AGRONEGÓCIO SUINÍCOLA

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1 AGRONEGÓCIO SUINÍCOLA Janete Pereira Amador UFSM - Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção CAMPUS Santa Maria - RS - João Eduardo da Silva Pereira UFSM CCNE - Departamento de Estatística CAMPUS Santa Maria - RS - Nilton Wittmann UFSM - Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção CAMPUS Santa Maria - RS - Atividade Econômica: Estratégia, organização e tecnologia Área: Economia Industrial ABSTRACT: The present study made with aim of providing a better understanding of the swine industry considering its importance to the national economical development. This work includes a historical retrospective of the swine business from the moment it started, its industrial exploration, in the mid seventies, up to the present days. Within this period of time the study made a market analysis, in which the swine industry was situated at national and international levels, exportations and market perspectives for the next millennium. Concluding, some strangling points in the productive chain also were considered, as well as, methodologies used to suppress these points. KEYWORDS: swine, production, industry RESUMO: O presente estudo tem como objetivo proporcionar um melhor entendimento da industria de suíno, devido a grande importância que essa representa para o desenvolvimento econômico nacional. Este trabalho consta de uma retrospectiva histórica do agronegócio suinícola a partir da exploração industrial, em meados da década de setenta., até o presente dia. Dentro desse período de tempo foi feito uma análise de mercado da suinocultura nacional e internacional, exportações, indústrias e perspectivas, de mercado para o próximo milênio. Concluindo, foram levantados alguns pontos de estrangulamento do processo produtivo, bem como metodologias pra supri-los.

2 1. INTRODUÇÃO O conceito de agribusiness foi criado na década de cinqüenta, por dois economistas americanos, devido as grandes transformações tecnológicas ocorridas na agricultura a nível mundial. Tais mudanças levaram a formação dos complexos agroindustriais fazendo com que o agricultor moderno passa-se a se especializar em áreas de cultivo criação, deixando as outras atividades, como armazenamento, processamento e distribuição, serem realizadas por outras organizações além de sua fazenda. No Brasil os agronegócios (equivalente a agribusiness) começaram a partir da década de sessenta com a revolução agrícola, onde houve a importação de pacotes tecnológicos. Com isso as atividades agrícolas e pecuária começaram a fazer parte de uma complexa cadeia produtiva que envolve desde a fabricação de insumos, a produção nas fazendas, assistência técnica, industrialização, exportação até o consumidor final. De acordo com HADDAD (1998, p. 72), os agronegócios representam mais de 30% do nosso produto interno bruto, emprega mais 35% da população economicamente ativa residente e responde por 40% das exportações. Dentro desse universo de agronegócios surge a suinocultura, uma atividade que propicia ótimas oportunidades para investimentos, e também a possibilidade de transformar cereais (milho e soja), resíduos e alimentos não convencionais em carne nobre de alto valor protéico. Segundo estimativas do National Pork Producers Council (NPPC), em cada tonelada (ton) de carne suína exportada estariam agregadas 3,53 ton de milho. Desta forma, as exportações de carne são uma forma alternativa de incrementar as exportações de grãos. A importância da suinocultura também pode ser avaliada através da análise de seu mercado mundial que indica ser a carne mais consumida do mundo. Além disto a crescente industrialização abre novas oportunidades para agregar maior valor aos produtos derivados, gerando novos empregos e uma maior atividade econômica. No brasil o consumo de carne suína, ocorre 70% na forma de produtos industrializados sendo vendidos a preços superiores aos da carne inatura, o que pode representar um substancial retorno financeiro para os diferentes agentes econômicos envolvidos na cadeia produtiva. Portanto, tendo em vista a indubitável importância da suinocultura para o desenvolvimento econômico nacional. O presente trabalho pretende abordar alguns pontos relevantes, para um

3 melhor entendimento do agronegócio suinícola. 2. EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DE SUÍNOS NO BRASIL Nas últimas décadas, a suinocultura brasileira tem sofrido uma série de transformações significativas; essas começaram pelas questões genéticas, a partir da implantação de raças com maior rendimento de carne em detrimento da gordura, passando pela alimentação dos animais a qual prioriza rações balanceadas. Além da genética e da alimentação, as inovações atingem também o manejo dos suínos, com o surgimento de novas instalações, equipamentos e uma série de novas formas de criação. O objetivo dessas mudanças é produzir um novo tipo de animal, que possibilite uma melhor rentabilidade aos frigoríficos e atenda às novas exigências de mercado, o qual não mais tem interesse na gordura, mas sim na carne. Tais modificações começaram a ser intensificadas a partir da década de setenta, com uma política de crédito que distribuiu subsídios ao setor agro-industrial, permitindo a ampliação para absorção da produção. A importação de pacotes tecnológicos, inclusive genético, se fez presente nessa década, contribuindo para o aumento da produtividade. Em 1970, o volume de suínos produzidos foi de 705 mil toneladas, entrando na década de oitenta com mil. toneladas. (ABCS, 1998, p. 5). Ao contrário dos anos setenta, o início da década de oitenta não foi muito favorável ao crescimento da produção, a qual ficou estagnada. De acordo com CORRÊA (1991 p.89), nesse período os preços pagos ao produtor não permitiram novos investimentos, e dados levantados pelos institutos de pesquisa econômica apontam que o produtor, obteve lucros com a atividade em apenas 15% dos meses trabalhados dificultando, com isso, a conservação e manutenção de matrizes e dos equipamentos. De acordo com ALBANO (1990 p.75), os resultados obtidos na década de oitenta apontaram a influência da conjuntura econômica existente, um período com recessão e com distorções de renda. Isso ocorreu, de um lado, em função de reduzidos ganhos de produtividade, e de outro, pela redução no consumo. A partir do final dos anos oitenta, a produção voltou a crescer. Essa expansão ocorreu em razão de uma menor oferta de carne bovina e da recuperação de ganhos reais nos salários, resultante da política econômica implantada pelo governo em março de 1986 (Plano Cruzado). Nesse ano, os preços dos principais insumos foram incentivados, com incremento da produção, propiciando a

4 entrada de novos criadores e retorno daqueles que estavam afastados do processo de produção. De acordo com ROPPA (1996 p.24) a década de noventa está sendo marcada pela recuperação da suinocultura nacional. Na evolução da produção pecuária no Brasil, a suinocultura aparece no segundo lugar em crescimento, com média de 38,2% no período de 1990 a ALMEIDA (1998 p.15), relata que o Brasil é responsável por 2% da produção mundial de carnes. Possui um plantel estimado em 35,6 milhões de cabeças. o que lhe garante o quarto lugar no ranking mundial. Em relação a produção de carne posiciona-se como o décimo segundo maior produtor. Isto ocorre, pois convivemos com duas suinocultura distintas. Uma, tradicional, constituída por animais que possuem baixo desempenho zootécnico e que adota pouca tecnologia. Localizada, principalmente, ao norte, sendo responsável pela diminuição dos índices nacionais. A outra suinocultura localizada na região sul e é responsável por 80 a 90% do total dos animais abatidos sob o Serviço de Inspeção e Fiscalização do Ministério da Agricultura. Onde há predominância de animais com genética definida para produção de carne, com taxa média de desfrute de 100 a 110%, sendo que no Estado de Santa Catarina este índice chega a 160%. A produtividade média do criatório nacional é de 16 leitões/porca/ano, e dos produtores integrados 25,5. A distribuição do rebanho brasileiro encontra-se no Quadro REGIÃO PLANTEL* % PLANTEL* % SUL 15,2 48,5 10,4 31,5 NORDESTE 7,1 22,5 9,4 28,5 SUDESTE 5,8 18,4 6,0 18,2 CENTRO OESTE 2,5 7,9 3,5 10,6 NORTE 0,9 2,9 3,7 11,2 TOTAL 31, ,0 100 QUADRO 01 Variação do rebanho brasileiro nas diferentes regiões do Brasil *Milhões de cabeças Fonte: ROPPA,1996 Ao analisarmos o quadro anterior observa-se que houve uma grande evolução da década de 70 a atual, com destaque para região centro-oeste, devido a migração da fronteira agrícola para os estados dessa região. A produtividade média de algumas granjas chega a alcançar 23 a 24 leitões/porca/ano e abate com média de 100 kg de peso vivo em torno de 140 dias. A suinoclutura brasileira, nas últimas décadas, alcançou excelentes avanços, principalmente nas

5 áreas de nutrição e genética, que diminuíram de forma consistente os níveis de gordura intramuscular e de espessura de toucinho. Se em 1970 era comum encontrar espessuras de 3,0 a 4,0 cm, hoje com bons animais esse valor situa-se abaixo de 1,5 cm. Nos últimos anos houve um acréscimo de14% no ganho médio diário (GMD), com uma melhoria de conversão alimentar (CA). A espessura de toucinho (ET) diminui em média 54,6% e o número de dias necessários para produzir um animal de 90 kg de peso vivo baixou de 160 para 136 dias o que representa uma economia de 17,5% do tempo necessário. Portanto, através desses dados podemos observar um processo produtivo dinâmico, que se encontra em constante evolução na busca de um produto com características de qualidade específicas, direcionada para um mercado com padrões bem definidos e que exige um produto dentro de limites estreitos de especificação a um preço competitivo, dentro de um contexto de globalização, a nível interno e internacional. 3. MERCADO SUINICOLA NACIONAL E INTERNACIONAL De 1970 a 1995 a suinoclutura mundial cresceu numa taxa de 1,9% ao ano em relação a quantidade de animais. Os abates cresceram 2,5% ao ano e a produção de carne 3%. Em 1995 o plantel total de suínos no mundo foi de 873 milhões de cabeça (60% a mais que em 1970) e o número de animais abatidos, 998,5 milhões (86% a mais que em 1970). Nessa época a produção foi de 72,29 milhões de toneladas de carne (18% a mais que em 1970). A produção mundial e o rebanho suíno estão concentrado principalmente na Ásia e Região do Pacífico (49,5% e 55,9% respectivamente), seguidos pela Europa e a ex URSS (33 e 25,7%), pela América do Sul e África (ROPPA, 1996, p.24). De acordo com dados do USDA (United States Department of Agriculture) a carne suína representa 44% do total de consumo de carnes, frente da carnes bovinas 28%, de aves 24% e outras 4%. A posição de liderança a nível mundial adquire maior importância ao considerarmos que em alguns países não ocorre consumo devido a questões religiosas. Com tudo nos grandes países consumidores, como Bélgica, Republica Theca, Dinamarca o consumo chega a 65 kg hab/ano (Tabela 1). Entretanto a contribuição global deste consumo é limitado pelo fato destes países serem pequenos e a população reduzida. Por outro lado, mesmo com quase metade deste consumo percapita, a China esta em posição estratégica no mercado internacional, já que possui o maior rebanho e a maior produção de carne. Já no Brasil o consumo é baixo em relação a outros países. No entanto este vem crescendo, em 1998 foi de 9,4 kg e segundo algumas projeções este atingirá 13,5 kg no início do próximo século.

6 Países Produção (ton) Consumo (kg) China EUA Alemanha França 2, Espanha Rússia Holanda Polônia Brasil Dinamarca Itália Japão Tiwan Canadá Reino Unido Republica Theca Argentina TABELA 1 - Produção e consumo per capita de carne suína Fonte: ABCS, 1999 Embora o desenvolvimento do mercado interno seja importante para a expansão da indústria, a maior parte do crescimento projetado para suinocultura brasileira seja voltado para as exportações. De acordo com FÁVERO (1999, p.22), no mercado internacional, em 1998, o Brasil exportou 85 mil toneladas de carne registrando um volume de exportação 30% maior que o de 1997 e uma receita cambial de US$ 160 milhões (10% a mais que 1997). Para o ano 2000 estima-se que será exportado 250 mil toneladas com isso atingindo o valor de US$ 600 milhões. Isto colocaria o Brasil no mesmo nível de produção de países com tradição na produção de suínos, como Rússia e Holanda, os quais tem demonstrado tendências consistente de redução. No ranking das maiores empresas exportadoras a CEVAL assumiu a liderança, com 29,3%, SADIA em segundo com 19,4% e a Perdigão em terceiro com 12,7% do total exportado. Essas três localizam-se no estado de Santa Catarina, que é o responsável por 61,5% das exportações brasileiras. O Rio Grande do Sul responde

7 por 12,7% do total exportado. DESCHAMPS, et al. (1998, p.243) cita alguns fatores que contribuem para a expansão das exportações brasileiras, como: baixo custo de produção da carne suína brasileira; acordo da Rodada Uruguai (GATT), reduzindo subsídios que beneficiavam mercados competidores; problemas sanitários na Holanda (Peste Suína Clássica) e Taiwan (Febre Aftosa); reconhecimento, por organização internacional, de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como áreas livres de Febre Aftosa com vacinação e Peste Suína Clássica. TANK (1997, p.19), relata que o Brasil terá um papel estratégico no mercado de exportações, tornado-se um dos maiores concorrentes dos EUA até o ano de 2002 (Tabela 2). Conforme estas projeções, somente quatro regiões no Mundo (EUA; Canadá, Leste Europeu, representado por Polônia, Hungria, Ucrânia e Romênia; e América do Sul, representada por Brasil e Argentina) possuem potencial de expansão para atender à crescente demanda mundial de carne suína. Ranking Dinamarca Dinamarca Polônia 2 Holanda Canadá Brasil 3 Taiwan Polônia Canadá 4 Canadá Leste Europeu Dinamarca 5 Polônia China Leste Europeu TABELA 2 - Principais competidores dos EUA em exportações de carne suína Fonte: TANK, 1997 A conquista do mercado Africano em 1997 e possíveis acertos com a Rússia (um dos maiores mercados importadores do mundo) e Itália, projetam boas perspectivas para as exportações brasileira em O Japão também surge como um futuro importador de carne suína brasileira a partir do segundo semestre de 1999 (FÁVERO, 1999, p.24). 4. ALGUNS ASPECTOS IMPORTANTES DA ESTRUTURA COMPETITIVA DA INDUSTRIA DE SUÍNOS A tendência da suinocultura a nível mundial é de concentração e especialização, caracterizando pela produção cada vez mais eficiente e por um número menor de produtores. De acordo com ROPPA (1998, p. 28) a especialização do setor ocorre em função de maior eficiência de produção, visando

8 redução de custos e aumento das receitas. O mesmo autor ainda relata que no Brasil a produção segue a mesma tendência de especialização, nesse sentido o sistema de integração com a agroindústria tende a crescer. As formas de integração, podem ser vertical e horizontal. Na vertical os produtores recebem material genético, produtos veterinários, orientação técnica e demais insumos de uma empresa ou cooperativa que se compromete a comprar o animal. Na horizontal os diversos produtores se agrupam para reduzir seus custos e conseguirem maior poder de barganha por melhores preços na venda dado que este é estipulado pelos frigoríficos. SKORA & GONÇALVES (1997, p.51) relatam que o sistema de integração é caracterizado por uma grande dependência do produtor ao frigorífico tanto quanto o fornecimento de insumos quanto do preço de venda do animal para abate. Observa-se a inexistência de diferenciação de insumos e substitutos - dado que o produto é sempre o mesmo - e de concentração de fornecedores - devido a capilaridade e dispersão geográfica do sistema de fornecimento. Além destes fatores o elevado número de pequenos produtores dificulta influência quanto ao volume de vendas destes para a indústria. Segundo dados do IPARDES (1994, p. 32) do total de dos produtores estimados de suínos em Santa Catarina (o maior estado produtor) são integrados aos frigoríficos e responsáveis pela maioria da produção. Este sistema é adotado principalmente pelas empresas líderes, sendo considerado pelos empresários como um elemento crucial da competitividade de suas firmas. A ascendente concentração do mercado suinícola pode ser verificada pelo fato que em 1980 os quatro maiores frigoríficos possuíam 28,10% do total do abate da região sul, passando a 48,47% em 1985, 48,7% em 1990 e para o ano de 1996, 53,28 %. As maiores empresas são, pela ordem, a Sadia, Perdigão, Ceval e Chapecó que coexistem com expressivo número de pequenas e médias empresas que atuam em nichos de mercado. A liderança por parte dessas empresas pode ser considerada estável, havendo somente uma substituição no período de 17 anos, com a Ceval assumindo a posição de destaque após a aquisição de diversas plantas. Esse processo de concentração ocorreu, principalmente, pela centralização de capitais e pela busca da diversificação da produção das grandes empresas. Deste modo, várias empresas menores foram adquiridas pelas líderes do setor, tanto no setor de suínos, como nos setores de rações, aves e bovinos. No entanto verifica-se algumas iniciativas para mudar esse quadro, como a instalação de frigoríficos por parte de cooperativas, através de um processo de verticalização da produção, já que atuam no mercado de grãos e rações. Com relação aos custos de produção ROPPA (1998, p.28) argumenta que o Brasil apresenta um dos menores, custos variando de U$ 0,75 a 0,85 dependendo da região, perdendo apenas para China,

9 onde o salário mínimo é de cerca U$ 50,00. Os demais países tem custos maiores que os brasileiros. Nos Estados Unidos o valor é de U$ 0,95 a 1,00 por quilo. Nos países da Comunidades Européia, em cerca de U$ 1,20, e no Japão, que é o maior importador do mundo, em mais de U$ 2,50 por quilo vivo. Quanto a ameaça de novos frigoríficos entrarem no mercado é pequena, pois existe forte apego a marca por parte dos consumidores, acostumados com a visibilidade de produtos Sadia, Perdigão e Ceval em supermercados, feiras e em comerciais. Outro ponto importante é o sistema de integração, um novo competidor para ter acesso a matéria-prima teria que montar seu próprio sistema. A concentração do mercado em quatro grandes empresas aumenta a possibilidade e o impacto de retaliações. Observa-se, porém, a possibilidade de empresas transnacionais virem a instalar plantas no país (SKORA & GONÇALVES, 1997, p.60). O que está ocorrendo entretanto de acordo com ANUALPEC (1998, p.309), é que pela grande capacidade competitiva da região centro-oeste, as empresas do sul irão espandir-se para essa região como é o caso da Perdigão que esta construindo um dos maiores complexo agro-industriais do país, localizado em Goiás. Quando, em seu pleno funcionamento que ocorrerá no final de 1999, esta previsto o abate diário e industrialização de 3500 suínos e 280 mil aves. Outra questão importante é com relação a distribuição da produção essa torna-se onerosa devido a deficiência do sistema de transporte. Segundo LOURENÇO (1996, p.3) ainda na dependência dos resultados da construção e/ou fortalecimento do conjunto de grandes projetos na região sul, é caso da duplicação das rodovias BR 101, BR 116 e BR 376, da modernização portuária (o porto de Paranaguá oferece tarifas por volta de US$ 25,00 a tonelada, contra a média internacional entre US$ 2,00 e US$ 7,00), da retomada da construção de duas pontes sobre o Rio Paraná, incorporando o potencial agrícola do Mato Grosso do Sul e Paraguai e a ampliação da oferta, distribuição e transmissão de energia elétrica. 5. PONTOS DE ESTRANGULAMENTO DA CADEIA PRODUTIVA NO BRASIL A Produção de carne suína no Brasil se encontra em níveis inferiores aos dos países com menor rebanho, indicando a necessidade de maior eficiência no processo de produção. O país precisa aumentar sua produção, tanto porque o consumo a nível interno ainda é baixo, como também para atender ás demandas de seus mercados importadores.

10 Para incrementar o consumo interno, órgãos ligados ao setor criaram um fundo, a partir da contribuição de R$ 0,10 sobre cada suíno abatido para financiar campanhas de marketing. A nível de mercado externo, a industria brasileira ainda precisa remover algumas barreiras de fundo sanitário que limitam seu potencial de exportação, devido ás deficiências existentes no país em termos de diagnóstico e controle de doenças com impacto econômico sobre a produção, nesse caso, a padronização de diagnósticos seriam fundamentais para a abertura de novos mercados internacionais. DESCHAMPS, et al. (1998, p. 254) cita algumas estratégias para minimizar estas deficiências: formação e certificação de uma rede de laboratórios de diagnóstico a nível nacional; formação de recursos humanos nas áreas de epidemeologia e diagnóstico de enfermidades de suínos; implantação de sistemas de monitoramento, para obtenção de perfil sorológico, dados de performance de produção e de linhas de abate; criação de normas de bioseguridade para material importado (animais, sêmen e embriões). Outra área estratégica seria a qualidade da carne. Quanto demanda por carne magra, esta já foi atendida pelos programas de melhoramento genético os quais são capazes de produzir animais com alto ganho de peso e pequena proporção de gordura na carcaça. Outro aspecto da qualidade da carne é a questão da bioseguridade alimentar. Esta encontra-se na dependência da eficiência de programas de monitoramento e diagnóstico em toda a cadeia produtiva. Com relação aos sistemas de transporte, para distribuição da produção, a alternativa seria a efetivação dos projetos da duplicação das rodovias mencionadas anteriormente, a modernização do porto de Paranaguá bem como a implementação dos modais de transportes alternativos. Uma área de grande impacto sobre a expansão da suinocultura é o controle de dejetos, cujos potenciais efeitos danosos ao meio ambiente irão se tornar críticos com o aumento do volume de produção. Portanto, sistemas de manejo de dejetos são parte fundamental de qualquer projeto visando a implantação de unidades de produção de suínos em todo mundo. Porém, este sistemas também possuem um bom potencial de retorno financeiro, pela possibilidade de tratamento e posterior utilização dos dejetos como fertilizantes na lavoura e para outros fins. Um outro aspecto a considerar é que algumas regiões perderam competitividade em conseqüência dos altos custos da implantação de novas tecnologias e da especialização da cadeia produtiva. Como

11 estas tendências são irreversíveis fundamentais para futura sobrevivência no mercado, tais custos terão de ser absorvidos pela industria e minimizados através de estratégias alternativas uma destas alternativas seria o aumento da automação do sistema produtivo, o que poderá melhorar eficiência, mas irá reduzir a utilização da mão de obra, requerendo profissionais de maior qualificação, enfim mais investimentos em formação e treinamento de recursos humanos, bem como melhorias nas condições de trabalho ( DESCHAMPS, et al. 1998, p. 270). 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS É oportuno ressalvar, que os indicadores escolhidos, não mensuram toda extensão conceitual das dimensões abordadas, mas em seu conjunto, esperamos ser suficiente para permitir uma visão do Agronegócio Suinícola Nacional. Portanto com base no apresentado, observamos que a suinocultura desponta como um dos setores de economia nacional que pode ampliar seu crescimento acima das taxas atuais. As razões para este crescimento residem nas próprias características do produto, que tem perspectivas para crescer no mercado interno e, principalmente, aumentar a participação brasileira no mercado mundial. 7. REFERÊNCIAS BUBLIOGRÁFICAS ALBANO, F. De olho no mercado futuro. Avicultura e Suinocultura Industrial. n.970, p São Paulo, ALMEIDA, S. Ano do porco. Suinocultura Industrial. n.130, p São Paulo. Anuário 1998 ANUALPEC 98: Anuário da Pecuária Brasileira. São Paulo: FNP Consultoria e Comércio, p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS. Relatório de registro genealógico e provas zootécnicas. Estrela. 1998, 54p. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SUÍNOS. Relatório de registro genealógico e provas zootécnicas. Estrela. 1999, 56p. CORRÊA, I. O árduo caminho da suinoclutura brasileira. Avicultura e Suinocultura Industrial. n. 82, p São Paulo, DESCHAMPS, J. C., Jr. THOMAZ, L. & TALAMINI, D. J.D. Agronegócio Brasileiro; Ciência Tecnologia e Competitividade. Brasília: CNPq, p. Cap. 18, p : A Cadeia Produtiva da Suinocultura. FÁVERO, J. A. Balanço Positivo para Suinocultura Eficiente. Suinocultura Industrial. n. 136 p São Paulo. Anuário HADDAD, P. R. Agronegócio Brasileiro; Ciência Tecnologia e Competitividade. Brasília: CNPq, p. Cap. 5, p : A competitividade do Agronegócio Estudo de Cluster. IPARDES. A indústria de suínos no Brasil: um estudo sobre competitividade. Curitiba: IPARDES, p. LOURENÇO, G. Economia Paranaense: conjuntura e cenários prospectivos Análise Conjuntural. Curitiba: v. 19, nº 7-8, p. 3-12, ROPPA, L. A suinocultura em números. Suinocultura Industrial. n.123, p São Paulo, ROPPA, L. A suinocultura Brasileira. Suinocultura Industrial. n.134, p São Paulo, SKORA, C. M. & GONÇALVES, S. A Indústria de Suínos da Região Sul: Estrutura Competitiva e Condições Ambientais. IN: Encontro anual da ANPAD (XVI ENANPAD: 1997: Rio das Perdras (RJ)) Anais. Rio das Pedras: ANPAD, 1997,

12 cd-rom, artigo AR1. TANK, A. Recent Export Performance of the US Pork Industry. IN: ALLEN D. LEMAN SWINE CONFERENCE, 1997, Saint Paul. Procedings...Saint Paul: University of Minnesota, v.24, p

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