Utilização da rede e- U/eduroam por utilizadores Convidados. Serviço Utilizador RCTS Fevereiro de 2010

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1 Utilização da rede e- U/eduroam por utilizadores Convidados Serviço Utilizador RCTS Fevereiro de de Fevereiro de 2010

2 Utilização da rede e- U/eduroam por utilizadores Convidados Serviço Utilizador RCTS Fevereiro de 2010 EXT/2010/Serviço Utilizador RCTS Pedro Simões, Nuno Gonçalves e Lino Santos 5 de Fevereiro de 2010

3 ÍNDICE 1 INTRODUÇÃO Enquadramento Audiência Objectivos Contributos SOLUÇÃO COM REALM DE CONVIDADOS SOLUÇÃO COM WEB BASED LOGIN CONCLUSÕES... 5 i

4 1 INTRODUÇÃO 1.1 ENQUADRAMENTO A rede eduroam em Portugal teve a sua génese em 2002 no quadro da iniciativa e-u - Campus Virtual coordenada pela UMIC - Unidade de Missão, Inovação e Conhecimento. Um dos eixos desta iniciativa concretizou a construção de redes de acesso WiFi em todas as instituições de ensino superior permitindo a mobilidade (acesso independente da localização) de docentes e alunos. Actualmente a rede eduroam assenta numa infra-estrutura hierárquica de servidores de radius e cujo método de acesso utilizado entre os dispositivos e os pontos de acesso sem fios assenta no modo WPA com cifra TKIP. O sucesso da rede eduroam tem trazido um número sempre crescente de utilizadores. Em grande parte esse sucesso deve-se à facilidade de utilização e ao facto de permitir o acesso à Internet e aos serviços da instituição de origem do utilizador em mobilidade em qualquer instituição de ensino superior em Portugal. Por outro lado o desenho da infra-estrutura e modelo de gestão da rede eduroam foram criados de forma a garantir-se elevados níveis de a segurança e uma capacidade de auditagem que permitisse, se necessário, identificar e mitigar comportamentos anómalos. Existem no entanto situações em que importa prestar acesso de rede a pessoas que não constam de nenhum servidor de autenticação da rede internacional eduroam. Tipicamente em eventos organizados pelas instituições. Esses utilizadores por não pertencerem a instituições eduroam ficam privados de usar os recursos de rede disponíveis. Para a maioria dos casos a solução implementada para permitir o acesso à Internet a esses utilizadores passa pela montagem de uma estrutura paralela de hotspot nos locais dos eventos e pela atribuição de contas temporárias. No entanto essa solução obriga à utilização de recursos que nem sempre estão disponíveis e a trabalho adicional. O ideal será ter a infra-estrutura eduroam preparada para acolher estes novos utilizadores, mantendo os mesmos níveis de segurança e reduzida carga administrativa. Com este documento pretende a FCCN emitir uma recomendação para que seja utilizada a infra-estrutura eduroam, de forma contida e controlada, para permitir o acesso à Internet por parte desses convidados. Fundação para a Computação Científica Nacional 1

5 1.2 AUDIÊNCIA Este documento é dirigido aos gestores dos hotspots da rede eduroam no contexto da RCTS. 1.3 OBJECTIVOS Este documento configura uma recomendação técnica para as entidades gestoras da rede eduroam para receber e dar acesso Internet a utilizadores sem credenciais eduroam com recurso à infra-estrutura existente. Esta recomendação visa responder a situações típicas como a realização de eventos ou reuniões. 1.4 CONTRIBUTOS O presente documento foi disponibilizado à lista de correio electrónico e que comporta a maioria dos administradores dos hotspots e-u, para que a solução apresentada fosse discutida e adicionadas novas contribuições de forma a enriquecer a solução apresentada. Gostaríamos de agradecer as contribuições e todo o input recebido através dessa lista. Uma palavra de agradecimento especial a: Pedro Pinheiro Univ. Coimbra Luis Pisco Univ. Algarve Paulo Valverde Costa Univ. Minho Fundação para a Computação Científica Nacional 2

6 2 SOLUÇÃO COM REALM DE CONVIDADOS Esta solução é de todas a de mais simples e rápida implementação. A sua instalação aproveita na totalidade a infra-estrutura de acesso e de autenticação existente em cada uma das instituições eduroam. O seu princípio de funcionamento é em tudo idêntico ao que está implementado na rede eduroam em cada uma das instituições. No entanto os utilizadores autenticam num realm criado especificamente para o efeito. As instituições que queiram implementar este mecanismo devem criar um novo realm nos seus servidores RADIUS do (por exemplo, a FCCN usa um realm do sem o.pt final). Neste novo realm são criadas um conjunto de contas para atribuição a convidados. Uma vez que existe a possibilidade destes utilizadores tentarem usar as credenciais indevidamente fora do universo da instituição que lhe atribui a conta temporária irá ser efectuada uma filtragem a nível dos servidores de RADIUS nacionais no sentido de rejeitar tentativas de autenticação que não tenham um TLD associado. Existe ainda a necessidade de ser efectuada uma gestão criteriosa das credenciais a atribuir. Estas devem ver limitado ao mínimo o seu tempo de vida e deve ser pedido ao seu utilizador que forneça um documento identificativo (tipicamente bilhete de identidade, cartão do cidadão ou passaporte). Relembramos que é responsabilidade da instituição que fornece as credenciais de acesso a um utilizador identificá-lo caso seja necessário. Tipicamente um utilizador com uma conta de convidado irá configurar o seu equipamento para acesso à rede eduroam disponibilizada pela instituição que o alberga seguindo as indicações disponibilizadas para os demais utilizadores dessa instituição. A sua autenticação será efectuada no mesmo repositório de dados que os utilizadores locais (se assim a instituição o entender) e o acesso à rede serão de acordo com o que está definido para os utilizadores em roaming. Desta forma consegue-se controlar o acesso destes utilizadores a serviços internos das instituições. Em suma, esta solução pressupõe: Configuração de um novo no servidor de autenticação da instituição Filtragem central de todos os pedidos de roaming que não tenham associado um TLD válido; Criação de um bloco adequado de credenciais; Gestão desse bloco de credenciais, incluindo rotação mensal; Registo da atribuição das credenciais aos utilizadores para efeito de auditagem. Fundação para a Computação Científica Nacional 3

7 3 SOLUÇÃO COM WEB BASED LOGIN Uma segunda solução possível assenta numa plataforma de autenticação Web Base. Esta é a solução mais trabalhosa a nível de implementação e de manutenção. Em termos de serviços, esta solução necessita que sejam instalados os servidores de autenticação e HTTP. É ainda necessário que sejam configurados e geridos o(s) SSID(s) onde o serviço vai ser prestado. Podem ser usados os access points que estão actualmente instalados e a dar acesso à rede eduroam. No entanto devem ser tomadas todas as medidas que permitam distinguir este serviço do serviço eduroam, nomeadamente é expressamente interdita a presença de referências à rede eduroam nas páginas de autenticação ou em qualquer lugar visível nesse servidor Web. Devem ainda ser tomado em consideração que este novo SSID e este novo método de autenticação não devem de modo algum gerar qualquer impacto ou degradação no serviço eduroam em produção. Fundação para a Computação Científica Nacional 4

8 4 CONCLUSÕES Qualquer uma das soluções propostas consegue suprir as necessidades das instituições de fornecer acesso à rede a utilizadores sem credenciais eduroam. No entanto ressalvamos os seguintes pontos de cada uma das soluções. Solução com realm de convidados Esta é a solução de mais fácil implementação É a que utiliza melhor todos os recursos já instalados e plenamente funcionais Permite uma gestão centralizada e com recurso às ferramentas já criadas (se aplicáveis) Permite uma maior cobertura da rede sem fios pois utiliza a infra-estrutura eduroam já instalada Solução com Web Based Login A implementação desta solução requer que sejam instalados e geridos novos serviços Requer a reconfiguração dos AP s já instalados Pode causar degradação de serviço à rede eduroam e aos seus utilizadores Não pode em caso algum estar associada à rede eduroam A FCCN, como entidade gestora dos proxys de radius nacional, vai aplicar a regra de filtragem dos realms sem TLD associado, de forma a permitir que as instituições que pretendam implementar a solução com realm convidados. Caso esta alteração colida de alguma forma com as configurações aplicadas e plenamente funcionais de alguma das instituições eduroam pedimos que nos contactem de forma a ser encontrada uma solução para esse problema. Fundação para a Computação Científica Nacional 5

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