FEIRA DE ARTE E ANTIGUIDADES DE LISBOA

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1 FEIRA DE ARTE E ANTIGUIDADES DE LISBOA 2015

2 FEIRA DE ARTE E ANTIGUIDADES DE LISBOA 2015

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4 Sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva FEIRA DE ARTE E ANTIGUIDADES DE LISBOA a 18 de Abril, 2015 Cordoaria Nacional Avenida da Índia, 1300 Lisboa Associação Portuguesa dos Antiquários

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9 QUINTA DA GRILLA L O ESPAÇO PARA A EVENTOS ONDE AS SUAS IDEIAS ACONTECEM A.PT T:

10 Índice Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República 11 Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva A Real Fábrica da Cordoaria 13 Capitão-de-fragata António Costa Canas Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa Manuel Castilho Bons hábitos 17 António Filipe Pimentel Comissão de Honra 19 Comissão Organizadora 21 Expositores 23 1/ Manuel Castilho 24 2/ Galeria João Esteves de Oliveira 26 3/ Miguel Arruda Antiguidades 28 4/ D Orey Azulejos e Antiguidades 30 5/ Porcelana da China 32 6/ Galeria São Mamede 34 7/ Galerie Afrique 36 8/ Ricardo Hogan Antiguidades 38 9/ São Roque, Antiguidades e Galeria de Arte 40 10/ Isabel Lopes da Silva 58 11/ J. M. Baptista Jóias, Pratas e Antiguidades, Lda 60 12/ Rota do Tempo João Ramada 62 13/ Ilídio Cruz 64 14/ Manuela Lírio 66 15/ Manuela Gil Antiguidades 68 16/ José Sanina Antiquário 70 17/ Helder Alfaiate Galeria de Arte 78

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12 Mensagem de Sua Excelência o Presidente da República Na sequência do trabalho que vem desenvolvendo há quase um quarto de século, a Associação Portuguesa de Antiquários promove, uma vez mais, em Lisboa, a Feira de Artes e Antiguidades. É uma iniciativa a que me associo com prazer, tendo em conta o prestígio da instituição promotora e o contributo que tem dado quer para a animação e prestígio do mercado de obras de arte e peças antigas em Portugal, quer para a vida cultural da cidade e do País. A Feira de Artes e Antiguidades representa, sem dúvida, um momento singular no roteiro cultural de Lisboa. Ano após ano, comerciantes, colecionadores e público em geral têm encontro marcado no edifício da Cordoaria Nacional, onde, por esta altura, se pode adquirir, ou simples - mente admirar, peças de qualidade por vezes rara, seja de mobiliário ou joalharia, cerâmica, pintura, escultura ou tapeçaria. O número de visitantes, nacionais e internacionais, tem vindo a crescer. As dezenas de peças transacionadas confirmam a importância desta área de negócio. A afluência de visitantes, muitos dos quais ali se deslocam pelo simples prazer de contemplar a beleza dos objetos expostos, consagram a Feira como uma iniciativa cultural, económica e turística de relevo. Um sinal inequívoco deste sucesso foi a tranformação, há três anos, do que inicialmente era apenas a Bienal de Antiguidades num certame que tem agora lugar anualmente e que, além dos tradicionais antiquários, passou a englobar também galerias de arte contemporânea. Congratulo-me, pois, com a realização da Feira de Arte e Antiguidades em 2015, e faço votos para que, uma vez mais, ela seja um sucesso para os promotores e um momento gratificante para todos os que a visitam. Aníbal Cavaco Silva 11

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14 A Real Fábrica da Cordoaria Após o terramoto de 1755 a cidade de Lisboa passou por um processo de recons - trução das infraestruturas destruídas pelo mesmo. O estaleiro da Ribeira das Naus deu lugar ao Arsenal de Marinha. No Arsenal de Marinha existiam espaços dedicados ao fabrico dos cabos necessários para aparelhar os grandes veleiros dos séculos XVIII e XIX. No entanto, a capacidade de produção era insuficiente, recorrendo-se à importação, sendo os materiais muitas vezes de fraca qualidade. Por volta de 1770 começa a germinar a ideia de melhorar significativamente a produção de cordame. Neste processo foi fundamental o papel de António Baptista de Sá, mestre cordoeiro que tinha aprendido em Inglaterra as mais modernas técnicas desta arte. Sendo exíguo o espaço existente no Arsenal de Marinha, decidiu-se usar a praia da Junqueira para esse efeito. Durante alguns anos a cordoaria funcionou na praia, a céu aberto. Posteriormente construiu-se o edifício da Real Fábrica da Cordoaria, na proximidade do local onde antes a mesma funcionava ao ar livre. Ao longo destes séculos de existência este espaço albergou, além da Cordoaria, diversos outros estabelecimentos, nomeadamente um hospital, uma prisão, um tribunal e o Instituto Superior Naval de Guerra. Na década de noventa do século passado terminou a atividade fabril da Fábrica Nacional de Cordoaria, passando o espaço da mesma a ser usado essencialmente para fins culturais e albergando os arquivos da Marinha. É com elevado prazer que a Marinha acolhe mais uma vez, neste espaço com uma história tão rica a Feira de Antiguidades da Associação Portuguesa de Antiquários, na sua edição de Capitão-de-fragata António Costa Canas Diretor Interino Museu de Marinha 13

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16 Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa, 2015 Olhando o Futuro com Confiança Com a realização este ano da Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa de 2015 celebramos os 20 anos deste evento, que se tornou um dos destaques do calendário cultural da cidade. Celebramos também os 25 anos da nossa Associação Portuguesa dos Antiquários. Têm sido uns anos cheios de actividade, descobertas, negócios, convívio e aprendizagem entre antiquários e entre antiquários, coleccionadores e académicos. Nestes anos vieram a lume obras de grande importância cultural para Portugal, muitas encontradas em Portugal e no estrangeiro por Associados da APA, conhecedores e incansáveis nas suas pesquisas. Citemos a título de exemplo muitas das obras da exposição Encompassing the Globe Portugal e o Mundo nos Séculos XVI e XVII, uma verdadeira embaixada cultural que teve presença destacada na Europa e nos Estados Unidos, antes dos seus vários meses de enorme sucesso no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa. A profissão de antiquário sofreu nestas últimas décadas grande turbulência: adaptação ao mundo digital, à era da internet, a um mundo de leiloeiras extremamente agressivas e competitivas, algumas verdadeiras multinacionais. Assistimos também à emergência de grandes feiras internacionais que se tornaram o termo de comparação para muitos coleccionadores que também internacionalizaram os seus horizontes de compra. A Associação Portuguesa dos Antiquários tem sabido corresponder a estes desafios adaptandose, na medida do possível, à realidade internacional e nacional. Em 2012 os estatutos da APA foram alterados para abrir a Associação às Artes Contemporâneas. Nas palavras do então Presidente da Direcção, Dr. Manuel Murteira Martins O presente e o futuro interessam-nos, o diálogo entre antiguidades e arte contemporânea é hoje um dado adquirido... Temos desenvolvido nos últimos anos um esforço para tornar a Feira que realizamos na Cordoaria Nacional um evento mais apelativo para um público mais vasto e mais jovem. É inegável que vivemos, como aliás muitos outros sectores da vida nacional, tempos que são um desafio à nossa força de vontade e optimismo. Alguns dos nossos associados mais destacados não estarão presentes nesta Feira, tendo tido a oportunidade de optar por um mercado internacional neste momento mais recompensador. Estamos seguros de que voltarão a expor em Lisboa quando o mercado inevitavelmente recuperar. Olhamos o futuro com confiança. Portugal sempre foi um país de amantes das artes e de coleccionadores dedicados. A ênfase pode deslocar-se mas estamos seguros de que obras de arte de qualidade serão sempre desejadas e coleccionadas, apesar das inevitáveis flutuações conjunturais. Os nossos mais sinceros e reconhecidos agradecimentos vão para sua Excelência o Senhor Presidente da República, o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva, cujo Alto Patrocínio é um dos factores do êxito deste empreendimento. Os nossos reconhecidos agradecimentos vão também, muito em especial, para a Exma. Senhora Dra. Maria Cavaco Silva que há vários anos se digna, com grande dedicação, inaugurar esta Feira. Agradecemos nesta ocasião a inestimável colaboração e boa vontade da Marinha Portuguesa, da Comissão Cultural da Marinha e do Museu de Marinha, na pessoa do seu Director, Capitão- 15

17 -de-fragata António Costa Canas. A cedência do emblemático edifício da Cordoaria Nacional é certamente um dos factores de êxito da Feira da A.P.A. Agradecemos também a valiosa colaboração da Câmara Municipal de Lisboa e do Turismo de Lisboa em várias fases da organização deste evento. Mantemos desde há alguns anos uma parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga a quem agradecemos na pessoa do seu Director, o Dr. António Filipe Pimentel esta valiosa colaboração. Os nossos agradecimentos vão também para a Associação dos Amigos do Museu Soares dos Reis do Porto, com quem temos um convénio de cooperação, na pessoa do seu Director o Dr. Álvaro Sequeira Pinto. Agradecemos ainda o precioso patrocínio do BPI, da Hiscox e da H.O.-Horta Osório Wines. Não poderíamos deixar de mencionar a dedicação e inspiração do Atelier Jorge Dentinho no desenho e planeamento do espaço da Feira: os resultados estão à vista. Os nossos agradecimentos também à Quinta da Grilla, em Alenquer, pela cedência de mobiliário para os espaços de lazer da Feira. Agradecemos ainda ao Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, na pessoa de Sara Fonseca, o empréstimo da escultura de Joana Vasconcelos, El Matador. Por últimos os meus sinceros agradecimentos aos meus colegas da Direcção da A.P.A., da Comissão Organizadora da Feira, do Secretariado, em especial à incansável Vera Morbey e a todos os profissionais que se empenharam nas várias tarefas que tornaram esta feira possível. Manuel Castilho Presidente da Direcção da Associação Portuguesa dos Antiquários 16

18 Bons hábitos Há quatro anos já que, por generosidade e deferência da Associação Portuguesa dos Antiquários, o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga ocupa um lugar central, à entrada da respetiva Feira e grande festa anual, retomando um bom hábito, longa e inexplicavelmente interrompido. Aí se apresenta institucionalmente, na exemplar missão que lhe incumbe de primeiro museu nacional e, nesse quadro efémero, por seu turno exibe o que de excecional pode atrair o visitante no horizonte cronológico mais imediato. Desta feita em coincidência com os últimos dias da notável exposição FMR. A Coleção Franco Maria Ricci (única apresentação internacional do excecional acervo reunido por quem foi e continua sendo referência incontornável para amadores e estetas). Mas também com a prossecução, por pouco mais de um mês, de outro evento irre - petível: Azul sobre Ouro. A Sala das Porcelanas do Palácio de Santos (com o privilégio que consubstancia poder contemplar, museograficamente instaladas, quase seis dezenas de exemplares ímpares do espólio conservado, há mais de três séculos, no escrínio dourado da mítica cúpula da que é hoje sede da Embaixada de França em Portugal); com a apresentação, como obra convidada, de Baco, Venus e Adonis, a esplêndida tela de Rosso Fiorentino que outrora rematou a Galeria de Francisco I em Fontainebleau (cedida pelo MNHA do Luxemburgo); com a possibilidade ainda de rever, no quadro da exposição O Belo Vermelho. Desenhos a sanguínea (séculos XVI- -XVIII), obras de Pontormo, Guercino, Morales, Calvaert, Rembrandt, Vieira Lusitano e vários outros, da coleção própria do Museu, em área por natureza reservada; enfim com o anúncio da abertura próxima (já em Maio) de mais outro projeto de exceção: Josefa de Óbidos e a invenção do Barroco português, a exposição há muito esperada. Cardápio de luxo, certamente, contribuindo, em si mesmo, para elevar, ao melhor nível, os padrões da própria feira, para a qual cada um reserva o seu melhor. Bastaria, aliás, um olhar global sobre a oferta expositiva do Museu, para ilustrar a relevância do mercado de arte na própria atividade de um museu e na constituição e enriquecimento do respetivo acervo da coleção reunida por Ricci, peça a peça, em antiquários e leilões; ao belíssimo Rosso do museu luxemburguês (generosa oferta de um particular); à possibilidade que o MNAA terá de evocar Josefa de Óbidos, decerto inviável sem o espólio acumulado por instituições públicas e particulares, nacionais e estrangeiras e por proprietários e colecionadores privados. Um espólio reunido, peça a peça, no decurso do tempo, em ampla parte em aquisições de ocasião. A presença do MNAA no grande certame anual da APA exprime, assim, o público reconhecimento do Museu ao movimento (não somente comercial, mas crítico) que o mercado de arte e o colecionismo representam, retomando um bom hábito que, na verdade, jamais deveria ter-se interrompido. E outros hábitos bons se retomaram em benefício coletivo. Há um ano atrás adestrava o Museu, no átrio principal, dispositivo 17

19 especial com vista a desvendar as novas obras de arte que, por aquisição, incorporação ou depósito, vinham enriquecer o seu acervo: e aí se apresentava o notável medalhão de bronze dourado, obra lusa à maneira de Itália, adquirido em Londres pela Direção- -Geral do Património Cultural, em finais de 2013 e destinado a enriquecer a renovada Galeria de Pintura e Escultura Portuguesas, que se conta inaugurar em breve. Hoje, o enriquecimento do acervo do Museu, que é de todos, pela generosidade conjugada do Estado e dos particulares, é já um hábito tal que houve que adoptar novo dispositivo digital, de molde a garantir uma visibilidade simultânea. Assim mesmo, lá se encontra outra grande e recente conquista (Narciso na Fonte, de Vieira Portuense, adquirido pela DGPC, de novo no mercado, em 2014) e, na oficina de restauro, entrou já nova e relevante aquisição: Virgem com o Menino e Anjos, raro primitivo português vindo à praça nestes primeiros meses de Bons hábitos, pois, os que unem em vez de dividir, conjugando todos no ponto geométrico e comum: o do amor à arte. Sem o qual não haveria mercado nem museus. António Filipe Pimentel Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga 18

20 Comissão de Honra Sua Excelência O Ministro da Defesa Nacional Dr. José Pedro Aguiar-Branco Sua Excelência O Ministro da Economia Doutor António Pires de Lima Sua Excelência O Secretário de Estado da Cultura Dr. Jorge Barreto Xavier Sua Excelência O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa Dr. António Costa Sua Excelência O Chefe de Estado Maior da Armada Almirante Macieira Fragoso Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Rino Passigato Exmo. Senhor Vice-Almirante José António de Oliveira Viegas Digmo. Diretor da Comissão Cultural da Marinha Exmo. Senhor Capitão-de-Fragata António José Duarte Costa Canas Digmo. Diretor do Museu de Marinha Exmo. Senhor Eng.º José João de Jesus Parrão Digmo. Diretor do Private Banking BPI Exmo. Senhor Dr. Gonçalo Baptista Digmo. Diretor Geral Innovarisk Underwriting Exma. Senhora Dra. Maria Leonor Couceiro Pizarro Beleza Mendonça de Tavares Digma. Presidente da Direção Fundação Champaulimaud Exmo. Senhora Dra. Conceição Amaral Digma. Presidente do Conselho Diretivo da Fundação Ricardo Espirito Santo Silva Exmo. Senhor Eng.º Luís Braga Cruz Digmo. Presidente da Fundação Serralves Exmo. Senhor Dr. António Filipe Pimentel Digmo. Diretor do Museu Nacional de Arte Antiga Exmo. Senhor Dr. Carlos Monjardino Digmo. Presidente do Conselho de Administração da Fundação Oriente Exma. Senhora Dra. Marina Bairrão Ruivo Digma. Diretora do Museu Vieira da Silva Exma. Senhora Dra. Teresa Vilaça Digma. Diretora da Casa-Museu Fundação Medeiros e Almeida Exmo. Senhor Dr. Victor Costa Digmo. Diretor Geral do Turismo de Lisboa Exmo. Senhor Dr. Artur Santos Silva Digmo. Presidente do Conselho de Administração Fundação Calouste Gulbenkian Exmo. Senhor Dr. Pedro Lapa Digmo. Director do Museu Berardo Exmo. Senhor D. José Maria Mascarenhas Digmo. Presidente da Fundação das Casas de Fronteira, Alorna e Távora Exmo. Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa Digmo. Presidente do Conselho Administrativo da Fundação Casa de Bragança Exmo. Senhor Arq.º Jorge Santiago Ponce Dentinho 19

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22 Comissão Organizadora Presidente da Direcção da APA Presidente da Comissão Organizadora da Feira Manuel Pires de Lima de Castilho Vice-Presidente da Direcção da APA Vice-Presidente da Comissão Organizadora da Feira José Sanina Secretário da Direcção da APA Isabel Lopes da Silva Tesoureiro da APA Pedro Froes Cardoso Pinto Vogal da Direcção da APA Pedro Baptista Representante do Associado D Orey Azulejos e Antiguidades Manuel D Orey Capucho Representante do Associado Galeria São Mamede Francisco Pereira Coutinho Secretariado Executivo Vera Morbey Affonso 21

23 O segredo está em construir um ambiente que seja revelador da personalidade de quem o ocupa e não de quem o cria. Trav. da Conceição n.º (à Rua do Século) Lisboa

24 Expositores 1/ Manuel Castilho 24 2/ Galeria João Esteves de Oliveira 26 3/ Miguel Arruda Antiguidades 28 4/ D Orey Azulejos e Antiguidades 30 5/ Porcelana da China 32 6/ Galeria São Mamede 34 7/ Galerie Afrique 36 8/ Ricardo Hogan Antiguidades 38 9/ São Roque, Antiguidades e Galeria de Arte 40 10/ Isabel Lopes da Silva 58 11/ J. M. Baptista Jóias, Pratas e Antiguidades, Lda 60 12/ Rota do Tempo João Ramada 62 13/ Ilídio Cruz 64 14/ Manuela Lírio 66 15/ Manuela Gil Antiguidades 68 16/ José Sanina Antiquário 70 17/ Helder Alfaiate Galeria de Arte 78

25 01 MANUEL CASTILHO Contacto Manuel Castilho Rua D. Pedro V, Lisboa Tel Tm / João Vieira 1993 Acrílico sobre cartão Cabeça de Buda Século XVI Bronze Chiang Saen, Tailândia 24

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27 02 GALERIA JOÃO ESTEVES DE OLIVEIRA Contacto João Esteves de Oliveira Rua Ivens, Lisboa Tel.: Tm.: / José Pedro Croft Sem título, 2001 Água tinta 40 x 61 cm Miguel Branco S/ título (A Biblioteca) # 2, cm x 14,2 cm Carvão, grafite, lápis branco, lápis negro e pastel seco, sobre papel Waterford com base de gesso monocromo 26

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29 03 MIGUEL ARRUDA ANTIGUIDADES Contacto Miguel Arruda Rua de São Bento Loja Lisboa Tel.: Tm.: Fax: Mesa Tric-Trac Período Directório Francesa, final do século XVIII Madeira de mogno com aplicações em metal. Apresenta Jogo de Gamão desenhado com embutidos em marfim e marfim colorido de verde. 112 x 74 x59 cm 28

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31 04 D OREY AZULEJOS E ANTIGUIDADES Contacto Manuel Capucho Rua do Alecrim, Lisboa Tel.: Tm.: Carlos Botelho. Óleo sobre madeira (Carlos Botelho ) São Sebastião em pedra de ançã, peça portuguesa, século XVI. Prato recortado redondo decorado a azul com marca Real Fábrica do Rato, período Tomás Brunetto ( ). Batalha Naval Século XVIII. 234 azulejos, 168 cm de altura x 308 cm de comprimento Painel de azulejos do século XVIII, período rococó, em faiança azul-cobalto sobre branco, de fabrico de Lisboa. A cercadura é constituida por moldura de concheados perfurados, limitada lateralmente por duas pilastras. No centro a representação de uma Batalha Naval entre navios da Grã-Bretanha e do Império Otomano. As cenas representadas nos painéis de azulejos desta época eram usualmente copiadas de uma forma livre, de gravuras coevas. 30

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33 05 PORCELANA DA CHINA Contacto Maria Eduarda Mota Rua Melo e Sousa, 9 A/B Estoril Tel.: Tm.: Prato China Porcelana c Diâm. 23 cm Proveniência: Particular Bibliografia: Maria Antónia Pinto de Matos Cerâmica da China, Colecção RA, Vol. II, pág. 307 e Hervouet La Porcelaine des Compagnies des Indes, pág. 267, fig Prato em porcelana da China de exportação decorado com esmaltes da família rosa, mostrando ao centro tema da Ressureição de Cristo. Na aba cercadura de influência rocaille. 32

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35 06 GALERIA SÃO MAMEDE Contacto Francisco Pereira Coutinho Rua da Escola Politécnica, Lisboa Tel.: Tm.: João Cutileiro Árvore Escultura em pedra e ferro 146 x 62 x 50 cm Paulo Neves Série anéis, 2015 Escultura em madeira 110 x 130 x 30 cm 34

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37 07 GALERIE AFRIQUE Contacto Alain Dufour 71 Quai de la Pie SAINT MAUR FRANCE Tel.: +33 (0) Tm.: +33 (0) Fax: +33 (0) Estátua Chokwe /Lunda Século XIX Madeira 50 cm Bibliografia: Escultura Angolana; Electa, Museu Nacional de Etnologia, Lisboa Proveniência: Colecção privada Paris Estátua representando um ancestral. Século XIX Madeira e tachas de latão 9 cm Bibliografia: Exemplar semelhante Angola Figuras de Poder Museu Dapper, 2010 Proveniência: Colecção privada Paris Caixa para tabaco representando uma personagem acocorada ancestral. Propriedade de um grande chefe, tendo sido utilizada em cerimónias rituais. Caixa para tabaco Chokwe 36

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39 08 RICARDO HOGAN ANTIGUIDADES Contacto Ricardo e Cristina Hogan Rua São Bento, Lisboa Rua Augusto Rosa, 11/ Lisboa Tel.: / Tm.: Sagrada Familia Conjunto escultórico em madeira estofada e policromada, representando Nossa Senhora, São José e o Menino Jesus. Portugal, época D. Maria, século XVIII. Dimensões: aproximadamente 40 cm 38

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41 09 SÃO ROQUE, ANTIGUIDADES E GALERIA DE ARTE Contacto Mário Roque Rua de São Bento 199-B Lisboa Tel./Fax: Tm.: Paraíso Ceilão Século XVI/XVII Marfim policromado 23 X 47 X 12cm Proveniência: Colecção particular Fantástica peça da imaginaria luso-cingalesa, representando Adão e Eva no Jardim do Éden, rodeados pelos animais da Criação, a única representação conhecida em três dimensões. A cena traduz o momento em que a serpente maléfica se desenrola e Eva convence Adão a repartir o apetitoso fruto. O tratamento das figuras é feito de maneira muito detalhada, com expressão suave e delicada, ao jeito cíngalo português: o cabelo lembra príncipes búdicos, em madeixas de sulcos finos e justapostos, muito semelhantes aos das Virgens do Ceilão; o fácies é idêntico aos exemplares desta ilha, com nariz adunco, olhos amendoados, queixo miúdo, boca cerrada e pescoço ligeiramente alteado; a colocação das mãos e os dedos afuselados, remetem a outras peças oriundas desta região que retractam o mesmo tema: placas, contadores e ventos. Para além dos peixes no rio Paraíso estão aqui representados, a vaca, o cavalo, o camelo, o elefante, a avestruz, a tartaruga, a ovelha, os patos, etc. chamamos a atenção para o leão, Simha em sânscrito, o símbolo do povo cingalês, como testemunha o selo do Imperador Bhuvanekabahu VII do Ceilão, aposto na carta que enviou a Catarina da Áustria em

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43 SÃO ROQUE, ANTIGUIDADES E GALERIA DE ARTE Papeleira-Oratório com Águia Bicéfala China / Sudeste Asiático Século XVII/ XVIII Pinho do Japão, laca e ouro 279 x 107 x 58 cm Proveniência: Colecção particular Bibliografia: CARVALHO, P. Moura, O Mundo da Laca 2000 anos de Historia, Lisboa, F. C. G Cómoda papeleira com alçado-oratório, em madeira lacada a negro, vermelho e ouro, e constituída por dois corpos, magistralmente unidos, quer no seu caracter arquitectónico, quer em termos cromáticos. O alçado apresenta cimalha em arco recurvo, centrado por águia bicéfala coroada, rematado por cruz ao centro e pinázios nos cantos. O contraste barroco é obtido pelo uso de uma austera superfície, maioritariamente negra, com ligeiros sublinhados a dourados, face à laca vermelha enri - quecida a ouro, que surpreende, quando da abertura das duas portas do oratório. Neste interior, um arco adossado à cimalha é suportado por duas colunas salomónicas, com decoração floral de talha baixa. A ladeá-las dois nichos formados por arcos e colunas análogas. Um resplendor elíptico a ouro, marca o centro do cenário para o crucifixo, símbolo de adoração e fé cristã. No corpo inferior, a comoda papeleira é lacada a preto e decorada a ouro com motivos chineses. O escritório é ligeiramente recuado e a fábrica apresenta um nicho central, ladeado por gavetas e escaninhos. Ferragens em prata e pegas laterais em latão prateado. A sua origem é certamente o sul da china, não só pela qualidade da laca pintada a ouro e da talha, que nos faz lembrar as arcas e tabuleiros do sudeste asiático, mas também pelo facto de tanto as gavetas como os pés estarem marcados com caracteres chineses. Embora saibamos que a aguia bicéfala no oriente, é em muitos casos um mero elemento decorativo, símbolo erudito de propaganda contra-reformista, neste contexto e atendendo à sua tipologia, leva-nos a pensar que se trata de uma encomenda agostinha, podendo tratar-se eventualmente de uma peça que pertenceu a alguém com um elevado cargo eclesiástico nesta ordem. 42

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45 SÃO ROQUE, ANTIGUIDADES E GALERIA DE ARTE Comoda Luís XV França, estampilhada Étienne Clavel Cerca de 1760 Madeira, laca, bronze e brecha 89 x 133 x 65 cm Bibliografia: Guillaume Janneau, Les Meubles Du Style Régence au Style Louis XV, Paris Flammarion 1929; Le Mobilier du XVIII Siecle en France et en Europe, Paris, Mengès 1991 Proveniência: Colecção particular Peça de grande valor artístico, obra de um importante menuisier ébéniste, Charles Étienne Clavel (c e 1776) e certificada através de dupla estampilha. Esta cómoda bombée com tampo de mármore, estrutura rectangular e pernas galbadas, apresenta-se delineada por filamentos em bronze dourado, reforçados de ornamentos rocaille, nos cantos e nos pés. A ondulação da frente, composta por duas gavetas, sem travessas visíveis, permite que a decoração se expanda livremente. A sua estrutura simétrica, coberta por chinoiserie em laca de cores quentes sobre fundo negro, desenhando temas vegetalistas e borboletas, é contrariada pelo desenho de pássaro exótico, inscrito numa linha oblíqua, com o propósito de alterar o equilíbrio da composição e reforçar a singularidade desta peça, tão característica do estilo Luís XV. 44

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47 SÃO ROQUE, ANTIGUIDADES E GALERIA DE ARTE Talha em Faiança Portuguesa Lisboa, Faiança 40,0 cm Bibliografia: Peça idêntica em Sandão, Arthur Faiança Portuguesa, Vol. I, p. 35 Proveniência: Colecção particular Faiança Portuguesa Magnífica e invulgar talha de faiança portuguesa, da segunda metade do século XVII, com pronunciada forma bojuda, duas asas características e gargalo elevado, de bordo ondulante e divergente, coberta de esmalte estanífero branco com decoração policroma pouco vulgar. O uso do azul de cobalto e do amarelo de antimónio, com alguns apontamentos verdes resultantes da mistura destes dois pigmentos, é complementado pelo desenho acentuado dos contornos negros, realizados a manganés concentrado, o que permite situar a peça numa fase avançada do terceiro quartel do século XVII, cerca de A decoração desta talha é igualmente muito original, com duas cartelas de enro - lamentos maneiristas ao gosto flamengo, uma centrada por graciosa alegoria legendada AMOR, com cupido alado, armado de arco e flecha, e a outra com figura feminina segurando cornucópia florida, alegoria à Abundância. Por baixo das asas, evidenciam- -se duas corujas que se destacam das ramagens, como o elemento mais original da decoração da peça, idênticas às que aparecem representadas em frontais de altar dos meados do século XVII, como um dos colaterais da Igreja de São Pedro, em Almargem do Bispo, e outro, com Emblema Carmelita, do Museu de Machado de Castro, em Coimbra, bem como nos azulejos de um dos nichos da casa de fresco dos Jardins do Palácio dos Marqueses de Fronteira, em Lisboa, de cerca de

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49 SÃO ROQUE, ANTIGUIDADES E GALERIA DE ARTE Armando aos Pássaros ou Paisagem na Tapada da Ajuda Columbano Bordalo Pinheiro Óleo sobre tela ,0 x 98,0 cm Bibliografia: Pessanha Columbano, 1897; Diogo de Macedo Columbano, Lisboa Artis 1952, p. 22; Elias Columbano Bordalo Pinheiro 2002 p. 58; Columbano Bordalo Pinheiro , Museu do Chiado Lisboa, 2007, p. 61. Proveniência: Antiga colecção Colecção Tomaz Azevedo e Silva, adquirida directamente ao pintor. Exposições: Provas para bolseiro em pintura de paisagem, Lisboa 1879 Columbano Bordalo Pinheiro , Museu do Chiado Lisboa, Magistral pintura e invulgar obra, já que maioritariamente o artista pintou cenas de interior, numa composição rectangular dividida fundamentalmente por duas linhas horizontais. Uma criança deitada de barriga para baixo, descalça e sem medo, espera que pássaros caiam em suas armadilhas, num campo de vegetação rasteira pontilhada de algumas pequenas flores amarelas que brilham como seu cinto de faixa ou atilho vermelho. Transpondo a primeira linha, erguem-se copas de árvores que recortam o céu e abanam com o vento, de uma extrema beleza pictórica. Quase ao centro um quente de cor, este o verdadeiro terceiro plano, de terra lavrada e algum casario. As nuvens cinzentas sob um sol que quase já se pôs num ambiente de grande poesia e ternura. Uma paleta sábia da natureza, precisa e exacta de uma hora do dia, com o chegar do vento e das carregadas nuvens cinzentas, antes da forte chuva. Só o vermelho da faixa dos calções do rapaz surpreende o olhar do observador, para o alertar e fazer parar à paz deste grande momento. 48

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51 SÃO ROQUE, ANTIGUIDADES E GALERIA DE ARTE Pulseira Owo/ Yaruba Nigéria Século XVI/XVII? Marfim alt. 12,7 cm; diâm. 10,5 cm Bibliografia: Existe um exemplar muito idêntico no British Museum (cota - Af1898, ) Proveniência: Colecção particular Raríssima bracelete em marfim de Chefe / Oba do reino Owo, povo Yoruba A pulseira, com grande força visual, em duplo cilindro e com uma decoração de duas bandas, em espelho. Num dos registos, o OBA, figura central com grande expressividade, de pescoço comprido, olhos com pupilas proeminentes, chapéu cónico e cintas cruzadas, elementos de fantasia adoptados pelos governantes de Owo e Benim. Está rodeado por guerreiros, simbolizando o seu exército. Na outra banda, dois sacerdotes flanqueiam um Opanifá e, em espelho, dois guerreiros ao lado de um crocodilo que engole um mudfish, símbolo de Olunkun, deus do reino aquático. As braceletes em marfim, são de uso exclusivo dos Chefes. A brancura do marfim sugere a espuma do mar e reflecte a estreita ligação do soberano ao Olukun, deus do mar. 50

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