. O Processo Unificado define que um projeto baseado na estrutura do mesmo deve ter o seu ciclo de vida dividido em quatros fases: Concepção, Elaboração, Construção e Transição. Cada uma dessas fases é subdividida em iterações, sendo que cada iteração passa por cinco fluxos de trabalho definidos pelo Processo Unificado: Requisitos, Análise, Projeto, Implementação e Teste. A Figura 2 mostra a estrutura do Processo Unificado. Figura 2 Estrutura do Processo Unificado Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002).

28 Fases O ciclo de vida de um projeto baseado no UP está dividido em quatro fases, cada uma dessas podendo ser subdividida em iterações que conseqüentes ao seu final tornam se incrementos. Conforme mostrado na Figura 3, o final de cada fase do ciclo de vida é demarcado por um ponto de verificação, ou seja, pela disponibilidade de um conjunto de artefatos que possibilitem a avaliação do projeto. Figura 3 Marcos, Fases e Iterações do Processo Unificado Adaptada da Figura 2.6 (ARLOW; NEUSTAD, 2002) Concepção O principal objetivo da fase de concepção é a delimitação do escopo do projeto a ser desenvolvido, por meio da definição de como o sistema será utilizado por cada um dos usuários, por meio da criação dos casos de uso mais relevantes. Todo o esforço que será aplicado durante esta fase poderá evitar o fracasso do projeto por meio da identificação prévia dos riscos.

29 29 Nesta fase de concepção, a maior parte do trabalho que será realizado está voltada ao fluxo de requisitos, porém cada um dos fluxos de trabalho da estrutura do UP possui seu papel dentro desta fase, conforme a quantidade de esforço a ser empregado na mesma Elaboração Durante a fase de elaboração, os requisitos remanescentes são capturados e transformados em casos de uso. Dessa forma, é estabelecida a base da arquitetura responsável por guiar os trabalhos nas fases de construção e transição. Na fase de elaboração é obtida uma visão geral do sistema, sem a necessidade de conceber uma visão do sistema que engloba detalhes minuciosos sobre o mesmo. O foco desta fase se encontra na formulação de uma base para a arquitetura do sistema em desenvolvimento Construção Na fase de construção o trabalho é iniciado baseado na arquitetura executável produzida na fase de elaboração, assim o trabalho desta fase prossegue por meio de iterações e conseqüentes incrementos, objetivando o desenvolvimento de um produto pronto para operações iniciais no ambiente de usuário (versão beta). Nesta fase os casos de uso remanescentes são detalhados e a descrição arquitetural é modificada quando houver necessidade. Os fluxos de

30 30 trabalho desta fase prosseguem por meio de iterações adicionais, objetivando o preenchimento dos modelos de análise, projeto e implementação. Dessa forma os subsistemas e o sistema como uns todos são integrados e testados Transição O objetivo desta fase é estabelecer o produto no ambiente operacional. Nesta fase é possível realizar as seguintes verificações a partir da avaliação do usuário: O sistema realmente cumpre as necessidades do usuário. O sistema possui falhas ou problemas. Dificuldades encontradas pelos usuários na utilização do sistema. Conforme os resultados obtidos nas avaliações, a equipe de desenvolvimento do projeto pode modificar o sistema e/ou seus respectivos artefatos Fluxos de Trabalho As fases do processo unificado são divididas em iterações, e cada uma delas realiza cinco fluxos de trabalho. O grau de importância de cada um dos fluxos de trabalho depende da fase do UP em que a iteração se encontra. Os cinco fluxos de trabalho do UP são detalhados nas próximas subseções.

31 Requisitos Neste fluxo de trabalho, os requisitos do sistema são capturados e especificados por meio da identificação das necessidades do usuário do sistema (requisitos funcionais). Estes requisitos funcionais são expressos em de casos de uso, os quais são identificados por meio da identificação das tarefas de cada usuário do sistema, no desenvolvimento de suas atividades. O foco das atividades realizadas neste fluxo de trabalho, conforme Figura 4, está na identificação de entidades que interagem com o sistema, denominadas de atores, e na identificação dos requisitos funcionais do sistema para cada um dos atores, denominados de casos de uso. Figura 4 Estrutura do Processo Unificado Fluxo de trabalho requisitos Adaptada da Figura 2.7 (ARLOW; NEUSTAD, 2002). O agrupamento de todos os diagramas de casos de uso e atores identificados que compõem o sistema em um único diagrama forma o modelo de casos de uso.

32 32 Esse modelo de casos de uso é desenvolvido e melhorado em vários incrementos. Cada uma das iterações realizadas adiciona novos casos de uso ao modelo ou detalha ainda mais casos de uso já existentes. O modelo de casos de uso é utilizado com o objetivo de organizar os requisitos funcionais do sistema. Isso permite que clientes e usuários possam entendê lo e usá lo para comunicar suas necessidades de forma consistente e nãoredundante. Os desenvolvedores do projeto podem dividir o trabalho de identificação de requisitos entre si, e então utilizar os resultados obtidos como entrada para os fluxos de análise, projeto, implementação e teste Análise Na realização deste fluxo de trabalho é gerado o modelo de análise. O objetivo desse modelo é aprimorar os requisitos especificados no fluxo de requisitos por meio da construção de diagramas de classes conceituais, permitindo assim a argumentação a respeito do funcionamento do sistema. Esse modelo de análise fornece mais poder expressivo e formalismo por meio de diagramas de interações e diagramas de gráficos de estados que representam a dinâmica do sistema. Conforme Figura 5, este fluxo de trabalho tem maior importância durante a realização da fase de elaboração. Isso permite que a arquitetura seja definida de forma estável e facilita o entendimento detalhado dos requisitos.

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