UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC CAMPUS MAFRA/RIO NEGRINHO/PAPANDUVA NÚCLEO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE

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1 UNIVERSIDADE DO CONTESTADO UnC CAMPUS MAFRA/RIO NEGRINHO/PAPANDUVA NÚCLEO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE PROJETO AVALIAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA MAFRA 2009

2 Núcleo de Ciências da Saúde e Meio Ambiente Prof. JOÃO ANGELO DE LIMA BASSANI PROJETO AVALIAÇÃO INTEGRAL DA CRIANÇA MAFRA 2009

3 TÍTULO Avaliação integral da criança OBJETIVOS Objetivo geral escolares. Promover a avaliação integral da criança que apresente problemas Objetivos específicos Favorecer o processo de avaliação psicopedagógica; defasagem; Acompanhar o aluno no seu desempenho escolar, detectando áreas de Fornecer aos professores subsídios para sua pratica profissional, visando resgatar os alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem. Fornecer aos pais subsídios para um encaminhamento adequado no sentido da minimização dos processos concorrentes às dificuldades escolares.

4 JUSTIFICATIVA O presente projeto surgiu da preocupação e da necessidade de melhor compreensão do processo de aprendizagem frente aos desafios da educação, pelo entendimento do papel da escola frente ao educando que não aprende, da necessidade de identificação das dificuldades nesse processo de aprender, e do trabalho psicopedagógica junto família/escola. Houve um tempo, em que a falta de clareza a respeito dos problemas de aprendizagem fazia com que os alunos com dificuldades fossem encaminhados para profissionais de diversas áreas de atuação, sem uma resolução eficaz dos problemas detectados. A Psicopedagogia chega então para atuar integrativamente, associada a outras áreas do conhecimento, buscando averiguar criticamente o modo como vem sendo conduzido o processo de ensino-aprendizagem atrelada à construção do conhecimento. É observável os crescentes problemas ligados às dificuldades de aprendizagem. Embasada em grandes teóricos como Piaget, Vygotsky, Freinet, Ferreiro, Teberosky e outros, os pedagogos e professores os analisavam como insuficientes para uma intervenção ativa nessas dificuldades de aprendizagem, não levando em conta os estilos de aprendizagem e o papel do professor. Nesse processo surge o Psicopedagogo que auxilia nessa intervenção, realizando avaliações que consideram o indivíduo no processo de aprendizagem na sua essência interna e externa. Desenvolvendo trabalhos integrados com outros profissionais em harmonia com outras áreas do conhecimento humano respeitando o espaço de cada um e o Código de Ética. Ainda, compreendendo o sujeito da aprendizagem a partir de seu contexto cultural, social, cognitivo, psíquico e orgânico. Ressalta-se que a avaliação psicopedagógica é um processo continuo que necessita do envolvimento coletivo tanto da família quanto da comunidade escolar e dos demais profissionais envolvidos no acompanhamento da criança, por isso, é possível acreditar que a avaliação, além de contribuir para que novas praticas metodológicas sejam desenvolvidas no cotidiano da escola, poderá também oferecer elementos para ações conjuntas destes diversos profissionais.

5 REFERENCIAL TEÓRICO A Psicopedagogia Clínica e Institucional tem como meta contribuir com pesquisas na área da aprendizagem e do desenvolvimento humano de maneira ética e reflexiva, com fundamentação científica, buscando o bem estar dos envolvidos nesse processo. Clinicamente ou institucionalmente, a Psicopedagogia tem como centro o indivíduo em desenvolvimento e as alterações desse desenvolvimento, favorecendo a apreensão de competências e habilidades que possibilite o aprender num sentido mais amplo. O psicopedagogo pode usar como recursos a entrevista com a família; investigar o motivo da consulta; procurar a história de vida da criança realizando Anamnese; fazer contato com a escola e outros profissionais que atendam a criança; manter os pais informados do estado da criança e da intervenção que está sendo realizada; realizar encaminhamento para outros profissionais, quando necessário. RUBINSTEIN (1996, p.67). A Psicopedagogia vem contribuindo muito nas diversas instituições, onde o seu objetivo maior compreende assinalar e analisar os fatores que possibilitam, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem. Contudo, mesmo tendo como alvo uma avaliação psicopedagógica, não podemos anular a existência de vários fatores que determinam o sucesso ou o fracasso escolar. Dentre eles, o fisiológico, psicológico e o pedagógico que envolvem as crianças nesse meio sócio cultural. Cabe ao trabalho psicopedagógico, a percepção de dificuldades e o planejamento adequado para a avaliação, interada com outros profissionais para o maior conhecimento dos processos de aprendizagem nos seus aspectos cognitivos, emocionais e corporais. É cada vez mais comum ouvir a reclamações de professores sobre o contingente de crianças que, apesar dos seus esforços, não aprendem a ler, a ortografar, a escrever, a pensar e, principalmente, não expressam de nenhuma maneira o encanto e o prazer de aprender. Diante dos estudos sobre os distúrbios e fracassos da aprendizagem de muitas crianças, vê-se a necessidade de ouvir as crianças em suas reais condições detectando os problemas de aprendizagem que tanto podem ocorrer no início ou no decorrer do período escolar

6 com diferenças variadas de aluno para aluno que consiste em uma séria investigação. Conhecer o sistema educacional, sua organização e as dinâmicas institucional, a instituição família, alunos e professores estabelecendo uma relação harmoniosa, é primordial para a intervenção psicopedagógica eficaz levando a criança a integrar-se novamente à vida normal, respeitando sua individualidade. Desta forma, a causa do processo de aprendizagem e as dificuldades de aprendizagem, deixam de ser identificados apenas no aluno e no professor e passam a ser vistos como um processo mais amplo, que envolve inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com muito critério pelo professor e o psicopedagogo que já não se defrontam mais com um processo linear de crescimento e desenvolvimento. É a percepção de uma criança singular que vai comandar o processo de aprendizagem e não um modelo universal de desenvolvimento, respeitando o desempenho individual de cada um que nem sempre se apresenta contínuo e em uma única direção. A psicopedagogia pode ser organizada em quatro eixos. O amplo conjunto de tarefas e funções realizadas pelos profissionais que prestam assessoramento psicopedagógico às escolas, apesar de sua diversidade, pode ser organizado em torno de quatro eixos. (Coll, 1989) O primeiro eixo, O segundo eixo, Relativo à natureza dos objetivos da intervenção, cujos pólos caracterizam respectivamente as tarefas que se centram, prioritariamente no sujeito e aquelas que têm como finalidade incidir no contexto educacional. Assim, as tarefas incluídas são tanto as que têm como objetivo prioritário o atendimento a um aluno, quanto as que aprecem vinculadas a aspectos curriculares e organizacionais. (Coll, 1989, p.112) Afeta as modalidades de intervenção, que podem ser consideradas como corretivas, ou preventivas e enriquecedoras. Qualquer intervenção realizada na escola pode ser caracterizada, em um determinado momento, embora, em momento posterior, sua consideração se modifique. (Coll 1989, p112). Outro eixo;

7 Também diferencia modelos de intervenção, embora tenha como objetivo final o aluno, pode ter diferenças consideráveis: enquanto alguns psicopedagogos trabalham diretamente com o aluno, orientam-no e, inclusive, manejam tratamentos educacionais individualizados, outros combinam momentos de intervenção direta com intervenções indiretas, centradas nos agentes educacionais que interagem com ele. (Coll 1989,p 116). O último eixo; Indica o lugar preferencial de intervenção, que entendemos como a diversidade de níveis e contextos, inclusive quando circunscrita ao marco educacional escolar. Este eixo inclui tanto as tarefas localizadas no nível de sala de aula, em algum subsistema dentro da escola, na instituição em seu conjunto, ano, série, assim como aquelas que se dirigem ao sistema familiar, à zona de influência, etc. (Coll 1989, p.123). Esses eixos podem permear a intervenção psicopedagógica, embora, sem ser extremamente necessária a execução dos mesmos. Sabemos que o processo educativo ocorre em consonância com o contexto histórico vivido pela sociedade. Cotidianamente, vivemos um momento de intensa busca para garantia de nossos direitos individuais e coletivos. Direitos estes que, perpassam as questões socioeconômicas, históricas e culturais da humanidade. Esse é o desafio contínuo da educação Educar na diversidade estando interligado com o mundo e suas interferências que colaboram na construção do conhecimento desta sociedade dinâmica e complexa. Atualmente, o fazer educativo se tornou mais amplo, com objetivos mais flexíveis e diversificados que buscam atender todos que estão envolvidos nesse processo educativo, nas suas especificidades e necessidades. Cabe ao Psicopedagogo proporcionar a cada aluno, elementos para sua maior interação com esse mundo. Cabe à Psicopedagogia trabalhar para que a escola acompanhe o desenvolvimento humano e se constitua num verdadeiro espaço de construção do conhecimento. Os problemas de aprendizagem podem ocorrer tanto no início, quanto no decorrer do período escolar e expressam diferenças que variam de aluno para aluno, solicitando uma investigação no campo em que eles se manifestam. O psicopedagogo sabe que sua profissão consiste na construção de saberes, não sendo uma atividade neutra para ambas as partes. Nesta situação a ajuda entre

8 ambos é mútua, pois as relações de afeto que se estabelece entre o psicopedagogo e o educando são necessários ao desenvolvimento da relação educativa. Desta forma, o papel do psicopedagogo deve sempre buscar levar o educando a integrar-se novamente à vida normal, respeitando sua individualidade. Este profissional deve ter conhecimentos multidisciplinares, pois em um processo de avaliação diagnóstica, é necessário estabelecer e interpretar dados em várias áreas, dentre elas: auditiva e visual, motora, intelectual, cognitiva e emocional. É a amplitude destes conhecimentos que permitirá ao psicopedagogo a compreensão do diagnóstico do caso investigado, o que favorecerá a metodologia adequada para o desenvolvimento das suas intervenções psicopedagógicas.

9 POPULAÇÃO Alunos das escolas públicas e particulares do Município de Mafra. LOCAL Núcleo de Psicologia da Universidade do Contestado Campus Mafra Núcleo de Fisioterapia da Universidade do Contestado Campus Mafra Núcleo de Enfrermagem da Universidade do Contestado Campus Mafra Mafra Núcleo de Estudos em Educação da Universidade do Contestado Campus Curso de Ciências Biológicas Núcleo de Educação Física da Universidade do Contestado Campus Mafra ATUAÇÃO Quadro de possibilidades de atuação dos cursos de abrangência do Núcleo de Ciências da Saúde e Meio Ambiente: Curso Ciências Biológicas Psicologia Ed. Física Fisioterapia Enfermagem Possibilidades de atuação Levantamento de hábitos de Higiene Levantamento de hábitos alimentares Avaliação psicopedagógica Avaliação de personalidade Avaliação física Avaliação motora Avaliação postural Avaliação de pressão plantar e arcos plantares. Caracterizar problemas de saúde que acometem os escolares. Anamnese, Exame clínico. Exame físico. Medidas antropométricas, condições gerais de higiene física. Testes de acuidade visual e auditiva.

10 ANALISE DOS DADOS Serão realizadas entrevista com os pais e com os professores do aluno. O primeiro contato com o aluno envolve a vinculação através de conversa informal. Após será elaborado um plano de trabalho que envolva a aplicação de testes formais e informais, assim como os psicopedagógicos, as diversas avaliações das áreas afim para confirmação ou não da queixa. Esse aluno poderá ser encaminhado para outros profissionais da instituição de acordo com a necessidade, por exemplo: fisioterapia, enfermagem, pedagogia, educação fisica. (possibilidades sugeridas no quadro acima) da avaliação. Cada Núcleo fará um laudo referente à sua área com aquilo que foi levantado Essas avaliações comporão um dossiê da avaliação integral da criança que deverá fazer parte da pasta educacional do aluno na escola de origem, para consulta dos profissionais de educação. Esse material poderá servir de subsídio para o trabalho tanto do professor quanto do profissional de psicopedagogia e deverá ser constantemente submetido à reavaliação para detectar progressos ou não, e ser readequado. Outra utilização seria a de pesquisa que revelarão dados relevantes relacionados aos fenômenos pesquisados.

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