E-Commerce. Universidade Federal Fluminense Introdução à Informática

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1 Universidade Federal Fluminense Intrduçã à Infrmática E-Cmmerce Ciência da Cmputaçã, 1º Períd. Flávia Crrêa Alvarez da Csta Hug Guilherme Andrade da Silva

2 Ubiratam Carvalh de Paula Junir Mai de Intrduçã De que estams faland? Durante as ultimas décadas, cresciment da Internet prpiciu a mund apareciment de nvas frmas de cmunicaçã e entreteniment. A tendência natural de cresciment da rede fi a característica a qual muits cmerciantes interpretaram cm mair aprximaçã de clientes e seus serviçs. Apesar d grande ptencial de alcance, este mei glbal apresentava algumas questões imprtantes a serem analisadas. Dentre elas, a segurança da infrmaçã durante, antes e depis das transações. Fram necessárias sluções que pudessem garantir eficiência e cnfiabilidade ns prcesss cmerciais virtuais. O nv cnceit exigia regulamentações e refrç em seus cnceits. Era inici da aplicaçã de uma filsfia de venda nde nã se negciava frmalmente entre duas pessas. Fram, cm ainda sã, necessárias definições de direits e deveres de ambas as partes de frma a manter a rdem e estabilizaçã d prcess. Apesar de tantas questões ainda pendentes, cmerci eletrônic já n an de 2004, mvimentu cerca de 265,4 bilhões de dólares, equivalente a 37% d PIB brasileir, e a cada an que passa se trna cada vez mais rbust e pders. 2. Mdalidades de Cmérci Eletrônic O Cmérci Eletrônic pssui duas frmas distintas: E-Cmmerce Qualquer frma de transaçã de negócis na qual as partes interagem eletrnicamente, em vez de pr mei de cmpras físicas u cntat físic diret. E-Business Planejament da imersã da rganizaçã na Internet cm prpósit de autmatizar suas diversas atividades. Algumas siglas mais usadas de caracterizaçã d Cmérci Eletrônic: B2B (Business T Business) O term representa qualquer tip de relaçã cmercial entre duas empresas. Para simplificar ainda mais, pde-se cmparar B2B à cmpra e venda pr atacad.

3 Existem duas frmas de B2B nline. Na primeira, prtal representa uma cmpanhia e mantém relações cmerciais diretas cm utras empresas, cmprand e vendend prduts e prestand serviçs. Ex.: Valepntcm (Vale d Ri Dce). A utra frma de B2B nline acntece quand um prtal é intermediári entre s pedids de clientes e s frnecedres é uma espécie de cmpra indireta. Ex.: Latinexus. B2C (Business T Cnsumer) O term representa qualquer relaçã cmercial entre uma empresa e um cnsumidr. Cmparand a B2B, pdems dizer que B2C equivale a varej. A grande vantagem d B2C nline é que a pessa cmpra sem sair de casa, e, muitas vezes, encntrand até preçs melhres. Ex.: Pnt Fri. C2C (Cnsumer t Cnsumer) O term representa as relações cmerciais entre duas pessas físicas, sem que haja empresas diretamente envlvidas. Os principais representantes d C2C nline sã s leilões virtuais. As empresas servem cm mediadras das transações cmerciais entre duas pessas, garantind que uma ira receber prdut que pagu e a utra receber pel que vendeu. Ex.: Mercad Livre. B2E (Business T Emplyee) Mdalidade de E-Business para desenvlver interações entre a empresa e seus funcináris. Ex.: Cmunicaçã Interna na Empresa. B2M (Business T Management (E-Gv)) Mdalidade de E-Business que acntece entre gvern e as empresas para desenvlviment de serviçs variads. Ex.: IRPJ. C2M (Cnsumer T Management (E-Gv)) Mdalidade de E-Business que acntece entre gvern e seus cidadãs, n desenvlviment de serviçs que antes eram cnsiderads de grande burcracia. Ex.: Receita Federal. 3. E-Marketplace É a definiçã de um espaç virtual nde se faz cmérci eletrônic. Junçã de diversas empresas d mesm segment para dividir uma estrutura eletrônica de desenvlviment de negócis.

4 4. Desenvlviment de um site cmercial As empresas que almejam sucess nesse tip de cmérci devem ter um cert nível de estratégia a mntar seu site para atrair s clientes. Afinal, assim cm existe cncrrência entre ljas, também haverá n cmérci eletrônic. Uma grande precupaçã das empresas de e-cmmerce é a facilidade de navegaçã e persnalizaçã d site em funçã d perfil d cliente, a fim de que buscas e cmpras pssam ser feitas de maneira mais intuitiva, sem cmplicações. De cert, cliente irá preferir a empresa que, além de se mstrar segura, tiver clareza a apresentar seus prduts, melhres frmas de pagament e pssibilidade de interações entre ambas as partes. Criar um site de primeira geraçã, u brchureware, que frneça nã só infrmações sbre prdut u serviç que a empresa dispõe, mas também infrmações sbre a empresa. Tal estági pde ser cnsiderad cm diretamente nã lucrativ. Prém elevará nível de cnfiança d cliente, que pderá analisar grau de seriedade da mesma. Assim, as prbabilidades d mesm realizar nvas negciações serã maires. As transações, u seja, quand a cmpra fr efetivamente realizada, devem ser de cmplexidade baixa e alta segurança. E tda a sua etapa, desde iníci até fim, deve ser feita pela Internet, evitand us de 0800, utilizads smente casiões de para duvidas, e utrs, e nã para cnfirmaçã e fechament de vendas. 5. Regulamentaçã: direits e deveres é acrd de vntade entre duas u mais pessas cm a finalidade de adquirir, resguardar, mdificar u extinguir direit O trech acima representa a definiçã legal de um cntrat, nde pdems destacar cm pnts chaves a liberdade, a vntade e a açã sbre um direit para um cidadã livre. Na verdade, pdems definir prcess de cmerci e prestaçã de serviçs, em geral, cm um cntrat entre duas partes, nde cada qual cumpre cm direits e deveres, cnfrme definid pelas regulamentações da atividade psterirmente negciada. Pr exempl, a cmpra de um CD em um site de cmerci virtual, necessita primeiramente na liberdade d cidadã de pensar e agir. O desej de cmpra d cliente é cmpatível cm desej de venda da empresa. Através de um acrd de cmpra e venda, a empresa vendedra, através de uma certa recmpensa, cede a cliente pder sbre material desejad, cnfrme acrdad anterirmente. N cmerci eletrônic, até hje, se segue a mesma filsfia, prém cm algumas características próprias d mei virtual. A questã legal destes

5 prcesss ainda encntra-se em fase de maturidade; afinal, própri mei, em si, ainda é relativamente nv. De fat, a legislaçã brasileira nã está acmpanhand acelerad cresciment deste tip de cntrat n mei eletrônic. Apesar das já existentes legislações, cmérci eletrônic necessita de definições mais especificas, de md a trnar prcess tã legal quant s cntrats tradicinais Relações n cmerci eletrônic Para melhr entendiment e tratament de diferentes situações em um cntrat eletrônic, descreve-se três diferentes categrias d mesm, as quais serã descritas a seguir. Cntratações Intersistemáticas: Nã há açã humana. O acrd é feit entre sistemas aplicativs pré-prgramads. Cntratações Interpessais: Através de açã humana, existe frmaçã de interesse d cliente, para psterir cntrataçã de prduts u serviçs. Cntratações Interativas: É a frma mais usual de cmerci eletrônic de cnsum, nde cliente através de um site frmaliza a cntrataçã Órgãs de Regulamentaçã ICP é um cnjunt de técnicas, práticas e prcediments, a ser implementad pelas rganizações gvernamentais e privadas brasileiras cm bjetiv de estabelecer s fundaments técnics e metdlógics de um sistema de certificaçã digital basead em chave pública. N Brasil, ITI (Institut de Tecnlgia da Infrmaçã) é institut federal respnsável pela execuçã de certificações e nrmas técnicas e peracinais, aprvadas pel Cmitê Gestr da ICP-Brasil (Infra-estrutura de Chaves Publicas Brasileira). Também é de respnsabilidade d ITI estimular e articular prjets de pesquisa científica e de desenvlviment tecnlógic vltads à ampliaçã da cidadania digital. 6. Características Técnicas 6.1. Segurança Até um temp atrás, que mais imprtava para as empresas era a sua presença na internet, mais d que a segurança das infrmações. Cm cresciment d e-cmmerce, uma das grandes precupações passu a ser a pssibilidade de utrem se infiltrar ns servidres u

6 intermediar transações a fim de captar infrmações cnfidenciais acerca d cliente u empresa. Para iss, diverss métds sã adtads para garantir a segurança, integridade e sigil ds dads transmitids durante essas transações n cmerci eletrônic. Para terem mais cntrle sbre sistema, muitas empresas preferem utilizar sftwares persnalizads, deixand-s ttalmente adaptads a sistema. Alg muit imprtante é deixar esses sftwares e s antivírus sempre atualizads. Um firewall (cnjunt de dispsitivs de segurança que cntrlam td tráfeg de infrmações da rede externa para a rede interna e vice-versa) é indispensável, mas deve estar muit bem cnfigurad, adaptad as requisições d sistema. A utilizaçã de um lgin e senha para fazer acess, até entã, é cnsiderad alg elementar. A criptgrafia (ciência de escrever em códigs, de frma a permitir que smente destinatári decifre e cmpreenda) também já é alg fundamental para diminuir as ameaças à integridade das infrmações e transações. Hje em dia tem-se utilizad muit s certificads digitais, que nada mais sã d que um dcument emitid pr uma Autridade Certificadra, uma empresa que certifica a autenticidade de uma empresa u pessa. O certificad digital permite saber se site que recebeu a certificaçã é mesm que usuári acessu. Ele infrma se site nã é fals. Há inclusive sites que exigem certificads nas duas pntas d prcess de cmpra: servidr e usuári. O usuári recebe um certificad que fica guardad n seu brwser e é exigid em qualquer transaçã n-line. Além de estruturas de hardware cada vez mais rbusts e tlerantes a falhas, visa-se implementações de utras frmas de autenticaçã, cm leitras de smart cards e dispsitivs bimétrics (a bimetria é uma ciência de identificaçã baseada na mediçã precisa de traçs bilógics) nas estações ds usuáris. E também us integrad de sluções de Infra-estrutura de chave-pública cm a autenticaçã pr estes dispsitivs. E é muit imprtante ressaltar que as empresas que frnecem s serviçs de E-banking e E-cmmerce devem pssuir, além desses mecanisms de cnexã segura, seus própris parques tecnlógics intern e públic segurs, assim cm plíticas frtes de segurança, que inclui regras e padrões de segurança rígids para cntrataçã de funcináris e serviçs Banc de dads Bancs de dads (u bases de dads) sã arquivs u sistemas cm uma estrutura regular que rganizam infrmações. Essas estruturas pdem ter a frma de uma tabela: cada tabela é cmpsta pr linhas e clunas. As infrmações utilizadas para um mesm fim sã agrupadas em uma base de dads.

7 Em sistemas cmputacinais, bases de dads sã gerenciadas pr um sistema gerenciadr de bancs de dads, u SGBD. A apresentaçã ds dads pde ser semelhante à de uma planilha eletrônica, prém s sistemas de gestã de banc de dads pssuem características especiais para armazenament, classificaçã e recuperaçã ds dads. Alguns ds bancs de dads mais utilizads n setr de cmerci eletrônic sã: SQL Server O MS SQL Server é um gerenciadr de Banc de dads relacinal feit pela Micrsft, trabalhand apenas em platafrmas Windws. É um banc de Dads muit rbust e usad muit em empresas e pr grandes sistema crprativs. MySQL Trabalha em quase qualquer as platafrmas, incluind as Windws, Linux, FreeBSD, etc. Pssui códig abert e versã gratuita. Oracle Oracle é um sistema de banc de dads que surgiu n final ds ans 70, invand a área de bancs de dads relacinais. Trabalha em tdas as platafrmas cnhecidas, incluind as Windws, Linux, Unix, Sun, etc. Cada um pssui algumas características técnicas específicas e fica a critéri de cada empresa avaliar qual Banc de Dads é ideal para seu negóci Acess a dads Uma vez armazenada as infrmações ns bancs de dads, se faz necessári um md para dispnibilizar as mesmas a usuári. Cm mei de cmercializaçã é virtual, a Internet, a esclha d tip de acess a dads depende da maneira cm que a empresa deseja apresentar seus prduts, u da cmplexidade d banc de dads utilizad. Assim, cliente acaba ganhand facilidade, agilidade e eficiência a utilizá-ls e cnseqüentemente a empresa ganha crédits cm mesm. Segue abaix a descriçã de algumas das linguagens de desenvlviment mais utilizadas na área: ASP (Actives Server Pages da Micrsft) Frmam a estrutura de aplicações que permitem desenvlviment de funções pdersas, baseadas num servidr de um web site. A lógica das ASP é executada n servidr Web,

8 as aplicações que as integram sã acessíveis desde qualquer navegadr e independe de qual seja a platafrma. JSP (Java Server Pages) É uma tecnlgia para desenvlviment de aplicações WEB semelhante a Micrsft Active Server Pages (ASP), prém tem a vantagem da prtabilidade de platafrma pdend ser executad em utrs Sistemas Operacinais além ds da Micrsft. Ela permite a desenvlvedr de sites prduzir aplicações que permitam acess a banc de dads, acess a arquivs text, a captaçã de infrmações a partir de frmuláris, a captaçã de infrmações sbre visitante e sbre servidr, us de variáveis e lps entre utras cisas. J2EE (Java 2 Enterprise Editin) É um cnjunt de padrões de tecnlgias Java para alinhar desenvlviment, distribuiçã e gerenciament de aplicações empresariais. Aplicações escritas seguind estes padrões devem executar em qualquer servidr cmpatível em qualquer platafrma Servidres de Aplicaçã Um servidr de aplicaçã é uma frma mderna de middleware de aplicaçã. É um sftware que reside entre sistema peracinal, recurss externs cm um sistema gerenciadr de banc de dads (SGBD), meis de cmunicaçã, serviçs de internet e as aplicações. O servidr de aplicações age cm um invólucr para as regras de negóci, facilitand acess e a perfrmance das aplicações de negóci. Um bm servidr de aplicaçã deve executar aplicações de negóci cm níveis garantids de perfrmance, dispnibilidade e integridade e deve suprtar múltipls padrões e arquiteturas, de acrds cm as necessidades específicas de cada negócis Alguns servidres de aplicaçã implementam prtcls padrões para aplicações cm Java 2 Enterprise Editin (J2EE), enquant utrs sã inteiramente prprietáris. Nrmalmente s servidres de aplicaçã prprietáris vêm embutids em pactes de mercad, cm sluções para prtais u e- cmmerce.

9 7. Cnclusã Talvez estejams prestes a passar pr mais uma das revluções tecnlógicas. Talvez estejams próxims de mais uma épca de desempreg e desigualdade scial. O desenvlviment d cmerci eletrônic implica em alterações criticas em nss estil de vida e nas leis glbais. De fat, estarems passand pr um mment nde haverá cnsiderável reduçã de prtunidades de empreg na área cmercial, que aliad a atual cresciment demgráfic prvcará mair aument de desempreg e cncentraçã irregular da riqueza. Pr utr lad, a ferta e prcura resultará em reduçã ns preçs e mair qualidade de serviçs, trazend a cliente mais cnfrt e ecnmia. Uma tendência também será a substituiçã de sistemas prprietáris pr sistemas livres, fatr que trará, também, cnsiderável reduçã ns custs e liberdade para as empresas virtuais. Tecnicamente, estarems, cm hje estams, buscand um fc mair na segurança e na timizaçã de prcesss. Será necessária mã de bra cada vez mais especializada ns prcesss das empresas. Hje, ainda existe cert recei para negciações virtuais. A questã de segurança ainda precupa muits clientes em ptencial. É cert que este recei, cm temp será extint, graças as esfrçs existentes hje tant ns prcesss legais d cnsumidr quant na segurança das infrmações pr ele passadas.

10 8. BIBLIOGRAFIA Revista INFO Exame, Editra Abril, edições 226 e 230 (Janeir e Mai de 2005).

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