AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL"

Transcrição

1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA VOZ AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL ANDRÉA COELHO GAGLIARDI MOTA SÃO PAULO 1998

2 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA VOZ AQUECIMENTO E DESAQUECIMENTO VOCAL Monografia de conclusão do curso de especialização em Voz Orientadora: Mirian Goldenberg ANDRÉA COELHO GAGLIARDI MOTA SÃO PAULO 1998

3 Resumo Aquecimento e desaquecimento vocal são procedimentos que beneficiam os profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho. O aquecimento vocal tem como objetivo principal preservar a saúde do aparelho fonador, além de aumentar a temperatura muscular e o fluxo sangüíneo, favorecer a vibração adequada das pregas vocais, melhorar a produção vocal global, dentre outros benefícios. Em média, os exercícios de aquecimento devem durar de 10 a 15 minutos. O desaquecimento embora seja menos citado e descrito pelos autores, é tão importante quanto o aquecimento. O desaquecimento é o oposto do aquecimento, ou seja, seu objetivo é trazer a voz de volta ao ajuste fonorespiratório da voz coloquial. A duração média dessa atividade é de 5 minutos, e apesar de curta, é suficiente para o retorno à emissão coloquial. O cantor é o profissional da voz que mais utiliza essas atividades. Porém, nós fonoaudiólogos, devemos nos aprofundar no contexto e campo de atuação dos demais profissionais que se utilizam da voz como instrumento de trabalho, para que esses também se beneficiem das melhoras que o aquecimento e desaquecimento vocal possam trazer.

4 Summary Warm-up and vocal cool-down are procedures that benefit the professionals that use the voice as instrument of work. The vocal warm-up has as main objective to preserve the health of the vocal apparel, besides increasing the muscular temperature and the blood flow, to favor the adapted vibration of the vocal folds, to improve the global vocal production, and other benefits. On the average, the warm-up exercises should last 10 to 15 minutes. The cool-down although it is less mentioned and described by the authors, it is as important as the warm-up. The vocal cool-down is the opposite of the warm-up, that is to say, its objective is to bring the turn voice to the vocalbreathing adjustment of the colloquial voice. The medium duration of this activity is about 5 minutes, and in spite of short, it is enough for the return to the colloquial emission. The singer is the professional of the voice that uses these activities. Even so us voice therapist should deepen us in the context and field of the others professionals performance that use voice as work instrument, so that those also benefit themselves of the improvements that the warm-up and vocal cooldown can bring.

5 Agradecimentos Sou grata pela ajuda direta ou indireta de todos os professores do curso de especialização do CEFAC, em especial a professora Silvia Pinho, pelo tempo e auxílio dispensados ao meu trabalho, e a professora Mirian Goldenberg, por ter me ensinado como construir um texto com arte e reflexão. Agradeço também os colegas do CEFAC pelas opiniões e correções que foram de muita valia.

6 Sumário 1. Introdução Discussão Teórica Aquecimento Vocal Objetivos do Aquecimento Vocal Tempo de realização dos exercícios Exercícios realizados no Aquecimento Vocal Desaquecimento Vocal Objetivos do Desaquecimento Vocal Tempo de realização dos exercícios Exercícios realizados no Desaquecimento Vocal Conclusão Referências Bibliográficas...17

7

8 1. Introdução Atualmente observa-se um número cada vez maior de pessoas que utilizam sua voz como instrumento de trabalho; dessa maneira a preocupação com a saúde vocal vem aumentando, assim como os cuidados específicos que esses profissionais devem ter. Segundo Ferreira (1998), a partir da década de 90 com o contato cada vez mais intenso com os profissionais da voz, estamos vislumbrando a amplitude e complexidade da produção de voz, percebendo o quanto ainda temos que aprender sobre cada um desses profissionais e seu contexto de atuação, para poder dar conta de maneira adequada, de um trabalho terapêutico ou de assessoria vocal (pg 14). Aquecimento e desaquecimento vocal é assunto ainda novo e escasso em pesquisas. O profissional que se beneficia com tal procedimento, é aquele que, segundo Ferreira (1995), ao produzir sua voz profissional, tem nela seu instrumento de trabalho. Seguindo este raciocínio, a autora subdivide esses profissionais em diversas categorias: profissionais da arte: cantores (erudito, popular, coral e religioso), atores ( teatro, circo e televisão) e dubladores; profissionais da comunicação: locutores e repórteres (televisão e rádio) e telefonistas; profissionais da educação: professores de diferentes áreas e graus, padres, pastores e fonoaudiólogos; profissionais de marketing: operadores, vendedores, leiloeiros, camelôs, políticos, entre outros; 1

9 profissionais do setor da indústria e comércio: diretores, gerentes, encarregados de sessão, supervisores, entre outros; profissionais do judiciário: advogados, promotores e juízes. Andrada e Silva (1995), em sua tese cita a importância de se orientar os cantores quanto ao uso do aquecimento vocal. Refere também o desconhecimento desse assunto entre os profissionais da voz. A autora coloca que o aquecimento é essencial para qualquer cantor, que deve ter consciência que as pregas vocais são músculos, e como todo músculo precisam ser aquecidas antes de uma atividade mais intensa para evitar a sobrecarga, o uso inadequado ou um quadro de fadiga vocal (1998). O objetivo principal dessa pesquisa é investigar a efetividade dos exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal para os profissionais da voz. A investigação do tempo utilizado para a realização dos exercícios e quais exercícios podem ser feitos em cada atividade, também é meta desse trabalho. A pesquisa basear-se-á em levantamento bibliográfico para obtenção dos dados. 2

10 2. Discussão Teórica Com finalidades didáticas, irei abordar separadamente os dois tópicos principais, estudando em cada um, os seus objetivos, o tempo de realização das atividades e os principais exercícios a serem realizados Aquecimento Vocal Corresponde à realização de uma série de exercícios respiratórios e vocais, cuja finalidade é aquecer a musculatura das pregas vocais antes de uma atividade mais intensa para evitar sobrecarga, o uso inadequado ou um quadro de fadiga vocal ( Costa e Andrada e Silva, 1998) Objetivos do Aquecimento Vocal O objetivo do aquecimento vocal é preservar a saúde do aparelho fonador. Além disso, este procedimento também permite a coaptação adequada de mucosa, maior flexibilidade das pregas vocais, aumento da habilidade ondulatória da mucosa, maior intensidade e projeção do som, bem como melhores condições gerais para a produção do som como um todo ( Francato e outros, 1996). Elliot, Sundberg e Gramming (1995) afirmam que o aquecimento vocal tem o mesmo efeito na musculatura da laringe como em outros músculos. Demonstram que após o aquecimento vocal, a temperatura muscular é aumentada e por essa razão, a viscosidade do tecido muscular é reduzida. Avaliaram um grupo de homens e mulheres cantores para que pudessem investigar o efeito do aquecimento no limiar de pressão de fonação. Observaram que todos os sujeitos foram beneficiados com o aquecimento 3

11 vocal. Concluíram que houvera diminuição no limiar de pressão de fonação, porém, com variações individuais. Compartilham dessa idéia Saxon e Schneider (1995), quando afirmam que além de aumentar a temperatura do tecido muscular, o aquecimento dilata o leito capilar e aumenta o fluxo sangüíneo, diminuindo também o número de prejuízos para o trabalho muscular. Andrada e Silva (1998) concorda que o aquecimento é um fator relevante antes de atividades vocais, e explica que para que a energia produzida no fígado alcance os músculos vocais é necessário um aumento do fluxo sangüíneo na área. Quanto mais bem feito o aquecimento, maior a quantidade de sangue nas pregas vocais. Os objetivos dessa atividade de aquecimento podem ser mais amplos e diversos quando se analisa o profissional que a utilizará. Quinteiro (1989) mostra que atores de teatro, que têm como rotina esses exercícios, demonstram um aumento no potencial sonoro, apresentam melhor clareza na emissão do som, ataque vocal suave e firmeza na continuidade da emissão do som, favorecendo a propagação da onda sonora de uma maneira contínua e homogênea. Dentre os objetivos também se encontram os relaxamentos físico e mental, muito importantes para o ator que entrará em cena. Já com relação aos cantores, Benninger, Jacobson e Johnson (1994) referem que o aquecimento é crítico para manter a voz saudável para o canto. Descrevem também que os exercícios são designados para o fortalecimento de específicos músculos intrínsecos da laringe, e quando realizados regularmente podem trazer melhora na produção da voz. 4

12 O programa de aquecimento vocal para cantores, segundo Pela, Rehder e Behlau (1998) visa não somente à saúde vocal, mas, indiretamente, oferece melhores condições para uma maior longevidade da voz. Pela (1996) realizou um estudo com crianças e adolescentes coralistas, com o objetivo de demonstrar o efeito da utilização de um programa de aquecimento e desaquecimento vocal em alguns parâmetros vocais. As principais conclusões foram que o aquecimento e desaquecimento proporcionam melhoras significativas na produção vocal global dos coralistas; refletem positivamente em alguns parâmetros vocais, tais como: qualidade vocal, tempo máximo de fonação, frequência fundamental, proporção harmônico-ruído, jitter e shimmer ; beneficiam os coralistas com vozes alteradas, apresentando redução significativa no grau de alteração vocal encontrada antes do programa desenvolvido, sem, no entanto, substituir o processo terapêutico. Facincani, Novaes e Ferretti (1998) realizaram a análise dos parâmetros vocais de cantores do coral da Universidade Federal de Uberlândia, antes e depois da realização do aquecimento vocal por eles proposto. A partir dessa análise e do exame de videolaringoscopia realizado nos cantores, foi possível concluir que o aquecimento vocal proporciona um maior tempo de fonação ao cantor ( o aquecimento favorece uma melhor coordenação pneumofônica); favorece a coaptação entre as pregas vocais reduzindo as fendas glóticas; provoca uma redução de edemas discretos das pregas vocais; melhora a lubrificação laríngea, reduzindo a viscosidade do muco; altera o padrão vocal habitual, ficando a voz, logo após o aquecimento, mais intensa e com freqüência mais aguda ( esse fato comprova a necessidade de um 5

13 desaquecimento vocal para o retorno ao ajuste fonatório da voz coloquial); não tem ação sobre lesões organizadas. Sataloff (1985) sugere que o aquecimento previne a disfunção vocal, freqüentemente provocada por alterações musculares que compensam a insegurança quando se canta frio ( sem aquecimento). Pinho (1998) afirma que para o cantor lírico é útil realizar o aquecimento vocal logo pela manhã, para que já inicie sua fala espontânea com a musculatura previamente aquecida, previnindo tensões musculares compensatórias do quadro hipocinético usual ao acordar. Sataloff (1991) mostra que cinco minutos de suaves escalas permitirão ao cantor analisar, projetar e controlar a voz antes de usá-la. Além de melhorar a qualidade vocal, os benefícios físicos de certos exercícios são comparados ao aquecimento físico de corredores e outros atletas. Andrada e Silva (1995) propõe que orientações quanto ao aquecimento vocal antes do uso da voz devem ser consideradas e dependem do local, tempo e repertório a ser utilizado pelo cantor. Para oradores que irão realizar uma apresentação, Sataloff (1991) aconselha a iniciar o preparo vocal aproximadamente um mês antes daquela, para a obtenção de uma voz pronta para a performance. No programa de exercícios preparatórios, o aquecimento vocal é incluído. 6

14 Tempo de realização dos exercícios O tempo de realização do aquecimento vocal é muito variável. Sataloff (1991) afirma que cantores não devem realizá-lo por mais de 30 minutos. Andrada e Silva (1998) concorda com o tempo de realização citado pelos demais autores, e faz um alerta: caso o cantor disponha de 30 minutos para o aquecimento, o fonoaudiólogo que o acompanha poderá sugerir uma programação mais ampla e com exercícios que poderão preencher necessidades pessoais. Em média, o aquecimento dura de 10 a 15 minutos (Benninger, Jacobson e Johnson,1994; Saxon e Schneider, 1995; Francato e outros, 1996; Pela, Rehder e Behlau, 1998; Pinho, 1998), podendo também ser realizado antes do início da apresentação ou espetáculo, variando de pessoa para pessoa. Muitos autores não especificam o tempo que deve durar o aquecimento Exercícios realizados no Aquecimento Vocal Existem muitas maneiras de se realizar o aquecimento vocal. Wilson (1993) demonstra que atores e profissionais de televisão utilizam o próprio material de leitura e o recitar de falas para se aquecerem. Exercícios específicos de vocalização podem ser utilizados, como são descritos por Francato e outros (1996): - sons nasais /m/ e /n/ associados a movimentos de língua e mastigação; - vibração de lábios e língua; - produção vocal no registro de falsete; - vocalizações com seqüência de vogais = i, ê, é, a, ó, ô, u; - exercícios articulatórios; - jogos musicais explorando a respiração; - trabalho com extensão vocal e controle de intensidade. 7

15 Andrada e Silva (1998) acrescenta exercícios de respiração profunda, mesclando boca e nariz; alongamento da coluna, conciliando inspiração e expiração; movimentação dos músculos do pescoço( inclinação lateral, para frente e para trás e rotação); alongamento do músculo masséter( abertura ampla de boca); exercícios para abaixamento de laringe e para relaxamento da musculatura extrínseca( varrer palato e rotação da língua no vestíbulo, mantendo os lábios unidos). Alguns exercícios como vibração de lábios e de língua em escala ascendente e exercícios respiratórios são descritos por vários autores como Pinho(1998),que sugere também a realização de exercícios com sons nasais visando maior efetividade de adução glótica e glissando em boca chiusa. Behlau e Rehder (1997) orientam para que se aqueça a voz por meio de exercícios de flexibilidade muscular, realizando os vocalizes já descritos anteriormente. Sataloff (1991) descreve uma série de exercícios divididos em quatro partes: relaxamento geral e energização, respiração e alinhamento, parte mais alta do corpo e voz e fala; cada divisão com exercícios específicos. O aquecimento vocal para atores de teatro é descrito por Quinteiro (1989), e difere muito dos outros exercícios aqui demonstrados. A autora sugere a emissão de vogais considerando alguns pontos corporais. Deve-se unir as mãos, fechando assim um circuito energético em pontos determinados do corpo, nos quais o som melhor irá amplificar. A seqüência recomendada é a seguinte: vogal /u/ - dedos unidos no centro da testa; vogal /e/ - dedos unidos na altura da cartilagem tireóide; 8

16 vogal /o/ - mãos unidas sobre o osso esterno; vogal /i/ - mãos unidas na região do estômago; vogal /a/ - dedos unidos na região pélvica. Pinho (1998) afirma que operadores de telemarketing também devem realizar exercícios de aquecimento vocal, como vibração de lábio e língua, exercícios respiratórios e articulatórios, humming, suspiro e bocejo. Alguns autores não descrevem o exercício propriamente dito, como é o caso de Saxon e Schneider (1995), apenas indicam que o aquecimento deve ser realizado com atividades de fraca intensidade, envolvendo a maioria dos grupos musculares que serão usados posteriormente. 9

17 2.2. Desaquecimento Vocal O desaquecimento vocal é ainda menos citado e descrito pelos autores, porém, é tão importante quanto o aquecimento. A finalidade dessa atividade é fazer com que o profissional retorne ao ajuste fono-respiratório da voz coloquial, evitando o abuso decorrente da utilização prolongada dos ajustes do canto, quando já não são necessários (Pela, Rehder e Behlau, 1998) Objetivos do Desaquecimento Vocal Benninger, Jacobson e Johnson (1994) referem que o desaquecimento é igualmente importante embora muito ignorado. Deve-se esfriar a voz, especialmente após grandes períodos cantando. Descrevem que o desaquecimento é simplesmente o oposto do aquecimento, trazendo a voz de volta ao estado relaxado, dentro de uma média confortável e de um nível dinâmico. A primeira forma de desaquecimento vocal descrita por Andrada e Silva (1998) é o silêncio total por 5 minutos no mínimo. A autora explica que após uma apresentação, o cantor normalmente produz a voz com pitch mais elevado e loudness muito forte. Quando o cantor permanece um tempo em silêncio, ele consegue quebrar esse padrão do canto e pode conversar no camarim com voz mais fraca e pitch habitual. Os cantores, que terminado o concerto param de falar ou cantar, são os que perdem a voz após a apresentação, constata Lavorato (1985). Pinho (1998) acredita que o desaquecimento vocal deve ser realizado com exercícios, facilitando ao cantor o retorno muscular à situação de fala habitual. 10

18 Cantores e oradores devem realizar os exercícios após utilizarem prolongadamente a voz. Segundo Sataloff (1985), desta maneira pode-se identificar e corrigir qualquer desequilíbrio muscular por meio do restabelecimento da tensão vocal. O desaquecimento vocal após o canto proporciona a retomada do ajuste fono-respiratório da voz coloquial, evitando o abuso decorrente da utilização prolongada dos ajustes do canto ( Francato e outros, 1996). Behlau e Rehder (1997) concordam com a afirmação citada e acreditam que um cantor que fale da mesma maneira que cante, submete seu aparelho vocal a um desgaste muito maior. Atividades de fraca intensidade reduzem o tempo para a voz voltar ao estado normal. Saxon e Schneider (1995) afirmam que o oxigênio utilizado durante o desaquecimento é necessário para criar homeostase, por meio do reabastecimento do estoque metabólico e do glicogênio muscular; reduzir a temperatura do tecido; equiparar a perturbação hormonal; e reduzir o ácido lácteo. Os autores constatam que com exercícios leves, o ácido lácteo é removido do sangue no prazo de 15 a 20 minutos; e com repouso completo há sobra do ácido por mais de uma hora após a utilização da voz. 11

19 Tempo de realização dos exercícios Quanto ao tempo de realização do aquecimento, não há regra comum entre os autores pesquisados. Muitos não especificam o tempo de duração dos exercícios. Benninger, Jacobson e Johnson (1994) acreditam que o tempo pode variar, mas uma boa regra é, aproximadamente, metade do tempo do aquecimento realizado anteriormente. Já Francato e outros (1996) e Pela, Rehder e Behlau (1998) referem que a duração média do desaquecimento é de 5 minutos, e apesar de bastante curto, este tempo tem-se mostrado eficiente para o retorno à emissão coloquial. O tempo médio utilizado para o aquecimento vocal (10 minutos) pode ser o mesmo usado para os exercícios de desaquecimento ( Pinho,1998). Para Lavorato (1985), o desaquecimento é feito por 2 minutos em intervalos de 45 minutos durante muitas horas Exercícios realizados no Desaquecimento Vocal Há grande variação nos exercícios que podem ser feitos para o desaquecimento vocal. Lavorato (1985) sugere a realização de exercícios vocais vigorosos, ou apenas vocalizar, no caso de cantores. Segundo Behlau e Rehder (1997), após o término das apresentações ou dos ensaios, o cantor deve desaquecer a voz por meio de exercícios para retornar a voz falada, utilizando bocejos e fala mais grave e fraca. Os exercícios podem ser associados a movimentos corporais. Francato e outros (1996) descrevem os seguintes exercícios: - técnica do bocejo; - 12

20 rotação de cabeça com vogais /a/, /o/ e /u/; - sons nasais e/ou vibrantes associados a glissandos descendentes; - voz salmodiada; - fala espontânea com depoimentos para discriminação dos ajustes fonatórios (canto e fala). Exercícios como relaxamento cervical e vocalizes em vibração nas escalas descendentes são descritos por vários autores, dentre eles Pinho (1998) e Andrada e Silva (1997). Podem ser realizadas massagens digitais no laringe com movimentos circulares em volta da cartilagem tireóide, movimentos verticais na frente do pescoço ( músculo cricotireoideo) e apertos na região da nuca e nos trapézios. A massagem auxilia a circulação local, levando a diminuição do edema nas pregas vocais e na musculatura do pescoço causado por um uso intenso ( Andrada e Silva,1997). Atividades de fraca intensidade são referidas por Saxon e Schneider (1995) como ideais para a realização do desaquecimento vocal. Após a pesquisa realizada, observei a importância da realização tanto do aquecimento como do desaquecimento vocal para os profissionais da voz. No entanto são atividades pouco conhecidas e praticadas por esses profissionais, salvo o cantor que, segundo os autores aqui descritos, é quem mais se utiliza dos exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal. 13

21 3. Conclusão Após o estudo realizado, cheguei a conclusão de que a prática do aquecimento e desaquecimento vocal é essencial para os profissionais da voz que queiram manter a saúde vocal e se previnir do desgaste de seu aparelho fonador. Durante a revisão bibliográfica, constatei que essas atividades são pouco citadas pelos autores, porém, já existem pesquisas em campo realizadas com cantores, que comprovam a efetividade para esses profissionais. Um item a ser levado em consideração, é a importância dada ao cantor. Alguns dos autores pesquisados referem que os exercícios de aquecimento devem ser feitos por profissionais que utilizam a voz como instrumento de trabalho, e como já foi descrito por Ferreira (1995), há várias categorias desses profissionais, não se resumindo somente aos cantores, sejam eles líricos, populares ou coralistas. Encontrei poucas referências citando outros profissionais como operadores de telemarketing, oradores, atores de teatro ou televisão, dentre outros. Quando o desaquecimento vocal foi discutido, houve uma restrição ainda maior, pois somente os cantores foram citados por todos os autores. Diante desse fato, surgiu-me uma dúvida: se todos os profissionais devem realizar o aquecimento, e segundo Facincani, Novais e Ferretti (1998) após essa atividade a voz fica mais intensa e com a freqüência mais aguda, necessitando do desaquecimento para o retorno ao ajuste fonatório da voz coloquial, por que nenhum autor refere a prática dos exercícios de desaquecimento para os demais profissionais? Um ator de teatro ou de televisão que muda seu padrão de ajuste muscular para realizar uma voz 14

22 infantil ou uma voz senil, não necessita do desaquecimento para o retorno a sua voz coloquial? Os demais profissionais da voz não deveriam fazer alguma forma de desaquecimento vocal, como por exemplo, um período de silêncio? Aqui volto a apontar e concordar com Ferreira (1998), quando afirma o quanto ainda temos que aprender sobre cada um desses profissionais e seu contexto e campo de atuação. Houve concordância por todos os autores no que se refere a necessidade e efetividade tanto do aquecimento como do desaquecimento vocal. O tempo de realização dos exercícios é outro item em que os autores expõe a mesma opinião. Um fator relevante é que apenas 5 minutos do desaquecimento vocal já são suficientes para o retorno à emissão coloquial de uma maneira eficiente ( Francato e outros, 1996 e Pela, Rehder e Behlau, 1998). Os exercícios que devem ser realizados durante as atividades de aquecimento e desaquecimento vocal também foram pesquisados. No aquecimento, alguns exercícios foram mais citados e enfatizados, como os exercícios respiratórios e articulatórios, vibração de lábios e língua em escala ascendente, resultando em uma freqüência mais aguda, como afirma Facincani, Novais e Ferretti (1998), o que justifica a necessidade do desaquecimento vocal para o retorno muscular à situação de fala habitual. No desaquecimento, determinados exercícios foram mais descritos, como o relaxamento e massagens específicas na região da laringe, bocejo e vibrações em escala descendente. 15

23 Após vislumbrar todos esses fatos, fica-me a certeza da necessidade de maior pesquisa e aprofundamento por parte do fonoaudiólogo nessa área relacionada aos profissionais da voz. 16

24 4. Referências Bibliográficas ANDRADA e SILVA,M.A - Estudo de um grupo de cantores da noite. São Paulo, [ Tese - Mestrado - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo] BEHLAU, M & REHDER, M.I - Higiene vocal para o canto coral. Rio de Janeiro, Revinter, p. BENNINGER, M.S.; JACOBSOM, B.H. & JOHNSON, A.F. - Vocal arts medicine: the care and prevention of professional voice disorders. New York, Thieme Medical Publishers, COSTA, H. O & ANDRADA e SILVA, M.A - Voz cantada - evolução, avaliação e terapia fonoaudiológica. São Paulo, Lovise p. ELLIOT, N ; SUNDBERG,J & GRAMMING, P - What happens during vocal warm-up? J. Voice, 9: 37-44, FACINCANI, M. F. O; NOVAES, R. M. & FERRETTI, E. - Análise dos parâmetros vocais e avaliação videolaringoscópica pré e pós-aquecimento vocal em cantores líricos. In: BEHLAU, M. - Laringologia e voz hoje - temas do IV Congresso de Laringologia e Voz. Rio de Janeiro, Re - vinter, 1998.p FERREIRA, L. P. - Resenha do livro - Voz cantada: evolução, avaliação e terapia fonoaudiológica. Jornal do Conselho Regional de Fonoaudiologia - 2 região, 23: p. 14, FERREIRA, L. P.; OLIVEIRA, I. B.; QUINTEIRO, E. A. & MORATO, E. M.- Voz profissional: o profissional da voz. Carapicuíba, Pró-Fono, p FRANCATO, A; NOGUEIRA, JR.,J ; PELA, S.M & BEHLAU, M - Programa de 17

25 aquecimento e desaquecimento vocal. In: MARCHESAN, I; ZORZI, J.L & GOMES, I.C.D - Tópicos em Fonoaudiologia vol. III. São Paulo, Lovise, p PELA,S. - Análise de parâmetros vocais pré e pós-aquecimento e desaquecimento vocal em coralistas. São Paulo, Monografia de especialização - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina. PELA, S.; REHDER, M. I. & BEHLAU, M. - O trabalho fonoaudiológico com corais. In: MARCHESAN, I. Q.; ZORZI, J. L. & GOMES, I. C. D. - Tópicos em Fonoaudiologia vol. IV. São Paulo, Lovise, 1998.p PINHO, S - Aula ministrada no curso de especialização em Voz CEFAC PINHO, S - Desvendando os mistérios do canto. No prelo, QUINTEIRO, E.A - Estética da voz: uma voz para o ator. São Paulo, Summus,1989. P SATALOFF, R.T - Professional voice. The science and art of clinical care. New York, Raven Press, 1991.p SAXON, K.G & SCHNEIDER, C.M - Vocal exercise physiology. California Singular Publishing Group, 1995.p WILSON, K. - Problemas de voz em crianças. São Paulo, Manole, 1993 p

TÉCNICAS DE AQUECIMENTO VOCAL UTILIZADAS POR PROFESSORES DE TEATRO. Vocal warming techniques used by theater teachers

TÉCNICAS DE AQUECIMENTO VOCAL UTILIZADAS POR PROFESSORES DE TEATRO. Vocal warming techniques used by theater teachers 83 TÉCNICAS DE AQUECIMENTO VOCAL UTILIZADAS POR PROFESSORES DE TEATRO Vocal warming techniques used by theater teachers Bianca Aydos (1), Eliana Midori Hanayama (2) RESUMO Objetivo: este trabalho teve

Leia mais

TREINAMENTO VOCAL PODE SER FATOR PROTETOR CONTRA DORES

TREINAMENTO VOCAL PODE SER FATOR PROTETOR CONTRA DORES TREINAMENTO VOCAL PODE SER FATOR PROTETOR CONTRA DORES Autores: Thays Vaiano, Mara Behlau, Ana Cláudia Guerrieri Palavras Chave: Dor, Voz, canto Introdução: Dor pode ser definida como "experiência sensitiva

Leia mais

UsoProfissionaldaVoz: conhecerparamelhoratuar

UsoProfissionaldaVoz: conhecerparamelhoratuar UsoProfissionaldaVoz: conhecerparamelhoratuar Curso aos Docentes FECAP Fernanda M. A. Rodrigues Fonoaudióloga Especialista em Voz Consultora em Comunicação www.voicecare.com.br Outubro/2008 www.fecap.br

Leia mais

Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal

Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal Voz: Atuação do Fonoaudiólogo e do Preparador Vocal Apresentação: Millena Vieira (Fonoaudióloga) Joel Pinheiro (Preparador Vocal) Bárbara Camilo (3ºano) Daniele Istile (2º ano) Orientação: Profª Drª Kelly

Leia mais

Coral da terceira idade da ACM de Sorocaba

Coral da terceira idade da ACM de Sorocaba Coral da terceira idade da ACM de Sorocaba Hamilton de Oliveira Santos, Universidade de Sorocaba, tecladista13@gmail.com Resumo: O presente trabalho traz um relato de experiência de um projeto de extensão

Leia mais

A Voz Como Instrumento De Trabalho: Uma Abordagem Para Professores. Fga:Lara Cristina F. Castilho

A Voz Como Instrumento De Trabalho: Uma Abordagem Para Professores. Fga:Lara Cristina F. Castilho A Voz Como Instrumento De Trabalho: Uma Abordagem Para Professores Fga:Lara Cristina F. Castilho A voz é uma das extensões mais fortes da nossa personalidade, nosso sentido de inter-relação na comunicação

Leia mais

Técnica Vocal - Rayre Mota. Respiração e Apoio

Técnica Vocal - Rayre Mota. Respiração e Apoio Técnica Vocal - Rayre Mota Respiração e Apoio A respiração e o apoio são bases para uma boa performance no canto e são essenciais na nossa vida. É necessário entender o funcionamento da respiração dentro

Leia mais

Débora Abreu Aulas de Canto www.debora.mus.br (41) 35247665/88622074

Débora Abreu Aulas de Canto www.debora.mus.br (41) 35247665/88622074 O CANTOR E SEU INSTRUMENTO Um bom cantor é aquele que conhece bem sua voz, até aonde pode ir, e sabe controlá-la. Para isso, é de fundamental importância que se conheça o seu instrumento e como ele se

Leia mais

Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. FORTALECENDO SABERES

Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. FORTALECENDO SABERES 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I Conteúdo: Partes do corpo humano. Atividade física eleva a qualidade de vida. Cuidando das articulações. 3 CONTEÚDO

Leia mais

QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO

QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO QUEIXAS E SINTOMAS VOCAIS PRÉ FONOTERAPIA EM GRUPO [ALMEIDA, Anna Alice Figueirêdo de; SILVA, Priscila Oliveira Costa; FERNANDES, Luana Ramos; SOUTO, Moama Araújo; LIMA-SILVA, Maria Fabiana Bonfim] Centro

Leia mais

Palavras chave: voz, prevenção, criança

Palavras chave: voz, prevenção, criança AÇÕES DE PREVENÇÃO DE DISFONIA INFANTIL EM CENÁRIOS EDUCACIONAIS: ANÁLISE DA CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS SOBRE VOZ A PARTIR DE DESENHOS DE ALUNOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL. Palavras chave: voz, prevenção, criança

Leia mais

FORTALECENDO SABERES EDUCAÇÃO FÍSICA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Aula 3.1 Conteúdo: Atividade física preventiva.

FORTALECENDO SABERES EDUCAÇÃO FÍSICA DINÂMICA LOCAL INTERATIVA CONTEÚDO E HABILIDADES DESAFIO DO DIA. Aula 3.1 Conteúdo: Atividade física preventiva. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 3.1 Conteúdo: Atividade física preventiva. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Habilidades: Entender os benefícios

Leia mais

Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente

Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente Orientações e Dicas para a Saúde Vocal do Docente Prezado (a) Professor (a), A sua voz é um instrumento indispensável para o seu trabalho; por isso, atenção e cuidados especiais devem ser dados a ela.

Leia mais

AS VARIAÇÕES DE EXERCÍCIOS FÍSICOS APLICADOS NAS SESSÕES DE GINÁSTICA LABORAL

AS VARIAÇÕES DE EXERCÍCIOS FÍSICOS APLICADOS NAS SESSÕES DE GINÁSTICA LABORAL AS VARIAÇÕES DE EXERCÍCIOS FÍSICOS APLICADOS NAS SESSÕES DE GINÁSTICA LABORAL Junior, A. C. de J. Sebastião, J. S. Pimentel, E. S. Moreira, R. S. T.. RESUMO A área da ginástica laboral vem crescendo bastante

Leia mais

Sebastiana Benedita Coelho de Moraes COUTEIRO; Marília ALVARES. Escola de Música e Artes Cênicas da UFG sabahmoraes@gmail.com

Sebastiana Benedita Coelho de Moraes COUTEIRO; Marília ALVARES. Escola de Música e Artes Cênicas da UFG sabahmoraes@gmail.com O ENSINO DO CANTO POPULAR BRASILEIRO Abordagem Didática: técnica vocal Sebastiana Benedita Coelho de Moraes COUTEIRO; Marília ALVARES. Escola de Música e Artes Cênicas da UFG sabahmoraes@gmail.com INTRODUÇÃO

Leia mais

DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS. www.doresnascostas.com.br. Página 1 / 10

DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS. www.doresnascostas.com.br. Página 1 / 10 DOR NAS COSTAS EXERCÍCIOS ESPECIALIZADOS PARA O TRATAMENTO DA DOR NAS COSTAS www.doresnascostas.com.br Página 1 / 10 CONHEÇA OS PRINCÍPIOS DO COLETE MUSCULAR ABDOMINAL Nos últimos anos os especialistas

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS CAMPUS DE MARÍLIA. Maria Lúcia Vaz Masson

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS CAMPUS DE MARÍLIA. Maria Lúcia Vaz Masson UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS CAMPUS DE MARÍLIA Maria Lúcia Vaz Masson Aula, Repouso, Aquecimento e Desaquecimento Vocal em Professores de uma

Leia mais

RESUMO. Palavras chave: Voz; Qualidade da Voz; Treinamento da voz. ABSTRACT

RESUMO. Palavras chave: Voz; Qualidade da Voz; Treinamento da voz. ABSTRACT O exercício [si-fu-chi-pa]: uma contribuição eficiente para o aquecimento e projeção da voz no espaço cênico. GUBERFAIN, Jane Celeste; MAIA, Luciano Pires; BAHIA, Roberta; OLIVEIRA, Domingos Sávio Ferreira

Leia mais

24 motivos. academia. para entrar na

24 motivos. academia. para entrar na para entrar na academia Mais um ano se inicia e com ele chegam novas perspectivas e objetivos. Uma das principais promessas feitas é deixar o sedentarismo de lado e entrar na academia! Nesta época é comum

Leia mais

GINÁSTICA LABORAL Prof. Juliana Moreli Barreto

GINÁSTICA LABORAL Prof. Juliana Moreli Barreto GINÁSTICA LABORAL Prof. Juliana Moreli Barreto OFICINA PRÁTICA Aprenda a ministrar aulas de ginástica laboral GINÁSTICA LABORAL - Objetivos e benefícios do programa - Formas de aplicação atualmente - Periodização

Leia mais

RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE VOZ

RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE VOZ RESPOSTAS PARA PERGUNTAS FREQUENTES NA ÁREA DE VOZ profissional A voz é a forma de comunicação mais utilizada pelo homem. Por isso, quando ela sofre alguma alteração ou quando não está de acordo com as

Leia mais

VOZ E CORPOREIDADE SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE CORISTAS

VOZ E CORPOREIDADE SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE CORISTAS VOZ E CORPOREIDADE SEGUNDO A PERCEPÇÃO DE CORISTAS VOICE AND CORPORALITY ACCORDING TO CHOIR SINGERS PERCEPTION Adriana Braga - UnB braga.adriana@gmail.com Patrícia Pederiva - UnB pat.pederiva@uol.com.br

Leia mais

SAÚDE VOCAL PROFISSIONAIS DA VOZ

SAÚDE VOCAL PROFISSIONAIS DA VOZ SAÚDE VOCAL PROFISSIONAIS DA VOZ GABRIELA RODRIGUES, VANESSA PEDROSA VIEIRA E MARA BEHLAU 2011 O s profissionais da voz são todas as pessoas que utilizam a voz como seu principal instrumento de trabalho.

Leia mais

Plano de Exercícios Para Segunda-Feira

Plano de Exercícios Para Segunda-Feira Plano de Exercícios Para Segunda-Feira ALONGAMENTO DA MUSCULATURA LATERAL DO PESCOÇO - Inclinar a cabeça ao máximo para a esquerda, alongando a mão direita para o solo - Alongar 20 segundos, em seguida

Leia mais

O Setor de Fonoaudiologia funciona sob a coordenação da Fonoaudióloga Mestra Gerissa Neiva de Moura Santos Cordeiro, conforme programa apresentado a

O Setor de Fonoaudiologia funciona sob a coordenação da Fonoaudióloga Mestra Gerissa Neiva de Moura Santos Cordeiro, conforme programa apresentado a O Setor de Fonoaudiologia funciona sob a coordenação da Fonoaudióloga Mestra Gerissa Neiva de Moura Santos Cordeiro, conforme programa apresentado a seguir. COLÉGIO NOTRE DAME FONOAUDIOLOGIA PREVENTIVA

Leia mais

Alongamentos para a Parte Inferior das Costas e Quadril para Fazer em sua Mesa

Alongamentos para a Parte Inferior das Costas e Quadril para Fazer em sua Mesa Flexibilidade Total Saiba como Melhorar sua Flexibilidade através de Alongamentos Específicos por Joey Atlas Alongamentos para a Parte Inferior das Costas e Quadril para Fazer em sua Mesa Rotina de 6 minutos

Leia mais

O Profissional da Voz

O Profissional da Voz Elaborado pela Fga. Carolina Ghelli O Profissional da Voz É o indivíduo que depende de uma certa produção e/ou qualidade vocal específica para sua sobrevivência profissional. (Vilkman, 2000). Os profissionais

Leia mais

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade.

SAÚDE. Apresentação do tema: Saúde. É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. Apresentação do tema: Saúde É um completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade. 1.Desenvolvimento das Capacidades Motoras - Resistência - Força - Velocidade

Leia mais

Universidade do Sul de Santa Catarina Curso de Cosmetologia e Estética Unidade de Aprendizagem: Técnicas de Massagem Terapêutica Prof.

Universidade do Sul de Santa Catarina Curso de Cosmetologia e Estética Unidade de Aprendizagem: Técnicas de Massagem Terapêutica Prof. MASSAGEM PARA GESTANTE E SHANTALA Universidade do Sul de Santa Catarina Curso de Cosmetologia e Estética Unidade de Aprendizagem: Técnicas de Massagem Terapêutica Prof.ª Daniella Koch de Carvalho SHANTALA

Leia mais

Exercícios de aquecimento. 1. Introdução

Exercícios de aquecimento. 1. Introdução Exercícios de aquecimento 1. Introdução Os exercícios de aquecimento são práticas de rotina necessárias para que o músico se prepare para performances em público, gravações, estudos, etc. Esses exercícios

Leia mais

Voz do Professor A prevenção e Preservação da Saúde Vocal do Docente

Voz do Professor A prevenção e Preservação da Saúde Vocal do Docente Voz do Professor A prevenção e Preservação da Saúde Vocal do Docente Profa. Flávia Viegas Profa. Assistente do Curso de Fonoaudiologia da UFF (área: voz) Fonoaudióloga especialista em Voz e Motricidade

Leia mais

Exp 8. Acústica da Fala

Exp 8. Acústica da Fala Exp 8. Acústica da Fala 1. Objetivos Estudar o modelo fonte-filtro da produção da fala; Medir os formantes e relacionar com manobras articulatórias em vogais e ditongos; Utilizar espectrografia de banda

Leia mais

FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO. Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM

FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO. Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM FIBROMIALGIA EXERCÍCIO FÍSICO: ESSENCIAL AO TRATAMENTO Maj. Carlos Eugenio Parolini médico do NAIS do 37 BPM A FIBROMIALGIA consiste numa síndrome - conjunto de sinais e sintomas - com manifestações de

Leia mais

Trabalho para Comunicação Categoria: Relato de experiência

Trabalho para Comunicação Categoria: Relato de experiência AULA EM GRUPO: TOCANDO E CANTANDO EM UM CORAL INFANTO-JUVENIL Shirley Cristina Gonçalves profshirleymusica@yahoo.com.br Universidade Federal de Uberlândia Departamento de Música e Artes Cênicas Trabalho

Leia mais

Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres

Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres 2 Proposta para Implantação do Programa Atividade Física & Mulheres Ana Paula Bueno de Moraes Oliveira Graduada em Serviço Social Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC Campinas Especialista

Leia mais

Ídolos de diferentes gerações, a cantora Ivete Sangalo e o cantor Roberto Carlos encantam seus fãs pelo timbre único que possuem

Ídolos de diferentes gerações, a cantora Ivete Sangalo e o cantor Roberto Carlos encantam seus fãs pelo timbre único que possuem Vozes Humanas Cada pessoa possui uma voz única e especial. É como se fosse uma impressão digital. É claro que existem vozes parecidas. Algumas pessoas cantam num registro sonoro mais agudo, outras num

Leia mais

Seqüência completa de automassagem

Seqüência completa de automassagem Seqüência completa de automassagem Os exercícios descritos a seguir foram inspirados no livro Curso de Massagem Oriental, de Armando S. B. Austregésilo e podem ser feitos em casa, de manhã ou à tardinha.

Leia mais

CARTILHA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DOS PROFISSIONAIS DA VOZ E DA AUDIÇÃO

CARTILHA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DOS PROFISSIONAIS DA VOZ E DA AUDIÇÃO Superintendência de Saúde Segurança e Ambiente do Trabalho CARTILHA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DOS PROFISSIONAIS DA VOZ E DA AUDIÇÃO - Saúde Vocal - Ginástica Compensatória - Saúde Auditiva SINTTEL-Rio CARTILHA

Leia mais

É um exercitador respiratório também chamado de inspirômetro de incentivo. Pode ser utilizado com dois objetivos:

É um exercitador respiratório também chamado de inspirômetro de incentivo. Pode ser utilizado com dois objetivos: 1- O que é o RESPIRON? É um exercitador respiratório também chamado de inspirômetro de incentivo. Pode ser utilizado com dois objetivos: 1- Para obtenção de inspirações profundas e sustentadas o que possibilita

Leia mais

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Rene Baltazar Introdução Serão abordados, neste trabalho, significados e características de Professor Pesquisador e as conseqüências,

Leia mais

PROJETO BANDAS E CORAIS NAS ESCOLAS : A EXPERIÊNCIA DO CORAL ENCANTO

PROJETO BANDAS E CORAIS NAS ESCOLAS : A EXPERIÊNCIA DO CORAL ENCANTO PROJETO BANDAS E CORAIS NAS ESCOLAS : A EXPERIÊNCIA DO CORAL ENCANTO Rebeca Vieira de Queiroz Almeida Faculdade Saberes Introdução O presente texto é um relato da experiência do desenvolvimento do projeto

Leia mais

Dicas para uma boa noite de sono

Dicas para uma boa noite de sono Dicas para uma boa noite de sono Ter uma boa noite de sono é um dos melhores hábitos para melhorar a saúde: fortalece a memória, ajuda a controlar a hipertensão e o diabetes, diminui riscos de doenças

Leia mais

Freqüência dos sons audíveis: entre 20Hz (infra-sônica) e 20.000Hz (ultra-sônica, audíveis para muitos animais).

Freqüência dos sons audíveis: entre 20Hz (infra-sônica) e 20.000Hz (ultra-sônica, audíveis para muitos animais). Ondas Sonoras: - São ondas longitudinais de pressão, que se propagam no ar ou em outros meios. - Têm origem mecânica, pois são produzidas por deformação em um meio elástico. - As ondas sonoras não se propagam

Leia mais

Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano

Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano Educação Física 1.ª etapa- 9. o ano CONHECENDO MEU CORPO DURANTE O EXERCÍCIO DESCUBRA PORQUE É TÃO IMPORTANTE ACOMPANHAR OS BATIMENTOS CARDÍACOS ENQUANTO VOCÊ SE EXERCITA E APRENDA A CALCULAR SUA FREQUÊNCIA

Leia mais

Exercícios de Relaxamento

Exercícios de Relaxamento Exercícios de Relaxamento Relaxamento: - Circular a cabeça para a Direita e para a esquerda - Circular a cabeça para os lados, para cima e para baixo - Fazer caretas procurando utilizar todos os músculos

Leia mais

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano.

Biomecânica. A alavanca inter-resistente ou de 2º grau adequada para a realização de esforço físico, praticamente não existe no corpo humano. Biomecânica Parte do conhecimento da Ergonomia aplicada ao trabalho origina-se no estudo da máquina humana. Os ossos, os músculos, ligamentos e tendões são os elementos dessa máquina que possibilitam realizar

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO JANEIRO CENTRO DE LETRAS E ARTES LICENCIATURA EM MÚSICA MONOGRAFIA FINAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO JANEIRO CENTRO DE LETRAS E ARTES LICENCIATURA EM MÚSICA MONOGRAFIA FINAL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO JANEIRO CENTRO DE LETRAS E ARTES LICENCIATURA EM MÚSICA MONOGRAFIA FINAL ALTERAÇÕES VOCAIS EM PROFESSORES DE MÚSICA COM MÚLTIPLAS FUNÇÕES: ORIENTAÇÕES PARA A SUA PREVENÇÃO MICHELI

Leia mais

Efeito agudo do treino de Pilates sobre as dores de costas em Idosos

Efeito agudo do treino de Pilates sobre as dores de costas em Idosos Efeito agudo do treino de Pilates sobre as dores de costas em Idosos Clarissa Biehl Printes (Ph.D.) cbprintes.isce@gmail.com Porto Alegre, 2015 Introdução A literatura descreve que 70 a 85% da população

Leia mais

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA!

DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! DE VOLTA ÀS AULAS... CUIDADOS COM A POSTURA E O PESO DA MOCHILA! SUA MOCHILA NÃO PODE PESAR MAIS QUE 10% DO SEU PESO CORPORAL. A influência de carregar a mochila com o material escolar nas costas, associado

Leia mais

CORAL FEMININO DO HOSPITAL MOINHOS DE VENTO PORTO ALEGRE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

CORAL FEMININO DO HOSPITAL MOINHOS DE VENTO PORTO ALEGRE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA CORAL FEMININO DO HOSPITAL MOINHOS DE VENTO PORTO ALEGRE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Lúcia Helena P. Teixeira Resumo. A tradição do Canto Coral no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, existe desde

Leia mais

o Ressonar e a Apneia de Sono

o Ressonar e a Apneia de Sono o Ressonar e a Apneia de Sono sintomas diagnóstico tratamento O ressonar apesar de ser comum, fonte de brincadeiras e aceite como normal na população em geral é de facto uma perturbação que não deve ser

Leia mais

LAUDO MÉDICO PERICIAL.

LAUDO MÉDICO PERICIAL. 1 Preâmbulo. LAUDO MÉDICO PERICIAL. Aos vinte e um dias do mês de maio do ano de 2009, o Perito Dr. OSCAR LUIZ DE LIMA E CIRNE NETO, designado pelo MM Juiz de Direito da 5.ª Vara Cível da Comarca de São

Leia mais

PERFIL VOCAL DA PESSOA COM DISFONIA: ANÁLISE DO ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL.

PERFIL VOCAL DA PESSOA COM DISFONIA: ANÁLISE DO ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL. PERFIL VOCAL DA PESSOA COM DISFONIA: ANÁLISE DO ÍNDICE DE DESVANTAGEM VOCAL. Marina Bizigato Faculdade de Fonoaudiologia Centro de Ciências da Vida mabizi19@hotmail.com Iara Bittante de Oliveira Grupo

Leia mais

Global Training. The finest automotive learning

Global Training. The finest automotive learning Global Training. The finest automotive learning Cuidar da saúde com PREFÁCIO O Manual de Ergonomia para o Motorista que você tem em agora em mãos, é parte de um programa da Mercedes-Benz do Brasil para

Leia mais

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de São Paulo. Curso null - null. Ênfase. Disciplina LEM1604T1 - Canto Coral I. Docente(s) Fábio Miguel

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de São Paulo. Curso null - null. Ênfase. Disciplina LEM1604T1 - Canto Coral I. Docente(s) Fábio Miguel Curso null - null Ênfase Identificação Disciplina LEM1604T1 - Canto Coral I Docente(s) Fábio Miguel Unidade Instituto de Artes Departamento Departamento de Música Créditos 0 60 Carga Horaria Seriação ideal

Leia mais

Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura

Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura Diminua seu tempo total de treino e queime mais gordura Neste artigo vou mostrar o principal tipo de exercício para acelerar a queima de gordura sem se matar durante horas na academia. Vou mostrar e explicar

Leia mais

CANTO: ARTE E CIÊNCIA UMA MAIOR INTERAÇÃO ENTRE PROFESSORES DE CANTO E FONOAUDIÓLOGOS

CANTO: ARTE E CIÊNCIA UMA MAIOR INTERAÇÃO ENTRE PROFESSORES DE CANTO E FONOAUDIÓLOGOS CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA CANTO: ARTE E CIÊNCIA UMA MAIOR INTERAÇÃO ENTRE PROFESSORES DE CANTO E FONOAUDIÓLOGOS Leilane Maria Farias Leite de Albuquerque São Paulo 1997 1

Leia mais

EM DEFESA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DO(A) PROFESSOR(A)

EM DEFESA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DO(A) PROFESSOR(A) EM DEFESA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E SAÚDE DO(A) PROFESSOR(A) A luta sindical em defesa de melhor qualidade de vida para os trabalhadores tem como elemento estratégico as relações entre as condições de

Leia mais

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais PROFESSORA NAIANE A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais de alguns poucos minutos. Você sabe

Leia mais

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como

Desenvolvimento motor do deficiente auditivo. A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada a outras deficiências, como Texto de apoio ao Curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Desenvolvimento motor do deficiente auditivo A deficiência auditiva aparece, por vezes, associada

Leia mais

CONHECENDO A PSICOTERAPIA

CONHECENDO A PSICOTERAPIA CONHECENDO A PSICOTERAPIA Psicólogo Emilson Lúcio da Silva CRP 12/11028 2015 INTRODUÇÃO Em algum momento da vida você já se sentiu incapaz de lidar com seus problemas? Se a resposta é sim, então você não

Leia mais

Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! CIÊNCIAS - UNIDADE 4 RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO

Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! CIÊNCIAS - UNIDADE 4 RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! Use canetas coloridas ou escreva palavras destacadas, para facilitar na hora de estudar. E capriche! Não se esqueça

Leia mais

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2

Homeopatia. Copyrights - Movimento Nacional de Valorização e Divulgação da Homeopatia mnvdh@terra.com.br 2 Homeopatia A Homeopatia é um sistema terapêutico baseado no princípio dos semelhantes (princípio parecido com o das vacinas) que cuida e trata de vários tipos de organismos (homem, animais e plantas) usando

Leia mais

POR QUE SER ATIVO ALBERTO OGATA

POR QUE SER ATIVO ALBERTO OGATA POR QUE SER ATIVO ALBERTO OGATA O nosso corpo é uma máquina fantástica, que não foi feita para ficar parada. Se você estiver realmente decidido a ter uma atitude positiva em relação a sua saúde e ao seu

Leia mais

O que é afasia? Brasilian

O que é afasia? Brasilian O que é afasia? Brasilian Provavelmente você se deparou com afasia pela primeira vez há pouco tempo. No início afasia causa muitas dúvidas, como: o que é afasia, como esta ocorre, e quais problemas adicionais

Leia mais

Identificação do projeto

Identificação do projeto Seção 1 Identificação do projeto ESTUDO BÍBLICO Respondendo a uma necessidade Leia Neemias 1 Neemias era um judeu exilado em uma terra alheia. Alguns dos judeus haviam regressado para Judá depois que os

Leia mais

Continuação. 7. Componentes da massagem. 8. Movimentos. 8.1 Deslizamento 8.2 Digitopressão 8.3 Amassamento

Continuação. 7. Componentes da massagem. 8. Movimentos. 8.1 Deslizamento 8.2 Digitopressão 8.3 Amassamento Quick massagem 1. Introdução 2. Vantagens da Quick Massage 2.1 Qualquer local de trabalho 2.2 Baixo custo 2.3 Independência de horário 2.4 Resultado imediato 2.5 Tratamento rápido 2.6 Não precisa tirar

Leia mais

MANUAL DO LIAN GONG. Lian Gong, ginástica chinesa criada há mais de 40 anos, faz bem para o corpo e para a saúde.

MANUAL DO LIAN GONG. Lian Gong, ginástica chinesa criada há mais de 40 anos, faz bem para o corpo e para a saúde. MANUAL DO LIAN GONG Lian Gong, ginástica chinesa criada há mais de 40 anos, faz bem para o corpo e para a saúde. A ginástica Lian Gong (pronuncia-se "liam cum") foi desenvolvida na China, pelo Dr. Zhuang

Leia mais

Sobre o Processo de Morrer

Sobre o Processo de Morrer Sobre o Processo de Morrer Se você nunca viu alguém morrendo, poderá ter medo do que acontecerá, mas o momento de morte é normalmente sereno. Este folheto tem o objetivo de ajudá-lo. Encontre mais informações

Leia mais

Qualidade de vida laboral

Qualidade de vida laboral Qualidade de vida laboral Qualidade de vida laboral INTRODUÇÃO: Prevenir doenças ocupacionais (DORT Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho / LER Lesões por Esforços Repetitivos) decorrentes

Leia mais

Programa de Ginástica Laboral

Programa de Ginástica Laboral Programa de Ginástica Laboral 1. IDENTIFICAÇÃO Nome: Programa de Ginástica Laboral (PGL) Promoção e Organização: Centro de Educação Física, Esportes e Recreação Coordenadoria do Campus de Ribeirão Preto.

Leia mais

Apresentação: ICMPES Central de Louvor www.centraldelouvor.org.br secretaria@centraldelouvor.org.br

Apresentação: ICMPES Central de Louvor www.centraldelouvor.org.br secretaria@centraldelouvor.org.br 2 Apresentação: Visando a unificação do louvor na obra a Central de Louvor do PES elaborou esta apostila com o objetivo de conscientizar o Grupo de Louvor sobre o uso da voz no canto, abordando de maneira

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA

A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA A IMPORTÂNCIA DAS TÉCNICAS MINISTRADAS NA DISCIPLINA DE RTM II PARA A ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO DISCENTE DE FISIOTERAPIA RESUMO SILVA 1, Thays Gonçalves ALMEIDA 2, Rogério Moreira de Centro de Ciências da

Leia mais

QUAIS OS TIPOS DE EXERCÍCIOS FÍSICOS QUE PODEM CAUSAR PREJUÍZOS À VOZ?

QUAIS OS TIPOS DE EXERCÍCIOS FÍSICOS QUE PODEM CAUSAR PREJUÍZOS À VOZ? CEFAC CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FONOAUDIOLOGIA CLÍNICA VOZ QUAIS OS TIPOS DE EXERCÍCIOS FÍSICOS QUE PODEM CAUSAR PREJUÍZOS À VOZ? CRISTINA TOLOZA DOMANICO SÃO PAULO 1997 1 CEFAC CENTRO DE ESPECIALIZAÇÃO

Leia mais

PROJETO O AR EXISTE? PICININ, Maria Érica ericapicinin@ig.com.br. Resumo. Introdução. Objetivos

PROJETO O AR EXISTE? PICININ, Maria Érica ericapicinin@ig.com.br. Resumo. Introdução. Objetivos PROJETO O AR EXISTE? PICININ, Maria Érica ericapicinin@ig.com.br Resumo O presente projeto O ar existe? foi desenvolvido no CEMEI Juliana Maria Ciarrochi Peres da cidade de São Carlos com alunos da fase

Leia mais

AVALIE ENSINO MÉDIO 2013 Questionário do Estudante

AVALIE ENSINO MÉDIO 2013 Questionário do Estudante AVALIE ENSINO MÉDIO 2013 Questionário do Estudante Caro Estudante, O Projeto Avalie pretende conhecer melhor o perfil do estudante do Ensino Médio da Bahia, por isso a sua participação representa a garantia

Leia mais

AGENDA. Considerações sobre a Dor do Parto Técnicas para alívio da dor

AGENDA. Considerações sobre a Dor do Parto Técnicas para alívio da dor MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS PARA ALÍVIO DA DOR NO TRABALHO DE PARTO Thayssa Rocha Humanização do Parto e Nascimento ENAM 2008 20/05/2008 AGENDA Considerações sobre a Dor do Parto Técnicas para alívio da

Leia mais

Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles, M.Sc.

Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles, M.Sc. Pontifícia Universidade Católica de Goiás Departamento de Engenharia Curso de Graduação em Engenharia de Produção ENG 1090 Introdução à Engenharia de Produção Prof. Gustavo Suriani de Campos Meireles,

Leia mais

Para agitar não tem idade. Reserve um tempo para cuidar de seu bem-estar!

Para agitar não tem idade. Reserve um tempo para cuidar de seu bem-estar! Para agitar não tem idade. Reserve um tempo para cuidar de seu bem-estar! Veja o que você ganha praticando atividade física todos os dias Benefícios físicos Ajuda a controlar o peso do corpo. Melhora a

Leia mais

O canto coletivo, ensinando a canção Samba lelê

O canto coletivo, ensinando a canção Samba lelê O canto coletivo é a prática musical mais elementar na educação musical, grandes educadores musicais como Dalcroze, Kodaly, Willems, Villa-Lobos e outros, utilizavam a voz e o canto coletivo como ponto

Leia mais

Como Eu Começo meu A3?

Como Eu Começo meu A3? Como Eu Começo meu A3? David Verble O pensamento A3 é um pensamento lento. Você está tendo problemas para começar seu A3? Quando ministro treinamentos sobre o pensamento, criação e uso do A3, este assunto

Leia mais

Educação musical: o canto coral como processo de aprendizagem e desenvolvimento de múltiplas competências

Educação musical: o canto coral como processo de aprendizagem e desenvolvimento de múltiplas competências Educação musical: o canto coral como processo de aprendizagem e desenvolvimento de múltiplas competências Rita de Cássia Fucci Amato Faculdade de Música Carlos Gomes FMCG Resumo. O presente projeto objetiva

Leia mais

Núcleo de Ensino em saúde www.sogab.com.br Escola de Massoterapia APOSTILA DE POMPAGEM. Pompagem

Núcleo de Ensino em saúde www.sogab.com.br Escola de Massoterapia APOSTILA DE POMPAGEM. Pompagem Pompagem Dentre as várias técnicas da terapia manual, a Pompagem é uma das mais simples de ser aplicada e traz benefícios aos pacientes quase de imediato. Foi desenvolvida por um osteopata Norte-Americano

Leia mais

engenharia de embalagens UMA ABORDAGEM TÉCNICA DO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE EMBALAGEM Maria Aparecida Carvalho Novatec

engenharia de embalagens UMA ABORDAGEM TÉCNICA DO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE EMBALAGEM Maria Aparecida Carvalho Novatec engenharia de embalagens UMA ABORDAGEM TÉCNICA DO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE EMBALAGEM Maria Aparecida Carvalho Novatec capítulo 1 Que é isso, companheiro? Sabíamos que você iria se interessar pelo

Leia mais

Aníbal J. S. Ferreira, Ph. D. Faculdade de Engenharia da Universidade of Porto / SEEGNAL Research, Lda.

Aníbal J. S. Ferreira, Ph. D. Faculdade de Engenharia da Universidade of Porto / SEEGNAL Research, Lda. A importância na terapia da fala, na colocação da voz e no ensino do canto, do feedback visual de parâmetros extraídos por computador e em tempo-real, da voz falada ou cantada Aníbal J. S. Ferreira, Ph.

Leia mais

SISTEMA DE EDUCAÇÃO PRÉ-NATAL. Quando o aprendizado começa. Manual de Instruções

SISTEMA DE EDUCAÇÃO PRÉ-NATAL. Quando o aprendizado começa. Manual de Instruções SISTEMA DE EDUCAÇÃO PRÉ-NATAL Quando o aprendizado começa Manual de Instruções Parabéns! Bem-vinda à FAMÍLIA BabyPlus O BabyPlus - Sistema de Educação Pré-natal talvez seja o mais importante passo que

Leia mais

Fundação Cardeal Cerejeira. Acção de Formação

Fundação Cardeal Cerejeira. Acção de Formação Fundação Cardeal Cerejeira Acção de Formação Formadoras: Fisioterapeuta Andreia Longo, Fisioterapeuta Sara Jara e Fisioterapeuta Tina Narciso 4º Ano de Fisioterapia da ESSCVP Introdução Afirma-se que a

Leia mais

Considerações Finais. Capítulo 8. 8.1- Principais conclusões

Considerações Finais. Capítulo 8. 8.1- Principais conclusões Considerações Finais Capítulo 8 Capítulo 8 Considerações Finais 8.1- Principais conclusões Durante esta tese foram analisados diversos aspectos relativos à implementação, análise e optimização de sistema

Leia mais

Treino de Alongamento

Treino de Alongamento Treino de Alongamento Ft. Priscila Zanon Candido Avaliação Antes de iniciar qualquer tipo de exercício, considera-se importante que o indivíduo seja submetido a uma avaliação física e médica (Matsudo &

Leia mais

Dicas para Professores:

Dicas para Professores: O que fazer: > Falar em tons médios. > Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia). > Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente > Evitar os choques térmicos.

Leia mais

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING

CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING CURSO DE FORMAÇÃO ISO-STRETCHING O Curso de Formação em Iso Stretching é ministrado pelo fundador da técnica, o osteopata e fisioterapeuta francês Bernard Redondo. O método Iso Stretching foi desenvolvido

Leia mais

JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PIBIDIANOS COM O TEMA GÊNERO E SEXUALIDADE

JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PIBIDIANOS COM O TEMA GÊNERO E SEXUALIDADE JOGOS E BRINCADEIRAS NO ENSINO INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA DOS PIBIDIANOS COM O TEMA GÊNERO E SEXUALIDADE Lorrania Miranda Nogueira Raquel da Silva Barroso Monica Rosana de Andrade Mateus Camargo Pereira

Leia mais

Variáveis Manipuláveis do Treino de Força

Variáveis Manipuláveis do Treino de Força Variáveis Manipuláveis do Treino de Força Lucimere Bohn lucimerebohn@gmail.com Área de Formação: 813 Desporto. Curso: Musculação e Cardiofitness. Módulo: Bases Morfofisiológicas VARIÁVEIS MANIPULÁVEIS

Leia mais

Que tal dar um up em seu visual e melhorar sua auto-estima? Promover sua saúde sem o cigarro aproveitando os sabores da vida e recuperar seu fôlego?

Que tal dar um up em seu visual e melhorar sua auto-estima? Promover sua saúde sem o cigarro aproveitando os sabores da vida e recuperar seu fôlego? Você que está tentando largar o vício do cigarro e não consegue encontrar forças para se livrar desse mal. Anda sentindo dores nas costas, cansaço e/ou inchaço nas pernas, problemas com acnes ou querendo

Leia mais

Distribuição de Freqüências

Distribuição de Freqüências Distribuição de Freqüências Por constituir-se o tipo de tabela importante para a Estatística Descritiva, faremos um estudo completo da distribuição de freqüências. Uma distribuição de freqüências condensa

Leia mais

O SOM. 2. Um fenómeno vibratório que produz essa sensação;

O SOM. 2. Um fenómeno vibratório que produz essa sensação; O SOM Segundo a Diciopédia, o som pode ser: 1. Física: sensação auditiva produzida por vibrações mecânicas de frequência compreendida entre determinados valores (20 e 20 000 vibrações por segundo, em média);

Leia mais

A relação trabalho, fábricas, máquinas, homens e(m) movimento há alguns

A relação trabalho, fábricas, máquinas, homens e(m) movimento há alguns TÍTULO:PROMOVENDO E RECUPERANDO A SAÚDE DO TRABALHADOR NA EMPRESA: GINÁSTICA LABORAL E CORREÇÃO FUNCIONAL NA ELECTROLUX DO BRASIL. AUTORES: DUARTE, A. C. G. O.; OLIVEIRA, S. B.; ARRUDA, E. A. B.; VENÂNCIO,

Leia mais

7 Conclusão e sugestões para futuros estudos

7 Conclusão e sugestões para futuros estudos 7 Conclusão e sugestões para futuros estudos Neste capítulo são apresentadas as conclusões do estudo, em seguida é feita uma reflexão sobre os objetivos iniciais do trabalho, as sugestões para estudos

Leia mais