Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Fone: (45)

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1 DIAGNÓSTICO SOBRE A MORTALIDADE INFANTIL NO BRASIL EM CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS NO PERÍODO DE 2002 A 2005 PARA SUBSIDIAR AÇÕES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira 1 Cláudia Silveira Viera 2 Neusa Collet 3 Regina Aparecida Garcia de Lima 4 Introdução A taxa de mortalidade em menores de cinco anos pode ser entendida como o número de óbitos de menores de cinco anos de idade, por mil nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no período considerado. Com sua aplicação é possível estimar o risco de morte dos nascidos vivos durante os primeiros cinco anos de vida. E ainda, expressar o desenvolvimento socioeconômico e a infraestrutura ambiental, o acesso e a qualidade dos recursos disponíveis para atenção à saúde materno-infantil, que são determinantes da mortalidade nesse grupo etário. Essa taxa é influenciada pela composição da mortalidade no primeiro ano de vida, denominada mortalidade infantil, por isso os dados são analisados em separado, e pelas causas pós-neonatais a que estão expostas as crianças entre um a quatro anos, considerando-se ainda as condições de vida nos segmentos sociais distintos. Estabelecer os índices de mortalidade infantil em crianças menores de cinco anos permite auxiliar na análise de variações populacionais, geográficas e temporais da mortalidade, identificando situações de desigualdade e tendências que demandem ações e estudos específicos. Contribui na avaliação dos níveis de saúde e de desenvolvimento 1 Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Fone: (45) Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE. Fone: (45) Universidade Federal da Paraíba UFPB. Fone: (83) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo EERP/USP/ Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde. Fone: (16)

2 socioeconômico da população, prestando-se a comparações. Subsidia processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas e de ações de saúde tanto para o grupo materno-infantil quanto para proteção da saúde na infância (REDE, 2009). Tem limitações, contudo, que não devemos desconsiderar, tais como a perda de significado à medida que decresce a importância relativa das causas da mortalidade infantil pós-neonatal (28 a 364 dias), com a consequente redução da mortalidade no grupo etário de um a quatro anos de idade. Assim, o componente neonatal (0 a 27 dias) torna-se prioritário. Outro aspecto a ser considerado diz respeito às diferenças regionais, em que norte e nordeste requerem correção da subenumeração de óbitos e de nascidos vivos, para o cálculo direto da taxa a partir de dados de sistemas de registro contínuo, impondo o uso de estimativas indiretas, que oferecem uma aproximação da probabilidade de morte nessa faixa etária. Ainda, no caso de estimativas, envolvem as dificuldades metodológicas e imprecisões inerentes às técnicas utilizadas (REDE, 2009). Nesse sentido, este estudo busca identificar nos dados oficiais disponibilizados no DATASUS as taxas de mortalidade infantil em crianças menores de cinco anos, no período de 2002 a 2005, com vistas a compreender quais as doenças que tem levado as crianças ao óbito, no Brasil, traçando-se um comparativo entre regiões e entre dois estados de distintas regiões. Com os resultados do estudo espera-se subsidiar as discussões em busca de estratégias que possibilitem a organização do sistema de saúde visando à prevenção e promoção da saúde infantil. Método Este trabalho se perfaz em uma pesquisa de abordagem quantitativa, do tipo descritiva e exploratória, cujos dados foram colhidos do site do DATASUS (2009) por meio de um formulário previamente estabelecido, preenchido com os resultados dos cruzamentos das variáveis disponíveis para obtenção de dados no site, no período compreendido entre os anos de 2002 a Os dados foram transcritos em tabelas, separados por faixa etária, organizados de forma quantitativa, para que fossem analisados tanto em comparação entre si, no mesmo período, quanto em períodos diferentes, em estatística 2

3 descritiva, não probabilística, em que os resultados foram comentados de acordo com o referencial teórico da temática (MARKONI, LAKATOS, 1990). Resultados e Discussão Mortalidade proporcional por grupos de causas Tabela 1. Mortalidade proporcional por grupos de doenças segundo região e unidade da federação (UF), na faixa etária de 1 a 4 anos, no ano de Brasil, Grupos de Doenças Neoplasias Doenças do Doenças do Afecções Causas Demais Causas Região/UF 1 a 4 anos Infecciosas e Parasitárias Aparelho Circulatório Aparelho Respiratório Originadas no Período Perinatal Externas Causas Definidas Norte 24,82 6,43 3,48 21,16 0,45 20,45 23,21 Nordeste 15,58 7,93 3,61 22,04 0,58 19,39 27,87 Paraíba 12,08 8,05 4,03 26,85 1,34 17,45 30,20 Sudeste ,30 4,53 18,18 0,51 24,12 29,20 Sul 11,38 10,33 1,76 14,91 1,06 28,52 32,04 Paraná 11,60 9,86 0,55 13,97 0,55 26,85 35,62 Centro-oeste 16,14 6,58 4,08 15,99 1,10 26,65 29,47 Brasil 17,03 8,32 3,73 19,35 0,63 22,71 28,23 Fonte: Ministério da Saúde/SE/Datasus - Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS, Tabela 2. Mortalidade proporcional por grupos de doenças segundo região e unidade da federação (UF), na faixa etária de menor de1 ano, no ano de Brasil, Grupos de Doenças Neoplasias Doenças do Doenças do Afecções Causas Demais Causas Região/UF 1 a 4 anos Infecciosas e Parasitárias Aparelho Circulatório Aparelho Respiratório Originadas no Período Perinatal Externas Causas Definidas Norte 10,83 0,27 1,20 7,49 59,85 0,98 19,38 Nordeste 10,25 0,34 0,75 7,27 61,80 1,06 18,53 Paraíba 7,28 0,26 2,11 7,63 60,70 0,44 21,58 Sudeste 5,09 0,38 1,04 6,34 61,41 3,12 22,61 Sul 4,06 0,31 0,71 4,74 59,56 4,78 25,83 Paraná 4,09 0,18 0,71 4,36 60,79 4,67 25,19 Centro-oeste 6,24 0,38 0,93 6,93 57,03 2,93 25,55 Brasil 7,60 0,35 0,91 6,69 60,85 2,29 21,32 Fonte: Ministério da Saúde/SE/Datasus - Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS,

4 Com relação à mortalidade proporcional por grupos de causas, o período do estudo compreendeu de 2002 a 2005, em função de este ser o período mais recente de divulgação dos dados no site do DATASUS. Serão apresentados na discussão somente os dados referentes ao ano de 2005, em função da pequena variação, em torno de 1,0%, tanto para mais quanto para menos, em todas as causas, no período estudado. No Brasil, em 2005, na faixa etária de 1 a 4 anos, a primeira causa de mortalidade infantil está no grupo denominado demais causas definidas, com 28,23% dos óbitos, seguida das causas externas, com 22,71%. A terceira causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 19,35% dos casos. A quarta causa de óbito são as doenças infecciosas e parasitárias, com 17,03%. A quinta causa está nas neoplasias com 8,32%, seguida das doenças do aparelho circulatório, com 3,73% e por fim as doenças originadas no período perinatal, com 0,63% dos casos de óbitos infantis. Em relação às regiões percebemos alterações na ordem de apresentação dos óbitos infantis por grupos de causas, da avaliação geral feita para o país como um todo, conforme descrevemos a seguir. Na região norte, em 2005, para a faixa etária de 1 a 4 anos, a primeira causa de mortalidade são as doenças infecciosas e parasitárias, com 24,82% dos casos, a segunda causa são as demais causas definidas, com 23,21% dos óbitos, a terceira causa são as doenças do aparelho respiratório, com 21,16%, a quarta colocação são as causas externas, com 20,45%, a quinta as neoplasias, com 6,43% dos casos, seguidas das doenças do aparelho circulatório, com 3,48% e afecções originadas no período perinatal, com 0,45%. Na região nordeste, o perfil encontrado na distribuição das causas é do primeiro lugar para as demais causas definidas, com 27,87%, seguida das doenças do aparelho respiratório com 22,04%. A terceira posição é ocupada pelas causas externas, com 19,39% dos óbitos. A quarta causa são as doenças infecciosas e parasitárias, com 18,58%, a quinta causa são as neoplasias, com 7,93%. Por fim aparecem as doenças do aparelho circulatório, com 3,61% e as afecções originadas no período perinatal, com 0,58%. 4

5 Na região sudeste a primeira causa de mortalidade infantil está no grupo denominado demais causas definidas, com 29,20% dos óbitos, seguida das causas externas, com 24,12%. A terceira causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 18,18% dos casos. A quarta causa de óbito são as doenças infecciosas e parasitárias, com 14,15%. A quinta causa está nas neoplasias com 9,30%, seguida das doenças do aparelho circulatório, com 4,53% e por fim as doenças originadas no período perinatal, com 0,51% dos casos de óbitos infantis. Na região sul a primeira causa de óbito infantil são as demais causas definidas, com 32,04% dos óbitos, seguida das causas externas, com 28,52%. A terceira causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 14,91% dos casos. A quarta causa de óbito são as doenças infecciosas e parasitárias, com 11,38%. A quinta causa está nas neoplasias com 10,33%, seguida das doenças do aparelho circulatório, com 1,76% e por fim as doenças originadas no período perinatal, com 1,06% dos casos de óbitos infantis. Na região centro-oeste a primeira causa de morte infantil são as demais causas definidas, com 29,47% dos óbitos, seguida das causas externas, com 26,65%. A terceira causa são as doenças infecciosas e parasitárias, com 16,14%. A quarta causa de óbito são as doenças do aparelho respiratório, com 15,99% dos casos. A quinta causa está nas neoplasias com 6,58%, seguida das doenças do aparelho circulatório, com 4,08% e por fim as doenças originadas no período perinatal, com 1,10% dos casos de óbitos infantis. A Paraíba assume o mesmo perfil da região nordeste, com distribuição das causas no primeiro lugar para as demais causas definidas, com 30,20%, seguida das doenças do aparelho respiratório com 26,85%. A terceira posição é ocupada pelas causas externas, com 17,45% dos óbitos. A quarta causa são as doenças infecciosas e parasitárias, com 12,08%, a quinta causa são as neoplasias, com 8,05%. Por fim aparecem as doenças do aparelho circulatório, com 4,03% e as afecções originadas no período perinatal, com 1,34%. Também o Paraná reproduz o perfil da região sul com a primeira causa de óbito infantil no grupo das demais causas definidas, com 32,04% dos óbitos, seguida das causas externas, com 26,85%. A terceira causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 13,97% dos casos. A quarta causa de óbito são as doenças infecciosas 5

6 e parasitárias, com 12,60%. A quinta causa está nas neoplasias com 9,86%, seguida das doenças do aparelho circulatório e as doenças originadas no período perinatal, ambas com 0,55% dos casos de óbitos infantis. Tomando-se a primeira causa de mortalidade infantil para o grupo de 1 a 4 anos, no Brasil, que está no grupo denominado demais causas definidas, com 28,23% dos óbitos, e comparando-se os dados das regiões, encontramos uma diferença de 9,0%, a partir do índice da região sul, com a maior taxa - 32,04% e a região norte, com a menor taxa 23,21. A segunda causa de óbito infantil no Brasil está no grupo das causas externas, com 22,71%. O maior índice é da região sul, com 28,52% e o menor é da região nordeste, com 19,39%, registrando-se uma variação de aproximadamente 9,0%. A terceira causa de óbito infantil no Brasil está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 19,35% dos casos. A região com o maior índice é a nordeste, com 22,04%, e a menor taxa está na região sul, com 14,91%, uma diferença de 7%. A quarta causa de óbito proporcional por grupo de doenças no Brasil são as doenças infecciosas e parasitárias, com 17,03%. A região com o maior índice é a norte, com 24,82% e aquela com a menor taxa é a sul, com 11,38% dos casos. Na região norte essa causa assume a primeira posição nos óbitos infantis e ainda é o dobro daquela que apresentada o menor índice. A quinta causa, no Brasil, está nas neoplasias com 8,32%. A região com o maior índice é a sul, com 10,33% dos casos e a aquela com menores taxas é a norte, com 6,43%, uma variação em torno de 4%. A sexta causa de óbitos infantis no Brasil está no grupo das doenças do aparelho circulatório, com 3,73%. A região com maior taxa é a sudeste, com 4,53% e a menor a sul, com 1,76% dos casos. Percebe-se que a região sudeste tem taxa duas vezes maior que a região sul, com o menor índice. A sétima e última causa de morte infantil do agrupamento de óbitos por causas, no Brasil, está no grupo das afecções originadas no período perinatal, com 0,63%. A região 6

7 com maior índice é a centro-oeste, com 1,10% e a com menor índice é a norte, com 0,45%, ou seja, a metade dos casos apresentados pela maior taxa. Quando analisamos os dados relativos às crianças menores de 1 ano, nesse mesmo período, a distribuição permanece com pouca ou nenhuma alteração, motivo pelo qual também estaremos descrevendo apenas os dados do ano de No Brasil, em 2005, na faixa etária de menor de 1 ano, a primeira causa de mortalidade infantil está no grupo denominado afecções originadas no período perinatal, com 60,85% dos casos. Em segundo lugar aparecem as demais causas definidas, com 21,32% dos óbitos, seguidas das doenças infecciosas e parasitárias, com 7,60%. A quarta causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 6,69% dos casos. A quinta posição é das causas externas, com 2,29%. A sexta causa está nas doenças do aparelho circulatório, com 0,91% dos casos, seguida das neoplasias com 0,35% de óbitos infantis. Em relação às regiões percebemos que a primeira causa permanece inalterada para essa faixa etária e as alterações na ordem de apresentação dos óbitos infantis por grupos de causas vão ocorrer nas demais doenças, da avaliação geral feita para o país como um todo, conforme descrevemos a seguir. Na região norte, em 2005, para a faixa etária de menor de um ano, a primeira causa de mortalidade são as afecções originadas no período perinatal, com 59,85% dos casos, seguida, em segundo lugar das demais causas definidas, com 19,38% dos óbitos, a terceira causa são as doenças infecciosas e parasitárias, com 10,83% dos casos, a quarta colocação são as doenças do aparelho respiratório, com 7,49%, seguidas das doenças do aparelho circulatório, com 1,20% dos casos. Em sexto lugar temos as causas externas, com 0,98%, e por fim as neoplasias, com 0,27% dos casos. Na região nordeste, o perfil encontrado na distribuição das causas é do primeiro lugar para as afecções originadas no período perinatal, com 61,80% dos casos, seguida das demais causas definidas, com 18,53%. A terceira posição é ocupada pelas doenças infecciosas e parasitárias, com 10,25%, seguida das doenças do aparelho respiratório com 7,27%. A quinta posição é do grupo das causas externas, com 1,06% dos óbitos. A 7

8 sexta causa são as doenças do aparelho circulatório, com 0,75% e última causa são as neoplasias, com 0,34%. Na região sudeste a primeira causa de mortalidade infantil está no grupo denominado doenças originadas no período perinatal, com 61,41% dos casos de óbitos infantis. Em segundo lugar estão as demais causas definidas, com 22,61% dos óbitos. A terceira causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 6,34% dos casos. A quarta causa de óbito são as doenças infecciosas e parasitárias, com 5,09%. A quinta causa está nas causas externas, com 3,12%, seguida das doenças do aparelho circulatório, com 1,04% e por fim as neoplasias com 0,38%. Na região sul a primeira causa de óbito infantil são as doenças originadas no período perinatal, com 59,56% dos casos de óbitos infantis. A segunda causa de mortalidade são as demais causas definidas, com 25,83% dos óbitos, seguidas das causas externas, com 4,78%. A quarta causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 4,74% dos casos. A quinta causa de óbito são as doenças infecciosas e parasitárias, com 4,06%. A sexta causa está nas doenças do aparelho circulatório, com 0,71% e por fim nas neoplasias com 0,31%. Na região centro-oeste a primeira causa de morte infantil são as doenças originadas no período perinatal, com 57,03% dos casos de óbitos infantis, seguida das demais causas definidas, com 25,55% dos óbitos, e logo após, na terceira causa de óbito estão as doenças do aparelho respiratório, com 6,93% dos casos. A quarta causa são as doenças infecciosas e parasitárias, com 6,24%. Em quinto lugar estão as causas externas, com 2,93%. A sexta causa está nas doenças do aparelho circulatório, com 0,93% seguida das neoplasias com 0,38%. A Paraíba assume um perfil distinto da região nordeste, com distribuição das causas no primeiro lugar para as afecções originadas no período perinatal, com 60,70% dos casos, valor próximo ao índice da região, seguida das demais causas definidas, com 21,58%. A terceira posição ocupada é pelas doenças do aparelho respiratório com 7,63%, portanto, divergindo do perfil da região. A quarta posição é das doenças infecciosas e parasitárias, com 7,28%. A quinta posição é das doenças do aparelho circulatório, com 2,11%, 8

9 seguida do grupo das causas externas, com 0,44% dos óbitos. A última causa são as neoplasias, com 0,26%. O Paraná reproduz o perfil da região sul, com a primeira causa de óbito infantil no grupo das doenças originadas no período perinatal, com 60,79% dos casos de óbitos infantis. A segunda causa de mortalidade são as demais causas definidas, com 25,19% dos óbitos, seguidas das causas externas, com 4,67%. A quarta causa está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 4,36% dos casos. A quinta causa de óbito são as doenças infecciosas e parasitárias, com 4,09%. A sexta causa está nas doenças do aparelho circulatório, com 0,71% e por fim nas neoplasias com 0,31%. Tomando-se a primeira causa de mortalidade infantil para a faixa etária de menores de um ano, no Brasil, que está no grupo denominado afecções originadas no período perinatal, temos índice de 60,85%. A região com a maior taxa é a nordeste, com 61,80% e a com menor índice é a centro-oeste, com 57,03%, ou seja, uma variação de aproximadamente 5%. A segunda causa de óbito infantil no Brasil para essa faixa etária está no grupo das demais causas definidas, com 21,32% dos óbitos, e comparando-se os dados das regiões, encontramos uma diferença de 7,0%, a partir do índice da região sul, com a maior taxa - 25,83% e a região nordeste, com a menor taxa 18,53. A terceira causa de óbito proporcional por grupo de doenças no Brasil são as doenças infecciosas e parasitárias, com 7,60%. A região com o maior índice é a norte, com 10,83% e aquela com a menor taxa é a sul, com 4,06% dos casos. Na região norte essa causa assume a primeira posição nos óbitos infantis e ainda é mais que o dobro daquela que apresenta o menor índice. A quarta causa de óbito infantil, no Brasil, na faixa etária de menores de 1 ano, está no grupo das doenças do aparelho respiratório, com 6,69% dos casos. A região com o maior índice é a norte, com 7,49%, e a menor taxa está na região sul, com 4,74%, uma diferença de 2,5%. A quinta causa de óbito infantil, no Brasil, na faixa etária de menores de 1 ano, está no grupo das causas externas, com 2,29%. O maior índice é da região sul, com 4,78% e o 9

10 menor é da região norte, com 0,98%, registrando-se uma variação de três vezes mais da maior para a menor taxa. A sexta causa de óbitos infantis no Brasil está no grupo das doenças do aparelho circulatório, com 0,91%. A região com maior taxa é a norte, com 1,20% e a menor a sul, com 0,71% dos casos. Percebe-se que a região norte tem taxa 0,5% maior que a região sul, com o menor índice. A última causa de mortalidade, para essa faixa etária, no Brasil, está nas neoplasias com 0,35%. As regiões com o maior índice são sudeste e centro-oeste, ambas com 0,38% dos casos e a aquela com menores taxas é a norte, com 0,27%, uma variação de 0,10%. A análise das causas de morbidade em crianças evidencia que as doenças diarréicas e respiratórias persistem como graves problemas e quando associadas à desnutrição colocam em risco a sua vida. As doenças respiratórias, ainda, se constituem no primeiro motivo de consulta nos serviços de emergência e ambulatórios, demandando atenção qualificada das equipes de saúde, com continuidade da assistência até a resolução completa dos problemas. As parasitoses intestinais seguem com prevalência significativa e junto com as doenças diarréicas interferem no desenvolvimento adequado das crianças (BRASIL, 2005). Queremos destacar que a análise de informações geradas mediante dados secundários precisa ser vista com cuidado, principalmente dados produzidos a partir de diversas instâncias do sistema de saúde cujas limitações, desde a origem até o processamento, precisam ser levadas em consideração. Sabemos que houve uma melhora nos últimos anos tanto na qualidade da informação gerada quanto na ampliação geográfica de cobertura. Porém, o problema da subnotificação precisa ser lembrado. Ainda assim, optamos por trabalhar com os dados oficiais dos sistemas, tanto pela facilidade de acesso quanto pela possibilidade de estarem acessíveis a todos e a qualquer momento caso queiram contribuir para a discussão apresentada nos resultados deste estudo. É preciso analisar os dados sobre mortalidade infantil separados por faixa etária, conforme nos propusemos neste estudo, dividindo o grupo em menores de um ano e de um a quatro anos, pois suas realidades em relação a esse indicador são muito distintas. 10

11 Conforme percebemos com os dados apresentados, em relação à mortalidade proporcional por grupos de causas, as doenças que aparecem como primeira e segunda causa de morbidade hospitalar doenças do aparelho respiratório e doenças infecciosas e parasitárias figuram como terceira e quarta causa de mortalidade nas crianças de um a quatro anos. Em menores de um ano ocorre uma inversão, sendo as doenças infecciosas e parasitárias a terceira causa de morte e as doenças respiratórias a quarta causa. Outro aspecto importante a ser discutido é a segunda causa de mortalidade em crianças de um a quatro anos, as causas externas. Assim como a mortalidade pelas causas citadas acima, esse grupo completa aquele das mortes evitáveis, consideradas aquelas que os conhecimentos e as tecnologias já existentes permitem intervenções eficazes de modo que tais condições jamais ou raramente evoluam a óbito (BOING; BOING, 2008). As causas evitáveis, de acordo com a classificação proposta pela fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, de São Paulo, conhecida como fundação SEADE, estão categorizadas da seguinte forma: redutíveis por imunoprevenção; por adequado controle na gravidez; por adequada atenção ao parto; por ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce e por intermédio de parcerias com outros setores (Fundação SEADE, 2009). Ainda, para a faixa etária de um a quatro anos, um dado que chama a atenção é o índice de mortalidade por neoplasias, em torno de 10%, correlacionado ao índice de morbidade pelo mesmo motivo, em torno de 1,5%. Tanta diferença entre o reduzido índice de morbidade e taxa de mortalidade pelo mesmo motivo nos faz refletir que o diagnóstico precoce do câncer infantil ainda é um problema de saúde que precisa ser resolvido. Para a faixa etária de menor de um ano a primeira causa de mortalidade está no grupo das afecções originadas no período perinatal, com uma média de 60% dos casos, como vimos anteriormente, fazendo parte de duas categorias de doenças de mortalidade evitável. Para tanto, aproximadamente, metade dos óbitos que ocorrem no primeiro ano de vida é registrada no período menor de 28 dias de vida e, principalmente, na primeira semana de vida período neonatal precoce (VIERA, 2007). 11

12 Para Drumond; Machado e França (2007) é preciso interferir e reduzir os riscos de morte do período perinatal, tanto diretos ou indiretos, pontuando que esse processo contempla desde o [...] atendimento individual até a organização, de forma hierarquizada e regionalizada, da rede de assistência à gestante, ao parto e ao recémnascido. O elevado percentual de mortes nas primeiras horas de vida extra-uterina, em locais onde virtualmente todos os óbitos são hospitalares é, portanto, um indicador da importância de assistência hospitalar oportuna e adequada ao binômio mãe-filho (DRUMOND; MACHADO; FRANÇA, 2007, p.157). Nesse aspecto, ressaltamos que após a alta hospitalar da díade mãe-rn os riscos de mortalidade neonatal precoce ainda podem estar presentes, sendo necessário a continuidade do cuidado a esse grupo ao nível da atenção básica em saúde mediante os instrumentais específicos tais como, a visita domiciliária na primeira semana de vida, avaliação do aleitamento materno, consulta da puérpera. Devendo ser pautado na contra-referência da unidade hospitalar para a unidade básica de saúde visando a captação precoce da díade e a redução da mortalidade neonatal precoce. Nesse sentido, as necessidades apontadas para a melhoria na atenção perinatal no Brasil, para que se obtenha ou pelo menos se aproxime dos índices aceitáveis para a mortalidade neonatal nos países desenvolvidos, dirigem-se à abordagem integral nas práticas de saúde no prénatal, no parto e no período neonatal. Assim como, a existência de sistemas de informação em saúde confiáveis, para diagnóstico e monitoramento dos dados epidemiológicos. Deve, ainda, haver uma maior oferta dos serviços de saúde para garantir acesso e eqüidade à população em geral e uma avaliação e controle da qualidade do cuidado perinatal prestado (CARVALHO; GOMES, 2005; UNICEF, 2006). Conclusão Analisar o perfil de mortalidade infantil, gerado a partir de dados produzidos localmente, ajuda-nos a conhecer a realidade dos fatores que determinam a ocorrência e distribuição de saúde e doença nessa população, o que é influenciado por aspectos 12

13 econômicos, sociais, políticos, culturais e simbólicos, pelas políticas de saúde, acesso e distribuição de recursos em saúde, ou seja, a forma como essa sociedade compreende as condições de saúde e doença e as formas de cuidado hoje legitimadas. Assim, é preciso investir em programas específicos para as distintas faixas etárias do grupo infantil, com ações voltadas para minimizar o indicador de mortalidade em menores de 1 ano, focadas na gravidez, parto e puerpério e proteção da criança até um ano, portanto, ligada à efetividade do sistema perinatal, além de modificação na estrutura organizacional da assistência perinatal que busque integração e inter-relação entre os serviços de cuidado perinatal nos diferentes níveis de atenção no Sistema Único de Saúde (SUS) de forma hierarquizada e regionalizada. Para as crianças até cinco anos, os programas devem ter como foco a redução de óbitos por causas externas e mal definidas. Não menos importantes e com um apelo de consideração social da doença muito presente estão as doenças respiratórias e infecto-parasitárias. Para além da atenção em saúde, nessas situações, e devido à onipresença em estados de menor renda no Brasil, é preciso pensar em ações multisetoriais, com foco na geração de melhores condições de vida para essas populações. Do contrário, essas doenças evitáveis continuarão ceifando vidas de nossas crianças. Embora tenhamos claro que essa é uma análise limitada tanto por período de tempo quanto por espaço geográfico, esperamos poder contribuir para a reflexão sobre a organização dos serviços de saúde no planejamento e implementação da integralidade na atenção à saúde para esse grupo etário, a partir dos dados que trazemos para entender o perfil de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos. Referências: BOING, A. F.; BOING, A. C. Mortalidade infantil por causas evitáveis no Brasil: um estudo ecológico no período Cad. Saúde Pública fev 24(2): ,

14 BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações programáticas Estratégicas. Agenda de compromissos para a saúde integral da criança e redução da mortalidade infantil. Brasília: Ministério da Saúde, CARVALHO, M.; GOMES, M. A. S. M. A mortalidade do prematuro extremo em nosso meio: realidade e desafios. J. Pediatr, Rio de Janeiro, v 81, n 1, p , mar/abril Suplemento. DATASUS. Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde (SAS): Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). DATASUS, Disponível em: <http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php> Acesso em: fevereiro de FUNDAÇÃO SEADE. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. São Paulo. A mortalidade infantil em São Paulo no primeiro semestre de Conjuntura Demográfica. 1991; 14/15: MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M.. Técnicas de Pesquisa. 2. ed. São Paulo (SP): Atlas, REDE Interagencial de Informação para a Saúde. Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações / Rede Interagencial de Informação para a Saúde - Ripsa. 2. ed. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, UNICEF. Fundo das Nações Unidas para a Criança Situação da infância brasileira Mortalidade de crianças: infância ainda vulnerável. Disponível em: <http://www.unicef.org/brazil/sib_2006_completo.pdf> Acessado em: 15 out (Relatório 2006). p VIERA, C.S. Experiências de famílias no seguimento de crianças pré-termo e de baixo peso ao nascer no município de Cascavel-PR. 230p Tese (Doutorado). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP,

(Coeficiente de mortalidade infantil)

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