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1 Artigos - Perfil do trabalhador acidentado atendido pela fisioterapia no Centro de Referência em Reabilitação Anderson Gomes de Freitas em Betim/ MG, no período de outubro de 2004 a outubro de 2005 Aspectos da Biomecânica Ocupacional e Abordagem Preventiva da Fisioterapia Aplicação da planilha RULA em colaboradores de uma unidade de atendimento ao público do governo do Estado de Goiás O perfil dos carteiros dos municípios do Vale do Rio do Sinos e sua percepção de conforto do calçado utilizado durante suas atividades laborais A identificação do estresse em operadores de telemarketing Importância da antropometria para análise e adequação de um posto de trabalho específico Ginástica laboral para operador de telemarketing: Beneficios relacionados a dor e estilo de vida Programa de Ginástica Laboral no setor administrativo da Prefeitura Municipal de Nova Mutum Frequência de lombalgia em trabalhadores da construção civil num canteiro de obras em Salvador / Bahia Termografia pericial Ginástica laboral e envelhecimento: revisão sistemática Matérias Dia Mundial e Nacional Sobre Segurança e Saúde no Trabalho Estariam as LER/DORT superadas?a Atuação do Profissional Fisioterapeuta nas Constatações de Incapacidade Física e de Nexo de Causalidade Até quando teremos que aguentar??? É hora da virada! Empresa no Paraná premia funcionários que cuidam da saúde Fisioterapeuta recebe comenda pelos feitos aos Fisioterapeutas do Trabalho Sentença a favor de Fisioterapeuta Entrevista Dr. Ricardo Wallace das Chagas Lucas

2 Cinturões Benefícios das cintas lombares Reduz a força sobre a coluna vertebral. Restringe o movimento de flexão anterior do tronco. Restringe a flexão lateral. Restringe a rotação do tronco. Disco Vertebra L5 Vertebra S1 Nervos PRODUTO COM ESTUDO CIENTÍFICO Cintas lombares aumentam a rigidez do tronco e assim reduzem a exigência de forças musculares, aumentam a eficácia da pressão abdominal e aliviam as forças sobre as cavidades de movimentos dorsais e restringem a mobilidade do tronco e assim forçam o indivíduo a assumir uma postura correta durante o levantamento e manuseio de cargas. PROTETOR DE BRAÇO Parte interna em EVA, borracha esponjosa e chapa anatômica em PVC, revestido com raspa groupon de couro na parte externa e em tecido na parte em contato com o braço. Reduz a compressão mecânica na região do antebraço,. Conheça alguns produtos de nossa linha de produção: TAPETE ANTI-FADIGA Oferece amortecimento para articulações dos joelhos e pés. Resistente a cavaco metálico e óleo diesel. Isolante térmico. BANCO INDUSTRIAL Regulagem de altura com sistema pneumático,rodízios especiais,giro de 360º. Possibilidade de encaixe do encosto. BANQUETA SEMI-SENTADA Equipamento versátil com regulagem de altura do assento. Conheça alguns produtos de nossa linha administrativa: SUPORTE MONITOR Suporte regulável na altura possibilita a correção postural e manter o monitor na vertical reduz reflexos na tela. SUPORTE NOTEBOOK Suporte para ajuste de altura do notebook. Corrige posturas inadequadas. MOUSE PAD Mantém os punhos numa posição neutra, minimizando os risco da LER/DORT. APOIO PARA OS PÉS Utilizar apoio para os pés permite o retorno venoso das pernas, eliminando inchaço e dores. Fotos meramente ilustrativas. Responsabilidade Sócio-Ambiental A Digitador está compromissada com AVIDA (Associação para a Valorização e Inclusão dos Deficientes de Araras) e utiliza também na sua cadeia produtiva produtos ecológicos que não agridam o meio ambiente. PRÊMIO MARCA BRASIL CADASTRE-SE NO NOSSO NEWSLETTER E RECEBA AS PROMOÇÕES, NOVIDADES, DICAS DE SAÚDE E ERGONOMIA Rua Antonio Alfredo Mathiesen, nº 377 Araras SP (19) Empresa certificada ISO 9001:2008

3 EDITORIAL UM ANO DE EXISTÊNCIA Prezados Leitores, No dia 20 de março de 2011, a RBFT comemorou o primeiro ano de existência, com muita garra e determinação, comprometida com o desenvolvimento científico da fisioterapia do trabalho, sendo o primeiro periódico da área em toda a América Latina, talvez do mundo. Nossa missão, após a publicação de quase 40 artigos científicos e entrevistas importantes para quem atua ou deseja atuar na saúde ocupacional, é permanecer como o maior publicador de artigos científicos de fisioterapia do trabalho, integrar os conceitos, esclarecer atuações e demonstrar novos cenários e perspectivas de atuação. Nessa edição, a de número três, trazemos 13 artigos, além de entrevistas importantes com o presidente da ABFF Associação Brasileira de Fisioterapia Forense, Dr. Ricardo Wallace das Chagas Lucas e dois outros fisiotera- peutas peritos, que comentam as vitórias no segmento. A fisioterapia forense demanda de esclarecimentos, já que muitos pensavam ser ela domínio exclusivo de nossa classe, o que certamente não é. Confiram na matéria. A partir de agora, nossa publicações serão sempre nos meses de outubro fevereiro maio agosto, totalizando 4 edições por ano. Esperamos em breve poder ter nossa primeira edição impressa, mas continuaremos com a plataforma online para os assinantes, onde podem participar de fóruns, debater os artigos, interagir com os outros quase 200 assinantes. Em outubro desse ano, os artigos publicados serão reeditados para a publicação do livro Cenários e Perspectivas de Atuação em Fisioterapia do Trabalho. Aguardem e boa leitura. Saudações Prevencionistas, Paz e Bem, Prof. Henrique Alves CREFITO

4 A Revista Brasileira de Fisioterapia do Trabalho é um periódico técnico científico voltado à atualização acadêmica e profissional nas áreas relacionadas com a saúde do trabalhador, ergonomia e higiene ocupacional. É dirigida a todos os atores sociais com ela envolvidos: fornecedores de equipamentos, empresas de cursos, clínicas, acadêmicos, profissionais e clientes. EXPEDIENTE Editor: José Henrique Alves: CREFITO F Editoração: Dirley Iglesias (e-vix Comunicação) ÍNDICE Impressão: Walprint Gráfica e Editora (21) Conselho Editorial: ARTIGOS Perfil de Dor e Desconforto Muscular em Fisioterapeutas que Atuam 06 em Fisioterapia Aquática Estudo da relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/agroindustrial de Panambi/RS Projeto de ergonomia análise ergonômica da substituição efetiva das baixelas de alimentação para pacientes no hospital ana costa da cidade de Santos Perfil do trabalhador acidentado atendido pela fisioterapia no Centro de Referência em Reabilitação Anderson Gomes de Freitas em Betim/ MG, no período de outubro de 2004 a outubro de 2005 Aspectos da Biomecânica Ocupacional e Abordagem Preventiva da Fisioterapia Aplicação da planilha RULA em colaboradores de uma unidade de atendimento ao público do governo do Estado de Goiás O perfil dos carteiros dos municípios do Vale do Rio do Sinos e sua percepção de conforto do calçado utilizado durante suas atividades laborais A identificação do estresse em operadores de telemarketing Importância da antropometria para análise e adequação de um posto de trabalho específico Ginástica laboral para operador de telemarketing: Beneficios relacionados a dor e estilo de vida Programa de Ginástica Laboral no setor administrativo da Prefeitura Municipal de Nova Mutum Frequência de lombalgia em trabalhadores da construção civil num canteiro de obras em Salvador / Bahia Termografia pericial 82 Ginástica laboral e envelhecimento: revisão sistemática 88 MATÉRIAS Faça você parte do conselho editorial da Revista Brasileira de Fisioterapeuta do Trabalho. Mande um para: Dia Mundial e Nacional Sobre Segurança e Saúde no Trabalho Estariam as LER/DORT superadas? A Atuação do Profissional Fisioterapeuta nas Constatações de Incapacidade Física e de Nexo de Causalidade Até quando teremos que aguentar??? É hora da virada! Empresa no Paraná premia funcionários que cuidam da saúde Fisioterapeuta recebe comenda pelos feitos aos Fisioterapeutas do Trabalho RELATO HISTÓRICO: A Fisioterapia do Trabalho Mostra sua Força Sentença a favor de Fisioterapeuta Entrevista Dr. Ricardo Wallace das Chagas Lucas Ano 01 - Edição nº 01 - Outubro de 2010

5 EGROUP SESMT PREVENIR ACIDENTES É UM ATO DE CIDADANIA Fundado em 08 de janeiro de 2001 XVIII ENCONTRO PRESENCIAL DO GRUPO SESMT São Paulo, 12 de agosto de

6 Perfil de Dor e Desconforto Muscular em Fisioterapeutas que Atuam em Fisioterapia Aquática Artigo de Revisão Bibliográfica Autores: Helfensteller, V.* ; Striebel, V.L.** Data da última atualização: 01/01/2006 Data de envio para Revista FisioBrasil : 20/01/2006 para correspondência: * Aluna do curso de fisioterapia do Centro Universitário Metodista IPA Porto Alegre, RS ** Profª do curso de fisioterapia do Centro Universitário Metodista IPA Porto Alegre, RS Resumo Objetivos: descrever, embasado em pesquisas prévias, o perfil de dor e desconforto muscular de fisioterapeutas e questionar, já que nenhuma pesquisa foi encontrada com esta relação, qual seria o efeito da água, como meio de trabalho influenciando neste perfil, na rotina e ambiente de trabalho destes profissionais que atuam na área de fisioterapia aquática. Métodos: foi pesquisado, a partir de banco de dados da CAPES e busca por artigos originais ou de revisão que constassem as palavras chaves. A partir destes dados foi feita uma revisão. Resultados e Discussão: a incidência de doenças ortopédicas relacionadas ao trabalho em fisioterapeutas é grande, de 85% a 91%. As áreas mais atingidas são coluna lombar, mãos e punhos, coluna cervical, pescoço e ombros. Os fisioterapeutas que atuam em fisioterapia aquática estão expostos a tensões estáticas musculares para a manutenção do equilíbrio a fim de poder se realizar trabalho resistidos e isométricos com seus membros superiores. Esta situação seria um fator determinante de dor nestes profissionais. Conclusão: a fisioterapia é uma profissão bastante desgastante que exige muita força muscular e posturas diferentes e cansativas. Isto gera, em todas as especialidades desta profissão, uma queixa significativa de doenças ocupacionais. É sugerida futura pesquisa a fim de se determinar se a água, como meio de trabalho na fisioterapia aquática, teria influências sobre estas queixas se comparadas a de fisioterapeutas que trabalham com outras especialidades. Palavras-chave: fisioterapeutas, perfil de dor, doenças relacionadas ao trabalho, prevalência em fisioterapeutas, ergonomia.

7 Perfil de Dor e Desconforto Muscular em Fisioterapeutas que Atuam em Fisioterapia Aquática Introdução Diversos estudos têm comprovado altas incidências de desordens musculoesqueléticas relacionadas ao trabalho em fisioterapeutas que atuam em diversas áreas. Porém, nenhuma pesquisa foi encontrada envolvendo o trabalho na fisioterapia aquática. Surge então o interesse em analisar se a água, como meio de trabalho neste caso, teria influência sobre as queixas de dor / desconforto muscular do fisioterapeuta que atua em fisioterapia aquática e relacionar com as queixas e achados de fisioterapeutas que atuam em outras áreas. A água poderia ser um fator de aumento destas desordens, considerando que a mesma exige do fisioterapeuta que trabalhe apenas em ortostase e com os braços elevados, realizando o trabalho todo nesta posição, exigindo da musculatura dorsal alta, escapular, cervical, peitoral e de membros superiores uma carga estática e isométrica capaz de provocar dores. Por outro lado, sabe-se que o meio aquático é relaxante, alivia o estresse e pode ter efeito sedativo, além de proporcionar um ambiente diferente do trabalho fisioterapêutico hospitalar ou clínico. Este estudo tem por objetivo investigar e revisar as doenças ortopédicas relacionadas ao trabalho, bem como queixas de dor e demais queixas relevantes sobre o trabalho do fisioterapeuta em diversas áreas a fim de se sugerir, através da revisão de princípios de fisioterapia aquática, uma possível relação entre estas áreas. Métodos Este estudo se caracteriza por ser uma pesquisa de revisão bibliográfica. Todos os dados foram retirados de artigos e bibliografia recente ( ). Os mesmos foram extraídos de periódicos da CAPES ou em busca manual em revistas científicas, buscando por artigos originais ou de revisão que constassem as palavras perfil de fisioterapeutas, doenças ocupacionais em fisioterapeutas, queixas de dor em fisioterapeutas, fisioterapia aquática, dor em fisioterapeuta ou hidroterapia. Após a análise destes, foi feita uma revisão traçando relações entre doenças ocupacionais em fisioterapeutas e hidroterapia. Resultados e Discussão O uso da água como um meio de cura data de muitos séculos, embora o seu uso original não coincida exatamente com a nossa percepção presente do seu uso para finalidades de reabilitação. Não foi senão na última parte dos anos de 1890 que a reabilitação aquática passou de uma modalidade passiva para uma que envolvia a participação ativa do paciente (RUOTI et al., 1997). Através de toda a história, o nome empregado para denotar o conceito do uso da água para finalidades de cura e reabilitação mudou muitas vezes. Alguns desses títulos foram usados como sinônimos: hidroterapia, hidrologia, hidrática, hidroginástica, terapia pela água, terapêutica pela água e exercício na água. Os termos mais comumente usados hoje em dia são reabilitação aquática ou fisioterapia aquática (RUOTI et al., 1997). A unicidade da água está principalmente no seu empuxo, que alivia o estresse sobre as articulações sustentadoras de peso e permite que se realize movimentos em forças gravitacionais reduzidas; dessa forma, as atividades que não sustentam peso podem ser iniciadas antes mesmo de serem possíveis no solo (CAMPION, 2000). A expansão do uso da hidroterapia está evidenciada pela proliferação de novas dependências e programas de hidroterapia. Embora tradicionalmente a hidroterapia fosse utilizada no tratamento do deficiente físico e mental e basicamente nos problemas neurológicos, ela agora está sendo usada basicamente nos problemas de controle da dor crônica, no tratamento de pacientes pós mastectomia, na reabilitação cardíaca, e cada vez mais no meio ortopédico (KOURY, 2000). A medicina esportiva, o condicionamento físico, a artroplastia articular e os programas de reabilitação da coluna estão entre as muitas áreas da ortopedia nas quais a hidroterapia pode promover a pronta restauração da função. A hidroterapia é benéfica quando se deseja pouca ou nenhuma sustentação de peso ou quando há inflamação, dor, retração e espasmo muscular e limitação da amplitude de movimento (ADM), que podem de maneira isolada ou conjunta diminuir a função normal. A hidroterapia também é uma opção para pacientes que estejam incapacitados de realizar exercícios no solo em razão de cirurgia recente, lesão neuromuscular ou ortopédica aguda, doença reumatológica ou deficiência neurológica. A água proporciona um ambiente controlável para a reeducação de músculos enfraquecidos e desenvolvimento de habilidades (KOURY, 2000). Como parte da equipe de reabilitação interdisciplinar, o fisioterapeuta, segundo Bates e Hanson, (1998), tem o papel de avaliar o paciente e decidir os detalhes do tratamento e traçará os objetivos a serem alcançados com o paciente. O hidroterapeuta deve ter conhecimento das alterações avaliadas, cuidados com a prática da hidroterapia e conhecimento dos métodos a serem utilizados para que com isso, consiga alcançar seus objetivos de reabilitação e ou adaptação funcional do paciente. De uma forma geral, estudos comprovam que a incidência de doenças ocupacionais nos trabalhadores da saúde é alta e que, atividades que envolvem contato com paciente estão mais relacionadas com estas doenças nos profissionais da área da saúde (HOLDER et al., 1999). Segundo Holder et al., (1999) e Hignett, (1995), a prática da fisioterapia requer a performance de muitas tarefas laborais intensas relacionadas aos cuidados com o paciente. Da mesma forma, segundo um estudo de Glover, (2002), os fisioterapeutas estão suscetíveis às desordens musculoesqueléticas em razão da natureza de seu trabalho, que pode ser repetitivo e intenso. Sendo assim, confirmando a pesquisa de Scholey, (1989), a fisioterapia é uma profissão estressante em termos de presença de fatores ocupacionais associados a dor. Bork et al., (1995) e Scholey & Hair observaram que o co- 7

8 Perfil de Dor e Desconforto Muscular em Fisioterapeutas que Atuam em Fisioterapia Aquática nhecimento dos fisioterapeutas não garante a eles imunidade de Desordens Musculoesqueléticas Relacionadas ao Trabalho (DMRT). Uma inaceitável ironia se dá quando os fisioterapeutas estão acostumados a tratar doenças musculoesqueléticas e estes são vulneráveis a este mesmo tipo de doença. Muitos fisioterapeutas têm ou já tiveram contato com Desordens Musculoesqueléticas Relacionadas ao Trabalho (DMRT) neles mesmos (BORK et al., 1995). A importância dessas desordens para a profissão de fisioterapeuta foi indicada por Cromie et al., (2000), mostrando que 1 em 6 fisioterapeutas australianos trabalhando em todas as áreas de fisioterapia fizeram uma mudança da área de carreira em conseqüência dessas doenças. Holder et al., (1999), relatam que o tipo mais comum de doença mencionada por fisioterapeutas foi a tensão muscular e 70% daqueles que afirmavam ter doença musculoesquelética relacionada ao trabalho afirmaram que seus sintomas exacerbavam com a prática clínica. O profissional que trabalha imerso na água, neste caso, talvez estivesse menos exposto a estas tensões musculares porque, como citado anteriormente, o simples fato de se estar em um ambiente com água aquecida, já ocorre um relaxamento, alívio da dor e espasmos musculares (CAMPION,2000). Embora muitos autores têm relatado a prevalência de dor lombar relacionada ao trabalho em fisioterapeutas (GLOVER, 1995; HAIR, 1989), a prevalência de desordens em outras áreas anatômicas não tem sido investigada em uma escala ampla. Os três fatores de risco primordiais que têm sido associados a DMRT são movimentos repetitivos, má posturas e altos níveis de força. Os fisioterapeutas podem também rotineiramente realizar atividades como transferência de pacientes dependentes, dar assistência na marcha destes, promover resistência manual, etc. Estas tarefas colocam os terapeutas em risco para tanto desordens agudas como acumulativas (BORK et al., 1995). No trabalho com fisioterapia aquática existe a técnica de Bad Ragaz, que é muito conhecida e utilizada, utilizando-se exercícios resistidos manualmente pelo fisioterapeuta. O paciente é mantido deitado sobre a água com auxílio de flutuadores e o profissional tenta estabilizar-se em pé dentro d água a fim de proporcionar esta resistência manual adequada no paciente (RUOTI et al., 1997). Esta carga estática exigida para se manter o equilíbrio necessário para a manutenção desta postura exige bastante da musculatura de todo o corpo do terapeuta pela sucessão ascendente de desequilíbrios controlados pela musculatura tônica (BIENFAIT, 1993). Portanto, não apenas este trabalho com tensão estática geral mas também a força isométrica da musculatura de tronco superior e membros superiores (na maioria das vezes em elevação) é necessária para aplicar a resistência específica e podem gerar lesões musculares por manutenção da contração muscular. Cromie et al. (1999) mostrou que a prevalência de DMRT era de 91% nos fisioterapeutas entrevistados enquanto Özcan et al., (2004), encontrou esta prevalência em 85% dos profissionais da Turquia e Molumphy et al. (1985) achou que a maioria dos fisioterapeutas tinham o primeiro episódio de 8 dor lombar ocupacional nos primeiros quatro anos trabalhando como fisioterapeuta, assim como relatou Cromie et al., (2000), que a maioria dos pesquisadores concordam que os primeiros episódios das desordens ocorriam nos primeiros anos de prática ou entre fisioterapeutas jovens. As maiores prevalências de DMRT dados pelo estudo de Bork et al., (1995), foram nas seguintes áreas anatômicas: região baixa da coluna (45%), pulso/mãos (29,6%), região alta da coluna (28,7%) e pescoço (24,7%). De forma semelhante, Özcan et al., (2004) encontrou que estas lesões, em fisioterapeutas da Turquia ocorriam na maioria em coluna lombar (26%), mãos e punhos (18%), ombros (14%) e pescoço (12%). Não acham-se relatos a respeito dessas desordens especificamente relacionadas ao fisioterapeuta que atua em fisioterapia aquática, mas sabe-se que além das atividades e tarefas que estes executam seguirem basicamente os mesmos princípios da fisioterapia convencional, Campion, (2000), refere que o ambiente em que se realizam as atividades aquáticas possui uma relação considerável com todos os usuários da piscina e que os principais fatores a serem considerados são: design e dimensões da piscina; tipo, formato, profundidade, piso e entrada; temperaturas e ventilação; equipamentos; instalações, etc. que precisariam também ser analisados e comparados com o aumento ou diminuição de queixas de dor. Quando se considerar a profundidade da piscina, é importante levar em conta o equilíbrio vertical do usuário: o nível de dois terços da altura de uma pessoa, o que corresponde à extremidade distal do externo, torna o equilíbrio vertical decisivo. Nesse ponto neutro de flutuabilidade é possível estabilizar o corpo. Sugere-se que a profundidade ideal é aquela que varia de 0,84m até 1,42m (CAMPION, 2000). A temperatura da água estabelece o tom da sessão da piscina. A água aquecida estimula o relaxamento; temperaturas mais baixas são revigorantes. Há pouco concenso sobre a temperatura apropriada da água para hidroterapia (KOURY, 2000). Skinner & Thompson (1983) defenderam uma média entre 35,5ºC e 36,6ºC. Enquanto a aceitação de tais temperaturas irá variar de acordo com as diferentes doenças tratadas e de acordo com os fatores ambientais locais, Bolton & Goodwin, (1974), sugeriram que a temperatura da água deve estar entre 34,4ºC e 37,8ºC. O trabalho de Finnerty & Corbitt (1960) mostra que a temperatura de 33,3ºC é neutra e possui efeito sedativo. Whitelock & Barefoot (1993) afirmam que a água da piscina deve ser aquecida a uma temperatura entre 32ºC e 35ºC, mas não superior a esse valor (CAMPION, 2000). Para o fisioterapeuta, altas temperaturas de água diminuem a habilidade de realizar tratamentos efetivos e diminuem o tempo de permanência dentro da água. É aconselhado dividir em sessões o tempo passado dentro da água. Skinner & Thomson, (1983), sugerem que o tempo adequado para a recuperação de uma sessão de uma hora e meia é de vinte a trinta minutos. Individualmente, os fisioterapeutas possuem reações variadas à água e à sua temperatura, mas nenhuma pessoa deve permanecer períodos mais longos na água do que aqueles citados anteriormente. Quando a temperatura da água for alta, o que significa acima de 35ºC, e

9 Perfil de Dor e Desconforto Muscular em Fisioterapeutas que Atuam em Fisioterapia Aquática caso o fisioterapeuta permaneça mais que duas horas por dia na água, pode haver o desenvolvimento de fadiga e cansaço (CAMPION, 2000). Comprovou-se no estudo de Pivetta et al., (2005), que o acometimento de distúrbios ortopédicos relacionados ao trabalho em fisioterapeutas aumenta progressivamente com o aumento da carga horária de trabalho. Conclusão Pode-se concluir, com esta revisão da literatura atual, que a prática da fisioterapia e sua especialização crescente gera problemas musculoesqueléticos e a maneira como o fisioterapeuta trabalha (desde tempo de profissão, jornada de trabalho, especialidade,área que mais atua) está intimamente ligada com a sua probabilidade de doença. O fisioterapeuta que atua especificamente em fisioterapia aquática, poderia estar relativamente imune a estes tipos de doença por tensão muscular visto que o ambiente aquático aquecido proporciona um relaxamento global e uma diminuição da fadiga e espasmos. Porém, na maioria das vezes, estes profissionais não trabalham apenas nesta área e carregam uma carga de desconforto muscular de outros locais de trabalho. Além disso, a rotina de trabalho em fisioterapia aquática normalmente não tem um intervalo adequado proposto pela literatura, aumentando a probabilidade de fadiga e cansaço. A temperatura da água e profundidade da mesma, influencia na capacidade deste de manter-se equilibrado sem muito esforço e sem promover um aumento da contração muscular geral pela baixa temperatura da água. A carga estática e o trabalho de força isométrica exigido da musculatura de costas altas, peito e membros superiores neste tipo de trabalho é muito alta. Então este é um profissional exposto, supostamente, também às dores e desconfortos musculares laborais. A fim de se estabelecer uma real evidência sobre a influência do meio aquático neste tipo de trabalho e quais as diferenças, se existem, dos profissionais que atuam nesta área com os outros, sugere-se uma pesquisa com a proposta de se investigar o perfil de dor apenas de fisioterapeutas que atuam em fisioterapia aquática e comparar estes dados com os das pesquisa aqui citadas. Como continuação desta revisão de literatura, o estudo sugerido já está em andamento com a proposta citada e de mesma autoria deste artigo. Referências BIENFAIT, Marcel.. Os Desequilíbrios Estáticos. 2ª edição. Summus Editorial. São Paulo, BORK, Byron E. e col.. Work-Related Musculoskeletal Disorders Among Physical Therapists. Physical Therapy. V.76, n.8, p , aug CAMPION, Margaret Reid. Hidroterapia: princípios e prática. 1.ed. São Paulo: Manole, SCHOLEY, M. e col.. Back Pain in Physiotherapists Involved in Back Care Education. Ergonomics. V.32, n 2, p , CROMIE, Jean E. e col.. Work-Related Musculoskeletal Disorders in Physical Therapists: prevalence, severity, risks, and responses. Physical Therapy. V.80, n.4, p , apr CROMIE, Jean E. e col.. Work-Related Musculoskeletal Disorders and the Culture of Physical Therapy. Physical Therapy. V.82, n.5, p , may FOGLIATTO, Flávio S.. Design de Produto: Ergonomia. Material de Suporte para Curso de Mestrado em engenharia de Produção Ênfase em Ergonomia UFRGS. Porto Alegre, FOGLIATTO, Flávio S.; Guimarães, Lia B.M.. Design Macroergonômico de Postos de Trabalho. Produto & Produção. V.3, n.3, p.1-15, GLOVER, Warren. Work-related Strain Injuries in Physiotherapists: prevalence and prevention of musculoskeletal disorders. Physiotherapy. V.88, n.6, p , jun HAIR, M.; SCHOLEY, M.. Back Pain in Physiotherapists Involved in Back Care Education. Ergonomics. V.32, n.2, p , HIGNETT, Sue. Fitting the Work to the Physiotherapist. Physiotherapy. V.81, n.9, p , sep HOLDER, Nicole L. e col.. Cause, Prevalence, and Response to Occupational Musculoskeletal Injuries Reported by Physical Therapists and Physical Therapists Assistants. Physical Therapy. V.79, n.7, p , jul KOURY, Joanne M.. Programa de Fisioterapia Aquática. 1.ed. São Paulo: Manole, LIOTARD, Jean-Pierre e col.. Hydrotherapy Reahabilitation After Shoulder Surgery. Techniques in Shoulder and Elbow Surgery. V.4, n.2, p.44-49, ÖZCAN, Ayse e col.. Work-related Musculoskeletal Disorders: A Survey of Physical Therapists in Izmir-Turkey. BMC Musculoskeletal Disorders. Vol 5, aug PIVETTA, Angélica Dotto e col.. Prevalência de Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho em Fisioterapeutas. EFDESPORTES Buenos Aires. Ano 10, n.80, RUOTI, Richard G. e col.. Reabilitação Aquática. 1.ed. São Paulo: Manole,

10 Estudo da relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/ agroindustrial de Panambi/RS Autoras: Sabrina Dallepiane, Fisioterapeuta, Especialista em Saúde do Trabalhador; Lenita Albuquerque Bauer, Educadora Física, Especialista em Saúde do Trabalhador. Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande Do Sul - Unijuí. Rua São Francisco, 501 CP 560, Bairro São Geraldo, Ijuí/RS Fone: / Fax: Autora Responsável: Sabrina Dallepiane. Rua Leão Vercelino, n. 105, Bairro Elizabeth. Ijuí/RS. Fone: Estudo desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Saúde do trabalhador, pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, apresentado em dezembro de Sabrina Dallepiane 1 Lenita Albuquerque Bauer 1 Simone Eickhoff Bigolin 2 Estudo desenvolvido como Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Saúde do trabalhador 1 Fisioterapeuta/Educadora Física, autoras do estudo 2 Docente do DCSa/Unijuí, orientadora do estudo Resumo Este estudo objetiva investigar a relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores da Unidade Polímeros de uma empresa do segmento elétrico/ mecânico/agroindustrial da cidade de Panambi/RS. Baseia-se em uma pesquisa realizada com 7 colaboradores do Setor Injetoras desta Unidade. Os resultados observados quanto a presença de dor foi referida por 86% dos pesquisados, sendo verificado através do Check-list de Couto a existência de três diferentes graus de risco de desenvolvimento de LER/DORT nos trabalhadores desta empresa (moderado, alto e altíssimo risco). Fazendo a relação entre os resultados encontrados, percebe-se que os colaboradores apresentam sintomas de dores musculoesqueléticas devido a sobrecarga das estruturas dos membros superiores. Mediante estas condições, a Fisioterapia e a Educação Física destacam-se como possibilidades para atuar na prevenção, educação em saúde e na reabilitação destes trabalhadores acometidos por alguma forma de dor ou desconforto no cotidiano laboral. Palavras-chave: sobrecarga, membros superiores, dor.

11 Estudo da relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/agroindustrial de Panambi/RS Introdução A forma e o processo de trabalho vem se modificando nas últimas décadas. Com a industrialização surgiram as novas tecnologias que favoreceram o aprimoramento dos processos produtivos e tornaram as condições de trabalho sensivelmente melhores que antigamente. No entanto, esta nova realidade no mundo do trabalho determina algumas conseqüências, em especial para o trabalhador. Pelo trabalho, a humanidade, ao longo do seu processo de transformação, desenvolveu experiências, conhecimentos e tecnologias que poderiam resolver a maioria dos problemas sociais. Mas, concentrados nas mãos de poucos e instrumentalizados, prioritariamente, em função do capital e do lucro, o conhecimento adquirido acaba por agravar ainda mais alguns problemas, ao invés de resolvê-los. A organização do trabalho na atualidade determina situações como dupla jornada, repouso insuficiente, repetitividade de movimentos, a pressão por qualidade e produção, inadequações no mobiliário, a urgência em executar tarefas, execução de atividades em posturas inadequadas, perda da identidade com o trabalho, além da sobrecarga psicológica, pela preocupação excessiva e as incertezas com relação ao futuro. Todos estes fatores podem provocar alterações, tanto físicas como psicológicas levando ao adoecimento do trabalhador. Desta forma, se o trabalho produz o próprio homem, então ele deve ser o centro de nossa preocupação, pois aquilo que os homens são depende do que e de como produzem sua vida material. Neste contexto, há necessidade de rever os conceitos e as relações entre o homem e seu trabalho para combater essa epidemia que cresce de forma assustadora em quase todos os postos que envolvem o homem em seu papel laborativo. As Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/ DORT) são, na atualidade, importantes agravos que perturbam a saúde do trabalhador e a sua capacidade produtiva. Portanto, é preciso chamar a atenção para a relação existente entre a organização do trabalho e as doenças relacionadas a ela. Mesmo que alguns procurem descaracterizar as LER/DORT seja pelo motivo que for, o fato é que ela existe, e acomete milhares de trabalhadores a cada ano. As queixas são inúmeras e os sintomas são diferentes de um trabalhador para outro. Essas patologias musculoesqueléticas costumam ocorrer nos indivíduos na fase mais produtiva de sua vida, e para se obter sucesso no diagnóstico e tratamento, é necessário a análise e eliminação de fatores desencadeadores do quadro, ou seja, é preciso estudar o ambiente do trabalho, a organização do processo de trabalho, as características fisiológicas do trabalhador, a adequação ergonômica, para aplicar medidas corretivas e preventivas. No entanto a eficácia de qualquer medida preventiva depende de sua capacidade em atingir, eliminar ou minimizar os fatores promotores do distúrbio. A realização do componente curricular Vivências Teórico- -Práticas na Atenção à Saúde do Trabalhador, da Pós Graduação em Saúde do Trabalhador, oportunizou uma visita a uma empresa do setor metal-mecânico, na cidade de Panambi. Esta visita chamou atenção para o seu processo fabril, o qual instigou a realização desta pesquisa. Assim, o presente estudo busca relacionar a sobrecarga de uso de membros superiores coma as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores da Unidade Polímeros do Setor Injetoras de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/agroindustrial. A avaliação do risco de desenvolvimento de lesões de membros superiores é uma ação pertinente e relevante pois o profissional envolvido na prevenção pode avaliar e quantificar determinada situação e atuar preventivamente, priorizando as soluções a serem adotadas. Torna-se importante também esta avaliação para a definição do nexo causal com o trabalho e por fim, em processos periciais de indenização pelo dano, para se verificar se a condição de trabalho pode ter sido/ não deve ter sido a causadora de determinada lesão (COUTO, 1998, p. 299). Apresentaremos a seguir a metodologia utilizada na pesquisa, bem como os resultados encontrados com a aplicação do Diagrama de Dor e Desconforto e do Check-list de Couto. A análise aconteceu através do cruzamento dos diversos dados obtidos com o questionário aplicado, relacionando-se os mesmos e discutindo sobre os resultados, com o auxílio de literaturas sobre o assunto. Para melhor visualização e compreensão, os dados são apresentados através de tabelas e gráficos. Material e Métodos O estudo foi realizado na Unidade Polímeros, Setor Injetoras, de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/ agroindustrial da cidade de Panambi/RS. Participaram deste estudo 07 trabalhadores, sendo 03 do gênero feminino e 04 do gênero masculino, com idade média de 28,85 10,94. Estes colaboradores atuam no chão de fábrica da Unidade Polímeros da linha de produção de identificadores para rastreabilidade de animais. O tamanho da amostra representa o total de colaboradores do setor estudado, sendo que o mesmo foi escolhido pelo seu trabalho diferenciado dentro da unidade. Esta Unidade conta com 60 colaboradores, destes, 20 realizam atividades de escritório e 40 trabalham no chão de fábrica, desempenham suas atividades em máquinas injetoras, máquinas laser e hot stamping. Para a coleta de dados foram utilizados três instrumentos de pesquisa: uma Anamnese Clínico-Ocupacional, o Diagrama de Dor e Desconforto das partes do corpo e o Check-list de Couto. A anamnese foi elaborada pelas pesquisadoras, com questões fechadas. O Diagrama de Desconforto foi preenchido pelo trabalhador, sendo que o critério de pesquisa permitia que este apontasse mais de uma opção. O uso de check-list tem sido uma ferramentas muito utilizada na avaliação do risco de LER/DORT. O check-list tem duas grandes vantagens: a de possibilitar que todos os pontos importantes de uma análise de trabalho sejam vistos, evitando-se a omissão de algum aspecto, geralmente existente nas análises qualitativas; e possibilitar o mapeamento rápido da empresa, obtendo-se assim uma espécie de visão panorâmica do risco de lesões de membros superiores dos diversos postos e tarefas ali existentes. (COUTO, 1998, p. 305). O check-list de Couto avalia 6 itens relacionados ao ambiente de trabalho: (1) sobrecarga física; (2) força com as mãos; (3) postura no trabalho; (4) posto de trabalho; (5) repetitividade e organização do trabalho; (6) ferramenta de 11

12 Estudo da relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/agroindustrial de Panambi/RS trabalho. Os colaboradores foram convidados a participar da pesquisa, sendo explicitado o propósito da mesma e a concordância com a participação no estudo foi formalizada com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Após realizou-se a anamnese clínico-ocupacional e o preenchimento do diagrama de dor e desconforto das partes do corpo. Na seqüência, as pesquisadoras observaram os trabalhadores em suas funções para o preenchimento do check-list. Através destas observações percebeu-se que neste setor da indústria havia quatro tipos diferentes de máquinas injetoras. Assim foi realizado a avaliação pelo check-list nas quatro máquinas, pois existiam diferenças no modo operacional entre elas. Análise e discussão dos resultados O grupo pesquisado realiza sua atividade laboral em máquinas injetoras, num total de sete máquinas, ou seja, uma máquina para cada trabalhador. A empresa possui aproximadamente 800 colaboradores, distribuídos por unidades de atividades diferentes entre si. Observa-se que do universo de 7 colaboradores pesquisados, 4 são do sexo masculino (57,1%) e 3 do sexo feminino (42,8%), com idade variando entre 19 e 45 anos. O turno de trabalho dos participantes é manhã e tarde, sendo sua carga horária semanal de 44 horas e o seu tempo de trabalho na empresa varia entre 2 e 5 anos. Os resultados do diagrama de desconforto das partes do corpo apontam que os processos dolorosos são freqüentes, envolvendo quase a totalidade dos pesquisados. Deste grupo de trabalhadores, 6 (86%) sentem dores, e somente 1 (14%) não sente dor. Os dados superam o que Dias (apud CAÑETE, 2001, p. 64) afirma com relação aos trabalhadores em geral, em que um terço das pessoas sempre sente dor e trabalha com dor. Com relação à localização da dor, pode-se observar que a maior prevalência está na coluna cervical, indicada por 5 (83,3%) dos colaboradores que sentem dor, seguida da lombar 4 (66,6%), braços 4 (66,6%), coluna torácica 3 (50%), ombros 2 (33,3%) e tornozelos, 2 (33,3%). Destaca-se pela análise destes dados que os trabalhadores apresentam dor em mais de uma região do corpo. As LER/DORT atingem principalmente a região cervical, escapular e membros superiores, isto porque são as regiões mais sobrecarregadas durante o desempenho de uma atividade, seja ela na posição sentada ou em pé. (NASCIMENTO E MORAES, 2000). Percebe-se que há prevalência de dor forte entre as mulheres (100%), sendo que um homem indicou sentir dor forte (25%). Nos homens a maior prevalência é de dor moderada (50%). Salienta-se que um homem (25%) refere não sentir dor. Segundo Nascimento e Moraes (2000), as LER/DORT atingem ambos os sexos em variada faixa etária, porém sua maior incidência é nas mulheres, na fase profissional mais produtiva. Alguns fatores podem desencadear o processo, como o somatório das tarefas do lar mais profissão (dupla jornada de trabalho), os postos de trabalho são projetados e baseados nos padrões masculinos, e sabe-se que as mulheres são cerca de 12 centímetros menores que os homens. A resistência muscular da mulher é equivalente a 70% do homem em quesito força, outro fator importante é a queda do nível do hormônio progesterona em seu ciclo menstrual, podendo desencadear irritabilidade, tensão, depressão, dores, entre outros sintomas. Isto porém, não pode ser usado como fator discriminante, porque esses sintomas são fisiológicos, ou seja, fazem parte da natureza da mulher. O check-list de Couto, usado na presente pesquisa tem como objetivo a avaliação simplificada do risco de tenossinovites e distúrbios musculoesqueléticos de membros superiores relacionados ao trabalho. Foram observadas 4 tipos diferentes de máquinas injetoras e conseqüentemente, diferentes exigências ao trabalhador. Assim foram aplicados 4 check-lists, um para cada tipo de injetora. O primeiro item observado na análise do ambiente de trabalho foi a sobrecarga física. A sobrecarga física sofrida pelos trabalhadores do setor injetoras está diretamente relacionada a inexistência de pausas para descanso durante os ciclos ou por hora de trabalho. Os colaboradores executam por quatro horas seguidas a mesma função, e com a mudança de turno, há o rodízio de tarefas, mas destaca-se que as tarefas são muito semelhantes, todas exigindo demasiadamente dos membros superiores. As pausas durante a jornada de trabalho são extremamente importantes para a recuperação do músculo fadigado, e consequentemente para a eficiência e eficácia do desempenho de sua função. Durante a realização de um esforço físico, a existência de uma pausa ajuda a prevenir lesões por três motivos: a) durante a pausa, se estiver havendo um esforço muscular estático, com produção de ácido lático, haverá o fluxo normal de sangue que irá lavar o ácido lático do músculo, prevenindo possíveis lesões; b) durante a pausa, se estiver havendo alta repetitividade de um mesmo movimento, haverá o tempo suficiente para que os tendões voltem a sua estrutura natural, uma vez que eles são viscoelásticos, e demoram um certo tempo a readquirirem a conformação natural; c) durante a pausa ocorre a lubrificação dos tendões pelo líquido sinovial ( uma espécie de óleo existente entre o tendão e sua bainha sinovial), evitando-se, assim, o atrito entre as duas estruturas (COUTO, 1998, p. 69). Os membros superiores dos trabalhadores com funções que exigem alta repetitividade de movimentos, com a ausência de pausas são altamente propensos a lesões. A preservação da integridade ou lesão dos tecidos irá depender da possibilidade dos mecanismos de reparação compensarem a velocidade dos mecanismos de lesão. O emprego de força com as mãos na realização das atividades foi o segundo item a ser analisado. O trabalho nas máquinas injetoras exige muito dos membros superiores, além dos movimentos repetitivos, o uso de força é bastante freqüente durante os ciclos de trabalho. Aparentemente as mãos fazem muita força, para apertar botões, teclas ou componentes, para montar ou inserir ou para exercer compressão digital. Segundo Couto (1998), força excessiva, alta repetitividade 12

13 Estudo da relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/agroindustrial de Panambi/RS de um mesmo padrão de movimento e postura incorreta são importantes fatores determinantes de sofrimento ao sistema musculoesquelético. Existe, porém, uma predominância de algum dos fatores sobre os outros, dependendo da área dos membros superiores. Assim, as disfunções da coluna cervical e da cintura escapular decorrem da má postura, do esforço excessivo e da repetitividade. Na origem das lesões de ombro, repetitividade e má postura são os fatores predominantes, enquanto que a força não se mostra importante; já pra os cotovelos, o fator crítico é a força excessiva é bem conhecida a relação direta de esforço físico com epicondilite. Para o desenvolvimento das tendinites e tenossinovites de punho, os três fatores, força excessiva, alta repetitividade e posturas incorretas mostram-se importantes. Com relação a postura adotada pelos colaboradores durante a execução de suas funções, terceiro item avaliado, alguns fatores chamaram a atenção. O esforço estático da mão ou do antebraço, bem como do braço e do pescoço é evidenciado na execução de alguns movimentos por tempo bastante prolongado. Segundo Nascimento e Moraes (2000), o esforço estático exige a contração constante de grupos musculares durante a manutenção da postura, levando a um débito circulatório pelo aumento da pressão interna, o que provoca uma diminuição do calibre do capilar, conseqüentemente o sangue deixa de circular nos músculos contraídos, o que os fadiga rapidamente. Quando os movimentos das mãos exigem ainda alta demanda de força e de precisão, como é o caso dos trabalhadores pesquisados, o esforço estático se torna ainda maior. A maioria dos autores usa o termo estático para contrações que durem de trinta a sessenta segundos (COU- TO, 1998). Conforme o mesmo autor, tanto as sobrecargas estáticas como as dinâmicas, contribuem para a instalação das lesões tendíneas. Alem do trabalho estático foi observada a realização de movimentos de abdução do braço acima de 45 graus e elevação do mesmo acima do nível dos ombros. Qualquer movimento dos membros superiores acima do nível dos ombros deve ser evitado, bem como os movimentos de extensão dessa região, pois essas situações exigem demasiadamente dos músculos ao redor da cintura escapular, ocasionando fadiga e favorecendo o aparecimento de sintomas álgicos. Preferencialmente, a amplitude de movimento do ombro durante a realização de atividades laborais deve ser neutra, permanecendo próximo ao eixo vertical do corpo. A movimentação do membro superior com o ombro abduzido entre 8 e 23 graus, cotovelo ao redor de 90 graus e antebraço e punho em posições neutras, possibilitam melhor desempenho para atividades manuais que exijam velocidade de execução (Grandjean apud DELIBERATO, 1988, p. 141). O trabalho estático, associado a movimentos de elevação e abdução de braços, é responsável pela incidência de patologias do ombro e coluna cervical, devendo ser, quando possível, evitados ou compensados com pausas e alongamentos. O quarto item observado foi o posto de trabalho, se o mesmo permitia flexibilidade quanto ao posicionamento de dispositivos, componentes e ferramentas e se estava adequado ao trabalhador. Sabe-se que fatores do posto de trabalho influenciam no aparecimento de doenças e podem gerar desconforto ao trabalhador. O posto deve ser planejado de tal forma que permita uma boa postura durante o desenvolvimento da atividade e que a movimentação necessária seja realizada sem uma excessiva movimentação do corpo. Nesta observação evidenciou-se que a altura dos postos de trabalho do setor avaliado não são reguláveis, ou seja, não se adapta a individualidade fisiológica de cada trabalhador. Segundo Codo e Almeida (1995), a altura do posto de trabalho tem um impacto muito grande sobre o desempenho do trabalho e o aparecimento de problemas musculoesqueléticos. Se o plano de trabalho estiver muito elevado, os braços ficam posicionados muito longe do corpo e os ombros ficam levantados, isto pode causar dores nos ombros e cervical. Se o plano de trabalho estiver muito baixo o trabalhador tem que se curvar para realizar a atividade, o que pode causar dores na cervical e nas costas. A altura ideal do posto de trabalho depende principalmente da altura do cotovelo do trabalhador e da natureza da atividade realizada. Atividades que exigem aplicação de forças requerem um plano de trabalho mais baixo, atividades de manipulação fina requerem que o plano de trabalho esteja bem próximo da altura do cotovelo. Muitas vezes projetos inadequados de máquinas, acentos ou bancadas de trabalho obrigam o trabalhador a usar posturas inadequadas que, mantidas por muito tempo, podem provocar fortes dores localizadas naquele conjunto de músculos solicitados para a conservação dessas posturas. Outro item analisado foi a repetitividade e organização do trabalho, em que foi observado que os ciclos de trabalho são menores do que 30 segundos, percebendo-se sinais de estar o colaborador com o tempo apertado pra realizar a sua tarefa. Conforme Codo e Almeida (1995), trabalhos em que o ciclo de tempo é menor que 30 segundos ou onde mais de 50% do ciclo de tempo corresponde ao mesmo tipo de ciclo fundamental são classificados como de alta repetitividade. Nesta unidade avaliada o rodízio de funções ocorre de quatro em quatro horas. O objetivo de rotacionar os trabalhadores de uma tarefa para outra é reduzir a duração da exposição de um determinado trabalhador a uma única atividade que requer movimentos repetitivos de mãos e braços, posturas desconfortáveis ou aplicação de força. O último item a ser observado está relacionado as ferramentas de trabalho, que no setor pesquisado são muito pouco utilizadas, não fazendo parte da rotina das funções. Após a observação do trabalhador e sua função nas máquinas injetoras e análise dos seis itens do check-list de Couto, verificamos a existência de três diferentes graus de risco de desenvolvimento de lesões de membros superiores nos trabalhadores desta empresa. As máquinas 1 e 3 apresentam risco moderado de LER/ DORT, a máquina 2 apresenta alto risco e a máquina 4 altíssimo risco. Nas máquinas 1 e 3 o processo de trabalho é praticamente automatizado, com menor exigência de força e de repetitividade de movimentos, tendo os colaboradores 13

14 Estudo da relação entre a sobrecarga de uso de membros superiores e as queixas de dor e desconforto nos trabalhadores de uma empresa do segmento elétrico/mecânico/agroindustrial de Panambi/RS maior flexibilidade para a realização de suas tarefas. Na máquina injetora 2 o risco é moderado pois exige demasiada força com as mãos, seu ciclo de trabalho menor, e assim menor flexibilidade ao colaborador. Além disso, as funções exigem contração muscular estática, com movimentos de rotação de tronco e abdução de braço. A máquina injetora 4 é a que apresenta altíssimo risco de desenvolvimento de lesões, pois além dos riscos citados acima, não há rodízio de tarefas nessa máquina, ou seja, um único trabalhador realiza a mesma atividade durante 8 horas diárias, além do trabalho exigir força com as mãos, com movimentos de preensão e pinça. Fazendo a relação dos resultados do diagrama de dor e desconforto com os resultados do check-list percebeu- -se que os colaboradores apresentam sintomas de dores musculoesqueléticas devido a sobrecarga das estruturas dos membros superiores. Os resultados evidenciados pelo check-list, apontam a possibilidade dos colaboradores desenvolverem LER/DORT pois as funções exercidas no setor injetoras exigem demasiadamente da musculatura do trabalhador. Considerações finais Com a evolução do processo de trabalho, as atividades de força, foram substituídas pela automatização. A mesma trouxe a diminuição do esforço físico intenso, mas aumentou o trabalho repetitivo, com a utilização do mesmo grupo muscular para a execução das mesmas atividades, sem o repouso devido à musculatura solicitada. As hipóteses biológicas sustentam que os quadros dolorosos crônicos são concretos, e se restringem a fadiga muscular e são decorrentes de esforços repetitivos, que produzem microtraumas cumulativos, sendo o uso excessivo ou inadequado de segmentos corporais a principal causa de origem dos distúrbios osteo-músculo-ligamentares. A pesquisa empírica apontou a presença de dor na quase totalidade dos 7 colaboradores pesquisados, somente um participante referiu não sentir dores. Os resultados do check-list apontam moderado, alto e altíssimo risco dos trabalhadores em desenvolverem patologias nos membros superiores. Os dados encontrados são indicativos de que grande parcela dos colaboradores da empresa do estudo estão prejudicando sua saúde devido a forma e organização de trabalho. Sabe-se que a melhor maneira de prevenir as LER/DORT é trabalhar de forma preventiva com medidas de controle como, reciclagem ou treinamento em novas formas de realizar as atividades, diminuindo assim o número de vezes que o trabalhador se coloca em uma postura desconfortável do corpo, mãos, punhos, braços, ombros, cervical e costas. Modificar o posto de trabalho e que o mesmo seja flexível, com vários itens ajustáveis, para que possa se adaptar ao trabalhador. Orientar o trabalhador quanto ao uso da força aplicada na realização da tarefa, fazer o uso de combinações de funções, resseqüenciar a movimentação dentro de um determinado ciclo, redefinir funções reduzindo assim seu ciclo. Elaborar micropausas a cada hora, naqueles momentos em que a tensão e a fadiga muscular estiverem ultrapassando a sua capacidade de concentração, e para que ocorra oxigenação a nível muscular. Destaca-se que todo esse trabalho é extremamente facilitado pela ajuda do próprio trabalhador que poderá oferecer subsídios sobre os fatores críticos no seu posto de trabalho. Tendo em vista que as atividades laborais, sem um perfeito equilíbrio na relação homem e trabalho, podem determinar sérias conseqüências ao corpo do ser humano, investir nesse ambiente de trabalho é importante, tanto para a instituição, quanto para os trabalhadores. Entre as ferramentas que podem ser utilizadas para proporcionar uma melhor qualidade de vida no trabalho, destacam-se as ações que o profissional Fisioterapeuta e Educador Físico podem desempenhar através de programas terapêuticos e preventivos que visam o tratamento e a prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados com o trabalho. A Fisioterapia e a Educação Física são integrantes importantes no processo de humanização do local de trabalho, dispondo do conhecimento necessário para promover ações que zelem pela integridade dos sujeitos enquanto realizam suas atividades produtivas. Faz-se importante a presença destes profissionais atuando dentro do local de trabalho, acompanhando o cotidiano dos trabalhadores e conhecendo mais a fundo a estrutura e as condições oferecidas pelo ambiente. Dessa forma, eles irão conhecer a empresa como se fosse seu paciente, sendo capaz de identificar fatores que promovem acometimentos ocupacionais e assim, desenvolver um trabalho que contribua para qualidade de vida dos trabalhadores. Necessário se faz, cada vez mais, o trabalho conjunto entre diversos profissionais, o fisioterapeuta junto ao educador físico, com a contribuição da psicologia, nutrição, técnico em segurança do trabalho, enfermeira do trabalho, engenheiro do trabalho, médico do trabalho e de outras áreas preocupadas com a saúde e com o bem-estar dos trabalhadores. A saúde é responsabilidade de todos, mas os profissionais da saúde tem a missão de proteger e zelar pela integridade das pessoas. Referências CAÑETE, Ingrid. Humanização: desafio da empresa moderna: a ginástica laboral como um caminho. São Paulo: Ícone, CODO, Wanderley; ALMEIDA, Maria Celeste C. G. L.E.R.: lesões por esforços repetitivos. Rio de Janeiro: Vozes, COUTO, Hudson de Araújo; NICOLETTI, Sérgio José; LECH, Osvandré. Como Gerenciar a Questão das L.E.R/D.O.R.T. Lesões por esforços repetitivos/doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho. Belo Horizonte: Ergo, DELIBERATO, Paulo César Porto. Fisioterapia Preventiva: fundamentos e aplicações. São Paulo: Manole, NASCIMENTO, Nivalda M.; MORAES, Roberta, A. S. Fisioterapia nas Empresas. 2.ed. Rio de Janeiro: Taba Cultural,

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16 Projeto de ergonomia análise ergonômica da substituição efetiva das baixelas de alimentação para pacientes no Hospital Ana Costa da cidade de Santos Autores: Elizabeth Andozzio Vida José Luís Guedes Paione Escrito em 15 de novembro de Revisado em 28 de setembro de Data de envio para revista Fisiobrasil: 04 de outubro de 2006 UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA FACULDADE DE FISIOTERAPIA Endereço: Rua Osvaldo Cruz, 384/124 - Boqueirão-Santos-SP - Cep: Resumo O objetivo deste estudo foi analisar ergonomicamente a substituição de baixelas de alimentação para pacientes dando enfoque às características físicas das baixelas, características da organização do trabalho, desconfortos músculo esqueléticos e posturas adotadas no trabalho pelas copeiras do Setor de Nutrição e Dietética do Hospital Ana Costa de Santos. Realizou-se entrevistas com 80% das copeiras do Hospital, através de questionários antes e após a intervenção ergonômica. Foram realizadas análises visuais in loco (análise da tarefa) como também foram feitos registros fotográficos com o intuito de verificar as posturas no ambiente de trabalho. Estes procedimentos foram realizados em duas épocas, que foram denominados como períodos pré intervenção onde ainda eram utilizadas as baixelas de inox e pós intervenção ergonômica quando passou-se a utilizar as baixelas de ABS. Foram obtidos dados, através do setor de medicina do trabalho do HAC, referentes à acidentes de trabalho e afastamentos (INSS). A partir da análise dos resultados obtidos neste projeto de pesquisa, foi possível verificar uma série de fatores que levariam o funcionário a desenvolver LER/DORT, além dos desconfortos músculo esqueléticos. Os resultados indicaram que as copeiras tiveram uma diminuição de dores pelo corpo, apesar de dores crônicas terem persistido, houve também redução de acidentes de trabalho, absenteísmo e afastamentos por provável causa ocupacional, além disso, a satisfação gerada com a aquisição das novas baixelas para o trabalho ficou bastante evidente. O manuseio de cargas foi diminuído significativamente em 64%. Considerando os resultados deste estudo, é possível observar que a redução da força exercida e da temperatura manuseada durante as tarefas parece ter recebido maior impacto na redução dos desconfortos e absenteísmos, em relação direta as LER/DORT, do que outros fatores, como ritmo de trabalho, pausas, horas extras, movimentos repetitivos e manutenção de posturas inadequadas, os quais mantiveram-se nas mesmas condições anteriores à intervenção ergonômica. Palavras-Chave: ergonomia, análise ergonômica, LER/ DORT, baixelas de alimentação, copeiras.

17 Projeto de ergonomia análise ergonômica da substituição efetiva das baixelas de alimentação para pacientes no hospital ana costa da cidade de Santos Introdução Segundo Iida, 1990 a operação de um hospital moderno é tão complexa quanto à de uma empresa industrial. Há diversos tipos de sofisticados equipamentos que não podem parar, suprimentos de vários materiais, o envolvimento de diversos tipos de profissionais em turnos de trabalho contínuo, programações de tratamento e acompanhamento individual de cada paciente. De acordo com a prioridade de intervenção, foi escolhido o Setor de Nutrição e Dietética (SND) do Hospital Ana Costa de Santos (HAC), o qual vinha passando por um período de reformulação e compra de material. As nutricionistas responsáveis pelo SND, haviam feito um levantamento juntamente com a médica do trabalho do hospital e constataram problemas que ocorriam com os funcionários que utilizavam as baixelas de inox, tais como: excesso de peso, temperatura elevada do material e dificuldade no manuseio. Com base nestes dados, a nutricionista supervisora relatou a necessidade de troca das baixelas de inox por baixelas de material plástico (ABS). Objetivo Este projeto de pesquisa teve como objetivo analisar ergonomicamente a substituição das baixelas de alimentação para pacientes no HAC. O projeto foi dividido em dois períodos. Um primeiro período, pré intervenção ergonômica, quando ainda eram utilizadas as baixelas de inox e um segundo período, pós intervenção ergonômica quando já eram utilizadas as baixelas de ABS. A análise abrangeu a percepção de desconfortos físicos, organização do sistema de trabalho, posturas adotadas no trabalho e principalmente em relação à utilização das baixelas de alimentação; além disso, foram correlacionados os dados de afastamentos e absenteísmo, para verificar os efeitos sobre o trabalho das copeiras do HAC. Ergonomia Definição A ergonomia tem uma data oficial de nascimento: 12 de julho de 1949, ao contrário de muitas outras ciências cujas origens se perdem no tempo e no espaço. Nesse dia, reuniram-se, pela primeira vez, na Inglaterra, um grupo de cientistas e pesquisadores interessados em discutir e formalizar a existência desse novo ramo de aplicação interdisciplinar da ciência. Na segunda reunião do grupo, ocorrida em 16 de fevereiro de 1950, foi proposto o neologismo ergonomia, formado dos termos gregos ergo, que significa trabalho e nomos, que significa regras, leis naturais. Funda-se assim no início da década de 50, na Inglaterra, a Ergonomics Research Society. (Iida, 1990). Algumas definições para ergonomia: Couto, 2002 define ergonomia em 5 palavras: adaptação do trabalho às pessoas. Para Wisner, 1987 a ergonomia é o conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários a concepção de ferramentas, máquinas e dispositivos que possam ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficácia. O Hospital Ana Costa (HAC) Em 1957, o médico João de Azevedo Lage, sentindo a deficiência da cidade de Santos no atendimento de Pronto-Socorro e tendo como parceiro o amigo Jorge Armando de Oliveira, também médico e com experiência como administrador, funda no dia 27 de julho, na cidade de Santos-SP, o Pronto-Socorro Ana Costa. A meta seguinte seria construir um hospital para dar continuidade aos atendimentos do Pronto-Socorro. A nova diretoria, presidida por Aloísio Fernandes, sabia do desafio que tinha pela frente, no entanto, em 12 de novembro de 1966, inaugurava o Hospital Ana Costa, como hospital geral, com 200 leitos e com metros quadrados de área construída. (Fernandes, 2002). O Setor de Nutrição e Dietética (SND) Por definição é o serviço encarregado de fornecer alimentação aos pacientes internados, aos acompanhantes, aos médicos de plantão e aos funcionários, obedecendo a normas técnicas. O SND do HAC descreve onze funções para o serviço e cada qual com sua função respectiva, são eles: 56 copeiras, 1 cozinheiros-chefe, 2 cozinheiros, 3 nutricionistas, 4 técnicos de nutrição, 4 ajudantes prático de cozinha, 1 despenseiro, 4 serviçais de cozinha e 4 lactaristas, somando, no total, 89 funcionários. É o local onde se produz 100% das refeições diárias aos pacientes do hospital, onde são utilizadas as baixelas em análise duas vezes ao dia, no almoço e no jantar; todos os funcionários descritos acima trabalham com as baixelas de alguma forma, porém, as copeiras são as mais exigidas, pois, elas de fato trabalham com a baixela na maior parte do tempo. Quanto ao número de refeições servidas em 2000, só em Santos foram , ou seja, por dia. (Fernandes, 2002). Setor de Medicina do Trabalho do HAC A medicina do trabalho tem como finalidade promover e manter o mais alto nível de bem estar físico, mental e social dos trabalhadores em todas as profissões, prevenir todo dano causado a saúde destes pelas condições de seu trabalho; protegê-los no emprego contra os riscos resultantes de agentes nocivos a sua saúde. Colocar e manter o trabalhador em um emprego adequado as suas aptidões fisiológicas e psicológicas e, em resumo adaptar o trabalho ao homem e cada homem a sua tarefa (Marano, 2001). 17

18 Projeto de ergonomia análise ergonômica da substituição efetiva das baixelas de alimentação para pacientes no hospital ana costa da cidade de Santos Lesões Por Esforços Repetitivos (LER) / Distúrbios Osteomusculares Relacionados Ao Trabalho (DORT) Definição Considerando que o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) é a responsável pelos pagamentos aos beneficiários com relações a acidentes de trabalho e afastamentos de trabalho, neste sentido, A Ordem de Serviço (OS nº 606/98) do INSS define como: DORT - Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho é uma Síndrome Clínica caracterizada por dor crônica acompanhada ou não por alterações objetivas e que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou membros superiores em decorrência do trabalho. LER - Lesões por Esforços Repetitivos, são afecções de origem ocupacional que atingem os membros superiores, região escapular e pescoço, resultantes do desgaste muscular, tendinoso, articular e neurológico provocado pela inadequação do trabalho ao ser humano, e decorrem, de forma combinada ou não, da manutenção de postura inadequada e do uso repetido e/ou forçado de grupos musculares. (Assunção, 1995). Segundo Gaigher (2001), diversos fatores causais para tais patologias, hoje estão consensados: Fatores de natureza ergonômica» padrões de movimentos repetitivos, posturas incorretas dos membros superiores, posturas estáticas mantidas por longos períodos, utilização de força excessiva, entre outros. Fatores de natureza organizacional» horas extras de trabalho, ausência de pausas necessárias, entre outros. Fatores de natureza psicossocial» pressão exercida para obtenção de resultados, ambiente tenso de trabalho, relacionamento interpessoal com problemas. Características físicas das baixelas de inox e ABS Baixela de INOX A baixela de aço inoxidável era utilizada no HAC desde sua inauguração, em Foram 38 anos de utilização desta para servir 2 (duas) refeições diárias, almoço e jantar, à pacientes internados nas dependências do hospital. No ano de 2004 constatou-se que o HAC de Santos dispunha de 193 baixelas de inox no tamanho para adultos e 38 baixelas de inox de tamanhos menores destinadas ao setor de pediatria, totalizando 231 baixelas de inox. Características da baixela de inox Esta baixela apresenta alta durabilidade por ser de material aço inoxidável bastante resistente à quedas, à altas temperaturas, à higienização, à desgastes provocados por talheres, entre outros. O tamanho da baixela térmica de inox para adultos em centímetros quadrados é de aproximadamente 707cm2, a capacidade de seu reservatório é de aproximadamente 3 litros e o seu peso com tampa é de 2.137Kg (reservatório vazio e sem alimentos), enquanto que o tamanho da baixela térmica de inox destinada à crianças é de aproximadamente 452cm2, a capacidade de seu reservatório é de aproximadamente 1 litro e o seu peso com tampa é de 1.123Kg (reservatório vazio e sem alimentos). A baixela térmica de acondicionamento de alimentos para adultos, sem a tampa pesa 1.624Kg, apresenta superiormente 4 divisões para colocação dos alimentos da dieta e uma abertura para o reservatório de água, que se localiza lateralmente, onde é despejada a água fervida (93ºC) que mantém os alimentos quentes (banho-maria) por um período de aproximadamente de 30 a 40 minutos. Lateralmente encontram-se as alças para manuseio da baixela de alimentação. A tampa da baixela térmica de alimentos para adultos pesa 513 gramas, tem a função de ajudar a manter a temperatura adequada dos alimentos e impedir a possível contaminação externa, assim como permitir o empilhamento das mesmas. A baixela térmica de acondicionamento de alimentos para crianças, sem a tampa pesa 819g, apresenta superiormente 3 divisões para colocação dos alimentos da dieta e uma abertura para o reservatório de água, que se localiza inferiormente, onde é despejada a água fervida (93ºC) que mantém os alimentos quentes (banho-maria) por um período de aproximadamente de 30 a 40 minutos. Lateralmente encontram-se as alças para manuseio da baixela de alimentação. A tampa da baixela térmica de alimentos para crianças pesa 300 gramas, tem a função de ajudar a manter a temperatura adequada dos alimentos e impedir a possível contaminação externa, assim como permitir o empilhamento das mesmas. Situações analisadas: Pega da baixela de inox: também fabricada em aço inoxidável, o qual é bastante forte e resistente, porém, não apresenta conforto para as mãos por ter uma pega estreita e fina e ser um material condutor de calor, quando está com o reservatório com água quente. Temperatura da baixela de inox: por ser constituída de material aço inoxidável, altamente condutor de calor, a água que é colocada no reservatório de banho-maria a uma temperatura de aproximadamente 93º C, para conservar a refeição aquecida acaba aquecendo rapidamente a baixela, ocorrendo uma troca de calor para as mãos das copeiras. O peso da baixela de inox sem alimento, sem água no reservatório e com a tampa para adulto pesa 2.137Kg e para criança pesa Kg. Quando está somente com a quantidade média de água no reservatório de banho- -maria que é colocado pelas copeiras, aproximadamente 600 mililitros de água, equivalente a 600 gramas, na baixela tamanho adulto e 300 mililitros de água equivalente a 300 gramas na baixela tamanho infantil, seu peso com tampa fica Kg e Kg, respectivamente. Aliado a isso em média são colocados 400 gramas de alimento

19 Projeto de ergonomia análise ergonômica da substituição efetiva das baixelas de alimentação para pacientes no hospital ana costa da cidade de Santos independente da dieta prescrita, então temos: a baixela + tampa + alimento + água do reservatório de banho- -maria, num total de Kg para baixela adulto e Kg para baixela infantil. Uma bandeja de inox que pesa Kg, com dimensões de 49cm de largura por 33cm comprimento é utilizada para transportar a baixela de inox, juntamente com um kit composto por prato raso de porcelana + cumbuca para sopa + talheres de aço inox (3) + guardanapo + sobremesa e suco se houver prescrição, este kit pesa Kg, sem o suco por ser um item opcional. Somando estes dados coletados, cada refeição servida pelas copeiras tem um peso estimado em Kg para refeições servidas para adultos e Kg para refeições servidas para crianças. Baixela de ABS A baixela de ABS foi implantada no HAC no dia 16/02/05, com cerca de 200 baixelas para adultos e 50 no tamanho menor para servir a pediatria, totalizando 250 baixelas de ABS. ABS (Acrilonitrila Butadieno Estireno) é um tipo de resina que foi introduzida comercialmente na década de 40. Apresenta excelentes propriedades como: brilho, resistência ao impacto, estabilidade térmica e química, bem como uma boa processabilidade. As baixelas adquiridas pelo HAC são da marca ALBAN. Características da baixela de ABS A Bandeja Térmica para adultos tem superiormente 5 divisões o que acomoda uma refeição completa, tem também um compartimento para sobremesa, um para talheres e guardanapo e outro para o suco. Sua base e tampa são isolados com espuma para retenção térmica das refeições quentes e frias, por um período de 01 hora. É fabricada com material atóxico o que não altera o sabor dos alimentos. Deve-se fazer a utilização do descartável o que torna a refeição mais apresentável e higiênica. Suas dimensões em cm são: 7,6 alt. x 35,6 larg. x 36,2 comp. E tem capacidade para 1490 ml e o seu peso com tampa é de apenas 1,260Kg. A Bandeja Pediátrica tem superiormente 3 divisões o que oferece a opção de ter 03 modelos de descartáveis permitindo um conveniente preparo pessoal para a refeição. Sua base e tampa são isolados com espuma para retenção térmica das refeições quentes, por um período mínimo de 01 hora. É produzida em material atóxico que não altera o sabor dos alimentos. Suas dimensões em cm são: 9,1 alt. x 27,2 larg. x 29,8 comp. Com capacidade para 1000 ml e o seu peso com tampa é de apenas 820g. Situações analisadas: Pega da baixela de ABS: a baixela é circunscrita por uma estreita e fina borda (1 cm), provavelmente utilizada como pega, o que não apresenta conforto e segurança para o manuseio. Temperatura da baixela de ABS: por ser fabricada em resina ABS, que é um material isolante térmico não ocorre transferência de calor do alimento para as mãos das copeiras. O peso da baixela de ABS sem alimento, com a tampa para adulto pesa 1,260 Kg e para criança pesa 0,820 Kg, aliado a isso em média são colocados 400 gramas de alimento independente da dieta prescrita, então temos: a baixela + tampa + alimento, num total de 1,660 Kg para baixela adulto e 1,220 Kg para baixela infantil. Por fim acrescentam-se os talheres descartáveis + guardanapo + sobremesa + suco quando prescrito, em média somam-se 0,200Kg. Somando estes dados coletados, cada refeição servida pelas copeiras tem um peso estimado em 1,860 Kg para refeições servidas para adultos e 1,420 Kg para refeições servidas para crianças. Reduziu-se em 64% o peso manuseado pelas copeiras diariamente com a substituição das baixelas de inox pelas baixelas de ABS, tanto adulto como infantil. Materiais e Métodos O presente estudo foi desenvolvido no setor de nutrição e dietética do HAC de Santos. Participaram do estudo 45 de um total de 56 copeiros efetivos do hospital. Sendo 44 mulheres e somente 1 homem. O predomínio quanto à faixa etária dá-se dos 31 aos 40 anos, 39% dos participantes. Este projeto foi dividido em dois períodos. O primeiro período consistiu numa análise pré intervenção ergonômica, quando ainda eram utilizadas as baixelas de inox. Para essa etapa foi aplicado 1 (um) questionário (Pré Intervenção). Os funcionários foram então informados quanto ao objetivo do presente questionário sendo ressaltada a importância da fidelidade das respostas, e que a identidade deles seria necessária apenas para controle e organização de quais funcionários foram entrevistados, para que os mesmos fossem entrevistados no questionário pós intervenção, após a substituição das baixelas de inox. A aplicação do questionário se deu em grupos de copeiras variando de uma a duas copeiras, conforme a disponibilidade durante o turno de trabalho, em 5 dias alternados nas datas: 08/01/05, 09/01/05, 12/01/05, 13/01/05, 17/01/05 no período das 9:00hs às 11:30hs para o turno vespertino e das 19:00hs às 21:30hs para o turno noturno. Fazem parte deste questionário pré intervenção, 29 questões fechadas e 01 questão aberta, onde as copeiras tiveram liberdade para relatar algum fato que julgavam importante e que não havia sido perguntado nas questões fechadas. As questões fechadas do questionário pré intervenção foram quanto: I. Dados do funcionário II. Questões relacionadas à organização do trabalho III. Questões relacionadas à postura IV. Questões relacionadas à saúde V. Questões relacionadas à baixela de inox Num segundo período, após a substituição das baixelas 19

20 Projeto de ergonomia análise ergonômica da substituição efetiva das baixelas de alimentação para pacientes no hospital ana costa da cidade de Santos de inox, por baixelas de ABS, quando já haviam se passado aproximadamente 8 meses de utilização das baixelas de ABS, foi aplicado 1 (um) outro questionário (Pós Intervenção), em 4 dias alternados, nas datas: 28/09/05, 29/09/05, 07/10/05, 08/10/05 no período das 9:00hs às 11:30hs para o turno vespertino e das 19:00hs às 21:30hs para o turno noturno. Fazem parte deste questionário pós intervenção, 13 questões fechadas e 01 questão aberta onde as copeiras tiveram liberdade para relatar algum fato que julgavam importante e que não havia sido perguntado nas questões fechadas. As questões fechadas do questionário pós intervenção foram quanto: I. Dados do funcionário II. Questões relacionadas à postura III. Questões relacionadas à saúde IV. Questões relacionadas à baixela de ABS Foram também realizadas análises visuais in loco (análise da tarefa), para observar as situações de inadequação a que as copeiras estão expostas, bem como foram feitos registros fotográficos com o intuito de verificar as posturas no ambiente de trabalho, situações do cotidiano e materiais utilizados pelas copeiras. Utilizou-se uma câmera digital Sony com definição de 5.1 megapixels. Em relação às baixelas, tanto as antigas de inox quanto as novas de ABS, foram analisados os dados obtidos nos 2 (dois) questionários, e comparados afim de proporcionar dados reais sobre a troca efetiva das baixelas no HAC, além da análise ergonômica em termos de: peso, temperatura, pegas, dimensões e aparência. Foram utilizados uma balança marca Filizola modelo L com capacidade 3Kg, uma fita de medidas antropométricas marca SECA e um termômetro para refrigeração e laticínios da marca INCOTERM. Foram obtidos dados, através do setor de medicina do trabalho do HAC, referentes à acidentes de trabalho e afastamentos (INSS). Resultados Resultados referentes à organização do trabalho Ao analisar o questionário pré intervenção constatou- -se que 100% das copeiras entrevistadas relataram que há apenas 1 (uma) pausa durante um período de 12 horas de trabalho, que esta tem duração de 1 hora e que é destinada à refeição, seja para almoço ou jantar dependendo do turno da copeira. Fica evidente que apenas uma pausa durante a longa jornada de trabalho de 12 horas, não é suficiente para permitir recuperação muscular e alívio da fadiga para proporcionar um desempenho eficaz no período de trabalho. Outra questão em que se obteve unanimidade foi quanto ao turno de trabalho; nesta questão, 100% das entrevistadas relataram que trabalham em turno de 12 x 36 horas, isto quer dizer, 12 horas de trabalho para horas de descanso (folga). Independente se a copeira é diurna ou noturna. O número de copeiras que relatam que realizam horas extras é menor do que aquelas que não realizam, isto refere-se a cobertura de atrasos, folgas ou atestados e situações que ocorram inesperadamente. O funcionário que realiza horas extras acaba sendo mais sobrecarregado em relação ao tempo excessivo de trabalho, prejudicando a recuperação do seu corpo e mente, para a próxima jornada de trabalho. Resultados referentes à postura e percepção do corpo durante o trabalho Observa-se que dentre as questões relacionadas à postura, 100% das entrevistadas relataram que trabalham em pé e andando durante a maior parte do período de trabalho, o que torna a jornada de trabalho ainda mais exaustiva. Na copa, relataram que há 1 (uma) cadeira destinada somente para fazerem anotações, visto que não há tempo para descanso ou pausas. Estas copeiras relataram que seguem a mesma rotina de trabalho diariamente, fazendo movimentos repetitivos, podendo ser um agravante para sintomas dolorosos. É possível observar a comparação de dados referentes a sintomas de dores pelo corpo no período pré e pós intervenção ergonômica. Estas dores pelo corpo, poderiam estar relacionadas com qualquer situação ou causa e em qualquer hora do dia, independente se o indivíduo está no trabalho ou não. Nota-se que do total de 24 copeiras que relataram dor no período pós intervenção, 23 apresentaram dores no período pré intervenção, alegando que essas dores são de caráter crônico, julgando que provavelmente a causa seria o longo período de utilização das baixelas de inox, juntamente com a rotina de trabalho imposta e apenas 1 copeira não havia relatado dor no período pré intervenção. Como observa-se acima, houve uma diminuição nas dores apresentadas antes de chegarem ao trabalho, durante o trabalho houve uma igualdade e após o trabalho, ou melhor, quando o funcionário chega em casa, teve um pequeno aumento em relação aos sintomas de dores. Observa-se que o número de queixas de dores nos MMSS no período pré intervenção equivale a 50% de todas as queixas de dores, no mesmo período. Isto mostra que os MMSS são extremamente solicitados durante a jornada de trabalho. No período pós intervenção este valor reduziu-se pela metade, provavelmente está relacionado com a mudança do material utilizado bem como, com a alteração da rotina de trabalho. A manutenção dos valores de dor, apresentados na região da coluna vertebral, provavelmente está relacionada à utilização de posturas inadequadas para a realização das tarefas exigidas durante o trabalho. A redução de dor nos MMII no período pós intervenção, provavelmente se deu em relação ao peso carregado que foi bastante reduzido, aliviando assim a sobrecarga para os MMII.

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