SOBRE AS NOVAS REGRAS PARA A FIANÇA CRIMINAL DA DEVOLUÇÃO DOS BENS E VALORES DADOS COMO FIANÇA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "SOBRE AS NOVAS REGRAS PARA A FIANÇA CRIMINAL DA DEVOLUÇÃO DOS BENS E VALORES DADOS COMO FIANÇA"

Transcrição

1 SOBRE AS NOVAS REGRAS PARA A FIANÇA CRIMINAL DA DEVOLUÇÃO DOS BENS E VALORES DADOS COMO FIANÇA Paulo Maurício Serrano Neves a Wandirley Rodrigues de Souza Filho b Fabrízio Casagrande Zanellati c A Lei nº , de 4 de maio de 2011, trouxe novo regramento para a fiança criminal e interessa, com destaque, a devolução de bens e valores que excedam o quanto afiançado. A fiança é um instituto que remonta ao tempos do direito romano e é, em síntese, um contrato acessório ao contrato principal que garante ao credor o cumprimento da obrigação contratada. No início, ao tempo em que a fiança policial confundia-se com a monarquia absolutista, a concessão da liberdade era feita mediante uma garantia, uma caução, que podia ser real (caução em sentido estrito, tendo por objeto um bem com valor economicamente apreciável, sendo esta a ilação extraída do artigo 330, caput, do CPP 1 ) ou fidejussória (fiança propriamente dita, como prevista no ordenamento civil). A primeira consistia em bens e a segunda num compromisso pessoal. A primeira modalidade de garantia exigida pelo Estado assim em Atenas como em Roma foi a caução fidejussória, consistente na apresentação de fiadores, que assumiam a obrigação de apresentar o réu no dia do julgamento (Almeida Júnior apud Eugênio Pacelli de Oliveira, Regimes Constitucionais da Liberdade Provisória, p. 42.). No Brasil-colônia ( ), desde as Ordenações Afonsinas, havia a concessão da liberdade por meio das Cartas de Seguro, da homenagem (menagem 2 : então privilégio dos nobres, é prevista até hoje no Código de Processo Penal Militar [artigos 263 a 269], conforme Octaviano Vieira apud Tales Castelo Branco, Da Prisão em Flagrante, p.166.) e da palavra de fiéis carcereiros, geralmente mediante compromisso de comparecimento ao julgamento. Era prevista também a fiança, como caução real prestada por fiador (Eugênio Pacelli de Oliveira, idem.). A liberdade provisória, no seu sentido técnico processual, quer dizer o direito que alguém que está preso possui de obter a sua soltura. Deve-se cumprir com a seguinte premissa verdadeira: a pessoa está ou estava detida ou presa, detenção ou prisão essa considerada válida, mas que à míngua de fundamentos que autorizam a prisão preventiva (artigo 312, CPP), não deve subsistir. Seguindo este raciocínio, a fiança criminal não é compra da liberdade, mas garantia de cumprimento de condições sob pena de perda patrimonial, ou seja, busca-se assegurar a presença do acusado a todos os atos do processo ao passo que evita-se os efeitos deletérios do cárcere preliminar. Além de ser uma substituição à prisão, visa, também, assegurar o pagamento das custas, multa e a Procurador de Justiça, titular da 23ª Procuradoria de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás, com atribuições na área criminal. b Especializando em Ciências Penais, Assessor Jurídico do Gabinete da 23ª Procuradoria de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás. c Especialista em Direito Ambiental, Assistente Jurídico do Gabinete da 23ª Procuradoria de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás. 1 Art A fiança, que será sempre definitiva, consistirá em depósito de dinheiro, pedras, objetos ou metais preciosos, títulos da dívida pública, federal, estadual ou municipal, ou em hipoteca inscrita em primeiro lugar. 2 Prisão cautelar concedida ao militar ou civil que tenha praticado um crime militar cuja pena privativa de liberdade em abstrato não exceda a quatro anos, sendo que para tal concessão deve ser considerada a natureza do crime e os antecedentes do acusado. Página 1 de 7

2 indenização ao eventual dano causado pelo delito, no caso de condenação ainda que ocorra a prescrição depois da sentença condenatória, sendo concedida somente em casos especiais (artigos 321 a 350 do CPP) e podendo ser prestada pelo acusado ou por terceiro nas modalidades de depósito (dinheiro ou móveis) e hipoteca. Se houver absolvição, a fiança será restituída. Pelo contrato de fiança o fiador o próprio obrigado ou terceiro coloca seus valores e bens na proporção exigida pelo credor em garantia de que o obrigado no contrato principal (a ação penal) cumprirá as obrigações deste. A fiança criminal é admitida nos casos previstos em lei e tem como fim uma espécie de contrato de liberdade provisória no qual o devedor das obrigações criminais (CPP, nova redação: Art São medidas cautelares diversas da prisão: [ ] VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial;) pode, ele mesmo, ser o fiador prestando com dinheiro e objetos, dando a entender que o Poder Judiciário, tendo preferência por bens de fácil portabilidade, guarda e conservação, quer evitar a complexidade de receber bens móveis ou imóveis e facilitar a prestação da garantia. Por princípio o autor entende que os bens e valores que são excluídos de outras constrições, como por exemplo a casa de moradia, as ferramentas de trabalho e as verbas alimentares, não podem ser trazidas à conta da capacidade para prestar fiança, devendo o afiançante ser liberado da acessoriedade mediante outras medidas elencadas na lei, vez que isto atenderia ao princípio reitor do Direito Penal: não se tira de alguém aquilo que ele não tem (liberdade ou riqueza). Assim, a fiança penal será arbitrada pela autoridade policial no caso de infrações penais punidas com privação da liberdade máxima não superior a 4 (quatro) anos (artigo 322, CPP), passando a ser ato exclusivo do Juízo nos demais casos. Os limites de valor para o arbitramento continuam especificados na nova redação do artigo 325, do Código de Processo Penal, porém, sofreram aumento em seus patamares máximos, devendo-se, ainda, considerar: Natureza da infração; Condições pessoais de fortuna (fixando-se valor possível de ser pago); Vida pregressa do agente; Circunstâncias indicativas de periculosidade; Importância provável das custas do processo até final julgamento; Causas de aumento, qualificadoras e causas de diminuição de pena; e No caso de concurso material: 1) somam-se as penas para o cálculo (Súmula 81, do STJ); ou 2) considera-se cada pena isoladamente. Para obtenção da liberdade provisória mediante fiança é necessário, além do aporte financeiro, o cumprimento de uma série de obrigações sob a forma de condição legal (artigos 327, 328 e 341, CPP), inclusive, de maior grau de exigência que a liberdade provisória sem fiança (artigo 310, parágrafo único, CPP), a fim de se estabelecer um laço de confiança entre o Juízo e o afiançado. Contudo, importará em quebra da fiança prestada o descumprimento, sem justa causa, de obrigação imposta implicando tal rompimento na perda da metade do valor para o fundo penitenciário (artigo 346, CPP) e imposição de outras medidas cautelares ou até mesmo a decretação da prisão preventiva (artigo 343, CPP) ou a prática de outra infração penal durante a vigência da fiança (artigo 341, incisos I a V, CPP). De toda sorte, é assegurado ao afiançado o contraditório. Ocorrendo a perda parcial da fiança, a outra parte deve ser devolvida (artigo 347, CPP). Página 2 de 7

3 Também, ainda que seja o réu absolvido, a quebra não pode ser revertida, cabendo ao afiançado somente os 50% restantes do que se prestou, bem como será impossível prestar nova fiança no mesmo processo. Ademais, ocorrerá a perda total em favor do aludido fundo da parte remanescente abatido o correspondente às custas, indenização da vítima e eventual multa se condenado, o réu não se apresentar para o início do cumprimento da pena definitivamente imposta (artigos 344 e 345, CPP). A liberdade é irrenunciável embora restringível por ato legal do Estado-jurisdicional, não cabendo impor ao condenado o artigo 344 fala, erroneamente, em acusado qualquer ônus por não se apresentar para o início do cumprimento da pena. O início da execução é ato de força estatal e depende de ato formal, de sorte que o se apresentar é um ato moral sem interesse penal, não podendo compor o rol de atos afiançados. Tentar escapar da restrição da liberdade é o exercício de um direito natural observável até nos seres microscópicos. é pertencente ao mundo da realidade e tanto não tem ingresso no mundo da cultura (direito) que a execução penal é prevista como ato de força. Quanto às penas não restritivas de liberdade que dependem de ato ou fato a ser praticado pelo condenado para seu início a imposição do ônus de se apresentar cai igualmente por terra ao ser verificado que o sancionamento insubordinação com a perda da fiança não seria de aplicação geral, diferentemente da conversibilidade que é universal. A cassação fiança julgada inidônea só é cabível quando a fiança é concedida por equívoco, quando na verdade seria impossível de ser arbitrada, ou se houver aditamento da denúncia com imputação de mais uma infração ao réu, analisando-se, inclusive, a soma das penas mínimas no caso de concurso material. Nestes casos, poderá ocorrer a revogação da liberdade provisória, bem como poderá ser determinado reforço à fiança (artigo 340, CPP), se necessário. São três as possibilidades de exigência de reforço da fiança: 1) quando tomada a menor por equívoco; 2) quando ocorrer a depreciação material ou perecimento de bens hipotecados ou caucionados, bem como dos metais ou pedras preciosas; ou 3) quando for inovada a classificação do delito com alteração da pena e, por consequência, no quantitativo da fiança. Não sendo reforçada a fiança, será julgada sem efeito e expedido o respectivo mandado de prisão, o que expressa também a inidoneidade da fiança (artigo 340, parágrafo único, CPP). Ocorrerá a dispensa da fiança quando verificado ser impossível ao réu prestá-la, por motivo de pobreza. Contudo, ainda ficará adstrito às obrigações dos artigos 327 e 328, do Código de Processo Penal e a outras medidas cautelares, sob pena de ter revogado o benefício ante a infração, sem motivo justo, de tais obrigações. Este autor crê que a Carta de 1988 recepcionou a fiança criminal como um instrumento da dignidade da pessoa humana: palavra dada, palavra garantida e, desta sorte, não serviria a fiança para nenhuma indignificação do fiador. De regra, a ação penal resulta em condenação e a condenação enseja a execução, de sorte que a obrigação do contrato principal afiançada para cumprimento voluntário evolui com o trânsito em julgado da sentença condenatória para cumprimento compulsório das sanções aplicadas, situando-se entre as duas jurisdições (conhecimento e execução) o inarredável exame da executabilidade do título: certeza, liquidez e exigibilidade. De regra, também, que as sentenças penais condenatórias transitadas em julgado são certas e líquidas, mas nem todas são exigíveis porque atingidas por causa de extinção da pretensão executória (artigo 336, parágrafo único, CPP). Página 3 de 7

4 O trânsito em julgado de sentença penal condenatória gera obrigações pecuniárias que se projetam na execução, como custas, multas, prestações pecuniárias e a malfadada indenização mínima passada junto com a condenação, esta última não passando de uma estranha tutela estatal de interesse pessoal disponível. A fiança é do pertence ao processo de conhecimento no qual é deduzida a obrigação principal, tanto que pode ser prestada enquanto não transitada em julgado a sentença, estando claro que o contrato acessório de fiança se resolve com a absolvição e ocorre a devolução do dinheiro, objetos e outros que tiverem sido admitidos, mas as obrigações causadas pela condenação transitada em julgado estão também afiançadas nos limites do processo (custas) e da condenação (multa, prestação pecuniária e a malfadada indenização mínima) e tal extensão é solucionada com liquidação por cálculo e as sobras devolvidas, e é isto que firma não poder mais o condenado descumprir as obrigações afiançadas pois nenhum ato praticará 'sponte sue' em relação aos valores em que foi condenado. A extensão da fiança, da fase de conhecimento para a fase de execução, desnatura a cláusula de garantia de cumprimento pois o condenado adimpliu as obrigações do processo de conhecimento, e os pagamentos do artigo 336 em sua nova redação sobre o depósito existente são de execução compulsória, não se aplicando a regra do artigo 821 do Código Civil porque o princípio da nãoculpabilidade assegura não existirem dívidas futuras no curso do processo de conhecimento. O trânsito em julgado de sentença condenatória dá causa a obrigações líquidas e certas de execução compulsória pelo credor Estado-executor, e existe garantia da execução em razão de ser o Poder Judiciário depositário dos valores e bens, sendo que a nova redação do artigo 336 não deixa dúvidas quanto a isto, pois usa a expressão no tempo passado: dados como fiança. A questão em estudo seria menor não fosse a redação do artigo 336, no parágrafo único, aplicar a execução compulsória das obrigações decorrentes da sentença penal condenatória em caso de prescrição após o trânsito em julgado. A sentença penal condenatória apenas declara a relação de causalidade humana do fato típico. O fato típico ocorre no plano da realidade e a declaração da sentença não o cria, não o modifica e nem o extingue, conquanto das circunstâncias de natureza penal existentes no fato real se aproprie para dar-lhes os efeitos da lei. E é desta sorte que o fato penalmente deduzido pode gerar repercussões cíveis independente da sentença ser condenatória ou absolutória, com especial valor executório se der por existente o fato, caso em que não mais é discutível matéria que esteja contida no fato dado como existente, e apenas isto. Se ocorrer a prescrição antes do trânsito em julgado da sentença condenatória não existirá fato penal certo, e a jurisdição cível poderá conhecer de tudo. Se ocorrer a prescrição depois do trânsito em julgado da sentença condenatória as hipóteses de inexigibilidade deverão ser examinadas: 1) Se a sentença foi publicada por sobre uma prescrição intercorrente não produzirá nenhum efeito e pode ser dada como inexistente; 2) Se a prescrição é verificada após o trânsito em julgado em razão da pena em concreto, não produz nenhum efeito executório. Não existindo hipótese em que a prescrição seja provocada pelo condenado qualquer modalidade ocorre por culpa do Estado-jurisdicional credor que não agiu dentro do tempo que ele mesmo assinala, logo, não cabe na ordem jurídica que o réu seja gravado pela culpa estatal pagando as Página 4 de 7

5 custas do processo que o Estado-jurisdicional credor não conseguiu levar ao fim previsto na lei, e muito menos pagando por condenações pecuniárias que não podem ser executadas pelo Estadojurisdicional credor por lhes faltar o requisito da exigibilidade LEI Nº , DE 4 DE MAIO DE CAPÍTULO V DAS OUTRAS MEDIDAS CAUTELARES Art São medidas cautelares diversas da prisão: VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial; 4o A fiança será aplicada de acordo com as disposições do Capítulo VI deste Título, podendo ser cumulada com outras medidas cautelares. (NR) Art A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. (NR) Art Não será concedida fiança: I - nos crimes de racismo; II - nos crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo e nos definidos como crimes hediondos; III - nos crimes cometidos por grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; IV - (revogado); V - (revogado). (NR) Art Não será, igualmente, concedida fiança: I - aos que, no mesmo processo, tiverem quebrado fiança anteriormente concedida ou infringido, sem motivo justo, qualquer das obrigações a que se referem os arts. 327 e 328 deste Código; II - em caso de prisão civil ou militar; III - (revogado); IV - quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art. 312). (NR) Art O valor da fiança será fixado pela autoridade que a conceder nos seguintes limites: a) (revogada); b) (revogada); c) (revogada). I - de 1 (um) a 100 (cem) salários mínimos, quando se tratar de infração cuja pena privativa de liberdade, no grau máximo, não for superior a 4 (quatro) anos; II - de 10 (dez) a 200 (duzentos) salários mínimos, quando o máximo da pena privativa de liberdade cominada for superior a 4 (quatro) anos. Página 5 de 7

6 o Se assim recomendar a situação econômica do preso, a fiança poderá ser: I - dispensada, na forma do art. 350 deste Código; II - reduzida até o máximo de 2/3 (dois terços); ou III - aumentada em até (mil) vezes. 2o (Revogado): I - (revogado); II - (revogado); III - (revogado). (NR) Art A fiança poderá ser prestada enquanto não transitar em julgado a sentença condenatória. (NR) Art Recusando ou retardando a autoridade policial a concessão da fiança, o preso, ou alguém por ele, poderá prestá-la, mediante simples petição, perante o juiz competente, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas. (NR) Art O dinheiro ou objetos dados como fiança servirão ao pagamento das custas, da indenização do dano, da prestação pecuniária e da multa, se o réu for condenado. Parágrafo único. Este dispositivo terá aplicação ainda no caso da prescrição depois da sentença condenatória (art. 110 do Código Penal). (NR) Art Se a fiança for declarada sem efeito ou passar em julgado sentença que houver absolvido o acusado ou declarada extinta a ação penal, o valor que a constituir, atualizado, será restituído sem desconto, salvo o disposto no parágrafo único do art. 336 deste Código. (NR) Art Julgar-se-á quebrada a fiança quando o acusado: I - regularmente intimado para ato do processo, deixar de comparecer, sem motivo justo; II - deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do processo; III - descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a fiança; IV - resistir injustificadamente a ordem judicial; V - praticar nova infração penal dolosa. (NR) Art O quebramento injustificado da fiança importará na perda de metade do seu valor, cabendo ao juiz decidir sobre a imposição de outras medidas cautelares ou, se for o caso, a decretação da prisão preventiva. (NR) Art Entender-se-á perdido, na totalidade, o valor da fiança, se, condenado, o acusado não se apresentar para o início do cumprimento da pena definitivamente imposta. (NR) Art No caso de perda da fiança, o seu valor, deduzidas as custas e mais encargos a que o acusado estiver obrigado, será recolhido ao fundo penitenciário, na forma da lei. (NR) Art No caso de quebramento de fiança, feitas as deduções previstas no art. 345 deste Código, o valor restante será recolhido ao fundo penitenciário, na forma da lei. (NR) Art Nos casos em que couber fiança, o juiz, verificando a situação econômica do preso, poderá conceder-lhe liberdade provisória, sujeitando-o às obrigações constantes dos arts. 327 e 328 deste Código e a outras medidas cautelares, se for o caso. Parágrafo único. Se o beneficiado descumprir, sem motivo justo, qualquer das obrigações ou medidas impostas, aplicar-se-á o disposto no 4o do art. 282 deste Código. (NR) Página 6 de 7

7 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BRANCO, Tales Castelo. Da Prisão em Flagrante. São Paulo: Saraiva, FÜHRER, Maximilianus Cláudio Américo; FÜHRER, Maximiliano Roberto Ernesto. Resumo de processo penal. 19.ed. São Paulo : Malheiros, JÚNIOR, Walter Nunes da Silva. Curso de direito processual penal: teoria (constitucional) do processo penal. Rio de Janeiro : Renovar, OLIVEIRA, Eugênio Pacelli de. Regimes Constitucionais da Liberdade Provisória. Rio de Janeiro: Lumen Juris, OLIVEIRA, Lauro Laertes de. Da fiança. São Paulo : Saraiva, TÁVORA, Nestor; ANTONNI, Rosmar. Curso de direito processual penal. 3.ed. rev., amp. e atual. Salvador : JusPodivm, TOURINHO FILHO, Fernando da Costa. Código de Processo Penal Comentado. São Paulo: Saraiva, Página 7 de 7

Rtgukfípekc"fc"Tgrûdnkec"

RtgukfípekcfcTgrûdnkec Página 1 de 8 Rtgukfípekc"fc"Tgrûdnkec" Ecuc"Ekxkn" Uudejghkc"rctc"Cuuupvqu"Lutîfkequ NGK"P "340625."FG"6"FG"OCKQ"FG"42330 Vigência Altera dispositivos do Decreto-Lei n o 3.689, de 3 de outubro de 1941

Leia mais

I - nos crimes punidos com reclusão em que a pena mínima cominada for superior a 2 (dois) anos; (Redação dada pela Lei nº 6.416, de 24.5.

I - nos crimes punidos com reclusão em que a pena mínima cominada for superior a 2 (dois) anos; (Redação dada pela Lei nº 6.416, de 24.5. Art. 323. Não será concedida fiança: I nos crimes punidos com pena de reclusão, salvo ao réu maior de setenta anos ou menor de vinte e um, no caso de não ser superior a dois anos o máximo da pena cominada;

Leia mais

Liberdade Provisória

Liberdade Provisória Liberdade Provisória CF, art. 5º, inciso LXVI: ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; Natureza jurídica: trata-se de uma contracautela

Leia mais

Questões de Processo Penal

Questões de Processo Penal Questões de Processo Penal 1º) As Contravenções Penais (previstas na LCP) são punidas com: a) ( ) Prisão Simples; b) ( ) Reclusão; c) ( ) Detenção; d) ( ) Não existe punição para essa espécie de infração

Leia mais

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal

O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal 202 O Novo Regime das Medidas Cautelares no Processo Penal Juliana Andrade Barichello 1 O objetivo deste trabalho é discorrer sobre os principais pontos das palestras, enfatizando a importância das alterações

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL LIBERDADE PROVISÓRIA PROF. LUIZ BIVAR JR.

DIREITO PROCESSUAL PENAL LIBERDADE PROVISÓRIA PROF. LUIZ BIVAR JR. DIREITO PROCESSUAL PENAL LIBERDADE PROVISÓRIA PROF. LUIZ BIVAR JR. BREVES CONSIDERAÇÕES: A prisão, no direito brasileiro, é medida de exceção. A regra é o acusado responder ao processo em liberdade, somente

Leia mais

DA LIBERDADE PROVISÓRIA

DA LIBERDADE PROVISÓRIA DA LIBERDADE PROVISÓRIA * Thiago Martins da Silva ** Vânia Maria Benfica Guimarães Pinto Coelho 1 Resumo Neste trabalho vai ser falado sobre as variáveis de prisão existente no sistema carcerário brasileiro.

Leia mais

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO

Professor Márcio Widal Direito Penal PRESCRIÇÃO PRESCRIÇÃO Professor Márcio Widal 1. Introdução. A perseguição do crime pelo Estado não pode ser ilimitada no tempo, por força, inclusive, da garantia da presunção de inocência. Além disso, o Estado deve

Leia mais

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11.

Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Mais uma falha legislativa na tentativa desesperada de retificar o Código de Processo Penal. Análise feita à luz da Lei nº. 12.403/11. Ricardo Henrique Araújo Pinheiro. A breve crítica que faremos neste

Leia mais

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL

1. PRINCÍPIOS DOS JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS art. 62 da Lei 9.009/95 2. OBJETIVOS DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 1 PROCESSO PENAL PROCESSO PENAL PONTO 1: Princípios dos Juizados Especiais Criminais PONTO 2: Objetivos PONTO 3: Competência PONTO 4: Fase Policial PONTO 5: Fase Judicial PONTO 6: Recursos PONTO 7: Atos

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 1 Rosivaldo Russo

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 1 Rosivaldo Russo PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 1 Rosivaldo Russo ESPÉCIES DE PRISÃO: 1. P. Penal sentença condenatória transitada em julgado 2. P. Processuais, cautelares ou provisórias antes da formação da culpa

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR. Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará Cacildo Baptista Palhares Júnior: advogado em Araçatuba (SP) Questões comentadas de Direito Penal da prova objetiva do concurso de 2009 para Defensor do Pará 21. Para formação do nexo de causalidade, no

Leia mais

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:

CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: COMENTÁRIOS DA PROVA Questões da prova de Oficial de Justiça PJ-H/2014 Questão 48 (art. 325) Questão 47 (art. 312 parágrafo segundo) QUESTÃO 48 - GABARITO: D QUESTÃO 47 - GABARITO: C CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO

Leia mais

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS

ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS ALTERAÇÕES A TIPOS PENAIS COMO É HOJE VERSÃO DO PL ANTERIOR SUBSTITUTIVO APRESENTADO em 22 de setembro de 2015 Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes

Leia mais

1 o ) O decurso do tempo (teoria do esquecimento do fato). 2 o ) A correção do condenado. 3 o ) A negligência da autoridade.

1 o ) O decurso do tempo (teoria do esquecimento do fato). 2 o ) A correção do condenado. 3 o ) A negligência da autoridade. PRESCRIÇÃO FUNDAMENTOS 1 o ) O decurso do tempo (teoria do esquecimento do fato). 2 o ) A correção do condenado. 3 o ) A negligência da autoridade. 51 NATUREZA JURÍDICA Ainda hoje se discute a respeito

Leia mais

4 A LIBERDADE PROVISÓRIA

4 A LIBERDADE PROVISÓRIA 4 A LIBERDADE PROVISÓRIA 4.1 O Tratamento Atual da Liberdade Provisória Para a compreensão plena do instituto jurídico da liberdade provisória, fazse necessário reportar à redação original do Código de

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990

Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 Sumário Prefácio... 11 Apresentação dos autores... 13 Capítulo 1 Crimes Hediondos Lei 8.072/1990 1. Para entender a lei... 26 2. Aspectos gerais... 28 2.1 Fundamento constitucional... 28 2.2 A Lei dos

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV

DIREITO PROCESSUAL PENAL IV AULA DIA 25/05/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: tiago_csouza@hotmail.com DIREITO PROCESSUAL PENAL IV Procedimento Sumaríssimo (Lei 9.099/95) - Estabelece a possibilidade de conciliação civil,

Leia mais

CONTRATO DE TRABALHO. Empregado Preso

CONTRATO DE TRABALHO. Empregado Preso CONTRATO DE TRABALHO Empregado Preso Muitas dúvidas surgem quando o empregador toma conhecimento que seu empregado encontra-se preso. As dúvidas mais comuns são no sentido de como ficará o contrato de

Leia mais

Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres

Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres Exercícios da lei 9.455/97 - lei de tortura. Prof. Wilson Torres 01- A prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes, o terrorismo e os crimes definidos como hediondos podem ser imputados, com

Leia mais

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE

Monster. Concursos ABUSO DE AUTORIDADE Monster Concursos ABUSO DE AUTORIDADE AULÃO PM-MG 06/03/2015 ABUSO DE AUTORIDADE LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965. #AULÃO #AQUIÉMONSTER Olá Monster Guerreiro, seja bem-vindo ao nosso Aulão, como

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2015 R E S O L V E:

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2015 R E S O L V E: ESTADO DO PARANÁ INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01/2015 O Desembargador Fernando Wolff Bodziak, 2º Vice-Presidente e Supervisor-Geral dos Juizados Especiais, no uso de suas atribuições legais e CONSIDERANDO o

Leia mais

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES

A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES A INTIMAÇÃO DO ADVOGADO CONSTITUÍDO PELO RÉU DAS DECISÕES NO PROCESSO PENAL ROGÉRIO TADEU ROMANO Procurador Regional da República aposentado e advogado I A INTIMAÇÃO DA SENTENÇA AO RÉU DISSONÂNCIA DA DOUTRINA

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº DE 2011

PROJETO DE LEI Nº DE 2011 PROJETO DE LEI Nº DE 2011 Altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e a Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º O art. 4º

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010.

RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. RESOLUÇÃO Nº, DE DE 2010. Dispõe sobre a divulgação de dados processuais eletrônicos na rede mundial de computadores, expedição de certidões judiciais e dá outras providências. O PRESIDENTE DO CONSELHO

Leia mais

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL

ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL ALTERAÇÃO NO CÓDIGO PENAL: O DELITO DE FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL. Nomen juris: a Lei nº 12.978/2014 alterou o nome

Leia mais

ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público

ANTONIO FERNANDO BARROS E SILVA DE SOUZA Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO Nº 33, de 15º DE DEZEMBRO DE 2008. Altera a Resolução n 25, de 03 de dezembro de 2007 O CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, no exercício das atribuições

Leia mais

Prescrição da pretensão punitiva

Prescrição da pretensão punitiva PRESCRIÇÃO PENAL 1 CONCEITO É o instituto jurídico mediante o qual o Estado, por não fazer valer o seu direito de punir em determinado tempo, perde o mesmo, ocasionando a extinção da punibilidade. É um

Leia mais

RECURSOS NO PROCESSO PENAL

RECURSOS NO PROCESSO PENAL ESTUDO RECURSOS NO PROCESSO PENAL RECURSOSRE Ribamar Soares Consultor Legislativo da Área II Direito Civil e Processual Civil, Direito Penal e Processual Penal, de Família, do Autor, de Sucessões, Internacional

Leia mais

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES

A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES A NOVA LEI DE FALÊNCIAS E OS CRIMES FALIMENTARES ANTERIORES Tiago Ghellar Fürst A nova Lei de Falências e Recuperação Judicial, que entrou em vigor no dia 09.06.2005 (Lei 11.101/2005, publicada no DOU

Leia mais

PARTE I O DIREITO DA VÍTIMA OU OFENDIDO EM FASE A CONSEQUÊNCIA DA PRÁTICA DO DELITO CAPÍTULO I DOS DIREITOS HUMANOS

PARTE I O DIREITO DA VÍTIMA OU OFENDIDO EM FASE A CONSEQUÊNCIA DA PRÁTICA DO DELITO CAPÍTULO I DOS DIREITOS HUMANOS PARTE I O DIREITO DA VÍTIMA OU OFENDIDO EM FASE A CONSEQUÊNCIA DA PRÁTICA DO DELITO CAPÍTULO I DOS DIREITOS HUMANOS 1, Os Direitos Humanos...,...,...,... 01 2. Comentários sobre Alguns Artigos da Declaração

Leia mais

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990

LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 LEI N.º 8.072, DE 25 DE JULHO DE 1990 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: LEI DOS CRIMES HEDIONDOS Dispõe sobre os crimes hediondos, nos termos do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, e determina outras

Leia mais

TÍTULO: A FIANÇA CRIMINAL COMO MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE BARRETOS

TÍTULO: A FIANÇA CRIMINAL COMO MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS INSTITUIÇÃO: FACULDADE BARRETOS TÍTULO: A FIANÇA CRIMINAL COMO MEDIDA CAUTELAR DIVERSA DA PRISÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO: FACULDADE BARRETOS AUTOR(ES): ROBSON APARECIDO MACHADO

Leia mais

1.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (artigos 581 a 592 do CPP)

1.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (artigos 581 a 592 do CPP) 1.2. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO (artigos 581 a 592 do CPP) 1.2.1. Conceito O Recurso em Sentido Estrito para Espínola Filho se constitui (por ato da parte interessada ou em virtude de determinação legal)

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

EXECUÇÃO DE SENTENÇAS PENAL, ARBITRAL E ESTRANGEIRA (ART. 475-N, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC) PROCESSO DE EXECUÇÃO OU EXECUÇÃO SINCRETIZADA (CUMPRIMENTO)?

EXECUÇÃO DE SENTENÇAS PENAL, ARBITRAL E ESTRANGEIRA (ART. 475-N, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC) PROCESSO DE EXECUÇÃO OU EXECUÇÃO SINCRETIZADA (CUMPRIMENTO)? 84 EXECUÇÃO DE SENTENÇAS PENAL, ARBITRAL E ESTRANGEIRA (ART. 475-N, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC) PROCESSO DE EXECUÇÃO OU EXECUÇÃO SINCRETIZADA (CUMPRIMENTO)? J.E. Carreira Alvim Doutor em Direito pela UFMG;

Leia mais

Palavras-chaves: Impeachment, Presidente da Republica, Infrações Político- administrativas.

Palavras-chaves: Impeachment, Presidente da Republica, Infrações Político- administrativas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA IMPEACHMENT Fernando França Caron Especialista em Direito Constitucional pela Faculdade Damásio de Jesus Docente do Curso de Direito da UNILAGO RESUMO A Constituição Federal de

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de Renata, mediante

Leia mais

A PRESCRIÇÃO PENAL. Palavras-Chave: Prescrição, Punitiva, Pretensão, Crime, Decisão, Extinção, Interrupção, Imprescritibilidade, Estado e Prazo.

A PRESCRIÇÃO PENAL. Palavras-Chave: Prescrição, Punitiva, Pretensão, Crime, Decisão, Extinção, Interrupção, Imprescritibilidade, Estado e Prazo. A PRESCRIÇÃO PENAL *Juliana de Oliveira Corsi ** Professora Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho Resumo Uma vez praticado um crime, surge para o Estado o direito de investigar e exercer a sua pretensão

Leia mais

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR ATUALIZAÇÃO 9 De 1.11.2014 a 30.11.2014 VADE MECUM LEGISLAÇÃO 2014 CÓDIGO CIVIL PÁGINA LEGISLAÇÃO ARTIGO CONTEÚDO 215 Lei 10.406/2002 Arts. 1.367 e 1.368-B Art. 1.367. A propriedade fiduciária em garantia

Leia mais

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais,

RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015. O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ), no uso de suas atribuições legais e regimentais, RESOLUÇÃO N.º DE DE 2015 Regula o procedimento a ser adotado nas medidas assecuratórias em matéria processual-penal e as providências a serem adotadas quando decretada a perda de bens móveis ou imóveis

Leia mais

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011.

A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. A PRISÃO PREVENTIVA E AS SUAS HIPÓTESES PREVISTAS NO ART. 313 DO CPP, CONFORME A LEI Nº 12.403, DE 2011. Jorge Assaf Maluly Procurador de Justiça Pedro Henrique Demercian Procurador de Justiça em São Paulo.

Leia mais

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco

MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco MPE Direito Penal Aplicação da Lei Penal no Tempo e no Espaço Emerson Castelo Branco 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO

Leia mais

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE

PARECER Nº, DE 2010. RELATOR: Senador RENATO CASAGRANDE PARECER Nº, DE 2010 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, em caráter terminativo, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 37, de 2010, da Senadora Lúcia Vânia, que altera o art. 10 do Código de

Leia mais

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO

Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO Ministério da Educação Universidade Federal de Santa Maria Centro de Ciências Sociais e Humanas Departamento de Direito PLANO DE ENSINO 1) Identificação Disciplina Direito Penal II - NOTURNO Carga horária

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL ENUNCIADO Gilberto, quando primário, apesar de portador de maus antecedentes, praticou um crime de roubo simples, pois, quando tinha 20 anos de idade, subtraiu de

Leia mais

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO WILDO

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO WILDO ORIGEM : 37ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO - PE RELATÓRIO O Sr. Des. Fed. FRANCISCO WILDO (Relator): Tratam-se de apelações criminais interpostas por ROMERO SANTOS VERAS e ROMERO SALES GOMES em face de sentença

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 4.208, DE 2001

PROJETO DE LEI Nº 4.208, DE 2001 PROJETO DE LEI Nº 4.208, DE 2001 Altera dispositivos do Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de Processo Penal - relativos à prisão, medidas cautelares e liberdade, e dá outras providências.

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN No-328, DE 22 DE ABRIL DE 2013

RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN No-328, DE 22 DE ABRIL DE 2013 RESOLUÇÃO NORMATIVA - RN No-328, DE 22 DE ABRIL DE 2013 Altera a Resolução Normativa - RN 4, de 19 de abril de 2002, que dispõe sobre o parcelamento de débitos tributários e não tributários para com a

Leia mais

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO RELATÓRIO O DESEMBARGADOR FEDERAL ÉLIO SIQUEIRA (RELATOR CONVOCADO): Habeas Corpus liberatório impetrado pela Defensoria Pública da União, em favor de Abia Mets, Dudel Hanani, Dahan Honi, Eban Arad e Achisar

Leia mais

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça.

O art. 96, III da CF prevê o foro por prerrogativa de função dos membros do MP, incluindo os Promotores e Procuradores de Justiça. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Processo Penal / Aula 11 Professor: Elisa Pittaro Conteúdo: Foro por Prerrogativa de Função; Conexão e Continência. 3.5 Foro por Prerrogativa de Função: b) Juízes

Leia mais

LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965

LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965 LEI Nº 4.898, DE 9 DE DEZEMBRO DE 1965 Regula o Direito de Representação e o Processo de Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de autoridade. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço

Leia mais

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ - CESUT A s s o c i a ç ã o J a t a i e n s e d e E d u c a ç ã o

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE JATAÍ - CESUT A s s o c i a ç ã o J a t a i e n s e d e E d u c a ç ã o EMENTA: 1. TEORIA GERAL DA EXECUÇÃO 2. PARTES NO PROCESSO DE EXECUÇÃO 3. COMPETÊNCIA 4. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA REALIZAR QUALQUER EXECUÇÃO 5. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA 5.1 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

Leia mais

COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO CONCURSO PARA INGRESSO NA FUNÇÃO DE MONITOR DO CURSO DE DIREITO EDITAL 01/2013

COORDENAÇÃO DO CURSO DE DIREITO NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO CONCURSO PARA INGRESSO NA FUNÇÃO DE MONITOR DO CURSO DE DIREITO EDITAL 01/2013 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE PESQUISA E EXTENSÃO CONCURSO PARA INGRESSO NA FUNÇÃO DE MONITOR DO EDITAL 01/2013 A Coordenadora do Curso de Direito e o Coordenador do Núcleo de Pesquisa e Extensão da Faculdade

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Page 1 of 7 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.429, DE 2 DE JUNHO DE 1992. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento

Leia mais

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO

SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO SUJEITOS PROCESSUAIS: JUIZ E MINISTÉRIO PÚBLICO Sujeitos processuais são as pessoas que atuam no processo, ou seja, autor, réu e juiz, existem outros sujeitos processuais, que podem ou não integrar o processo,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.850, DE 2 DE AGOSTO DE 2013. Vigência Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção

Leia mais

EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR. Por Cid Sabelli 1

EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR. Por Cid Sabelli 1 EXCLUSÃO DE REGISTROS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS. JUSTIÇA COMUM e JUSTIÇA MILITAR Por Cid Sabelli 1 INTRODUÇÃO Fato tormentoso na vida do cidadão diz respeito às informações lançadas em sua folha de antecedentes

Leia mais

Lei nº 9.613, de 03 de Março de 1998

Lei nº 9.613, de 03 de Março de 1998 Lei nº 9.613, de 03 de Março de 1998 Dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta lei;

Leia mais

http://www.concursovirtual.com.br/professores/rodrigo-menezes.html

http://www.concursovirtual.com.br/professores/rodrigo-menezes.html Direito Constitucional Professor Rodrigo Menezes XLII - RACISMO XLIV - GOLPE XLIII - T T T H* Questões FCC Art. 5º fb.com/prof.rodrigomenezes Os crimes no art. 5º XLI a lei punirá qualquer discriminação

Leia mais

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL

PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL PROCESSO PENAL RESUMO DE PROCESSO PENAL 3 Rosivaldo Russo 1) AÇÃO PENAL: 2. INÍCIO DA AÇÃO PENAL AÇÃO PENAL PÚBLICA tem início através de uma peça que se chama denúncia. Essa é a petição inicial dos crimes

Leia mais

PLANO DE ENSINO EMENTA

PLANO DE ENSINO EMENTA Faculdade Milton Campos Curso: Direito Departamento: Ciências Penais FACULDADE MILTON CAMPOS Disciplina: Direito Processual Penal II Carga Horária: 80 h/a Área: Direito PLANO DE ENSINO EMENTA Atos processuais:

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) Acrescenta inciso V ao art. 141 do Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro

Leia mais

FIXAÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO E SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO PRÁTICA VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO: FIXAÇÃO E NSTRUMENTALIZAÇÃO

FIXAÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO E SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO PRÁTICA VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO: FIXAÇÃO E NSTRUMENTALIZAÇÃO FIXAÇÃO DO VALOR MÍNIMO DE INDENIZAÇÃO E SUA INSTRUMENTALIZAÇÃO PRÁTICA José Roberto Torres da Silva Batista * Isaiane Costa Pereira ** RESUMO Este artigo discute uma visão dialética do conhecimento, a

Leia mais

3 Visando dar instrumentos objetivos para que o Poder Público exija de seu contratado o cumprimento de suas obrigações trabalhistas, bem como

3 Visando dar instrumentos objetivos para que o Poder Público exija de seu contratado o cumprimento de suas obrigações trabalhistas, bem como SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 254, DE 2012 Acrescenta o art. 56-A e modifica o art. 92 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Jerusa, atrasada para importante compromisso profissional, dirige seu carro bastante preocupada, mas respeitando os limites de velocidade. Em uma via de mão dupla,

Leia mais

LEI COMPLEMENTAR N 30, de 26.07.2002 (D.O 02.08.02)

LEI COMPLEMENTAR N 30, de 26.07.2002 (D.O 02.08.02) LEI COMPLEMENTAR N 30, de 26.07.2002 (D.O 02.08.02) Cria o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor - DECON, nos termos previstos na Constituição do Estado do Ceará, e estabelece as normas

Leia mais

EXECUÇÕES ESPECÍFICAS

EXECUÇÕES ESPECÍFICAS EXECUÇÕES ESPECÍFICAS Prof. Ms. Bernardo Ribeiro Câmara Advogado e sócio do Escritório Freire, Câmara & Ribeiro de Oliveira Advogados; Mestre em Direito Processual Civil pela PUC/MG Especialista em Direito

Leia mais

As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade.

As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade. Programa de DIREITO PENAL II 3º período: 80h/a Aula: Teórica EMENTA As penas. Efeitos da condenação. Reabilitação. Medidas de segurança. Ação penal. Extinção da punibilidade. OBJETIVOS Habilitar o futuro

Leia mais

LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009

LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009 ESTADO DO CEARÁ LEI Nº 14.505, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2009 Publicada no DOE em 19/11/2009. O GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ. DISPÕE SOBRE A REMISSÃO, A ANISTIA E A TRANSAÇÃO DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS RELACIONADOS

Leia mais

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema.

Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13. Delimitação do tema. Espelho da 2ª Redação_ Simulado Policia Federal_30.11.13 Um policial federal, ao executar a fiscalização em um ônibus interestadual procedente da fronteira do Paraguai, visando coibir o contrabando de

Leia mais

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE

SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO: momento processual para a aceitação do benefício MARCIO FRANCISCO ESCUDEIRO LEITE PROMOTOR DE JUSTIÇA ASSESSOR DO CENTRO DE APOIO OPERACIONAL CRIMINAL DO MINISTÉRIO PUBLICO

Leia mais

PONTO a): PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE PONTO b): PRESCRIÇÃO EXECUTÓRIA

PONTO a): PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE PONTO b): PRESCRIÇÃO EXECUTÓRIA DIREITO PENAL PONTO 1: PRESCRIÇÃO PENAL PONTO a): PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE PONTO b): PRESCRIÇÃO EXECUTÓRIA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE OU SUBSEQUENTE ART. 110, 1º 1, CP (pena justa). Lei 12234/06. A expressão

Leia mais

QUESTÕES E PROCESSOS PARTE II

QUESTÕES E PROCESSOS PARTE II QUESTÕES E PROCESSOS INCIDENTES PARTE II INCOMPATIBILIDADES E IMPEDIMENTOS: ART. 112 CPP- DUAS HIPÓTESES: ABSTENÇÃO: ARGUIÇÃO PELA PARTE: PROCESSO ESTABELECIDO PARA EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO. ART. 252 E 253

Leia mais

Medidas cautelares pessoais e a Lei nº 12.403, de 04 de maio de 2.011, uma abordagem prática 1

Medidas cautelares pessoais e a Lei nº 12.403, de 04 de maio de 2.011, uma abordagem prática 1 1 Medidas cautelares pessoais e a Lei nº 12.403, de 04 de maio de 2.011, uma abordagem prática 1 Válter Kenji Ishida Promotor de Justiça das Execuções Criminais da Capital de São Paulo Mestre e Doutor

Leia mais

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL

DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL Súmula 711: A Lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.

Leia mais

FADIVA - FACULDADE DE DIREITO DE VARGINHA

FADIVA - FACULDADE DE DIREITO DE VARGINHA ARTIGO JURÍDICO PRESCRIÇÃO PENAL Aluna: Luciana Mansur Haddad Professora: Vânia Maria Bemfica Guimarães Pinto Coelho RESUMO: o presente resumo estudará primeiramente o conceito de Prescrição Penal, para,

Leia mais

Proposta de Razão Recursal

Proposta de Razão Recursal Concurso: Banca examinadora: Proposta de Razão Recursal Oficial Escrevente FAURGS Questões recorríveis: 46, 47, 48, 49 e 52 Professor: Davi André Costa Silva Objeto de recurso Questão Motivo 46 Objeto

Leia mais

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos

Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Roteiro de Teses Defensivas OAB 2ª Fase Penal Vega Cursos Jurídicos Prof. Sandro Caldeira Prezado(a) aluno(a), Na nossa primeira aula abordamos um roteiro de teses defensivas que iremos treinar durante

Leia mais

FIXAÇÃO DA FIANÇA: HÁ ABUSOS? NÃO

FIXAÇÃO DA FIANÇA: HÁ ABUSOS? NÃO FIXAÇÃO DA FIANÇA: HÁ ABUSOS? NÃO Nadir de Campos Júnior 7º. PJ do Patrimônio Público Com a edição da lei 12.403/11, as medidas cautelares passam a estar a serviço do processo e da eficácia de uma Justiça

Leia mais

Luiz Eduardo de Almeida

Luiz Eduardo de Almeida Luiz Eduardo de Almeida Apresentação elaborada para o curso de atualização do Instituo Brasileiro de Direito Tributário IBDT Maio de 2011 Atividade da Administração Pública: ato administrativo Em regra

Leia mais

GRUPO: ANEXO MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO DESCRIÇÃO

GRUPO: ANEXO MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO DESCRIÇÃO Informações para o Conselho Nacional do Ministério Público Abril/2010 GRUPO: ANEXO MINISTERIO PUBLICO DO TRABALHO DESCRIÇÃO I INQUÉRITOS CIVIS/ PROCEDIMENTOS PREPARATÓRIOS 0 1. INSTAURADOS: 0 2. ARQUIVADOS:

Leia mais

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL.

PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. PROCESSO PENAL COMNENTÁRIOS RECURSOS PREZADOS, SEGUEM OS COMENTÁRIOS E RAZÕES PARA RECURSOS DAS QUESTÕES DE PROCESSO PENAL. A PROVA FOI MUITO BEM ELABORADA EXIGINDO DO CANDIDATO UM CONHECIMENTO APURADO

Leia mais

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br

Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br 1 Poder Judiciário JUSTIÇA FEDERAL Seção Judiciária do Estado de Sergipe www.jfse.gov.br PROCESSO Nº 2008.85.00.001172-4 CLASSE: 126 MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRANTE: MARIA DE LOURDES VIEIRA LIMA IMPETRADO:

Leia mais

1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO ENTRE SEQUESTRO E ARRESTO:... 2. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS EM ESPÉCIE

1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO ENTRE SEQUESTRO E ARRESTO:... 2. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS EM ESPÉCIE 1 PROCESSO PENAL PONTO 1: Medidas Assecuratórias PONTO 2: Medidas Assecuratórias em Espécie PONTO 3: Sequestro PONTO 4: Arresto 1. MEDIDAS ASSECURATÓRIAS NATUREZA DAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS:... DIFERENCIAÇÃO

Leia mais

Autor: André Gomes Rabeschini

Autor: André Gomes Rabeschini Artigos Jurídicos Autor: André Gomes Rabeschini PRISÕES CAUTELARES André Gomes Rabeschini Funcionário Publico do Estado de São Paulo, Bacharel em Direito pela Universidade Nove de Julho, Especializando

Leia mais

DA IDENTIFICAÇÃO PROFISSIONAL

DA IDENTIFICAÇÃO PROFISSIONAL DA IDENTIFICAÇÃO PROFISSIONAL * Da Carteira de Trabalho e Previdência Social Art. 13 - A Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego, inclusive de natureza

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais

DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL

DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL DIREITO PENAL E DIREITO PROCESSUAL PENAL PEÇA PROFISSIONAL Mariano Pereira, brasileiro, solteiro, nascido em 20/1/1987, foi denunciado pela prática de infração prevista no art. 157, 2.º, incisos I e II,

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Página 1 de 8 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 12.683, DE 9 DE JULHO DE 2012. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

Leia mais

Sumário. Proposta da Coleção Leis Especiais para Concursos... 11. Roteiro simplificado da Falência... 13

Sumário. Proposta da Coleção Leis Especiais para Concursos... 11. Roteiro simplificado da Falência... 13 Lei de Falência e Recuperação de Empresas Sumário Proposta da Coleção Leis Especiais para Concursos... 11 Roteiro simplificado da Falência... 13 Roteiro simplificado da Recuperação Judicial... 15 Resumo

Leia mais

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões

LFG MAPS. Teoria Geral do Delito 05 questões Teoria Geral do Delito 05 questões 1 - ( Prova: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente Federal da Polícia Federal / Direito Penal / Tipicidade; Teoria Geral do Delito; Conceito de crime; Crime impossível;

Leia mais

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS

MEDIDAS ASSECURATÓRIAS MEDIDAS ASSECURATÓRIAS Graciel Marques Tarão Assessor do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás 1. Introdução Inicialmente é preciso contextualizar o tema na Legislação Processual Penal. Dessa forma, o

Leia mais

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO

Poder Judiciário TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO Gabinete do Desembargador Federal Geraldo Apoliano RELATÓRIO RELATÓRIO O DESEMBARGADOR FEDERAL GERALDO APOLIANO (RELATOR): Habeas Corpus impetrado por Anderson José Manta Cavalcanti, com pedido liminar, em favor de José Bispo dos Santos Neto, objetivando a declaração

Leia mais

DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 2

DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 2 DFMS1401 CRITÉRIOS E GRADE DE CORREÇÃO QUESTÃO 1 O candidato deverá discorrer sobre os conceitos dos elementos do tipo penal (objetivos, normativos e subjetivos), dando os exemplos constantes no Código

Leia mais

Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO. Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi

Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO. Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi Associação dos Advogados de São Paulo - AASP CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DEFINITIVO E PROVISÓRIO Prof. Luís Eduardo Simardi Fernandes @LuisSimardi INTRODUÇÃO - TÍTULO EXECUTIVO - DINAMARCO: Título executivo

Leia mais