GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL ATRAVÉS DAS PROVISÕES TÉCNICAS CONSTITUÍDAS POR OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE

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1 ISSN GERENCIAMENTO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL ATRAVÉS DAS PROVISÕES TÉCNICAS CONSTITUÍDAS POR OPERADORAS DE PLANOS DE SAÚDE Marcilio Rodrigues Martins (FACC/UFRJ) Marcelo Alvaro da Silva Macedo (FACC/UFRJ) Adriano Rodrigues (FACC/UFRJ) Resumo O objetivo principal desta pesquisa é investigar o gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas constituídas por operadoras de planos de saúde como resposta à regulação econômica e tributária. As contas de provisões ttécnicas possibilitam escolhas contábeis discricionárias e a incerteza que cerca sua estimação fornece significativas oportunidades para o gerenciamento da informação contábil, visando atingir dois propósitos:i) melhorar parâmetros de solvência e ii) reduzir pagamentos dos impostos. Do ponto de vista metodológico, foi empregada a abordagem de accruals específicos sobre uma amostra composta por 168 observações, oriundas de operadoras de plano de saúde de médio e grande porte, em uma série temporal de 4 anos ( ). No que diz respeito às evidências da pesquisa empírica, confirmaram-se as hipóteses estabelecidas, isto é, os diretores das operadoras de planos de saúde influenciam para baixo as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores, mas, por outro lado, influenciam para cima as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. Entretanto, para dar maior robustez aos resultados da pesquisa empírica, sugere-se o uso dos valores exatos do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar - IDSS. Isso não foi possível neste trabalho, pois o órgão regulador do setor disponibilizou apenas estes valores em faixas de classificação. Palavras-chaves: Informação Contábil; Gerenciamento; Provisões; Regulação; Saúde.

2 1. INTRODUÇÃO A transparência das informações tem sido um assunto de grande destaque, especialmente no contexto de mercados regulados, como é o caso do setor em que atuam as operadoras de planos de saúde. Em se tratando das informações das demonstrações contábeis das empresas, a informação torna-se transparente ao permitir aos usuários conhecer a verdadeira realidade econômico-financeira da companhia. Além disso, segundo Dias Filho (2000, p.47), a essência da informação está na redução das incertezas e dos riscos. Contudo, na elaboração e divulgação da informação contábil é possível que o administrador possa optar por escolhas de critérios contábeis, ao longo do tempo, exercendo certa discricionariedade. Essas escolhas podem, em alguns casos, ser resultado de um ato oportunista na busca por interesses particulares capaz de impactar na qualidade e transparência das informações contábeis elevando a assimetria informacional para com os usuários externos. Importantes pesquisas em contabilidade buscam evidenciar o grau em que diretores de empresas usam sua discricionariedade para influenciar os números contábeis publicamente reportados nas demonstrações financeiras. O termo gerenciamento da informação contábil é empregado neste trabalho com o intuito de identificar a linha de pesquisa que produz estudos empíricos com essa finalidade. Existem três questões fundamentais a serem observadas antes de se conduzir um estudo sobre gerenciamento da informação contábil: 1) Quais motivações ou incentivos para o gerenciamento da informação contábil serão pesquisados? 2) Quais práticas ou procedimentos de gerenciamento da informação contábil serão pesquisados? 3) Que abordagem metodológica será empregada para mensurar o gerenciamento da informação contábil? Healy e Wahlen (1999, p.370) apontam três grandes motivações ou incentivos para o gerenciamento da informação contábil: as expectativas do mercado de capitais, os contratos redigidos em termos de números contábeis e a regulação governamental. Este artigo trata da motivação oriunda da regulação governamental. Conforme exemplificado por Rodrigues (2008, p. 7): Diretores de empresas podem utilizar sua discricionariedade sobre a informação contábil com o objetivo de melhorar o valor dos parâmetros de solvência supervisionados por órgãos reguladores vinculados ao governo. Nesse caso, o gerenciamento da informação contábil surge como resposta à regulação econômica. Além disso, no Brasil, a existência de forte influência da legislação tributária sobre a informação contábil, particularmente a do imposto de renda e da contribuição social, faz com que diretores de empresas também sejam motivados a utilizar sua discricionariedade para reduzir o valor atual de pagamento dos impostos. Nesse caso, o gerenciamento da informação contábil surge como resposta à regulação tributária. No que diz respeito às práticas ou procedimentos de gerenciamento da informação contábil, torna-se necessário identificar quais contas provenientes da contabilidade propiciam discricionariedade aos diretores de empresas de modo que lhes possibilite aumentar ou diminuir seus respectivos saldos para atingir determinados propósitos, tais como: reduzir variabilidade dos resultados, piorar o resultado do período corrente em prol de melhores 2

3 lucros no futuro, melhorar indicadores contábeis (solvência, liquidez, rentabilidade etc.), reduzir o valor atual de pagamento dos impostos, dentre outros. Este artigo baseia-se principalmente no estudo feito por Rodrigues (2008), o qual teve enfoque nas práticas de gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas constituídas por sociedades seguradoras. Neste artigo, o foco será nas operadoras de planos de saúde reguladas pela Agência Nacional de Saúde (ANS). De modo mais objetivo, a primeira prática é influenciar para baixo os valores das provisões técnicas com o propósito de melhorar parâmetros de solvência, enquanto a segunda é influenciar para cima os valores das provisões técnicas com o propósito de reduzir o valor atual de pagamento dos impostos. A escolha da abordagem metodológica para mensurar o gerenciamento da informação contábil deve levar em consideração as particularidades da pesquisa. Dessa forma, um modelo econométrico desenvolvido para analisar conjuntamente empresas de diferentes setores com enfoque em accruals agregados não deve ser empregado para analisar empresas de um único setor com enfoque em accruals específicos, que é o caso desta pesquisa. Dentro desse contexto, dois pontos estabelecidos em legislações que devem ser observadas por Operadoras de Planos de Saúde autorizadas a atuar no mercado brasileiro fundamentam o problema e as hipóteses desta pesquisa. Em primeiro lugar, a Resolução Normativa nº 139, de 24 de novembro de 2006, que institui o Programa de Qualificação da Saúde Suplementar, instituiu o IDSS Índice de Desenvolvimento da Saúde Suplementar, baseada nos seguinte itens de avaliação: I 50 % (quarenta por cento) para a dimensão da atenção à saúde; II 30 % (vinte por cento) para a dimensão econômico-financeira; III 10% (vinte por cento) para a dimensão de estrutura e operação; IV 10% (vinte por cento) para a dimensão da satisfação do beneficiário. Em segundo lugar, a Medida Provisória nº , de 24 de agosto de 2001, em seu artigo 83, traz: Art. 83. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, poderá ser deduzido o valor das provisões técnicas das operadoras de planos de assistência à saúde, cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas aplicável. Além disso, as Resoluções da Agência Nacional de Saúde (ANS) que estabelecem as normas para a constituição das provisões técnicas proporcionam discricionariedade contábil aos diretores das operadoras de planos de saúde. Isso cria as condições necessárias para o gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas. Sendo assim, o problema do estudo empírico conduzido por esta pesquisa procura elucidar a seguinte questão: Existem evidências de gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas constituídas por operadoras de planos de saúde como resposta à regulação econômica e tributária do setor de saúde? A hipótese geral a ser testada é que os diretores das operadoras de planos de saúde influenciam para baixo as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores, mas, por outro lado, influenciam para cima as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. Com base nesta hipótese geral foram estruturados dois conjuntos de hipóteses: H 1a : Operadoras de Planos de Saúde com menores valores do parâmetro de solvência (IDSS) influenciam para baixo as provisões técnicas; 3

4 H 1b : Operadoras de Planos de Saúde com maiores valores do parâmetro de solvência (IDSS) influenciam para cima as provisões técnicas; H 2a : Operadoras de Planos de Saúde com menores valores dos impostos (IR+CS) (Imposto de Renda + Contribuição Social ) influenciam para baixo as provisões técnicas; H 2b : Operadoras de Planos de Saúde com maiores valores dos impostos (IR+CS) influenciam para cima as provisões técnicas. Desta forma, esta pesquisa busca evidenciar se as operadoras de planos de saúde utilizam práticas de gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas para atingir dois diferentes propósitos: a) melhorar parâmetros de solvência, quando os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores; e b) reduzir pagamentos dos impostos, quando os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. 2. REFERENCIAL TEÓRICO Primeiramente, cabe ressaltar que este artigo foi inspirado em pesquisas publicadas em periódicos internacionais (PETRONI, 1992; BEAVER; MCNICHOLS; NELSON, 2003; GAVER e PATERSON, 2004) e em duas teses de doutorado (CARDOSO, 2005; RODRIGUES, 2008). Todos esses estudos abordam a questão do gerenciamento da informação contábil em mercados com regulação específica, em particular nos setores de Seguros e Saúde. Sendo assim, o referencial teórico deste trabalho será uma síntese dessas pesquisas. 2.1 Petroni (1992) O artigo de Petroni (1992) investiga até que ponto a discricionariedade exercida pelos diretores das seguradoras sobre a informação contábil afeta o erro de estimação das provisões de sinistros. O autor argumenta que o incentivo para subestimar esse passivo é uma função decrescente da posição financeira da seguradora, sendo que investigações dessa natureza é uma área frutífera de pesquisa em função das reais perdas com sinistros não liquidados serem posteriormente reportadas pelas seguradoras. Isso permite uma oportunidade rara para avaliar, com maior precisão, o gerenciamento da informação contábil por meio da abordagem metodológica de accruals específicos. Cabe ressaltar que as provisões de sinistros representam um passivo em função de todos os gastos com sinistros que não foram pagos, mas já foram incorridos a partir de uma data de estimação. Sendo assim, essa provisão deve incluir estimativas de gastos com sinistros não liquidados para todos os casos avisados e não avisados. Petroni (1992) observa que os cálculos das provisões de sinistros são baseados em estimativas para cada caso individual e fórmulas com cálculos agregados, sendo que os dois métodos exigem considerável julgamento e propicia ações discricionárias por parte dos diretores das seguradoras. Petroni (1992) desenvolveu um modelo de regressão, seguindo a abordagem metodológica de accruals específicos, para testar a relação entre o erro de estimação das provisões e a condição financeira da seguradora, controlando outros fatores que podem influenciar esse erro de estimação, tais como prêmios líquidos, fiscalização/intervenção por parte do regulador e impostos. De acordo com Petroni (1992), os resultados do seu modelo de regressão sustentam a hipótese de que seguradoras financeiramente fracas reduzem as estimativas das provisões de sinistros se comparadas às seguradoras financeiramente fortes, após controlar outros fatores que podem influenciar o erro de estimação. Além disso, os resultados revelam que seguradoras financeiramente fracas, em média, reduzem significativamente suas provisões de sinistros em 4,7% dos ativos no primeiro ano em que é julgada como financeiramente fraca e em 7%, 5%, 4%, e 3%, nos quarto anos subsequentes ao primeiro ano de debilidade financeira. Por fim, seguradoras financeiramente 4

5 fracas também reduzem suas provisões de sinistros nos dois anos anteriores ao início da debilidade financeira. Petroni (1992) faz mais dois comentários relevantes a respeito dos resultados dessa regressão. Primeiro, que seguradoras sob intervenção ou fiscalização do órgão regulador reduzem as provisões de sinistros, sendo que isso ocorreu num nível, em média, 10% superior. Segundo, que seguradoras com altas taxas de imposto podem reduzir as provisões de sinistros num nível menor do que as seguradoras com baixas taxas de imposto. Essa evidência é consistente com a hipótese dos diretores de empresas usarem sua discricionariedade para reduzir imposto. Por fim, é ressaltado que existem duas hipóteses alternativas para a evidência de que diretores de seguradoras financeiramente fracas reduzem as provisões de sinistros se comparadas às seguradoras financeiramente fortes. A primeira hipótese alternativa é que as seguradoras financeiramente fracas são administradas por executivos e atuários otimistas. Assim, se o otimismo nas provisões de sinistros precede (ou até causa) as dificuldades financeiras, e os diretores continuam a ser otimista, então os erros exibidos por seguradoras financeiramente fracas pode ser uma continuação desse otimismo involuntário ao invés de uma informação falsa intencional. Outro fator que pode explicar essa diferença é que os grupos de risco através das seguradoras financeiramente fortes e fracas são sistematicamente diferentes. 2.2 Beaver, Mcnichols e Nelson (2003) O artigo de Beaver, Mcnichols e Nelson (2003) estuda a relação entre os accruals discricionários das provisões de sinistros e a distribuição de frequência dos resultados contábeis reportados para uma amostra de seguradoras norte-americanas. Cabe ressaltar que os valores dos accruals discricionários das provisões de sinistros foram obtidos do mesmo modo como o erro de estimação das provisões de sinistros estabelecido no modelo econométrico de Petroni (1992). As hipóteses de pesquisa estabelecidas por Beaver, Mcnichols e Nelson (2003) foram as seguintes: H 1 As seguradoras não gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos. A hipótese alternativa é que o erro de estimação das provisões de sinistros das empresas com pequenos lucros é significativamente mais alto se comparadas às empresas com pequenos prejuízos, ou seja, as seguradoras gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos. H 2 As seguradoras não gerenciam os accruals das provisões de sinistros fora da região imediatamente acima de zero. A hipótese alternativa é que o erro de estimação das provisões de sinistros não é zero em pelo menos um intervalo da distribuição de frequência dos resultados contábeis reportados fora do intervalo imediatamente acima de zero. Essa hipótese alternativa busca capturar duas práticas comuns de gerenciamento dos resultados contábeis: income smoothing e taking a bath. Nesse caso, o income smoothing implica que o erro de estimação das provisões de sinistros é significativamente maior para empresas menos lucrativas se comparadas às empresas mais lucrativas. Já o taking a bath implica que o erro de estimação das provisões de sinistros é significativamente mais baixo para as empresas menos lucrativas. H 3a As seguradoras na forma de companhias abertas não gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos ou para gerenciar resultados fora da região imediatamente ao redor de zero. H 3b As seguradoras na forma de companhias fechadas não gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos ou para gerenciar resultados fora da região imediatamente ao redor de zero. H 3c 5

6 As seguradoras na forma de companhias mútuas não gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos ou para gerenciar resultados fora da região imediatamente ao redor de zero. No caso deste terceiro conjunto de hipóteses, o foco era verificar o efeito da estrutura de propriedade. H 4a As seguradoras financeiramente fortes não gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos ou para gerenciar resultados fora da região imediatamente ao redor de zero. H 4b As seguradoras financeiramente fracas não gerenciam os accruals das provisões de sinistros para evitar reportar prejuízos ou para gerenciar resultados fora da região imediatamente ao redor de zero. Neste quarto conjunto de hipóteses, o foco, assim como no estudo de Petroni (1992), era evidenciar se a condição financeira das seguradoras afeta o gerenciamento das provisões de sinistros. De acordo com Beaver, Mcnichols e Nelson (2003), se problemas financeiros motivam o gerenciamento dos resultados contábeis reportados, então, o comportamento do erro de estimação das provisões de sinistros discutidas nas hipóteses H 1 e H 2 será evidente para seguradoras financeiramente fracas, mas não para seguradoras financeiramente fortes. Para testar todas as hipóteses da pesquisa, por meio dessa amostra, Beaver, Mcnichols e Nelson (2003) desenvolveram três modelos econométricos, seguindo a abordagem de accruals específicos. Dentre as evidências apresentadas por Beaver, Mcnichols e Nelson (2003), com base nos resultados estatísticos do primeiro modelo, destacam-se: i) as seguradoras gerenciam os accruals (ou os erros de estimação) das provisões de sinistros para evitar reportar pequenos prejuízos; ii) os accruals (ou os erros de estimação) das provisões de sinistros são gerenciados em toda distribuição de frequência dos resultados contábeis, ao invés de somente na região próxima a zero; iii) as seguradoras que se encontram no lado esquerdo (ou inferior) da distribuição de frequência dos resultados contábeis reduzem significativamente suas provisões de sinistros se comparadas às seguradoras que se encontram no lado direito (ou superior). Já os resultados estatísticos do segundo modelo serviram de base para avaliar se o gerenciamento dos accruals (ou dos erros de estimação) das provisões de sinistros, em relação aos resultados contábeis, varia conforme a estrutura de propriedade (seguradoras abertas, fechadas e mútuas). Foram evidenciados aumentos significantes das provisões de sinistros no lado direito (ou superior) da distribuição de frequência dos resultados contábeis, se comparado ao lado esquerdo (ou inferior), para todas três estruturas de propriedade. O terceiro modelo possibilitou analisar a relação entre a condição financeira e o gerenciamento dos accruals (ou dos erros de estimação) das provisões de sinistros em toda distribuição de frequência dos resultados contábeis. Porém, as evidências estatísticas obtidas por esse modelo foram semelhantes entre seguradoras financeiramente fortes e fracas. Dessa forma, pode-se dizer que a pesquisa conduzida por Beaver, Mcnichols e Nelson (2003) traz várias contribuições para a literatura de gerenciamento dos resultados contábeis e sobre as práticas especificas das seguradoras por meio dos accruals das provisões de sinistros. Primeiro, são fornecidas evidências diretas de que seguradoras evitam reportar pequenos prejuízos gerenciando as provisões de sinistros. Segundo, as evidencias indicam que essa prática de gerenciamento não é concentrada na região da distribuição próxima a zero, mas é penetrante através de todos os níveis de resultados. Finalmente, as evidências complementam a literatura que enfoca o gerenciamento dos resultados contábeis de empresas abertas, documentando que comportamentos semelhantes de gerenciamento são observados para firmas que não são abertas. 6

7 2.3 Gaver e Paterson (2004) Enquanto Beaver, Mcnichols e Nelson (2003) investigam se as seguradoras gerenciam as provisões de sinistros para atingir metas de lucros, Gaver e Paterson (2004) fazem uma pesquisa análoga com o intuito de evidenciar se as seguradoras também gerenciam as provisões de sinistros para atingir metas de solvência. No estudo precursor dessa linha de pesquisa, Petroni (1992) argumenta que as seguradoras gerenciam as provisões de sinistros para parecerem menos arriscadas e, desse modo, evitar uma possível intervenção do órgão regulador. Vale lembrar que uma presunção básica do sistema de triagem IRIS (Insurance Regulatory Information System EUA) é que quanto mais indicadores a seguradora viola, mais provavelmente ela terá problemas de solvência. Além disso, agências de rating, frequentemente, rebaixam a classificação das seguradoras com problemas de solvência, seguindo os mesmos atributos examinados nos indicadores IRIS. Assim, as seguradoras têm incentivos para reduzir o número de violações dos indicadores IRIS reportados. Isso orienta a primeira hipótese de Gaver e Paterson (2004): H 1 As seguradoras gerenciam as provisões de sinistros para reduzir o número de violações dos indicadores IRIS reportados. No contexto da regulação norte-americana do setor de seguros, é dada prioridade de fiscalização às seguradoras que apresentam quatro ou mais indicadores IRIS violados. Esse procedimento é empregado como um ponto de partida para identificar problemas de solvência das seguradoras. No entanto, o parâmetro de quatro indicadores fornece um enfoque natural de incentivo para o gerenciamento das provisões de sinistros. Assim, Gaver e Paterson (2004) argumentam que esse incentivo provoca uma mudança na distribuição de frequência do número das violações de indicadores IRIS, sobre a qual haverá uma incidência reduzida de seguradoras com mais de três violações reportadas e uma frequência aumentada de três ou menos violações. Isso fundamenta a segunda hipótese: H 2 As seguradoras gerenciam as provisões de sinistros para apresentar menos que quatro violações dos indicadores IRIS reportados. Uma vez que existem limites sobre os accruals discricionários das provisões de sinistros, então, seguradoras que gerenciam as provisões de sinistros para reduzir o número de violações dos indicadores IRIS para menos que quatro em um ano podem não ter discricionariedade suficiente para repetir a estratégia no ano subsequente. Tal circunstância pode criar a impressão de que seguradoras com dificuldades financeiras somente conseguem esconder suas fraquezas subjacentes por pouco tempo. Por outro lado, os reguladores irão enfrentar um problema mais sério se as seguradoras financeiramente fracas forem capazes de gerenciar as provisões de sinistros para evitar reportar quatro ou mais indicadores IRIS violados por vários períodos. Dentro desse contexto, é formulada a terceira hipótese: H 3 As seguradoras gerenciam as provisões de sinistros para apresentar menos que quatro e mais que uma violação dos indicadores IRIS reportados. Para testar a primeira hipótese, Gaver e Paterson (2004) estratificaram sua amostra de acordo com o número de violações IRIS reportadas e pré-administradas (com base nos valores dos indicadores IRIS na ausência do erro de estimação das provisões de sinistros). Os ajustes nas provisões de sinistros são 3,7 vezes mais prováveis para diminuir o número das violações de IRIS reportadas do que para aumentar o número de violações. Além disso, a diferença na mediana do erro de estimação das provisões de sinistros é significante ao nível de 0,0001, visto que a mediana da sub-amostra em que as violações pré-administradas excedem as violações reportadas é 0,159, indicando avaliação inicial para baixo das provisões, e a mediana da sub-amostra na qual as violações reportadas excederam as violações préadministradas é de Tais evidências sustentam a primeira hipótese de que os erros de 7

8 estimação das provisões de sinistros tendem a reduzir o número das violações IRIS reportadas. Para testar a segunda hipótese, Gaver e Paterson (2004) apresentaram as medianas dos erros de estimação das provisões de sinistros para uma classificação tipo dois por dois da amostra. Os resultados mostram que existem cerca de 65,4% das observação com quatro ou mais violações IRIS pré-administradas usaram a discricionariedade das provisões de sinistros para reduzir o número das violações IRIS reportadas para menos que quatro. Além disso, os resultados evidenciaram que a maioria das observações da amostra (5.023) se encontra no quadrante esquerdo superior, isto é, com menos do que quatro violações IRIS reportadas e pré-administradas. Essas seguradoras são financeiramente fortes e tendem a estimar as provisões de sinistros para cima, sendo que a mediana do erro de estimação desse grupo é Em contraste, as seguradoras no quadrante direito inferior, isto é, com quatro ou mais violações IRIS reportadas e pré-administradas, são as seguradoras financeiramente mais fracas da amostra e apresentam significantes avaliações para baixo das provisões de sinistros, já que a mediana do erro de estimação desse grupo é 0,123. Tais evidências sustentam a segunda hipótese da pesquisa. Por fim, são apresentadas algumas evidências que sugerem mudanças ao longo do tempo no comportamento dos erros de estimação das provisões de sinistros, em função da saúde financeira das seguradoras. A implicação é que as estimativas das provisões de sinistros são intencionalmente manipuladas para melhorar os perfis de solvência aparente. Essas evidências sustentam a terceira hipótese da pesquisa, ou seja, as seguradoras financeiramente problemáticas não somente gerenciam as provisões de sinistros para mascarar problemas de solvência, como também são capazes de sustentar essa estratégia por períodos repetidos. 2.4 Cardoso (2005) A Tese de doutorado de Cardoso (2005) procurou evidenciar se as Operadoras de Plano de Assistência à Saúde (OPS) adotam práticas de gerenciamento da informação contábil para atingir parâmetros econômico-financeiros estabelecidos pelo órgão regulador do mercado de saúde suplementar brasileiro (ANS Agência Nacional de Saúde Suplementar). Foram estabelecidas três hipóteses de pesquisa (H 1, H 2 e H 3 ): H 1 : As OPS Brasileiras gerenciam os seus resultados contábeis para evitar reportar prejuízo; H 2 : As OPS Brasileiras gerenciam os seus resultados contábeis para sustentar o desempenho recente; H 3 : As OPS Brasileiras gerenciam as suas informações contábeis para atingir os parâmetros estabelecidos pela ANS. A metodologia de pesquisa adotada consiste na análise da distribuição de frequência relativa da diferença entre o valor do parâmetro exigido pela ANS e o valor efetivamente reportado pelas OPS. Dessa forma, o teste de hipótese, adotado nessa pesquisa, com base em Degeorge, Patel e Zeckhauser (1999), consiste em verificar se houve descontinuidade (estatisticamente significativa) nas distribuições de frequência relativa da diferença entre o indicador efetivamente divulgado pelas OPS e o parâmetro desse indicador exigido pela ANS. Os resultados da pesquisa conduzida por Cardoso (2005) evidenciam que as operadoras de planos de assistência à saúde (OPS) escolhem práticas contábeis objetivando atingir os parâmetros exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Contudo, o autor destaca que o nível de incentivo à adoção dessas práticas difere em função do porte das OPS, quanto maior o porte, mais intensamente elas são fiscalizadas e, consequentemente, são mais pressionadas a atingir tais parâmetros. 8

9 2.5 Rodrigues (2008) Esta Tese enfoca as práticas de gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas constituídas por sociedades seguradoras do segmento de danos, cuja finalidade é cobrir sinistros já ocorridos e sinistros a ocorrer. Dentro desse contexto, dois pontos estabelecidos em legislações que devem ser observadas por sociedades seguradoras autorizadas a atuar no mercado brasileiro fundamentam o problema e as hipóteses da pesquisa. Em primeiro lugar, a Lei nº /01 (que altera o Decreto-lei nº 73/66) define o seguinte: Art. 84, 1º O patrimônio líquido das sociedades seguradoras não poderá ser inferior ao valor do passivo não operacional, nem ao valor mínimo decorrente do cálculo da margem de solvência. No caso da efetiva violação desses parâmetros de solvência, algumas medidas coercitivas podem ser empregadas, podendo até chegar à proposta de cassação da autorização para funcionamento da sociedade seguradora. Em segundo lugar, o Decreto nº 3.000/99 (Legislação do Imposto de Renda e Contribuição Social), prevê o seguinte: Art. 336 São dedutíveis as provisões técnicas das companhias de seguro e de capitalização, bem como das entidades de previdência privada, cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas aplicável. Logo, os valores decorrentes da constituição das provisões técnicas das sociedades seguradoras são dedutíveis da base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social. Além disso, as Resoluções do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) que estabelecem as normas para a constituição das provisões técnicas proporcionam discricionariedade contábil aos diretores das sociedades seguradoras. Isso cria as condições necessárias para o gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas. No que diz respeito às evidências da pesquisa empírica, confirmaram-se as hipóteses estabelecidas na tese, isto é, os diretores das sociedades seguradoras influenciam para baixo as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores, mas, por outro lado, influenciam para cima as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. Adicionalmente, constatou-se que isso ocorre com maior intensidade por meio das provisões de sinistros (PSL + IBNR) do que com as provisões de prêmios (PPNG + PIP). A justificativa mais provável para esse tipo de comportamento é o maior grau de discricionariedade contábil que a regulação do setor de seguros proporciona ao se constituir provisões de sinistros, quando comparadas com as regras de constituição das provisões de prêmios. Entretanto, o órgão regulador do setor (SUSEP) não disponibiliza as informações necessárias para efetuar o cálculo do erro de estimação das provisões técnicas, diferentemente do procedimento adotado no mercado norte-americano de seguros. Mesmo com esse fator limitante no processo de obtenção dos dados necessários, as evidências empíricas corroboram os resultados encontrados nas pesquisas realizadas por Petroni (1992); Beaver, Mcnichols e Nelson (2003); Gaver e Paterson (2004). Isso porque esses autores também encontraram evidências de gerenciamento da informação contábil através das provisões de sinistros. Além disso, as evidências empíricas são coerentes com os estudos citados por Healy e Wahlen (1999), nos quais foram evidenciados que a regulação governamental de setores específicos cria motivações para o gerenciamento da informação contábil. 3. PARTICULARIDADES DAS OPERADORAS DE PLANO DE SAÚDE No período compreendido nesta pesquisa, de 2007 a 2010, vigoraram as seguintes Resoluções Normativas, RN 160/2007 e a RN 209/2009 que revogou a Instrução Normativa IN 30/2009. Em fevereiro de 2011, foi publicada a RN 246/2011, a qual está vigorando na 9

10 atualidade, alterando alguns artigos da RN 209/2009, entretanto tais alterações não interferem nos resultados desta pesquisa. De acordo com essas resoluções, as operadoras de planos de saúde classificadas na modalidade de medicina de grupo devem constituir as seguintes provisões técnicas: Provisão de Eventos/Sinistros a Liquidar, Provisão para Eventos/Sinistros Ocorridos e Não Avisados PEONA, Provisão para Remissão, outras Provisões Técnicas necessárias à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, desde que consubstanciadas em Nota Técnica Atuarial de Provisões NTAP. Enfoque Provisões Técnicas Finalidade da Provisão Técnica Eventos/Sinistros já ocorridos e não pagos Provisão de Eventos/Sinistros a Liquidar Eventos/Sinistros ocorridos e não avisados Remissão Cumprimento de contratos PEONA Provisão para Remissão Outras Provisões Técnicas Para garantia de eventos/sinistros já ocorridos, registrados contabilmente e ainda não pagos. Estimada atuarialmente para fazer frente ao pagamento dos eventos/sinistros que já tenham ocorrido e que não tenham sido registrados contabilmente pela OPS. Para garantia das obrigações decorrentes das cláusulas contratuais de remissão das contraprestações/prêmios referentes à cobertura de assistência à saúde, quando existentes, sendo de constituição obrigatória a partir da data da efetiva autorização. Necessárias à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, desde que consubstanciadas em Nota Técnica Atuarial de Provisões NTAP e aprovadas pela DIOPE, sendo de constituição obrigatória a partir da data da efetiva autorização. Quadro 1 Provisões técnicas constituídas por Operadoras de Planos de Saúde Fonte: Resolução Normativa ANS n. 209/2009 O quadro 1, apresenta as provisões técnicas constituídas pelas operadoras de planos de saúde, detalhando o foco e a finalidade de cada uma. Ressalta-se que as provisões referentes ao cumprimento de contratos não são comuns a todas as operadoras, portanto não constituem objeto de análise nessa pesquisa. Conforme Plano de Contas padrão da Agência Nacional de Saúde, os dados referentes às provisões técnicas encontram-se no passivo circulante, no sub-grupo 211 Provisões Técnicas de Operações. Destaca-se aqui, a observação feita por Rodrigues (2008, p. 96), no momento da constituição dessas quatro provisões técnicas, as contrapartidas dessas contas de passivo são efetuadas em contas de resultado. Logo, os valores originados da constituição das provisões de técnicas impactuam, em primeiro lugar, nos resultados apurados (lucros ou prejuízos) pelas operadoras de planos de saúde e, em segundo lugar, no patrimônio líquido reportado após a transferência desses resultados. Sob a ótica tributária, no tocante à base de cálculo do imposto de renda e da contribuição social a Medida Provisória nº , de 24 de agosto de 2001, em seu artigo 83, traz: Art. 83. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido, poderá ser deduzido o valor das provisões técnicas das operadoras de planos de assistência à saúde, cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas aplicável. Logo, os valores decorrentes da constituição das provisões técnicas das companhias de seguro são dedutíveis da base de cálculo do IR e CS. Em função dessas particularidades das contas de provisões técnicas, surgem as oportunidades para gerenciar esses accruals específicos com o propósito de melhorar parâmetros de solvência e reduzir pagamentos dos impostos. 10

11 A ANS iniciou em 2004 um projeto de qualificação das Operadoras de Planos de Saúde, culminando com a edição da Resolução Normativa nº 139, de 24 de novembro de 2006, que institui o Programa de Qualificação da Saúde Suplementar. O programa possui como vertentes a qualificação das operadoras e a qualificação institucional, sendo sua principal finalidade a publicidade do nível de qualidade das ações oferecidas pelas operadoras de planos privados de saúde, proporcionando aos beneficiários e usuários em geral, melhores condições de avaliação e comparação entre planos a serem contratados, auxiliando suas melhores escolhas. Noutros termos, o Programa de Qualificação de Operadoras tem o objetivo de: contribuir para aumentar a transparência do setor quanto à sua solidez econômico-financeira e de qualidade de seus produtos; permitir a comparação entre operadoras semelhantes; e estimular a concorrência no setor, conforme o inciso XXXII do artigo 4º da Lei nº O componente Qualificação das Operadoras avalia o desempenho das operadoras, por meio do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). Esse índice era composto, de acordo com a Resolução Normativa RN Nº 139, de 24 de novembro 2006, por quatro diferentes dimensões, com diferentes pesos: 50% referente ao Índice de Desempenho da Atenção à saúde (IDAS); 30% para o Índice de Desempenho Econômico-Financeiro (IDEF); 10% para o Índice de Desempenho de Estrutura e Operação (IDEO) e 10% referente ao Índice de Desempenho da Satisfação dos Beneficiários (IDSB). A referida resolução foi alterada pela RN Nº 282, de 20 de dezembro de 2011, redistribuindo os percentuais em 40%, 20%, 20% e 20% ao IDAS, IDEF, IDEO e IDSB, respectivamente. Cada um desses índices de desempenho, por dimensão, é medido por um conjunto específico de indicadores. Os indicadores são calculados com base nos dados extraídos dos sistemas de informações da ANS, enviados pelas operadoras ou coletados pela Agência nos sistemas nacionais de informações em saúde. A ANS utiliza o seu próprio banco de dados, realizando um monitoramento contínuo das informações do setor, avaliando-as de maneira sistemática e progressiva. Novos indicadores foram gradualmente acrescentados, aumentando o cruzamento de informações. As operadoras acompanharam processo de elaboração do Programa de Qualificação, organizando-se de forma a alimentar eficientemente os sistemas de informação da Agência. A concepção do programa privilegia a transparência dos resultados do desempenho do setor, possibilitando a realização de análises aprofundadas dos diversos aspectos avaliados na construção do IDSS. De acordo com o documento que apresenta a metodologia do IDSS, os resultados do Programa de Qualificação deverão motivar o redirecionamento do modelo nacional de prestação de serviços, em grande parte centrada na doença, para um novo modelo, centrada na saúde dos beneficiários. Para a apuração do IDSS, são consideradas as classificações das operadoras de plano de saúde, sendo: Cooperativa médica, cooperativa odontológica, autogestão, medicina de grupo, odontologia de grupo, filantropia e seguradoras. Este trabalho será direcionado as operadoras de plano de saúde na modalidade de medicina de grupo, cabendo assim um melhor detalhamento dessa classificação de operadoras. 11

12 O trabalho realizado por Almeida (2008, p. 27) descreve a modalidade de empresas de Medicina de Grupo (MGRP) como as que operam com um tipo de contrato popularmente conhecido como convênio médico. Trata-se à prestação de serviços médicos e hospitalares mediante a realização de contratos com os clientes (beneficiários) dos quais se cobra um valor fixo, sendo reajustado periodicamente. No caso dos planos destinados às pessoas jurídicas, geralmente ocorre a adesão automática dos empregados, quando os custos são pagos integralmente pelo empregador. No caso dos custos serem rateados entre empresa e o trabalhador, a vinculação ao plano geralmente é opcional. Em alguns casos percebe-se a existência de um plano mínimo obrigatório, custeado pelo empregador, e os demais planos opcionais com diferentes preços e normas de acesso aos serviços, complementares ao básico, custeado pelo empregado. As empresas de medicina de grupo surgiram e se desenvolveram nos anos 60 em São Paulo, em virtude da precariedade dos serviços públicos na região. Hoje elas estão operando em quase todas as cidades com mais de 40 mil habitantes. 4. METODOLOGIA DA PESQUISA Utilizou-se a abordagem metodológica empírico-analítica, por meio de análise de accruals específicos. Destaca-se aqui, que pelos levantamentos bibliográficos feitos, esta parece ser a primeira pesquisa empírica sobre gerenciamento da informação contábil através de provisões técnicas constituídas por operadoras de planos de saúde que atuam no Brasil. Na definição da amostra a ser utilizada na realização da pesquisa empírica, foram estabelecidos como critérios: a) ser classificada pela ANS na modalidade de Medicina de Grupo; b) quanto ao porte foram escolhidas as operadoras de médio e grande porte; c) o período analisado foi de 2007 a 2010, devido ao parâmetro IDSS escolhido como um dos indicadores desta pesquisa ter sido divulgado pela ANS a partir de 2007 d) Devido ao número reduzido de operadoras com dados completos nos quatro anos, optou-se pela seleção anual de todas as operadoras que possuíam os dados de Índice de Desempenho da Saúde Suplementar, Imposto de Renda, Contribuição Social e Provisões técnicas. Cabe esclarecer que a modalidade de Medicina de Grupo foi escolhida em função do objeto deste estudo ser verificar a regulação tributária e tais operadoras se enquadram na modalidade tributária de Lucro Real e consequentemente, são tributadas para o Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre Lucro Liquido. Em relação ao porte, optou-se por operadoras de médio e grande porte, pressupondo que tais operadoras estão mais preparadas para gerenciar a informação contábil. Assim, considerando as cross sections ao longo dos 4 anos, obtiveram-se 168 observações, sendo 41 (33 médias e 8 grandes) em 2007, 43 (31 médias e 12 grandes) em 2008, 38 (28 médias e 10 grandes) em 2009 e 46 (29 médias e 17 grandes) em Os dados contábeis foram obtidos das demonstrações financeiras das operadoras, disponíveis no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar, e os valores correspondentes ao Índice de Desempenho das Operadoras de Plano de Saúde, foram obtidos das publicações 12

13 da qualificação de operadoras nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010, sendo que somente o referente ao ano de 2010, ainda se encontra disponível no site da ANS. Foram estabelecidas dummies para controle de ano e porte. Em relação ao IDSS, considerando sua divulgação em faixas, conforme já descrito neste artigo, estabeleceu-se como critério a seguinte classificação: operadoras situadas nas faixas entre 0,0 e 0,6 como de baixo IDSS e de 0,6 a 1,0 como alto IDSS. Para análise dos dados utilizou-se a Análise de Regressão, com suporte do software Eviews 6.0. Foram aplicados todos os testes indicados por Corrar, Paulo e Dias Filho (2007), tanto no que diz respeito aos parâmetros da regressão (teste de significância do R 2 e dos coeficientes das variáveis independentes) quanto no que tange aos testes dos pressupostos (teste de normalidade dos resíduos Jarque-Bera e teste de homocedasticidade dos resíduos Breusch-Pagan-Godfrey). 5. RESULTADOS Conforme descrito na metodologia, foi efetuada uma regressão, utilizando como variável dependente as provisões técnicas e como variáveis explicativas a combinação imposto de renda e contribuição social (IR + CSLL), e as dummies para o Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), para os anos e para o porte. A ideia, então, foi analisar se as variáveis IR_CS e IDSS (proxy de solvência/desempenho), controladas pelo Porte e pelo Ano, seriam capazes de explicar a formação dos provisões técnicas. Em outras palavras, se a provisão técnica é de alguma forma influenciada pelos valores dos impostos e pela situação de solvência/desempenho. A Tabela 1 mostra os principais resultados da regressão. Tabela 1: Resultados da Análise de Regressão Variável Explicativa ou Coeficiente Erro Padrão t p-value Independente IR_CS 3,0139 0,9460 3,1861 0,0017 PORTE , ,0000 3,9832 0,0001 IDSS , ,0000 2,5349 0,0122 ANO_ , ,0000 1,0536 0,2936 ANO_ , ,0000-0,0754 0,9400 ANO_ , ,0000-0,0850 0,9323 C , ,0000-0,7259 0,4690 Infs. Adicionais Valores Infs. Adicionais Valores R 2 0,2743 R 2 ajustado 0,2473 F (estat.) 10,1439 F (p-value ) 0,0000 Breusch-Pagan-Godfrey (estat. F) 1,5856 Breusch-Pagan-Godfrey (p-value ) 0,1545 Jarque-Bera (estat.) 58001,06 Jarque-Bera (p-value ) 0,0000 Fonte: Dados da Pesquisa Conforme disposto na Tabela 1, pela interpretação do teste F a regressão como um todo é significativa, ou seja, o R 2 de 27,43% é estatisticamente significativo ao nível de 5% de significância. Isso significa que 27,43% das variações das Provisões Técnicas (variável dependente) são explicadas pelas variações da IR_CS, Porte e IDSS (variáveis independentes). Já o resultado dos testes t para os coeficientes das variáveis independentes mostra que todos estes coeficientes são significativamente diferentes de zero, exceto das variáveis dummies de ano. Em outras palavras, ao nível de significância de 5% rejeita-se H 0 de que os coeficientes das variáveis independentes IR_CS, PORTE e IDSS sejam iguais a zero. Isto 13

14 significa que estas variáveis explicam de forma significativa o comportamento da variável dependente Provisões Técnicas. Na verificação dos pressupostos em relação à homocedasticidade dos resíduos, o modelo não apresentou problemas, aceitando-se assim a H 0 de resíduos homocedásticos. Porém, o modelo apresenta problemas com a normalidade dos resíduos, visto que o p-valor do teste de Jarque-Bera se mostrou menor que o nível de significância de 5%. Entretanto, de acordo com Corrar, Paulo e Dias Filho (2007, p. 216), tendo como base o Teorema do Limite Central, este pressuposto pode ser relaxado, pois trata-se de amostra superior a 100 observações. Com base nestes resultados pode-se dizer que existam indícios de gerenciamento de resultado por parte das operadoras de planos de saúde, visto que quando os valores dos impostos e do índice de solvência/desempenho aumentam ou diminuem as provisões técnicas também apresentam o mesmo comportamento. Isso indica que as operadoras de planos de saúde podem estar influenciando para baixo as provisões técnicas quando os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores e influenciando para cima as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. Cabe ressaltar, que os valores das provisões técnicas são baseados em estimativas, o que pressupõe julgamento e propicia ações discricionárias. Por conta disso, esta discricionariedade dos gestores das operadoras pode afetar a qualidade da informação contábil, pois representa o gerenciamento da informação contábil por meio de accruals específicos. Estes resultados se mostram consoantes com os achados de Petroni (1992), pois reforça a relação positiva entre provisão e solvência/desempenho, mas contrários aos de Beaver, Mcnichols e Nelson (2003). Além disso, os resultados do presente estudo também confirmam os achados de Gaver e Paterson (2004), visto que existem indícios de que as estimativas das provisões técnicas são intencionalmente manipuladas, dependendo do perfil de solvência/desempenho. Em relação ao estudo de Cardoso (2005), o presente estudo também encontra a prática de escolhas contábeis visando melhorar o desempenho/solvência. Por fim, os resultados aqui apresentados corroboram os achados de Rodrigues (2008), visto que foi encontrada relação positiva e significativa entre as provisões técnicas e os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos. 6. CONCLUSÃO O conjunto de evidências empíricas revelado pelos resultados obtidos nesta pesquisa leva à conclusão de que os diretores das operadoras de planos de saúde influenciam para baixo as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores, mas, por outro lado, influenciam para cima as provisões técnicas se os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. Desta forma, constatou-se que as operadoras de planos de saúde utilizam práticas de gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas para atingir dois diferentes propósitos: i) melhorar parâmetros de solvência, quando os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são menores; e ii) reduzir pagamentos dos impostos, quando os valores dos parâmetros de solvência e dos impostos são maiores. Sendo assim, existem indícios de gerenciamento da informação contábil através das provisões técnicas constituídas por operadoras de planos de saúde como resposta à regulação econômica e tributária do setor de saúde. 14

15 Tais evidências alinham-se com os estudos de Petroni (1992), Beaver, Mcnichols e Nelson (2003), Gaver e Paterson (2004), Cardoso (2005) e Rodrigues (2008), no sentido de encontrar evidências de gerenciamento de resultados por meio da constituição de provisões. Além disso, as evidências empíricas desta pesquisa são coerentes com os estudos citados por Healy e Wahlen (1999), nos quais foram evidenciados que a regulação governamental de setores específicos cria motivações para o gerenciamento da informação contábil. Um limitador desta pesquisa foi a indisponibilidade de dados relativos à margem de solvência das operadoras, os quais não são divulgados pela ANS, bem como a divulgação do IDSS por faixas de classificação, não sendo possível para este estudo a utilização de seus valores exatos. Por conta disso, sugere-se como possibilidades para pesquisas futuras a verificação da existência de gerenciamento contábil de outras contas além das provisões técnicas e a aplicação de um estudo com a utilização da margem de solvência e o valor exato do IDSS das operadoras. REFERÊNCIAS ALMEIDA, R. G. de. O Capital baseado em risco: uma abordagem para operadoras de planos de saúde f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) Programa de Mestrado em Engenharia de Produção, Universidade Federal Fluminense, BEAVER, W. H.; MCNICHOLS, M. F.; NELSON, K. K. Management of the loss reserve accrual and the distribution of earnings in the property-casualty insurance industry. Journal of Accounting and Economics, v.35, p , BRASIL. ANS. Resolução de Diretoria Colegiada nº 39, de 27 de outubro de Dispõe sobre a definição, a segmentação e a classificação das Operadoras de Planos de Assistência à Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 de outubro de Seção I, p. 55. BRASIL. ANS. Resolução Normativa nº 139, de 24 de novembro de Institui o Programa de Qualificação da Saúde Suplementar. Diário Ofícial da União, Brasília, DF, 27 de novembro de Seção I, p BRASIL. ANS. Resolução Normativa nº 160, de 03 de julho de Dispõe sobre os critérios de manutenção de Recursos Próprios Mínimos, Dependência Operacional e constituição de Provisões Técnicas a serem observados pelas Operadoras de Planos Privados de Assistência à Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 04 jul de Seção I, p. 98. BRASIL. ANS. Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras, Instrução Normativa nº 30, de 25 de agosto de Define os procedimentos a serem observados quando do encaminhamento de Notas Técnicas Atuariais de Provisões para fins de análise e aprovação de metodologias pela Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 de agosto de Seção I, p. 45. BRASIL. ANS. Resolução Normativa nº 209, de 22 de dezembro de Dispõe sobre os critérios de manutenção de Recursos Próprios Mínimos e constituição de Provisões Técnicas a serem observados pelas operadoras de planos privados de assistência à saúde. (Redação dada pela RN nº 274, de 20/10/2011). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 de dezembro de Seção I, p. 70. BRASIL. ANS. Resolução Normativa nº 246, de 25 de fevereiro de Altera a Resolução Normativa - RN nº 209, de 22 de dezembro de Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 de dezembro de Seção I, p. 72. BRASIL. ANS. Resolução Normativa nº 282, de 20 de dezembro de Altera a Resolução Normativa - RN nº 139, de 24 de novembro de 2006, que dispõe sobre o Programa de Qualificação da Saúde Suplementar; e dispõe sobre a possibilidade de inclusão de novo 15

16 indicador na Dimensão de Satisfação de Beneficiários para a avaliação das operadoras a partir do ano base de Diário Oficial da União, Brasília, DF, 21 de dez de Seção I, p. 70. BRASIL. Medida Provisória n o , de 24 de agosto de Altera a legislação das Contribuições para a Seguridade Social COFINS, para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público PIS/PASEP e do Imposto de Renda. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 27 de agosto de Seção I, p. 26. CARDOSO, R. L. Regulação econômica e escolhas de práticas contábeis: evidências no mercado de saúde suplementar brasileiro. São Paulo, f. Tese (Doutorado em Ciências Contábeis) Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis, Departamento de Contabilidade e Atuária, FEA/USP, São Paulo, CORRAR, L. J.; PAULO, E.; DIAS FILHO, J. M. (Coords.). Análise Multivariada para Cursos de Administração, Ciências Contábeis e Economia. São Paulo: Atlas, DEGEORGE, F.; PATEL, J.; ZECKHAUSER, R. Earnings Management to exceed thresholds. Journal of Business, v. 72, n. 1, p. 1-33, jan DIAS FILHO, J. M. A linguagem utilizada na evidenciação contábil: uma análise de sua compreensibilidade à luz da teoria da comunicação. Revista Contabilidade e Finanças, São Paulo, v.13, n. 24, p , jul. /dez GAVER, J. J.; PATERSON, J. S. Do insurers manipulate loss reserves to mask solvency problems? Journal of Accounting and Economic, v.37, p , HEALY, P. M.; WAHLEN, J. M. Review of the earnings management literature and its implications for standard setting. Accounting Horizons, v. 13, n. 4, p , dez PETRONI, K. Optimistic reporting in the property-casualty insurance industry. Journal of Accounting and Economics, v.15, p , RODRIGUES, A. Gerenciamento da informação contábil e regulação: evidências no mercado brasileiro de seguros. São Paulo, f. Tese (Doutorado em Ciências Contábeis) Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis, Departamento de Contabilidade e Atuária, FEA/USP, São Paulo,

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