ACORDOS INTERNACIONAIS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL 1 JOANA PAULA FAVARETTO 2 RESUMO

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1 1 ACORDOS INTERNACIONAIS DE PREVIDÊNCIA SOCIAL 1 JOANA PAULA FAVARETTO 2 RESUMO O presente trabalho trata sobre um importante aspecto da Previdência Social Brasileira: os chamados Acordos ou Tratados Internacionais de Previdência Social, os quais são uma vertente que adentra no campo do Direito Internacional. Esses devem ser ratificados pelos governos de dois ou mais países firmatários para garantir os direitos de seus segurados. A respeito desse tema, inicialmente, será feito o exame da evolução histórica da Previdência Social, bem como de seus princípios, além da verificação das espécies de benefícios oferecidos pelos sistemas previdenciários e o seu custeio. Após, serão examinados os Acordos Internacionais de Previdência Social, visto que esses são temas pouco comentados e divulgados. O sistema de benefícios previdenciários é, hoje, entendido como instrumento de segurança e bem-estar indispensável para atender às necessidades de subsistência dos trabalhadores migrantes, integrantes do contexto globalizado de produção, quando enfrentam as adversidades responsáveis por incapacitálos para o trabalho. Esse fator é muito grave, tendo em vista que estas pessoas não podem sequer contar com apoio da família, a qual está distante, pois permaneceu no país de origem. O Brasil possui Acordos Internacionais com os seguintes países: Cabo Verde, Itália, Grécia, Espanha, Chile, Portugal, Luxemburgo, Argentina, Uruguai e Paraguai. Esses Acordos visam à proteção dos beneficiários assegurados contra eventos de risco que comprometem fortemente a auto-suficiência desses e de seus dependentes, como, por exemplo, por incapacidade para o trabalho (permanente ou temporária), acidente do trabalho ou doença profissional, tempo de serviço, velhice, morte e reabilitação profissional. Palavras-chave: Previdência Social. Benefícios. Tratados. Acordos Internacionais. ABSTRACT The subject of this paper deals with an important aspect of Brazilian Social Welfare: the so-called International Agreements or Treaties of Welfare, which are aspects that are in the field of International Law. These must be ratified by the governments of two or more countries to ensure the rights of their policyholders. In respect of this issue, initially, will be done the examination of the historical evolution of Social Welfare and its principles, in addition to the verification of species of benefits offered by the pension systems and their cost. After, it will be examined the International Welfare Agreements, since these are themes and little commented disclosed. The system of benefits is now understood as an instrument of security and well-being essential to meet the needs of subsistence for migrant workers, members of the context of globalized production, when facing the adversity responsible for disable them for work. This factor is very serious, bearing in mind 1 Artigo extraído do trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais da Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul aprovado pela banca examinadora composta pela Orientadora Profª Inez Tavares, Profª. Janete Aparecida Deste e Prof. Henrique José da Rocha. 2 Aluna graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

2 2 that these people can not even count on support from family, which is distant because remained in the country of origin. Brazil has International Agreements with the following countries: Cape Verde, Italy, Greece, Spain, Chile, Portugal, Luxembourg, Argentina, Uruguay and Paraguay. These Agreements are aimed at the protection of beneficiaries secured against risk events that threaten to severely self-sufficiency of these and their dependents, such as incapacity for work (permanent or temporary), the work accident or occupational disease, time to service, old age, death and vocational rehabilitation. Keywords: Welfare. Benefits. Treaties. International Agreements. INTRODUÇÃO Tão antiga quanto a civilização, a palavra proteção social, associada à previdência (do latim praevidentia, conhecimento antecipado do futuro), sempre foi tratada como instrumento de cooperação, segurança e garantia de estímulo ao trabalho. A relação de trabalho surgiu da troca de mão-de-obra pelo sustento necessário à sobrevivência, somente mais tarde começou a ser recompensada pelo salário. A preocupação com o desenvolvimento dos povos levou os estudiosos à criação de mecanismos de integração entre homem, máquina e indústria. A globalização, nesse sentido, tem permitido um melhor intercâmbio na relação internacional dos direitos e deveres do trabalho dos migrantes e à conseqüente cobertura previdenciária pelo Estado. Com tantas transformações no mundo, cada vez mais se percebe a necessidade de o Estado intervir nas relações sociais, para assegurar os direitos fundamentais da pessoa humana. No âmbito internacional não é diferente: a globalização intensificou o fluxo migratório, acarretando mudanças no cenário mundial. O objetivo do presente trabalho é estudar, reunir e difundir a atual Previdência Social aplicada entre o Brasil e os países acordantes, com o intuito de fazer um estudo sobre os Acordos Internacionais de Previdência Social, a fim de saber se o trabalhador estrangeiro vai ser amparado no solo brasileiro, e vice-versa. O Brasil possui Acordos Internacionais Bilaterais de Previdência Social com diversos países: Cabo Verde, Itália, Grécia, Espanha, Chile, Portugal e Luxemburgo. Possui Acordo Internacional Multilateral com os países do MERCOSUL (Argentina, Uruguai e Paraguai). Os Acordos Internacionais são as mais importantes fontes de Direito Internacional e sua relevância está, principalmente, na garantia oferecida pelo Direito escrito, ou seja,

3 3 normatizado. Os Acordos Internacionais que tratam sobre Previdência Social são uma forma de proteger os direitos dos trabalhadores envolvidos em movimentos migratórios, tendo-se em vista a globalização e o trânsito de pessoas gerado por essa. Assim um Estado soberano deve garantir os direitos de seus cidadãos, mesmo quando esses estiverem fora de sua área territorial. Essa forma de proteção ocorre visando à cobertura de eventos como: incapacidade para o trabalho (permanente ou temporária), acidente do trabalho ou doença profissional, tempo de serviço, velhice, morte e reabilitação profissional. A pretensão desse trabalho é proporcionar uma visão ampla da evolução histórica da Previdência Social, bem como dos princípios norteadores da Seguridade Social, trazendo as espécies de benefícios oferecidos pelo sistema previdenciário, seu custeio, sua abrangência e da importância do relacionamento internacional recíproco de trabalho, previdência e governo. 1 NOÇÕES E RELAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Nenhum debate sobre os aspectos gerais da Previdência Social pode prescindir do exame de sua origem e evolução histórica. Para começar esse estudo, é necessário diferenciar a Previdência Social da Seguridade Social. 1.1 CONCEITO E EVOLUÇÃO HISTÓRICA A Seguridade Social é o conjunto de ações do Estado no sentido de atender às necessidades básicas de seu povo nas áreas de Previdência social, Assistência Social e Saúde, como bem captou Lamartino França de Oliveira ao conceituar que: é o conjunto de princípios, institutos e normas públicas destinadas à proteção dos membros da sociedade nas áreas da saúde, assistência e previdência social. 3 A Saúde é dever do Estado, o qual tem como finalidade a prevenção, reduzindo, desta forma, o risco de doenças. A igualdade no acesso aos serviços de saúde é um direito de todos, devendo, a saúde pública, ser gratuita para os pacientes, ou seja, 3 OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 27.

4 4 independentemente de contribuição 4, conforme preceitua a Constituição Federal em seus artigos 196 a 200 e a Lei n 8.080/ A Assistência Social é a garantia de que os necessitados sejam amparados pelo Estado, prevendo prestações pecuniárias ou serviços prestados a indivíduos quando alijados do mercado de trabalho ou em condições de subemprego 6, na forma da Lei Orgânica da Assistência Social n 8.742/ A Previdência Social é o sistema pelo qual as pessoas vinculadas a algum tipo de atividade laborativa, bem como seus dependentes, ao contribuir, estão protegidas, no caso de algum infortunio, tais como a morte, invalidez, doença, acidente de trabalho, idade avançada e desemprego involuntário, ou, também, quando a lei determina amparo financeiro à pessoa; como, por exemplo, a reclusão e a maternidade; mediante prestações pecuniárias ou serviços. 8 Portanto, a Previdência Social é seguro coletivo, público, compulsório e mediante contribuição, com o objetivo de dar cobertura aos eventuais riscos: incapacidade, encargos familiares, desemprego voluntário, tempo de contribuição, prisão, idade avançada e morte. 9 O histórico da Previdência Social é de extrema importância para obtermos a compreensão de vários institutos securitários da atualidade, bem como para percebermos a participação do Estado perante a sociedade. A Revolução Industrial e o desenvolvimento da sociedade humana, objetivando a proteção social, foi o que impulsionou a criação do Direito Previdenciário, destacando-se dois fenômenos iniciais: o assistencialismo e o mutualismo 10, assentados na caridade e na solidariedade A Evolução Histórica da Proteção Social e da Previdência Social no Brasil TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 16. BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União set. Disponível em: <http://www.saude.inf.br/legisl/lei8080.htm>. Acesso em: 05 mar OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 28. BRASIL. Lei nº 8.742, de 07 de dezembro de Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União set. Disponível em: <http://www.rebidia.org.br/noticias/social/loas.html>. Acesso em: 05 mar CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 66. TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 57. HORVATH JR., Miguel e TANACA, Priscila. Resumo Jurídico de Direito Previdenciário. v. 17. São Paulo: Quartier Latin do Brasil, p. 11.

5 5 A partir do final do século XIX, teve início a preocupação em proteger os indivíduos quanto às suas desventuras, tornando-se fato importante no ordenamento jurídico dos Estados. 11 Segundo Celso Barroso Leite: [...] proteção social, portanto, é o conjunto de medidas de caráter social destinadas a atender certas necessidades individuais, mais especificamente, às necessidades individuais que, não atendidas, repercutem sobre os demais indivíduos e, em última análise, sobre a sociedade. 12 Na Grécia foi registrada a existência de associações de mútua ajuda, as quais eram chamadas de eranói. Estas requeriam contribuições regulares de seus associados e tinham como objetivo a concessão de empréstimos sem juros. Em Roma, priorizava-se a consciência da solidariedade, isso em função do cristianismo, mas somente os inválidos recebiam caridade. 13 Com o desenvolvimento as pessoas criaram fundos de reserva, contribuindo com determinado valor, voluntariamente, para garantir o recebimento de um beneficio em caso de um eventual acidente de trabalho ou de incapacidade laborativa, nascendo, assim, o modo de prevenção social chamado mútuo. 14 Em 1601 surgiu, na Inglaterra, a primeira lei de assistência social, a Lei dos Pobres, com contribuição obrigatória das empresas para a manutenção de um sistema de proteção aos indigentes. 15 No alinhamento dos fatos que geram profundas modificações sociais, outro marco histórico foi a Revolução Francesa, e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Esta previa, em seu artigo 21, que a sociedade deve assegurar meios de existência aos incapacitados ao trabalho, da mesma forma como dar subsistência aos necessitados. 16 O Direito do Trabalho e o Direito Previdenciário consignaram a Revolução Industrial como o mais impactante para justificar a intervenção do Estado nas relações CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 34. LEITE apud CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 35. HORVATH JR., Miguel e TANACA, Priscila. Resumo Jurídico de Direito Previdenciário. v. 17. São Paulo: Quartier Latin do Brasil, p. 11. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 19. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 19. HORVATH JR., Miguel e TANACA, Priscila. Resumo Jurídico de Direito Previdenciário. v. 17. São Paulo: Quartier Latin do Brasil, p. 12.

6 6 sociais e assinalar a preocupação desse com o dever social capaz de justificar a aplicação da receita tributária em prol dos mal-afortunados. 17 Favorecidas pela redução dos espaços geográficos, a expansão de idéias e a difusão de comportamento social beneficiavam a reedição de movimentos sociais cuja inquietude passava a preocupar cada vez mais fortemente os estamentos governamentais. Já em 1883, Otto Von Bismarck editava, na Alemanha, uma lei que previa seguro-doença obrigatório aos trabalhadores da indústria, criando, assim, um sistema de proteção, compulsório e contributivo, em prol dos operários. A doutrina denominou esse sistema de tríplice forma de custeio, uma vez que envolvia contribuição do estado, dos trabalhadores e das empresas. 18 Em 1884, foi criado o seguro contra acidente de trabalho e, em 1889, o seguro de invalidez e velhice. 19 Apesar desta vanguarda, deu-se na América, no México, a primeira Constituição a prever a previdência social em seu conteúdo, em 1917, tornando-se conhecida como a 1º Constituição Social do mundo. A famosa Constituição de Weimar foi promulgada somente em Por outro lado, o Tratado de Versailles foi nascedouro para a Organização Internacional do Trabalho, em Foram necessários mais dez anos para que houvesse a criação da Associação Internacional de Seguridade Social, a qual teve sua sede em Bruxelas, na Bélgica. 21 Após a crise econômica de 1929, os Estados Unidos da América adotaram a noção de previdência social. Como conseqüência disso, o Presidente Franklin Roosevelt aderiu ao New Deal, política essa que inspirou o bem-estar social (Welfare State), visando a mais empregos, rede de previdência e saúde pública. 22 O inglês Lord Beveridge, em 1942, elaborou um trabalho de proteção social denominado de Plano Beveridge. Segundo Lamartino França de Oliveira, esse plano visava: [...] à proteção de todas as pessoas, mas não apenas dos trabalhadores, como até então. Para ele, a proteção estatal deveria ocorrer desde o nascimento até a morte de um ser humano (do berço ao túmulo) HORVATH JR. Loc. cit. OLIVEIRA, op. cit., p. 20. TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 41. TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 42. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 37. Ibidem, p. 38. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 21.

7 7 Esse plano foi de grande relevância, uma vez que questionava a proteção do seguro social a todos os empregados, e tinha como seus principais princípios: a inovação do trabalho, com o rompimento de conceitos passados, a partir da experiência; amplificar a relevância do seguro social como fator de evolução social; cooperação entre individuo e Estado; novas idades de aposentadoria; plano de alcance universal e assistência social completando as lacunas do seguro social. 24 Em 1948, foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos do Homem e, em 1966, surgiu o Pacto dos Direito Econômicos, Sociais e Culturais. Também teve como marco importante dos sistemas de proteção aos direitos humanos o Pacto de São José da Costa Rica, em 1969, bem como o Protocolo de São Salvador, em Restaram, assim, lançadas as bases para a instauração da consolidação da seguridade social no Brasil. A evolução do sistema de segurança e de proteção social no Brasil foi semelhante ao verificado no mundo, nesse sentido, Fábio Zambitte Ibrahim leciona: a proteção social no Brasil seguiu a mesma lógica do plano internacional: origem privada e voluntária, formação dos primeiros planos mutualistas e a intervenção cada vez maior do Estado. 26 Como exemplo dessa proteção social, tivemos a criação das santas casas de misericórdia, como a de Santos (1543), montepios, como o da Guarda Pessoal de D. João VI (1808), e sociedades beneficentes. 27 Em 1835, foi criada a primeira entidade privada em nosso país, o Montepio Geral dos Servidores do Estado (Mongeral). Caracterizava-se por ser um sistema mutualista, no qual os associados contribuíam para um fundo que garantiria a cobertura de certos riscos, mediante a repartição dos encargos com todo o grupo. 28 A Constituição de 1891 foi a primeira a inserir em seu corpo a expressão aposentadoria, conforme preceituava no seu artigo 75: a aposentadoria só poderá ser dada aos funcionários públicos em caso de invalidez no serviço da Nação. A Lei nº 217 de 29/11/1892 instituiu a aposentadoria por invalidez e a pensão por morte dos operários do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 7. ed. rev. amp. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, p. 44. TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 42. IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 7. ed. rev. amp. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, p. 29. Ibidem, p. 30. MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. 15. ed. São Paulo: Atlas, p.29. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 50.

8 8 A doutrina majoritária considera como marco inicial da previdência social no Brasil a Lei Eloy Chaves, Decreto Legislativo nº 4.682, de 24/01/1923, que criou Caixas de Aposentadorias e Pensões nas empresas de ferro existentes, atribuindo característica essencial: a administração colegiada, prevista no artigo 194, parágrafo único, VII, da Constituição Federal de Anteriormente à Lei Eloy Chaves, entre outros diplomas, muitos inoperantes, o Decreto nº 9.284, de 30/12/1911, que institui a Caixa de Aposentadorias e Pensões dos Operários da Casa da Moeda, estendendo a proteção aos funcionários públicos. 31 Em 1919, o Decreto Legislativo nº criou o seguro obrigatório de acidente do trabalho, sendo obrigação do empregador custear a indenização em caso de acidentes dos seus empregados. 32 A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio se deu em 1930 e tinha como finalidade supervisionar a Previdência Social. Nesta mesma década, foi realizada a unificação das Caixas de Aposentadoria e Pensão em Institutos, surgindo, assim, os IAP (Institutos de Aposentadoria e Pensão dos Marítimos, dos Comerciários, dos Bancários, dos Industriários e dos Empregados em Transporte de Carga). 33 A marcante diferença entre as Caixas e os Institutos é que, esses eram de âmbito nacional e de base territorial, e aquelas eram de âmbito territorial e a base eram empresas. 34 Observando-se a disciplina constitucional de 1934, verifica-se a tríplice forma de custeio, abrangendo o ente público, empregador e trabalhador, conforme preconizava o artigo 121, 1º, "h". 35 Em 1942, surgiu a Legião Brasileira de Assistência LBA. Já a Constituição de 1946 passava a utilizar, pela primeira vez, a expressão previdência social, concedendo prioridade aos Direitos Sociais e visando ao seguro de acidente de trabalho TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 46. CASTRO, loc. cit. IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 7. ed. rev. amp. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, p. 30. TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 47. PAIXÃO, Floriceno. PAIXÃO, Luiz Antonio C. A Previdência Social em Perguntas e Respostas. 40. ed. rev. e atual. Porto Alegre: Síntese, p. 21. BRASIL. Constituição (1934). Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. Art 121 [...], 1º [...] h) assistência médica e sanitária ao trabalhador e à gestante, assegurando a essa descanso antes e depois do parto, sem prejuízo do salário e do emprego, e instituição de previdência, mediante contribuição igual da União, do empregador e do empregado, a favor da velhice, da invalidez, da maternidade e nos casos de acidentes de trabalho ou de morte. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%c3%a7ao34.htm>. Acesso em: 15 mar CASTRO, loc. cit.

9 9 Com o advento da Lei nº 3.807/1960, a Lei Orgânica da Previdência Social LOPS ocorreu a uniformização administrativa e a criação de plano único de benefícios para os diversos Institutos. O Decreto-Lei nº 72/66 aglutinou os seis Institutos num só órgão o INPS. 37 A Lei nº 6.439/1977 instituiu o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social SINPAS, o qual tinha como objetivo unificar todas as entidades relacionadas a área previdenciária e assistencial, restando composto pelo: INPS Instituto Nacional de Previdência Social, IAPAS Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social, INAMPS Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social, LBA Legião Brasileira de Assistência, Funabem Fundação Nacional do Bem- Estar do Menor, Dataprev Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social e a Ceme Central de Medicamentos. 38 Nesse diapasão, Antonio Carlos de Oliveira sintetiza a contenda: A Lei 6.439/77, que instituiu o SINPAS, alterou, portanto, apenas estruturalmente a previdência social brasileira, racionalizando e simplificando o funcionamento dos órgãos. Promoveu uma reorganização administrativa, sem modificar nada no que tange a direito e obrigações, natureza e conteúdo, condições das prestações, valor das contribuições, etc. 39 Com a Constituição Federal de 1988, houve o implemento do Plano Beveridge no Brasil, tratando pela primeira vez da Seguridade Social como um conjunto de ações nas áreas da Previdência, Saúde e Assistência. 40 Em 1990, ocorreu a extinção do SINPAS. Com o advento da Lei nº 8.029/90, surgiu o INSS Instituto Nacional do Seguro Social, resultado da fusão do INPS com o IAPAS, assim, juntou o custeio e o benefício em um só ente. 41 A Lei nº 8.212/1991 trata do custeio da seguridade Social e a Lei 8.213/1991 dos benefícios e prestação de serviços, revogando a LOPS. 42 Em 1992, foi editada a Lei nº 8.422, com a qual houve a cisão do Ministério do Trabalho e Previdência Social, restando dois Ministérios separados PAIXÃO, Floriceno. PAIXÃO, Luiz Antonio C. A Previdência Social em Perguntas e Respostas. 40. ed. rev. e atual. Porto Alegre: Síntese, p. 22. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 23. OLIVEIRA, Antonio Carlos de. Direito do Trabalho e Previdência Social: estudos. São Paulo: LTr, p IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 2. ed.rev.amp. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, p. 38. IBRAHIM, loc. cit. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 25.

10 10 Houve várias alterações na legislação da Seguridade Social entre os anos de 1993 e 1997, como refere Carlos Alberto Pereira de Castro e João Batista Lazzari: [...] sendo relevantes os seguintes: a criação da Lei Orgânica da Assistência Social LOAS (Lei nº 8.742, de ), com a transferência dos benefícios de renda mensal vitalícia, auxílio-natalidade e auxílio-funeral para esse campo da Seguridade Social; o fim do abono de permanência em serviço e do pecúlio; a adoção de critérios mais rígidos para aposentadorias especiais, e o fim de várias delas, como a do juiz classista da Justiça do Trabalho e a do jornalista (Lei 9.528/97). 44 Outro marco importante na história da Previdência Social foi a Emenda Constitucional nº 20, de 1998, com ela mudou-se a forma de cálculo das aposentadorias, extinguindo a aposentadoria por tempo de serviço e criando a aposentadoria por tempo de contribuição. Também sofreu alteração a competência para executar as contribuições previdenciárias, passando, então, para a Justiça do Trabalho, além de outras modificações. 45 O Decreto nº 3.039/99 alterou os artigos 30 a 33 do Regulamento da Organização e do Custeio da Seguridade Social, aprovado pelo Decreto nº 2.173, de 05/03/ Em , assinalando um intervalo médio de 5 anos para reformas mais profundas, foi publicada a Emenda Constitucional nº 41, que modificou as regras para concessão de aposentadoria dos servidores públicos e aumentou o teto dos benefícios previdenciários do RGPS. 47 Com o advento da Emenda Constitucional nº 47, de 2005, restou ampliado o alcance da Emenda Constitucional nº 41, alterando mais uma vez os sistemas previdenciários. 48 A Lei nº , de , cria a Secretaria da Receita Previdenciária, em prol dos interesses de custeio. 1.2 PRINCÍPIOS JURÍDICOS ALÇADOS A SERVIÇO DA PREVIDÊNCIA OLIVEIRA, loc. cit. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 57. TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7. ed. rev. ampl. e atual. até a Emenda Constitucional 47/2005. Rio de Janeiro: Lumen Juris, p. 49. Disponível em: <http://www.previdenciasocial.gov.br/pg_secundarias/previdencia_social_12_04-g.asp>. Acesso em: 15 mar Disponível em: <http://www.previdenciasocial.gov.br/pg_secundarias/previdencia_social_12_04-j.asp>. Acesso em: 15 mar OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 25.

11 11 A Carta Magna estipulou as linhas gerais pelas quais a previdência deve trilhar, disciplinando sobre princípios e objetivos regentes da Seguridade Social. Em face do tema deste trabalho, serão analisados, tão-somente, os princípios gerais de seguridade social, pertinentes à previdência social. O artigo 194 da Constituição Federal elenca os denominados princípios constitucionais da Seguridade Social, são eles: universalidade de cobertura e do atendimento; uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços; irredutibilidade do valor dos benefícios; eqüidade na forma de participação no custeio; diversidade da base de financiamento; caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com a participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo Federal Princípio da Universalidade da Cobertura e do Atendimento A Universalidade é postulado básico da Seguridade Social, determina que a proteção social feita pelo Estado deve abranger qualquer pessoa, todos os residentes no país farão jus aos benefícios da seguridade social. Inclusive menciona que o estrangeiro residente no país também será contemplado com as disposições do sistema. 49 A Universalidade de Cobertura esclarece que todos os riscos sociais que podem vir a atingir a população estão cobertos pela Seguridade Social. 50 Já a universalidade do atendimento, corresponde ao uso do sistema por quem estava acobertado, ou seja, prestações e serviços aos necessitados, em relação à previdência social, à saúde e à assistência social Princípio da Uniformidade e Equivalência dos Benefícios e Serviços às Populações Urbanas e Rurais Esses princípios estão ligados ao princípio da isonomia (artigo 7º, caput, da Constituição Federal de 1988), com o qual restaram igualados os direitos sociais dos trabalhadores urbanos aos dos rurais MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. 15. ed. São Paulo: Atlas, p.75. FORTES, Simone Barbisan; PAULSEN, Leandro. Direito da Seguridade Social: Prestações e Custeio de Previdência, Assistência e Saúde. Porto Alegre: Livraria do Advogado, p. 31. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 88.

12 12 Com isso, os trabalhadores, tanto os rurais quanto os urbanos, receberão tratamento uniforme, tendo os mesmos benefícios e serviços, perante os mesmos eventos cobertos pelo sistema. 53 Entretanto, este princípio não determina que haja idêntico valor aos benefícios, uma vez que equivalência não tem o mesmo significado que igualdade. A Lei nº 8.213/1991 instituiu benefícios aos trabalhadores urbanos e rurais, sem qualquer distinção entre eles, confirmando a orientação pela igualdade adotada pelo Regime Geral da Previdência Social Princípio da Seletividade e Distributividade na Prestação dos Serviços e Benefícios O princípio da seletividade enseja uma forma de seleção fundamentada, ou seja, os benefícios são concedidos a quem preenche os requisitos para tal, aos indivíduos que necessitem do mesmo. Em razão deste princípio, é necessário que a Previdência Social estipule a condição para a concessão do benefício. Como exemplo de aplicação deste princípio, encontra-se o benefício do salário-família, o qual só vai ser concedido ao trabalhador que possua dependentes. 55 O princípio da distributividade tem por objetivo buscar a otimização da distribuição de renda no país, fazendo com que os benefícios e os serviços priorizem a população mais pobre. 56 A distributividade está vinculada à ordem social, incumbindo distribuir renda e bem-estar social em prol da justiça social, priorizando o artigo 193 da Carta Magna: A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais Princípio da Irredutibilidade do Valor dos Benefícios OLIVEIRA, loc. cit. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 89. MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. 15. ed. São Paulo: Atlas, p. 76. CASTRO, loc. cit. IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 2. ed.rev.amp. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, p. 43. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 89.

13 13 Adequadamente ao princípio regente da correção do valor do benefício, prevenindo-o da corrosão inflacionária e ajustada às normas da Lei nº /91 e Lei nº /03, a última atualização deu-se pela Portaria 150/08 (DOU ). 58 Por meio deste princípio, o benefício concedido não poderá ter seu valor reduzido, não pode ser objeto de desconto, nem de seqüestro, penhora ou arresto Princípio da Eqüidade na Forma de Participação no Custeio O princípio da eqüidade na forma de participação no custeio é dirigido ao legislador, uma vez que ele é o criador das leis. Tem como finalidade assegurar que as leis sejam elaboradas com base na justiça social, ou seja, de acordo com a capacidade econômica de cada contribuinte do sistema. 60 Com isso, entende-se que a regra é: todos devem contribuir, mas essa contribuição não vai ser igual, vai depender da condição contributiva de cada segurado. 61 Entretanto, os beneficiários da Assistência Social não englobam esse princípio, já que é justamente sua situação hipossuficiente que o habilita como beneficiário, ficando afastado do custeio Princípio da Diversidade da Base de Financiamento A Seguridade Social, com base nesse princípio, tem a possibilidade de que sua receita possa ser arrecadada de várias fontes pagadoras, ou seja, a base de seu financiamento deve ser a mais variada possível. Busca-se, com isso, maior segurança ao sistema, haja vista que o financiamento não será feito por meio de fonte única, e sim por diversas Princípio do Caráter Democrático e Descentralizado da Administração, mediante Gestão Quadripartite IBRAHIM, op. cit., p. 44. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p. 90. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 38. CASTRO, loc. cit. FORTES, Simone Barbisan. PAULSEN, Leandro. Direito da Seguridade Social: Prestações e Custeio de Previdência, Assistência e Saúde. Porto Alegre: Livraria do Advogado, p. 36. IBRAHIM, Fábio Zambitte. Curso de Direito Previdenciário. 2. ed.rev.amp. e atual. Rio de Janeiro: Impetus, p. 45.

14 14 A gestão da seguridade social é quadripartite, ou seja, visa à participação dos trabalhadores, empregadores, aposentados e do Governo. A participação dos aposentados foi incluída através da Emenda Constitucional nº 20 de Essa participação é atualmente realizada através dos órgãos colegiados de deliberação: o Conselho Nacional de Previdência Social CNPS, instituído pelo artigo 3º da Lei 8.213/1991; o Conselho Nacional de Assistência Social CNAS, criado pelo artigo 17 da Lei 8.742/1993; e o Conselho Nacional de Saúde CNS, designado pela Lei 8.080/ Esses são os princípios elencados no artigo 194 da Constituição Federal, mas ainda há outros princípios de extrema importância espalhados na Carta Magna, são estes: preexistência de custeio (artigo 195, parágrafo 5º), solidariedade (artigo 195, caput), legalidade (artigo 5º, II) e direito adquirido (artigo 5º, XXXVI). 2 BENEFÍCIOS E SEU FINANCIAMENTO Benefícios são prestações pecuniárias devidas pela Previdência Social aos segurados, com a finalidade de assegurar-lhes estabilidade no caso de algum evento infortunístico. 66 Como se tratam de prestações materiais, representadas por pecúnia, são, necessariamente, vinculados a fonte de financiamento. Como bem salienta Lamartino França de Oliveira: Por ser a seguridade uma espécie de seguro social, enquanto o trabalhador aufere remuneração de seu trabalho, ele pagará determinada contribuição. Quando por algum evento determinado em lei deixar de trabalhar, receberá da previdência uma prestação legalmente equivalente à contribuição por ele cotizada e/ou um atendimento social. 67 O financiamento da Seguridade Social tem caráter solidário, ou seja, é dever de toda a população, podendo as pessoas físicas e jurídicas ser chamadas ao custeio do sistema, independentemente de terem ou não relação direta com os segurados ou como destinatários de benefícios IBRAHIM, loc. cit. CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p TAVARES, Marcelo Leonardo. Direito Previdenciário. 7ed. ver. ampl. e atual. Rio de Janeiro: Lúmen Juris, 2005, p OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2ed. rev. e atual. São Paulo: RT, 2006, p FORTES, Simone Barbisan. PAULSEN, Leandro. Direito da Seguridade Social: Prestações e Custeio de Previdência, Assistência e Saúde. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2005, p.338.

15 Benefícios previdenciários em espécie A Carta Magna em seu artigo 201 estipula os serviços que a Previdência Social atenderá: cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada; proteção à maternidade, em especial à gestante; proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; salário-família e o auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; e pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes. Para o amparo dos eventos citados e alinhados pelo princípio da seletividade, temos os seguintes benefícios: aposentadoria por invalidez, aposentadoria por idade, aposentadoria por tempo de contribuição, aposentadoria especial, auxílio-doença, auxílio-acidente, auxílioreclusão, salário-família, salário-maternidade, pensão por morte e abono anual. A Previdência Social também oferece os serviços de habilitação e reabilitação profissional, visando a prestação de um serviço social aos seus beneficiários. 2.2 FINANCIAMENTO O Financiamento da Seguridade Social tem previsão legal no artigo 195, da Constituição Federal, nos artigos 10 e 16 a 27 da Lei nº 8.212/1991 e artigos 194 e 195 do Decreto nº 3.048/1999. O Princípio da Solidariedade está presente no sistema de financiamento da seguridade, de forma a determinar que toda a sociedade financie a seguridade social, de forma direta e indireta. Direta se dá com pagamento de contribuições sociais pelo segurado; indireta se dá pela reserva de parte dos recursos orçamentários dos entes federativos e da utilização dos recursos gerados pelos demais produtos pagos pela coletividade, que são destinados pelas pessoas jurídicas de direito público na forma e proporção definidas por lei. 69 Nesse modelo de financiamento, que se baseia no sistema contributivo, todos os que compõem a sociedade devem colaborar para a cobertura dos riscos provenientes da perda ou redução da capacidade de trabalho ou dos meios de subsistência. Sem prejuízo 69 OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 51.

16 16 disso, as ações de saúde e assistência abstraem a exigência de contribuição do beneficiário imediato, o cidadão. 70 O artigo 195 da Constituição Federal estabelece que toda a sociedade tem o dever de financiar a Seguridade Social, seja de forma direta ou indireta, mediante recursos oriundos dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de contribuições sociais. É de competência da União criar as seguintes contribuições sociais: I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; c) o lucro; II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201; III - sobre a receita de concursos de prognósticos Custeio da Seguridade Social Ainda que subalternas e vinculadas à regra constitucional, coube à legislação ordinária Lei nº 8.212/1991, e ao Decreto nº 3.048/1999 detalhar o sistema de custeio da Previdência Social. A Lei nº 8.212/1991 trata da organização da Seguridade Social brasileira e institui o seu plano de Custeio. A atual versão da Lei nº 8.212/1991 decorre da consolidação determinada pelo artigo 12 da Lei nº 9.528/1997, a qual introduziu várias modificações nas Leis nº e de É conhecida como Lei de Custeio da Seguridade Social, pois abrange a maior parte das regras de financiamento da seguridade. Acompanhando o artigo 195 da Constituição Federal, o diploma regulamentador 71 determinou que, no âmbito federal, o orçamento da Seguridade Social é composto de receitas provenientes da União, das contribuições sociais, e de outras fontes. Em seu parágrafo único, determina no que consistem as contribuições sociais: a) as das empresas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p BRASIL. Decreto nº de 06 de maio de 1999 DOU de Aprova o Regulamento da Previdência Social e dá outras providências. Artigo 195. Disponível em <http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/23/1999/3048.htm>. Acesso em: 24 abr

17 17 seu serviço; b) as dos empregadores domésticos; c) as dos trabalhadores, incidentes sobre o seu salário-de-contribuição; d) as das associações desportivas que mantêm equipe de futebol profissional, incidentes sobre a receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participem em todo território nacional em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos; e) as incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural; f) as das empresas, incidentes sobre faturamento e lucro; g) as incidentes sobre a receita de concursos de prognósticos. Por outro lado, está determinado expressamente que a União participa do financiamento da Seguridade Social atribuindo dotações conforme o que for fixado na Lei Orçamentária anual. Além disso, cabe-lhe acobertar eventuais insuficiências financeiras da Seguridade, fulcro no artigo 16 da Lei Orgânica da Previdência Social. Não existe percentual mínimo de quanto vai ser destinado à Seguridade Social, sendo uma parcela aleatória. 72 Em contrapartida, a União pode utilizar-se dos recursos provenientes das contribuições incidentes sobre o faturamento e o lucro, para pagar seus encargos previdenciários, como prevê o artigo 17 da Lei nº 8.212/1991. Há a possibilidade de serem utilizados os recursos da Seguridade para pagar custear despesas com pessoal e administração geral do INSS. Exceção à regra identificase quanto aos recursos obtidos da arrecadação da contribuição sobre concursos de prognósticos 73, cuja destinação é somente para o custeio dos benefícios e serviços prestados pela Seguridade Social (artigo 18 da Lei nº 8.212/1991). No que tange aos recursos provenientes do faturamento e do lucro das empresas sobre concurso de prognósticos arrecadados pela Receita Federal devem ser repassados à Seguridade pelo Tesouro Nacional. 3 PREVIDÊNCIA EM NÍVEL INTERNACIONAL 72 CASTRO, Carlos Alberto Pereira de; LAZZARI, João Batista. Manual de Direito Previdenciário. 6. ed. São Paulo: LTR, p Concursos de Prognósticos é todo e qualquer sorteio de números, loterias, apostas, como loto, loteria esportiva, sena, loteria federal e corridas de cavalo. Como conceitua Lamartino França de Oliveira: São os chamados jogos de azar, nos quais a probabilidade de se perder um prognóstico é infinitamente superior à possibilidade de ganho devido as suas variantes. Em relação ao montante dos valores dos recursos a recolher para a seguridade varia conforme quem instituiu o jogo, se o concurso foi instituído pela área pública, toda sua receita líquida será destinada à seguridade social; mas se for concurso de iniciativa privada, a contribuição da receita constituirá de 5% sobre o movimento global de apostas. OLIVEIRA, Lamartino França de. Direito Previdenciário. 2. ed. rev. e atual. São Paulo: RT, p. 112.

18 18 O Brasil, desde o século XIX, tem visto o número de imigrantes crescerem de forma gradativa. Esse crescimento teve início com a chegada dos portugueses, depois com a vinda de operários italianos, espanhóis, japoneses e, em menor número, imigrantes de outros países da Europa e do sul do continente americano. 74 Também ocorre o procedimento inverso, vários brasileiros têm saído do país, deslocando-se para o exterior, para países como Inglaterra, Portugal, Estados Unidos, Itália, França e, mais recentemente, para os países do MERCOSUL. 75 Com o intenso processo de globalização, foi se acentuando de forma significativa a integração entre os povos e o crescente fenômeno migratório, tornando-se necessária a ampliação da cobertura previdenciária ao trabalhador migrante. Diante desse crescente movimento de translação geográfica, os estados se sentiram pressionados a celebrar tratados bilaterais e multilaterais, para assegurar a reciprocidade de tratamento para a concessão de benefícios previdenciários e de proteção ao trabalho. 3.1 TRATADOS INTERNACIONAIS, ORGANISMOS E DIPLOMAS INTERNACIONAIS A experiência internacional teve influência relevante na constituição de novos tratados e acordos na área de Previdência Social, devendo ser destacado o papel primordial desempenhado pela Organização Internacional do Trabalho e pela Associação Internacional de Seguridade Social. Outrossim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, é o documento que orienta ainda hoje as sociedades humanas em todas as latitudes Organização Internacional do Trabalho A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi criada em 1919 pela Conferência de Paz após a Primeira Guerra Mundial. A sua Constituição converteu-se na Parte XIII do Tratado de Versalhes. Fundada com o objetivo de promover a justiça social, tem como uma das funções mais importantes o estabelecimento e adoção de normas internacionais de trabalho sob a forma de convenções ou recomendações. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) MARTINEZ, Wladimir Novaes. Curso de Direito Previdenciário, Tomo I Noções de Direito Previdenciário. 2. ed. São Paulo: LTR, p MARTINEZ, loc. cit.

19 19 é a única das Agências do Sistema das Nações Unidas que tem estrutura tripartite, na qual os representantes dos empregadores e dos trabalhadores têm os mesmos direitos que os do governo. 76 Sua criação incentivou fortemente a celebração de acordos internacionais. Como, por exemplo, a Convenção nº 48 da OIT, de 1935, sobre a organização de um regime internacional para a conservação dos direitos do trabalhador migrante em matéria de seguro. 77 Também podemos citar, como influência para a celebração dos acordos internacionais, a Convenção da OIT nº 19, de 1925, sobre a igualdade de tratamento entre estrangeiros e nacionais em acidentes do trabalho, a Conv. nº 97, de 1949, sobre trabalhadores migrantes; a Conv. nº 118, de 1962, sobre igualdade de tratamento entre nacionais e estrangeiros em previdência social todas essas ratificadas pelo Brasil, e a Conv. nº 102, de 1952, sobre normas mínimas de seguridade social; a Conv. nº 157, de 1982, sobre preservação dos direitos em matéria de seguridades social estas duas ainda não ratificadas pelo Brasil Declaração dos Direitos Humanos A Declaração dos Direito Humanos consagra princípios fundamentais da ordem jurídica internacional, caracterizando a civilização contemporânea, sendo considerada fonte de hierarquia maior no mundo do Direito. A declaração universal dos direitos humanos especificou os direitos inerentes ao ser humano, aclamando a sua importância nas relações humanas, ressaltando o dever de torná-los efetivos às nações. O fundamento dessa lei é o respeito à dignidade da pessoa humana, fundamento esse aplicado no nosso ordenamento jurídico, sendo previsto na nossa Lei Maior (artigo 5º, parágrafo 2º, da Constituição Federal) Associação Internacional de Seguridade Social AISS Disponível em: <http://www.oitbrasil.org.br/inst/index.php>. Acesso em: 25 abr MARTINEZ, Wladimir Novaes. Temas atuais de previdência social. Homenagem a Celso Barrosos Leite. Vários autores. In: "Cômputo de tempo de serviço prestado no estrangeiro por força de Acordo Internacional". São Paulo: LTr, p. 79. MARTINEZ, Wladimir Novaes. Temas atuais de previdência social. Homenagem a Celso Barrosos Leite. Vários autores. In: "Cômputo de tempo de serviço prestado no estrangeiro por força de Acordo Internacional". São Paulo: LTr, p. 79.

20 20 A Associação Internacional de Seguridade Social (AISS) foi fundada em 1927 para ampliar e consolidar o seguro de enfermidade. Mais tarde, as atividades se estenderam aos seguros de velhice, de invalidez e sobreviventes. Em 1944, na Conferência Internacional do Trabalho, realizada na Filadélfia, adotou-se uma resolução destinada a fomentar a cooperação entre as organizações de seguridade social e o intercâmbio regular de informações, assim como o estudo de problemas comuns em matéria de seguridade social. A AISS conta hoje com mais de 340 instituições-membros em cerca de 130 países, reunindo as administrações de seguridade social do mundo inteiro. O objetivo da AISS é defender e promover a seguridade social internacional no mundo inteiro, proporcionando a seus membros a oportunidade de realizar intercâmbio de informações e experiências ACORDOS INTERNACIONAIS VIGENTES EFEITOS INTERNOS E EXTERNOS Conceito e Finalidade dos Acordos O Estatuto da Convenção de Viena definiu o tratado, em seu artigo 2º, I, alínea a 80, como sendo um acordo internacional celebrado por escrito entre Estados e regido pelo direito internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação particular. Tratado é o ato jurídico pelo qual há a manifestação de vontades de duas ou mais pessoas internacionais, visando a estabelecer um acordo, esse entendido como expressão de uso livre e de alta incidência na prática internacional. 81 Como conceitua Wladimir Novaes Martinez: são fontes formais internacionais que regem a previdência social dos trabalhadores migrantes, isto é, tratados bilaterais sobre previdência social, celebrados entre o Brasil e diversos países da América Latina e da Europa. 82 Os acordos podem ser bilaterais ou multilaterais, podendo ainda ser permanentes ou temporários. As formalidades para celebração do acordo são: 1º negociação; 2º Disponível em: <http://www.previdencia.gov.br/pg_secundarias/previdencia_social_04_05.asp>. Acesso em: 04 mai Essa Convenção sistematiza conceitos jurídicos fundamentais sobre os tratados, foi adotada em pela Conferencia das Nações Unidas sobre o direito dos tratados, tendo entrado em vigor, para os países que a ratificaram, não incluindo o Brasil, em Disponível em: <http://www2.mre.gov.br/dai/dtrat.htm>. Acesso em: 12 mai Disponível em: <http://www2.mre.gov.br/dai/003.html>. Acesso em: 10 mai MARTINEZ, Wladimir Novaes. Previdência Social para Iniciantes Cartilha. 2. ed. São Paulo: LTr, p. 96.

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