Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher

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1 A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, através de seu Núcleo Especializado de Promoção e Defesa, vem por meio deste, apresentar os projetos apresentados por conta da assinatura do Termo de Cooperação Técnica estabelecido entre a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo visando fortalecer a implementação da Lei , de 07 de agosto de 2006, intitulada Lei Maria da Penha, quais sejam: 1) Criação do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa, em 16 de maio de 2008, nos termos do art. 52 e seguintes da Lei n. 988/2006, de acordo com Deliberação CSDP n. 79/2006. O NUDEM tem suas atribuições definidas pelo art. 53, da Lei n. 988/2006 e pela Deliberação CSDP n. 127/2009. A criação do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher foi a primeira demonstração pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo da importância da matéria para a Instituição. A criação de uma coordenadoria especializada dentro da Instituição, com atribuição de articulação interna e externa, fortalece a defesa das mulheres vítimas de violência doméstica. Vejamos pois os dispositivos que tratam do tema: - Lei n. 988/2006, Art Compete aos Núcleos Especializados, dentre outras atribuições: I - compilar e remeter informações técnico -jurídicas, sem caráter vinculativo, aos Defensores Públicos; II - propor medidas judiciais e extrajudiciais, para a tutela de interesses individuais, coletivos e difusos, e acompanhá-las, agindo isolada ou conjuntamente com os Defensores Públicos, sem prejuízo da atuação do Defensor Natural; III - realizar e estimular o intercâmbio permanente entre os Defensores Públicos, objetivando o aprimoramento das atribuições institucionais e a uniformidade dos entendimentos ou teses jurídicas;

2 IV - realizar e estimular o intercâmbio com entidades públicas e privadas, bem como representar a instituição perante conselhos e demais órgãos colegiados, por qualquer de seus membros, mediante designação do Defensor Público -Geral do Estado; V - atuar e representar junto ao Sistema Interamericano dos Direitos Humanos, propondo as medidas judiciais cabíveis; VI - prestar assessoria aos órgãos de atuação e de execução da Defensoria Pública do Estado; VII - coordenar o acionamento de Cortes Internacionais. - Deliberação CSDP n. 127/2009, Art. 4º. O Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher é órgão de execução e de atuação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, tendo caráter permanente e missão primordial de prestar suporte e auxílio aos membros da Instituição no desempenho da atividade funcional, bem como de atuar isolada e conjuntamente com os Defensores Públicos, sem prejuízo da atuação do Defensor Natural, sempre que a demanda apresentada referir-se, direta ou indiretamente, a direitos específicos ou gerais relacionados às mulheres. Art. 5º. São atribuições do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa no âmbito do suporte ao(à) Defensor(a) Público(a): I compilar e remeter informações técnico-jurídicas, sem caráter vinculativo, aos Defensores(as) Públicos(as), sobre assuntos gerais ligados à área da mulher, editando, para tanto, informativo periódico com notícias atualizadas, jurisprudência, legislação e doutrina; II realizar e estimular, em colaboração com a Escola da Defensoria Pública, o intercâmbio permanente entre os Defensores(as) Públicos(as), objetivando o aprimoramento das atribuições institucionais e a uniformidade dos entendimentos ou teses jurídicas no que diz respeito aos direitos da mulher; III prestar assessoria aos Defensores(as) Públicos(as) e a outros Núcleos. Parágrafo único. A função de assessoria compreende:

3 a) a produção de pesquisa jurídica destinada a subsidiar a atuação em face de demanda concreta referente aos direitos da mulher; b) a manifestação de opinião sobre estratégias de intervenção diante de casos referentes aos direitos da mulher; c) a disponibilização de informações sobre a rede de atendimento existente para a mulher em situação de vulnerabilidade. Art. 6º. São atribuições do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa no âmbito do auxílio do(a) Defensor(a) Público(a): I propor medidas judiciais e extrajudiciais para tutela de interesses individuais homogêneos, coletivos e difusos relativos aos direitos da mulher, e acompanhá-las, agindo em conjunto com o Defensor(a) Público(a) natural; II atuar e representar junto aos Sistemas Internacionais de Proteção dos Direitos Humanos em caso de violação dos direitos da mulher, propondo as medidas cabíveis, bem como coordenar a atuação do Defensor(a) Público(a) natural no acionamento de referidos Sistemas; III orientar e representar judicialmente entidades civis que tenham dentre suas finalidades a tutela de interesse das mulheres necessitadas, desde que não disponham de recursos financeiros para a atuação em juízo; IV acompanhar a atuação das instituições de abrigamento de mulheres em situação de vulnerabilidade, visando assegurar às abrigadas o exercício dos direitos e garantias individuais. Art. 7º. São outras atribuições do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher: I informar, conscientizar e motivar a população carente, inclusive por intermédio dos diferentes meios de comunicação, a respeito de seus direitos e garantias fundamentais, em colaboração com Coordenadoria de Comunicação Social e a Escola da Defensoria Pública;

4 II estabelecer permanente articulação com núcleos especializados ou equivalentes de outras Defensorias na área dos direitos da mulher para definição de estratégias comuns em assuntos de âmbito nacional e para intercâmbio de experiências; III contribuir no planejamento, elaboração e proposição de políticas públicas que visem erradicar a pobreza, a marginalização e as desigualdades sociais; IV apresentar e acompanhar propostas de elaboração, revisão e atualização legislativa na área dos direitos da mulher; V subsidiar, do ponto de vista técnico, a atuação de organizações, conveniadas ou não com a Defensoria, que prestem supletivamente assistência jurídica a mulheres necessitadas; VI fornecer subsídios aos órgãos de planejamento da Defensoria Pública quanto aos recursos humanos e materiais necessários ao cumprimento pleno das atribuições desta Instituição na defesa dos direitos da mulher; VII realizar e estimular o intercâmbio da Defensoria Pública com entidades públicas e privadas ligadas à área dos direitos da mulher; VIII representar a Instituição perante conselhos e demais órgãos colegiados, por qualquer de seus membros, mediante designação do(a) Defensor(a) Público(a)-Geral do Estado; IX contribuir para a definição, do ponto de vista técnico, das ações voltadas à implementação e monitoramento do Plano Anual de Atuação da Defensoria Pública naquilo que disser respeito à defesa dos direitos da mulher. 2) Atendimento Prioritário. De acordo com Deliberação CSDP nº 138/2009, nos casos de violência doméstica, o atendimento a mulher, no âmbito da Defensoria Pública, será prioritário, particularizado e humanizado. A garantia de que a mulher vítima de violência, já fragilizada, será acolhida e atendida com urgência e qualidade demonstra, mais uma vez, a opção da Instituição em valorizar a Lei Maria da Penha.

5 3) Atuação, em favor da mulher, na Vara Especializada de Violência Doméstica da Capital. A atuação consiste em promover atendimentos diários, além de acompanhamento processual, o que vem sendo feito desde o ano de 2011, data em que o cargo foi devidamente criado e provido, sendo que antes desta data, a Defensoria Pública já vinha exercendo essa atribuição através de designação especial de uma Defensora Pública. Ademais, há a perspectiva de expandir a atuação da Defensoria Pública nas demais Varas Especializadas que ainda serão criadas no Estado de São Paulo a partir do ano de ) Atuação em favor da mulher vítima de violência doméstica em plantão judiciário. Recentemente, após pleito do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa, foi aprovada, no Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a Deliberação CSDP n. 278/2013, que altera a Deliberação CSDP n. 152/2010, acrescentando, expressamente, ao Defensor Público plantonista, a atribuição de atuação em favor da mulher vítima de violência doméstica, a qual não deve aguardar o dia útil seguinte para atendimento e acolhimento de sua demanda de urgência. 5) Convênios já celebrados desde o ano de 2008 com as prefeituras das cidades de São Paulo, São José do Rio Preto, Marília e Bauru, havendo diversas tratativas para expansão, para atendimento de Defensores Públicos, em sistema de plantão, nos Centros de Referência da Mulher (CRM), Centro de Cidadania da Mulher (CCM) e Centros de Referência Especializado de Assistência Social

6 (CREAS) buscando, assim, garantir à mulher em situação de violência atendimento especializado e em local descentralizado, o que garante facilidade no seu acesso. Atualmente, negociasse a realização de convênios também com os Municípios de São Bernardo do Campo, Osasco e Carapicuíba. 6) Convênio realizado com a Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo desde o ano de 2008 para atendimento de Defensor Público nos Centros de Integração da Cidadania localizados no Município de São Paulo, possibilitando que a usuária vítima de violência tenha acesso a justiça num local próximo ao seu local de moradia. Vale observar que os CIC s estão localizados em regiões de grande vulnerabilidade, totalizando atualmente seis locais em todas as regiões da capital. 7) Constante atuação na educação em direitos, com participação no curso de formação de Promotoras Legais Populares em todo o Estado de São Paulo, palestras em escolas, hospitais e outros serviços da rede de enfrentamento à violência contra mulher. Ainda, confecção de material educativo, como cartilhas, folders, cartazes e guias com endereços dos locais de atendimento. 8) Convênio com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo para incluir a Defensoria Pública no Programa Bem Me Quer, garantindo atendimento jurídico à mulher vítima de violência doméstica sexual. Referida parceria se refere a garantir às mulheres atendidas no programa Bem Me Quer, que já conta com participação da saúde e segurança pública, por Defensor

7 Público, o qual fará atendimento no Hospital Pérola Byington. Os termos do Convênio devem ser assinados nos próximos meses. 9) Assinatura do Termo de Adesão ao Programa Mulher: Viver sem Violência com a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República visando garantir presença da Defensoria Pública na Casa da Mulher Brasileira. 10) Curso de sensibilização de Defensores Públicos, Servidores e Estagiários. A criação de um curso voltado exclusivamente para a questão de gênero, com a temática da violência doméstica na grade, a ser replicado para toda a carreira demonstra a preocupação em formar profissionais qualificados e sensíveis no acolhimento e atendimento da mulher vítima de violência doméstica. Previsão para iniciar no ano de ) Encontros de articulação da rede em todas as unidades da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. Considerando que a Lei /2006, conhecida como Lei Maria da Penha, deixa clara a necessidade de uma visão interdisciplinar da violência para que a mesma seja enfrentada com efetividade, a necessidade de articulação da rede de enfrentamento é premente. Os encontros acontecerão nas unidades, sendo toda a rede convidada a discutir as dificuldades e ajustar os fluxos de atendimento à mulher vítima de violência doméstica. Previsão para iniciar no ano de 2014.

8 12) Fortalecimento dos CAMs- Centros de Atendimento Multidisciplinar da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, com sua expansão para todas as unidades já instaladas, buscando garantir acolhimento com qualidade da mulher em situação de violência. Previsão para aumento de Agentes em cada Unidade a partir de fevereiro de ) Recentemente, após pleito do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher juntamente com a Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, foi aprovada, no Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a Deliberação CSDP nº 282/2013, que altera a Deliberação CSDP nº 38, a qual passa a vigorar com a previsão do 18, do artigo 2º, que dispõe que no caso de violência doméstica e familiar contra a mulher, mesmo nas hipóteses de denegação, à mulher vítima de violência doméstica e familiar será prestada orientação sobre os direitos, adotando-se as medidas de urgência para garantia da incolumidade física, o que garantiu às mulheres em situação de violência doméstica e familiar o seu atendimento pela Defensoria Pública, para pleitear as medidas protetivas de urgência, bem como para orientação quanto aos seus direitos.

9 Desta maneira, podemos demonstrar que a Defensoria Pública do Estado de São Paulo vem assumindo seu compromisso constitucional de buscar a redução das desigualdades sociais, buscando garantir às mulheres em situação de violência, acesso à justiça e conhecimento de seus direitos fundamentais. DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO NÚCLEO ESPECIALIZADO DE PROMOÇÃO E DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER

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